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História Tycoon - Capítulo 9


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Notas do Autor


Perdoem os erros e não desistam desta escritora 😔❤️✊🏻

Capítulo 9 - A família.


8h, na casa de Henry.

Dormi na casa de Henry pois estava tarde para mim ir embora, o que foi ótimo, assim eu poderia passar mais tempo com ele. Em sua cama, conversamos sobre amor e sobre relacionamentos anteriores, mas eu não contei já tinha sofrido abuso sexual, era algo delicado para mim. Peguei no sono deitada em seu peito e quando acordei pela manhã, ele não estava lá.

Levantei da cama e peguei meu celular para checar as mensagens. Era dia de voltar para Nova York e por mais que não quisesse, eu tinha que ir. Fiquei chateada por ter que deixar Henry então decidi aproveitar o pouco tempo ao lado dele. Senti um cheiro gostoso vindo da cozinha e fui até lá matar a curiosidade. Henry estava em frente ao fogão, usando uma camiseta azul, shorts preto e um pano de prato no ombro. A própria dona de casa. 

- Que cheiro bom.- me sentei em frente ao balcão e ele virou para me olhar.

- Ah, bom dia.- disse entre um sorriso.- Desculpe, eu não queria te acordar.

- Sem problemas.- apoiei o rosto em minhas mãos sobre o balcão admirando aquela beldade que tinha uma bela bunda por sinal.- O que está fazendo?

- Panquecas mas acabei de tirar um bolo de laranja do forno.

- Hummm.- passei a língua sobre os lábios, ele riu.- Meu preferido.

- Eu sei.- Olhei para ele espantada.- Você comeu três pedaços de bolo quando tomamos café em sua casa.- rimos.

Fui até a bandeja com bolo e peguei um pedaço. Ele cozinhava bem. Aliás, o que ele não fazia bem? Tomamos café juntos e aproveitamos para conversar sobre como seria aquele dia.

- Sua roupa está seca.- ele entrou pela cozinha segurando as peças, sorri em resposta.

Me vesti e fomos de carro até a casa da mãe de Henry, que não era longe mas também não era perto. Ele parou em frente a uma casa pequena, de cor cinza e com lindas árvores na frente. Assim que saímos do carro, o portão se abriu e uma garotinha loirinha de olhos verdes correu para abraçar Henry. Deduzi ser sua irmãzinha Lily.

- Sentiu saudades?.- Henry disse entre um sorriso enquanto segurava a pequena.

- S-sim.- ela o abraçou e depois olhou para mim.- Quem é ela?

- Está é minha amiga Leona.- ele piscou para mim.- Dá oi para ela.

- Oi.- ela disse toda envergonhada e eu me aproximei.

- Você é muito linda, sabia?.- ela assentiu com a cabeça.- Quantos aninhos você tem, Lily?

- Tenho assim.- me mostrou sua mão com seus 5 dedinhos esticados.- E você?

- Eu tenho 30.- ela sorriu enquanto Henry observava tudo.- Me acha velha?

- Acho.- Henry não conteu a risada, lancei um olhar cerrado para ele.- Quer brincar comigo?

- Quero.

Entramos e eu senti um cheiro bom exalando pela casa, o que era normal pois já era hora de almoçar e eu nem percebi. O tempo passava rápido quando eu estava com Henry.

- Se importa de ficar aqui com a Lily? Vou chamar minha mãe.- Henry disse botando a pequena no chão.

- Não, pode ir.- disse entre um sorriso e ele se retirou.

Me sentei no tapete da sala para brincar com Lily, que trouxe várias bonecas. Eu adorava criança e sempre me questionava se eu teria filhos algum dia.

- Você vai ser a Cinderela.- Lily me entregou uma boneca loira de vestido azul.

- Tudo bem.

- Você gosta das princesas?

- Gosto. E você?.- ela assentiu com a cabeça.- Qual mais gosta?

- A Rapunzel porque ela tem um cabelo grandão.- ela mediu o tamanho com as mãos. Ela era muito fofa.- Posso pentear seu cabelo?

