História Última chance - Bughead - Livro 1 - Capítulo 18


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Categorias Riverdale
Tags Betty, Bughead, Cole, Cole Sprouse, Jughead, Lili, Lili Reinhart, Sprousehart
Visualizações 159
Palavras 3.383
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vcs pensaram que eu não ia postar hj né?

Capítulo 18 - Capítulo 17


Família

Elizabeth



Desde que Jughead se mudou para o apartamento, James reclamava que não ficávamos mais sozinhos. Para resolver essa situação combinei de passarmos todo o domingo juntos e fora de casa. Ele amou a ideia. Assim que deixamos Jughead arrumando a cozinha, fomos para seu apartamento curtir uma manhã só nossa, enquanto preparávamos a comida para o piquenique que faríamos no parque mais tarde.

 

- Sabe o que estava pensando? - James perguntou sem tirar os olhos dos tomates que estava cortando.

- No quê? - ele largou a faca por um instante e me olhou.

- O que você acha de vir morar comigo? - na mesma hora fiquei estática. Deixar meu apartamento? Não! Eu não podia fazer isso!

- Por que? Achava que gostava do meu.

- Eu adoro ficar com você lá, mas pensa bem, Eliza. Aqui temos muito mais liberdade - argumentou.

- Eu entendo o que quer dizer, mas eu amo o meu canto James, e não quero me mudar - respondi com firmeza. Deixar meu apartamento estava fora de questão.

- Só foi uma ideia - murmurou desanimado, me aproximei e o abracei.

- Jughead te fez alguma coisa? - questionei intrigada.

- Não, é só que não me sinto mais a vontade lá, como antes. Acho que estou acostumado a ter você só para mim, é isso - confessou meio sem graça.

- Ciúmes? - apontei brincando. Afinal James nunca foi do tipo ciumento.

- Claro que não, Eliza. Ele é seu irmão - debochou rindo como se o que eu tivesse dito fosse um absurdo. Se ele soubesse de tudo talvez não pensasse assim. Pensei amarga. Entretanto ainda não era hora de James saber a verdade. Quem sabe um dia.

- Essa situação é provisória, Jay - garanti voltando ao assunto. - Jughead não irá morar comigo para sempre - completei tentando esconder o incômodo que sentia ao dizer aquilo.

- Tem toda razão, fragolina. Estou exagerando. Ele é sua família, eu entendo isso - respondeu me dando um beijo delicado. Sorri e voltamos nossa atenção ao que estávamos fazendo antes.


Depois que terminamos de preparar os lanches e o resto das comidas, montamos tudo em uma cesta e seguimos para o parque. Mesmo me divertindo com James não pude evitar de pensar em Jughead. Talvez por causa do assunto que Jay e eu estávamos discutindo mais cedo ou porque estava curiosa para saber se ele teria aceitado ou não, sair com Arch e Adam.


Queria muito que eles dessem uma chance para ele e quem sabe se tornassem amigos. Jughead precisava disso na vida dele, uma amizade verdadeira e sem interesses.

 

- No que tanto pensa, amor? - James questionou parando o carro no estacionamento do parque. - Em como estarão os meninos - ele sorriu.

- Não se preocupe, tenho certeza que vão se dar bem - apaziguou abrindo a porta e saindo do carro, fiz o mesmo.


James seguiu para o porta malas e retirou a cesta de piquenique. Caminhamos de mãos dadas entre as árvores até encontrarmos um local perfeito em frente ao lago e debaixo de uma frondosa árvore. Estendi a toalha tradicionalmente xadrez enquanto James colocava a cesta sobre ela. Sentou e me puxou para seus braços.

 

- Adoro esse momentos que ficamos só nós - murmurou beijando meu cabelo, sorri satisfeita.

- Também, Jay - concordei.


Era mesmo muito bom ficar sozinha com ele e poder pelo menos por um instante esquecer todo o resto. Mesmo que minha mente não deixasse.


Ainda não havia esquecido o que tinha acontecido na noite anterior e no café da manhã com Veronica trazendo o telefone daquela loira atirada. Será que Jughead sairia com ela? Ele teria gostado da oferecida?


