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História Uchihas Devils MC - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá

Como estão nessa quarentena? Espero que bem e fazendo tudo certinho heim? rsrs
Pois bem, tentarei aproveitar a quarentena e colocar muito das fics em dia, entretanto a fic prioritária é "A vez de Sakura vol.2 Vivendo o Futuro"... Mas não se preocupem que atualizarei Uchihas Devils também.

Enfim, mesmo com a criatividade em baixa hoje eu resolvi trazer um capítulo, espero que gostem e pode ser que mais para frente eu dê uma melhorada nele ;)

Cap sem correção.
Beijos e obrigada por não desistirem desta fic <3

Capítulo 15 - Na Estrada


Fanfic / Fanfiction Uchihas Devils MC - Capítulo 15 - Na Estrada

Sakura

A voz grossa de Madara, mais grave do que o usual e mais ‘maléfica’ também, chegou aos meus ouvidos com todo o terror que ela trazia. Não era a voz de um homem, era a voz do líder de uma gangue de motos diante seu inimigo. Continha desafio, deboche e poder em cada tom.

Admito que fiquei com medo. Não dele fazer algo comigo, mas do que esse encontro poderia gerar. Gaara sempre foi, aos meus olhos, um homem suave e muito delicado. Composto em suas maneiras e hábitos, não era alguém que enfrentaria Madara... Porém eu estava errada, e isso me gerou mais medo ainda.

- Rival? – Gaara disse em um tom de igual deboche – Desde quando eu tenho que dividir Sakura?

- Como é? – Tentei dizer em meio aos dois que se encaravam e mal prestavam atenção no que eu dizia.

- Eu ouvi direito, Sabaku?

- Ouviu, Uchiha! Ou é velho demais e já está com problemas de audição? Sakura e eu temos uma longa história... Onde não cabe você como rival. Então, continue circulando e aproveite a festa.

- Como assim? Gaara, nós não temos nada! – Tentei em vão me fazer ser ouvida.

- Essa longa história tem terminado em minha cama, com Sakura gemendo meu nome. Então, sugiro que você aproveite a flor da idade, já que se julga tão jovem, para aprender a dar prazer a uma mulher...

- Madara!!! Calado!!! – Ignorada fui por ambos. Fiquei possessa com o comentário inapropriado de Madara.

- Doçura, isso é conversa de homem. Deixe que o velho e eu resolvemos isso. – Gaara finalmente me reconheceu ali, mas o tom em sua voz era ridículo e irreconhecível. Era mesquinho e baixo, completamente diferente do Gaara que eu troquei beijos no passado.

- Doçura? Gaara, olha aqui, eu não sou...

- Sakura – Madara disse em um tom de repreensão, mas ainda não desviou os olhos de Gaara – Nos deixe a sós... Por favor.

- Não! Vocês estão loucos e vão fazer uma merda grande na casa de Minato. Perderam suas cabeças?

- Gatinha. – Madara finalmente me olhou, ele estava tentando dizer em um tom mais suave e se esforçava em abrir a feição para mim, era visível – Procure Sasuke ou Naruto, fique com eles. Preciso ter uma conversa com esse verme.

Gaara soltou alguns palavrões e eu não dei ouvidos. Estava farta. Saí dali já pouco me importando se iriam digladiar por toda festa. Só lamento por Minato e Kushina, é uma bela casa e seria uma pena ser destruída.

Dei as costas a todo esse drama desnecessário e fui procurar um canto pacífico.

Não procurei Sasuke ou Naruto, queria um tempo sozinha. Eles me procurariam quando soubessem ou vissem a briga, era incrível como ninguém ainda não tinha feito nada ao verem os dois homens se encarando com animosidade. Talvez perceberam e nada fizeram por saberem que se trata de Madara Uchiha.

Kami! Gaara é louco, Madara não é um homem fraco... Apesar do lado doce que demonstra comigo eu sei que ele é cruel e nada misericordioso com inimigos. Gaara... Ele está tão diferente, não parece ser a mesma pessoa que conhecia.

- Quer companhia? – A voz divertira me tirou do devaneio solitário. – Ou está se escondendo?

- Obito, não é?

- Sim, tem muito tempo que não nos vemos... Acho que a última vez você era uma pirralha pendurada em Kakashi.

- Não, já nos vimos depois disso, apenas não conversamos.

- Pode ser.

- E é, você sabe! Você faz parte dos que sempre tiveram um olho em mim. – Dei de ombros.

- Hummmm, então não é segredo mais?

