História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 16


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 6.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOLTEEEEI. Outro capítulo recheado de coisas boas. Agora com Tomás em ação, e dessa vez ele veio com tudo!

Capítulo 16 - A Viagem


Fanfic / Fanfiction Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 16 - A Viagem

O novo dia nasceu todo ensolarado como se o clima tivesse colaborando para tudo dar certo e sair como planejado, hoje era o dia em que teria a viagem estava agendada e programada, eu estava numa disposição irreconhecível para chegar na casa de campo e ter uma paz de espirito e ficar com meu amor.

Levantei para tomar um banho bem relaxado e desperta mais meu corpo para uma longa viagem na estrada, depois vestir minha roupa, uma calça jeans preta justa, uma camisa manga comprida vermelha e um vans vermelho com branco, estava perfeito para embarcar naquele carro.

Desci já com minha pequena mala em minhas mãos e a deixei perto de um grande sofá na sala e fui pra cozinha fazer minha refeição matinal, e desta vez minha mãe estava sentada na mesa com uma xícara de café fumegante em suas mãos. Sabia que ela me esperava.

― Bom dia mamãe. - disse cordialmente e logo também fiz uma xicara de café pra me dar forças.

― Então você vai mesmo nessa viagem? - ela pergunta direto ao ponto.

― Sim. Eu confirmei isso ontem à senhora.

― Estela não implique com Bruno, o deixe ir a essa viagem já que esse recesso não faz a mínima diferença aqui nesta casa. Pelo menos lá no campo ele estará em harmonia com a sua irmã.

A voz que fala essas palavras como uma ordem é de meu pai que acaba de entrar na cozinha vestido no seu habitual terno preto bem alinhado em seu corpo forte. Mamãe o olha fulminante muito possessa por ter perdido sua autoridade.

― È por isso que nossa família é desse jeito! Por que você nunca deu atenção aos seus filhos Robert, invés de proibir Bruno a ir nessa viagem e ficar com a família dele, você faz é o contrario, incentiva ele a ir com a minha irmã que sempre jogou na minha cara que sou infeliz.

Não ficando calada mamãe se volta raivosa e indignada para enfrenta meu pai que também toma uma xicara de café, ele apenas olha para mamãe indiferente, percebo pelos os olhos dele que nunca amou mamãe de verdade, ele nunca a tratou com carinho e sempre deixou isso muito bem claro. Agora a troco de que ele nunca pediu o divorcio se nunca foi feliz ao lado da mulher com quem teve três filhos?

São muitas perguntas. Muitas duvidas. E parece que nunca saberei a resposta.

― E Elena esta certa. A felicidade nunca reinou aqui nessa casa, por que felicidade é algo que você nunca soube ter Estela e não é de agora, você sempre foi infeliz mesmo aparentando ser poderosa e melhor que todo mundo.

Papai responde e assim se inicia uma discursão logo no período da manhã. É por isso que preciso passar esses dias fora dessa casa.

― Esta falando isso por que ainda lembra-se daquela garota não é mesmo? Você mesmo depois de todos esses anos ainda não a esqueceu! - totalmente descontrolada mamãe chega perto do rosto de papai e fica o encarando com fúria.

E novamente mamãe toca no assunto dessa tal mulher. Quem será essa mulher que mamãe tanto odeia por que um dia foi namorada do papai?

― Quer mesmo saber a verdade? - papai já não aguentando sua raiva. ― Nunca esqueci Solange por que foi ela a primeira mulher que amei de verdade.

― Vai ficar só lembrando mesmo por que você nunca mais vai reencontra-la! Nunca mais! Ela sumiu da sua vida e nem sabe se está viva ainda! - parecendo possuída e desequilibrada mamãe joga seu veneno em cima de papai que por pouco não acertou a mão na cara da sua esposa.

― Não repita isso novamente. Está me ouvindo?! - papai também transtornado segura minha mãe pelos braços e a balança com força e grita no rosto dela. ― Nunca mais nessa tua vida infeliz fale que Solange esta morta!

Jogando sua xicara cheia de café na parede que se espedaça no chão papai larga mamãe que cai sentada na cadeira com os olhos arregalados e balançando a cabeça freneticamente e papai com seu limite perdido sai da cozinha furioso.

Eu estava no meu canto e lá mesmo fiquei somente vendo a cena nunca presenciada antes, as coisas estavam mudando aqui nessa casa e a culpada era mesmo a minha mãe.

Finalmente resolvi me mexer e já tinha que sair pra ir embora, eram seis e meia da manhã e o clima ficou infernal nessa casa.

