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História U Late Nerd - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi. Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas pela demora, eu tinha esse capítulo escrito há bastante tempo mas eu fiquei enrolando pra postar ele pq slá... Preguiça, e também formatar pelo celular é um saco.

Segundamente (essa palavra sequer existe mas ok), estou com medo de que esta fanfic esteja ficando vergonha alheia demais. Dah, fiquem com o capítulo ae.

Capítulo 4 - O cara asiático do clube de jornalismo


Fanfic / Fanfiction U Late Nerd - Capítulo 4 - O cara asiático do clube de jornalismo

Horray! Minhas aulas acabaram por hoje, e essa notícia seria significantemente melhor se não fosse segunda-feira.

Neste exato momento, estou guardando os meus livros no armário e passando os que eu irei precisar para a minha mochila. Eu não tenho nenhum plano para hoje, exceto reassistir a primeira temporada de Mew Mew Kissy Cutie inteira de novo e talvez pedir uma pizza. Hm, talvez eu possa convidar a Undyne.

[Alp / Teclando... ]
OLÁ SENHORITA. NÃO DEVES ME CONHECER, MAS SOU A SUA ADMIRADORA SECRETA E TE ACHO DEVERAS ATRAENTES, ENTÃO ESTOU SOLICITANDO A SUA PRESENÇA PARA UM JANTAR FORMAL EM MINHA MORADIA. AGUARDO O SEU RETOR...

Ok, eu apaguei a mensagem bem antes de terminar de escrevê-la. Nem fodendo que eu vou chamar ela pra a minha casa, seria esquisito demais uma popular comendo pizza formalmente com uma nerd enquanto assistem desenho japonês.

ALPHYS!! FINALMENTE EU TE ACHEI!!

Me virei para o lado apenas para ver o Mettaton correndo pra cima de mim enquanto gritava alguns palavrões. Ele parecia que havia acabado de retocar a maquiagem e estava segurando um monte de papéis na mão, então presumi que ele quisesse que eu passasse cola pra ele ou falsificasse uma assinatura, essas coisas normais.

— O que foi, Metta?

— Preciso da sua ajuda, é urgente pra caralho! — disse enquanto se atrapalhava com os papéis e derrubava todos eles no chão, normal para o Mettaton. — Merda!

Ele se agachou e começou a catar os papéis, me agachei para ajudá-lo também. Reparei que os papéis eram na verdade anotações escritas em caneta rosa com a caligrafia perfeita e alguns formulários com a tinta meio apagada. Não consegui ler sobre o que se tratava mas parecia importante.

— O que são esses papéis? — perguntei, passando a pilha que eu havia catado pra ele e me levantando em seguida, Mettaton não demorou muito para levantar também.

— A-Ah, então. Eu preciso ir pra a sala do clube de jornalismo, o asiático disse pra eu chegar lá em quinze minutos pra ele poder me avaliar ou sei lá.

— Ah, o jornal. — merda, merda, mil vezes merda. Já sei perfeitamente o que ele vai me pedir. — E o que eu tenho a ver com isso?

— Preciso que você me ajude a preencher esses outros formulários que ele me entregou e também... Hun... — parecia que tinha um comprimido de ômega 3 enroscado na garganta dele. — Eu preciso que você vá comigo. Eu to nervoso, porra.

Ótimo, mais uma coisa pra fazer eu perder o meu tempo precioso. Eu poderia estar esquentando um cup noodles no microondas agora. Na verdade, eu até ajudaria Mettaton com prazer, mas PRA QUE TANTOS FORMULÁRIOS, DESGRAÇA?! ELE NÃO TÁ TENTANDO COMPRAR UMA ARMA OU COISA DO TIPO! Que clube mais zoado!

— Uau, o incrivel e fabuloso Mettaton está solicitando a minha ajuda. — disse usando o melhor tom irônico que eu conseguia fazer. Eu ainda estava meio irritada com Mettaton, afinal. — É sério que você tá nervoso?

— É sério, não ri. Eu nunca participei de uma entrevista ou algo do tipo, só preciso que você fique comigo na sala enquanto ele lê os meus textos e me psicoanalisa.