- Não, e suponho que você também saiba disso. – Foi a vez dele de dar de ombros e sorrir.

- Então, escondida?

- Então, me vigiando?

- Ow! A gatinha de Madara tem garras e é mal humorada. – Ele riu mais.

- Não sou a gatinha de Madara, Obito.

- Acho que é, depois desse show com o Sabaku... Achei que Madara ia colocar o pau pra fora e chamar o ruivo pra um concurso de quem mija mais longe. Hahahahahahaha.

- Obito! Isso é patético.

- Mas imagine, seria divertido.

Apenas revirei os olhos, seria mais patético do que divertido. Eu não estava nem um pouco confortável em ser disputa entre dois homens.

- Sério, Sakura. – Finalmente vi o lado mais sério de Obito, ele se sentou ao meu lado e parou de rir – Não deveria testar Madara beijando outro na frente dele e de todo mundo.

- Você está falando sério? Desde quando isso se trata de Madara? Eu beijei Gaara porque eu quis e não para testar Madara! Inacreditável. – Obito conseguiu fazer minha paciência se tornar uma linha fina.

- Se trata de Madara e você. Se estão juntos e você beijou Gaara... Vê onde eu quero chegar?

- E quem disse que estou com Madara? Ele me pegar em um bar e depois me deixar na aula não me faz dele!

- Tem certeza?

- E se eu fosse dele... Bem, foi ele quem chegou com uma mulher na festa.

- Ahhhhhh. Então se trata de ciúmes... Provocar Madara com o próprio veneno. Bom, acho que você conseguiu.

- Não... Não era isso que eu queria. Não beijei Gaara para provocar ciúmes. - Sim, foi, mas ninguém precisava saber desse meu ato infantil e mesquinho.

- Diga o que quiser, Sakura. Não importa, já está feito... Agora é ver no que vai dar. – Obito se levantou e limpou qualquer sujeira imaginária em sua roupa – Tenho que ir, estou encarregado de levar a prima de Madara para a casa. Se cuide.

Não foi perdido a ênfase que Obito deu ao dizer prima. O observei caminhar e vi ele ir até a mulher que chegou com Madara. Droga! Era claro que ele veio conversar comigo apenas para esfregar na minha cara que tal mulher era prima de Madara. E claro, apontar o que ele julga ter sido um erro.

Que se dane! Não sou namorada de Madara e beijei Gaara por que eu quis! 

- Pffff... A quem você está enganando, Sakura? Está apaixonada e beijou Gaara por pura vingança. Patética! – Disse a mim mesma e foi algo duro de se ouvir, nada pior do que a verdade.

***

Madara

Fiquei dias sem notícias de Sakura, fiqueis dias sem saber seu paradeiro e fiquei dias me martirizando com pensamentos absurdos sobre ela e sobre nós dois.

Tive um tempo difícil ignorando minha vontade de ir atrás dela, me segurei para não parecer um cachorrinho apaixonado abanando o rabo, tentei manter meus sentimentos e pensamentos em ordem. Fiz tudo isso para que, quando eu tivesse a oportunidade, pudéssemos conversar como dois adultos que éramos. Teríamos que esclarecer nossos sentimentos e nossa relação, mais uma vez, já que pelo visto o nosso momento na cozinha não foi 'claro' o suficiente.

Entretanto tudo era diferente com Sakura. Não só por ser quem ela era, mas exatamente por ser ela. Meus sentimentos e ambições eram diferentes, assim como meus temores, e eu ainda tinha dificuldade em colocar tudo em ordem na minha cabeça. Porém eu sabia o que queria, era ela. Então sim, eu já estava preparado para resolvermos qualquer coisa que fosse sobre nós dois.

O que eu não estava preparado era para ter um rival. Achei que Sasuke seria um obstáculo no início, mas pelo visto meu inimigo habitava em outras terras. Sabaku no Gaara, o ruivo pilantra traficante de ‘delírio do deserto’ seria uma pedra em meu caminho.

Ver o desgraçado beijando Sakura fez meu sangue ferver, pude sentir meus olhos ficando vermelhos e minha garganta queimar como fogo. Talvez tenha sido assim que Sakura se sentiu ao ver Ino saindo de meu quarto, eu quase podia entender.

Puxei o bastardo pelo colarinho para um canto a fim de ter uma... Conversa... Amigável.

- Gaara, o que faz em Konohagakure? Tem alguns anos que Hashirama te expulsou, achei que tinha aprendido a lição. – Soltei o moleque com mais força do que eu deveria, ou não.

