História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 17


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 12.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei. Desde o último capítulo muita coisa aconteceu e agora ficamos cm a continuação do ramance de B & E.

Capítulo 17 - Bebidas, brigas e o jogo da régua


Fanfic / Fanfiction Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 17 - Bebidas, brigas e o jogo da régua

A manhã estava linda, a luz do sol refletia sobre as copas das arvores altas, os pinheiros balançavam como numa dança, o ar tinha um frescor único e natural, eu precisava ficar relaxado e esquecer o que aconteceu há poucas horas no píer.

Decidi que não forçaria ninguém a ficar comigo só por se sentir obrigado e talvez até com pena de mim por nunca ter encontrado uma pessoa que se interessasse de verdade por mim, mesmo não sendo um garoto muito assediado por garotas e rapazes, eu chamava atenção na rua às vezes por minha beleza masculina exclusiva e única mais nunca me importei e não dava atenção para as insinuadas que recebia, sabia que era apenas desejo que sentiam por mim, nunca levariam a serio uma relação amorosa com um garoto como eu, tímido e vergonhoso. Mais eu já estou superando essa minha restrição e medo de tudo, preciso encarar o mundo e principalmente as pessoas de frente não me rebaixar para ninguém.

Tinha resolvido dar uma volta pelo campo da fazenda e ver o que tinha pelos arredores, não teria coragem de me aventurar muito longe já que o lugar tinha uma extensa expansão e parecia não ter fim. Fui caminhando pelas calçadas de pedras, paralelepípedos encaixados perfeitamente uns nos outros, caminhei pelo jardim vendo as flores e bem no meio tinha um chafariz que jorrava agua como uma fonte, era lindo o lugar, depois de mais alguns minutos decide ir um pouquinho mais além, queria comer alguma fruta, então fui avançando mais pra longe até chegar onde tinha vários pés de manga, era bem baixos e dava muito bem pra mim se aventurar subindo.

Nunca tinha subido numa arvore antes mais pra tudo tinha uma primeira vez e aquela seria a minha.

Preparei meu corpo e mente para subir naquela arvore e rezei para que nada acontecesse, assim depois de minha reza mental coloquei minha mão no tronco grosso da arvore e com meu pé esquerdo impulsionei força e subi ficando em cima da arvore. Tinha conseguido!

Fiquei muito contente de mim mesmo, agora que tinha conseguido a parte mais difícil era só trocar de galho e procurar uma manga bem madura para eu comer. Quando estava me preparando para pegar uma manga de um cacho que estava bem acima da minha cabeça levo um susto com a voz forte que soa lá de baixo.

— Você ficou maluco Bruno! Vai cair dessa arvore!

Olhei pra baixo e vi a figura do Tomás com seus braços cruzados e a expressão seria parecendo preocupado.

Esse garoto chato estava me perseguindo e agora também queria me ditar ordens, era o que me faltava ainda pra completar meu dia.

— Quer me matar de susto?! - eu gritei respirando ofegante colocando a mão no coração, ele começou a rir de minha cara assustada.

Esse garoto sempre me atazanando!

— Foi mau lindo, não queria assustar você. - falou ele na sinceridade mais também com seu jeito desinibido de ser.

― Mais assustou!

― Você não vai mesmo descer? - ele perguntou de novo gritando como se eu tivesse a metros de distancia sendo que a arvore nem era tão alta assim.

― Não eu não vou! - também grito e nem olho pra ele e me concentro em minha manga que parecia ser muito saborosa.

― Então eu vou subir! - avisou e eu nem dei mais atenção.

Estava entretido com minha fruta pronta para mim devorar quando sinto a presença de um corpo, um corpo quase do mesmo porte que de Ed, Tomás tinha mesmo subido e agora estava em cima de uma arvore junto comigo. Isso era perigoso.

― Você subiu mesmo? - questionei por que aquele menino era impossível de lidar.

― Falei que ia subir. - com o jeito malandro respondeu.

Fiquei calado não querendo conversar com ele afinal nem tinha assunto, mas ele é persistente e muito curioso também quando solta sua outra pergunta.

— E onde está aquele cara que você convidou? - ele pergunta por Ed.

— Está andando por aí. - respondo curto e demostrando que não estava a fim de falar nesse assunto.

— Hum, você não quis se juntar a ele? Quer dizer não quis ir com ele andar por aí... - fala como se jogando uma verde bem direta para cima de mim, e o seu olhar era marcante e bem intenso, parecia que Tomás queria furar a minha alma para arrancar a verdade.

Acho que ele esta desconfiando que exista algo entre mim e Ed, eu disse para Luiza e Pedro não comentar nada com ele. Mais agora ele estava aqui todo intuitivo talvez já tenha visto a gente junto e por isso esteja falando dessa forma comigo tão insinuante.

Eu fiquei nervoso para responder essa pergunta vinda tão indiscretamente, olhei para o outro lado desviando nossos olhares.

— Isso soa tão imprudente. Também não é da sua conta! - rebato essa pergunta indesejável.

Ele ainda sorrir debochando da minha cara, que audacioso era esse garoto.

— Vocês dois parecem ter algo, uma cumplicidade... - tenta achar uma justificativa, mas ele não conseguiria arrancar nada de mim com essas suas insinuações baratas, até por que eu sabia que Tomás supria interesses por mim isso era evidente.

Já não bastava Guilherme e vem outro.

— Isso é completamente normal já que somos muito amigos, nada, além disso, coisa normal entre dois amigos... - disfarcei e ele iria cair já que não sabe nada a respeito do vídeo por não estuda na minha escola.

— Hum, vou fingir que acredito. - ele diz com insolência e estava com uma expressão irritada.

Ele era uma pedra no sapato literalmente falando. Já sabia que cuidado seria pouco para não dar bandeira e esse curioso meter sua cara nas coisas que não era da sua conta.

Minha manga estava na minha mão e ainda não tinha dado nenhuma mordida. Fiquei muito atento para responder essas perguntas de Tomás, não podia falhar, agora queria descer de cima dessa arvore por que já estava ficando desconfortável.

― Eu vou descer. - avisei e fui logo mexendo meus pés tentando não pisar em um galho podre.

― Cuidado pra não cair e quebrar a cara! - ele não calava sua boca jogando essas palavras grossas pra cima de mim.

— Cala boca seu grosso! - eu rebato não querendo calar a minha voz para um garoto intrometido e que parece nem ter modos.

— Grosso é o meu pau! E você pode se machucar se caí daqui de cima e eu só estou preocupado. - ele volta a falar com a voz seria.

