História Two Pieces - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Tags Naruhina, Revelaçoes, Romances, Sasosaku, Sasuhina
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Palavras 3.465
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


já lhes aviso que o lance aqui está confuso.

Capítulo 20 - Ápice


Eu estou manchada por você, como um maldito soldado que simplesmente não consegue esquecer a batalha. Eu estou manchada por você, como um anel de café sobre esta mesa, eu sou instável

Nós estávamos do lado de fora do campus.

O ônibus de viagem tinha acabado de chegar e portanto não tínhamos pressa para dizer tchau.

Chouji e Lee me abraçaram com tanta força que eu quase caí para trás.

— Não consigo encontrar palavras para descrever o quanto sou grato — Chouji fungou no meu pescoço. — Mesmo que nós tenhamos tido muito pouco tempo na fraternidade, sinto que sou uma pessoa diferente. Mais corajosa. Com mais entusiasmo para enfrentar a vida e escalar as montanhas que ela me proporcionar. Obrigada por ter me ajudado de alguma forma, Hinata.

— Que poético — Escutei Kiba resmungar ao longe.

— Por sua causa, consegui superar um crush de anos — Lee se afastou para poder olhar nos meus olhos. — Você nos mostrou que a Sakura é uma psicopata e eu finalmente posso seguir em frente com a minha vida! — Estapeei seu braço, mesmo que estivesse rindo. — Obrigada por tudo, Hinata. Vou sentir sua falta.

— Vocês estão falando como se nunca mais fôssemos nos ver ou conversar — Senti meus olhos marejarem. — Não é o fim da nossa amizade. Eu não vou sumir da face da terra. Vocês tem meu número, tem minha conta no skype e tudo mais. Relaxem, vamos conversar bastante. Sempre vou estar disposta a escutar sobre a entediante vida de Lee e Chouji.

— E por que estou me sentindo tão ignorado? Eu também estou indo embora — Kiba cruzou os braços abaixo do peito enquanto arqueava a sobrancelha na nossa direção. Segundos depois, Chouji e Lee estavam em cima dele, apertando-o com tanta força que eu me senti sufocada por ele.

Kiba havia decidido que não gostava da nossa universidade, que estava cansado de apanhar quase todos os dias quando saía da sala de aula. Como eu moro no interior, as universidades próximas da minha casa oferecem um curso de medicina veterinária focado em animais de grande porte, que é com que o Kiba quer trabalhar, portanto ele decidiu que vai ficar conosco pelo tempo que achar necessário. Meu pai, é claro, não achou ruim. Até apoiou a ideia pois gosta da casa cheia.

Eu fiquei muito feliz, é claro. Kiba é meu melhor amigo declarado. Não me sentiria desconfortável com ele pois eu sei que ele me vê da mesma forma; uma amiga, praticamente uma irmã. Uma vez até me vesti na frente dele e ele somente comentou como eu parecia um esqueleto.

— Prometam que cuidaram da fraternidade na nossa ausência — Kiba disse quando Chouji e Lee se afastaram dele. — Nos deem como exemplo para algo que eles não devem se tornar e falem que a fraternidade irá cuidar deles. Existe muita coisa ruim acontecendo nessa universidade. Se vocês não tiverem garra para lutar, como nós não tivemos, não sei o que os fracassados vão fazer.

— Nós tentamos — Resmunguei.

— Sim, mas não muito — Kiba deu de ombros enquanto me puxava pelos braços e me incluía na rodinha. — Este não é o fim, pessoal. Como a Hinata disse, estaremos sempre em contato. Em breve daremos um rolê inesquecível aonde encheremos a cara e nos tornaremos fortes para bebidas!... Lembra, Hinata? Você tinha prometido isso...

— Lembro — Sorri. — Em breve estaremos juntos de novo para cumprir minhas promessas quase esquecidas!

— Não tenho certeza se vou querer fazer isso... — Chouji murmurou. — Eu sou realmente fraco... Podemos tomar chocolate quente ao invés de álcool! — Sugeriu, com um sorriso grande no rosto.

Lee revirou os olhos antes de nos puxar para um abraço em grupo.

— Vamos fazer muita coisa errada quando nos encontrarmos de novo. Iremos aproveitar todo o tempo que tivermos, para compensar o tempo que perdemos na fraternidade — Ele disse, e suspirou.

— Hinata — Hiashi chamou. — O ônibus já vai sair.

Virei para trás, vendo Hanabi mexer no celular e meu pai me oferecer um sorriso gentil.

