História Two Worlds Collide - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Amor, Heterossexual, Lésbica, Medieval, Mistério, Romance, Viagem
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Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oioi, espero que gostem desse capítulo e acho que ficou meio grande kkk. Me digam o que estão achando pfvr.

Capítulo 3 - Capítulo 3- Confie em mim e se torne parte da história


19h. Eu pedi pizza de calabresa e chocolate enquanto Amber tomava banho.

-Sim, vou pagar no cartão.-Falei no telefone.-Hum... Sim, um refrigerante.

Queria não sentir vergonha de falar no telefone, mas não consigo. Um dos meus infernos diários.

-Ok, obrigada.-Terminei de falar e coloquei o telefone amarelo no gancho.

- Ah, Marie, gostei muito daquela coisa que sai água. Qual o nome?

-Chuveiro? Vocês não tem isso lá?

-Não. Lá temos que tomar banho numa banheira, sabe o que é?

-Sei, não temos aqui, mas hoje em dia quase todo mundo tem uma em casa.

-Vocês são mais evoluídos do que pensei.- Ela disse secando o cabelo com a toalha e sentando no balcão da minha cozinha (sendo que tinha uma cadeira ali.)- Marie, dê uma chance de conhecer a minha galáxia, o reino onde moro.

-Isso é complicado...

-Por favor vamos hoje mesmo. Ou amanhã. É um lugar bom e eu arrumo umas vestes mais descentes pra você.

Olhei pro meu vestido ele era curto, mas não tanto. Não era indecente.

-O que tem de errado com minhas roupas?

-Bem... Eles amostram muitos as pernas, lá não temos o custume de vestir isso.

Fiz uma expressão confusa.

-Vocês me deixam indecisa se acho vocês evoluídos ou atrasados.

-Só você vendo pra entender.

Ela sorriu, era bonita enquanto sorria. É estranho elogiar ela porque ela sou eu.

-Tá bom, podemos ir e ficar por uns minutos.

Ela saiu do balcão sorrindo e vindo me abraçar.

-Obrigada, Marie.-Ela me beijou na bochecha.

- Tá bom.-Eu disse me afastando.-Não gosto de melação.

Como vocês podem ver eu não gosto de contato físico. Não sei porquê... Talvez medo?

A campainha tocou. Fui atender com o cartão na mão, Amber veio atrás de mim curiosa.

-Uau! Um cara trouxe essa comida?

-Sim, Amber, agora comporte-se como uma pessoa normal.

O entregador de dois metros sorriu.

-Desculpa, ela é do interior.

-Eu também sou.- Ele disse.

Corei de vergonha.

-Eu sou de outro interior.-Amber falou sorrindo como se tivesse explicado tudo.

-Hum... obrigada.- Eu disse terminando de pagar a pizza e entrando.

Fechei a porta com meu coração disparado.

-Você precisa relaxar quando fala com as pessoas. Elas não notam que sou um et.

Sorri.

-O problema não é esse.-Sentei no chão da sala e coloquei as pizzas na mesinha de centro.

-Vou pegar uns copos.-Disse levantando e indo até a cozinha.

Pensei na ideia de ir em outro planeta, galáxia, sei lá... Assustador e emocionante. A NASA iria me matar se soubesse que estou com uma menina de outro lugar. Mas não entendo como só a Amber foi capaz de vir aqui, então fui pergunta-lá melhor sobre isso.

Voltando a sala sentei em frente a ela pegando uma fatia de pizza enquanto ela colocava o refrigerante.

-Uau! Esse suco tem bolinhas dentro dele.

Eu ri.

-Refrigerante o nome.

Ela bebeu um gole e fez uma expressão engraçada.

-As bolinhas explodem na boca né? É muito legal.

-Nunca reparei isso.-Sorri.-Posso te perguntar uma coisa?

Coloquei um pedaço de pizza na boca.

-Claro.- Ela sorriu.

-Além de você, ninguém tentou vir pra cá?

-Pro planeta azul? Já, mas eles desapareceram.

-Como assim?-Perguntei.

-Bem... Um cientista, específico pro seu planeta, estudou como era aqui, ele que confirmou a existência de vocês, seus hábitos e disse que vocês eram menos avançados que nós, mas ele era tão louco que sem autorização do reino de Vienom se tetransportou pra cá. Desde então nunca mais voltou.