— Nossa que educação, o que eu fiz para você, hein?

― Você apareceu no meu caminho e estou tentado...

― Eu? Você que apareceu no meu, se enxerga seu otário! - continuava rebatendo as baixarias e implicações que Tomás jogava contra mim, mesmo tentando descer da arvore, estava quase no final faltava só pular o tronco que tinha uns dois metros.

Pulei de cima da arvore nem pensando na altura e que pudesse me machucar e por esse pensamento idiota e sem noção, acabei caindo de mau jeito por cima do meu braço esquerdo com o impacto no chão doeu pra burro, sentir que a força e o atrito que meu braço fiz ao se chocar na terra ofendeu algum nervo e deslocou fazendo eu sentir essa dor absurda.

― Ai meu braço! - grunhi apertando o meu braço machucado, a dor era rascante.

— Olha seu desastrado! Eu falei que ia se machucar! - Tomás chegou do meu lado para me socorrer e estava mesmo preocupado.

― Falou, falou, estava rogando é praga seu macumbeiro! De tanto ficar falando que eu acabei caindo!

― Estava tentando avisar já você é todo molenga! - ele não ficando calado e eu ainda deitado no chão sentindo a dor no meu braço lateja.

De repente sinto braços me levantar do chão e envolver minha cintura.

— Ei, para! O que pensa que esta fazendo?! - protestava sucumbindo meu corpo.

― Estou te ajudando. - disse simples e nem se importando e foi logo andando comigo nos seus braços.

― Não quero tua ajuda. - estava possesso com a audácia dele.

― Cala boca e fica quieto.

— Eu machuquei o braço e não o pé!

Depois fiquei calado e ele também não diz mais nada, assim ficamos ele saiu comigo nos seus braços que eram fortes. Ele entrou comigo carregado na casa respirando fundo, assim que pôs no chão sair batendo o pé com raiva e procurei me sentar no sofá marrom e comecei a massagear meu braço machucado para aliviar a dor.

Estava sentado quando sinto a presença dele entrando pela a porta, eu sabia que era o Ed, e quando eu ouço sua voz não tinha mais como negar.

— Posso saber o que aconteceu? - tinha um tom de preocupação na voz e um pingo de ciúme também.

Olhei para ele como se dissesse: Ah, agora esta preocupado? Deveria estar pensando sobre tudo que tinha falado pra mim mais cedo e não ficar com tom evidente de ciúmes.

― Eu caí do pé de manga e machuquei o braço. E agora me da licença por que preciso tomar um banho e passar um gel nesse meu braço machucado.

— Espera você esta mesmo bem? - pergunta Ed.

— Eu já estou melhor. Só preciso de um bom banho e descansar um pouco.

Era mentira eu ainda sentia dor mais não queria ninguém perto de mim. Então depois disso subi as escadas e finalmente entrei no quarto.

Tirei minha roupa e fui para o banheiro, quando terminei vestir uma roupa casual para ficar mais relaxado e senti um cansaço e decidi dormi um pouco e assim também ajudaria a melhorar rápido meu braço que massageei com o gel.

Deitei naquela cama parcialmente grande e dormir tranquilamente.

✳✳✳

Acordei perdido no tempo, não sabia que horas era e parecia que já era tarde, pois, a luz do sol já não brilhava muito, meu estomago começou a ronca de fome. Levantei da cama me espreguiçando e caminhei até a janela, abrir a cortina leve e realmente já era quase noite. Eu tinha dormido a tarde inteira.

Decidi sair do quarto e ao abrir a porta pude ouvir bem baixo o timbre forte da voz de meu pai, incrível como dentro quarto não se ouve nada parece até aprova de sons. Desci as escadas e fui até a sala de jantar dá um sinal de vida.

Encontrei Luiza sentada no sofá junto com Pedro, estavam comportados envolvidos numa conversa tranquila e por incrível que pareça Tomás também estava calado, o único que não fazia presença era Ed e eu fiquei me perguntando onde ele estava.

― Acordou belo adormecido? - como sempre as palavras sem importância vem de Tomás. O ignoro por que não estou com paciência para brincadeiras.

― Você já se olhou no espelho? – pergunta Luiza e tinha um sorriso no rosto.

O que tinha dado neles mesmos? Sinceramente esse comportamento estava começando a me irritar completando que meu dia não foi um dos melhores.

Cheguei aqui pensando que teria um momento sozinho romântico com meu namorado, mas não aconteceu, tudo que fizemos foi ter outro desentendimento gerado pela intolerância de Ed em não querer se aceitar gay.

Nós dois precisávamos desse fim de semana para nos relacionar e criar um verdadeiro vínculo de casal, coisa essa que ainda não temos, nosso começo não foi um dos mais perfeitos, nossa interação turbulenta demais e regada de indiferenças, Ed só veio descobrir o que sente por mim agora, então é muito recente e novo para ele. Enquanto eu já sou diferente, eu amo o Ed desde o primeiro momento que o vi.

Agora tudo que desejava era uma reconciliação justa, iria ouvi-lo primeiramente antes de dizer qualquer coisa, não queria mais nos afastar. Naquela hora no píer eu fiquei revoltado e chateado de ouvi-lo falar daquela forma.

Ainda continuava de pé encarando aqueles três que olhavam para mim como se eu fosse um palhaço fazendo uma apresentação divertida em um circo.

― Não eu ainda não me olhei no espelho, por quê?

― Teu cabelo está pior que palha seca de milho. - disse Pedro e os outros dois começaram a rir da minha cara.

Passei a mão em meu cabelo com a intensão de desembaraça-lo.

― E agora ficou melhor? - perguntei.

― Sim. - respondeu minha prima.

― E onde esta o Ed?-− esse era quem eu procurava e queria ver já que não suporto mais essa distancia que coloquei entre a gente desde de manhã.

― Está sentado na espreguiçadeira. - diz Lu e ela sabia muito bem o porquê de minha agonia em quere ver meu namorado.

― Vou lá falar com ele.

Quando cheguei ao terraço à noite estava fria e silenciosa, somente o cantar dos grilos eram o único barulho e sozinho de olhos fechados Ed repousava numa espreguiçadeira branca na beira da piscina onde brilhava com luzes florescestes dentro.

— Ed! - chamo a atenção dele, assim que ele ouve a minha voz abre seus olhos que encontram os meus. — Podemos conversar um pouco?

Ele assentiu e então fui para uma espreguiçadeira me sentar ao seu lado.