— Eu vou com você, fica tranquilo. Mas não vou preencher formulários pra você de novo, isso é mais chato do que Mew Mew Kissy Cutie 2.

— Não ouse comparar o meu sofrimento com o seu desenho de merda, Alphys!

Essa é a primeira vez eu concordo com o Mettaton em alguma coisa. Mew Mew Kissy Cutie 2 é realmente um desenho de merda. Não, não, chamar Mew Mew Kissy Cutie 2 de merda é um elogio, Mew Mew Kissy Cutie 2 é comparável a um amontoado de lixo espacial e cadáveres de alienígenas mergulhando em uma piscina de chorume, e eu acabei de perceber que não sou boa com xingamentos.

— Só fica tranquilo, beleza? Você preenche os formulários lá, com certeza eles só estão perguntando a sua cor favorita ou coisa do tipo. — revirei os olhos. Esses formulários eram realmente bem bobinhos, o que fodia era mesmo a quantidade de perguntas. — Essas anotações são os seus rascunhos?

— S-Sim. — ele pegou alguns dos papéis e passou pra mim. — Se me aprovarem, eu vou postar este texto. É pra a coluna de fofocas, você sabe.

Peguei os papéis, fazendo um pouco de esforço para conseguir ler, a caligrafia do Mettaton era tão perfeita que se tornava quase impossível de entender. Parecia que ele havia escrito no computador usando uma daquelas fontes cursivas exageradas pra caralho e imprimido, mas não. Aquele garrancho divino era realmente a letra dele.

Dei uma lida rápida no texto, Mettaton contava nele alguma coisa sobre a sua amiga Shyren estar começando a fazer aulas de canto profissionais e também uma coisa sobre... O Sans. Bem, estava escrito ali que o platinado havia conseguido bater o recorde de babaquice e também de idas para a diretoria em um mês, o antigo pertencia a uma garota chamada Susie. Que legal, eu acho.

— Parece interessante, bem parecido com uma matéria do jornal da escola mesmo. — devolvi os papéis, vendo Mettaton dar um sorriso largo.

— Obrigado, Al. Agora vamos lá antes que o asiático desista de mim!

Mettaton agarrou o meu braço e me puxou para o andar debaixo, aonde ficavam os clubes.

Sim, nossa escola tem "clubes", ou seja, grupos de atividades extras que você pode fazer depois das aulas, a maioria fica aberta até às 18:00. Existe um monte deles que você pode entrar, tem um de anime inclusive. Eu até poderia entrar nele mas, sei lá, iriam me achar estranha, tem muita gente diferente nesses clubes. Bem, talvez eu devesse me juntar ao de literatura, ele só tem 4 membros mesmo...

Haviam alguns alunos circulando pelos corredores ainda, então eu posso dizer que ali estava parcialmente cheio. Andamos mais um pouco até que Mettaton quando chegamos a uma porta no meio do corredor com uma placa escrita "Clube de Jornalismo".

Entramos na sala, ela é meio pequena pois diferente dos outros clubes, a sala do clube de jornalismo foi montada numa antiga secretária do RH. Tinha uma mesa de madeira no canto da parede com algumas cadeiras e uma máquina de lanches com 0,8% de desconto no preço dos lanches, privilégios do clube. Havia um balcão improvisado também e uma porta no canto para uma sala adjacente, na qual eu chutei que era o lugar aonde os membros se reuniam. Mettaton foi até o balcão e chamou, mas não recebeu resposta. Eu havia checado o horário de funcionamento do clube a pedido dele anteriormente e lá dizia que os membros tinham uma "folga" na segunda-feira, mas que a sala do clube permaneceria aberta para caso alguém quisesse falar com o líder, no caso, um cara asiático chamado Frisk Nguyen. Como foi mencionado no começo, eu já havia entrado nessa sala para fazer a inscrição do Mettaton, e o tal Frisk era... Digamos que meio esquisito. Vocês vão entender do que eu estou falando daqui a pouco.

