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História Um acaso planejado - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 4


Amanda

Manhã de sábado... Única manhã que eu poderia me sentir bem acordando na minha própria cama, sem me preocupar com o que fiz na noite passada, era só eu e meu travesseiro. Disse jogando meu braço pro lado pra abraçar o travesseiro... Estranho... Muito estranho... Abro os olhos lentamente até me acostumar com a claridade do quarto, olho pro lado e vejo um corpo... Não... Não... De novo não!!

— AAAHHHHHHH - grito ao notar o corpo que estava ao meu lado... Novamente era Guilherme.

— Bom dia amor, volta pra cama - ele disse e me puxou novamente pra cama

— não me toca, não me chama de amor, saí da minha cama!! O que você tá fazendo na minha cama? - perguntei ao me levantar bruscamente da cama.

— você não se lembra? - ele perguntou o que me fez entrar em desespero.

— isso não pode ter acontecido, não pode não pode, isso não aconteceu - olhei para Guilherme que já estava sentado na cama - ISSO NAO ACONTECEU!! - disse e apontei o dedo para Guilherme.

— já passamos por isso, eu já sei o roteiro - ele disse e se levantou vindo em minha direção - mas admita, você gosta não é? - ele disse chegando bem perto do meu rosto.

— como vou gostar de algo que não aconteceu, isso não aconteceu - disse e apontei o dedo na cara de Guilherme - não aconteceu.

— ontem a noite, você me pediu pra levar você até sua casa, chegou aqui me jogando na sua cama e tirando minha roupa - ele dizia o que fazia meu coração acelerar, eu não posso ter feito isso, ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou - eu adorei esse seu outro lado.

Empurrei Guilherme e fui até minha cama, me joguei e comecei a gritar, um grito abafado pelo travesseiro.

— se as coisas continuarem assim eu vou acabar grávida - Guilherme começou a rir e se sentou do meu lado - eu nunca mais vou beber.

— você não vai ficar grávida, sempre faço com proteção - ele disse e sorriu pra mim, minha única vontade era de socar aquela boca até não sobrar mais dentes pra ele sorrir assim.

— para de brincar com coisa séria!! - me levantei e respirei fundo, várias coisas vinham na minha mente, mas um pensamento me prendeu... Jeniffer

— o que foi? Foi só uma piada, não precisa ficar aí toda calada - ele disse e se aproximou de mim colocando o braço sobre meus ombros - olha eu...

— por que fez isso? - perguntei antes que ele terminasse de falar - por que quis fazer isso? Você me disse que estava interessado na Jeniffer, então por que?  - perguntei e olhei pra baixo esperando uma resposta.

— essa resposta é realmente importante? - apenas concordei enquanto olhava pra baixo - eu não sei... Não sei por que fiz isso, não sei por vim pra cá, e nem sei o que ainda tô fazendo aqui - olhei pra ele e ele estava olhando pra cima, enquanto tinha os braços apoiados na cama - eu não tenho o controle de nada, apenas faço e pronto, tenho um lado impulsivo que parece dominar mais meu corpo quando tô com você, as vezes nem me dou conta do que fiz, as vezes faço por divertimento próprio, mas as vezes eu não sei explicar - ele disse e me olhou - me desculpa... Eu não sei explicar.

Era a primeira vez que via Guilherme assim, na minha visão ele era sempre um louco que gostava de briga, era a primeira vez que ele se desculpava por algo, o olhar dele parecia sincero, mesmo ele mentindo o tempo todo, eu conseguia sentir a verdade em seu olhar, ficamos parados nos olhando por alguns segundos, quando a porta do quarto se abriu e Cíntia nos olhou.

— o almoço já tá pronto... Desçam logo, mamãe tá chamando - ela disse e saiu.

— sua irmã? - ele perguntou enquanto apontava pra porta - pera aí ? Almoço?

— meu Deus que horas são?? - procurei pelo meu celular e o encontrei na minha bolsa próxima da cama - 12:16, a gente dormiu o dia todo!! Como vou fazer pra tirar você daqui?