Ele estava apenas com uma bermuda e sem camisa mostrando seu peitoral forte, seus cabelos castanhos secos caindo na sua testa, a pele mais branca que o normal, Ed estava lindo e eu senti uma necessidade de abraça-lo e sentir o seu corpo grudado no meu mais eu me contive.

— Oi. - falou meio tímido temeroso.

— Oi.

Era um momento meio que complicado para nós dois já que pela manhã tivemos outra briga, a razão que ele não queria se aceitar gay e ainda me ofendeu chamando de viadinho. Não gostei nada de ser chamado de um animal com chifres.

— Como está seu braço? - pergunta para quebrar o clima silencioso já que ficamos calados por alguns minutos.

— Milagrosamente ficou bom, acho que foi apenas uma dor momentânea.

Ele olhou para mim serio, ficou me fitando com aqueles olhos azuis que me encantava. Tinha certeza que ele queria falar alguma coisa mais estava com medo.

— Olha sobre hoje de... - quando ia começando ele me interrompe.

— Eu fui um idiota falando aquelas bobagens para você, já deveria estar ciente do que eu sou, agora nada mais importa, eu vou me assumir, e enfrentar todos pra ficar com você, foi errado falar que você é um viadinho e muito menos ter gritado contigo daquela forma. Eu espero que me desculpe mais uma vez, eu sei que nem mereço mais eu fiquei me sentindo muito mal com tudo que falei.

Ed se explica rapidamente como sempre faz quando estar nervoso.

— Tudo bem, eu só não gostei por que não gosto quando me ofende e isso você já fez bastante, e me desculpa você também e compreendo perfeitamente que não continuaremos mais juntos, eu já estou tentando me conformar que você vai me deixar pra voltar a sua rotina de sempre.

Falo tudo isso sentindo um aperto enorme afligir meu coração, eu queria morrer ali e dar na minha cara mesmo por não implorar para ele não deixar a sua insignificância e o seu preconceito acabar com o que tínhamos de tão bom, o nosso amor, a forma como éramos perfeito um para o outro, a ligação extrema que tínhamos quando estávamos juntos, não queria que tudo isso acabasse, não queria ter que dar um em tudo, ele foi a melhor e a pior coisa que já tinha acontecido na minha patética vida adolescente.

Queria chorar por ver que ele nem falou nada, abaixei minha cabeça por que eu já sentia minha vista ficar embaçada, as lagrimas já inundavam meus olhos e escorriam pelo meu rosto. Quando de repente senti mãos frias pegarem e levantar delicadamente meu rosto para cima.

— Por que está chorando, meu loirinho? - Ed diz segurando meu rosto em suas mãos, eu apreciava o contato que sua pele fazia na minha.

Decide falar a verdade e não esconder dele.

— Por que eu não quero perder você. - quando disse isso ai que eu comecei a chorar mesmo, as minhas lagrimas escorriam e caiam na mão de Ed.

— E quem disse que você vai me perder. Você não ouviu o que eu disse? - ele pergunta com muita convicção, olhando serio em meus olhos.

— Mais você não vai querer namorar um viadinho. Como você mesmo disse que é macho e nunca vai aceitar se tornar um gay, por que será isso que você vai ser caso ficássemos juntos.

— Amor, eu já me decide e sabe de uma coisa? - diz ele em tom enigmático.

— O que é? - pergunto.

Ele sorrir de forma doce para mim, isso me tranquiliza um pouco mais não muito, pois, temo para sua resposta uma coisa negativa e definitiva.

— Eu percebi que sem você eu nunca conseguiria ser feliz de verdade, eu já me tornei dependente do seu amor meu lindo, eu amo você demais para me importa pra opiniões dos outros, eu posso até mudar para todas formas possíveis, mas eu só mudo por uma pessoa, e essa pessoa é você Bruno, eu te amo demais meu amor.

Não consegui mais segurar minhas emoções e ali mais uma vez ele conseguia fazer com que eu me apaixonasse mais uma vez e dessa vez tinha certeza que seria por longos anos e que nunca deixaria de ama-lo por que era impossível outra pessoa entrar em meu coração.

Levantei do meu canto e lhe dei um belo abraço bem apertado, quase sento em seu colo mais não poderia fazer já que tinha pessoas dentro da casa, eu passei minhas mãos pela costa de Ed alisando sua pele, o corpo dele exalava calor, ele tinha desejo por mim e eu por ele, ele me queria e eu também o queria muito. Devagar e discretamente eu passei minha boca em seu pescoço e deixei um beijo molhado, subi para cima perto de seu ouvido falei baixinho.

— Eu te amo, eu quero muito sentir você. - murmurei e pude sentir um leve arrepio na pele dele, um gemido sofrido saiu de sua boca, ele estava morrendo de vontade também.

— Amor, não isso por que sentir você é o que mais quero, mas é arriscado por enquanto, mas não se preocupe por que na hora certa nós iremos nos amar da forma mais perfeita do mundo, quero fazer amor com você e não uma simples foda. Eu te amo demais para te tratar com desmerecimento.

As palavras dele me tocam profundamente, ele tem suas crises de machismos mais é incrivelmente doce quando quer.

Nos separamos do abraço e volto para meu lugar, ele esta com um sorriso sacana em seu rosto, esta mais relaxado e feliz, eu também estou me sentindo mais leve agora que acertei meu namoro com o meu amor.

Sentia que tudo ficaria bem daqui pra frente. Pelo menos assim eu esperava que fosse.

Fomos chamados para dentro pela minha tia Elena informando que o jantar estava pronto, Ed levantou e eu também, ele estava mais feliz e relaxado antes de entrar na casa nos beijamos e depois nos juntamos aos outros na mesa onde rolava uma conversa calma e o clima era muito agradável, estava me sentido bem agora e toda essa harmonia só servia para me deixar mais feliz. Os problemas nem vinham em minha mente, a descoberta de que a mãe de Ed é a mesma mulher que papai foi apaixonado um dia e que mamãe odeia com toda força nem perturbava minha mente e isso era muito bom.

Titia Elena era uma mulher muito mais feliz e parecia amar muito seu marido, os dois tinham carinho e falavam com a gente como se fossem dois adolescentes, sorriam das piadas feitas por Tomás, eles tinham uma harmonia muito diferente da minha mãe. Eu estava gostando muito de ficar esses dias aqui apesar da minha pequena briga com Ed.

