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História Two lines do not cross at random - Capítulo 20


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Notas do Autor


Voltei em vidas 💕

Capítulo 20 - Desperate moments


Fanfic / Fanfiction Two lines do not cross at random - Capítulo 20 - Desperate moments

“E agora, o que direi?” Respirei fundo tentando achar alguma coisa que fizesse sentido para livrar-me desse encosto. ”

Procurei explicações possíveis para estar chegando aquele horário, mas não encontrei absolutamente nada. Resolvi dá uma desculpa simples, sem muita complexidade, quanto mais difícil eu falasse mais difícil seria ele compreender, contei qualquer coisa para me livrar desses questionamentos.

— Saí com uma amiga ontem, chegamos tarde e acabei dormindo na casa dela e perdendo a hora! Satisfeito? – falei com sarcasmo, pegando a cafeteira e pondo a água para ferver.

— E porque não me disse logo? – sentou ele na cadeira na frente da bancada.

— Não estou entendendo Hector, eu não tenho que está explicando para ninguém o que eu faço ou deixo de fazer, ou devo ? – o espetei com essas palavras, mas a vontade era de mandá-lo ir a merda.

— Não, não deve! – disse ele, pegando e mordendo uma maçã verde que tinha na fruteira em cima da bancada. — Mas essa amiga era a Patterson? Ou o perigo que eles correm já acabou? – mordeu um pedaço da maçã.

— Não Hector, não era ela, não há vejo a semanas, e não é por falta de querer! E como eu disse não vou ficar me explicando, essa conversa está me dando preguiça. – terminei de coar o café e coloquei na xícara e fui em direção ao meu quarto. — Vou tomar um banho e me trocar! – falei enquanto ele me via sumir no corredor.

— Já passamos do horário, vou ter uma reunião e vamos ter que remarcar a visita ao Keaton. – gritou ele para que eu escutasse do meu quarto.

— Melhor ainda, vou ficar em casa hoje! E quando você sair bate a porta! – respondi na mesma altura de voz por causa da distância entre o quarto e a cozinha. Espero que ele tenha entendido a indireta e fosse embora.

Saí do banho, vesti uma roupa bem confortável e enrolei a toalha nos cabelos para que secasse mais rápido, já tinha tomado chuva na noite anterior e queria evitar um resfriado. Peguei as roupas úmidas que usei ontem e trouxe para a lavanderia para pôr para lavar, ao passar pela sala detectei que o Hector já havia saído, o que me trouxe um alívio tremendo.

Deixei as roupas na máquina de lavar e voltei para sala, liguei a tv em busca de algo interessante para assistir, enquanto pulava e pulava os canais da tv, meu celular notificou uma mensagem. Era ele.

“ Ei, como foi sua chegada aí ? – perguntou Reade.”

“ Tive que dá algumas explicações, não foi nada fácil, mas está tudo certo! E você, já em casa?” – perguntei enquanto abaixava o volume da tv.

“ Sim, vim tomar um banho e dá a comida do poli !”

“ Meu filhotinho! – meus olhos se encheram de água. — Como ele está, amor? Estou com tantas saudades.”

“ Ele também sente, nós sentimos... Mas logo estaremos juntinhos os três! ” – disse ele esperançoso.

” Vamos sim, nós vamos recuperar nossa família!”

“ Não vejo a hora de sermos 4” – escreveu ele, e pôs um emoji de coração ao lado, coisa que achei lindo, apesar dessas frescuras ser bem a cara dele.

“ Seremos felizes” – eu amei lê isso, mas esse assunto ainda me dói. Ainda me sinto muito culpada.

“ Vou ter que ir agora, te vejo depois, te amo!” – se despediu ele.

“ Tá bom, até breve, te amo muito.” – me despedi, com um aperto no coração.

Coloquei o celular em cima da mesinha após terminar a conversa e me concentrei no programa da tv. Três minutos se passaram e outra mensagem chegou.

“ Baby, isso está chegando ao fim, breve te terei para mim e vamos voltar a ser felizes como éramos. Te amo até o fim, certo ? ” – essa mensagem enviada por ele inesperada fez meu coração transbordar felicidades.

“ Te amo até o fim dos meus dias.” – respondi com a mesma intensidade de carinho. Voltei a atenção a tv, onde passei o dia todo.

Mais duas semanas se passaram, eu já estava perdida de quanto tempo durara esses dias sombrios, a única coisa que me tranquilizava era ter meu momento com Reade, nos encontrávamos no mínimo umas 2 vezes por semana, e claro, com toda cautela possível, estávamos próximos demais para morrer na praia.

A convivência com o Hector estava cada vez mais sufocante, estava difícil olhar para cara dele e não sentir um ódio, desprezo por todo mal que ele me fez, quem diria que um melhor amigo se tornaria meu pior inimigo. As vezes me lembro da noite que dormimos juntos, aí, se eu pudesse voltar no tempo eu teria feito tanta coisa diferente, eu sentia nojo até de mim só de lembrar.

Hector andava mais estranho nessas últimas semanas, muito impaciente, com a arrogância elevada, algo parecia incomodá-lo, mas eu não iria me preocupar com isso, acho que não seria nada sobre mim e o Reade. Enfim o plano estava pronto, Reade me chamou para conversarmos sobre como e onde seria, nada poderia dá errado, se errássemos era como dá um tiro no próprio pé.

