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História U late nerd - Capítulo 5


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Notas do Autor


OH YEA. A fanfic está de volta depois de 7 meses de bloqueio criativo e tristeza profunda causada por múltiplas rejeições amorosas consecutivas. Alguém sentiu saudades dessa merda?
Era pra esse capítulo ser maior, mas eu decidi dividir ele em dois para a leitura não ficar tão cansativa. Em breve eu postarei a outra parte.
Boa leitura.

Capítulo 5 - Dia da pizza I: Valentões esquisitos


Fanfic / Fanfiction U late nerd - Capítulo 5 - Dia da pizza I: Valentões esquisitos

"Merda, ainda é terça-feira?"

Esse foi a primeira coisa que eu pensei quando acordei hoje de manhã. Ainda faltam mais 3 dias para chegar o final de semana e eu já estou morta de cansaço. Realmente não queria ir pra escola hoje, mas quem é que disse que eu tenho algum poder de escolha aqui?

Neste exato momento estou sentada no pátio aberto na frente da escola matando um tempo antes da aula começar, faltam alguns minutos ainda. Meu cabelo está a mesma merda de sempre e eu estou usando um tênis rosa da Hello Kitty, o que é legal pra caralho mas provavelmente não é muito relevante. Tem alguns estudantes perambulando por aqui também, mas sem sinal do Mettaton, o que é meio estranho pois ele tem o costume de chegar nessa hora exata. Talvez ele tenha se queimado com a chapinha ou coisa do tipo, já aconteceu antes.

Bem, não tem nada muito interessante pra se fazer no pátio honestamente, então é melhor eu levantar a minha bunda gorda desse banco estúpido e ir me exercitar ou coisa do tipo, talvez eu veja a Undyne.

— ALPHYS. — alguém GRITA atrás de mim depois de dar um tapa tão forte na minha nuca que me fez ficar tonta. Ótimo, bem na hora em que eu havia me levantado. — SENTIU A MINHA FALTA?

Viro minha cabeça pra trás apenas para me deparar com um garoto loiro com algum tipo de acne severa  na cara fazendo um sorriso maligno. Este seria o momento em que eu entro em pânico e ligo para a polícia, mas eu já sei exatamente quem é esse cara.

— Oi, Flowey.

— Howdy! —  disse, fazendo gestos esquisitos com as mãos que eu não conhecia o significado. Abriu um sorriso largo. — Tem um dinheirinho aí pra me emprestar, colega?

— Por favor, não.

Tentei parecer calma mas com certeza estava bem visível que eu estava na verdade suplicando por piedade. As aulas sequer haviam começado ainda e eu já estava com fome, não podia perder o meu lanche, mas Flowey não parecia ligar muito pra isso.

Junte a coisa mais irritante do mundo com a coisa mais sádica do mundo. O resultado será Asriel Dreemurr, um sociopata mimado que gosta de bancar o valentão aqui simplesmente porque pensa que está acima de todos nós. Na verdade, ele até que está. Sua mãe é dona e diretora dessa escola, então ele é agraciado com todos os privilégios que um filho mimado poderia receber, e é claro que ele não iria fazer bom uso deles. A sua mãe fecha os olhos pra qualquer coisa que ele faça e ele nunca recebeu nenhum castigo por quebrar as regras, mas se eu socá-lo e esmagar o seu crânio aqui e agora com o meu tênis da Hello Kitty, provavelmente serei expulsa e passarei o resto da minha miserável vida numa prisão com cheiro de peido recebendo visitas do Mettaton me pedindo conselhos de edição para as suas malditas fotos. Triste, verdadeiramente triste.

Algo legal sobre Flowey é que esse apelido ridículo que ele tem foi criado e divulgado por mim. Eu comecei a chamá-lo assim porque ele parece uma flor dourada cheia de espinhos (HM... LITERALMENTE?). Ele odeia flores e, portanto, odeia que o chamem assim. O fato de eu ter ajudado a espalhar esse apelido ridículo provavelmente é a razão principal dele pra pegar tanto no meu pé, mas eu não me arrependo. Esta foi uma vingança perfeita, como toda a merda que o John Wick faz em seu primeiro filme para vingar a sua cadelinha morta.