Quando terminamos de jantar Luiza inventou de assistir um filme de terror na sala e todos concordaram, o filme escolhido foi “A morte do Demônio”, esse filme é a tortura psicológica é o pesadelo para aquelas pessoas que são fracas para cenas agoniantes que nos deixam assustados por um mês sem conseguir dormir a noite e eu como um medroso fiquei muito assustado nas cenas mais feias e Tomás sorria pra mim e o ignorava toda vez que ele fazia.

E assim nesse clima descontraído foi a nossa primeira noite na casa de campo. No fim todos fomos dormir, eu fiquei num quarto juntamente com Ed e ninguém iria desconfiar de nada mesmo por que Pedro e Tomás também dormiriam no mesmo quarto e Luiza sozinha já que ela era mulher, era a quantidade certa, mesmo a casa sendo grande só tinha quatro quartos.

Naquela noite não rolou nada entre mim e Ed, eu por mais que quisesse transar com ele, não me sentia muito a vontade depois de tudo que aconteceu, isso acabou despertando uma insegurança dentro de mim, o bom era que ele me respeitava e eu adorava sua compreensão. Naquele noite dormimos apenas abraçados e confortáveis e felizes por estarmos um na companhia do outro.

✳✳✳

Acordei quando senti a luz da manhã invadindo as cortinas brancas do quarto que balançavam com o vento que entrava pela janela, a claridade logo incomoda a minha vista e não consigo mais dormir, eu tinha tido uma noite muito tranquila depois que Ed chegou e ficamos fazendo carinho um no outro e acabamos dormindo juntinhos, agora eu estava aqui na cama com a minha cabeça repousada em cima do seu peito quente e cheiroso que subia e descia conforme a sua respiração. Olhei para seu rosto lindo e ele dormia numa perfeita paz.

Não queria ainda acorda-lo e por isso fiquei do seu lado admirando a sua feição delicada e ao mesmo tempo máscula com uma leve barba ralinha que nascia, ele era realmente lindo e me fazia soltar suspiros diversas vezes. Como ele podia ser tão perfeito assim em questão de aparência? Eu me perguntava mentalmente indignado se o que eu estava vivendo era mesmo uma realidade. Tinha o garoto mais lindo ao meu lado e isso não parecia real.

É difícil de imaginar algo assim esta acontecendo, eu nunca, nem nos melhores dias da minha vida imaginaria estar apaixonado por alguma pessoa, estar perdidamente apaixonado da maneira como eu estou, e o pior, ou melhor, é que essa pessoa também é apaixonada por mim.

Estava me sentindo feliz e comecei a acariciar aqueles fios de cabelos castanhos acobreados brilhosos e sedosos, eram macios e tinha um cheiro de xampu masculino, e ele mesmo dormindo como uma pedra parece ter sentindo o toque de minhas mãos. Um sorriso lindo surgiu em seus lábios. Fiquei encantando com tamanha beleza.

― Acorda! Vamos Ed, acorda! - falava sacudindo e dando uns tapas nos seus braços.

Com essas sacudidas ele se virou pra mim ainda com seus olhos fechados.

― Poxa amor, o que foi? - disse com sua voz abafada e virando seu rosto para outro lado querendo que não o incomodasse.

Era um folgado que gostava de dormir até tarde, isso estava muito na cara e olha que essa era a primeira vez que dormimos juntos e tinha sido uma noite maravilhosamente bem dormida, senti os braços fortes de Ed envolvendo a minha cintura, era um conforto e uma proteção nunca sentida antes por mim e estava amando todo esse nosso envolvimento assim repentino mais muito magico.

― Levanta temos que ir tomar café. - insistia e via que ele não estava nem um pouco a fim de sair dessa cama e eu começando a ficar irritado. ― Levanta logo! - insisti mais uma vez alterando a minha voz.

Ele somente riu da minha cara e de repente me puxou o que me fez cair em cima de seu peito e como fiquei irritado tentei me esquivar de seus apertos mais ele não me deixava e passava a barba em meu pescoço me deixando arrepiado.

― Não eu só vou se você me der um beijo bem gostoso meu lindinho. - disse todo manhoso.

― Não você é muito preguiçoso Ed! - falei fechando a minha cara igual um garotinho birrento.

― Não vai não, amor? - diz ele me chamando com sua voz rouquinha e sexy e fazendo aquele biquinho lindo mostrando seus deliciosos lábios rosados irresistíveis mais eu não faria sua vontade.

― O que foi? - olhei naquele azul intenso que era seus olhos brilhosos mais agora nessa manhã eram carregados de malicias.

― Sabia eu acordei cheio de tesão essa manhã, sente só. − não estava acreditando, somente quando senti algo duro crescendo entre minhas coxas que estavam no meio das pernas dele.

Ele estava ficando com seu pau duro por estar sentindo minha bunda roçando na cintura dele.

― Edmundo! - repreendi e ele me deu uma piscadinha safada. ― Isso não agora de manhã! Anda levanta logo.

― Puxa amor você é mau! - disse fazendo dengo.

― Mau nada seu safado! Você que acordou de pau duro!

― Ereção matinal todo homem tem! - essa explicação barata e antiga dele não era a mais adequada sabia que ele já estava louco para transar comigo e só queria arrumar desculpa.

― Eu sei que isso é mentira e você está louco pra... − parei não conseguindo terminar minha frase.

― Louco pra que amor? - querendo saber o final de minhas palavras Ed vira meu corpo e deixa o dele mais pesado por cima do meu e fica olhando para mim especulativo.

― Ai Ed não me faça falar. - fechei meus olhos por que não estava suportando ele me encarando num jeito tão malicioso, sentia muito medo quando olhava pra mim desse jeito e eu sei que ele é muito experiente enquanto nunca não sei de nada sobre como fazer nada hora do sexo e tenho medo da nossa primeira vez e acabar fazendo alguma coisa errada.

Pior ainda que não consiga satisfazer Ed e ele não ficar satisfeito comigo. Eu não quero perde-lo então tenho que começar perder essa minha timidez para assuntos eróticos e começar a ser mais ousado.

― Ah, não! Agora eu quero saber. Diz pra mim amor. - falava ele na sua insistência e puxava mais meu corpo para ficar debaixo do dele e ainda sentia seu pau duro agora na minha barriga e sabia que meu rosto estava queimando no vermelho vergonha máxima.

― Eu... eu sei que você está querendo é me comer...

― Bem isso não é mentira. Eu quero muito experimentar o sexo com você loirinho. - ele soa bem realista e não esconde o que quer de verdade, por um lado é até bom saber que ele sente desejo por mim, mas eu não quero que seja apenas desejo, quero mais que isso.

