História Two is better than one - Capítulo 4


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Jean-Jacques Leroy, Ji Guang-Hong, Kenjiro Minami, Lee Seung Gil, Leo de la Iglesia, Otabek Altin, Personagens Originais, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Jurio, Otapliroy, Otayuri, Pliroy, Victuri, Victuuri, Viktuuri
Visualizações 79
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E voltei!

Além do habitual (o núcleo central da história), teremos um pouquinho de foco no Victor também. Sei que ainda estamos caminhando, mas vocês devem se perguntar muito sobre a situação amorosa do nosso russo querido e os motivos que o levaram até Londres.

Só darei uma amostra, mas acho que não vai ser muita coisa... afinal, é um pouco do ponto de vista do Victor e do pouco que sabemos através dele.

Leiam as notas finais :3

*A capa de hoje é a do White Lion, um dos pubs mais famosos de Londres*

Capítulo 4 - 3 - Nem todas as situações são do jeito que a gente quer


Fanfic / Fanfiction Two is better than one - Capítulo 4 - 3 - Nem todas as situações são do jeito que a gente quer


"O mundo pode ser um lugar muito grande
Então seja você mesmo, não saia de si"

(Ooh La - The Kooks)

 

 

 

 

 

 

O início de semana pareceu tranquilo. Pela primeira vez desde que pisara na Inglaterra, Yurio não sentia aqueles olhares incômodos do presidente do conselho estudantil em si. E mesmo que tenha trocado número de telefone e dado seus contatos de redes sociais para Otabek depois do passeio inesperado na London Eye, o loiro ainda não tinha visto o rapaz nos corredores durante o intervalo ou no horário de almoço. Mas também não ligava muito para tal. Poderia voltar ao mesmo modus operandi que sempre teve: ficar quieto no seu canto, falar apenas o necessário e apenas quando alguém dirigisse a palavra a ele. Só que isso era praticamente impossível quando tinha na mesma de sala um japonês barulhento e irritante, além de duas irmãs gêmeas que não ficavam muito atrás nesse quesito.

- Eu te disse que nossa função aqui é ficar de olho no nosso irmão! Não podemos deixar que ele chegue perto de pessoas erradas aqui!

- Tô pouco me lixando pra isso, Annabell. Jean sabe muito bem se cuidar. Ele não é um bebê mimado feito você. - Anette mostrava o dedo para a irmã gêmea, cansada do seu protecionismo para cima do irmão mais velho.

- Ainda espero a resposta de uma das duas sobre a lição de casa! - Minami se metia no meio da discussão, o que só piorava a situação de Yurio, que já começava a sentir dores de cabeça por tamanha gritaria. Não deu outra.  

- CALEM A PORRA DA BOCA!!!! SERÁ POSSÍVEL QUE SÓ SABEM GRITAR??? - antes que Annabell respondesse algo, a professora de Literatura Inglesa entra na sala.   

O russo suspira aliviado quando vê a professora e pensa que finalmente terá um pouco de paz. Mas para seu infortúnio a paz só dura por 20 minutos quando a porta da sala é aberta e ele vê o maldito presidente do conselho estudantil entrando no local acompanhado do seu vice, que segurava uma pilha de papeis sem reclamar. E pela primeira vez naquela semana, o olhar que ele tanto odiava estava de volta. Respirou fundo para manter a compostura. Seu sossego iria demorar um pouco para voltar. 

- Peço a licença da professora Carlton por uns minutos. Em nome do conselho estudantil, estamos passando nas salas de aula para distribuir as fichas de inscrição dos clubes. Lembrando que o limite é de dois clubes por aluno e as fichas deverão ser entregues até amanhã. Semana que vem, as atividades dos clubes serão iniciadas e poderão valer ponto extracurricular. - JJ falava enquanto Otabek depositava as fichas no birô da professora. 

- Qualquer dúvida que tenham sobre os clubes, podem nos consultar na sala do conselho já que não podemos tomar muito tempo dos professores. Ela estará aberta após às aulas. - o cazaque dissera, de forma meio contida. 

Logo após a pequena interrupção da aula, os dois veteranos se retiram. A professora então, pede que seus alunos organizem uma fila para pegarem as fichas de inscrição. Yurio, com a pouca vontade que possuía, pegara a sua e retornara para a sua carteira o mais depressa que pode. Atrás dele, vinham Anette e Minami tagarelando. Não sabia se aquela era a terceira ou quarta vez que respirava fundo para se acalmar. Teria que dar um jeito de treinar sua paciência, visto que a tendência seria a de enlouquecer pelos próximos dias. O que já era praticamente um fato.

Enquanto isso, no corredor que dava acesso à sala do 3º ano A, um certo canadense tagarelava ao lado de um cazaque apático que estava mais preocupado em ajeitar seus óculos que escorregavam do rosto. Já haviam terminado de entregar as fichas de inscrição dos clubes e agora voltavam para a sua sala de aula. 