- Imbecil.

- Sério, Gaara? Insultos juvenis para combinar com seu pequeno pau... É assim que vamos conversar?

- Qual é o problema, Madara? Vim a convite de Naruto, ele é meu amigo.

- Hashirama não deve saber dessa linda amizade.

- Não é da conta do Senju.

- Claro que é. Quando um filho da puta como você fode nosso território vendendo essa merda de droga fodida... É muito de nossa conta. Não pense que tem apenas Senju em seu rabo... Há Uchihas prontos para foder esse belo rostinho. – Dei um leve tapa em seu rosto, o moleque estava se borrando de medo.

- Não vim foder seu território, nem trouxe nada. Eu juro!

- Hahahaha, cadê a pose de macho que fez diante Sakura? Está se borrando, não é moleque?

- Claro que não! Mas não sou burro, não vou foder o território de vocês.

O pressionei na parede e o prendi com um braço, parecia uma donzela tímida se encolhendo. Fui até seu ouvido dar um recado:

- Não vai foder meu território e nem minha mulher. Vou perguntar mais uma vez e quero muitos detalhes... Qual é a sua com Sakura?

- Acha que tenho medo, Madara?

- É melhor ter. Fale!

- Hunf... Sakura e eu já tivemos algo quando eu frequentava Konoha. Isso é tudo, se quiser detalhes de como meu pau a fodia pergunte a ela.

Ahhhh, mas o filho da puta torrou minha paciência. Uma pequena joelhada foi o que suas bolas receberam, e antes que pudesse se encolher eu o segurei pelo pescoço o pressionando mais na parede.

- Eu poderia te dar uma resposta no mesmo nível, mas eu só iria expor Sakura e tenho certeza que ela não gostaria disso. Então eu vou ser um bom homem... É Gaara, eu estou mudando. Você está preste a conhecer um pouco do novo Madara Uchiha. – Ele começou a ficar vermelho, suas mãos tentavam tirar o aperto que eu dava em sua garganta de modo desesperado – Mesmo porque você não vale a pena, está se cagando de medo.

Soltei o moleque e ele foi ao chão. Olhei ao redor e vi que apenas Uchihas me cercavam, quase nos ocultando do resto da festa, e eu era grato à lealdade no meu clube e de minha família. Gaara percebeu todos os Uchihas o encarando, alguns com as mãos dentro do colete deixando-o saber que estávamos prontos para fazer dele uma peneira.

- Vá! – Bati o pé no chão e ele se levantou rápido, quase correndo.

- Vai ter volta, Madara. Aproveite seu tempo porque isso vai ter volta... Velho.

- Tsc.

Não fiquei para ver ele se retirar, eu estava puto e agora eu precisava de duas coisas... Talvez três... Beber um saquê, conversar com Sakura e foder. Era isso ou matar o moleque do deserto.

Busquei ela por toda festa e não encontrei em lugar algum. Peguei o celular e vi uma mensagem de Obito dizendo que havia levado minha prima Kagomi para casa. Menos um problema.

- Está procurando Sakura? – Ouvi Sasuke me parar com seu modo calmo, porém firme.

- Onde ela está?

- Só vou te dizer porque não vou com a cara de Gaara.

- Ele é amigo de Naruto, achei que fosse seu também.

- Naruto é idiota, faz amizade com qualquer um.

- Ah... Então, Sakura?

- Pegou minha moto e foi dar uma volta. – Ele deu de ombros como se fosse algo simples, nem ao menos tirou a mão do bolso.

- Sozinha? De moto?

- Eu ensinei ela pilotar um tempo atrás, só não tem carteira, mas sabe o básico. Ela vai ficar bem.

- E onde ela foi?

Mais uma vez ele deu de ombros e saiu sem me dizer nada. Talvez houvesse tempo de alcançá-la.

Saí da festa com o celular na mão, ligando para o número que só tem caído na caixa postal como todos esses dias.

- Droga!

***

Sakura

O arrependimento de ter beijado Gaara veio junto com a raiva pela briga que os dois começaram. Junto ao arrependimento veio a vergonha do meu ato vexatório perante um ciúme sem cabimento. A racionalidade se esvaia quando dizia a respeito de Madara e meus sentimentos por ele. Eu me sentia tão vulnerável.

Um conflito muito grande morava em meus pensamentos, a felicidade por amar Madara e ele me querer versus o ciúme que sempre permeava entre nós. Seja com Ino, Sasuke, Gaara e a tal prima. Eu sei, assim como meu coração e minha mente, que tal conflito se resolveria com uma sincera conversa, mas...