— Pois bem, amigos — Anunciei, desvencilhando-me de seus apertos. — Este é nosso tchau! — Acenei enquanto me afastava. — E não confundam ''tchau'' com ''adeus'' — Apontei o dedo indicador na direção deles antes de entrar no ônibus, acompanhada do meu pai. Hanabi entrou logo depois e Kiba foi o último por ter terminado de se despedir.

Ele sentou ao meu lado no ônibus e Hanabi ao lado do meu pai.

— Nós não estamos fugindo das coisas, certo? — Escutei Kiba perguntar, enquanto via a universidade se tornar cada vez mais distante pela janela do ônibus.

— Nós podemos dizer que passamos por muita coisa. Veja, tentaram me matar por causa de um rapaz — Suspirei, revirando os olhos. — Tentaram me colocar para baixo tantas e tantas vezes e em várias delas, conseguiram, mas, talvez na pior delas, o tiro mais profundo que levei, eu me reergui. Eu disse: não. Me neguei a continuar vivendo aquelas merdas calada — Coloquei a cabeça no ombro de Kiba. — Acredito que você tenha vivido experiências quase tão ruins quanto as minhas e agora nós estamos tomando decisões difíceis pelo nosso bem. Não acredito que isso signifique fugir.

— Você está lendo algum livro de autoajuda, Hinata? De repente, as coisas que você fala começaram a fazer sentido — Ele riu e eu, apesar de empurrá-lo com o ombro, acompanhei sua risada.

— Estou lendo aquele livro da Demi Lovato — Confessei. — Todos os dias uma frase motivacional para equilibrar com a falta de ânimo para levantar da cama.

— De qualquer forma — Ele balançou a cabeça em descrença com a minha revelação. — Você está certa. Como nossos amigos disseram, de certa forma me sinto mais forte. Sinto que posso enfrentar os olhares tortos das pessoas e ignorá-las quando elas dizem que eu tenho cheiro de cachorro!... — Eu o olhei com a sobrancelha arqueada. — Qual é, eu faço medicina veterinária. É quase involuntário ter cheiro de algum bicho. — Ele revirou os olhos.

— Você sempre me pareceu alguém que toma banho, se isso te consola — Dei tapinhas leves nas suas costas. — Se é para falar sobre o que eu aprendi, é que as pessoas sempre vão arranjar algum motivo para te derrubar. Não importa o quão na sua ou quão gentil você seja, pessoas são más. Cabe a você escolher as que não querem te por na merda — Abracei Kiba pelos ombros, encostando a bochecha na sua.

— Não tinha como eu fazer isso, de qualquer forma — Ele murmurou, com dificuldade para falar por conta da minha bochecha. — Você já estava na merda quando eu te conheci.

Me afastei para poder olhá-lo nos olhos, com os ombros chacoalhando por conta da risada que eu dava, fazendo que não com a cabeça.

— Enfim — Ele suspirou. — Agora sinto que estamos livres. O que pretende fazer da vida?

— Hum... É ótimo que você tenha falado que pode enfrentar as pessoas agora, pois nós não estaremos juntos na universidade — Falei, bem baixo, com medo da sua reação. — Decidi que não continuarei a graduação, nem começarei uma nova.

— O quê?! — Kiba se movimentou para poder me olhar nos olhos. — Quer dizer, uma graduação não é assim, tão importante, mas... Sei lá, me sentiria mais seguro com seu futuro se você tivesse uma formação. E, cá entre nós... — Ele se aproximou para sussurrar próximo ao meu rosto. — Acredito que seu pai também ficaria aliviado.

— Vou optar por fazer um curso técnico de publicidade — Sorri, dando de ombros — Daqui dez meses estou formada, possivelmente com um emprego e não vou ter que passar pela traumática experiência que é ser um universitário, de novo.

Ele arqueou a sobrancelha na minha direção.

— Depois disso, quero comprar um apartamento. Não sei em qual cidade. Nem sei se quero permanecer no Japão, mas quero ter um cantinho meu — Expliquei, suspirando. — Também, quero viajar bastante no futuro.

— É ótimo e horrível que você tenha feito tantos planos sozinha — Ele colocou a mão sobre o coração. — Estava pensando em te convidar para juntar economias, vender tudo que temos e fazer um grande mochilão pelo mundo. A gente pode comprar uma kit-net quando o mochilão acabar, uma para cada. Vamos ter uma vida confortável e teremos viajado pelo mundo todo!

