História Últimas músicas - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!
A fanfic atingiu a 100 favorito com apenas o primeiro capitulo?? Estou muito, muito, mais muito feliz!
Quero agradecer a todas as pessoas que comentaram, que me incentivaram bastante para continuar! Vcs sao incriveis!! Amo a todos!

So passando para dar pequenos avisos:
— A capa da fic! Encomedei pelo site Desing Anyway e quem fez foi @cosmxs. Muito obg, garota!!
— Playlist nas Notas Finais. Nao esqueçam de dar uma olhadinha!
— Desculpe, por qualquer erro ortografico. Sempre tem algum que passa despercebido.

Bjs! E vamos ler a mais um capitulo!! <3

Capítulo 2 - 01; Sob pressão


 “Pressure, pushing down on me

Pressing down on you

No man ask for

Under pressure” – Under Pressure, Queen ( feat. David Bowie) 

 

CAPITULO –  SOB PRESSÃO

Sidney, Austrália – Caroline Henderson 

01.02.2012 – numa quarta-feira

Sentia uma miserável sensação de coisas que podiam-me acontecer ou até mesmo, ter-se a lembrar dos momentos em que fiquei completamente vulnerável. Cenas, frases e até mesmo mínimos detalhes entravam e não saiam de meus pensamentos que são marcos ou feridas durante minha vida. Pois, meu coração batia descontroladamente antes de algum acontecimento ou pior, durante o período vultoso.

Eu odeio ser ansiosa, e isso me atrapalhava muito.

E era daquela maneira que eu estava naquele momento, encarando a tudo e a todos, tentando observar os mínimos detalhes, pois estava no estacionamento de Greenwich College. E, como era começo de fevereiro, início do ano letivo, o dia estava calorento na cidade de Sidney, mesmo assim, a brisa arrastava preguiçosamente as folhas caídas de seus troncos sobre o chão como e me fizesse pensar que até as forças da natureza também odiava as quartas-feiras.

Queria correr dali o mais rápido possível.  

Não queria entrar de maneira nenhuma dentro do colégio. Não queria conversar com meus colegas e muito menos ser encarada, pois estava temendo a qualquer possibilidade que podia acontecer comigo dentro da escola. Não queria que ninguém soubesse o que aconteceu comigo nas férias, pois meu nome tinha se popularizado antes, por isso mesmo, não estava a fim de ouvir múrmuros em outros grupos aonde a conversa em pauta era a meu respeito. Também não queria piedade de ninguém, por ter que lembrar do terrível ocorrido.  Apenas... Queria ficar na minha; apenas minhas músicas antigas e eu.  

Era tão difícil aquilo poder se realizar? 

— Henderson? 

Spirit in the Sky de Norman Greenbaum tocava em meus fones. 

— Henderson?  — Pisco várias vezes, saindo de meus pensamentos e tirando um lado do fone. Viro-me e dou de cara com Niall.

Niall Horan realmente tinha se mudado de colégio. Apenas desejava que não tenha se mudado apenas pelo ocorrido do ano passado, que não foi um dos meus melhores anos. Tentava negar a mim mesmo que não era aquele motivo, mesmo ele tendo me respondido “meus pais acham melhor eu começar a estudar um colégio público”. Enfim, não sabia o que exatamente me incomodava naquela frase, pelo simplesmente fato 1) não conseguia acreditar ou 2) se fosse verdade, até os pais de meu amigo estavam com piedade de mim.

— Reparou em algo diferente em mim? — Não estava dando atenção ao meu amigo, ainda encarava as pessoas ao meu redor. Foi quando reparei; alguns metros do portão em alguns colegas. Apesar de ser o primeiro dia de aula, pude contar algumas pessoas esperando pela abertura da escola. Ainda que as aulas nem tivessem começado e a matéria fosse praticamente desconhecida, alguns colegas carregam livros de cálculo ou história em mãos. Algumas – nem todas – as garotas estavam com suas enormes unhas enquanto conversavam com garotos que vestia jaqueta do time da escola. Por que será eu não estava nem um pouco surpresa?

