História Two Letter Sins - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bills, Bulma, Goku, Goku Black, Kaiohshin, Vegeta, Whis
Tags Drama, Goku, Goku+black, Vegeta, Yaoi
Visualizações 147
Palavras 2.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Vazio


 

Um som melodioso ecoa sobre as enigmáticas cordas de um violino, encontrando o harmonioso sonido de um piano. Juntos sussurram uma delicada sinfonia para amenizar a melancolia.

As luzes das lâmpadas piscam frenéticas. Iluminando parcialmente um recinto aparentemente abandonado. Black acorda sob as luzes. Coloca a mão sobre as vistas embaçadas para dispersar o incômodo. Ouvia um som eufônico suavizar o ambiente. Observou o quarto. Tudo era excessivamente claro transmitindo-lhe a sensação de vazio.

Sentou-se de lado na cama. Com o coração lento. A respiração imprecisa. A mente exaurida. Doente de corpo... E alma.

Observou as faixas cobrindo o tórax e os braços. Passou as mãos sobre o pescoço, constatando que também havia sido enfaixado. Fitou os pés por um momento e o mundo continuou a girar.

Os pés tocaram o chão frio. Levantou devagar, com a mão sobre o estômago, o corpo ainda encontra-se dolorido. Vestiu uma calça e uma blusa branca que estavam dobradas sobre a cadeira. Caminhou para a porta descalço. Girou a maçaneta, abriu sem muita pressa e saiu.

Passou o olhar por todo o corredor confuso. O estabelecimento parecia muito com o que os humanos costumam chamar de hospital. Seguiu o som da melodia. Olhou para o lado vendo algo curioso em uma das salas. Entrou e analisou um enorme painel digital. Nele continha um desenho arquitetônico em 3D daquele estabelecimento constando em sete subníveis. Quem construiria um edifício com andares subterrâneos? Encarou uma larga mesa metálica cheia de documentos. Analisou cada pasta curioso. O que seria exatamente o “Projeto Warm”? Reparou que uma das pastas havia uma foto. E nele estavam Vegeta, um garoto e uma mulher, a mesma que o encontrou machucado.

Guardou a foto no devido lugar e saiu da sala. Continuou caminhando pelos corredores. A medida que avançava a musica ficava mais próxima. Parou de frente para uma porta. Abriu lentamente. Avistou uma mesa branca no centro da sala. E em cima dela havia um pequeno rádio.

Caminhou em direção ao móvel. A música parou de tocar. Segundos depois voltou a tocar a mesma melodia. Relaxou as costas sobre a cadeira e ficou encarando o vazio.

Naquele momento uma pessoa abriu a porta. Os olhos estavam um pouco inchados. Passou as mãos sobre a face úmida e entrou. Fechou a porta lentamente atrás de si. Caminhou em sua direção com passos firmes e sentou-se de frente para ele com um olhar confuso. E ambos ficaram se encarando atônitos.


 

Duas horas antes...

Bulma digitava rapidamente a senha para destravar a porta. Entrou com Sócrates que carregava o amigo. Naquele momento as luzes do grande salão acenderam. Digitou novamente a senha para trancar a porta. Observou o local vendo que estava tudo em ordem e seguiu para a enfermaria.

Pediu para Sócrates colocá-lo sobre uma maca. Limpou seus machucados com cuidado. Enfaixou o tórax, braços, pernas e pescoço. Em seguida o transferiram para uma cama devidametne limpa. Cobriu-lhe com um cobertor para manter o seu corpo aquecido. Afagou os seus cabelos e sorriu.

— Eu não tenho nenhuma semente dos deuses comigo, perdão! Mas, garanto que tudo vai ficar bem! Depois vou trocar os seus curativos. Descanse.

Saiu do quarto acompanhada do robô e dirigiu-se para sala ao lado. Sentou na cadeira e esticou os braços sobre a mesa. Observou a papelada desanimada, infelizmente não conseguia pensar em nada com o amigo naquele estado.

— Parece que ele foi... - Suspirou pesadamente. Não queria pensar demais.

O celular vibrou no bolso de sua jaqueta. Pegou o aparelho contra sua vontade e viu que era uma mensagem do seu filho Trunks. Leu a mensagem e franziu o cenho.

— Droga! Esqueci de comprar o material escolar dele. Eu podia pedir tudo pela internet e mandar entregar em casa mas... Com aquela maldita obra eles podem simplesmente colocar o material em qualquer lugar e Trunks não encontrá-lo. – Comentava com Sócrates. — Vegeta deveria acompanhar o garoto nas compras, mas do jeito que é nervosinho vai extressar com um dos vendedores. E explodir a loja como na última vez.

— Então a senhora pode perfeitamente comprar o material. Posso ficar vigiando o convidado.

Bulma encarou o robô de lado e sorriu.

— Eu adoraria atualizar você Sócrates. Dá-lhe um corpo parecido com dos humanos, mas eu gosto dessa sua aparência grosseira. - Suspirou - Preciso voltar para casa.