-Isso foi há pouco tempo?

-Não, na verdade tem 20 anos. Agora há muitas leis que proibem nossa ida pro planeta azul sem autorização do reino.

-Você é uma criminosa então?

-Sim... Mas tenho certeza que não vão me pegar. Não tem nenhuma prova de que vim pra cá.

Verdade, a única prova era o meu espelho. Pensei.

-É seguro eu viajar pro seu planeta?

Quando Amber ia falar ouvi um barulho na porta de chaves.

Minha mãe.

-Amber, vai pro meu banheiro e se tranca.

Ela fez uma expressão confusa.

-Corre, Amber!

Ela subiu as escadas na hora que minha mãe abriu a porta.

-Está com visita, querida?

-Sim, mãe. Uma amiga da escola.-Dei um beijo em seu rosto.-Pensei que ia chegar umas dez horas.

-Ia, mas fui liberada mais cedo.

Sorri.

-Quer pizza?

-Não, já comi.

-Vou levar lá pra cima, minha amiga é muito tímida e está com um pouco de dor então vamos comer lá, tá bom?

-Ok, filha.

Fui correndo com as pizzas na mão. Cheguei em meu quarto e bati na porta do banheiro.

-Amber? Pode sair.

Ela abriu a porta.

-Nossa, você me assustou.

Sentamos na minha cama.

-Minha mãe não pode te ver, ela não tem gêmeas.

Ela riu e jogou o cabelo pra trás.

-Se tivesse eu ia ser a filha favorita dela.

Fiz cara de tédio e joguei um ursinho de pelúcia nela.

-Tive uma ideia.-Ela disse sorrindo.

-Fala, gênia.

-E se a gente trocasse de lugar?

O pedaço de pizza que estava comendo parou na minha garganta e comecei a tossir. Muito. Estava engasgada então abaixei a cabeça tossindo muito mais e a Amber batendo na minhas costas.

-Marie? Sua amiga está bem?-Minha mãe estava na porta. Acabou tudo estou morta. Não levantei a cabeça.

-Hum... Está sim, só está de brincadeira.-Amber respondeu.

-Ah sim. Cuidado meninas. Já vou dormir tá bom? Boa noite.

-Boa noite... Mãe. -Amber falou.

Quando a porta fechou eu olhei com raiva pra Amber.

-Você é louca?

-Não. Mas sua mãe nem percebeu.

Levantei pra trancar a porta.

-Se ela tivesse visto você ia ter que ir embora, precisa tomar cuidado.

-Marie, você tá muito preocupada.

-Óbvio! Não quero morrer.-Na verdade quero sim. Pensei.

Sentei na cama.

-Come logo essa pizza.

Ela fez cara de emburrada e comeu a pizza olhando pra mim.

-Não é má ideia trocar de lugar... Você seria a primeira de seu planeta a conhecer o meu. A primeira da galáxia.

-Só pra você saber aqui se chama terra, mas vou pensar no seu caso.

-Vamos Marie. Sei que não quer ir pra escola amanhã.

-Quem disse?

-O seu diário. No banheiro.

-Amber!

Ela riu.

-Você é muito desanimada e triste... E ama muito o Filipe.

Infiei minha cara no travesseiro.

-Não precisa ter vergonha. Também tenho uma pessoa que amo em Vienom.-Ela olhou pro que sobrou do espelho.

-Vocês namoram?

-Quem me dere...

Ela parecia realmente apaixonada, seus olhos brilhavam mas tinha certa tristeza. Me perguntei se era assim que eu parecia quando pensava em Filipe.

-Vamos lá agora?- Amber me perguntou.

-Onde?

-No bar. Vamos pra lá.

-Não sei...

-Não precisa sentir medo. Vamos!

-O Filipe não vai poder me levar agora.

-Você tem carro?

-Tenho. Minha mãe tem na verdade.

-Vamos com ele.

-Eu não sei dirigir.

-Eu sei. Eu fiz aulas de direção aos 13 anos, sou experiente.

-Aqui não posso dirigir ainda.

-Então perfeito. Vamos agora.

                     ***

No bar, onde estava agitado passamos direto em direção ao banheiro sem ninguém nos ver pois o dono do bar que estava bêbado estava batendo em um homem.

-Tranca a porta.-Amber pediu.

Assim fiz e fui ao banheiro com a porta com desenho de lua.