— Será que a gente demorou muito e ele desistiu da minha avaliação? — Mettaton perguntou enquanto se encostava no balcão.

— Acho que não, o clube fica aberto até às 18:00. Ele deve estar ocupado. — ...ocupado tipo, batendo uma ou comprando urânio contrabandeado na internet. Que demora do caralho pra levantar de uma cadeira e abrir uma porta.

Me sentei em uma cadeira para esperar e Mettaton chamou de novo, e dessa vez, um rapaz alto e magro usando fones de ouvido saiu da porta. Ele encarou a gente por alguns segundos e tirou o fone, o colocando no pescoço.

— Me desculpem pela demora. — ele disse enquanto ia até a máquina de lanches e pegava um pacote de Patatinhas. — Você é o... Hapstablook?

Mettaton franziu as sombrancelhas, provavelmente meio irritado por ser chamado pelo seu nome verdadeiro. Até onde eu sei, ele não gosta muito dele por o achar longo e antiquado demais, enfim.

— Eu mesmo.

— Você demorou um pouco. — abriu o pacote e começou a mastigar os salgadinhos, produzindo um barulho alto e excessivamente irritante. — Trouxe os rascunhos?

— Sim, tá tudo aqui. Só falta preencher os formulários.

— Ah, não. Aqueles formulários eram pra ser uma piada, você não leu eles? Tem uma questão perguntando se você tem o costume de usar lenços umedecidos pra limpar a bunda, foi o Snowdrake quem fez. Hilário, mas eu só preciso dos rascunhos mesmo. — Mettaton fez uma cara esquisita, provavelmente havia se sentido ofendido com a "piada" dele. Bem, pelo menos eu não vou precisar perder o meu tempo ajudando ele com os formulários. — E você, loira? O que precisa?

Frisk apoiou a mão no encosto da cadeira em que eu estava sentada e se encostou na máquina. Eu sinto uma tensão estranha aqui.

— A-Ah, eu só estou acompanhando ele. Fui eu quem fiz a inscrição dele semana passada, lembra?

— Ah, lembrei. Você tava, tipo, usando uma jaqueta rosa esquisita, mas ela até que ficava bem bonita em você.

UAU, UM ELOGIO GENUÍNO! ELE QUER ME BEIJAR?!

— O-Obrigada?

— Eu tipo, gosto bastante de jaquetas. Elas deixam as pessoas pelo menos 500% mais atraentes.

PRIMEIRO BEIJO DA ALPHYS!! VAI ACONTECER AGORA!!

— Pois eu acho jaquetas idiotas. Hoddies até que não são tão ruins, mas jaquetas são a gota d'água, só os  virgens desesperados usam.

VAI SE FODER, METTATON. VOCÊ ESTRAGOU O MEU PRIMEIRO BEIJO, SEU MERDA!!

— Cada um com a sua opinião, cara. Pra mim, jaquetas são, tipo, fodas, mas se você não gosta delas, tipo, ok. — deu de ombros. — Mas beleza, você vai me entregar os rascunhos ou não, Hapstablook?

— Você, como um dos membros da alta casta, deveria saber que meu o nome é Mettaton!

Aí meu deus, acho que me arrependo de ter criado e explicado o sistema de popularidade pro Mettaton, ele deixou a classificação "segundo grupo" subir demais a cabeça. Eu sabia que isso aconteceria.

— O quê? Mettaton? — Frisk manteve a sua expressão neutra, mas o seu tom de voz era típico de alguém que estava segurando o riso. Beleza, o cérebro desse cara tem propriedades estranhas. — Que porra é essa?

— Você é burro? Eu sou popular igual a você! Não acredito que você tem coragem de me chamar de Hapstablook sabendo que o meu nome é Mettaton!

— Hm... Eu não sou popular e não acho que você seja também. Nunca ouvi falar de você por aqui. — revirou os olhos, mastigando mais alguns salgadinhos. Esse cara tá brincando com fogo. — De qualquer jeito, seu "nome" é idiota.

— Não fala assim do meu nome artístico, seu japonês raquítico! E também o seu nome é Friki, bela bosta!