- Pode sim.

Ali sentada no tapete da sala, Lily penteou meu cabelo enquanto eu trocava os vestidos de suas bonecas. Era um momento único com uma garotinha que eu tinha acabado de conhecer mas era encantadora. Refleti sobre minha vida naquele momento e fiquei me perguntando porque não tinha filhos aos 30 anos. Não tinha tempo.

- Mãe.- ouvi a voz de Henry atrás de mim, me virei para olhar e ele estava abraçado com uma moça loira baixinha de vestido florido.- Está é a Leona.

- Muito prazer, minha querida. Eu sou Sammy.- me levantei para nós abraçarmos.- Espero que Lily não esteja...

- Não, está tudo bem, ela é uma criança adorável. E o prazer é todo meu.- Henry ficou corado.

- Henry falou bastante de você.- ele escondeu o rosto com as mãos, eu ri daquilo.- Fiz um almoço especial para você.

- Minha mãe faz a melhor carne assada de Cannes.- rimos.

- Ah, que isso, filho.- ela deu um sorriso largo.- Vem, vamos comer.- ela pegou em minha mão, me guiando até a cozinha.

A mesa estava posta com arroz, feijão, um tabuleiro com carne assada e legumes e uma jarra grande suco. Delícia. Nos sentamos a mesa todos juntos e a pequena Lily ficou na sala.

- Não repare, aqui é tudo simples.- dona Sammy falou botando arroz num prato.

- Ah, que isso, pare. Eu não tenho motivos para isto.

- Que bom, minha querida. Fiz com muito carinho, bom apetite.

Pus meu prato e ficamos conversando enquanto comíamos. Sammy me contou que Dylan era muito rebelde, mal educado, não escutava ninguém e fazia o que queria, ela não tinha controle sobre ele e só dava problemas. Ela também contou que Henry era seu orgulho por ser atencioso e trabalhador. Ela não disse muito de Jonathan mas deu para perceber que era um cara legal. O pai de Henry morreu de infarto semanas depois que Lily nasceu e foi um baque muito grande para a família, desde então Henry tem muito cuidado com sua família. Era muito bom ter informações sobre a família do cara que eu estava transando, eu fiquei mais aliviada.

Henry abriu um vinho para bebermos na sala enquanto aproveitamos o bom papo e Lily dormia. Logo após, vi um menino loiro sair de uma porta no corredor, estava todo de preto, deduzi ser Dylan.

- Dylan, meu filho.- Sammy abriu um sorriso enquanto ele a ignorou.- Temos visita e seu irmão está aqui.

- E quem disse que eu ligo?.- disse com ignorância e ríspido.

Ele foi para a cozinha, pegou algo e voltou para o cômodo da onde saiu, batendo a porta com força.

- Desculpe, Leona. Ele é sempre assim.- Sammy disse cabisbaixa.

- Está tudo bem, deve ser uma fase difícil.- bebi um gole de meu vinho.

- Ele está passando dos limites.- Henry parecia alterado e se levantou.

- Onde você vai?.- perguntei rapidamente enquanto via ele de dirigir até a porta do quarto de Dylan.

- Henry!.- sua mãe gritou mas ele não escutou.

Henry entrou no quarto de Dylan, provavelmente para brigar e explicar algumas coisas. Ele era um adolescente difícil e teimoso pelo que pude perceber e para não levar um fora, eu quis distância. Ouvi gritos de Henry e Dylan vindo do quarto, ansiei para que ele voltasse logo e aquilo parasse. Dona Sammy parecia aflita mas não se levantou para impedir a possível briga.

Dona Sammy me contou que não tinha forças para botar Dylan no lugar, era doce e calma, tinha medo de magoá-lo e por alguns instantes, eu me perguntei como Dylan podia ser tão revoltado com uma família tão legal. Henry saiu do quarto com o rosto vermelho e com uma expressão de raiva, fiquei espantada com aquilo.

- Henry...- sua mãe foi a seu encontro no corredor.