Ela estava radiante mexendo em seu colar.

-Preparada?

-Não. Mas vamos.

Amber segurou minha mão com força e me puxou para dentro do portal. Fechei os olhos e passei por ele. Quando abri meus olhos vi aquela mesma imagem de hoje de manhã. O quarto cinza. Eu estava nele. Olhei pra Amber ao meu lado.

-Que saudade do meu quartinho.-Ela se jogou na cama.

Acho que ela usou "quartinho" como uma forma carinhosa, pois seu quarto era enorme. Ela tinha uma penteadeira que não pude ver pelo portal. Portal. Olhei pra traz e lá estava o espelho de Amber. Era igual o meu antes de quebrar. Dava pra ver o banheiro do bar. Olhei a janela de seu quarto ao lado de sua cama, estava de dia.

-Amber, aqui está de dia.

-É eu sei. Acho que seu planeta é um dia atrasado.

Olhei a hora no relógio ao lado de sua cama. 8h. Olhei o meu celular 20h.

Amber levantou da cama.

-Vem, vamos sair.

-Como? Somos muito iguais.

-No seu planeta não existe maquiagem?

-Ah, você é boa nisso?

-Claro.

Sentei em sua cama e a deixei fazer o seu trabalho. Enquanto isso eu fazia perguntas.

-Tem amigos aqui?

-Tenho.

-Onde é sua universidade?

-Aqui perto.

-Seus pais?

-Meus pais quase sempre estão viajando. Mas acho que minha mãe está em casa hoje.

-Tem irmãos?

-Tenho um. Mas ele já casou.-Ela olhou pra mim e sorriu.-Quase perfeita. Só falta uma roupa melhor.

Ela me levou numa porta.

-Abrir.-Ela disse pra porta.

A porta foi pro lado automaticamente então eu pude ver o closet enorme dela. Muitos vestidos muitos sapatos, bolsas e acessórios. Mas não tinha uma calça ou shorts. Que desperdício.

-Por que vocês não usam calça?

-Calça é uma peça masculina apenas.

-Vocês estão em que século?-Perguntei debochando.

-Século lll, por que?-Ela respondeu olhando uns vestidos.-Esse é perfeito.

Ela tirou um vestido rosa.

-Não gostei.-Reclamei.

-Qual cor você prefere?

-Preto.

Ela riu.

-Aqui só viúvas usam vestidos pretos. Escolhe outra cor.

-Verde pode ser?

Ela procurou então achou um verde escuro com mangas e saia longa com pequenos detalhes dourados.

-Esse vai ficar bonito.

Comecei a tirar a roupa e coloquei o vestido.

Me olhei no espelho dela. Estava bonita até. Sua maquiagem afinou meu rosto e aumentou minhas maçãs.

-Vamos Marie.-Amber falou indo a porta.

A segui.

Sua casa era bonita. De madeira, mas simples e bonita.

Quando cheguei ao lado de fora me impressionei com o que vi. Ok, galerinha sentem que eu vou tentar explicar do jeito mais fácil, imaginem a idade média agora imaginem ela com tecnologia. Era assim.

-Marie! Vamos conhecer meus amigos. Para de babar um pouco.-Amber disse uns passos a minha frente.

Andei, mas não tirei meus olhos daquela cidade. Havia uma feira um pouco perto da casa de Amber, porém não havia humanos gritando "olha a banana" ou qualquer coisa assim, eram hologramas que os clientes conversavam e no final o cliente colocava numa caixinha o dinheiro.

-Vamos comprar um algodão doce.-Amber me puxou.

Ela me levou na barraquinha de algodão doce e disse:

-Um algodão doce cor de rosa, por favor.

Eu estava de boca aberta.

Assim Amber pagou e saímos da feira em direção à universidade dela.

-Você está quieta. O que aconteceu?-Amber perguntou.

-N-nada. É que aqui é bem louco, não é?

-Louco?-Ela riu.

Os carros nas ruas eram poucos e normais... Bem, nem tanto. Pois havia crianças de 12 anos dirigindo.

-Marie quer?-Amber falou com um monte de algodão doce na boca.

-Sim.-Comi, era como na terra.

-Ali meus amigos.-Ela apontou pra um grupinho de 4 pessoas.-Por que será que estao parados ali?