— Caroline estou falando com você. — Alguém me cutucando. Ah, é mesmo, Niall. — Até agora você não comentou nada do meu cabelo. Pensei que reparasse nessas coisas já que é uma menina. 

Viro a meu amigo e o encaro debaixo para cima. Niall jogou um pouco do cabelo para trás, bagunçando-o, foi quando reparei que ele cortou as laterais, dando-o uma aparencia um tanto exótico. O cabelo do Niall estava loiro, mas a cor natural dele é castanho. A íris de seu olhar era tão azul como o oceano com as águas mais cristalinas. Eu sou  dez centímetros mais alta que ele, e aquilo o frustrava muito. Por conta disso, acabei o apelidando de um “anão”. Isso o irritava profundamente, mas não ligava.

Sorri de lado, sem saber muito menos o que falar.

— Ousado. — Foi o que consegui dizer, emergindo das minhas profundezas.

— Não é!? — Pareceu empolgado. —Minha mãe gostou de meu cabelo, mas meu pai achou horrível. Portanto, quando se trata de mulher, não de mãe, mulher, talvez, a uma possibilidade de eu conseguiu alguma gata. Nunca vou esquecer o que aconteceu comigo quando fui na onda de meu amigo, John, de quando eu estudava na Foster. A garota bateu na minha cara.

Reviro meus olhos, tentando ignorar o máximo possível.

Niall costumava ficar bastante tagarela quando é algum assunto a respeito de que ele gosta bastante.

O autoproclamado lema de Niall era “Não peça ajuda aos rapazes, peça ajuda as primas ou a mãe. Elas sabem o que falam, o homem não.” Nunca negaria aquilo, pois sabia que era verdade.

— Enfim... — Ele diz, enquanto andávamos até o portão. — Vai fazer alguma coisa depois da escola? Estava pensando em...

— Na verdade “não”. — Podem terem certeza de que aquelas palavras não foram ditas por mim. — Temos coisas a discutir e é questão familiar. — Arregalo os olhos, encarando a um outro jovem aparecendo no meu lado direito, mexendo no celular, sem olhar para mim. Não podia acreditar naquilo. O que ele estava fazendo em Greenwich College? Não deveria estar na Austrália? — Isso me lembra que esqueci de avisá-la.

Seus olhos se encontraram com os meus.

Parei de andar e encaro a meu primo. Não podia estar acreditando que, Liam James Payne, estava na Austrália e ainda iria começar a estudar no mesmo colégio que eu, e não sabia de nada daquilo. Só faltava me dizer que meu pai sabia, e eu não. O que Liam Payne e sua família estavam fazendo na Austrália se eles moravam na Nova Zelândia? E do que ele estava falando? Questão familiar?

Saio no meio daqueles dois e fico na frente deles.

Niall e Liam se olharam da mesma maneira: Curiosos, pois não conheciam um ao outro.

Meu melhor amigo e meu primo estavam em minha frente, encarando-se com as mesmas expressões e sem saber muito menos o que falar um ao outro. Aquilo era demais para mim e confuso, querendo entender os verdadeiros motivos de tudo estava acontecendo. Justamente do primo em que sou mais achegada e da mudança de escola do meu amigo. Seria eu o motivo? Não! Não pode ser.

Encaro a meu primo. 

 

Para um “quase” sedentário, Liam até que não estava nada mal a respeito do corpo. Tinha ombros largos, alto, lábios finos, o cabelo castanho claro, como os meus, e os olhos amendoados profundamente castanhos. Liam tinha uma tatuagem, setas, no antebraço esquerdo.  Foi naquele mesmo momento que reparei em uma pequena bolsa que passava pelo pescoço ao outro lado do corpo. Não estava acreditando que ele tinha levado ao colégio a câmera Sony semi profissional dele.

— Eu sou Liam. — Apresenta-se, estendo uma das mãos. — E você é?