- O que fazer?

Meu peito doía por tal briga boba, por tal paixão descabida e por esse ciúme infantil que mais uma vez assolava, mesmo depois de nossa conversa. Entretanto eu ainda não sabia como agir, o que fazer.

Uma sensação começou a se formar em meu peito, quase uma ansiedade, e de repente a festa já não era lugar para mim. Talvez nem Konoha fosse lugar para mim hoje.

Procurei Sasuke na festa e o puxei para um canto afastado.

- Sasuke-kun, me empresta sua moto?

- Hn?

- Eu...

- Eu vi a cena. Gaara, Sakura? De novo?

- Sasuke... Não, agora não quero ouvir palestra.

- Hn. O que quer com minha moto?

- Dar uma volta, espairecer. Apenas isso.

Ele tirou as chaves do bolso e o documento, colocou em minhas mãos e me encarou com seriedade.

- Não vá longe e use o capacete. Não seja estúpida.

- Eu sei.

- Ah.

- Arigato.

- Hn. Vá antes que eu me arrependa.

Eu não queria ficar na festa, não queria ficar em Konoha. Não só por Madara – tudo bem, muito por ele, mas não apenas por ele -, mas porque eu precisava respirar. Fiquei pouco tempo no refúgio de meus pais e havia muito a ver por ali, mas também não era um lugar que eu queria ir no momento. Havia muito acontecendo na minha vida e desde que tudo mudou eu ainda não havia me sentido como eu.

Sasuke me cedeu sua moto sabendo que poderia me rastrear por ela, então eu estaria ‘segura’ e apreciava isso, realmente apreciava essa preocupação e entendia. Entretanto eu queria voar.

Queria ter a sensação que ouvi Kakashi, Naruto e Sasuke se gabarem a vida toda... Estar na estrada. Queria me sentir selvagem com os ventos no cabelo, sem destino e totalmente por minha conta.

Queria independência, queria não estar na garupa de ninguém e muito menos pensar na paixão que crescia em meu coração, ou queria pensar nela com calma e sobriedade que a liberdade poderia me trazer. Queria ser essa nova mulher que minha mente clamava, queria ser mulher para enfrentar toda essa confusão... A mulheres que me prometi ser assim que descobri sobre Ino e ainda não consegui ser.

Queria ser mulher para mim, para enfrentar os problemas, para amar Madara e ter uma vida livre ao seu lado.

Madara gostaria dessa Sakura? Eu realmente sou o tipo dele? Mesmo que eu evolua, continuarei sendo o tipo dele?

- Você seria capaz de me amar assim, Madara?

- Seria! Bonita assim em uma moto, fácil! – A voz grave me assustou, me virei e vi Madara já sentado em sua moto que estava ao lado da de Sasuke.

- Madara? O que faz aqui?

- Sorte minha que você ficou contemplando a moto de Sasuke e me deu tempo de te pegar ainda aqui... Mas de qualquer forma eu te acharia.

- Você não me respondeu, o que faz aqui?

- Sakura... Eu te disse na outra vez que brigamos... Esses desentendimentos por ciúmes vão acabar com a gente se ignorarmos.

- Então veio conversar?

- Não. Vamos resolver esse ciúme de modo diferente desta vez.

- Diferente?

- Olha gatinha, eu te entendo. Entendo a necessidade e ansiedade... Sei que é isso o que quer... Pegar estrada, não é?

- Acho que sim.

- Não vou deixar você fazer isso sozinha. Então vamos.

- Eu preciso ir sozinha, eu quero... Independência.

- E eu quero estar ao seu lado enquanto busca sua independência. Não há nada de errado nisso. Vamos?

Me surpreendi com a suavidade de Madara, estava pronta para ver um Madara ciumento e raivoso, mas não um compreensível. Esses pequenos atos faziam eu me apaixonar mais, faziam eu ver seu ‘eu’ verdadeiro.

- Va-vamos?

- Você fica fofa gaga – Ele riu suavemente para mim – Vamos pegar estrada e quando pararmos eu vou bater nessa bunda sua por ter beijado Gaara. É uma promessa, gatinha. Uma promessa!!!

Demos partida nas motos e seguimos sem destino, apenas buscando a estrada.


Notas Finais


Momento do marketing pessoal kkkkk
Já deram uma olhada nas novas fics e histórias originais? Pois é, ajudem essa escritora iniciante <3
Vou amar ver vocês por lá ;)
Beijos


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