― Bruno viu como seu pai me odeia. E tudo piora quando eu toco no nome daquela infeliz que mesmo longe ainda continua nos pensamentos de Robert. Acho que nunca deixou de pensar nela. - queixando-se mamãe levanta seu rosto para encarar o meu. Seus olhos azuis abatidos agora molhados de lagrimas.

― Papai só lhe trata assim por que a senhora fez por merecer. Você o provoca. - duramente frio eu disse as palavras e não queria mais permanecer ali.

Apresei meus passos e sai da cozinha deixando minha sozinha submetida a sua total infelicidade.

Na sala peguei minha mala e fui pra fora e logo encontrei Charles me esperando.

― Tudo certo patrãozinho? - pergunta ele querendo muito mesmo era saber o que aconteceu dentro da casa, não iria falar nada por que esses assuntos não eram pro “bico” de empregado.

― Sim tudo em ordem. Por favor, agora vamos. − fui curto e um pouco grosso ele abriu a porta e logo entrei.

Seguimos o caminho pelas as ruas principais da cidade e depois estávamos cortando um bairro de classe media pelo meu ponto de vista, casas normais e estilo de vida moderado. Cinco minutos depois estávamos parando em frente a uma casa de alvenaria pintada na cor azul escuro, tinha uma varanda na frente e janelas gradeadas. De cara julguei que aquela moradia era a do meu namorado, não era feia e sim muito bem construída. Ele não tinha por que ter vergonha da sua vida e família.

Esperei Charles abrir a porta pra mim e segundos depois estava com meus pés pisando o asfalto da rua.

Olhando para o outro lado exatamente a poucos metros de mim quem eu vejo desperta até um brilho em meus olhos, somente por saber que ele vai estar perto de mim esses dias isolados numa casa de campo eu fico mais relaxado, e poxa como ele estar perfeito, afinal ele sempre esta perfeito, hoje esta vestindo uma bermuda cáqui na cor vermelho escuro, uma camisa de gola polo branca, na cabeça usa um boné com a aba reta, definiria aquele garoto como unicamente e excepcionalmente lindo o diversificando de todos os outros ao meu redor. Era simplesmente perfeito e perfeito para mim.

Eu fiquei com uma vontade súbita de pular em cima dele e o agarrar na forma louca possível, era desejo, um puro desejo louco que estava quase me matando por vê-lo e não poder se quer lhe da um intencional abraço de amigo, mas só que mais que amigos, por que isso que nós era, tínhamos oficializado somente para nós dois o nosso namoro que até o momento é proibido e que ninguém pode sonhar existir uma relação intima entre a gente. Isso era o caso mais triste e desolador de estar perto da pessoa que você é apaixonado e não pode se quer lhe dar um beijo por sermos dois garotos, dois homens e vão nos julgar abominar de todas as formas.

Olhei para frente e atrás de Ed tinha uma mulher parada nos observando, era uma mulher alta e muito branca, os cabelos loiros e lisos, aquela era a mãe dele, parecia ser uma mulher abatida e cansada já de sua vida.

― Oi. - ouvi ele sussurrando baixinho quando chegou perto de mim.

― Oi estamos atrasados temos que ir agora.

queria sair dali o mais rápido possível, não que fosse por ser um lugar pobre e que nunca frequentei. E outra coisa era que o olhar da mulher loira parada na porta observando-nos estava me incomodando.

― Tudo bem vamos. - disse e quando já íamos entrando no carro ouvir uma voz feminina chamando pelo nome dele.

Paramos e viramos para ver. Uma garota vinha em nossa direção, seus cabelos castanhos e olhos verdes eram lindos, subjuguei que se tratava da irmã mais nova de Ed.

Ela chegou perto da gente e ficou olhando pra mim. Observava minha roupa e meu jeito, ela parecia que estava me avaliando.

― Ed eu pensei que você fosse passar o fim de semana com Caio e o Josh? Agora vejo que esta prestes a entrar no carro do riquinho que costuma pegar no pé lá na escola? - falava a garota com uma surpresa e confusão na voz.

― Não é da tua conta Mel. Agora vai embora pra casa!

― Eu não você não manda em mim! - retrucou a garota com um jeito rebelde e olhou pra mim de novo. ― Então você é o Bruno? Vai passar o fim de semana com meu irmão por qual motivo?

Fiquei estático por que não sabia o que responder e também impressionado com o descaramento dessa garota. Sinceramente ela devia ter um freio nessa língua abelhuda dela em querer saber as coisas que não é da conta dela.