— Eu sou Niall Horan. — Niall assente. — Ah, Liam Payne? Primo de Caroline? Eu ouso muito sobre você.

Claro que ouve, vivo reclamando de meu primo para ele. 

— Vou considerar isso como algo bom. — Coitado! — Enfim. — Vira-se para mim. — Nossos pais querem nos encontrar no restaurante Oceanic House, presumo que o motivo seria esse. — Faz um círculo com as mãos. — Sei que está surpresa, mas acredite também estou. Imagina a minha situação em ser acordado as brutas pelo meu pai, dando-me a notícia que não iriamos mais para a Nova Zelândia. Claro, estou muito feliz com a notícia.  — Diz passando por mim, ficando na escadinha. — Espero que me dê muito bem com as pessoas desse colégio. — Então, parte.  

Fico um pouco surpresa e encaro ao meu amigo, que também encarava a Liam partindo.

Não sabia o que fazer. Não sabia como agir.

O sinal do colégio toca, e nem tinha visto qual seria a minha primeira aula. 

— Ele parece ser legal. — Ao dizer aquilo, fomos entrando ouvindo a voz do diretor pelas caixas de sons espalhados pelo colégio:

Bom dia, alunos. Espero que tenham tido ótimas férias, portanto como mais um ano letivo iniciará, aonde para alguns estudantes é o final de ensino médio ou fundamental. E darmos os nossos bem-vindos aos alunos novos desse ano. Espero a todos no auditório. Atenciosamente o diretor John Cline.  

Eu não fui, apenas peguei meus horários e parti para a biblioteca para esperar o segundo período de aula. Portanto, conseguia ouvir a cantoria do hino nacional.

O sinal tocou mais uma vez e até naquele momento, tudo estava acontecendo normalmente. Não ocorreu nenhum problema e fui para a segunda aula, já que na primeira foi apenas a apresentação do diretor dando início a mais um ano letivo. Fecho meu armário e parti a aula, aonde a sala estava quase ou totalmente vazia. Tinha apenas em torno de quatro alunos.

Resolvo por me sentar no centro, colocando as minhas coisas em cima de uma carteira a frente de minha colega que mexia no celular. Percebi os cabelos loiros lisos e a pele branca, aonde havia pequenos músculos se formando nos braços. Eu conhecia aquelas curvas. Desvio meu olhar, ao perceber que ela virou um pouco o rosto para saber quem tanto a encarava. E realmente eu estava certa. Aqueles olhos azuis se encontraram com os meus, e não deixava transparecer nenhum tipo de expressão ao me ver. Totalmente nulo e sem sensações. Engulo um seco, tentando não me incomodar muito com sua presença. Dou um leve sorriso de lado e a encaro. 

— Bom dia. — Digo, mas sou totalmente ignorada. Ela pega a mochila e vai se sentar numa outra carteira. Suspiro fundo um pouco magoada.

— Bom dia, bom dia, bom dia. — O professor, Ezra Lee entra descontroladamente na sala ao lado da filha, indo colocar a bolsa em cima da mesa. — Sem apresentações, grande maioria conheço, e para os novatos vamos nos conhecendo ao longo das aulas. — Sento-me na carteira. — Desculpe as pressas, mas tenho um comunicado importante a fazer. — Suspiro fundo, ouvindo o que o professor tinha a dizer um pouco desatenta. Viro um pouco meu rosto a colega, que fingia não reparar no meu olhar. Simplesmente, me ignorando.

Parece que nem tudo estava resolvido.    

***** 

Eu: Liam onde você está?

Eu: Estou te esperando até agora, e nada de você chegar.  

As aulas tinham terminado a meia hora eu estava à espera de meu primo para irmos ao restaurante, sentada em um dos bancos do estacionamento do colégio.

Suspiro fundo, desbloqueando a tela de meu celular, sento tomada totalmente a luz do sol. Foi quando vi meus tênis um pouco sujos, mesmo sendo pretos. Onde estava aquele garoto? Por que tanta demorava?

