1. Spirit Fanfics >
  2. Ulybka >
  3. Sétimo

História Ulybka - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


eu não consegui pegar o xiao T~T
arrependi de ter pego a ganyu, o xiao tem uma voz tão legal ;-;
Mas o Scaramouche não me escapa, já estou guardando gemas ~-~

Espero que gostem do capítulo, enfim kkk

Capítulo 7 - Sétimo


— Eu disse. — a voz de Xiangling é ouvida pela casa de Paimon, e seu tom é quase como uma melodia, tamanha é seu ânimo.

Lumine continua a ignorar todos os comentários de suas amigas, olhando para o além e com cara de paisagem. Nenhuma das garotas acreditam que ela, de fato, não esteja ouvindo, portanto continuam tecendo seus comentários sobre o fato dela ter saído com ninguém menos do que Childe.

— Não estou surpresa. — Amber comenta em um tom mais neutro.

Paimon observa atentamente a sua melhor amiga para que ela saiba que está prestes a fazer o seu comentário. A pequena é considerada a mais crítica entre as três, e Lumine engole seco, esperando que ela pronuncie.

— Paimon acha que você poderia achar alguém melhor. — a menina cruza os braços ligeiramente incomodada. — Você merece melhor.

Lumine fica ligeiramente incomodada com o seu comentário. Não é como se Childe fosse mesmo a melhor pessoa do mundo, mas não é nem de longe a pior. Ele tinha seus momentos irritantes, é verdade, no entanto ele aprecia muito a sua família e parece se importar realmente com a loira.

— Paimon, o amor nunca foi questão de merecer, mas de sentir. — Xiangling diz em um tom sonhador. — Já conversamos sobre isso.

Paimon engole a risada e faz um gesto de não com os dedos, desdenhando do comentário da menina de coques.

— Paimon acha que quem tiver mais dinheiro vai levar o meu coração.

Agora era o suficiente para Lumine. Ela tinha a estranha sensação de que Paimon gostaria de casar com um chef de cozinha famoso para que pudesse ficar esbaldando em comida gostosa e luxo pelo resto de sua vida, sem se importar com amor.

— Paimon, não seja interesseira! — Lumine exclama após ficar em silêncio por muito tempo, apenas ouvindo suas amigas divagarem sobre a sua vida sem tecer nenhum comentário verbal ou um de expressão.

— Achei que alguém tinha cortado a sua língua, Lumine. — alfineta Amber com um sorriso brincalhão no rosto.

Lumine suspira ao ouvir o que Amber tem a dizer. Ela sabia que iam falar sobre a sua falta de fala, mas não é como se ela tivesse algo a acrescentar nesses comentários.

— O que querem que eu diga? — a menina indaga embaraçada. — Já contei tudo, até as partes que eu gostaria que mais ninguém soubesse.

— E não fez mais que sua obrigação, Lumine! — Paimon resmunga.

Ela poderia negar e começar um pequeno debate com Paimon, no entanto não tinha forças e nem vontade. Há algo no âmago de Lumine dizendo que algo está errado, que algo ruim irá acontecer. A menina não entende como nem porque tem essa sensação, apenas que gostaria que sumisse logo.

— Enfim… — Xiangling continua o seu monólogo. — Apesar de tudo que você nos contou ser algo bom para ti, percebemos que seu rosto de vez em quando aparenta certo desespero, ou preocupação. Do que se trata?

Lumine não fica surpresa ao perceberem. Ela não era a pessoa mais expressiva do mundo, de fato, no entanto suas amigas são pessoas, além de prestativas, extremamente detalhistas. Qualquer respiração, suspiro ou olhar diferente na visão delas poderia ser algo de errado.

— Eu não sei bem… Sinto que alguma coisa vai acontecer algo ruim… É só uma sensação ruim no estômago, não sei explicar. — Lumine tenta dizer o que se passa em sua cabeça. — E algo me diz que tem a ver com Aether. E eu não contei a ele ainda sobre… Bem, sobre eu e o Childe.

A menina não tinha nenhuma ideia de como seu irmão iria se portar ao dizer que estava ficando com um de seus amigos da escola. Ele acharia engraçado, discordaria, ficaria bravo, feliz? Cada momento pensava em uma reação diferente e nenhuma parecia tão autêntica a ponto de ser como ele iria se comportar.

— Mas o que vocês tem, afinal? Já foi dito em palavras? — Amber pergunta.

Depois de terem saído, a verdade é que não tinham conversado muito sobre nada. Assim que ficam sozinhos, os dois, ainda sem se acostumar com a sensação boa que o contato físico com o outro causa, ficaram mais aos amassos do que conversas em si. Suas conversas se baseiam em textos por celular, mas coisas mais banais ou flertes por entre piadas.