― Para de ser intrometida Mel porra! Vai embora! - Ed empurrou a garota pro lado e disse baixinho pra mim entrar no carro e depois ele também tomou assento do meu lado.

Disse para Charles ir diretamente para casa da Luiza. Estávamos quase no meio do caminho quanto à voz de Ed me desperta dos pensamentos.

― Me desculpa pela minha irmã, às vezes Mel não pensa no que fala e age como uma criança de cinco anos.

― Eu sei como são os irmãos, afinal eu tenho dois, e não precisa ficar assim. - pego na mão dele e passo meus dedos por cima.

Ele olha pra mim e ficamos nos encarando envolvidos pelo desejo novamente, queria tanto tomar a boca dele num beijo mais não faria isso com Silas dentro do mesmo carro.

― E quem era aquela mulher parada na porta era a sua mãe? - ainda não tinha esquecido a mulher loira, de algum jeito ela conseguiu ficar em minha mente, parecia assim que eu a conhecia, ela me despertava um enigma desconhecido.

Desgrudando nossas mãos e virando seu rosto para o lado fitando o movimento das ruas Ed fica um instante calado até que vem minha resposta.

― Sim era a minha mãe. - ele diz com um vazio enorme. ― Ela não é uma pessoa boa entende? Muitas preocupações com meu pai deixou ela assim paranoica e sem vontade de viver. Depressiva.

Não falei nada por que a minha mãe também estava quase ficando paranoica e por vários motivos, a sua persistência em querer unir a família depois de anos, o seu desolamento e conflituoso casamento com meu pai que não esta mais dando certo, o passado dela que a assola, e a tal garota que ela fez mal na juventude.

― Posso saber como se chama a sua mãe? - não sei de onde tirei essa pergunta, mas quando vi já estava perguntando, sei lá acho que por ela ser loira e branca e certamente tem olhos claros me deixou muito intrigado e minha mente inventou varias coisas.

― Por que quer saber?

― Bobagem da minha cabeça. Esquece!

― Não... Se quer saber eu digo. – persistindo Ed fez questão de falar. ― È Solange Soutto.

Poderia ter ouvido qualquer nome, o mundo tem vários nomes diferentes e varias pessoas tem os mesmos nomes, mas ouvir esse nome vindo assim junto com um sobrenome que estranhamente ouvir minha mãe falando diversas vezes foi como receber um choque no peito. Isso era mentira não podia ser verdade.

Angustia dominou meu corpo, estava me sentindo péssimo por dentro, não conseguia acreditar, tinha que ser uma pegadinha plantada por Ed. Isso era coincidência demais, não tinha como acontecer, meu Deus como isso pode acontecer.

Será mesmo que a mãe do meu namorado era garota que minha mãe humilhou na juventude? É a mulher que papai um dia amou e que planejou fazer sua vida mais que foi interrompida por maldades da minha mãe?

A mãe de Ed é a Solange Soutto a mulher que a minha mãe mais odeia nessa vida.

Depois dessa conversa eu preferi ficar calado, não queria falar nada por que tinha medo da minha boca acabar me condenando e como não consigo mentir por muito tempo iria falar tudo que sei para Ed, ele não merecia saber de nada, isso era assunto da minha família, era um assunto da minha mãe, porém era preservação inútil da minha parte querer deixar meu namorado fora desse bolo de segredos e mentiras, mesmo não querendo a família de Ed já esta envolvida nessa merda toda e quando ele ficasse sabendo ele poderia ate me deixar e tudo por culpa da minha mãe.

Minha cabeça era uma confusão grande. Sentia uma dor de cabeça dominar a minha mente e era consciência pensando bastante. Agora eu sabia que a mulher que papai amava estava viva e morava na mesma cidade que ele, que tinha construindo também uma família com outro homem, mas se papai soubesse que Solange esta viva ele não pensaria em nada pra ir procura-la. Somente eu sabia e isso teria que ficar guardado comigo para não gerar mais brigas e quem sabe uma coisa muito pior.

O que me deixa ainda mais frustrado é não saber o que aconteceu com Solange e papai, naquele dia quando mamãe estava disposta a falar toda verdade de seu passado eu não deixei por medo de ouvir, não queria saber o que ela tinha aprontado para separa-los e conseguir casar com papai. Não era pra mim interrompe-la e sim ouvido até o final da história.

O carro caminha pelas ruas indo ainda em direção à casa da minha prima, eu estou calado e muito tenso, Ed já perguntou diversas vezes o que eu tenho e toda vez respondo que nada e esta tudo bem, mas ele percebe que tem alguma coisa me incomodando, ele não me pressiona a falar nada e eu agradeço por ele saber me respeitar e entender que não quero conversar.