Abro minha mochila para colocar o celular dentro, quando, a primeira coisa que vejo, é o velho e antigo walkman que era de meu falecido avô. Tinha o deixado na bolsa, pois “acreditava” que uma hora acabaria ouvindo as músicas das playlist criadas por George através de pequenas fitas cassetes, mas ainda não tinha tomada tal coragem. Não me sentia pronta em me entregar em corpo e alma. 

Meu celular toca. 

Liam: Não vou conseguir ir com você.

Liam: Tenho coisas a fazer. Te vejo lá.  

Só podia ser brincadeira com a minha cara, não era possível!

Bufo e coloco o celular na bolsa, novamente, vendo aquele walkman. Fechando o zíper e colocando em um ombro, pois era uma mochila transversal de cor azul clara. Não tinha nada a fazer e Niall tinha ido embora logo que as aulas acabaram, pois tinha que trabalhar. Enfim, caminho até o restaurante Oceanic House. Para a minha felicidade não era tão longe do colégio, por isso mesmo fui caminhando.

Demorei em torno de vinte minutos para me aproximar do restaurante. Oceanic House fica na frente de uma das praias da cidade, que naquele horário, depois das três da tarde, estava um pouco agitada, porém grande maioria eram surfistas se radicalizando pelas belas e grandes ondas do mar.

Abri minha mochila para pegar meu celular e tentar mandar uma mensagem para meu pai.

Ouso gritos. Gritos eufóricos a minha frente.

Vejo a um trio de jovens a frente do restaurante, extremamente, agitados com um ar malicioso em face. Foi quando, um deles, literalmente, jogou alguma coisa contra o local quebrando uma janela do restaurante. Arregalei meus olhos surpresa com o que acabei de apreciar. O que tinha acabado de acontecer?

Tinha que me mandar dali.

Ouso a um barulho alto. Assusto-me!

— Moleques. Malditos, moleques de novo! — Alguém grita.

Mudei minha direção e comecei a correr para bem longe dali. Porém, no mesmo instante, rapidamente, o trio de amigos começam a pegar as coisas e correndo que nem desesperados, enquanto – o que parecia ser – alguém gritando alto sobre a rua, conseguindo chamar atenção de algumas pessoas por perto. Até mesmo a minha. Paro de correr e acabo por quase virar.  

Foi a pior coisa que fiz.

Assusto-me com a aproximação de alguém, justamente, na minha frente e literalmente me atacou com extrema força. Senti uma pontada de dor e meu corpo foi parar no pavimento, assim como minhas coisas. Meu rosto foi justamente parar com força sobre o chão. Senti um pequeno líquido escorregar abaixo de meu nariz. Out! 

Algo cai perto de mim, uma mochila, mas nem reparei no que seria.

Um dos jovens, que corria desesperadamente, olhou-me por um momento. Não sabia se era piedade, ou estava cagando para mim. Para minha surpresa, estava prestes a agachar para me ajudar, porém no mesmo instante uma menina o chama para voltar a correr desesperadamente a procura de algum lugar para se esconderem. Deixando-me ali, Jogada e minhas coisas sobre o piso, assustada com o ocorrido.

Limpo meu nariz um pouco sujo de sangue. Peguei meu estojo para colocar dentro da mochila quando senti alguém me agarrar com certa força pela gola, por trás. Viro-me e sou deparada a pouquíssimos centímetros de mim a expressão raivosa de um homem.  Ele me pegava com força bruta. Parecia muito com vontade de querer me atacar naquele instante.  

— Você, sua miserável, vai vir comigo agora ou eu acho a polícia! — Cuspia as palavras em minha cara no meio da rua, deixando-me assustada. Ele estava me confundindo com um dos outros.

— O senhor deve estar se confun... — Ele não me deixou terminar, e foi me puxando. Pego minhas coisas rapidamente e sendo levada as presas com força para os fundos do restaurante Oceanic. — Espera... Senhor...

Fui empurrada.

Fui empurrada com tanta forca, que acabei batendo minhas costas sobre o pavimento dentro do restaurante. Gemi de dor.