― Ed... eu não sei... tenho medo sabe? - confessei e abaixei meus olhos com vergonha de olha-lo nos olhos e ele perceber minha insegurança.

― Não precisa ficar quando acontecer vai ser especial. Não vou pressionar você a fazer se não quiser. - isso até me deixou mais tranquilo, ele era compreensivo e ficava muito feliz sabendo que teria um tempo para me preparar e criar mais coragem.

― Eu entendo, mas acontece que eu nunca fiz isso com alguém e sou inexperiente e morro de medo de fazer algo errado e não o satisfazer você como deseja.

― Não fique assim meu amor... No momento certo você saberá como fazer e de qualquer jeito ficarei satisfeito porque será com você.

Não resistir mais só ficar ouvindo toda a compreensão dele e não fazer nada passei meus braços pelo pescoço de Ed e puxei sua boca trazendo de encontro a minha e iniciamos um beijo calmo e cheio de muito amor.

Depois dessa conversa sobre minhas inseguranças para nossa primeira vez fazendo sexo eu e Ed fomos tomar banho, sim juntinhos no mesmo banheiro e era muito tentador ver ele na minha frente todo molhado e as gotas de agua escorrendo por aqueles músculos rígidos e a pele dourada num bronzeado natural que só me deixava ainda mais desejoso de correr minha língua pelo seu peitoral cheio de gominhos, ele tinha uma fina linha de cabelo que descia do umbigo para baixo e acabava nos pentelhos ao redor de seu pênis, Ed era muito bem dotado e seu tamanho me deixava um pouco assustado de saber que um dia aquilo tudo estaria dentro de mim pela primeira vez.

Quando estava quase terminado nosso banho maravilhoso com Ed passando suas mãos pelo meu corpo, ele fez questão de me ensaboar inteiro e durante esse momento corria sua palma por toda minha pele sem pressa alguma e parecia me adorar, incrível mesmo foi quando ele chegou nas bandas da minha bunda e começou a aperta-las com força e ia separando-as com cuidado e eu sentia um tesão alucinante querendo me dominar.

Ele estava também muito excitado por que o seu pau duro estava quente quando sem querer minha mão o tocou de leve e rapidamente retirei me sentindo constrangido. Ed sorriu com minha súbita vergonha e sem hesitar ele pegou em minha mão e direcionou para o meio de suas pernas e quando menos espero estou tocando naquele musculo grosso e muito quente que pulsava através das veias azuis destacadas, a cabeça totalmente vermelha pra fora soltava um liquido transparente, não sabia o que fazer, estava tocando pela primeira vez o órgão genital de outro homem e era a melhor sensação da minha vida.

Devagar comecei a fazer um movimento naquele pau pra cima e pra baixo o masturbando e sentia os músculos de Ed se contraindo e ele soltava um gemido rouco do fundo da garganta, ele estava louco de tesão e não conseguiria se segurar muito e sabia que acabaria gozando, eu estava em pé e ele na minha frente e foi descendo passando suas mãos por minha cintura como modelando as curvas e parou na minha bunda novamente só que dessa vez ele abriu as bandas e devagar desceu um dedo e tocou bem na minha entrada e senti um lampejo com o toque, era gostoso, vendo que gostei Ed prosseguiu passando mais dois dedos na minha portinha e tentava penetra-lo para dentro de mim só que eu não estava permitindo e não queria ainda sentir os dedos dele dentro de mim e assim nesse clima gostoso ficamos nos tocando e conhecendo melhor nossos corpos sem ter tido nenhum avanço mais.

O banho tinha sido delicioso e eu estava muito contente por ter tido a experiência de tocar no pênis do meu namorado, Ed permitiu me mostrar esse lado erótico de nosso relacionamento e logico que foi curto mais não queríamos avançar muito por conta de minha insegurança, porem só de sentir os dedos dele tocando meu ânus foi avassalador e nem imagino quando for outra coisa maior e muito mais grosso.

Depois nos arrumamos todo tempo sorrindo um para o outro e descemos para tomar café na mesa junto com os outros que estavam animados conversando sobre o que seria feito durante o dia de hoje sendo que amanha teríamos que voltar para a cidade por que segunda-feira começa nossas rotinas normais depois do feriado.

Após o café da manhã cada um ficou com uma atividade para fazer, eu não queria ir andar a cavalo já que morria de medo desses animais então dispensei o convite feito por Ed que montaria em um pela a primeira vez e seguiu para o haras com Pedro, Tomás e o marido da tia Elena que ficaria na casa para ajudar a empregada preparar o almoço, quanto a mim e Luiza decidimos apenas ficar andando livremente conhecendo a extensão do campo já que ainda não tinha explorado nem a metade.

Saímos pela frente fui envolvido pelos os ventos que vinham dos pinheiros que rodeavam as partes laterais da casa e fui andando com Luiza ao meu lado sem ter uma direção certa. O local era muito bonito pela a manhã, o cheiro fresco do ar e o cantar dos pássaros enchiam meus ouvidos, tudo era relaxante e me dava mais um sentido de paz.

― Então como foi sua primeira noite com o Edmundo? Rolou alguma coisa?

Assim que chegamos debaixo de uma grande arvore com muitas folhas secas marrons caídas no chão e com grandes raízes pra fora. Sentei eu e Luiza para poder conversamos tranquilamente sentindo a brisa ventilada da manhã.

― Luiza! Por Deus não seja indiscreta e curiosa! Mas pra tua informação não rolou nada.

― Como não? - diz ela surpresa mais era indignação mesmo.

— Só não rolou.

― Pensei que fosse rolar já que ficaram sozinhos no mesmo quarto a noite toda e ainda mais que, me desculpa, mas Ed é um gostoso.

― Deixa de ser desinibida! Eu não quis que rolasse e ele também não forçou nada pra tu saber.

― Nossa jurei que ele fosse mais safado! Então o jeito cafajeste dele só é fachada?!

― Não nós só não quisemos mesmo, e hoje pela manhã ele tinha acordado excitado e conversamos sobre a minha insegurança que tenho a despeito da nossa primeira vez.

― Você tem medo esse é o problema?

― Não é bem um problema, e sim uma restrição minha em querer um tempo para me preparar e também não quero perder minha virgindade de qualquer maneira.

Lembrei que no motel eu estava pouco me importando com isso de esperar, mas depois daquele dia eu fiquei mais inseguro.

― Minha nossa Bruno. - exclama afoita. — Passou à época que virgindade era imagem de “moça pura”, ninguém se preocupa mais com essas coisas de romantismos e principalmente os homens tudo que eles querem é satisfazer o prazer e curtir aquele momento, só isso.