— Puff... Eu é quem te imploro. Por favor, me dê o seu dinheiro ou eu vou te ma...

— Finalmente te alcancei, Az... O que você tá fazendo? — suas ameaças foram interrompidas com a voz familiar do meu salvador. Chara.

— Não é óbvio pra você? Estou pegando o dinheiro pro almoço. — cuspiu em um tom irritado enquanto se virava para encarar o seu irmão.

— Solta a Lyzards, eu já falei pra você não pegar dinheiro dela.

Chara gosta de mim por algum motivo, digo, eu não sei se ele gosta de mim mesmo, mas ele tem o costume de me defender dos ataques do irmão dele, isso já é alguma coisa. Agradeço a ele por isso, apesar de nunca ter falado direito com ele e não saber quase nada sobre a sua personalidade.

Ok, vamos para a parte chata de descrição de aparências... Chara é um rapaz magro de porte mediano com as bochechas DEMASIADAMENTE rosadas, apesar de todo o resto do seu corpo ser pálido igual cocaína. Eu costumava dizer para Mettaton que ele é um vampiro infiltrado por causa da cor da sua pele e dos seus olhos vermelho carmesim. Ele anda por aí usando uma jaqueta verde por baixo do seu uniforme e também está sempre usando... Hm... Sapatos sociais? É uma péssima maneira de se vestir, eu presumo... Apesar de ser um pouco atraente, tenho que admitir.

— Você é chato pra caralho, igual a sua namoradinha burra. — suspirou. Namoradinha? Quem me dera, cara.

— Quê? Eu nem sei o primeiro nome dela. — MAGOOU. — Só não quero ver você pegando dinheiro da garota, olha pra a cara triste dela. Vai mexer com alguém que seja um bosta igual a você.

— O que é que você falou?

Ok, eles começaram a brigar e tá todo mundo olhando pra a gente. Eu sei que eles tem uma relação amistosa, apesar da troca de xingamentos frequente. Isso deve ser... Coisa normal de irmão. Sei lá, eu engoli o que era pra ser o feto da minha irmã quando eu estava no útero da minha mãe. Brincadeira, eu nunca tive uma irmã... Ou talvez seja isso que eu quero que você pense.

Sai de fininho e entrei pra dentro da escola, pois como eu disse, não quero ser associada a esses psicopatas, mas claro que não seria tão fácil assim escapar do Asriel Dreemurr.

Parada aí, nerd. — ele disse, me alcançando nos corredores. Chara não estava atrás dele, então acho que ele tinha perdido a paciência e saído, bem, azar o do Mettaton que vai ter que me emprestar dinheiro pra comprar o lanche de novo.

— Ahhhn... Por favor cara, só me deixa em paz... — tentei apertar o passo, mas Asriel agarrou o meu pulso.

— Vou ser direto com você, para de dar pro meu irmão, isso tá subindo à cabeça dele e arruinando os meus negócios, então vou te dar duzentos ouros se você dar um fora nele na frente de todo mundo.

— Q-Quê?! E-Eu não tô... S-Saindo com o seu irmão!

— Que pena. Quer que eu te pague pra sair com ele então? — sorriu sarcasticamente. Cara doente do caralho.

— Vá a merda, Asriel.

Me soltei dele e fui o mais rápido que consegui para a minha sala. Flowey não me seguiu depois disso e nem me pediu mais dinheiro. Deve estar planejando algo maior para me torturar — talvez, quando eu sair da aula, irei me deparar com 4 unicórnios coloridos que serão amarrados aos meus membros e depois postos para correr, causando o desmembramento em público do meu pobre corpo. Vai saber, ricos cuzões são ricos cuzões, eles podem pagar pelo que quiserem.