- Você notou aquele olhar arredio? Aquele olhar de gatinho arisco? Nossa... como eu posso dizer... fantastique*! - Otabek só murmura um "ah" ao ouvir as palavras de seu amigo.

- Cara, desiste. Ele pareceu não ir com a sua cara. - JJ bufa, indiferente. O outro moreno franze o cenho e volta a se concentrar em encontrar alguma sujeira invisível nas lentes de seus óculos. 

- Eu sei que um dia eu vou conseguir me aproximar dele. É só questão de tempo. - não nota o amigo suspirar indiferente. Mesmo que tivesse se aproximado um pouco de Yurio e conseguido seus contatos, nada mudara. 

- Aham. E essa escola está cheia de duendes. - a única resposta de Jean foi rir enquanto entrava na sala. Por mais que o amigo não o levasse à sério, mantinha-se perseverante. 

x-x-x-x-x

Chegar em casa era um alívio. Mesmo com seu primo sempre querendo saber como foi seu dia. Só que Victor parecia estar um pouco mais quieto que o normal. Ao entrarem na sala, vê que o prateado deixa sua pasta em cima do sofá e afrouxa a gravata vermelha que sempre usava para trabalhar. Do seu lado, Makkachin abanava o rabo esperando um afago de seu dono. Tudo o que Victor dera foi um sorriso enquanto olhava para Chris guardando as chaves de seu carro. Dera o tão esperado afago no velho poodle, uma das poucas coisas que o acalmavam ultimamente. Depois de fazer o costumeiro carinho na cabeça do seu cachorro, se dirige para Yurio ao ver que o adolescente esperava algo.

- Hum... Yuratchka? Poderia me fazer um favor hoje? Eu e o Chris sairemos para beber e gostaria de saber se podia ficar de olho no Makkachin enquanto eu estiver ausente, tudo bem? 

- Acho que você esqueceu de que eu também moro aqui e que sempre cuidei do seu cão quando saía, quando ainda vivíamos na Rússia. - o loiro franze o cenho, achando que Victor estava começando a ficar louco. 

- Sabe como é... é o trabalho que me consome, hehe. Então... confiarei em você. Prometo que não vou demorar muito. Ah, e ligue para a pizzaria caso esteja com fome. O número está na agenda que o Chris deixou em cima da mesa de centro e o dinheiro está dentro dessa agenda. Se cuida! -  afaga os cabelos loiros do garoto e vai até à porta de saída daquele casarão, onde Chris o esperava. 

Dentro do táxi, o suíço pede para que o taxista os leve para o White Lion, que ficava em Covent Garden. Era o seu pub favorito e sempre que podia, bebia lá não somente por causa do ambiente e do rock clássico britânico que tocava ao fundo, mas pelo atendimento excelente. Trazia Victor consigo porque o dia seguinte seria o dia de folga deles, determinado pelo próprio já que era um dos donos do escritório onde ambos trabalhavam. Achava que seu amigo merecia se divertir um pouco e desafogar seus pensamentos do trabalho, algo que fazia apenas por causa de um certo alguém. Não demoraram muito a chegar no pub. Por ser figura frequente no White Lion, os funcionários já conheciam Chris e sabiam o que ele iria pedir. Por isso o bartender se preparava para trazer o drink que o suíço adorava beber. 

- Boa noite, sr. Giacometti. Vai ser o de sempre? Vejo que veio acompanhado... - o bartender olhava desconfiado para Victor, como se desse a entender que estava com ciúmes. 

- Ah... Sam, esse é meu amigo Victor. Aquele de quem eu sempre falo. E sim, me vê o de sempre. Traga o mesmo para o Russisch, ok? Estou indo para aquela mesa onde costumo ficar. - com uma piscadela, o rapaz pareceu entender e se distanciara para pegar os drinks que Chris lhe pedira enquanto os estrangeiros iam para a tal mesa. 

- É impressão minha ou esse cara não gostou de mim? - Victor perguntava antes de pegar o menu para fingir que iria ler. - Não me diga que você flertou com ele e ele achou que teria chance?

- Não liga, o Sam é assim com todo mundo. Sabe muito bem que não me prendo a ninguém. - acenava para uma garçonete para pedir o costumeiro fish and chips servido ali. - E sabe que se isso acontecer um dia, o Apocalipse acontece na Terra.

- Isso me lembrou que... aquele cara começou a agir assim antes das coisas terminarem do jeito que estão agora. É muito difícil falar sobre esse assunto sem sentir mal-estar. - não demorou para que a garrafa de cerveja aparecesse na mesa, com dois canecos de vidro junto. - Cerveja, Chris?

