História Two years - Fillie - Capítulo 4


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 509
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos comentários no capitulo interior!! <3 Ja vou responde-los.

Capítulo 4 - 0.3 - Aconteceu o que ninguém esperava.


2022

 

Semanas se passaram e a situação do casal era cada vez pior. Millie estava decidida, ela amava a Finn mais do que qualquer coisa, mas estava cansada dessa vida, ela queria ser alguém e não se acabar em bebidas, luxuria e agora cigarros que faziam parte da vida freqüente do namorado, se ele não quisesse sair dessa vida ela não teria outra solução a não ser sair sozinha.

 

Por mais que isso doesse...

 

-Finn... Nos podemos conversar? – pediu delicadamente.

 

Eles estavam no apartamento dele, que a propósito necessitava urgentemente de uma faxina. A garota vestia apenas a calcinha e a camiseta dele que a servia como vestido, os dois tinham passado a noite juntos ali.

 

Finn a olhou de cima a baixo, eram mais ou menos quatro da tarde e ele estava relaxado em seu sofá, fumando seu cigarro, não queria saber das ladainhas dela agora. Millie já vinha tentando tocar no assunto a algum tempo, mas ele sempre dava um jeito que a cortar,o que a deixava frustrada.

 

-Sobre? – ele perguntou enquanto ela se juntava a ele no sofá.

 

-Sobre nós. – ele disse encarando suas pernas desnudas.

 

-Ai, Millie... Aquilo outra vez? – ele revirou os olhos e deu um tragada no cigarro soprando a fumaça no ar em seguida.

 

O cheiro daquela droga dava enjôos em Millie.

 

-Pare com isso! – disse ela se segurando pra não vomitar ali.

 

A garota tirou o cigarro das mãos do namorado e o deixou no cinzeiro recebendo um olhar nada agradável de Finn.

 

-Se você não gosta eu gosto. – disse ele a olhando e depois pegando o cigarro de volta.

 

-Finn, o que tenho pra dizer e serio. – ela se sentia exausta.

 

-Então fala. – ele nem a olhava direito.

 

-Eu me cansei disso, cansei de festas, de beber, de cigarros, de pessoas que eu nem conheço a minha volta, cansei de tudo. – ela foi honesta. – Eu quero mudar entende, quero começar uma vida nova, diferente... –Finn a encarou se perguntando aonde a namorada queria chegar com aquilo. – Eu quero poder estudar, fazer uma faculdade, formar uma família quem sabe... Mas com nos assim como estamos, Finn... – ela bufou.

 

-Vai direto ao ponto, Millie. – talvez em outra situação ao a tempos atrás o garoto já estaria alerta para onde aquela conversa estaria os levando, mas agora... Bom, seu corpo era movido a álcool e nicotina.

 

-Eu quero você comigo nisso tudo. – ela segurou a mão dele, o desdém do companheiro a deixava pior ainda. – Olhe pra mim, por favor. – pediu e ele então a encarou. – Eu quero que nos dois saímos dessa vida, minha mãe, a sua também... elas tem razão, nada disso vale a pena. – seus olhos começaram a lacrimejar. – Eu estive pensando é... podíamos procurar um psicólogo, eu sinto que preciso disso e acho que faria bem a você também. – ela sorriu fraco esperando as palavras de apoio e acordo do namorado mas não foi o que aconteceu.

 

-Você ta brincando comigo né, Millie? – ele perguntou e depois deu uma gargalhada. – Um psicólogo, você acha  que eu sou louco, e isso? – o rapaz se levantou do sofá com certa agressividade ate a assustando.

 

-Não... eu só. – ela se rendeu ao soluço que estava preso em sua garganta, andava muito emotiva nos últimos dias e a situação não ajudava em nada.

 

-Quer saber, acho que e melhor você ir embora. – Finn disse sem olhá-la.

 

Era a hora, ela precisava fazer isso... por ela.

 

-Finn... Se você quiser continuar como esta, vai ter que continuar sozinho. – ela disse com toda a coragem que tinha.

 

Finn se virou de uma vez pra ela, o que ela pretendia com aquilo.