— Não.

Lumine pensa que ainda é cedo para esse tipo de definição. Os dois saíram apenas duas vezes, fora os rápidos encontros na biblioteca ou no terraço. Suas bochechas teimam em queimar ao se lembrar desses momentos. 

— Então vamos chamá-lo aqui para resolver isso! — Xiangling não perde tempo e manda uma mensagem para Childe. — Feito.

O coração de Lumine dispara quando percebe que Xiangling tinha mandado de verdade mensagem para o Childe e o sinal azul do Whatsapp logo mostra que ele tinha visto. Ela não poderia mais apagar ou fingir que era brincadeira.

— Xiangling! — exclama Lumine embaraçada. — E-eu não sei se estou pronta para um DR agora.

Principalmente na casa de Paimon, Lumine completa em seus pensamentos.

— Então vocês têm um relacionamento? — pergunta a astuta Xiangling.

— Não… Ah, você entendeu o que eu quis dizer com isso! — ela exclama, num misto de raiva e vergonha.

 

***

— Olá! — o coração de Lumine dispara ainda mais quando vê que Childe havia chegado na casa de Paimon.

Ele veste uma camisa negra com o dizer “Fatui”, algo sobre algum time famoso de Snezhnaya, e uma calça jeans azul escura. Seu sorriso é contagiante como sempre, além de usar seu típico brinco avermelhado na orelha esquerda.

— Paimon não sabe se você é bem vindo à casa dela. — a menina o analisa seriamente ainda com os braços cruzados.

Paimon tende a proteger Lumine até demais, considerando sua melhor amiga um pouco inocente para lidar com garotos, principalmente com alguém popular como Childe. Seus olhos estão estreitos de forma exagerada, mas o garoto já se acostumou com Paimon fazendo suas expressões excêntricas.

— Bem, mas o que eu vou fazer com a quantidade de comida que eu encomendei para todos nós comermos enquanto conversamos? — Childe coloca uma mão no queixo, pensativo.

Os olhos de Paimon se arregalaram e os seus lábios se repuxaram em um sorriso sem que ela pudesse controlar. Lumine quase ri quando percebe que Childe havia acertado bem no ponto fraco de Paimon, porém seu humor é um pouco puxado pela preocupação em relação a Aether. Que sentimento é esse?

— Paimon mudou de ideia. Você é mais do que bem vindo! — Paimon o guia até a sala de estar da sua casa.

Todos se sentam na mesa de jantar da casa da pequena. Childe observa atentamente Lumine, imaginando que veria em seu semblante nervosismo e embaraçamento pela mensagem que Xiangling havia mandado, mas ele apenas percebia um pouco de preocupação e ansiedade. 

— Ojou-chan, você está bem? — ele indaga.

Lumine encara Childe e tenta dar um sorriso, falhando miseravelmente com uma expressão estranha e forçada.

— Sim… — a voz de Lumine sai baixa.

— Lumine está com um mal pressentimento sobre Aether. — Paimon explica.

Childe muda sua atenção para as amigas de Lumine. No estado em que ela se encontra não parece que iria lhe dar uma explicação muito boa, diferente de suas amigas.

— E já que é sobre ele, pode ser sobre vocês dois também. — Amber acrescenta.

Teria Aether desconfiado sobre eles, ou dito algo que preocupara Lumine? É o que passa na cabeça de Childe. Ele se endireita na cadeira onde está sentado e observa atentamente as garotas.

— Prossiga. — ele diz, parecendo interessado na conversa.

Lumine respira fundo e decide tomar conta do assunto. Era sobre ela, afinal. Não poderia deixar suas amigas tomar conta de seus problemas dessa forma, ainda que estivesse insegura em comentar para Childe no momento. E bem… Era tarde demais, ele já sabia do que se tratava.

— Podemos conversar a sós? — ela pergunta a Childe enquanto dá uma rápida olhada para suas amigas.

— Claro. — ele diz.

As meninas entendem o recado e assentem rapidamente, enquanto se levantam das cadeiras onde cada uma senta. Amber decide pegar a frente e direcioná-las ao quarto de Paimon.

— Vamos para o quarto da Paimon, meninas. — Amber diz.

Lumine espera as garotas sumirem de vista para falar com Tartaglia. Não que elas pudessem atrapalhar, ela iria contar o que acontecerá de qualquer forma, mas ela gostaria nesse momento de ficar a sós com ele.