— O meu nome é Frisk e eu sou vietnamita, seu porra.

OK, eu não sei como não pensei nisso. Digo, o sobrenome dele é Nguyen, todo mundo se chama Nguyen na porra do Vietnã. Bem, pelo menos não erramos ao chamar ele de asiático.

Eu não sei o que fez o Mettaton surtar do nada. Digo, provavelmente foi por causa de Frisk estava o chamando pelo seu nome verdadeiro ao invés de Mettaton, mas eu não acho que isso seja um motivo plausível pra ficar puto. Ou talvez seja, sei lá, o Mettaton é doente. Era melhor eu dar um jeito de encerrar isso porque apesar de parecer um robô falando, Frisk podia expulsar a gente da sala se aquela troca de ofensas continuasse e eu iria me sentir mal por ter perdido tanto tempo naquela bosta.

— O Mettaton só está aqui pela vaga do jornal. Não briguem, por favor.

— Tá tudo bem, loira. Eu tô acostumado. — Frisk jogou a embalagem vazia no lixo. O filho da puta havia conseguido devorar um pacote inteiro de Patatinhas em um minuto e meio, como ele fez isso? — Agora pode me passar os rascunhos, por favor?

Frisk é obviamente o líder do clube de jornalismo, tudo passa por ele antes de ser publicado. Ele é do meu ano, porém estudamos em turmas diferentes. Ele é meio recluso, tipo eu, vamos dizer assim. Ele faz parte do segundo grupo e é conhecido por agir de maneira indiferente até nas situações mais sérias e nunca conversar com ninguém da escola exceto com os membros do seu clube e os seus amigos, que são um grupo bem restrito de pessoas bem diferentes umas das outras. Já vi ele andando com a Undyne, então acho que ela faz parte desse grupo, mas não tenho muita certeza. O que ela iria querer com esse cara, afinal?

Sua aparencia soa atraente pra mim por alguma razão. Ele tem o porte magro e alto, a pele meio parda e os cabelos batendo nos ombros, com os olhos pequenos e puxados, nariz fino e os lábios estreitos, cara de asiático mesmo. Ele nunca usa o uniforme da escola, então estava sempre andando por aí com umas camisas de bandas de rock alternativo e uma jaqueta padronizada, normalmente xadrez, mas ele hoje ele estava usando uma camisa azul listrada e uma jaqueta preta. Ele estranhamente também tem... Cheiro de maconha. Eu não tenho certeza de que ele fume mesmo, talvez seja algum perfume exótico ou sei lá. Isso não é da minha conta, de qualquer forma.

Mettaton o olhou com raiva e o entregou os papéis. Frisk se encostou na parede e começou a ler. Aquilo talvez fosse demorar um pouco, então peguei o meu celular e comecei a rolar o meu feed do DEEP-EYE pra matar o tempo. Não tinha muita coisa interessante ali, exceto uma foto de 2 minutos atrás que o Sans postou junto com a Muffet.

@Sanstanas diz:
Estou aqui com a minha amiga @Sp1derQuEEn comendo uns doces muito loucos.

@Coolskeleton95: A MUFFET NÃO É UMA BOA COMPANHIA PRA VOCÊ, SANS. ELA ME FAZ LEMBRAR PORQUÊ EU TENHO MEDO DE ARANHAS.
@Sp1derQuEEn para @Coolskeleton95: ::[ *cries in arachnid language*
@Sanstanas para @Coolskeleton95: Abaixa a bola, paps. Você tá queimando o meu filme.

Ok, é uma foto normal de amigos. Ele estão juntos em um quarto, o Sans tá com cara de sono e a Muffet tá fazendo uma daquelas caretas estranhas de costume. Mas ele tá com a mão no ombro dela.

Eu absolutamente não estou com ciúmes. Digo, eu não gosto do Sans. Não gosto mesmo, não tem nenhum motivo específico pra eu ficar com ciúmes. Cof, cof. Saca só, eu curti a foto. É uma demonstração bem clara de que eu não tenho ciúmes do Sans com a Muffet.

Verídico.

