História Two sides - Capítulo 47


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Romance, Yoonseok
Visualizações 62
Palavras 901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oizinhooo

Capítulo 47 - G o


> Hoseok <

Eu estou passando por aquele período da vida em que você só quer ficar sozinho, deitado no quarto sem precisar encarar o mundo, com seus pensamentos paranóicos e suas músicas depressivas.

É triste afirmar isso, mas nessa semana em que Yoongi me pediu tempo, eu já passei por três daquelas crises horríveis, onde a ansiedade e o pânico chegam juntos.

Os antidepressivos e os anseolíticos não estão funcionando como deveriam, e isso me preocupa ainda mais.

Eu consegui sair de casa e ir ao colégio na segunda e na quarta-feira, o que é um passo enorme. Hoje é sexta, e eu estava disposto a ficar em casa de novo, mas eu tenho uma prova.

Ainda há um fator que piora um pouco as coisas: a escola comunicou minhas faltas recentes aos meus pais, o que conseguiu uma piora para mim.

Um telefonema de duas horas, repleto de sermões sobre o dinheiro gasto comigo e etc. Se eles perguntaram como eu estava, ou no final da ligação disseram "amo você filho"? Não, definitivamente isso não aconteceu.

Coloco alguns cadernos na mochila, e alguns livros aleatórios. Encontro uma roupa qualquer no armário e nem tenho a ousadia de me olhar no espelho. Eu já sei como estou: olheiras enormes decorrentes de uma semana sem dormir, acompanhadas de choros eventuais e uma boa dose de "falta de ânimo para comer".

Coloco os fones de ouvido em um volume moderado, e ando sem vontade de me locomover.

Chego na escola depois de quarenta minutos (o dobro do tempo habitual), e me sento em um banco mais afastado no pátio.

Encosto a cabeça no muro, pensando sobre como minha vida conseguiu evoluir de uma completa desgraça, para um mar de rosas, e agora um labirinto cíclico pior que o anterior.

E, droga... é claro que eu estou chorando de novo.

Seco o rosto em um reflexo rápido, com a manga da blusa, antes que alguém veja e comece com os comentários do tipo: "tudo bem? Você parece mal, quer conversar?". Porque acreditem, eu não quero conversar.

Sinto um dos meus fones sendo tirado da orelha, e alguém senta ao meu lado. Eu imediatamente descubro quem é. É impossível não reconhecer o seu perfume.

- Que tipo de música é essa? - sua voz denuncia que também está cansado.

Tiro meu fone de sua orelha e o recoloco em mim. Se querem saber, o título é Hurts Like Hell.

- Sua blusa está ao contrário. Tipo... pro lado avesso.

Ms fito por um tempo e consato que a jaqueta realmente estava com as costuras a mostra. Aqui não é o lugar delas. É por isso os olhares que eu recebia?

- Aish... que saco.

Coloco a mesma para o lado certo, e a visto de volta. Ele continua ali parado, me olhando. Eu também começo a encarar, e por algum motivo não consigo desviar.

Uma de suas mãos se aproxima do meu rosto, e eu permaneço parado, esperando os toques seguintes. Sinto tanta falta disso.

Fecho os olhos, sentindo carinhos leves em meu rosto, e é inevitável suspirar, e tentar segurar as lágrimas.

- Você não está dormindo direito... - uma mecha de cabelo é colocada atrás da minha orelha, e depois puxada de volta para onde estava. - E também não está comendo.

Desvio dos toques, fitando o outro lado. Sua mão encontra com a minha, e ele a segura firme. Eu tento retribuir, mas estou sem forças. 

- Você é tão lindo quando está sorrindo... mas está sério e até meio triste agora.

- Meio? - falo irônico, ainda sem olhar para ele.

- Bastante. Sorria, por favor. Não gosto de te ver assim. 

- Como posso sorrir, se na maior parte do tempo o motivo é você? Se estou triste agora, também é por sua causa... - falo simples, colocando algumas coisas para fora.

- Hoseokie... - apelidos fofos não, por favor.

- Está sendo bem difícil... eu já assumi a culpa e não aguento mais isso, sabe? - ironicamente estou desabafando com a pessoa que me faz precisar reprimir os sentimentos. É isso.

- Eu sei. Eu também me sinto assim.

- Eu me sinto sozinho, e está tudo um inferno. Meus pais, a escola, a vida... as porcarias dos remédios, e principalmente... bom...

- Eu.

- Sim.

Ficamos em silêncio após isso, e eu solto sua mão. Estava quase no horário de entrarmos em sala, e eu me preparava para levantar.

- Espera. - Ele diz levantando de súbito.

- O que foi? 

- É que... eu... 

- Por que só não me aceita de volta? Não me faça esperar por mais tanto tempo... eu não aguento mais isso. E eu estou quase entrando em uma quarta crise nesse momento mas voc-

Ele me puxa pelo braço, e me surpreende com um abraço forte. Estamos no meio do pátio, e eu não quero que ninguém veja isso.

- Eu não vou te fazer esperar. Eu prometo. Eu estou te aceitando de volta. 

Esse é o modo de Yoongi dizer que está triste e que também precisa de mim. Mas mesmo assim, fico meio assustado.

Congelo sem reação, esperando suas próximas palavras, que são as melhores.

- Vamos sair daqui. Eu preciso conversar com você direito, e não pode ser aqui.

- Yoongi eu não-

- Vamos sair daqui. Eu só... eu te amo, ok? Vamos embora daqui, por favor.


Notas Finais


ansiosas para o próximo?
bjbj


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