História Um Acordo - Capítulo 2


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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines
Tags Billdip, Billdiper, Billiper, Bipper
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Palavras 2.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal estou de volta com mais um cap dessa fic, eu estou super empolgada com a aceitação de vocês dessa historia isso me motivou bastante, porem como trabalho e estudo durante a semana só tenho tempo para escrever no final de semana espero que vocês possam entender.
Boa Leitura! BJS de Chocolate!

Capítulo 2 - Capítulo 02 - A Bela e a Fera


Dipper gemeu. Ele sentiu como se tivesse sido atropelado por um trem de carga. O adolescente olhou em volta atordoado quando de repente suas memórias o atingiram com força total.  

- Bill! - Ele ofegou. 

- Whoa garoto! Estou bem aqui, não precisa gritar. - O demônio se moveu para se sentar ao pé da cama. 

Dipper olhou ao redor. O quarto era enorme, decorado em tons de dourado e preto. A cama em que ele estava era king size. Ele franziu a testa e perguntou ao demônio. 

- Onde está minha família? 

Bill revirou os olhos. 

- Nossa, você não tem fé em mim, hein? - O demônio riu quando Dipper fez uma careta. Bill se levantou e formou uma bolha no ar.  

- Veja, Pinheirinho, eles estão bem. - disse ele. 

Dipper visivelmente relaxou. Lá estavam eles, mãe, pai, Mabel, os Stans, Wendy, Soos e todos os outros que ele amava estavam todos lá. Lágrimas inundaram seus olhos. Ele as enxugou.  

- Onde eles estão? - Ele perguntou, a felicidade crescendo em seu peito. 

- Eu os coloquei em uma montanha. - disse Bill, abrindo a bolha da visão. - Eles têm comida e suprimentos, e eu coloquei uma barreira em torno deles para que fiquem bem. 

Dipper sorriu.  

-Obrigado. 

Bill ficou em silêncio mais uma vez. Ele não esperava isso.  

- Por que você fez isso, garoto? - Ele perguntou. 

Dipper deu de ombros  

- Era a única coisa que eu conseguia pensar. Eu os queria seguros, você era minha única esperança. - O adolescente odiava admitir isso, mas era verdade que Bill era sua única chance. 

- Estou emocionado, Pinheiro. - disse o demônio, enxugando uma lágrima falsa. Ele riu e flutuou sobre o adolescente. - Agora, para sua primeira tarefa! - Bill estalou os dedos e um livro gigante caiu do ar. 

Dipper gemeu quando o livro caiu em seu colo.  

- Ow, que diabos?! - Dipper rosnou e pegou o livro. Ele folheou as páginas e ficou surpreso. - São contos de fadas. - disse Dipper, incrédulo. 

- Sim, eu sempre quis lê-los, mas nunca consegui encontrar tempo enquanto planejava o fim do mundo e tudo. Então você veio e pensei: Ei, você ganhou! Por que não relaxar? - Bill flutuou e sentou-se na cabeça do adolescente. 

Dipper ficou chocado ao descobrir que Bill realmente não pesava nada. Ele levantou uma sobrancelha.  

- Espere, então, você quer que eu leia isso para você? - Ele perguntou. 

- Esse é o plano garoto! Leia para mim um dos seus favoritos. - Bill falou simples. 

Dipper deu de ombros e folheou as páginas até encontrar o índice. Ele então procurou a história.  

- Aqui está. - Ele sussurrou. 

Bill inclinou a cabeça, bem em ângulo.  

- A bela e a fera? - Ele perguntou maravilhado. 

Dipper assentiu. 

- Sim, esse é o meu favorito. Tem feitiços, monstros e príncipes. Também tem um filme muito legal também.  

- Leia. - Ordenou Bill. 

Dipper respirou fundo e começou. 

- Era uma vez um comerciante com três filhas. As duas mais velhas eram lindas de rosto, mas não no coração, elas foram nomeadas Vaidade e Avareza. A mais nova, no entanto, foi chamada de Bela, pois era linda em corpo, mente e coração. 

- Por que ele nomeou suas duas filhas de pecados? - Bill perguntou, deslizando para o ombro do adolescente. 

Dipper riu. 

