História Último Beijo - Capítulo 23


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Categorias Itazura Na Kiss
Personagens Kotoko Aihara, Naoki Irie, Personagens Originais
Tags Drama, Itazura Na Kiss, Romance
Visualizações 165
Palavras 1.238
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - "Naoki"


Fanfic / Fanfiction Último Beijo - Capítulo 23 - "Naoki"

O taxi estacionou em frente à mansão dos Iries, parece que as coisas não ficavam mais fácil conforme o tempo. Suspirei alto e sai do carro. Toquei a companhia, minutos depois ninguém mais e ninguém menos que Naoki abre a porta, ele estava muito elegante com um terno preto, que suponho eu feito sob medida e camisa azul marinho. Foi um momento meio constrangedor, não tivemos tempo de nós falarmos apropriadamente, não que eu quisesse, claro.

            - Olá... Vim ver como esta a sua mãe...

            - Oie... Uhh é eu sei... Ela esta na cozinha...  – Ele parecia meio aborrecido e um pouco surpreso.

            - Certo... Com licença... – Ele se afastou um pouco da porta para me dar passagem. Senti um cheiro delicioso de perfume amadeirado ao passar por ele. Balancei a cabeça para clarear as ideias, tinha que parar com isso, não sou mais adolescente para ficar de flerte ou pensando em perfumes deliciosos.

            - Sra. Irie?!

            - Ohhhh minha querida Kotokooooo, por favor, sente-se, já vamos servi o jantar. – Ela estava muito bem pra quem tinha torcido o tornozelo.

            - Obrigada pelo jantar, mas passei aqui apenas ver como à senhora esta....

            - Nadaaa disso, você acha mesmo que você vai sai daqui sem se alimentar? Hoje é um dia raro, então, não quero desculpas.

            - M-Mas....

            - Nada de “mas”.... Todos sentem-se... – Às vezes fica me perguntando se em outra vida ela foi algum general ou rainha.

            - Mãe, você sempre faz isso né? – Naoki estava encostado no batente da porta da cozinha de braços cruzados, acho que agora entendo o motivo do aborrecimento dele.

            - Para de ser chato Naokiiiii, quando foi a última vez que você jantou aqui conosco?! A vida não é só trabalho não. – Nem Naoki conseguiria vencer ela.

            - Tá, tá... Desisto, vou chamar o Yuki.

            - Nossa o Naoki está mais rabugento que o normal, acho que desde que você voltou...

            - O que eu tenho haver com isso? A gente nem se falou direito, não que eu esteja ansiosa por isso.

            - Kotoko, posso te fazer uma pergunta um pouco indiscreta? – Ela falava como se estivesse esperando que eu contasse um segredo. Assenti para que ela prosseguisse. – Você... Está gostando de alguém ou namorando?

            - Uhhh no momento não estou interessada em relacionamentos.... – Falei com meu rosto em chamas.

            - interessante, e por acaso você ainda sente alguma coisa pelo meu filho?

            - Quê??? Não, não sinto nada, ele foi alguém importante no meu passado... Mas agora as coisas são diferentes... Se não deu certo quando era mais jovem não será agora ... –Falei meio na defensiva.

            - Por que esse argumento todo? O que impediria vocês?

            - Primeiro que não estou interessada em relacionamentos e segundo... Ele é casado, é até ofensivo a senhora sugerir qualquer romance entre nós.

            - Esperaaaa um pouco? Não te contei que o Naoki esta solteiro? Eles se divorciaram já tem quase 7 anos, ela é passado. Que cabeça a minha. – Ela parecia aliviada por me dá essa informação que acabou com minhas estruturas, quero dizer, pouco me importo com isso. Eu não sentia nada pelo Naoki, a não ser indiferença.

            - Mesmo assim acho que não vem ao caso agora... – Nessa hora ouvimos os passos dos rapazes.

            - Nossa conversa ainda não terminou... – Disse ela antes de piscar para mim. Olhei de relance para o Naoki e para minha surpresa ele estava me encarando. Droga.