 

-Como assim? – perguntou, Millie fungou engolindo o choro outra vez.

 

-Eu acho que e melhor a gente terminar. Eu te amo mas... eu não consigo seguir com as coisas assim, eu não posso. – as lagrimas voltaram e foi de uma vez só.

 

Aquilo doeu em Finn também, ele amava a Millie e amava ter ela a seu lado. Nunca pensou que ela terminaria com ele, muito menos por um assunto tão besta como ele considerava isso.

 

Mas como já foi dito, nesse momento o corpo do ator era dominado por álcool e nicotina.

 

-Se e isso o que quer... – foi o que disse antes de se trancar no quarto.

 

Aquilo feriu a Millie também, ele simplesmente aceitou, ele nem se quer lutou por ela.

 

2024

 

 

Millie narrando...

 

-Tenho boas noticias! – Mateo, o medico que tratou de Finn durante todo o tendo disse enquanto entrava no quarto

 

-Ele esta bem doutor? – Mary logo se apressou em perguntar, ele sorriu.

 

-Perfeitamente bem... Todos os sentidos estão ótimos e nenhum músculo sofreu nenhuma perda. E isso, seguindo as circunstâncias e... um milagre.  – todos sorrimos.

 

-Um milagre? Como assim? – Finn perguntou visivelmente confuso, segurei sua mão entre as minhas, não queria nem imaginar pelo que ele estava passando.

 

-O acidente foi muito serio, filho... – Eric quem disse.

 

-Se lembra do que aconteceu, Finn? – Mateo perguntou, o rapaz engoliu a seco.

 

-Acho que eu estava bêbado. – ele disse, aquilo me fez suspirar. – Algo com o carro, certo? – perguntou me olhando, assenti.

 

-E provável que aos poucos as lembranças vão voltando... – ele se virou para Mary e Eric. – Ai vai ser a hora de contar. – disse baixinho.

 

-Ok... Mas nada com que nos preocuparmos né?! – Eric perguntou.

 

-Ele esta abaixo do peso, mas isso não e algo difícil de se resolver... – assentimos todos.

 

-E quando eu posso ir pra minha casa? – Finn perguntou.

 

-Você esta bem, rapaz... mas não podemos abusar. Preciso que fique pelo menos uma semana aqui. – o doutor falou e Finn bufou alto.

 

-Sinto que estou nessa cama a anos... – murmurou ele nos fazendo engolir em seco.

 

-Logo você sai daqui, irmão... – Nick  disse dando batidinhas em seu ombro.

 

-Infelizmente vocês não podem ficar todos aqui... apenas um acompanhante. Se decidam e depois avisem na recepção. Estou feliz por te ver bem, Finn... – O medico disse sincero e então se despediu de nos saindo dali.

 

-Você pode ficar? – Finn perguntou me olhando.

 

Engoli em seco, eu quero ficar mas... E o Henry? Já deixei ele sem mas nem menos com Caleb e Sadie, o que me faz lembrar que eu tenho que ligar pra eles e avisar sobre tudo o que aconteceu. E ele ainda se amamenta em mim...

 

-Eu fico. – sorri fraco, ele também.

 

 

Mary teria que ser a minha salvação, como sempre nos últimos anos.

 

-Se eu não me engano ainda deve ter uma mamadeira congelada no freezer, eu tirei hoje de manhã. – falei a ela, estávamos novamente no corredor.

 

-Tudo bem, querida. – disse ela.

 

-E agradeça a Sadie e Caleb por mim. – ela assentiu sorrindo.

 

-E você nos ligue se qualquer coisa acontecer. – assenti. – E tente... não sei, fazer ele lembrar de algo. Não vamos conseguir esconder isso dele por muito tempo. – ela suspirou.

 

-Eu vou fazer o possível... A ultima pessoa conhecida que ele esteve foi eu, então talvez eu tenha mais chances, né?!

 

-Eu espero que sim. – sorrimos.

 

Eu e Mary nos despedimos, ela tem sido uma verdadeira mãe pra mim... Na verdade ela e Eric nesse momento são mais meus pais do que os meus de verdade.