— relaxa sua mãe já me conhece - ele disse o me fez ficar assustada - vamos? Minha sogra tá chamando - ele disse se levantando e indo até as escadas, corri em sua direção.

— Guilherme você não vai almoçar você vai direto pra sua casa e - eu disse enquanto descia as escadas, mas minha mãe estava em pé parada no final da escada.

— boa tarde preguiçosos, vamo almoçar vamo - ela disse e foi até a mesa.

— mãe o Guilherme tem que ir embora, né Guilherme?? - eu disse e apertei seu braço.

— mas já? - minha mãe olhou pra mim, notou que eu apertava o braço do Guilherme - hum... Me desculpe, minha filha é bem mal educada, e não sabe se comportar com as visitas - ela disse chegando perto de mim, colocou a mão no meu cabelo e puxou minha orelha - aqui a gente não manda as visitas irem embora!! - ela disse enquanto me puxava pela orelha até a mesa.

— arranca logo ela!! - disse enquanto colocava minha mão na orelha.

— tu me respeita!! - ela disse e deu um tapa em minha cabeça - vem Guilherme pode se sentar  - Guilherme foi e se sentou ao meu lado - então Guilherme, dormiu bem?

— que intimidade toda é essa? - disse e olhei pra minha mãe assim que ela se sentou - a senhora sabe quem é ele?

— ele te trouxe no colo, e conversamos um pouco, só isso - ela disse se servindo - você avisou aos seus pais que iria dormir fora? - ela perguntou olhando pra Guilherme.

— eles não precisam saber, eu moro sozinho - ele disse enquanto se servia, minha mãe olhou pra mim querendo que eu prolongasse o assunto, dona Bárbara conhecida como fofoqueira da rua 

— agora me lembrei, o professor havia dito que você era de outra cidade, por que resolveu se mudar? - perguntei, Guilherme me olhou e sorriu de lado enquanto erguia uma sobrancelha.

— ter minha independência, foi por isso - ele me olhava no fundo dos olhos, mas eu sabia que ele estava mentindo outra vez.

O resto do almoço foi em silêncio, poucas vezes Cíntia dizia algo, mas Guilherme não falou nada depois.

[ • • • ]

Após o almoço Guilherme foi embora, era estranho ver ele daquela forma, de uma forma que eu nunca havia visto, de alguma maneira meu coração batia forte ao saber que ele possuia um lado sensível e sincero...

Guilherme

Após sair da casa de Amanda fui caminhando até o ponto de ônibus. Enquanto esperava ele chegar meu celular começou a tocar... Era meu pai, apenas ignorei a ligação, mas após alguns minutos meu celular tocou novamente, agora era o número da minha mãe, atendi para que eles paracem de me irritar.

— o que vocês querem? - perguntei assim que atendi.

— você tem que voltar pra casa, imediatamente, o julgamento não terá progresso se você não participar - ela disse parecendo estar bem zangada.

 Isso não é um problema meu - disse e notei meu ônibus chegar - não me envolvam nas suas brigas, vocês mesmo adoram dizer que eu fui o maior erro de vocês, então se fodam - disse e desliguei o celular.

Assim que entrei no ônibus, fui bombardeado por mensagens dos meus pais me xingando, aquilo já era padrão, mas uma mensagem me chamou atenção era de Vanessa, nela dizia "se você não voltar eu vou atrás de você" aquilo fez meu coração acelerar... Essa idiota ainda mexia muito comigo, mas acho difícil ela me encontrar, mesmo sendo uma cidade próxima, eu não avisei a ninguém aonde iria. Meu relacionamento com ela já havia terminado a alguns meses atrás, mas eu ainda sentia meu coração acelerar quando ela me mandava mensagem do nada.

Eu sabia o que ela queria, não era amor, eu sabia o que meus pais queriam, não era amor, todos estavam movidos pela ganância, mas eu não vou abrir mão de nada 





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