Suspirei aborrecida. Eu nem devia ficar pensando nisso. Isso não era da minha conta. Jughead que fizesse o que quisesse com sua vida. Tinha mais que aproveitar esse momento delicioso com meu namorado. Pensando desse modo, me virei deitando sobre ele e o beijando. James sorriu e antes que aprofundasse o beijo seu celular começou a tocar. Ele bufou o atendendo.

 

- Di Massi - respondeu um pouco rude. - Sim. Eu sei disso. Não. Entendo - James se moveu para sentar e acabei saindo de cima dele. - Está bem - seu rosto demonstrava preocupação. - Ok, nos vemos à noite. Tchau - desligou.

- O que houve? - tentou sorrir, mas ainda percebi que algo o incomodava.

- Nada que deva se preocupar - disse desconversando. - Que tal comermos alguma coisa? - ofereceu abrindo a cesta de piqueniques.

- Eu preferia saber o que está lhe preocupando - ele tentou um sorriso.

- Já disse, não é nada demais, amor - James me deu um selinho se voltando para a cesta de piquenique e pegando um lanche para mim. Estava possessa com sua atitude. - Eliza? - chamou. - Não fica assim, fragolina.

- Como você não quer que fique chateada, James? Poxa! Se algo te preocupa eu também quero saber, quero poder te ajudar.

- São negócios, Eliza. Não tem como me ajudar - eu odiava quando ele escondia algo que o estava preocupando no trabalho só para não me aborrecer. Era ridículo! Éramos um casal e deveríamos enfrentar tudo junto, ou não?

- Talvez não, mas acho que só de dividir as preocupações e receber apoio já ajuda sim  -afirmei incisiva.

- Do que adianta te preocupar com bobeira, só estou te protegendo - levantei irritada com sua resposta.

- Eu não quero esse tipo de proteção, James! Quero ser sua companheira, não um bibelô que só serve de enfeite ou para dividir as coisas boas. Quero poder ficar ao seu lado nos momentos ruins também, droga! - exaltei, James deu um suspiro e se levantou.

- Eu entendo seu lado, amor - disse me abraçando. Fui com certa relutância para seus braços. - Olha... - ele começou dizendo. Levantei o rosto e o encarei. - Não vamos estragar esse momento relaxante entre nós com coisas chatas. À noite, depois que tiver essa reunião eu te conto tudo.

- Promete? - questionei arqueando minha sobrancelha.

- Prometo, amore mio - contrapôs beijando minha cabeça. Voltamos a nos sentar debaixo da árvore e curtir nosso momento juntos. De modo algum deixaria James esquecer sua promessa.

Jughead


Após o almoço ficamos mais um tempo no restaurante conversando. Adam era uma piada e as caras que Archie fazia para cada coisa que o grandalhão dizia eram mais cômicas ainda.

- Aposto que Veronica vai te matar ao saber que me aceitaram no grupo - comentei sorrindo me lembrando do modo rude que ela sempre me tratava.

- Nem quero ver - Archie tremeu só de pensar. - Sei que não fomos fáceis no início, mas mesmo assim percebemos que você merecia uma chance. Não entendo porque ela está sendo tão difícil.

- É mesmo. Cara, o que você fez contra a Veronica? Nunca vi a magrela odiar tanto alguém - Adam perguntou intrigado.

- Não foi bem contra ela, Adam. Acho que Veronica tomou as dores da Betty - respondi cabisbaixo.

- Mas a Eliza já te perdoou. Ela não tem razão alguma para agir assim - Adam argumentou. Suspirei tomando coragem para contar o monstro que fui com Annabelle no passado.

 

- Acho que esse é o motivo - eles me olharam confusos. - Vocês tem que prometer que isso não vai sair daqui - pedi seriamente antes de continuar.

- Pode confiar, Jughead - Archie afirmou.

- É, aqui temos o código dos homens. O que é falado entre nós, não sai daqui - assenti. Se Elizabeth confiava neles então eu também confiaria.

- Eu quero deixar claro que me arrependo de tudo o que fiz - eles se entreolharam e me encararam. Respirei fundo e comecei a contar tudo que fiz contra Elizabeth e como sempre a tratei mal. Excluindo os detalhes íntimos e falando por cima sobre a aposta, quando terminei os dois ficaram em silêncio.

