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História Um acordo entre nós - Capítulo 14


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Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 14 - Duas espiãs demais e vice-filhos perdidos em um motel



 

 

 

— Repete o que ele falou — Ten pediu.

— Eu já repeti três vezes! — Lisa olhou para o irmão, antes de voltar a colocar as roupas na mala. — Não  podemos mais ficar aqui. — A raiva inundava seu corpo, minava suas decisões e fazia ter pressa para ir embora, mesmo que não soubesse para onde. A decisão de Lisa parecia ser tão certeira que mudou o clima, as nuvens escuras tampavam todo o resquício de sol de antes, enchendo o quarto com aquela semi-escuridão estranha para o início do dia.

Ten rodava em círculos, estava mais magro do que jamais esteve e uma versão mais cansada do irmão presente em suas memórias. 

— E onde Sunan está agora? — ele perguntou.

— Passeata pelo direito das mulheres em Pattaya, vai ficar a tarde toda. 

— Ok, ok… — Ten respirou fundo. — Preciso de um pico. — E parou de rodar como uma barata tonta para seguir até o banheiro de Lisa.  

— Nem pense nisso! — Lisa largou a mala no chão e quase tropeçou nos próprios pés para impedi-lo, chegou a porta do banheiro primeiro que  irmão e colocou o braço na frente, uma barreira magricela e determinada. — Preciso de você sóbrio, Ten. Você é a única pessoa que posso contar agora, meu único aliado.

— Ele não nos vê como aliados tentando impedi-lo, Lisa. Ele nos vê como duas crianças brincando de casinha.

— Vamos mostrá-lo do que somos capazes. Você é o inteligente de nós dois, não é? — Ele meneou a cabeça para cima e para baixo, como uma criança. — Temos a vantagem dos documentos que roubei de Jennie. Sunan não faz ideia que o temos, então preciso que você leia todos, organize e separe o que podemos usar, a eleição é daqui a uma semana, com o golpe certo ele não terá tempo de contornar nenhum escândalo e... Ten? 

Ele parecia assustado, provavelmente nunca viu Lisa falar tão sério na vida.

— Me dá. — Estendeu a mão e esperou pacientemente que ele lhe entregasse o saquinho com o pó branco.  — Agora, mãos à obra.

Ten quase parecia acreditar que daria certo, ele se debruçou na cama, onde o livro de Jennie estava, e começou com o dever que lhe foi proposto. Lisa só via palavras sem sentidos e números avulsos naqueles papéis, mas Ten começou a organizá-los como se fizesse isso todos os dias.

Ao caminhar até a mala aos pés da cama, viu uma das empregadas se aproximar pelo corredor que interligava seu quarto ao de Ten. Ela andava apressada e se assustou quando um trovão cortou o céu, como um flash que antecede a foto, só que com proporções divinas. 

A mulher se aproximou de Lisa e fez uma reverência longa demais.

— Informou aos seguranças sobre Jennie? — perguntou. Ela fez uma careta, com a má notícia na ponta da língua. 

— Senhorita… eu tentei e… — Um relâmpago cortou o céu e ela pulou de susto. — Jennie já está lá em baixo.

Lisa ficou estática, se estivesse participando de uma live no Instagram poderiam pensar que sua imagem havia congelado. Tentava processar a informação, pensar em algo prático e nem tão cruel para dizer que não fosse “expulsem-na”, mas já estava com saudades de Jennie. Seu cérebro lembrava o que ela fez, e por isso não deveria vê-la nunca mais, mas aquela partezinha conhecida pelos 1% que Wesley Safadão patenteou em meados de 2016, queria desesperadamente conversar com Jennie, nem que fosse para finalmente tirar essa história a limpo.

Na maioria dos filmes e livros sobre romance — tirando a parte dos livros no qual Lisa não lia —  era recorrente ter um ódio particular de protagonistas que simplesmente não conversavam. Um problema pequeno poderia ser resolvido se colocassem em cima da mesa. 