- É melhor não colocar lógica nessas histórias antigas. - Ele continuou com a história. - O comerciante teve que viajar para uma vila distante e perguntou às filhas o que elas gostariam que ele trouxesse de volta. A vaidade queria vestidos e a Avareza queria jóias. Bela, no entanto, só pediu três rosas em uma única haste. 

- Gosto das fotos. - disse Bill. Ele se moveu para deslizar no colo de Dipper e passou os dedos pelas ilustrações. 

Dipper conteve uma risada.  

- Você... você nunca realmente leu essas histórias antes, Bill? - Ele perguntou. 

Bill olhou para ele 

- Não há muitas histórias no meu reino dos monstros, garoto. 

Dipper franziu o cenho e continuou lendo. 

- O comerciante viajou para longe e já estava voltando. Ele tinha conseguido encontrar os pedidos de suas filhas mais velhas, mas não a rosa para Bela. Derrotado e triste, ele voltou para casa. O comerciante pegou seu mapa e descobriu que havia outra rota de volta para sua vila. Ele sorriu, esperando encontrar uma rosa para sua amada filha no novo caminho. 

Bill virou a página para Dipper. 

O adolescente sorriu. Ele não queria admitir que o demônio que iniciou o apocalipse era adorável. Dipper rapidamente leu, não querendo que o outro lesse seus pensamentos.  

- O comerciante seguiu o caminho sombrio e se viu às portas de um enorme castelo. Ele atravessou os portões enferrujados e entrou no palácio. 'Olá?' ele chamou nos corredores escuros, mas não recebeu resposta. O comerciante ouviu água corrente e seguiu o som. Lá, no centro do castelo, havia um belo jardim.  

Bill virou-se para Dipper.  

- Isso termina aqui? - ele perguntou. O adolescente balançou a cabeça. Bill suspirou aliviado. - Graças a Deus, porque isso seria muito chato! 

Dipper sorriu. E continuou a ler.  

- O comerciante não podia passar pelo portão, mas através das barras penduravam três rosas em uma única haste. O comerciante sorriu e arrancou a flor. Então um rugido feroz ecoou pelo castelo quando a flor foi tomada. 

Bill parou Dipper de virar a página.  

- Whoa, whoa, Pinheiro. Eu sei que você não vai apenas dizer a palavra rugido. 

- O que você quer dizer? - Perguntou o adolescente. 

Bill revirou os olhos.  

- Vamos garoto, faça autêntico! Me dê seu melhor rugido. 

Dipper corou, mas fez o seu melhor. 

- Grrrrr 

Os olhos de Bill se arregalaram antes que ele caísse na gargalhada.  

- Que raios foi isso?! Nossa, pinheiro, você realmente foi feito para ser fofo. - Ele enxugou uma lágrima e voltou para o livro. - Tudo bem, continue. - disse ele, virando a página. 

O rosto de Dipper estava vermelho vivo, mas ele fez o que o outro ordenou, observando como o humor do demônio mudava rapidamente.  

- O comerciante olhou horrorizado quando um animal aterrorizante emergiu das sombras. Ele olhou furioso para o homem. 'O que você está fazendo no meu castelo?' Então o comerciante se explicou. O animal seguiu em direção ao homem e disse. 'Você pode ficar com a rosa, mas em troca deve me dar a primeira filha que vir quando chegar em casa. Se você me enganar, eu o rastrearei e devorarei sua família. Você tem três dias.' Com isso, a fera voltou às sombras. 

- Eu gosto da fera, parece um cara legal. - comentou Bill. Ele se recostou e descansou no peito de Dipper. 

O adolescente revirou os olhos e virou a página.  

- O comerciante seguiu o caminho de volta para casa no dia seguinte. Ele se preparou e abriu a porta, e ficou com o coração partido ao ver que foi sua filha Bela que o encontrou. 'Olá Pai!' ela cumprimentou alegremente. 'como foi sua viagem?' O comerciante caiu em prantos. Ele contou às filhas sobre a besta. E Bela decidiu que iria, já que foi seu presente que fez seu pai se desviar do caminho. 

- Agora ela vai ser comida, certo? - Bill perguntou com alegria infantil. 

Dipper balançou a cabeça.  