- Nossa... - Adam sussurrou colocando a mão sobre a boca. - A Eliza é a pessoa mais doce, meiga e carinhosa que eu já conheci. Como você conseguiu tratar ela assim? - perguntou chocado.

- Eu não pensava muito nos sentimento dos outros, só em mim. Fui um canalha com ela - lamentei.

- Agora eu entendo a Ronnie - Archie disse me olhando.

- Confesso que não sei como a Eliza foi capaz de te perdoar, Jughead - Adam disparou.

- Porque ela é exatamente o que você disse, Adam. Pura e boa. Elizabeth é a simplesmente a melhor pessoa que já conheci na minha vida - respondi com a voz carregada de admiração por aquele anjo que tinha me salvado.


Percebi que ambos estavam atarantados com o que contei. Eles tinham Eliza como uma irmã e eu havia acabado de contar que tinha pisado, humilhado e usado ela da pior maneira possível.

 

- Eu vou entender se não quiserem mais a minha companhia.

- Jughead espera... - Adam disse antes que levantasse e fosse embora. - Você fez uma burrada, imensa, mas se a Eliza, que sofreu tudo isso na sua mão, o perdoou e está lhe dando uma chance, não tem porque não fazermos o mesmo - me surpreendi ao ouvir ele dizer aquilo.

- Jurava que você ia socar a minha cara - confessei visivelmente surpreso.

- Te garanto que vontade não falta, - respondeu seco. - mas se você fizer qualquer coisa...

- levantei minha mão pedindo que parasse de falar.

- Você pode me matar se eu fizer a Betty sofrer de novo - garanti. Ele assentiu concordando.

- Ótimo, porque é isso que vai acontecer.

- Estamos lhe dando uma chance e é bom que a aproveite - Archie completou.

- Obrigado, de verdade - agradeci sinceramente. Nem podia acreditar que estava tendo mais essa chance. Dessa vez eu faria de tudo para não estragar minha vida.

- Faça por merecer - Adam respondeu seriamente.

- Pode deixar - suspirei aliviado por poder contar com eles. Pela primeira vez na minha vida tinha a oportunidade de ter amigos de verdade e não perderia isso por nada.

- Quero reiterar que isso não pode sair daqui, nem para suas namoradas e muito menos para o James - completei seriamente.

- Não vai, fica tranquilo - Samuel confirmou.

- Se James soubesse, você era um cara morto.

- Tenho certeza disso, Adam - respondi simplesmente.


Depois da minha confissão o clima ficou pesado, mas felizmente isso não durou. Os rapazes estavam mesmo dispostos a me dar uma chance. Tinha certeza que era por causa da Betty, mas mesmo assim já era um começo. Quando chegamos no boliche o clima já estava mais leve e aos poucos me sentia mais a vontade para zoar com eles.

 

- Aposto que vai errar - provoquei Adam que estava pronto para lançar a bola. Ele riu e jogou. Para meu azar fez um strike.

- O que você disse mesmo? - perguntou com um sorriso irônico.


Levantei e fui jogar. Joguei e a bola seguiu para o canto derrubando só um pino, Adam soltou uma gargalhada alta fazendo com que todos olhassem na nossa direção. Archie cuspiu o suco que tomava e riu também. Eu não estava acostumado a perder e ser zoado por isso, mas também acabei rindo da situação.

 

- Cara, você é péssimo! - exclamou sem parar de rir.

- Eu tinha que ser ruim em alguma coisa, não é? - falei brincando.

- Muito convencido você, hein. Sua vez, Archie.


O jogo seguiu com um tirando sarro do outro. No final Adam ganhou e eu perdi vergonhosamente. De fato, boliche não era meu esporte.
- Vamos para o meu prêmio! - disse animado. Combinamos que os perdedores iriam pagar uma rodada de Chopp para o campeão, exceto se fosse Arch, que era nosso motorista.


Durante todo o caminho até o bar tivemos que aguentar as provocações de Adam.