— Eu não quero colocar meus sonhos nas mãos de alguém — Disse, receosa e, ao mesmo tempo, feliz por ele ter me incluído em seus planos. — Acho bom você também não fazer isso. Mas acredito que seja uma ideia maravilhosa! Com certeza quero viajar com você pelo mundo!... E, mesmo se algum dia você abrir mão de mim ou algo assim, pode ter certeza que eu não vou desistir desses planos. — Cruzei os braços abaixo dos seios.

— É! — Ele exclamou, rindo. — O mesmo pra você, Hinata! Mas é sério, quero viajar contigo e morar perto de você. Nossa amizade é algo que eu nunca quero perder.

Ele me abraçou com euforia, enquanto eu ria dos seus gestos. 

(...)

Você tinha uma forma de me fazer sentir especial, mas voltava atrás e dizia que eu não era especial. E agora está tudo bagunçado. Aquele tipo de amor ruim é a única coisa que me faz melhor. Você tinha seu jeito, eu estou tentando me recompor.

Minha nova regra de vida era não tomar álcool a menos que eu estivesse em uma social aonde eu fosse obrigada, socialmente, a tomar álcool. Eu não considerei a festa da Karin, a qual ela me obrigou a comparecer, um evento social no qual eu me sentia na obrigação de me embebedar, até mesmo pois havia tantas, tantas pessoas que eu não conhecia e uma delas podia se aproveitar de mim por eu estar completamente chapada.

Portanto, pasme, eu estava sentada em um dos degraus da casa que a Karin alugou para dar sua festa de aniversário, meses após eu ter saído da universidade. Sozinha, para variar.

Ela tinha me dado muita atenção na manhã de hoje, quando eu cheguei na estação com minha mala única e com meu vestido de festa no corpo. Sim, eu vim preparada pois pensei na preguiça que eu sentiria de me arrumar depois de fazer uma viagem tão longa. Mas agora, bem, é a festa de aniversário dela e ela não tem apenas uma amiga na vida. Pode ser que eu tenha sido sua única amiga na universidade, mas ela conhece muitas, muitas pessoas do lado de fora.

Não havia opções vegetarianas no buffet do aniversário e eu não tomaria bebidas alcoólicas, portanto me contentei em pegar uma latinha de suco de pêssego e tomar em um dos cantos menos badalados da casa. Lembrei da época em que eu dizia não gostar de festas e lembrei da razão de eu não gostar de festas. Nunca tive amigos para fazer festas grandes e, nas pouquíssimas as quais eu fui, não tinha muita gente que eu podia interagir.

Na verdade, a única festa que realmente gostei foi a da noite anterior ao meu quase assassinato. Quando eu estava com minha irmã, meus amigos e meu ex-namorado. Por um momento, juro que tudo pareceu certo.

Levantei do degrau da escada assim que o meu suco de pêssego acabou. Tentei ir pegar outro, mas as pessoas alucinadas e bêbadas se jogaram para cima de mim e impediram minha passagem para a cozinha. Desisti de tomar mais suco e respirei fundo, tentando pensar na melhor maneira de sair da festa sem a Karin ficasse chateada comigo.

Meus amigos não estavam ali. Karin não era amiga dos Fracassados e eu não ia obrigá-la a chamá-los, já que eu não estava ajudando com absolutamente nada. Sem contribuições financeiras da minha parte, já que eu sou pobre. Realmente, era uma festa totalmente sem graça para mim.

Fui pega no meio de um pensamento quando senti derrubarem um líquido muito, muito frio nas minhas costas e em um dos meus vestidos favoritos.

Virei para trás, pronta para xingar o indivíduo com todos os palavrões que eu conheço, quando me dei de cara com Naruto. Foi ridículo eu me sentir surpreendida? Pois eu realmente fiquei chocada por vê-lo na festa. Digo, tinha tanta gente que pensei que a possibilidade de eu vê-lo era nenhuma.

Ao invés de ele me pedir desculpas, começou a rir feito um idiota e apontar para as minhas costas enquanto eu tentava escondê-la com os braços.

— Viu como é gostoso, Hinata? — Ele perguntou, com uma das sobrancelhas arqueadas. — Espero que esse vestido seja tão valioso para você quanto minha camiseta de futebol americano era para mim.

Eu cerrei os olhos ao entender que ele falava do dia em que nos conhecemos. Em uma festa. Daquele mesmo jeito.