- Não, os contos de fadas têm finais felizes. - Ele pensou por um momento e acrescentou. - Bem pelo menos as versões mais recentes. 

Bill visivelmente murchou. 

- O que você quer dizer com final feliz? 

Dipper riu.  

- Eu vou te mostrar. - disse ele e continuou a ler. - Bela foi ao castelo da besta. Ela estava assustada com a criatura assustadora, mas logo descobriu que ele era como uma criança perdida mais do que um animal. Eles tiveram longas conversas, leram muitos livros e caminharam entre as flores no jardim da besta. Bela se viu apaixonada pelo monstro que todos temiam. Meses se passaram e, à medida que seu aniversário se aproximava, Bela ficou melancólica. Ela sentia falta da família. A fera, amando-a mais do que o mundo, perguntou: 'O que você gostaria no seu aniversário?' Bela disse: 'Visitar minha família, mesmo que por um tempo.' Então a besta permitiu, mas apenas por três dias. Ele permitiu que ela tomasse o máximo de tesouro e levasse de volta à sua família em baús que nunca seriam preenchidos. 

Dipper olhou para baixo e viu Bill encantado com a história.  

- Continue. - Insistiu o demônio, cutucando o queixo de Dipper. O adolescente sorriu.  

- Bela voltou para sua família. Eles comemoraram seu retorno e tiveram um grande festival em sua homenagem. As jóias que ela forneceu fizeram com que seu pai já velho nunca tivesse que viajar novamente. No terceiro dia, Bela estava tentando sair, mas sua família insistiu que ela ficasse. Por seu bom coração, ela não se atreveu a machucá-los saindo. 

- Má ideia - Bill cantou. 

Dipper suspirou. 

- Você tem que comentar sobre tudo? 

Bill apenas sorriu. 

- Sim! 

Dipper decidiu que era melhor terminar.  

- De qualquer forma. Bela percebendo seu erro, rapidamente correu de volta ao castelo. 'Fera!' ela chamou, mas não houve resposta. Ela correu para o jardim e o encontrou no chão frio. Soluçando, a beleza tomou a cabeça dele no colo dela. Bela chorou por seu amor frio. 'Eu te amo' ela sussurrou, dando um beijo na testa dele. De repente, a magia rodou no ar e a fera se transformou em um príncipe. 

- De onde diabos isso veio?! - Bill gritou com o livro. 

Dipper não pôde deixar de rir. Ele continuou com a história, ignorando o demônio confuso.  

- Bela ficou chocada. O animal era realmente um príncipe amaldiçoado. Foi-lhe dito que apenas alguém, bonito por dentro e por fora, poderia quebrar o feitiço. O casal se alegrou, assim como a vila de Bela, e os dois viveram felizes para sempre Fim.  

Dipper fechou o livro e o deixou de lado. 

- Uau - disse Bill. Ele ficou lá por um tempo, pensando na história. - Porra, não admira que vocês humanos tenham expectativas tão altas de vida e amor. Vocês se alimentam com essa porcaria há séculos! 

- E você só teve que estragar tudo - Dipper murmurou e decidiu se inclinar contra a cabeceira da cama. - Embora eu ache que você está certo. - disse ele, olhando para o teto. - Eu nunca pensei sobre isso, mas agora que você mencionou, provavelmente é verdade. 

Bill mudou-se para flutuar na frente de Dipper. Ele ergueu os cachos de marrons que cobriam a constelação do adolescente. Olhos castanhos olharam de volta para ele. 

- O que você vai fazer comigo? - Dipper perguntou. 

- O que você quer dizer? - Bill perguntou de volta. Ele ainda estava examinando a marca de nascença. Claro, ele tinha visto antes, mas ele nunca foi capaz de tocá-la antes. 

Dipper zombou e balançou a cabeça para se livrar dos dedos rastreados do demônio.  

- Quero dizer, o que você planeja fazer comigo? Eu sei que não vou ser apenas seu leitor de contos de fadas. 

Bill encolheu os ombros  

- Ainda não decidi. - Não era uma mentira, não totalmente. - Escute garoto, eu te disse, você é interessante. Eu gosto de você, você é um saco de carne que eu posso suportar por um longo período de tempo. Não vou te esfolar nem nada, tenho humanos suficientes para isso. Eu só quero companhia. Eu tenho o poder, eu tenho o mundo, mas eu realmente não tenho um companheiro.  