 

Voltei pro quarto, Finn parecia distraído com o aparelho que media seus batimentos cardíacos, aquilo me fez sorrir pois me lembrei de quando Henry começou a engatinhar e eu o trouxe pra ver o pai, o garotinho estava extremamente esperto e eu acabei me distraindo por alguns segundos. E o que ele fez? Exatamente, desligou todos os aparelhos de Finn... Dês de então mudaram os botões todos para o alto. Foi um desespero que só.

 

-Rindo atoa? – Finn perguntou, sorri mais e me aproximei dele.

 

Como eu adoraria poder contar a ele o motivo dos meus risos mais sinceros...

 

-Só estou feliz por você estar bem. – falei, não era mentira, eu realmente estava feliz.

 

-Estou feliz por você estar aqui... Eu não te mereço, Millie. – ele suspirou.

 

-Não diga isso. – falei seria.

 

-Mas e verdade.... Você sempre me disse que toda aquela bebida e alegria momentânea não prestavam e eu nunca dei bola e olha aonde eu vim parar agora. – ela apontou pro redor.

 

-Mas você esta bem agora, e é isso o que interessa... – tirei seus cabelos, que estavam grandes do jeito que ele gosta, de seu rosto.

 

-Eu devia ter ido atrás de você... – ele fechou os olhos por um momento. – Não deveria ter deixado você sair da minha vida daquele jeito. Foram duas semanas horríveis...

 

 

 

 

Foram dois anos horríveis...

 

 

 

-Esta tudo bem... Olhe, eu não sai da sua vida. Eu estou aqui, não e mesmo? – rimos.

 

-Obrigada. – disse, parecia estar ficando sonolento.

 

-Esta cansado? – perguntei.

 

-Na verdade não sei... Sinto que dormi por anos mas, esse remédio. – ele bocejou.

 

-Descanse... eu vou estar aqui. – ele assentiu e fechou os olhos, o assisti pegar no sono com um aperto no coração. – Só por favor... se lembre de acordar. – pedi quando ele já estava dormindo.

 

 

2022

 

Millie narrando...

 

Não podia ser, não podia ser verdade!

 

-Me da outro, Lilia. – pedi a garota que me esperava do lado de fora do banheiro.

 

-Millie, fazer outros testes não vai fazer o resultado mudar. – a loira disse me obrigando a sair dali.

 

-Mas... – suspirei olhando pro teste que notificava um positivo, sobre minhas mãos.

 

-Você já fez três, Mills... Tem que aceitar. – ela tirou o teste das minhas mãos e colocou junto com os outros.

 

-Li, o que eu vou fazer agora? – perguntei com o choro preso, ela me abraçou apertado.

 

-Acho que deveria ir conversar com o Finn... – ela disse. – Isso aqui. – pôs a mão sobre a minha barriga. – Não e uma responsabilidade só sua...

 

Eu sabia que não era, eu sabia que Lilia estava certa. Mas com que cara eu chegaria no apartamento dele e diria “ Ah, oi. Então, faz duas semanas que nos terminamos e você não respondeu minhas mensagens perguntando se estava bem e nem me procurou. Mas ok. Eu vim avisar que estou grávida de um filho seu. “ .

 

Era coisa de mais pra mim... Coisa de mais pra uma única cabeça pensar. Aconteceu o que ninguém esperava.

 

-A não ser que você prefira... – ela engoliu a seco e eu logo entendi.

 

-Não! Eu não vou matar ele, Li. – falei seria, ela assentiu.

 

-Foi mal. – suspirei me sentando na cama. – E seus pais? – engoli em seco.

 

-Vão ficar uma fera... Meu pai nem olha mais na minha cara e minha mãe... Nossa relação anda complicada. – ela se juntou a mim na cama.

 

-Então você precisa falar com ele. O Finn tem tido problemas ultimamente, mas ainda e o Finn... ele vai te apoiar nisso. – ela sorriu e eu fiz o mesmo.

 

 

Queria que tivesse sido assim...


Notas Finais


Ja da pra sacar o que aconteceu né?!

Prometo que a historia vai agitar mais nos próximos capítulos!!


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