— É arriscado! A senhora tem compulsão por roupas, joias, livros...

— Tá bom, eu já entendi! Vou apenas comprar o material do meu garoto. Qualquer problema, por favor, comunique-me. - Levantou e saiu.

Chegando em seu destino pousou a nave em qualquer lugar da Corporação Cápsula. Seguiu para sua casa preocupada. Não queria ter deixado Goku sozinho, mas as aulas do filho começam no dia seguinte. Subiu as escadas rapidamente. Ouviu a voz de Vegeta ecoando de uma das suítes. A medida que aproximava acabou ouvindo mais uma voz.

“Você não tinha esse direito, Vegeta!”

— Goku? - Espantou-se.

Pensou em pegar o seu tablet para acessar as câmeras da suíte, mas esqueceu que ainda não reformaram aquela área. Abriu um pouco a porta e entrou lentamente para não ser percebida. Ambos estavam dispersos demais para perceberem a sua presença. Escondeu-se no corredor que dava acesso para o banheiro. Avistou Goku e o coração bateu descompassadamente em seu peito, quase saindo pela boca. O olhar assassino causava-lhe constantes arrepios. Fitou Vegeta que caminhava de um lado para o outro esbravejando a sua raiva.

— Você é um traidor, um maldito traidor! - Soou aborrecido.

— Quem é você para me julgar. - Replicou simplista — Entregue-me o colar agora!

— Eu o destrui, você não verá mais aquele miserável. - O encarou possesso.

— Você não deveria ter feito isso. 

— E porque não? Como pode trocar-me por aquele... - Cerrou os dentes irritado.

— Trocar? Eu não troquei ninguém eu... Simplesmente segui em frente. Eu não vou entrar em depressão por uma pessoa que não me valoriza.

Deu as costas para o príncipe dos saiyajins que julgou o seu comportamento como uma provocação. Pegou em seu braço com força e o jogou na cama, tomou os seus lábios sedento.

Goku assustou-se com a maneira como ele conduzia os problemas. Tentou desvencilhar-se de suas mãos mas, a excitação percorria suavemente em seu membro. As suas veias dilatavam veemente. As células vibravam em seu corpo com o contato de sua lingua que explorava agressivamente a sua boca. Precisava resistir, mas o membro ereto de Vegeta pousava-lhe entre as pernas deixando-o louco de prazer. O principe lambeu o lóbulo de sua orelha e sussurrou sensual.

— O seu corpo vibra em contato com o meu, isso você nunca poderá negar.

— Pare. - Sussurrou entre um leve gemido.

— Você é meu pecado Kakaroto. - Lambeu seus lábios provocativo. - O seu corpo me pertence.

Enfurecendo com aquelas palavras, Goku simplesmente transformou em super saiyajin. Com a explosão do ki, arremessou o corpo do outro para trás, batendo as costas sobre a parede, trincando parte dela. Levantou rapidamente da cama e o encarou de uma forma hedionda.

— O que vai fazer, Kakaroto? Vai destruir minha casa como na última vez? - Soou cínico.

— Nunca mais ouse a me tocar novamente ou eu juro que arrancarei o seu coração.

Bulma colocou as mãos sobre a boca para abafar o clamor. Desde quando Goku comportava-se de maneira agressiva? Ambos estavam irreconhecíveis para ela, jamais imaginou que teriam esse tipo de... Relação.

— Está me ameaçando? Tudo isso por causa daquele maldito?

— Não. Estou fazendo isso por mim mesmo. Nunca mais me procure Vegeta. - Falou determinado.

— Então, olhe meus olhos e diz que não me ama mais!

Goku o encarou nos olhos vendo o quanto pareciam ansiosos por uma resposta. Suspirou levemente e voltou ao normal.

— Eu... - Hesitou por um momento. Respirou profundamente e continuou — Não sei o que sinto por você. No entanto, não quero mais continuar com essa ilusão. E Bulma também não merece isso!

— Bulma. - Sussurrou o seu nome nervoso. — Significa que você esta jogando dez anos no lixo, Kakaroto. - Concluiu aborrecido.

— Dez anos enganando a mim mesmo. Dez anos enganando a minha melhor amiga, sabe como isso soa? Eu sou desprezível. - Falou amargo. — Eu não posso mais...

— Você não se importava na época. - Interrompeu agressivo. — E porque somente agora mudou de ideia? Por causa daquele bastardo?

— Não precisa me lembrar disso. - Naquele momento o seu campo de visão nublou. Tocou nas vistas suavemente com as pontas dos dedos impedindo que as lágrimas caíssem. E falou convicto de suas ações ao longo dos anos. — Ela não merece alguém como eu na sua vida. E muito menos você!

O príncipe arregalou os olhos, cerrou os dentes com raiva. Fechou os punhos, mas conteve a fúria. Goku por sua vez ignorou o teu olhar ameaçador e foi em direção a porta. Bulma rapidamente entrou no banheiro e fechou a porta. Ouviu a porta do quarto bater com força. E naquele instante Vegeta começou a quebrar toda a suite.