Abro meus olhos, rapidamente. Assusto-me com a quantidade de pessoas me encarando, mas praticamente eram todos cozinheiro ou garçons. Eu estava na cozinha do restaurante e todos que trabalhavam ali, encaravam-me, uns com fúria e outros confusos. Encaro-os de volta, assustada. Cadê as minhas coisas? Precisava do meu pai. Cadê meu pai?

Prestes a me sentar para dizer algo, sou pega por trás e colocada com força sobre uma cadeira, sendo obrigada a olhar a todos. Não sabia o que fazer. Não sabia o que falar. Estava assustada até demais, sendo vista daquela maneira. Precisava me defender. Eu não tinha feito nada de errado.

— O que ouve? — Um deles pergunta. Era a voz de uma garota.

— O que ouve? Vou te falar o que ouve. — O que tinha me pego, olhava-me furioso. —Essa daí e outros moleques estavam fazendo aquilo de novo no nosso restaurante. — Aponta para mim. — Pelo menos peguei uma. Filhos da puta, vão pagar pelo prejuízo.

— Eu não fiz nada. — Tento me defender. Todos me olhavam. — Eu juro. Eu estava chegando para cá encontrar com meu pai. — Digo.

— Não acredito. — Ele diz. — Eu vi você. Você estava lá. Além do mais, o que significa tudo isso, em?

Jogam duas mochilas em minha frente, e abrem um, meus materiais são jogados com tudo, e aquilo me deixou com muita raiva. Odeio quando mexem nas minhas coisas, e ainda jogando como se valesse nada. Quando viram que não tinham nada demais ali dentro, pegaram a outra mochila abriram e fizeram o mesmo método. Só que havia uma enorme diferença. Na outra mochila, que nem era minha, começou a cair um montão de latas. Uma atrás das outras, batendo e ecoando um pequeno som preenchendo o local.

Eram latas de tintas.

— Mentirosa. Uma mentirosa. Eu falei para vocês, ela estava com eles.

Só naquele instante percebi: Pichação ilegalizada.

Arregalo meus olhos, desesperada.

— Essa mochila não é minha. — Digo, mas parecia que ninguém acreditava em mim. Precisava de um novo plano. — Como eu disse, vim para cá com o objetivo de encontrar com meu pai. Ele é um seu cliente nesse instante, está no outro lado. Seu nome é Michael. Michael James Henderson, podem procurá-lo.

Então, foi aquilo mesmo que eles fizeram no mesmo instante, sem pensar duas vezes.

Aquilo não podia estar contendo. Só mais pressão para cima de mim. Era demais para mim. Deixei-me sair! 

A porta é aberta a força e encaro a um rosto conhecido.

Eu estava tão encrencada!

— O que ouve? — Era a voz de meu pai. Não conseguia o encarar. — Carol? O que está acontecendo?  

Não podia ser.... Não podia ser...

Estava desesperada. A beira da loucura. Ai que ódio! E, naquele instante, sendo obrigada a ouvir palavras praticamente sendo jogadas em minha cara, ofendendo-me de diversas maneiras possíveis. Aonde, só me deixaram mais magoada e ainda encurralada sem ao menos como me defender, pois eu não tinha provas a minha defesa.  Pior, estava sendo acusada por algo que não fiz. 

Não conseguia impedir. As lágrimas estavam conseguindo ganhar meu próprio impedimento de me soltar na frente de pessoas, no qual desconhecia.

A discussão só se persuadia.

—Chega! — Alguém conseguiu silencio. —  Vou ligar a polícia. Essa é a melhor solução que podemos chegar. Esses moleques estão nos perturbando há meses, e, finalmente conseguimos pegar um desses marginais. Essa discussão não vai levar a nenhum lugar.

NÃO!