Dipper ficou surpreso com a confissão, mas se manteve em guarda.  

- E todos os monstros que você tem ao seu redor, eles não são seus amigos? - Ele perguntou. 

Bill deu de ombros  

- Na verdade não. Eles são todos apenas um monte de seguidores. Eles não são muito brilhantes ou divertidos para conversar. Quero dizer, eles podem festejar, mas fica entediante depois de um tempo. Você sabe o que eu quero dizer? 

Dipper assentiu.  

- Às vezes fico assim com Mabel. Eu amo a companhia dela, mas também quero conversar com alguém sobre coisas científicas e sobrenaturais.  

- Viu garoto?! Isso é perfeito - Bill agitou as mechas encaracoladas e sorriu. - Você tem sua família segura e um amigo incrível. - Bill viu Dipper revirar os olhos na última parte. O demônio continuou mesmo assim. - E eu fico com a minha bolsa de carne favorita, todo mundo ganha! 

Dipper esfregou o braço.  

- Eu acho que sim. - Ele disse, um pouco nervoso. Até que as palavras o atingissem. - Eu sou o seu favorito? - Ele perguntou, embora tímido. 

Bill suspirou.  

- Garoto, você está me ouvindo? - Ele expôs a marca de nascença do adolescente mais uma vez. - Eu disse que gosto de você, entendeu? Quem você acha que tem mantido todos esses pesadelos longe? Bem, sempre que você optar por dormir um pouco. 

Dipper estava em choque.  

- Foi você?! - Dipper sempre se perguntou por que ele não tinha tido um pesadelo desde que o mundo acabou. Foi o único conforto que ele obteve. 

- Não, era apenas outro demônio onipotente. - disse o triângulo sarcasticamente. 

Dipper sorriu timidamente.  

- Obrigado. - Ele sussurrou. - Esses sonhos eram a única coisa que me fazia continuar. 

Bill olhou para ele. Ele brincou com as madeixas marrons mais uma vez, colocando-as em todos os tipos de direções. O demônio explodiu em um ataque de risos quando ele terminou, se lançando no ar. 

Dipper levantou uma sobrancelha, mas olhou no espelho próximo.  

- Eu pareço um rockeiro punk! - Ele riu alto com seu reflexo. 

Bill riu.  

- A palavra que você procura é espantalho garoto! 

Os dois riram um pouco. A risada morreu lentamente, deixando uma energia alegre no ar. Dipper arrumou o cabelo e ficou surpreso. Ele estava feliz, genuinamente feliz e isso o deixou ainda mais confuso. O adolescente mordeu o lábio, perdido em pensamentos quando uma mão acariciou sua bochecha. Dipper olhou para a mão do demônio e depois para o seu único olho. 

Bill se moveu e descansou sua testa triangular contra Dipper. 

O adolescente estremeceu quando um zing passou por seu corpo e ele relaxou. Olhos semicerrados ainda encarando o demônio. Calor subindo por suas bochechas. 

Bill se afastou e falou alegremente  

- Preciso ir, Pinheirinho. Volto daqui a pouco. Lembre-se, o tempo é uma ilusão, a vida não tem sentido! - Com isso, Bill se foi. 

Dipper riu até seu estômago roncar em protesto. Como se ouvisse o apelo de seu estômago, uma bandeja de comida se materializou na mesa de cabeceira. Ele inclinou a cabeça e olhou por cima, eram todas as suas comidas favoritas. Uma nota foi dobrada na bandeja. 

Eu sei que vocês humanos precisam comer, então eu peguei seus favoritos. De nada! Atenciosamente, seu governante incrível e Deus, Bill! 

Dipper riu da assinatura. Ele pegou a lata de refrigerante e a abriu. Talvez isso não fosse tão ruim quanto pensou que seria. 


Notas Finais


E ai o que acharam?
Oi gente espero que estejam gostando, eu modifiquei um pouco a historia da bela e a fera para que ela sirva ao meu proposito na historia espero que não se incomodem bjs ate a próxima!


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