Minutos depois paramos na casa da tia Elena e todos já estavam nos esperando inclusive Tomás que estava muito bonito também, não podia negar o quanto ele era forte e chamava atenção com seus olhos verdes, mas eu só tinha olhos para Ed.

Eu dispensei Charles para voltar pra casa, de lá iria no carro com meus tios, mas só que Pedro estava no carro dele um Jeep preto e cabia perfeitamente cinco pessoas, então ficou acertado que os jovens iriam num carro só e titia Elena e seu marido Rubens iriam sozinhos atrás por que ainda tinha que ver algumas coisas no mercado e como Luiza sabia o caminho iria indicando e além do mais o GPS não nos deixar se perder no meio do estrada.

Então foi a algazarra pra ver quem iria dirigir; Pedro disse que não queria assumir volante nenhum e sim ficar dando uns amasso no banco de trás com sua namorada; Luiza não reclamou também, pois, estava doida pra ficar se agarrando com o gigante. Tomás foi outro que dispensou o volante e não queria ter dor nas costas para ficar dirigindo durante três horas. Restou Ed que ficou calado mais acabou sobrando pro meu amor que apenas disse que não tinha frescura e encararia o volante. Ele era tão másculo e tinha atitude e isso me deixou excitado.

Nos organizamos para ver nossos assentos, eu iria no banco do carona perto de Ed, agora Pedro, Luiza e Tomás os três no banco de trás. Tudo estava certo e assim partimos ganhando a estrada.

Nas primeiras horas foi bem tranquilo a conversa rolava solta entre os meninos que falavam de futebol e lutas coisa que eu não tinha interesse e por incrível que pareça ninguém implicou com Ed, Pedro estava muito contente e conversava como se conhecesse Ed há anos e até Tomás também.

Fiquei tranquilo por que eles não iriam falar nada do meu envolvimento com outro garoto pra ninguém. Mais mesmo assim não era prudente que eu e Ed ficássemos se agarrando por ai e dar bandeira. Teríamos um limite para fazer essas coisas.

Conversa rolava animadamente entre muitas risadas e gozações, outra coisa que me chamou atenção e sempre tentava evitar era as piadinhas que o primo de Pedro direcionava a mim e os seus olhares também transmitiam um sorriso sem humor e malicioso.

Quando chegamos finalmente o carro para em frente a um enorme portão preto de ferro que abria automaticamente para dentro, o lugar era realmente lindo, muito grande e repleto de arvores que fazia um túnel em caminho para a casa e um prado mais longe aonde podia ver alguns cavalos e bois, nem parecia uma casa comum de campo de uma família rica e sim mais uma fazenda cheia de bois e outros animais.

O caminho de arvores era um pouco distante da casa e mais alguns minutos depois paramos na frente de uma casa clássica e bem construída, uma estrutura moderna e tinha um ar chique já que o pai de Luiza era um Promotor de Justiça que recebia muito bem, a casa era grande e tinha dois andar, uma varanda bem espaçosa em forma de um L que era sustentada por seis enormes pilares do estilo romano. Era muito grande, varias e varias janelas de vidros do chão ao teto com lindas cortinas cor creme, o rosa e branco que cobriam as paredes, portas e janelas davam um sentindo de paz e aconchego.

Ao redor da casa tinha alguns pinheiros onde ouvia os cantos dos pássaros que era incrível poder estar envolvido pela a natureza já que na cidade no local urbano onde vivo não tem toda essa intimidade com o meio natural da vida, então poder sentir o vento frio vindo dos balançar das arvores era muito bom. Também um belo jardim com rosas e flores que eu desconhecia enfeitavam o local, a especialidade de cores e espécies, no chão tinha uma calçada de pedras que se podia andar pelo jardim. Mais para trás especificamente no fundo do quintal soube por Luiza que tinha um lago limpo de agua corrente com um píer onde podíamos andar e tomar banho, além claro da aera de lazer própria onde tinha piscina e churrasqueira.

Ed estacionou o garro na garagem e todos saíram e fomos tirando nossas coisas do porta-malas e deixando na varanda. Luiza chamou Pedro para entrar dentro da casa, ele estava com um violão preto nas mãos, Ed perguntou se ele não se importava de emprestar e disse que não, fiquei impressionado por que não sabia que Ed tocava. Ele passou seus dedos nas cordas e confirmou se estava afinado. Olhei pro lado procurando por Tomás mais ele tinha sumido, esse garoto é maluco e eu preciso ficar o mais longe possível dele.