Deixou o irmão concentrado nas provas e seguia a mulher no modo automático, cruzando salas e virando corredores com a mesma praticidade que tinha para piscar, um pé na frente do outro. Jennie estava em algum lugar lá embaixo, o que falaria para ela? Lisa quase tropeçou nos próprios pés.

— Espera! Onde ela está? — A sala de entrada do palácio estava vazia, a chuva de verão caia lá fora.

— Fizemos como a senhorita pediu. 

— Não deixaram ela entrar... — Lisa semicerrou os olhos. — O que quer dizer que a deixaram lá fora, na chuva?

Pediu um “licença” apressado e saiu para o temporal. O dia ainda estava claro, o sol teimoso não quis ir embora totalmente mas os pingos que caíam eram violentos, trazia aquela dorzinha chata ao bater contra o corpo. O canteiro verde se estendia pelos dois lados, a estrada para carros seguia até o portão, há metros de distância, e Lisa não viu outra alternativa a não ser correr. O vento era um empecilho, chovia tanto que ver começava a ser um problema, mas já podia ouvir os gritos dela antes de chegar ao portão. Jennie batia furiosamente na guarida, onde os seguranças se escondiam da chuva.

— Me deixem vê-lá! — Ela gritava. — Lalisaa!

Uma onda de compaixão que chegou sem avisar quase fez Lisa sentir pena. Jennie estava completamente encharcada no portão do palácio. Algo na maneira como ela se portava dava a entender que o dia anterior ainda não havia acabado, não para Jennie. Os olhos vermelhos e inchados, os lábios trêmulos, as bochechas rubras e a roupa completamente grudada no corpo. Lalisa se aproximou, o corpo de Jennie tremeu por inteiro, mas não estava fazendo frio.

— Qual o seu problema!? — Se viu gritando, para que a voz ultrapasse a chuva. 

— Lis-

— O que está fazendo aqui? — Agarrou a grade, a mesma que a separava de Jennie. 

— Não é isso que você está pensando! — Ela rebateu e se aproximou das barras, o rosto em completo desespero misturado a água. — Por favor, confia em mim, okay? 

— Então me fale o que está acontecendo! — Sem resposta. — O que é, Jennie? — novamente, sem respostas. — É agora que você explica o seu lado da história, porra! — Balançou a grade, Jennie precisou se afastar. — É agora que você fala que eu entendi tudo errado, que você, na verdade, não aceitou acordo nenhum com o meu pai, que o plano de matar ela... — No último segundo preferiu trocar o nome de Elane para “ela” com medo dos seguranças entenderem a conversa. — Que esse plano com a Jisoo nunca aconteceu!

Jennie respirava com dificuldade, os cabelos estavam soltos e os fios cruzavam pelo rosto, ela tentou tirá-los, como se muita coisa a incomodasse — além da chuva — e ao mesmo tempo.

— Eu sabia do acordo, Lisa — ela disse, não houve gritos, arrependimento, mágoa ou qualquer outra coisa a não ser uma voz cansada e quase não entendível pelo barulho da chuva. — Acha mesmo que eu seria tão incompetente em arrumar aqueles caras? Eu sabia que não havia como você escolher qualquer um deles, eu sabia que os paparazzis estavam nos esperando nos fundos do gabinete, que eu deveria me aproximar de você e escolher os ângulos certos. Eu esperava que você fosse uma garota mimada e insuportável que eu seria obrigada a aguentar por três meses, eu esperava que você colecionar sapatos, garotos e pintasse um país no mapa a cada viagem nova. Você… — ela respirou fundo, indignada. — Você não tinha o direito de ser assim, me entende? Você não tinha esse direito! Se você não fosse... você, nada disso estaria acontecendo! — Ela apontou para tudo em volta delas. — Mas agora até para seguir essa merda de plano eu não consigo! Porque penso em você, em você, em primeiro lugar! Eu, completamente apaixonada pela… pela filha do vice presidente — Jennie estava incrédula, como se tivesse percebido só naquele momento.