 — O que?! — Meu pai grita. — Olha como fala com minha filha, na minha frente. Chamar a polícia também não vai chegar a nada, só vai piorar a situação aonde vocês não sabem como próprio decretar. Além do mais, cadê as câmeras desse restaurante? com certeza é uma prova o suficiente de que Caroline é inocente. E, qualquer coisa contra ela, estao mexendo comigo. Não como um pai, mas sim como advogado. Um profissional.

Aquilo os calou na hora.

Por um momento, tivemos um absoluto silencio. Ninguém falava absolutamente nada, e eu estava limpando minhas poucas lágrimas que escorreram em minha face. Quando tudo foi cortando com uma voz grossa:

— O que isso tudo quer dizer? Eu não me enganei, eu a vi correndo.

— Correndo para onde e com quem? Estaria alto se defendendo? Estaria correndo com eles ou para longe de alguma encrenca? — Meu pai volta a se pronunciar.

Uma pequena discussão ainda continuava entre os funcionários do restaurante. Pelo que entendi, estavam tentando achar alguma solução pelo problema que acabaram encontrando. Aquilo me deixou um pouco confusa, encarando a todos eles sem saber muito o que fazer. Queria dizer alguma coisa, tomar qualquer tipo de atitude, mas meu pai estava ao meu lado. Um lado dele ligando ao instinto paterno e o profissional ao mesmo tempo. Resolvi ficar quieta, apenas observando aonde tudo aquilo acabaria chegando.

— Eu tenho uma proposta. — Um deles diz. Encaro a pessoa que diz. Era um homem alto, um pouco acima de peso, negro e o cabelo crespo abaixo de uma touca de cozinheiro. —  Como não tenhamos prova em ambos lados o suficiente. E as malditas câmeras ainda não foram concertadas. — Aquilo com certeza fora uma indireta, agora, para quem, eu não sabia. — Ela podia trabalhar na cozinha. 

Que?!

Encaro a meu pai, querendo que ele diga alguma coisa, mas ele permanecia no mesmo estado: Calado e sério, ao meu lado, encarando a um grupo em nossa frente.

— Sim. Sim. Ela vai nos ajudar no restaurante pelo tempo que os moleques nos deram prejuízo. Ou seja, por três meses! — Ouvi uma voz de uma garota naquela vez.

— Agora sim estamos chegando a uma conversa com decisões mais justas. Tenho certeza, que isso parece ser um bom plano. — Ele pirou? O que meu pai estava falando? — e finalmente, também, estamos chegando a alguma concórdia, não acham?

— Então, nesse caso. — Um homem aproxima de meu pai. — Temos um acordo? Não chamamos a polícia, e em troca sua filha trabalhara para nós durante três meses?

— Compreendido. — Eles apertam as mãos.

— Isso quer dizer... — Diz a garota. — Bom, ela é toda sua Tomlinson.

Era bastante informação para processar: Discussão, meses, polícia, proposta, Tomlinson. Mas, tudo estava ali, se encaixando, e, aos poucos, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. A minha fúria aumentava e a palavra “injustiça” preenchia meus pensamentos.  Mas, pelo jeito, como as coisas acabaram funcionando cheguei a uma única só conclusão. 

Percebia alguém me encarando há alguns metros de distância de mim. Ele tinha olhos pequenos tão azuis como os de Niall, não era como ondas do mar, mas sim como um céu estrelado durante a noite. Tinha bastante cabelo, liso e curto no tom castanho escuro. Rosto retangular, lábios finos, pele branca e a sobrancelha angulosa e arqueada. Nunca o vi na minha vida. Quem era ele afinal?

Tomlinson.

Os olhos deles se encontraram com os meus. Ele estava com uma postura ereta e os braços cruzados, encarando-me de baixo para cima, de expressão curiosa. Aquele olhar só significava uma coisa: Eu não tinha outra saída. 


Notas Finais


Nao esqueçam de comentar o que acharam!

— Playlist da fic: https://open.spotify.com/playlist/4qnNT6SAhESPiS5JG3nvyi?si=dasqYvY0StG4WSqWJ5_Ykw
— Onde voce tambem pode me encontrar: https://twitter.com/Jupiterholmess


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