Fomos conhecer como era por dentro da casa e não tinha como ser mais bonita, tudo era muito bem decorado e elegante, a sofisticação de todos os móveis e detalhes arquitetônicos simplesmente deixava o ambiente bem confortável.

— Essa casa é fantástica Lu! - comentei observando tudo.

— Obrigada! Minha mãe caprichou mesmo na decoração.

— Foi ela quem decorou tudo? - Ed pergunta interessado.

— Sim foi ela é decoradora. - diz minha prima com orgulho da mãe.

Ficamos mais alguns minutos conhecendo cada parte daquela casa incrível, vimos a cozinha, a área da piscina, os quartos, sala de jantar, o escritório complementado com uma biblioteca.

Novamente retornamos para sala principalmente, o único que tinha sumido foi Tomás, Pedro e Luiza conversavam sentados num sofá a nossa frente depois de nosso tour.

— Ainda vamos ter muitos dias para aproveitar a casa, agora vamos lá fora? - chamando minha atenção, Ed fala baixinho.

— Claro.

Estava mesmo com vontade de ir ver onde ficava o lago que Luiza tinha falado então fomos, deixamos o outro casal sozinho na sala e caminhamos por aquele espaço verde enorme que era a casa de campo.

Andamos uns minutos e finalmente vimos um píer feito de madeira bem resistente sobre a água escura do lago, eu e Ed ficamos bem no final da ponta larga retangular olhando para a agua e vendo que tinha alguns peixes, o sol estava fraco e ainda ventava, de repente sinto as mãos dele me agarrando pela cintura e me envolvendo num abraço forte e depois cola nossas bocas num beijo de tirar o folego no qual correspondo.

Eu fiquei ofegante quando acabamos e separamos nossas línguas, olhava para o rosto dele onde tinha uma expressão de felicidade.

— Seus lábios tem o mais bom gosto do mundo! Quanto mais eu sinto o gosto mais viciado eu fico e não consigo parar. - ele sibila sorrindo mostrando seus dentes brancos e eu enterro meu rosto no peito dele sentindo um pouco de vergonha, a forma que ele fala é carinhoso e me deixa assim encabulado.

Mais depois perco logo essa timidez idiota.

— Toma cuidado porque eles podem conter venenos. - alerto em um joguinho sarcástico.

― Ah, é? Então eles podem me matar? – Ed diz me puxando mais para seu corpo e passado seu nariz em meu pescoço. — Então eu vou morrer sendo o homem mais feliz do mundo com o beijo venenoso do meu namorado.

― Ed cala a boca e me beija agora. - queria a boca dele na minha, queria sentir o gosto dele mais uma vez.

— Claro meu garoto veneno.

E nos beijamos novamente loucamente envolvidos em nossa bolha particular, até eu abrir meus olhos e ver aqueles olhos azuis escuros encantadores que me observava com tanta admiração e paixão, eu estava finalmente nos braços do meu amor e nunca estive mais feliz na minha vida.

— Eu te amo. - falei do fundo meu coração.

― Eu também amo você. - então nos beijamos suavemente.

Seus lábios se moldavam aos meus com delicadeza sem nenhuma pressa, seus braços percorriam minha cintura e meus dedos começaram a brincar com seus cabelos. Quando o beijava era como se o mundo parasse ao meu redor e não existisse mais nada além de nós dois. Nada mais importava somente o fato de ter ele ali comigo me deixava satisfeito e completo. Ele era suficiente e capaz de me fazer esquecer tudo.

Esse momento estava tão bom completamente envolvido pelos beijos que recebia do meu namorado. Eu não queria que aquele momento terminasse tudo parecia mais magico e estar assim perto dele me deixava mais leve e muito mais feliz, a vida tinha mais sentindo, o dia ficava mais bonito e eu só sentia uma pura felicidade e não me preocupava com nossos problemas, não ligava para os impedimentos que fazia questão de nos separar.

Mais não podíamos ficar assim muito juntos por conta dos perigos e a possibilidade algum olhar curioso nos visse. Por mais que eu não quisesse o momento magico tinha que acabar.

— Ed aqui não, para... alguém pode nos ver... - disse ofegante pelo o contato maravilhoso de nossas línguas.

— Não se preocupe com isso vamos aproveitar o momento. - falava ainda me puxando pra mais perto.

— Alguém pode ver a gente. Sério pare agora! - ele parecia um grude, eu não estava achando ruim não e sim muito bom, só que tinha mais medo de ser visto.