Pelo modo tão desprovido que Luiza fala ela julga que o sexo é apenas um momento de prazer que dura alguns minutos e depois fica na mesma, mas para mim não é assim que vejo as coisas.

― Mais eu me preocupo! Afinal de contas serei eu que suportarei todo aquele troço dentro do meu rabo!

― Não dói tanto assim como pensa, apenas no inicio, pois, dilata a entrada para assim poder receber o tamanho do teu parceiro e logo vai passando e dando lugar ao prazer e aí quando tiver nessa parte meu filho vai querer é que te arrombe.

Numa desventura cafona ela fala tudo e depois olha pra mim vendo a minha cara assustada e desaba a rir.

― Nossa Luiza não sabia que você estava tão por dentro do assunto!

Realmente não estava reconhecendo esse lado tão saidinho da minha prima. Dias atrás ela não falava dessa maneira tão cheia de ousadia.

― Eu sou sonsa querido! E todos dizem que as sonsas que são as piores e estão muito certos por que quando estou trepando faço um escanda-lo.

― De sonsa você não tem nada! Mas então quer dizer que não é mais virgem? Desde quando?

― Há um mês quando conheci o Pedro, meu amor àquele cara alto que esta essa hora andado a cavalo é um tarado e muito esfomeado por sexo.

― Jura? Ele nem aparenta ser um pervertido.

― Nem digo às coisas que já fizemos desde que ele tirou minha virgindade.

― E nem quero saber por que já estou apavorado e do jeito que você fala vai me deixar mais inseguro, mesmo que pra você pareça ser a coisa mais gostosa do mundo.

― E é querido! Sexo é vida!

― Por enquanto não posso falar o mesmo por que ainda não experimentei.

― Mais vai logo, logo por que Edmundo parece um tipo de garoto que nunca ficou sem sexo, sabe disso né? Ele tinha a garota que quisesse e a vida sexual dele é ativa há anos luz que a tua Bruno que é virgem, acho melhor liberar logo pro cara se não ele vai ficar frustrado e procurar alguém que dê sexo a ele.

Refleti um pouco nas palavras da minha prima pirada e constatei que ela tinha realmente razão, já ouvir diversas vezes mulheres falando que quando os homens não transam com suas mulheres, pois as mesmas se queixam de cansaço e indisposição muito saem e acabam transando com uma qualquer na rua e daí que vem as traições e eu não quero ver Ed transando com uma garota seca e loira por que eu não fiz meu papel de namorado.

― È talvez tenha razão. Eu vou me entregar pro Ed mais não hoje por que vocês estão aqui e isso me deixa ainda mais constrangido, mas quando voltarmos pra cidade irei começar a planejar nossa primeira noite juntos.

― Hum... Você quer corações e flores como a Anastácia do Cinquenta Tons não é?

― Sim por que eu sempre fui uma pessoa romântica sabe disso, e pra tua informação a Anastácia só recebeu corações e flores do Christian Grey depois de ele ter feito tudo com ela querida e Ed jamais vai usar um chicote na minha bunda!

Esse pensamento de Ed com um açoite na mão me batendo gela meu corpo nunca gostei dessas coisas e espero que meu namorado também não aprecie por que já esta sendo difícil fazer o tradicional anal e imagina usar brinquedos na relação isso iria piorar tudo.

― Nossa queria nem imaginar a cena de Ed com um chicote na mão e você de quatro recebendo as açoitadas ficando com a bunda cheia de vergões vermelhos... hilário Bruno no modo submisso.

― Para com essas ideias loucas! Eu jamais aceitaria fazer essas coisas sexuais sádicas.

― Eu faria e vou até falar com o Pê a respeito.

― Meu Deus! Só não venha aparecer com hematomas roxos na escola quando ele pegar pesado esta me ouvindo?!

― Relaxa querido por que ainda não estou cheirando cola de sapateiro para fazer essas paradas.

― Acho bom mesmo.

E esse assunto de sexo ficou encerrado graças aos céus.

― Os meninos estavam combinando de beberem hoje, vamos nos juntar a eles mais tarde?

― O quê? Da onde vão arranjar bebidas já que teu pai não permite álcool na casa?

― Meu amor o Pê trouxe três garrafas de Vodka Ciroc. Ele sempre bebeu e hoje não seria diferente.

Sim isso não era novidade para meus ouvidos já que o namorado dela faz parte de um time de basquete.

― Mais estamos numa casa e seus pais estão por perto, acho que não seria uma boa ideia, vai que algo saia do controle.

― Não seja ridículo Bruno e além do mais hoje é sábado dia de farra.

― Hum... Só espero que Ed não exagere por que pelo que parece ele também bebe.

Preocupação tomava conta de mim, não queria ver um Ed bêbado porque acho que não saberia lidar.

― Então meu querido teremos que ficar de olho em nossos namorados!

✳✳✳

A noite tinha chegado à fazenda e era meio calorosa e ventava também mais o frio do vento não implicava em nada na diversão exagerada dos três novos amigos e companheiros de bebida que sorriam e pulavam dentro da agua negra do lago, sim estávamos todos na área do píer depois de uma tarde harmoniosa que tivemos.

O local era todo iluminado por lampiões na beirada da passarela e tudo deixava um clarão total, e como Luiza tinha falado das supostas bebidas que Pedro trouxe o clima era de pura alcoolização total entre Tomás que estava um pouco fora do normal falando diversas besteiras e não queria nem dar atenção quando ele chegava perto de mim dizendo que me desejava e outras bobagens que me irritava.

Enquanto ao meu namorado esse estava num canto conversando com Pedro sem parar e sorriam de alguma coisa engraçada que falavam e eu apenas via tudo da beira do lago molhando meus pés. De vez enquanto Tomás com sua audácia fazia de tudo para me jogar dentro do lago, mas eu sempre arrumava uma desculpa para não entrar e sinceramente não estava com a mínima vontade de me juntar a essa bagunça.

Fiquei um pouco preocupado com o andar das coisas, eles pareciam estar muito bêbados e Luiza dizia que estava tudo bem os pais dela não se importariam. Sinceramente quando iria acabar essas garrafas de vodca que eram apenas três e depois surgiu mais três só piorando o senso motor desses garotos, minha prima disse que ficaria de olho no namorado mais ela parece não lembra das próprias palavras por que também tomava uns gole de vodca mesmo fazendo careta pela ardência no estomago fraco para bebida.