— Você consegue perceber que tudo isso começou com uma mentira? E que agora eu não consigo acreditar em nenhuma palavra do que você disse? Eu olho para você e vejo um oportunista, uma das muitas que conheci durante toda a minha vida, que me usaram para tudo, porque é só para isso que eu sirvo, não é? Como escada para você conseguir o que quer. Então, Jennie... — Se aproximou novamente da grade, encarando a face dela a centímetros da sua. — Os fins não justificam os meios e eu quero muito que você vá pra puta que pariu!

— Lisa!? 

— Tirem ela daqui! — berrou, os seguranças saíram da cabine, apressados. — Andem logo!

Lisa tinha várias perguntas e nenhuma resposta, porque nada fazia sentido, poderia ter dito algo mais impactante que “vai pra puta que pariu” pensava em diversas outras possibilidades mais elegantes, mas essa expressava sua vontade de ver Jennie ruir junto ao pai. Agora, mais do que nunca, ela e o irmão precisavam ir embora. Aquela seria a certeza para Sunan que Lisa seguiria até o fim para impedir aquelas eleições.

Correu para dentro do palácio sem ao menos olhar para trás, sentia a respiração pesada, as pernas cansadas e a cabeça martelando dor, mas só parou ao entrar no quarto. Ten se assustou em vê-la, Lisa não estava nada apresentável e era como se tivesse sobrevivido a uma luta com o Aquaman. Sem muito explicar e com a promessa que faria no caminho, eles deixaram o palácio pelos fundos, para não ter nenhuma chance de encontrar com Jennie, Jisoo ou qualquer outra pessoa com o potencial de impedi-los.

 

(...)


 

Ten tirou outro paninho do porta luvas e jogou na irmã. Lisa pegou com as mãos trêmulas e secou as lágrimas e assou o nariz, com a certeza que o ar condicionado do carro somado ao fato de estar completamente molhada, traria um resfriado horrível.

— Isso não faz o menor sentido, Lisa. — Ten ouviu os últimos acontecimentos.

Estavam na fila de um motel barato na divisa de dois estados, dirigiram por quase duas horas com Lisa intercalando entre choro e explicações do plano que ouviu da boca de Jennie. 

— Combo não faz sentido? — Já começava a falar na língua dos “b” por causa do nariz entupido. — Ela me usou desde o começo, era tudo armação pra conseguir a vice presidência, Ten.

Ten maneou a cabeça em descrença. Lisa sabia o porquê ele estava resistente em acreditar, porque acreditar que Jennie agia de má fé desde o início era acreditar que Lucas agia de má desde o início. E chegaria um momento de confronto onde apenas deixar o celular desligado não evitaria a conversa barra discussão que teriam.

Eles pararam ao chegar na guarita do motel, uma construção extensa em formato de “u” de apenas dois andares, com um letreiro neon que mais apagava do que acendia. Porém, o preço era bom e economia era algo que eles teriam que aprender a partir de agora.

— Um quarto por favor — Ten pediu, Lisa espirrou, e a atendente entregou a chave depois de receber o dinheiro.

— Tenham uma boa noite. — Ela sorriu de lado, encarando-os. Lisa foi a primeira a entender o duplo sentido na fala dela.

— AÍ BEU DEUS. — Assoou o nariz, quase vomitando. 

— Amada? Nós somos irmãos, gêmeos — Ten respondeu e apontou para ele e Lisa, como se assim, a moça conseguisse ver a verossimilhança. Mas a atendente apenas deu de ombros, nada surpresa.

— Ah, tudo bem. Eu já vi Game Of Thrones, Os Lannister...

— Vambos embora daqui, vambos!