- Mãe, não. Não venha defender este moleque abusado, a senhora sabe mais do que ninguém que ele está errado. A vida não é só jogar videogames, beber e tratar as pessoas mal.- ele estava alterado.- Na próxima vez que eu ver ele fazendo coisas erradas, eu vou...- ele olhou para mim e soltou um suspiro profundo.- Me desculpe, Leona, meu irmão me tira do sério.

- T-tudo bem...

- Você quer ir embora?.- ele perguntou com as mãos na cintura e eu assenti.

Não precisava ir só porque fiquei assustada com seu comportamento e estava anoitecendo, mas eu também porque precisava voltar para Nova York.

- Fique com Deus, minha querida. Boa viagem.- Sammy me abraçou forte na calçada da casa.

- Obrigada, dona Sammy, por tudo. Sua comida estava uma delícia e da um beijo na Lily por mim. Até breve!

Henry se despediu de sua mãe e entramos no carro. No caminho, nada foi dito até chegar em minha casa.

- Está tudo bem?.- ele pegou em minha mão.

- Porque não estaria?.- disse cabisbaixa.

- Você ficou estranha do nada. Eu fiz alguma coisa?.- ele se aproximou.

- Não, Henry.- o encarei.- Está tudo bem. Adorei conhecer sua família, são incríveis.

- E eu adorei passar um tempo ao seu lado. Vou sentir saudades.

- Eu também. Nos veremos em breve.

- Claro.- ele sorriu sem mostrar os dentes.

Nos beijamos lentamente, aproveitando o último segundo juntos, eu sentiria falta daquela boca. Entrei em casa e chamei por Mary que veio correndo.

- As malas estão prontas?

- Sim, senhora. O motorista virá buscá-la em 20 minutos.- apenas assenti.

Tomei um banho rápido e pus um conjunto de moletom qualquer, eu estava super cansada e precisava de uma noite longa de sono após uma banho quente em minha banheira. Desci até a sala e como minhas malas já estavam no carro, fui para o aeroporto.

10h, Nova York.

A viagem foi tranquila e assim que cheguei, dormi. Acordei pela manhã com meu celular tocando, era Anny para avisar sobre minha reunião. Inferno, só queria dormir mais. Olhei as mensagens que Henry tinha me mandado.

"Bom dia, Leo❤️"

"Que seu dia seja maravilhoso igual a você. Me ligue quando puder!"

Fofo demais. Apenas vizualizei.

Tomei meu banho correndo, pus meu terno e saltos e corri para ir até a empresa sem tomar café mesmo. As porta do elevador se abriu e Anny veio ao meu encontro. Eu estava estressada por não ter dormido o quanto eu queria e meu dia seria um inferno por conta disso.

- Bom dia, Leona.- a ignorei e ela veio atrás de mim pelo corredor me chamando.- Senhora!

- O que você quer?.- me virei com rapidez, já irritada.- Não basta ter me acordado de manhã como uma desesperada? 

- Me desculpe mas meu trabalho é avisá-la quando há algo...- a olhei cerrado.- De... Errado...- ela engoliu o resto das palavras.

- Fale logo.- voltei a andar até minha sala.

- Chegou um buquê com chocolates para a senhora.- parei em frente a porta, sem reação.

- De quem?

- Arthur. Devo devolver?

- Não, traga até minha sala.

- Sim, Leona.- entrei para minha sala e ela se retirou.

Fiquei intrigada. Óbvio que eu já tinha recebido buquês de diversos homens ao longo de minha vida mas Arthur era bem sério comigo até jantarmos juntos pela primeira vez. Eu sabia o que ele queria mas não podia dar o que ele deseja. Eu estava cansada do trabalho, queria férias e descanso, e faria isto nesses 2 meses até começar a obra do prédio comercial. Pensei bastante em dar uma pausa da carreira e cuidar de mim, e não vi outra solução, eu estava esgotada. Seria um tempo bom para pensar em filhos e um futuro com alguém.



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