- Um bom germânico não dispensa uma boa cerveja. E a Robinson's Iron Maiden Trooper é uma das melhores aqui. Não seja receoso, beba. Vai adorar. Sei do seu gosto por destilados, mas é bom variar um pouco. Além disso, é uma cerveja da nossa banda favorita. Lembra que costumávamos sair pelas ruas de Zurique cantando Iron Maiden bem alto? - a nostalgia fez Victor esquecer um pouco daquele sentimento ruim. Havia conhecido Chris no último ano da escola, quando fizera intercâmbio na Suíça. 

- Aquilo sim que era uma boa época. Mas tudo o que é bom dura pouco. Vamos beber. Nada de se lamentar agora. - enfim o russo dera um gole na cerveja e não reclamara do gosto amargo. Até gostara do sabor. 

Mais garrafas de cerveja e duas bandejas de fish and chips depois, as coisas estavam diferentes. O advogado encontrava-se bêbado, chorando e reclamando de tudo. Chris ainda aguentava, por ser mais acostumado com a cerveja. O russo agora bebia o conteúdo da bebida diretamente da garrafa, empolgado. E não dava indícios de querer parar. 

- ... ele não gostava quando eu saía com algum amigo sem ele do meu lado e já vi ele implicando com o Yuratchka algumas vezes. Aquele pirralho acha que pode esconder as coisas de mim, mas ele não sabe que eu sei disso. Até com meus livros aquele ser implicava! Dei tudo para o Yuratchka porque nele eu confio. As crises de ciúme foram piorando a ponto dele exigir que eu não visse mais o Georgi!! - Victor contava para Chris algumas coisas de seu relacionamento fracassado com Yuri Katsuki, já alterado pelo álcool que consumira. - Me diga o que eu fiz de errado pra ele cismar comigo? O pior de tudo é que eu ainda amo aquele maldito desgraçado!

Russisch, acho melhor pararmos por hoje. Fique aqui enquanto pago a conta. - Chris teve que ir rápido antes que seu amigo pedisse mais uma garrafa de cerveja. Pedira para Sam ficar de olho no russo enquanto fazia isso. 

Com a conta paga, ambos saem do White Lion para voltarem para Camden. Christophe ainda teve que aturar um Nikiforov rindo histericamente enquanto chorava e amaldiçoava o tal do Yuri Katsuki. Pelo visto, havia algumas coisas que o mais velho não contava por achar que era doloroso demais. Finalmente haviam chegado em casa e o suíço notava que Yurio ainda encontrava-se acordado. Eram 23h e o garoto costumava dormir cedo. Ao ver o estado do primo, o adolescente logo pede a ajuda do advogado para carregar Victor até o quarto. O loiro suspira de desgosto. Não era a primeira vez que aquilo acontecia, já deveria estar acostumado.

- Pode dar um banho nesse idiota enquanto eu faço um café forte? - Chris concorda e ao entrar no banheiro com o prateado, o vê colocar a mão na boca. Abre imediatamente a tampa do vaso sanitário e observa o homem vomitando. Depois que Victor coloca tudo para fora, o suíço o banha com um pouco de dificuldade. 

Yurio já tinha feito o café e o depositara no criado-mudo. Pede desculpas para Chris assim que vê ele sair com seu primo. Victor estava enrolado em uma toalha e parecia estar um pouco tonto. Ambos sentam o russo na cama e o menino faz o parente tomar aquele café para evitar uma ressaca no dia seguinte. Giacometti sai do quarto para deixar os estrangeiros sozinhos. Já Plisetsky, deita o primo na cama e o observa cair no sono. Não sem antes ver ele chorar e sussurrar o nome de Yuri Katsuki enquanto se entregava nos braços de Morfeu. Tentou fazer o mesmo, apesar da preocupação. 

Pensava em colocar Victor contra a parede para que ele finalmente abrisse a boca e revelasse tudo o que aconteceu, em detalhes, para saber o que lhe motivou a sair da Rússia e parar na Inglaterra. Sentia que faltava alguma coisa e iria descobrir.

 

 


"Eu posso dizer que foi culpa sua
Porque eu sei que você poderia ter feito mais"

(Naive - The Kooks)       

 

 


Notas Finais


Chegamos nas notas finais!

Bem... eu estava dando uma olhada na história e notei que há uma trama paralela nela. Sim, me refiro ao dilema do Victor e do fim do seu relacionamento que o fez ir para a Inglaterra. Pois bem...

Após muito pensar, decidi que em breve Two is better than one terá um prequel. Exatamente! Farei em breve uma história curta para explicar toda a história entre Victor Nikiforov e Yuri Katsuki e os reais motivos da separação de ambos.

Mas e então? O que acharam?

E no próximo capítulo, os clubes!

Cerveja que Chris e Victor beberam. É do tipo Pale Ale/Bitter (bastante comum na Inglaterra) e sim, é a cerveja oficial do Iron Maiden :3 https://www.cervejastore.com.br/cerveja-robinsons-iron-maiden-trooper-330ml/p

*Fantastique: fantástico, em francês.

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