— O q-quê? — ELE TÁ LENDO OS MEUS PENSAMENTOS?!

— Estou me referindo a parte aonde Hapstablook diz que o meu amigo Sans bateu o recorde de idas a diretoria em um mês. É um fato verídico.

Oh, então eles são amigos? Bem, faz sentido. Frisk é amigo de Papyrus, por que não seria de Sans? De qualquer jeito ok, pelo menos ele não estava lendo os meus pensamentos, isso seria estranho, realmente muito estranho.

— Oh. — Mettaton puxou uma cadeira para se sentar também, dava pra ver na cara dele que ele estava querendo partir pra cima de Frisk e fazer ele engolir os papéis, provavelmente por causa do nome de novo. — Devia saber que eu tenho uma boa percepção.

— Uhum, você tem.

Frisk voltou seus olhos para o texto novamente, provavelmente dando uma última lida rápida. Abaixou os papéis e olhou para nós novamente, beleza, hora da verdade. Por favor Anjo, faça com que esta viagem até aqui não tenha sido uma total perda de tempo, e também que Frisk me beije.

— Ok, beleza. Você foi aceito, bem-vindo ao clube.

Merda, a oração deu certo. Ele vai me beijar também?

— O quê? Sério? — Mettaton disse, abrindo um sorriso enorme no rosto.

— Sim, vou ali dentro pegar umas coisas pra você. Espere aqui, e por favor não mije na planta. Sua expressão facial indica os seus desejos fetichistas obscuros.

— QUÊ?!

Frisk ignorou a pergunta e entrou novamente na outra sala, deixando uma Alphys e um Mettaton confusos. Ninguém quer mijar na porra da planta, bem, pelo menos eu não.

— Só pra deixar claro pra você, eu não quero mijar na planta. Esse cara realmente é esquisito pra caralho. — concordei. — Mas Al, eu não acredito que fui aceito!

— Parabéns! — eu não sabia o que falar, digo, eu estava com medo então...

— Minha taxa de popularidade vai subir absurdamente com isso, vou poder divulgar o meu Monstergram no final das notícias! — sorriu largamente, ajeitando o cabelo. — E agora também eu vou poder dar o troco em todos os invejosos daqui! E com isso estou falando da sua namorada, não me leve a mal, mas ela é uma cuzona.

— Olha, desde que você não fale de mim...

— Dah, você está protegida por enquanto. Apenas não seja babaca comigo e eu não vou expor você. — isso foi uma ameaça?

— Hm... Ok.

Mettaton continuou falando sobre o que iria fazer no jornal, incluindo um plano cagado para convencer Frisk e criar uma coluna de moda e beleza. Apesar da "proteção" que Mettaton acabou dizer, eu ainda tenho medo de que ele surte do nada e poste alguma coisa sobre mim, esse cara é imprevisível. Talvez algo sobre a minha obsessão secreta pela Undyne ou talvez sobre... A minha coleção bissexual gigante e extremamente específica de crushes que APENAS ele conhece. É, eu REALMENTE espero que ele não poste sobre isso, se não a escola inteira iria na polícia prestar queixa contra mim por perseguição e invasão de privacidade, eu já fiz muita merda por causa de uma troca de olhares, cara.

— Voltei. — Frisk saiu da sala, segurando alguns papéis. — Isso aqui é o cronograma do clube, algumas informações importantes que você precisa saber e uma receita de torta que eu gosto. Esteja aqui amanhã às 17:10 em ponto para a reunião semanal do clube e traga uma versão final impressa da matéria que você escreveu nos rascunhos para que eu possa corrigí-la e publicá-la logo.

Entregou os papéis para Mettaton, que agora parecia ter ficado ainda mais animado. Frisk com certeza não tinha noção da merda que estava fazendo aceitando ele no clube, eu só espero que ele não continue chamando ele de Hapstablook, eu não sei o que Mettaton é capaz de fazer se continuar sendo chamado assim.

— Agora, assine aqui. Isso é pro registro, então use seu nome verdadeiro. — entregou uma caneta, Mettaton fez uma careta mas assinou como Hapsta B. — Obrigado, você acabou de me vender a sua alma.

