História Two Worlds Collide - Capítulo 32


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Amor, Heterossexual, Lésbica, Medieval, Mistério, Romance, Viagem
Visualizações 7
Palavras 956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Capitulo 32- O que eu fiz?


Amber

-Essa roupa tá ótima.-Falei me olhando no espelho em um vestido vermelho com detalhes dourados no decote. Eu amo vermelho.

-Ok. Agora conte que roupas são aquelas?

-Ah. Eu que fiz, mas não levo jeito, né?-Falei rindo para tentar disfarçar.

Max tomava açaí com cara de debochado. Com certeza percebendo minha mentira.

-Você tem ficado estranha esses dias...-Ele disse.-Está namorando com Adrien?

Tossi.

-Claro que não. Vocês sabem muito bem que não gosto disso.-Cruzei os braços.

-Mas tem ficado tão próxima que sei lá...

Quis bater em Marie por isso. Não queria perder a amizade com eles.

-Tem falado com Summer?-Evie perguntou mexendo no cabelo.

-Não.-Torci para que fosse verdade, mas ao mesmo tempo mentira.

Eu queria abraçar Summer e dizer logo o que sinto por ela. Estar longe me fez perceber o quanto a amo.

-Hum.-Evie me olhou.-O que vai fazer agora?

-Também não sei.-Falei.-Quero ir até a casa de Adrien acho.

-Por que? O que vocês dois tem de tão importante para conversar?-Perguntou Max.

-Nada demais.-Menti.-Somos amigos.

Mesmo assim ambos desconfiaram, mas o que eu iria fazer? Não posso contar a verdade.

Saí da casa de Evie a agradecendo pelo vestido e fui até a vila Amarela. Andei pela pequena cidadezinha procurando por Adrien que estava em algum lugar ali perto.

Estava tudo perfeito até que vejo um loiro em minha frente olhando para os lados e andando como se estivesse prestes a cair.

-Filipe?-Gritei.

Ele olhou para mim e me abraçou beijando meu rosto.

-Marie, que saudade de você, como a gente sai daqui? Aquela menina igual a você disse a verdade, mas eu não sei sair daqui.

Levantei uma sobrancelha saindo de seus braços.

-Eu sou a Amber.

-Que? Cadê a Marie? E por quê está aqui?

-Por quê você está aqui? Falei só para abrir o...-Falei baixo.-Portal. Agora não posso te levar para casa.

-Por que?

-Acho que estou sendo perseguida.

-O que?-Ele olhou para o chão desesperado.

Amber assistia o drama dele de braços cruzados esperando acabar. Quando ela percebeu que estava chamando atenção ela apertou o braço do menino e olhou bem nos olhos dele.

-Não faz isso, está chamando atenção. Vem, vou te arranjar uma roupa.

***

Sorte que a Vila amarela era um lugar onde havia um mercado negro. Lá você podia encontrar roupas baratas e de qualidade, mas não muito. Mas do mesmo jeito eu não tinha dinheiro para pagar pelas roupas então tive que pedir a um comerciante "amigo".

-E aí, Tom!-Comprimentei ele com um abraço.

-Amber! Quanto tempo, como está seu pai?

-Está bem. E os seus filhos?

Ele sorriu orgulhoso mostrando as rugas em seus cantos dos olhos.

-Estão ótimos, ano que vem Edith está indo para faculdade.

-Que ótimo!

Tom olhou para Filipe atrás de mim assustado como um rato.

-Então... Quem é seu amigo? O que querem?

-Então Tom, digamos que estou em uma experiência e preciso de roupas.

-Entendo.

-Mas estou sem dinheiro aqui e não posso te pagar agora.

-Amber, não posso te dar um vestido.

-Não é para mim.-Apontei para Filipe.-É pra ele, por favor!

Tom coçou o queixo.

-Ele veio do estrangeiro? Roupa estranha.-Ele suspirou.-Só porquê você é cliente vip Amber.

Dei pulinhos de alegria.

-Vou pegar umas roupas para ele.

Quando Tom entrou na sua pequena loja, Filipe me segurou.

-Tem certeza que é seguro?

-Tenho, relaxa.

-O que vamos fazer depois daqui?

-Preciso encontrar a casa de um colega.

Tom voltou com duas peças masculinas vermelho e cinza.

-Isso aqui está bom?

-Está ótimo! Obrigada, Tom!

-Onde vou vestir isso?

-Pode ir ali atrás.-Tom apontou e Filipe hesitante foi assim mesmo.

Quando ele desapareceu me aproveitei mais um pouco do mercado negro.

-Tom. Lembra daquele colar vermelho que eu usava?

Ele olhou para o chão pensando.

-Sim. O que tem?

-Eu fui roubada, acha que ele pode estar por aqui?

-Eu não vi nada por aqui, mas se quiser dou uma olhada para você.

-Tudo bem, obrigada. Posso perguntar mais uma coisa?

-Claro.

-Onde é a casa de Adrien Gomez?

O homem me olhou como se perguntasse algo perigoso.

-Adrien, aquele rebelde?

Fiz que sim.

-Ele está te chantageando ou algo assim?

-Não!-Eu o olhei séria.-Eu preciso dele para algo na faculdade.

Sem parecer convencido, Tom me deu o endereço de sua casa, me alertando dos perigos por ele ser rebelde.

-Ok, obrigada.

-É para ficar assim mesmo?-Perguntou Filipe. Sua blusa era folgada e isso claramente o incomodava.

-É sim.-Falei rindo.-Vamos temos um lugar para conhecer.

***

Depois de explicar mil vezes a Filipe que não era bruxa por me teletransportar, achamos a casa de Adrien que era a mais chamativa por conta do jardim impecável.

-Que lindo essas rosas, parece que estou na Bela e a Fera.-Exclamou Filipe enquanto íamos em direção da porta.

-Será que ele está? Pela hora e o dia é normal um garoto como ele estar em casa. Eu acho.

Bati na porta de madeira antiga e aguardei, mas como ninguém apareceu bati novamente e com mais força. Ninguém novamente. Bati mais forte fazendo Filipe me segurar.

-Calma! Está com raiva? É só uma porta.

-Ei, moça!-Olhei para o lado vendo um de seus vizinhos criança brincar de bola.

-Oi.

-Está procurando por Adrien?

-Estou sim, sabe dizer se ele está?

-Ele não está em casa.-Ele segurou a bola perto do peito.-Faz uns dias em que ele não aparece.

-É? Sabe onde ele está?

-Não. Mas uns homens do reino entraram na casa dele ontem.

-Daniel!-A mãe dele apareceu na porta de casa.-Entre agora!

O menino deu tchau e entrou correndo, sua mãe também, mas antes nos olhou com desprezo.

O que eu fiz?

-E agora?-Filipe me perguntou.-Ele não está o que vamos fazer?

Suspirei olhando para os lados. Era um dia quieto na Vila Amarela. Não tinha ninguém na rua, sem guardas, estava quase escurecendo.

Lembrei das aulas de luta que meu pai havia ensinado e em uma delas ele me ensinou a quebrar trancas de portas. Estava na hora de por em prática.

Em um movimento rápido e forte empurrei a porta que se abriu na hora.

-Vamos invadir?-Filipe perguntou.

-Já estamos fazendo isso.



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