— E-eu realmente não queria trazer esse assunto tão cedo. — confessa Lumine. — Mas as meninas meio que te chamaram e eu não consigo tirar essa sensação ruim do meu peito sobre Aether.

Ajax não é tão inexperiente com relacionamentos, embora ele não fosse uma pessoa que tivesse namorado por muito tempo em sua vida. O garoto também é astuto, e entendeu onde o assunto iria chegar.

— Você quer falar com ele sobre nós? — ele indaga.

— Sim. Ele é meu irmão gêmeo; odeio esconder coisas dele. Eu me sinto mal. — Lumine confessa enquanto observa as próprias mãos em seu colo.

Childe observa as ações de Lumine atentamente para que pudesse ler da melhor forma os seus sentimentos e pudesse agir da forma mais adequada possível. Ela parecia nervosa até demais, não olhava em seus olhos e havia gaguejado em algumas palavras, tropeçando entre algumas sílabas. 

— Não sinta. Nós não fizemos nada de errado, Ojou-chan. Apenas aconteceu. — o tom de voz de Childe sai calmo, como se quisesse deixá-la mais confortável.

E ele queria mesmo deixá-la confortável. Não havia motivo para que não o fizesse, na realidade. Por que dificultaria sua vida sem motivo?

— Eu sei, mas nunca conversamos sobre isso e está cedo para essa conversa. — Lumine pontua.

Ele, particularmente, concorda com a garota. Haviam saído ainda poucas vezes, ir rápido demais em um relacionamento novo é arriscado, embora possa sim dar certo.

— Não precisamos definir o que temos se não está pronta para isso. Vamos simplesmente contar a Aether o que aconteceu se isso está te deixando incomodada. — Childe propõe.

Lumine fica satisfeita com a proposta de Childe, pois assim não iriam acelerar algo que nenhum dos dois realmente queria no momento. Mas algo ainda a incomodava em relação a isso.

— Mas você não se importa, certo? — Lumine certifica agora olhando para o rosto do garoto.

Childe olha para a garota, confuso, como se não acreditasse no que tinha ouvido. Lumine era mais insegura do que ele imaginara.

— Por que eu me importaria, Ojou-chan? — Childe parece achar graça. — E, além do mais, que tipo de cara eu seria se tivesse vergonha de você?

Seu estômago embrulha, mas de uma forma boa. Ela sabe o que isso significa; Childe está fazendo ela sentir emoções calorosas. Lumine tinha pouca experiência nessas coisas, mas algo nela sabia que mesmo que fosse, o sentimento ainda seria tão intenso quanto ela sente.

— Obrigada. — Lumine o agracia com um sorriso genuíno, embora a preocupação ainda não saísse de seu peito.

Sendo assim, os dois finalizam a conversa, não antes de Childe, maroto, roubar um selinho da garota que estava distraída com os próprios pensamentos. Ela fecha a cara para ele, de brincadeira, e coloca as suas mãos em sua cintura; o garoto apenas ri e eles vão em direção ao quarto de Paimon, antes que as meninas apareçam para bisbilhotá-los pela demora.

— Vocês foram rápidos. — Amber parece surpresa.

Lumine ainda não tinha esquecido que foram elas quem forçaram a fazer essa conversa acontecer. Embora fosse necessário, não tinha deixado de ficar um pouco brava e nervosa por se meterem sem serem chamadas.

— Eu vou me lembrar desse dia. — Lumine diz.

As meninas apenas riem. Sabe que Lumine logo esqueceria, sendo um coração derretido como é. A garota simplesmente não sabia guardar rancor por muito tempo. O telefone de Lumine começa a vibrar e ela pega, curiosa, para ver o que é.

— Oh, falando em Aether. — Lumine fala. — Está me ligando.

A menina atende o telefone, chamando o irmão de forma tensa, lembrando de Childe e ela. Mas a voz do telefone sai muito mais grave e envelhecida; não era a de seu irmão, sem dúvidas. A cada palavra que saía da voz da pessoa pelo telefone fazia seu corpo se encolher mais, além de tremer. Seus olhos começam a queimar, avermelhados, e o seu rosto fica pálido. Assim que ela desliga o telefone, as lágrimas começam a sair de seu rosto sem parar. Suas amigas e Childe a perguntam o que foi, mas Lumine precisou de alguns momentos para se recompor. Ela, ainda chorando, respira fundo enquanto ainda segura o telefone, trêmula.

— Não era ele… — sua voz sai chorosa. — Era um médico do hospital da cidade. Aether sofreu um acidente.

 


Notas Finais


:)
:)
:)

Adoro um drama
A história está encaminhando para o final. Digam-me oq acharam! bjos ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...