E lá estávamos nos encontrando novamente escondido, e espero que seja a última. Cheguei ao local marcado, Reade já me esperava para explicar todo o plano a ser seguido, não poderia haver erros. O cumprimentei com um beijo e um abraço, essa semana não tínhamos nos visto ainda, a saudade era extrema.

— Eai amor! – o cumprimentei com um beijo um pouco longo e um abraço bem apertado.

— Ei baby! – respondeu ele. — Saudades que eu estava.

— Aí nem me diga viu, não vejo a hora disso tudo terminar! – falei ao me sentar.

— É sobre isso, vou te contar o plano agora. – falou ele bem sério. — Então, vamos soltar a Megan e fazê-la marcar um encontro com o Hector alegando ter sido solta por pagar uma fiança alta e por bom comportamento, ela também vai puxar assunto com ele sobre tudo oque ele fez, assim ele praticamente confessará seus crimes e iremos prendê-lo. Estaremos todos no local, estará cheio de escutas por todos os lados, eu e você nos encontraremos no local mais cedo. Próximo do dia te enviarei o local pois é a única coisa que ainda está em questão.

— Amor, e se ela não colaborar? – perguntei, pois não nego que o plano me trás calafrios.

— Isso é um risco que não podemos correr! – falou ele, e sua expressão fácil era de medo.

Conversamos todos os detalhes e não nos restavam nenhuma dúvida, esse era o plano a seguir e tinha que dá certo. Aproveitamos o momento juntos para falarmos também do nosso futuro, de como a gente estava suportando tudo isso juntos e que nada mais nos abalaria, não deixaríamos mais isso acontecer.

Passamos a tarde juntos, tivemos um gostoso momento de prazer, um gozo de felicidade em meio a tanto caos. Estar com ele me trás paz e segurança, meu mundo fica inabalável quando estou em seus braços, ele é o meu ponto firme. Após todo nosso carinho trocado e saudades matadas, me ajeitei para ir embora.

— Infelizmente, tenho que ir! – disse, me sentando na cama onde fomos felizes a algumas horas.

— Fica mais um pouco vai!? – pediu ele com a voz manhosa.

— Você... – lhe dei um selinho. — Sabe... – outro selinho. — Que eu preciso ir, tá tarde!

— Certo! – se deu por vencido. — Mas antes quero um beijo, de verdade! – falou ele.

— Isso será um prazer! – segurei o seu rosto, enquanto investi um beijo profundo, onde minha língua dançou com a dele em sincronia perfeita.

— magnífico! – exclamou ele após nós separamos para preencher o fôlego que havíamos perdido durante o beijo.

Peguei um táxi e vim para casa, ou melhor, pro AP alugado. Nova York já acendia suas luzes coloridas, e eu vinha apreciando cada pedacinho dali durante o percurso de casa. Eu não via a hora de poder sair com o Reade, beber, dançar, chegar em casa e transar a noite toda e acordamos juntos e passar o restante do dia coladinhos, e tudo isso só iria acontecer depois que todo esse pesadelo acabasse.

Abri a porta do apartamento, ainda com as luzes apagadas coloquei minha bolsa sobre a mesa e acendi a luz. Ele estava lá, fumando, sentando na poltrona, em seus olhos haviam irá, eu fiquei completamente estática no lugar. O susto foi grande.

— O que faz aqui? – o perguntei assustada.

— Onde estava? – perguntou ele, atropelando completamente a minha pergunta. Ele olhava fixo para o cigarro.

— Eu disse que não devo satisfação a ninguém! – falei enquanto ia até a cozinha, peguei o celular mandei uma mensagem pro Reade.

“ Qualquer coisa meu GPS tá ligado. ” – talvez ele não entendesse, mas se algo acontecesse ele saberia. Foi só o que consegui escrever, antes de ligar o GPS. Coloquei o celular dentro do meu sutiã.

— Eu estou te perguntando onde estava, caralho!? – gritou ele, levantando- se.

— Você está louco ? – o enfrentei frente a frente, mas no fundo estava com medo.

— Você acha que eu sou idiota? Acha Natasha? – ele sorria com sarcasmo e uma risada diabólica. Ele estava transtornado. — Eu já sei que você já sabe de tudo e bastou um grampo nesse teu celular pra saber o que vocês estavam tramando, mas eu sou da Cia, e eu vou acabar com vocês! – ele gritava.

— Seu nojento, desprezível, nos vamos prendê-lo! – gritei com ele o empurrando.

— Seu namoradinho vai ter que te achar primeiro! – disse ele me pegando e me prendendo em seus braços levando ao meu rosto um pano com um cheiro muito forte.

— Me solta seu desgraçado ! Reade, socorro, socorro! – eu me contorcia mais era inútil.

Gritei, esperneei, tentei me soltar e nada de sucesso. Aos poucos aquele cheiro forte tomou conta do meu corpo e eu acabei apagando. Hector me sequestrou e a única coisa que eu podia fazer era rezar pro Reade vê a minha mensagem, antes que tudo estivesse perdido.



Notas Finais


Sem massacre, tudo se resolve ❤️🗣️


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