- E aí, Jughead. Quais os seus planos agora? - Archie perguntou enquanto esperávamos nossas bebidas.

- Vou correr atrás de um emprego, não posso ficar dependendo para sempre da Betty.

- Se precisar nós temos alguns contatos - Adam ofereceu solicito.

- Eu já tenho um em vista, mas se não der certo vou aceitar a ajuda.

- Você precisa sair mais, quem sabe arranjar umas mulheres - Adam disse maliciosamente. - Aquela amiga da Veronica, por exemplo, não tirou os olhos de você ontem.

- É, ela até fez a Veronica me passar seu telefone - contei.

- Hum... agora estou entendendo porque ela estava toda estressada hoje de manhã, - Archie comentou. - reclamando que a tal amiga não tinha juízo.

- Imagino, ela disse na minha cara que avisou a amiga que eu era um canalha sem coração.

- Essa é minha Ronnie - Archie falou balançando a cabeça e sorrindo.

- E então? Vai ligar para ela ou não? - Adam perguntou enquanto o garçom colocava as bebidas na mesa.

- Não estou com cabeça para isso agora, Adam - desconversei.

- Sai dessa, tenho certeza que vai ser bom - incentivou.

- É melhor do que ficar sofrendo - Archie me olhou de um modo estranho.

- Com certeza! Ficar pensando no passado só é pior. Bom, se me dão licença vou dar um pulo no banheiro antes de colocar essas bebidas para dentro - Adam disse se levantando.

- Você a ama, não é? - Arch perguntou antes que dissesse qualquer coisa.

- Como você sabe? - questionei espantado.

- Sou muito observador, Jughead. Você não tirou seus olhos dela ontem, tentava disfarçar, mas logo estava olhando de novo - suspirei. Não tinha nem como negar. - Tem sorte do James ser bem distraído.

- Archie...

- Nem precisa pedir, não vou dizer nada, muito menos para Veronica - garantiu, sorri o agradecendo. - O melhor mesmo é que siga sua vida, Jughead. É óbvio que a Eliza gosta muito de você...

- Acha mesmo? - questionei esperançoso o cortando.

- Sim, mas não creio que seja mais do que um carinho fraterno - sua resposta caiu como bomba sobre mim.

- Eu sei - disse desanimado. - Ela me vê como um irmão - murmurei a palavra como se fosse um palavrão.

- Sinto muito - tentou me consolar.

- Tudo bem, que chances eu teria contra o Sr. Perfeição? - respondi aborrecido tomando minha bebida em um só gole.


Logo em seguida Adam voltou e mudamos de assunto. Conversamos sobre as profissões de cada um. Adam era gerente de produção de uma grande montadora de carros e Archie estava terminando seu doutorado e dava aulas de história em um colégio particular, seu objetivo era dar aulas em Yale. Foi bom saber um pouco mais sobre eles.


Tentava parecer animado, mas o que Archie havia me dito ficou cravado na minha cabeça. Eu precisava seguir em frente e esquecer todo esse amor que sentia por Elizabeth, antes que eu colocasse minha relação com ela em risco. Eu só não fazia ideia de como fazer isso.

 

**


Cheguei em casa e já passava das sete da noite. Estava tudo silencioso. Pelo visto Betty e James ainda não tinham voltado. Reprimi meus pensamentos sobre onde poderiam estar e segui para o meu quarto. Tomei um bom banho, deitei na cama e liguei a TV. Fiquei refletindo sobre o que conversei com os rapazes e decidi ligar para Lauren. Peguei o papel que havia deixado sobre o criado e telefonei. Ela foi extremamente amável e ficou muito feliz com meu convite, principalmente porque era meio incomum, já que a chamei para tomar um sorvete e passear em um parque. Não podia gastar muito.


Depois de tudo o que aconteceu tive que vender a única coisa de valor que me restou. O relógio que foi presente de meu pai. Betty já tinha custeado meu tratamento médico e até um guarda roupa novo. Não era justo que ela fizesse mais ainda, por isso decidi penhorar o relógio. Quando ela soube ficou bem chateada, mas depois pareceu entender, principalmente porque eu prometi que ia recuperá-lo. O relógio rendeu um bom dinheiro que daria para me manter até arrumar um emprego, já que insisti com Bell que ajudaria nas despesas. Ela tentou negar, só que eu fui incisivo, o que fez com que acabasse aceitando.