Depois de mais alguns minutos olhando para a zorra vi Ed caminhado até mim e agachando na beira do píer e segurou na minha mão, ele estava com os olhos um pouco vermelhos e tinha cheiro de bebida.

— Amor e-eu te a-mo e você também me ama, então me concede esse beijo?

Essa ideia absurda de beber não foi uma boa ideia apresentada por Pedro.

— Não Ed você está bêbado! Para com isso!

Ele tentava soltar meus braços mais não conseguia por que é mais forte e maior que eu, uma luta difícil de ganhar.

Ele não parecia ouvir meus apelos, estava absorto na sua loucura de me roubar um beijo a força coisa perigosa de se fazer nesse momento.

— Ed já disse para você parar com isso! Não quero você perto de mim desse jeito bêbado!

Resolvi apelar para decepciona-lo e usar um tom mais raivoso que funcionou perfeitamente bem, ele soltou meu braço, então ficou serio olhando para mim e parecendo chateado ou não sei bem e se afastou para falar com Pedro que olhou para mim e depois disse alguma coisa no ouvido dele que concordou com a cabeça.

Depois disso eu fiquei muito submerso ao remorso por ter falado duro com Ed ele só queria me beijar, mas eu como estou chateado e muito irritado por ele esta bêbado o desprezei.

Luiza veio até mim pergunta o que tinha acontecido e falei que Ed era um babaca por não me respeitar e que agora não seria um bom momento para conversa, ela respondeu que estou exagerando em ficar com raiva e que deveria curtir a noite como todos e logo depois tirou a blusa regata que usava e ficou apenas de biquíni vermelho e pulou dentro da agua onde Pedro já estava boiando a esperando.

Fiquei de costa para agua não querendo olhar a bagunça mais de repente sinto meus braços sendo agarrado por duas mãos frias e sem ter tempo de pensar em alguma coisa já estou caindo chocando meu corpo naquela agua fria e escura do lago.

Estava desesperado por que não sabia nadar muito bem, tinha medo de aguas fundas e por conta disso me desesperei temendo que fosse me afogar. E aquele lago tinha uns quatro metros de profundidade e meus pés não tocavam o chão, a agua começou a entrar por minha boca e no meu estomago, fiquei muito desesperado por que iria morrer e nem sabia quem foi o infeliz que me puxou.

Então sinto braços me levantarem de volta para fora, eu consegui transpirar melhor e tossi jogando agua da boca.

— Bruno! Bruno!

Ouvi a voz de Pedro e abri os olhos e estava nos braços dele, ainda dentro da água.

— Me tira... Quero sair daqui!

Então ele me coloca em cima das tabuas do píer e me arrastei pra longe do lago, eu tossia muito, meus pulmões doíam, minha visão estava embasada e meu corpo tremendo de frio e minha roupa toda ensopada.

― O que aconteceu? Amor você esta bem?

Perguntou Ed atônito e morrendo de preocupação e agora parecia ter ficado sóbrio rapidinho mais eu estava morrendo de ódio da cara dele e subitamente levantei minha voz.

— Não é da sua conta! E a tua preocupação é o que pouco me importa nesse momento

Eu sabia que tinha sido Tomás, ele foi o único que não veio me ver e ficou parado no canto olhando pra mim. Desde o momento que começaram beber que ele sempre ficava com umas intenções maldosas para cima de mim e eu só não imaginava que ele fosse ir tão longe a ponto de querer me jogar dentro do lago e me afogar. Esse garoto desde o dia que nos conhecemos sempre pegou no pé mais eu não esperava que fosse ir tão longe. Estava sentindo muita raiva e sentia minha cabeça estourando de dor.

Eu fui até perto dele com fogos nos olhos.

— Qual é o teu problema? Por que fez isso comigo seu idiota?!

— Nenhuma coisinha, apenas queria te causar diversão.

— Você é doente seu maluco! Eu quase me afoguei!

— Desculpa meu lindo, eu não pensei na hora, a culpa foi minha... - disse cheio de ironia.

— Você poderia ter me matado! Você é um imbecil que só pensa em si mesmo, nunca quer estar errado, mas pelo menos uma vez nessa tua vida de merda assuma o que faz!

Tomás arregala os olhos surpreso e como é um insolente atrevido ainda quer ter a razão e não se cala diante de mim que era vitima de tudo.

— Mais se você também não fosse essa florzinha não teria se afogado!

— Cala tua boca seu miserável. Eu odeio você!

Estava num nível de exaltação irreconhecível, gritava e tentava avançar pra cima Tomás, mas os outros não me deixava e segurava meus braços.

— Vai se foder seu via...

Nessa hora eu já fora do controle racional não pesando em mais nada por se não tivesse a sorte estaria morto mesmo e por culpa desse desgraçado, passo disparado livro-me das mãos de Pedro e sem pensar levanto minha mão acertando um soco em cima do nariz de Tomás e ele cambaleia pra trás, não sei de onde tinha tirado tanta força.

— Nunca, está ouvindo caralho, eu disse nunca subjugue quem você não conhece seu fodido filho da puta!

Não estava me sentindo natural naquela hora, eu parecia que tinha perdido as estribeiras e mandando para o espaço, já tinha suportado até demais as provocações e brincadeirinhas desnecessárias e infantis de Tomás.

— Vai se arrepender por isso! Vai se arrepender!

Não se contendo também em ficar calado, claro, o idiota blasfema ameaçando a mim.

— Eu não tenho medo de você. Eu já não me assusto mais com ameaças vindas de pessoas baixas que agem impulsivamente por trás como um covarde, isso que você é, um covarde que sempre esteve rondando pra fazer suas maldades!

Meu corpo tremia todo por conta da raiva que estava sentindo, um ódio possuindo e tomando de conta da minha mente, ao mesmo tempo também sentia a tristeza atingir meu peito, eu estava me sentindo péssimo e arrasado por esta passando por essa situação humilhante. Justamente quando as coisas entre mim e a pessoa que aprendi a amar estão se acertando aparece mais complicações para nos afastarem e eu não sei se vou aguentar viver assim. Por tudo isso tem que acabar mais eu não quero que acabe!

Tomás estava em pé na minha frente disposto a tudo, seu rosto exalava raiva e fúria como se eu fosse o verdadeiro culpado de toda essa merda esta acontecendo. Eu não sei o que ele tem contra mim.

Cansado de tudo aquilo sai correndo em direção a casa e queria somente entrar no quarto e tentar esquecer esse episodio e assim mesmo todo molhado com meu rosto queimando de raiva e lagrimas que rolavam.