Afastei meu corpo do dele e fui para a outra ponta do píer e fiquei olhando para a paisagem a minha frente. Ainda era umas dez horas da manhã e o sol não estava quente e ventava.

― Qual é o teu problema? Agora que estamos juntos deveríamos ficar aproveitando. - não acreditei que ele estava falando isso, ele sabia dos perigos que tínhamos em ser vistos, meu deus a mente dele parece não raciocinar os fatos.

— Meu problema é que alguém pode ver a gente. Não podemos ficar nos arriscando! O Tomás sumiu e saiba que ele não pode desconfiar de nada!

— Entendo é que só queria aproveitar mais você. - ele faz uma carinha triste e não resisti.

— Tá tudo bem, sabe quem me dera se eu pudesse passar o dia inteiro assim com você, sozinhos sem ninguém para nos atrapalhar, mas agora não é possível. Não quero ser descoberto pelos meus tios e ainda tem o tomás que não sabe da gente.

Fico exasperado com a possibilidade de alguém desconhecido ficar sabendo e falar para meu pai e descobrir tudo e nos separar. Papai vai surtar e depois esfolar meus ossos. E eu não quero que isso aconteça de jeito nenhum, acho que não suportaria mais ficar outra vez longe dele.

— Eu também não quero. - falou fazendo uma cara ruim. — Imagina que outras pessoas ficam sabendo que eu virei um viado! - diz aquilo como se não fosse nada demais, como ele pode falar essas coisas sabendo que me machucaria, então ele ainda tem medo da reação das pessoas, ainda quer manter sua imagem de garotão fodão do pedaço.

Eu sou mesmo um idiota iludido que nunca pensa nos fatos, nunca pensa na realidade e que vive sonhando como uma garotinha que sonha com o príncipe encantado, ele só quer me curtir no escondido, ele não vai me tratar bem na frente das outras pessoas, isso é apenas aqui quando estamos sozinhos, mas quando voltarmos pra escola ele vai fingir que nem me conhece.

Isso eu não vou tolerar!

— Ah, não. Merda...

— Tem vergonha de ficar comigo?

— Não eu não disse isso Bruno. Não pensa nisso.

— Eu sabia que você é um mentiroso e que nunca teria coragem de ficar comigo em publico por que não quer ser um viadinho com eu sou! - eu grito alterado com meu rosto vermelho de raiva.

— Eu não falei isso que esta pensando! Eu nunca teria vergonha de você! Porra Bruno eu só preciso de um tempo para me assumir viado! − ainda tem a coragem de repetir nem reparando na forma como esta nos classificando, será que ele também não se classifica como um viadinho já que namora outro homem.

Isso que ele vai se continuar comigo. Um gay!

― Então você se decida o que é de verdade. Um homem ou viado seja lá como se classifica! Você fica se aproveitando de mim dizendo que me ama e tudo mais. Você esta mentindo pra mim mais uma vez!

Saio do meu limite gritando e dando uns socos no braço dele.

— Você não está entendendo. Eu vou me assumir mais preciso criar coragem e pensei que você estando comigo me dando força seria mais fácil caramba! - ele segura as minhas mãos impossibilitando que eu bata no seu peito. — Eu não sou gay! Porra eu não sou gay! Eu apenas gosto de você, só de você entende? Mais nos olhos dos outros eu serei visto como um viadinho. Mais eu não sou! - ele vocifera agitado rodando o píer e tenho medo que possa ter um surto como naquele dia na sala de artes.

— Edmundo! Pare com seus preconceitos tolos, você vai acabar com o que temos só por que não quer se classificar como gay. Pare pra pensar melhor. Ainda não se tocou?! Você precisa primeiramente se aceitar!

— Mais eu não sou gay, caralho! Só tu que é viadinho. Eu não sou!

— Edmundo você esta me ofendendo! Não tem o direito de ficar me insultando! - grito já sentindo meus olhos arderem em lágrimas.

Não estou querendo acreditar que ele vai deixar esse pensamento lhe dominar e acabar com o que temos, com que lutamos para construir, esses sentimentos que foram preciso derrubar muralhas para estarmos juntos.

Mesmo que no escondido e no escuro mais estamos juntos e agora tudo vai voltar a ser como no começo, os preconceitos dele vão acabar com a gente.

— O que você quer Beuno? É a primeira vez que namoro outro homem, nunca imaginei estar nessa situação. É difícil pra mim tente você também me entender, porra.

― Eu não estou acreditando! Então por que você mandou aquela porcaria de música, por que mandou aquela maldita mensagem se ainda não tinha certeza do que você quer ser!