Naruto não parecia tão diferente quanto eu esperei que ele fosse estar após vários, vários meses sem vê-lo ou interagir com seus perfis nas redes sociais. Os cabelos estavam em um comprimento ligeiramente menor e ele parecia mais pálido, mais magro desde quando o vira na universidade. Suas linhas faciais pareciam mais definidas e, de alguma forma, ele parecia estar mais sexy, mais másculo.

— Você está bêbado? — Perguntei ao vê-lo quase cair em cima de mim quando alguém pediu licença e roçou sem seu corpo para poder passar. — Não tenho saco para pessoas bêbadas.

— O suficiente para dizer que não acredito no quanto senti sua falta — Ele deu de ombros, um sorriso de canto aparecendo em seus lábios.

Antes que eu pudesse pensar em respondê-lo, ele colocou a mão em um dos meus ombros e abaixou o rosto ao lado do meu corpo para poder colocar tudo que ele havia comido e tomado para fora. Me encolhi e tentei ir para o lado para que seu vômito não encostasse em mim, mas ele quase caiu quando me afastei e logo, rodeei seus braços em volta do meu pescoço, dando-lhe algum suporte. Se eu o deixasse ali, ele provavelmente cairia em cima do próprio vômito e seria pisoteado pelas centenas de pessoas que pareciam não se importar com o estado de saúde das outras; o que, na verdade, é totalmente compreensível.

— Eu sabia que você não ia me deixar, amor — Ele tentou beijar minha bochecha com aqueles lábios sujos e eu coloquei uma das minhas mãos no meio da sua cara, afastando-o de mim.

— Preciso tirar você daqui — Murmurei, tendo consciência de que ele provavelmente não entenderia nada do que eu falasse. — Posso te levar até a casa do Suigetsu, aonde eu estou hospedada, mas não vou conseguir ir caminhando com você até chegarmos lá — Suspirei.

— Vamos roubar o carro da Karin — Naruto opinou e eu me surpreendi por ele conseguir pensar no estado que estava. — Ela não vai se importar se devolvermos para ela inteiro, eu acho... Não sei. Será que ela vai ficar brava e contar para minha mãe? Sabe, minha mãe não me perdoou por tudo que eu fiz com você... Na verdade, não sei se eu mesmo me perdoei por toda palhaçada que aconteceu, mas... Enfim... Você sabe dirigir? Vamos roubar o carro da Karin — Ele repetiu enquanto eu tentava entender o significado de todas as coisas que ele falava.

— Claro, vamos roubar o carro da Karin — Tomei um impulso antes de carregá-lo para fora da casa.

O carro da Karin era vermelho e não tinha teto, portanto simplesmente pulamos para dentro dele.

— Que maravilha! Esquecemos das chaves! — Exclamei quando nos vi sem poder dar partida no carro.

— É tão estranhamente conveniente eu ter ganhado um canivete suíço do meu padrinho ontem — Naruto estendeu a parte do canivete, propriamente dito, na minha direção. — Jiraya é uma pessoa estranha... Mas muito bom ele ter me dado isso. Agora, encaixe isso ali e dê partida no carro.

Me perguntei como minha noite solitária havia se tornado algo tão estanho quando entramos no apartamento de Suigetsu. Não era enorme e o único quarto de hóspedes estava sendo ocupado por mim, portanto foi para onde levei Naruto.

O empurrei para dentro do banheiro após ajudá-lo a tirar sua camiseta e calças, deixando a cueca para suas próprias habilidades motoras enquanto bêbado. Quase o agradeci por não fazer nenhuma piadinha de cunho sexual.

Minutos depois, ele estava deitado na cama de casal e eu o levava uma parada muito estranha que Kiba havia me ensinado a fazer para fazer o álcool ir embora mais rápido.

— O gosto é horrível, mas ajuda — Dei de ombros, estendendo a xícara na sua direção.

— É estranho querer te falar a falta que você fez na minha vida? — Ele tampou o rosto com as mãos enquanto se afundava na cama, sem pegar a xícara das minhas mãos. — É estranho dizer que eu simplesmente não tenho palavras mágicas e milagrosas que irão fazer com que você me perdoe?... Eu não tenho uma desculpa para o que aconteceu no passado. Estava com a cabeça cheia, com o peito lotado de saudade sua quando a Sakura deu em cima de mim e eu não fiz esforço para recusar ela. Corri tanto atrás de você quando nós terminamos, você não me deu bola e eu simplesmente questionei o fato de estar com você. Valia tanto sofrimento? Aliás, você sabe como eu me senti... Sei que você se sentiu da mesma forma que eu. Sabe, todo mundo fica de saco cheio de vez em quando.