Uma menina loira com vestido rosa olhou para nós sorrindo fazendo o resto do grupo nos olhar. Meu coração disparou e se descobrissem a gente? Amber ia ser presa? E eu? Iriam me torturar?

-Oi, Amber!-A menina de cabelos longos ondulados e loiros a abraçou.

O resto do grupo sorriu. Um menino alto moreno com uns cachos caindo sobre o rosto, uma menina com cabelo preto curto e olhos azuis e um cara alto careca e de terno e óculos escuros, mas ele não estava sorrindo e estava ao lado da menina loira. As vestes deles eram engraçadas como na era medieval mesmo.

-Quem é essa?-A loira perguntou.

-Essa aqui é Marie, uma prima.

Ora,ora o mundo dá voltas não é?

-Prazer, Marie, meu nome é Summer.

-Eu sou Evie.-A de olhos azuis disse.

-Eu sou Max.-O menino sorriu.

-E esse aqui é meu segurança.-Summer disse apontando pro cara alto de terno.

-Oi gente.-Eu disse quase inaudível de tanta vergonha.

-Ela é a princesa de Vienom fale com mais respeito.-Amber disse.

Eu olhei pra cara de Amber tipo "era pra ter avisado" e me curvei.

Summer sorriu. Ela era linda.

-Não precisa disso. Não gosto muito dessas coisas.-Ela deu um tapa no braço de Amber. -Não brinca assim sua boba.

Me levantei olhando pra Amber com cara de tédio.

-Então gente como foi a aula?- Amber perguntou.

-Foi legal, o professor nos mostrou desenhos de como seriam os seres do planeta azul. Se eles forem daquele jeito eu nunca vou querer ir pra lá.-Max falou.

-Como era o desenho?- Perguntei meio ofendida, mas os olhares em mim me deixou com vergonha.-Pode descrever por favor?

-Claro. Eles eram do nosso tamanho, mas o corpo coberto de pelos e eles andam curvados.

Um homem das cavernas? Pensei.

-Acho que não são assim.-Amber falou.-Eles devem ser como nós.

-Não acho muito. Talvez eles sejam como ets, porém azuis como o planeta.

Avatar se passava em outro planeta. Pensei ironizando. Era ruim me segurar na frente deles.

-Já são 10:30.-Summer disse olhando para todos.-Vamos entrar. Amber você não vai, né?

Amber olhava pra ela de um jeito estranho. Como se tivesse perdido o dom da fala.

-Não... Vou passar o dia com a minha prima.

-Que ótimo que ela está aqui. Foi um prazer te conhecer, Marie, venha mais vezes ao meu reino.

-Claro.-Disse sorrindo tímida.

-Tchau.-Evie e Max disseram seguindo a loira até o enorme prédio branco.

-Vamos pra casa.-Disse Amber.

                     ***

Em sua casa, uma mulher com cabelos castanhos como de Amber estava na cozinha.

-Amber! Quem é essa?

-Uma amiga, mãe. Dá pra não me perturbar hoje?

-Só perguntei.-A mulher me olhou dos pés a cabeça.-Ela é estranha como você.

-Finja pelo menos que é educada, mãe.-Amber pegou uma cesta e levou ao quarto e eu a segui.

Nunca imaginei que sua mãe seria assim, Amber parecia ter uma vida feliz, mas nunca julgue um livro pela capa.

-Me desculpa por isso. Minha mãe sempre foi assim comigo, era melhor quando meu irmão morava aqui. Como ele era o filho prodígio ela me dava menos atenção.-Ela disse sentando na cama.

-Eu entendo... O que é ser desprezada por alguém.-Eu disse sentando na cama.

Amber sorriu.

-Nunca fiquei tão feliz desde que te conheci, Marie. Não por ser uma descoberta de um outro mundo-Ela olhou nos meus olhos.-Por ser uma irmã pra mim.

-Eu sinto o mesmo. Mesmo que tenha te conhecido hoje... Ontem, não sei por causa do fuso horário.-Ri.- E mesmo que tenha quebrado o meu espelho.

Ela riu muito.

-Marie... Vamos mudar de lugar. More aqui por uns dias e eu vivo no seu por uns dias também.

-É uma decisão difícil, Amber...

-Vamos arriscar.-Ela me olhou, seus olhos escuros se fixaram nos meus.-Confie em mim e se torne parte da história.

Acho que fiquei louca, pois eu disse:

-Tá bom, vamos.



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