Um denso e amargo silêncio instalou-se no ambiente. Bulma permaneceu por mais alguns minutos no banheiro olhando para o espelho atônita. As mãos tremiam vagarosamente. Passou os dedos suavemente sobre a pequena lágrima que caiu sem permissão sobre a pele alva. Saiu do banheiro e observou os móveis destruídos.

Colocou a mão sobre o coração e suspirou amargamente. Saiu pelos fundos da casa para não ser notada. Entrou na nave e deu partida. Ligou o piloto automático e traçou uma rota qualquer. Deitou sobre o metal frio e observou o nada em estado de choque. Reparou uma luz piscando no painel. Levantou lentamente, entre suspiros e indigação, viu que o combustivel estava acabando. Desabou o corpo sobre o assento e manobrou a nave manualmente. Decolou cuidadosamente nos arredores da base. Permaneceu na cabine, observando a escuridão preencher o seu campo de visão.

A voz de Sócrates a dispersou dos pensamentos insanos que nublavam o seu raciocinio.

— Senhora Bulma. Percebo que retornaste rapidamente. Ocorreu tudo conforme os seus desejos?

— Sim. - Respondeu lacrimosa – Sócrates, libere acesso no setor 8, por gentileza.

— Como desejar.

Levantou devagar. Caminhou cambaleante para a porta. Puxou a alavanca com dificuldade. Respirou fundo e forçou mais uma vez o arrimo para baixo. E a porta finalmente abriu. Suspirou pesadamente. Parecia que todas as suas energias foram drenadas após presenciar o conflito entre os saiyajins. Pegou uma laterna e saiu. Observou a escuridão sem entusiasmo. Os céus estavam quietos. A morbidez em sua mente entregava-lhe uma vastidão de lámurias tornando a noite mais escura e fria.

Seguiu para um local mais discreto. Iluminou a estátua de um anjo que encontrava-se entre majestosas roseiras. Afundou os pés em uma poça d'agua. A chuva havia castigado aquela região. Seguiu em direção a estátua e aguardou. De repente o chão se abriu revelando uma escada que seguia para o subterrâneo. A água caiu solenemente sobre os degraus cobertos por galhos e folhas. Bulma desceu sem muita pressa. Seguiu pelo túnel preenchido de pequenos pontinhos luminosos. Sorriu um pouco. Os vagalumes sempre distraiam a sua mente, mesmo que por alguns segundos. Chegando em seu destino, desligou a lanterna e entrou. As luzes estavam acesas deixando o local mais claro que o normal. Cogitou em trocar a iluminação, mas gostava da sensação de vazio que aquele ambiente proporcionava, trazia um pouco de paz.

Dirigiu-se para uma sala em particular. Sentou-se na cadeira e ligou o pequeno rádio. Colocou para repetir uma determinada faixa. Adorava uma canção bem orquestrada. Fechou os olhos e tentou relaxar, mas as vozes dos saiyajins permaneciam em sua mente. Especialmente o momento em que avistou o marido tentando violar o corpo do “amigo”, apesar de que...

— Não pense Bulma, não pense... - Colocou a mão sobre a cabeça incomodada.

Levantou abruptamente, fechou os punhos e bateu contra a mesa nervosa. Saiu rapidamente e seguiu para o laboratório. Precisava trabalhar um pouco para ocupar a mente. Observou tudo à volta, pegou uma cadeira e jogou contra uma estante que caiu quebrando diversos vidros contendo líquidos nocivos à saúde. Virou a mesa com todo o material necessário para as pesquisas. Quebrou praticamente todo o laboratório. Sentou no chão e finalmente deixou as lágrimas caírem. Chorou copiosamente, sentindo-se enganada por aqueles que amava. Ambos eram as pessoas mais importantes de sua vida ao lado de seu filho. Nutria um grande carinho por eles. Amava tanto Vegeta quanto Goku do qual julgava ser seu melhor amigo.

O que deveria fazer? Aguardar por uma possivel revelação por parte deles ou simplesmente pedir satisfações? No estado em que se encontrava o melhor que poderia fazer era desaparecer. Colocar as ideias no lugar para depois pensar com calma o que poderia ser feito.

Notou que a música parou de tocar. Levantou e seguiu para a sala. No momento em que abriu a porta, avistou uma figura sentada na cadeira, olhando para o nada. Este a encarou, mas não houve reação de sua parte. Bulma limpou as lágrimas e entrou. Fechou a porta atrás de si e caminhou com passos firmes em sua direção. Sentou de frente para ele e observou os seus olhos negros; atônitos e enigmáticos.

Black repousou os olhos nela vendo um profundo desalento em seu olhar; atônitos e furiosos. E naquele momento nada mais parecia existir para eles. Vidrados no vazio. Acalentados pela melodia. 



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