— Hm... Ok?

— Cara, você é literalmente LOL. Novamente, seja bem-vindo, eu espero que você goste do clube.

— Claro que vou, muito obrigado, Friki. — disse enquanto se levantava da cadeira para um aperto de mãos altamente profissional. Acabei de perceber que mesmo sendo alto pra caralho, Frisk ainda era mais baixo que Mettaton, beleza né?

— É Frisk. — não duvido que Mettaton tenha errado o nome dele de propósito apenas para irritá-lo. Se esse for o caso, não parece ter funcionado. — Hm, é melhor vocês dois irem embora agora. Eu tenho uma playlist inteira de vídeos de cachorrinho pra ver ali e...

— Posso te chamar de chefe?

Frisk arqueou a sombrancelha, acho que os membros do seu clube não costumam chamá-lo de chefe. Formalidade demais.

— Claro.

— Legal, sempre quis ter um chefe asiático roqueiro com cara de gay!

MEU DEUS, QUE COISA MAIS ESPECÍFICA. Espera, Frisk tem cara de gay?

— Beleza?

Peguei meu celular para ver as horas e já eram 17:54, meu pai não ia gostar que eu chegasse mais tarde sem avisar então provavelmente era melhor eu ir embora.

— Aí, Metta. Eu preciso ir, meu pai vai brigar comigo se eu chegar muito tarde.

— Ah, sim. Mas espera aí que eu vou junto com você. — disse, se virando para Frisk novamente. — Tchau, chefe!

— Adeus, Hapstablook. E tchau pra você também, loira. Espero que você esteja usando aquela jaqueta de novo da próxima vez que nos virmos.

— E-Eu também. Por favor, me chame de Alphys.

— Nome legal. Adeus.

— Despedidas formais. — disse enquanto me levantava da cadeira e pegava a minha mochila.

Sai da sala, sendo acompanhada por Mettaton. Legal, tive um quase-flerte com um roqueiro vietnamita, isso me torna interessante?

— Não acredito, ele elogiou o seu nome, mas disse que o meu é idiota! Cretino! — Mettaton disse, indignado. Era estranho ver como o humor dele podia variar de uma hora pra outra.

— Não xinga o cara, ele é teu "chefe" agora.

— Não por muito tempo.

— O que você quis dizer com isso?

— Heh, você vai ver. Agora, eu ouvi uma fofoca super quente que preciso te contar: uma mulher em Manhattan tem um segredo.

— Não vem com esses enunciados de anúncios de site por...

— Não, é sério, uma mulher em Manhattan tem um segredo. Mas se quiser descobrir qual é, você vai precisar ler a próxima edição do jornal.

PRA QUE ME FALOU AGORA ENTÃO, FILHO DA PUTA?! QUAL É O RAIO DO SEGREDO??

Fiquei um tempo insistindo que Mettaton me desse pelo menos um spoilerzinho do que seria o suposto segredo da mulher de Manhattan, mas aparentemente eu vou ter que esperar o jornal sair na sexta-feira para que eu possa descobrir. É, ele com certeza fez isso apenas pra me fazer ler o jornal, o miserável é um gênio.

Enquanto andava junto com Mettaton de volta para a minha casa, percebi que parte boa em ter participado desse rolo todo é que agora eu tenho 10,8% de chance de realizar o meu sonho de namorar um asiático atraente, apesar de que nos meus planos originais, era uma waifu japonesa fofinha com cabelo rosa, mas o Frisk serve, só preciso arrumar umas orelhas de gatinho pra ele, ho ho homo.


Notas Finais


Sim, o Frisk é um roqueiro maconheiro. Eu realmente não sei de onde eu tirei essa ideia, mas ok, eu gosto dela, então foda-se.

Alguns parágrafos ficaram na ordem errada quando eu colei o texto pro Spirit, vou estar arrumando isso no computador pois o aplicativo está com um bug esquisito que me impede de selecionar as palavras direito. Bem, ok, adeus. Nos vemos de novo daqui 90 anos.


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