O jantar foi o mais constrangedor da minha vida, mesmo com as trivialidades. quando sentamos, notei uma certa estratégia,  ela tinha colocado o Yuki do meu lado e se sentou ao lado do Naoki, de forma que eu e ele ficamos de frente um para o outro. Para deixar o clima ainda mais sufocante, de vez em quando nossos olhares se encontravam e meu coração dava um pulo a cada vez. Terminamos o jantar e depois de ajudar a Sra. Irie com a louça, mesmo ela insistindo que eu deveria ir para a sala ficar com os meninos. Depois de meia hora, estava se despendido de todos. Mas na hora de ir embora, surpresa da noite.

            - Naoki, como já está tarde, não seria melhor levar a Kotoko?!

            - Se ela quiser. Respondeu ele olhando para o jornal que lia, notei que ele não tinha mudado de pagina nenhuma vez.

            - Não precisa, tem um ponto de taxi aqui do lado, não quero ser um incomodo... De qualquer forma, obrigada pelo jantar, estava tudo delicioso. – Nessa hora nós nos levantamos no mesmo instante, eu com minha bolsa e Naoki com um espreguiço.

            - De fato esta tarde mesmo, vou indo mãe, obrigado pelo jantar. Yuki, amanhã enviarei os arquivos para te ajudar na prova, okay? – Ele me olha com uma indiferença mal disfarçada – Acho que moramos para o mesmo lado, quer uma carona? – Senti meu rosto ficar ruborizado, mas eu estava perdida demais em seu olhar para negar qualquer coisa. Apenas assenti antes de pensar direito.

            - Isso mesmo, é melhor irem... Vão, vão.... – A Sra. Irie estava animada.

            - M-Mass.... – Fui empurrada porta afora.

            - Até breveeeee . – Ela gritou da porta.

Entrei no BMW M3 de Naoki com o coração batendo forte. Era a primeira vez que nos ficamos a sós de verdade, hoje definitivamente foi um dia cheio de emoções, não vou negar que estou exausta.

            - Você pode digitar seu endereço no painel? – Ouvi a voz dele.

            - Tá... A proposito, desculpa... Não queria ser um incomodo... – Falei digitando a rua, era uma ótima desculpa para não olhar para ele. Notei que o perfume dele era ainda mais forte ali no carro.

            - .... Você esta mudada... – Ele falou de repente olhando para frente, acho que ele também não conseguia me encarar.

            - Acho que é um processo natural da vida né.... – Falei olhando pela janela, mas pelo reflexo do vidro eu conseguia perceber que ele me olhava de vez em quando.

            - Tem razão... – E o silêncio constrangedor girava entre nós.

            - Soube que a Pandai foi expandida por diversos países.. – Tentei quebrar o gelo.

            - Sim, soube bem. – Silêncio novamente – A temperatura esta boa pra você?

            - Esta ótima, não precisa se preocupar...

            - ..... Você tem raiva de mim? – Sua voz saiu meio rouca.

            - Por qual motivo eu teria raiva? Seguimos caminhos diferentes e fizemos nossas escolhas.

            - Você se arrepende de alguma coisa? – Nessa hora ele para o carro, e percebo que já estamos em frente ao meu prédio, devo ter ficado absorta tempo demais.

            - Não me arrependo, elas serviram para que eu amadurecesse e olhasse a vida de outra forma.

            - Você mudou mesmo... Fico feliz pela mulher que você se tornou.... Parece também que seguiu em frente ... – Fui fisgada pelos seus lindos olhos. Senti o ar ao meu redor meio abafado. O que esta acontecendo... Naoki não era assim tão direto...

            - E-Eee ... Nossa ... Chegamos... Obrigada pela carona, fico te devendo essa... Até mais... – Sai do carro antes que ele falasse mais alguma coisa esquisita.

cheguei ao meu apartamento meio zonza, o que tinha acabado de acontecer? Eu voltei para cá apenas para estudar e não ter esse tipo de clima com o cara que fui apaixonada. Joguei-me na cama e o teto me encarava de volta. Sem querer e contra minha vontade um sorriso imenso apareceu em meu rosto e milhares de borboletas resolveram que hora de dançarem na minha barriga.



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