Eu quis dizê-lo que há muito, muito tempo não pensava no que havia acontecido. Que tinha muitos projetos práticos na reta final do meu curso técnico e que eu estava estagiando. Que no dia anterior eu havia ido tomar café com um cara que trabalhava comigo, o Toneri. Quis dizê-lo que eu não ligava, que estava tudo bem. O que passou não fazia diferença naquele estágio da minha vida.

Eu mal tinha tempo para pensar nele. 

— O que estou dizendo? — Ele colocou a mão em cima dos lábios. — Você provavelmente já me esqueceu... Mas... Eu quero que você saiba. As pessoas fazem merda o tempo todo... Nem sempre é intencional. Você poderia me perdoar? Poderia me perdoar, neste momento em que reconheço quão estúpido eu fui por trair você e ter defendido a Sakura depois de ela ter tentado te matar? Você sabe, eu nunca tinha feito nada parecido antes daquela dia que a encontrei no chão, quase morta. Eu amei você, de verdade, Hinata. Queria que você pudesse acreditar nisso. Queria mais ainda que você me desse uma oportunidade de te provar que, o que eu falo, é verdade.

— Estou cansada — Murmurei, me arrastando para o seu lado na cama — Minha cabeça dói e eu não tomei álcool algum. Acho que a razão da minha dor é que você não cala a boca.

— Pareço estar mentindo de novo? — Ele abriu os olhos, arregalando-os, apoiando o corpo em um dos braços para poder me enxergar melhor. — Não estou. Não sei o que fazer para te convencer a voltar para mim. Quero que voltemos a ver estrelas e a nos sentir infinitos. Quando te beijei, naquela noite, não pensei que seria a última vez. Por que nunca pensamos que não vamos ter as coisas para sempre? É ridículo! 

Eu sorri, fechando os olhos, lembrando do dia.

— Seria ótimo se nós pudéssemos voltar no tempo. Tudo parecia perfeito naquele dia. — Eu disse, com os olhos ainda fechados.

Mas meu coração estava batendo tão rápido e eu estava tentando ignorar quão próximos estivemos a noite inteira. Como tudo estava acontecendo como se fosse a primeira vez, desde que nos encontramos na festa. 

Como no dia que eu esbarrei em Naruto e ri do estrago que eu havia feito na sua camiseta. Como hoje, quando ele esbarrou em mim e estragou um dos meus vestidos favoritos. 

Parecíamos tão presos um ao outro, como se fôssemos sempre voltar ao lugar em que começamos. Como, quando tudo explode e fica impossível voltar atrás, rebobinamos uma fita cassete e voltamos para o dia em que tudo era lindo, em que eu estava encantada com seus olhos azuis e suas palavras doces. 

Por que eu sentia como se tivesse um problema muito sério? Um vício, uma abstinência de algo que eu não tenho certeza sobre se algum dia eu tive? 

Amor, o que eu mais sinto falta. O amor dele, coisa que não sei se algum dia eu tive. 

Talvez eu tenha ficado louca. 

Não sei se me importo.  

Não sei se alguma coisa tem importância quando os lábios dele estão, assim, tão próximos dos meus e nós estamos juntos como sempre estivemos durante a época que eu morava na república da faculdade e ele sempre ia me visitar.

— Não pensei que fosse vê-la de novo  — Sua boca está encostada na minha enquanto ele fala. — E isso estava me destruindo. Mas o que está acontecendo? O que estamos fazendo aqui? Nós vamos ficar juntos de novo, depois de eu ter tentado tanto e ter feito tanta merda?  Como chegamos neste estado, Hinata? Como foi que acabamos juntos, em uma cama, depois de nove meses de uma briga épica e irreparável? 

Deveria ser fácil deixar você ir, mas eu te amo e eu odeio que você saiba.


Notas Finais


desculpem todos os erros!
obrigada por terem tido paciência para ler até aqui, vocês são uns leitores lindos.
prometo que, na minha próxima estória, farei um final bem fechadinho e bonitinho NH, ok? e.e Portanto fiquem ligados nas minhas próximas NH asjkahsjkah <3
por favor, comentem. o que vocês acham que a Hinata decidiu?
vocês tem todo direito de não gostar do capítulo, mas, por favor, sejam gentis se forem expressar suas opiniões, certo?
a música foi Stained, da Selena Gomez.
talvez tenhamos um epílogo, mas eu acho realmente difícil.
beijão achocolatado~


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