 — Já pagaram, agora precisam entrar! — A moça rebateu a fala de Lisa, muita saliva na boca por mascar o chiclete na mesma intensidade que uma vaca comeria capim. — E é melhor entrarem logo porque a fila de carros atrás de vocês está… espera, eu conheço vocês!

Ten apertou o acelerador e deram partida no carro antes que ela pudesse terminar. O barulho do automóvel catando pneu ressou alto, e pelo espelho retrovisor a mulher parecia furiosa com um dedo do meio em haste.

O quarto que alugaram era o que um quarto de motel na beira da estrada prometia. Pintos de borracha ao lado da cama, uma cama nada convidativa com um colchão embrulhado em plástico, provavelmente para facilitar o serviço das arrumadeiras. Um pole dance que nada mais era que um cano PVC pintado de preto vinha com o combo do cheiro de mofo que manchava o papel de parede. Lisa admitia que seu quarto no palácio não era limpo, mas aquele quarto ultrapassou todas as esferas do que seria considerável “mediano.” Quem fosse ali no intuito de transar e não brochasse depois de ver aquelas instalações, precisava ser estudado.

— Não senta! — Ten chegou atrás dela, fechando a porta com o pé porque as mãos estavam ocupadas com os papéis, chave do carro e um frapuccino suspeito que comprou na máquina perto do estacionamento. — As pessoas devem ter transado aí.

— As bessoas devem ter transado nesse quarto inteiro! — Lisa finalmente assou o nariz com toda a força que tinha, sentiu alguns neurônios saindo junto a água da pia do banheiro que não tinha porta e sim, uma divisa de plástico. Respirou ar puro, sentindo sua voz menos anasalada.

— O que é isso na parede, Lisa? 

 — Ten, foco. — Caminhou até o irmão, tentando soar firme ao dizer: —  Nada de surto agora. Você não é um mimadinho.

— Não sou? — ele perguntou, como se realmente não soubesse da resposta.

— Não, e nem eu.

— Mas aí você tá exagerando, Lisa...

— Arh, foco! — Apontou para os papéis nas mãos dele. Ten se sentou na cama, contrariando o próprio conselho, e espalhou as folhas como um detetive prestes a falar sobre o seu caso favorito.

— Aqui tem provas o suficientes pra fazer nosso pai mofar na cadeia. Licitações fraudulentas, desvio de verba de orfanatos, compra de votos, privatização de estatais, lavagem de dinheiro, superfaturamento de estágios para Copa do Mundo, esse eu perdoei, você sabe que eu tenho uma quedinha pelo Neymar… — Lisa o encarou raivosa. — Okay, foco, é isso que não faz sentido. Porque Jennie trabalharia com o nosso pai se ela parece ter juntados provas para acabar com ele?

Lalisa respirou fundo. Para alguém que não entendia o básico de política até uma semana atrás todos aqueles nomes e situações só serviam para aumentar sua dor de cabeça. A roupa que usava começava a endurecer e o nariz voltava a escorrer, a noite sem dormir começava a cobrar seu preço. Sentou-se ao lado de Ten, ele parecia enérgico. 

— Jennie pode ter… não sei, usado isso para chantageá-lo. Pode ter aproveitado para pedir a vice presidência em troca, provavelmente já sabia do plano dele de matar Elane.

— Lisa... — Ten interrompeu a frase para tomar goladas do frapuccino. — Jennie era uma estagiária, não tem como ela saber tanto sobre... ah não, não, não, não… Jisoo! — Ten tomou o resto da bebida, engatinhou na cama e pegou uma das folhas perto da cabeceira. — Tem documentos aqui que constam ser de 2015, 2016, até de 2013.

— Jisoo entrou para a assessoria do pai em 2013. — Lisa juntou as sobrancelhas, finalmente entendendo onde o irmão queria chegar.