― Mais eu tenho certeza. Só preciso de um tempo. Assimilar as coisas. - ele fala como se isso fosse uma justificativa exata para me fazer acreditar e ficar calmo, mas calmo é ultima coisa que estou.

— Ouça bem o que vou te dizer Edmundo. - digo bem firme controlando as minhas lágrimas que querem transbordar dos olhos. — Eu não vou ficar com uma pessoa que nem sabe o que é de verdade, que nem decidiu sua sexualidade. Eu vou te dar mais um tempo, um curto tempo, quero que pense bastante e se decida. Até lá não fala comigo.

Termino de falar sentindo uma forte pontada em meu coração, um aperto que massacra meus sentimentos por dentro. Tudo estava muito bom, estava calmo e meloso demais, e olha que nem duraram dois dias e já tivemos mais outra discussão, uma estupida briga por que Ed não quer se aceitar gay.

Eu dou as costas pra ele e saio do píer correndo para entrar na casa o deixando refletir melhor sobre suas duvidas, sobre as suas confusões.

Jamais pensei que namorar outro cara fosse tão complicado, mas no meu caso é que eu já me aceitei gay e estou contente com o que eu sou, agora Ed não se ver um homossexual, ele sempre teve relacionamentos com mulheres e até um mês atrás odiava e queria matar todos os gays.

Viver no armário vai ser difícil para ele, mas se ele não tiver certeza do que quer eu acho melhor acabarmos tudo que temos e viver nossas vidas da maneira que estava antes. Com ele me humilhando. Ele vai voltar pra ativa de bad boy pegador da escola e eu continuo sendo o garoto tímido de sempre. E esquecemos que um dia tivemos algum envolvimento.

Decidi parar de ficar pensando nesses problemas que só comecei a ter depois que passei a me envolver com Edmundo, minha cabeça estava estourando, minha mente muito confusa.

Fui para meu quarto que ficaria durante essa semana Luiza já tinha me amostrado e expliquei pra ela tudo que aconteceu ela disse que não era pra fazer nada precipitado e que era completamente normal Ed estar confuso e ela esta relativamente certa, meu quarto era o último do corredor, entrei e queria tomar um banho, assim fiz, tirei minha roupa e entrei no banheiro e deixei a agua escorrer pelo meu corpo e cabeça relaxando meus pensamentos.

❇❇❇

POR EDMUNDO

Depois que Bruno saiu chorando mesmo não deixando ver seu rosto e segurando suas lágrimas eu fiquei pensando e refletindo sobre tudo que ele disse. Tudo que falei para ofender e magoar o garoto pelo o qual me apaixonei. Parece muito estranho eu falar que estou apaixonado por um garoto, mas é a mais pura verdade.

Não foi assim rapidamente que eu fiquei caído de amor por Bruno, eu lutei e tentei reprimir esses sentimentos horríveis que comecei a sentir quando o maltratei naquele banheiro, desde esse dia eu não sabia o que estava acontecendo comigo, por mais que ficasse com outras garotas, inclusive transei com a Camily varias vezes pra ver se conseguia esquecer mais de nada para o sentimento novo ir embora e era somente eu ver o garoto loiro tímido que tudo só surgia com mais intensidade.

Quando Bruno foi falar comigo pela a primeira vez na sala de artes, mesmo sendo uma armação para conquista-lo e fazer o vídeo, eu já estava louco por ele, na verdade também eu estava muito nervoso por estar na frente dele e falando com ele, mas eu não queria aceitar aqueles sentimentos que começavam a nascer dentro de mim.

Achei incrível a maneira como ele resolveu me enfrentar e bater de frente comigo não ficando calado para o que falava, ele não expressava medo algum, até que perdi o controle e partir pra cima dele o jogando contra a parede e iria sim dar um soco nele por ele ser tão audacioso e ter coragem de me enfrentar, não ficou calado como nas outras vezes, naquele dia ele estava mais e firme e corajoso e toda aquela marra dele só me deixou mais louco.

Só naquela hora em que eu estava em frente de Bruno o prendendo em meus braços que eu consegui ver o medo estampado no seu rosto, conseguir ver que ele realmente ficou assustado com a minha estupida grosseria e brutalidade. Mais foi lá na sala de artes que tomei a primeira iniciativa de roubar um beijo para confirmar se era real o que estava sentindo.