Vou mandando um beijinho
Pra filhinha e pra vovó
Só não posso esquecer
Da minha eguinha Pocotó

Pocotó pocotó pocotó pocotó
Minha eguinha pocotó
Pocotó pocotó pocotó pocotó
Minha eguinha pocotó!

[...]

O primeiro período já acabou, então agora posso desfrutar dos meus 20 minutos diários de poluição sonora, comida com gosto deplorável e socialização forçada. Mettaton não deu notícias ainda, o que estava começando a me deixar preocupada, então eu peguei o meu celular e enviei uma mensagem pra ele.

Você começou a conversar com Robô Hentai!
[Alp]
Santo Anjo, CADÊ VOCÊ PORRA?!

... Mas eu me deparei com uma surpresa bem desagradável quando tirei os olhos do telefone.

— Acho que não posso te culpar por não querer sair com o Chara, ele não passa de uma e-girl idiota mesmo.

— VOCÊ DE NOVO. — MAS QUE FLORZINHA DO CARALHO.

Boo. — soprou uma bola de chiclete, que não demorou muito para estourar. Clichê. — Que tal ser útil e carregar a minha mochila? Estou com dor nos ombros e depois do intervalo temos educação física.

Ah, merda. É verdade.

Acho que não preciso nem dizer que odeio educação física, né? Eu sou simplesmente HORRÍVEL jogando, e ninguém nunca me escolhe pro time, sou sempre a sobra que os caras ficam brigando pra ver em qual time eu fico, ninguém me quer no campo. A única parte boa é que a minha turma se mistura... Bem, com a turma da Undyne. Na real, acho que ela é o motivo pra eu ser tão ruim em educação física. Só dá pra você focar em uma coisa: no jogo ou em um peixe sexy correndo com roupas apertadas, e acho que a minha escolha foi óbvia.

— Ô, nerd. Responde. — senti Flowey dando um peteleco doloroso no meu pescoço. Ok, acho melhor eu ir em um médico. Esses devaneios estão se tornando preocupantes.

— Você não entrou na aula depois daquilo? — perguntei, Flowey me olhou com uma cara estranha.

— Claro que não.

Burro do caralho, se for matar aula, mata direito. Não se carrega mochila enquanto mata aula. Esse troglodita deveria conhecer uma coisa chamada armário.

— Eu não tenho outra escolha mesmo, então...

— Valeu, nerd.

Flowey tirou a sua mochila das costas, passou ela pra mim e fez sinal para que eu o seguisse. A mochila dele estava meio pesada (digo, provavelmente tinha quatro quilos de cocaína ali dentro), então eu andava alguns passos atrás dele e isso parecia o irritar um pouco, mas foda-se, não se pode obrigar uma pessoa a fazer uma coisa e esperar que ela faça do jeito certo, é por isso que os produtos chineses são todos vagabundos. Tem algumas pessoas nos olhando, mas como o esperado, ninguém até agora fez nada a respeito. A maioria dos alunos já estavam tão acostumados a ver o Flowey escravizando nerds que apenas rezavam silenciosamente para não serem as suas próximas vítimas.

— Aqui. — Flowey parou na frente de um armário e tirou uma chave do bolso, o destrancando. — Tira os livros e os cadernos de espanhol, matemática e química e deixa o resto na mochila. Pode colocar ela na parte de baixo, os livros no meio e os cadernos em cima.

— Tá bom.

Me ajeitei ali e comecei a guardar as merdas malditas dele. Me surpreendi um pouco ao ver que o peso da mochila não se devia a drogas, aparentemente Flowey tinha arrumado um caderno separado pra cada matéria esse ano e estava carregando TODOS de uma vez. Além de burro, acabei de perceber que esse cara não sabe ser prático também.

— Alppppp, minha amiga...

Me estremeço ao ouvir a voz do próprio diabo chegando atrás de mim. O Anjo definitivamente não está de bom humor hoje.