— Então Jisoo nunca deixou de ser uma espiã!? Ela estava… esse tempo todo… sendo uma espiã? Jennie é uma espiã? Cadê a terceira espiã para formar As Três Espiãs demais? Melhor! As Panteras! Vamos ser sinceros, As Panteras detonando é bem melhor do que o segundo filme, que o vilão tem fetiche em cabelo, além do mais a Camaron...

— Ten...

— Agora sim isso tá ficando bom! Don’t call me angel... qual o resto da música?

— Ten! — Lisa segurou os ombros do irmão, sem nenhuma delicadeza trouxe o rosto dele para perto e arregalou um dos olhos, as pupilas estavam tão dilatadas que não dava para ver a parte castanha do olho. — Você tá chapado?

— Talvez? 

— Você me prometeu, droga! — Se levantou, frustrada.

— Lisa…

— Fica aí! — Mandou, tomando a carteira dele junto a chave do carro. — Vou procurar alguma coisa pra cortar essa onda.

Assim que fechou a porta, Lisa limpou algumas lágrimas na blusa, respirou fundo e se obrigou a andar para o estacionamento, onde viu a máquina de cafés e salgadinhos.  Compraria algumas garrafinhas de água e obrigaria Ten a beber pelo menos dois litros. O que ele disse fazia sentido, mas não poderia dar muito crédito ao que Ten dizia quando estava chapado. Jennie espiã? Puff.

— Não devo pensar nisso, não devo… — começou a repetir como um mantra. O céu já era uma mistura de rosa e azul, seus tênis faziam um barulho engraçado porque ainda acumulavam água na sola. Se andasse muito perto dos quartos ouvia barulhos nada legais, então atravessou o estacionamento e começou a andar no meio dos carros. 

Ao lado da máquina de salgadinhos e bebidas, uma pessoa grande estava parada. 

— … Armário?

O guarda costas achava fielmente que passava batido com um boné e óculos escuros, como se um homem de quase dois metros de altura vestido com um terno pudesse se camuflar. Armário com certeza, não era um espião.

Ele esperava a máquina cuspir o resto de café em um copinho do tamanho do seu dedo mindinho, ao demorar, ele deu dois murros na máquina que quase desgrudou da parede com o empurrão, mas despejou o resto da bebida. Armário pegou com cuidado o copinho, o que a lembrou de quando o chamava para brincar de “chá da tarde” e ele precisava se espremer entre as bonecas e pegar a xícara de plastico com a ponta dos dedos, para não amassá-las.

Lisa se abaixo entre os carros, com cautela para não acionar nenhum alarme.

— O que ele tá fazendo aqui? — sussurrou baixinho.

— Eu falei pra ele não vir, mas Chanyeol cismou que precisava me proteger, olha lá, ele não consegue nem tomar um café sem queimar o dedo — Jisoo bufou, ao lado de Lisa.

— Chanyeol? Quem é Chanyeol? — Lisa perguntou, intrigada.

— Achou mesmo que o nome dele era Armário?

— Eu… — Lisa arregalou os olhos, virando lentamente. Jisoo estava abaixada ao seu lado. — AAAAAH!? 

Seu corpo acordou tarde demais, e ainda desnorteada, tropeçou nos próprios pés ao tentar se afastar, mas acabou caindo entre dois carros e o alarme de um deles começou a soar.

— Ah, Lisa, me dando trabalho como sempre. — Jisoo maneou a cabeça, como se estivesse corrigindo um cachorrinho. Ela parecia bem mais assustadora vista de cima, os cabelos amarrados em um rabo de cavalo e a jaqueta jeans escura. Não teve tempo de se assustar com o fato de Jisoo estar usando algo diferente de terno, porque ela partiu para cima de si com uma rapidez invejável, pegou o braço de Lisa e o contornou nas costas, virando-a de barriga pra baixo. — Você só me dar dor de cabeça, sabia? — Ela suspirou, enfadonha, e Lisa sentiu o aperto se intensificar ainda mais, fazendo a dor formar pontinhos tortuosos em sua visão.












 



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