Foi só eu sentir o sabor dos lábios dele, o gosto da boca dele, eu fiquei louco para comer ele naquela chão, mas não queria carinho eu queria foder ele muito forte e descontroladamente para ele aprender que gay não merece amor que os gays eram criaturas nojentas, queria arrombar o cu dele, mas eu não poderia cometer aquele erro, eu fiquei com raiva dele, sentia raiva de mim mesmo por estar sentindo sentimentos por outro macho. Mais ele tinha um cheiro único, tinha uma essência que me embriagava até os limites mais insofridos.

Agora eu estava aqui sozinho tentando compreender o que acabei de fazer, eu tinha magoado mais uma vez, eu era bom na arte de fazer as pessoas sofrer, mas magoar profundamente a pessoa que mais gosto nessa terra, a pessoa que se tornou a mais importante, eu mesmo sendo esse garoto de 18 anos cheio de marra e não quero admitir para mim mesmo que amo outro homem, eu sei que estou apenas me enganando e que uma hora terei que parar e decidir o que eu quero de verdade. E o que eu quero é Bruno do meu lado, quero ele todo, inteiro na minha vida como meu namorado e o garoto que escolhi para ser meu companheiro.

Mais ainda tem o fato de ninguém saber sobre a gente, meus amigos, tem O Caio que ficará pirado quando descobrir que eu ao invés de machucar o garoto que ele odeia e estou namorando com ele, que eu o amo, Caio nunca mais olhará na minha (embora ele já deva desconfiar por eu ter deixado nosso grupo), na escola ninguém mais vai me respeitar, perderei o titulo do mais popular, não serei mais assediado pelas garotas, tudo vai mudar, eu não queria que mudasse, queria ter tudo que tinha antes mais com Bruno do meu lado.

Quanto a minha mãe eu nem me preocupo se ela ficar sabendo que namoro um garoto já que ela nunca se importou comigo mesmo, meu pai é um bebum fracassado que não pode nem consigo mesmo, estou tranquilo quanto a minha família, Mel é mais uma pirralha e Alana vai entender já que o trabalho dela é pior que a minha opção sexual agora.

Acho que eu no começo era preconceituoso e não suportava os gays, pois ouvia meus amigos diversas vezes comentando que desprezavam esses seres e que todos mereciam levar uma surra para aprender a ser homens e deixar de ficar fazendo porcarias, que todos eram imorais e que iriam queimar no inferno por se relacionarem com outros homens, que era um desrespeito de suas partes a lei de Deus, então eu vendo e ouvindo todas essas indagações deles também comecei a ter essa visão dos homossexuais e quando percebi de longe que Bruno era um eu fiquei louco e possuído de raiva que queria mata-lo. Mais só que eu já estava começando a sentir todos os sintomas da paixão, estava começando a sentir amor por aquele garoto loiro dos olhos azuis, aquele garoto tímido que me deixa a cada dia mais apaixonado e nem sei o que seria de mim se eu o perdesse de verdade.

Preciso encontra-lo para pedir desculpas por ter sido um idiota e falado aquelas palavras ofensivas para ele, eu já me decidi e estou mais que certo do que eu quero pra minha vida, estou quase certo do que eu realmente sou e não quero mais ficar nas duvidas sobre a minha própria sexualidade indefinida que virou um enigma rapidamente em poucos dias. Mais agora que eu sei que nada mais importa a não ser o fato de ter a pessoa que amo ao meu lado sou capaz de enfrentar todos para tê-lo perto de mim e será isso que irei fazer.

Ainda estava sozinho no píer pensando então levantei do chão e saí correndo para a casa que ficava a uns cem metros, era um lugar calmo e ótimo para ficar sozinho e eu precisava daquele momento somente sozinho e quieto definiria de uma vez tudo que estava uma confusão na minha cabeça, mas agora tudo já tinha sido esclarecido e eu estava certo das minhas escolhas, já estava ciente que eu era podemos dizer que não era rotulável. Não tinha um gosto, claro que ainda curtia uma boa mulher mais se eu tivesse Bruno do meu lado só ele me bastava e iria suprir minhas necessidades.

Estava entrando na casa quando percebo uma agitação em baixo aquele cara chamado Tomás segurando Bruno em seus braços e o mesmo parecia meio machucado, estava um pouco vermelho e desconfortável com alguma dor que sentia obviamente em seu braço esquerdo e logo fiquei preocupado.

Avancei a sala apressado para ajudar o meu loirinho e tira-lo dos braços daquele cara que o segurava e o olhava de uma maneira que não me agradava nem um pouco.

— Posso saber o que aconteceu? - eu perguntei cheio de raiva e ciúme e logo os dois se assustaram e olharam para mim espantados.


Notas Finais


Hmmm. Com Tomás na área o que será que aconteceu hein???


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