História Último Beijo - Capítulo 27


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Categorias Itazura Na Kiss
Personagens Kotoko Aihara, Naoki Irie, Personagens Originais
Tags Drama, Itazura Na Kiss, Romance
Visualizações 224
Palavras 1.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Confissão.


Fanfic / Fanfiction Último Beijo - Capítulo 27 - Confissão.

A casa do Naoki era fria, sem vida e precisava urgente de um toque feminino, aposto que ele deve ter brigado com a mãe para não tocar em nada. Ele me mostrou o quarto que era igualmente como o restante da casa. A casa tinha apenas um banheiro que dividia os dois quartos, a sala e cozinha era no mesmo ambiente.

            - Você quer tomar banho primeiro? – Ele estava com as bochechas coradas e com a voz um pouco cansada.

            - Você esta bem Irie? – Falei encostando minha mão em sua testa. E tirei rapidamente depois de constatar que ele queimava em febre. – Irie, você esta com febre. Tome um banho que vou preparar uma compressa de água. Vamos baixar sua febre e depois aplicamos os analgésicos. - Caminhamos até o quarto, onde o ajudei a tirar a camisa, para meu total espanto, Naoki tinha um corpo invejável. Tentei não prestar atenção nisso, mas nossos corpos ali tão perto, não ajudava em nada.

            - Você esta com febre também Kotoko ou é apenas nossa proximidade? – Ele tinha um sorriso cínico que odiei.

            - A febre deve esta alta mesmo pra você ficar ai delirando. – Falei depressa demais, o que aumentou ainda mais a quentura do meu rosto e o sorriso dele.

             - Obrigado, vou tomar banho então. – Depois de colocar um plástico para não molhar o gesso dele, sai do quarto. Precisava me ocupar em alguma coisa, fazia tempo que não sentia essa sensação de frio insuportável na barriga. Péssima ideia ter aceitado isso, o pior que não poderia voltar atrás, se não ele perceber que algo não estava certo. DROGA, que corpo maravilhoso é aquele. Ouvi o barulho da porta do banheiro se abrir e ele sair com um roupão e o cabelo molhado, aquilo era extremamente sexy. Desviei o olhar para a sopa que eu estava fazendo.

            - Poderia ver se minha febre já passou? – O cheiro de banho fresco me pegou desprevenida.

            - C-Claro, um momento, vou pegar o termômetro.... – Mas a mão dele foi mais rápida, pegando a minha e colocando na testa úmida dele.

            - Assim é mais rápido, não? – Ele me olhava intensamente. DROGA.

            - Errado, o termômetro é mais preciso. – Soltei minha mão da dele e fui à busca do objeto. Achei. – Aqui, sente um pouco e coloque isso embaixo do seu braço. – Ordenei. – Vou terminar a sopa, quando ele apitar tire e me mostre. – Alguns minutos depois.

            - Acho que ela já esta baixando, esta 38°. – Ele me entrega o termômetro, nesse momento nossas mãos se tocam, e sinto uma corrente elétrica passar pelos nossos dedos.

            - E-eee, verdade. Você pode ir se trocar para que eu possa servir a sopa? – Falei me afastando dele.

            - Você esta estranha, não vou fazer nada com você Kotoko, a menos que você me permita. – Disse isso passando por mim e indo direto para o quarto.

             - A sopa esta pronta – Gritei da cozinha.

            - Você não precisa gritar sabe, estou aqui do lado. – Ele vestia uma calça de moletom preta e uma blusa branca de manga cumprida, o cabelo estava escorrido ainda molhado.

            - Desculpe, morei muito tempo sozinha, então é estranho esta com outra pessoa. – Falei colocando os talheres na mesa e me sentando de frente para ele, já que a mesa tinha apenas dois lugares.

            - Esta um cheiro bom. Sei como é, mesmo quando o Yuki esta aqui é esquisito.

            - O Yuki cresceu bastante.... Ele se tornou um belo rapaz, apesar do gênio terrível, isso achei que iria mudar. – Sorri com a lembrança dos nossos encontros.

            - Você tem um sorriso lindo. – Ele me olhava com a colher cheia de sopa a caminho da boca. Não pode evitar não olhar para os lábios vermelhos dele. Que saco.

            - Obrigada... Mas dispenso seus elogios – Retruquei encarando minha própria sopa – Aliás, pelo que eu lembro você não costuma ser tão direto assim, o que aconteceu? – Perguntei curiosa de repente.

            - Não sei... Só sou assim com você, até eu estou me estranhando nesses últimos tempos. Acho que isso tudo para tentar te conquistar e para você ver que eu me importo com o que você pensa...

             - Irie, você ... Deixa pra lá.

            - Fala, por favor, fala. – Não tinha notado que sua mão que estava boa, segurava a minha.

            - O que significa tudo isso? O que você realmente sente por mim?

            - Pra mim é difícil explicar, mas eu não consigo pensar em outra coisa a não ser você. Lembro que estava a ponto de enlouquecer quando você foi embora, mas com o tempo, as coisas acalmaram e então, percebi que nunca mais iriamos nos ver. Minha mãe não me contava nada de você, ela estava tão chateada quanto você. Quando enfim me divorcie da Sahoko, acho que ascendeu uma chama de esperança nela, mas eu não tive coragem de saber noticias suas, afinal eu mesmo tinha lhe aconselhado a seguir em frente. Os anos foram se passando e a certeza de que o que eu tinha feito, a decisão de ter me casado, foi importante naquele momento. Eu tentei ser um bom marido, mas não consegui me dedicar cem por cento, e o fim do nosso matrimonio foi 4 anos depois de você ter ido para Londres.

            - Qual foi o motivo da separação de vocês?

             - Depois de 1 ano e meio que tínhamos nos casado, a Sahoko descobriu que era estéreo, o útero dela tem um deformidade que a impede de engravidar, dei a ideia de adotar uma criança, mas ela era irredutível. Depois disso, ela se tornou outra pessoa, sei que tenho 50% de culpa, mas ela não facilitou as coisas. Enfim, isso é tudo, no fim ela quem levou os documentos para o divórcio.

            - Entendo. – Era a única coisa que conseguia falar.

            - Kotoko, não me arrependo de nada do que fiz, era o certo naquele momento, para nós dois. Eu não quero voltar ao passado, tenho ciência que fiz você sofre e te peço perdão por isso. Somos desimpedidos agora, e com uma palavra sua, eu faria qualquer coisa para te reconquistar.  - Estava tão enfeitiçada pelos olhos e palavras dele, que nem percebi que ele me segurava junto a seu corpo. Tinha me esquecido que ele era alto, pois tive que ficar nas pontas dos pés.

            - Naoki... E-eu não sei o que dizer... Estou confusa e com medo.. – Ele preencheu o espaço entre nossos lábios. 



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