Assim que desliguei o telefone zapeei procurando algo na televisão para assistir. Logo em seguida ouvi uma batida na porta.

- Entra - Elizabeth abriu a porta e sorriu. Foi impossível não sorrir de volta.

- Oi - cumprimentou acanhada.

- Oi - tomei coragem e perguntei. - Como foi o passeio? - ela se aproximou e sentou na ponta da cama.

- Foi bom e seu dia? - sorri.

- Muito bom. Adam e Archie me chamaram para sair.

- Sério? Que ótimo! - exclamou animada, a olhei de soslaio.

- Você realmente acha que me engana, mocinha? - ela abriu seu lindo sorriso tímido.

- Adam te contou? - lembrei que ele havia me feito jurar que não diria a verdade para Betty, mesmo percebendo que ela já sabia, resolvi tentar salvar a pele dele.

 

- Não, mas depois que descartei as hipóteses de sequestro e espancamento essa era a mais óbvia.

- Sequestro e espancamento? - perguntou confusa franzindo o cenho.

- Era o que eu achava que eles fariam comigo - confessei e ela riu.

- Então eles foram bonzinhos?

- Sim, nos demos muito bem. Obrigado.

- Não tem o que agradecer, Jughead. Fico feliz em saber que se divertiu.

- Muito, fomos almoçar e depois jogar boliche. Descobri que sou péssimo nesse esporte - contei torcendo os lábios. Betty riu novamente. Eu amava vê-la tão feliz e relaxada. Respirei fundo e decidi contar a ela que havia dito tudo sobre nosso passado para os rapazes, mas antes precisava saber se James estava por perto.

 

- E o James? - perguntei casualmente.

- Tinha uma reunião com os funcionários - franzi o cenho.

- Domingo? - ela assentiu.

- Foi uma situação de emergência - desconversou parecendo um pouco aborrecida. O que será que estava acontecendo entre eles?

- Fico feliz em saber que vocês se deram bem - disse mudando de assunto e abrindo um sorriso. Sua reação me deixou intrigado, mas questionaria sobre isso depois. Por ora tinha algo mais importante para conversar com ela.

- Foi por pouco - respondi um pouco tenso. Seu semblante ficou sério e ela me encarou confusa.

- Como assim?

- Eu contei para eles - Betty ofegou, sabendo exatamente do que eu estava falando.

- Jughead! - me repreendeu.

- Eu precisava desabafar. Não queria começar uma amizade guardando esse segredo e eles prometeram não dizer nada - tentei aliviar o clima.

- Está chateada comigo? - perguntei em um sussurro percebendo que não respondia. Eu devia ter falado com ela antes de dizer qualquer coisa para alguém. Estúpido! Betty suspirou colocando uma mexa de seu cabelo atrás da orelha.

- Não, acho que foi até melhor que soubessem por você do que pelas meninas ou por mim, mas eu tenho medo que James acabe descobrindo por outra pessoa. Eu não quero que ele saiba assim - confessou seu temor.

- Ele não vai saber Betty, principalmente porque sei que se ele souber não vai me deixar chegar perto de você e isso eu não posso permitir - respondi convicto enquanto Elizabeth me olhava atentamente.

- Eu já disse, Jughead. Você é minha família. Não deixaria que ninguém o afastasse de mim - por mais que tivesse gostado de sua resposta, esse papo de família me incomodava profundamente.


Betty mudou de assunto novamente e continuamos a falar sobre minha saída com os meninos, minha derrota homérica no boliche e finalmente contei a ela minha decisão de chamar Lauren para sair. Para minha tristeza ela parecia bem animada com a novidade, só pediu que não a trouxesse para casa. Por certo, estava com ciúmes de James. Os rapazes tinham razão, eu tinha que seguir minha vida, não poderia viver do passado e muito menos sofrendo para sempre por não ter Elizabeth como minha mulher. Pelo menos ela estaria na minha vida e era isso que importava.



Notas Finais


...


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