Eu não havia visto Sans no primeiro período, então supus que ele estivesse matando aula de novo. Ele estava com cara de quem havia acabado de acordar de um cochilo e ficou sorrindo pra mim por alguns segundos antes de perceber a presença de Flowey e raciocinar o que estava acontecendo.

— Esse babaca tá te incomodando? — perguntou em um tom meio irritado. Ótimo, parece que somos namorados.

— Olha, chegou o sr. popular. — debochou, vi Sans revirar os olhos. — Você tá dando pra esse cara também, Alphys? Mas que desperdício de...

— Ela não, mas a sua mãe sim. Viramos amigos ontem a noite.

— S-Santo Anjo, cara. Que nojo.

— É, nerdola. Cuidado com as palavras, tu quer ser expulso?

— Não, mas sinta-se a vontade para tentar. Você não vai conseguir.

Sans piscou para Flowey, que respondeu com uma careta. Mesmo com os seus poderes, dificilmente Flowey conseguiria armar para C.M. Sans Gaster, digo, Sans é filho do próprio W.D. Gaster, o cientista responsável pela criação do maior e mais eficiente extrator de energia geotérmica do mundo, e basicamente era ele quem financiava a nossa escola. Aparentemente ele queria garantir que seus dois filhos recebessem educação de ponta, então Sans e seu irmão Papyrus tem algumas vantagens acima de Flowey. É, Sans também é um mimado chato do caralho, a diferença é que ele é bonito, eu acho.

— Não vou desperdiçar mais do meu tempo precioso com vocês dois, podem se comer aí. Mas eu volto pra cuidar de você depois. — disse se referindo a Sans, que respondeu com uma cantada gay aleatória que fez Flowey corar de um jeito esquisito e então fechar o seu armário e sair apressadamente. Tô tentando entender que porra foi essa, mas é melhor eu não pensar muito sobre isso ou eu vou acabar enlouquecendo.

Sans olhou para mim, sorrindo como de costume. Eu não sabia o que falar pra ele sinceramente. Só queria poder aproveitar o meu intervalo em paz, mas acho que não vou conseguir isso.

— Tá olhando o quê?

— Ah, eu estou apenas contemplando a sua beleza, não ligue pra mim aqui.

— Puta merda, você é esquisito. — revirei os olhos.

— Por que esquisito?

— Você acabou de dar em cima do cara mais babaca da escola e agora tenta me seduzir.

— Epa, eu não estou tentando te seduzir, mas já que você pensa assim...

Suspirei e resolvi ficar parada nos armários esperando que ele se cansasse e fosse embora. Já se passaram pelo menos uns dois minutos na verdade, mas esse bosta continua aqui, sorrindo. Ok, é melhor ceder.

— AHHH, o que você quer, Sans?

— Quer passar o intervalo comigo? Se o otário tiver levado o seu dinheiro, eu te compro uma fatia de pizza na cantina.

— Por que eu comeria com você?

— Porque você me ama.

Pizza? Flowey não levou o meu dinheiro, mas até que não é uma má ideia abusar desse velho pervertido e cheio da grana um pouco. Digo, eu aguento o Sans e a sua gadisse por uma pizza grátis, mesmo que a pizza daqui venha fria e com a massa borrachenta. Eu tô com fome, afinal.

— Tudo bem, mas não é porque eu te amo.

— Vou fingir que acredito nessa, senhorita Puff.

Eu tô com muita vontade de chamar ele de "Frida Kahlo" agora, mas seria muito desrespeito comparar uma gênia da arte com um preguiçoso financiado as custas do pai, então só vou chamá-lo de "Leo1212". Pera, quem é essa porra de Leo1212? Não sei de onde caralhos eu tirei isso, melhor deixar quieto.


Notas Finais


Pra quem tá se perguntando, sim, o Sans é pansexual.
Eu escrevi esse capítulo inteiro no improviso, não pensei no roteiro antes de escrever :P bem, pelo menos foi divertido.
Obrigada por ter lido até aqui. É provável que eu volte a atualizar essa fanfic com mais frequência, mas não prometo nada. Adios.


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