Não dei nem atenção a Ed que me olhava com culpa também e ressentido pela a maneira que estava agindo. Ele não conhecia esse meu lado, ninguém conhecia por que estavam acostumados somente a ver aquele garoto indefeso e tímido que sempre foi humilhado por todos, mas eu não sou mais aquele fraco de antes, eu mudei e mudei pra melhor colocando uma armadura potente para ninguém mais passar por cima de mim.

Entrei no quarto que estava ficando esses dias e fui tirando minha roupa molhada e entrei no banheiro.

Quando terminei de tomar banho, me enxuguei com uma maravilhosa toalha felpuda, peguei um pijama de algodão todo preto que sempre vestia, a cor combinava perfeitamente com o meu dia, um dia negro e uma escuridão de trevas que se formou o meu dia que era pra se bem relaxante, desde a hora que cheguei já foi bem agitado com discussões e desentendimentos, acho que sempre será desse jeito quando eu tiver ao lado do garoto que escolhi para namorar.

Nosso começo foi da mesma forma, nos conhecemos de uma maneira diferente, ele me humilhava e me batia e mesmo assim eu me apaixonei por ele, eu sabia e estava ciente que nossa relação não seria um mar de flores. Tudo estava sendo comprovado o quanto de batalhas teremos pela frente.

Deitei na cama, queria descansar e finalizar esse dia para que chegasse logo o outro e tudo ficasse melhor que hoje. Estava impossível pregar meus olhos, o sono não vinha, sentia uma agonia, um afobamento que invadia a minha mente impossibilitando de o sono chegar.

Rolava de um lado para o outro e nada de pregar meus olhos.

É então que escuto as dobradiças da porta rangerem com o sinal que alguém estava entrando dentro do quarto, eu já sabia quem era, Ed, mas não o queria perto de mim, tinha esquecido de trancar antes de deitar, e só agora me arrependo de não ter feito para que ele não entrasse no quarto. Ele veio me incomodar justamente quando não quero falar com ninguém e principalmente ele que está bêbado.

— Amor... Você está acordado? - eu não o queria ver e muito menos ter uma conversar.

— Sai daqui! - resmunguei baixinho para não fazer barulho, só que eu estava ríspido e me cobri completamente com a coberta escondendo meu rosto.

— Amor, não faz assim, eu quero pedi desculpa por hoje sei que falhei de novo...

Ele tinha um magnetismo grande que nos ligava e não conseguia resistir mais hoje eu precisava.

— Já falei pra sair daqui! - descobri meu rosto e o olhei com desprezo, mas ele não iria desisti.

Sua insistência era maior e eu não queria mais lutar. Tudo precisava acabar de uma vez.

Como ele estava em pé do lado cama, ele sentou afundando o colchão com seu peso já que tinha um corpo malhado.

— Amor, abre os olhos, olha pra mim. Vamos conversar. - pedia com uma voz mansa.

Fechei ainda mais meus olhos e falei:

— Abri pra quê? Pra olhar essa tua cara de bêbado?!

Mesmo eu estando deitado eu sentia o calor do corpo dele perto de mim, porém eu falei tudo com um súbito ódio e ele percebeu e ficou chateado.

— Eu não fiz nada pra você estar me tratado assim! Esta sendo um injusto comigo! Um infantil mimado! - diz batendo as mãos nos lençóis em sinais de frustação.

Também furioso com sua atitude me levantei e olhei pra ele com um ar de muita impaciência. Só que ele estava com uma cara de pessoa piedosa, eu senti uma vontade de pular em cima dele e ficar a noite toda beijando aquela boca perfeitamente desenhada, aquela cor rosinha clara que me chamava tanto atenção.

Mais nada disso iria acontecer por que a minha raiva era maior que a vontade de agarra-lo.

― Não fez nada uma merda! Ficou bêbado e ainda queria me agarrar à força sendo que eu não queria!

― Estava apenas querendo agradar você com meus carinhos mais você simplesmente me ignorou parecendo que até não me ama mais!

― È talvez não amo mesmo por que esse seu jeito nunca combinaria com o meu! Você tinha razão nossos mundos não combinam!

Naquele momento já estava de novo gritando extravasando a minha raiva, mas acho que peguei um pouco pesado falando às coisas que Ed tinha mais medo e vergonha da sua condição social, olhei para ele quando abaixou sua cabeça e pingos de lagrimas começaram a escorrer do seu rosto.

Eu me senti péssimo naquele momento por ter novamente ofendido uma pessoa que amo com minhas palavras duras. Estava realmente passando dos limites e me tornando uma pessoa insensível que não mede os limites respeitáveis para discutir com alguém. Esse não era eu! Se eu continuar assim sempre irei magoar alguém e depois iria me sentir super mal com minha atitude.

— Não, não. Não fica assim me desculpe a ultima coisa que eu queria era ter fazer sofrer, eu nunca serei uma pessoa decente que não sabe fazer as coisas certas... eu só faço cagadas e destruo tudo que levanto.. Bruno eu não sou uma boa pessoa... não sou quem você acha que sou você tem razão não combinamos...

― Eu sei que sim, você é humano e errar é um dos nossos defeitos, fazer besteira faz parte da vida, eu também não sou perfeito e muito menos correto. Ed não se martirize pelos os seus atos, quero apenas que se arrependa e que não volte mais a cometê-los, eu me apaixonei pelo o que você é, e não pelo o que aparenta ser, aprendi a amar aquele garoto grosso e furioso, foi ele que conquistou meu coração, não precisa mudar eu amo você do jeito que é agora, você pode ser a pior pessoa desse universo mais saiba que é você que quero do meu lado, quero na minha vida... Nós dois só não iremos ficar juntos se você não quiser mais... eu até entend...

― Não fale isso, porra! É claro que eu te quero. Quero muito!

Ele me interrompe chegando muito perto de meu corpo nos deixando muito próximos, eu sinto a mão dele quente pegar na minha e delicadamente planta um beijo e eu me arrepio.

Olhando no fundo dos meus olhos ele faz sua simples pergunta:

― Perdoa essa cabeça dura mais que ama você? - sua voz estava com um misto de tensão, ele estava nervoso.

Só pra deixar ele mais angustiado eu fiz uma cara de desagrado e virei meu rosto pro lado, ele pegou em meu rosto e virou deixando encara-lo.

― Não tem jeito mesmo. Vem aqui.

Puxei ele pela sua camisa e então nos beijamos selando nossas bocas, eu sentia falta do seu gosto, do saber dos lábios dele que são deliciosos e me viciam. Sua boca estava ainda com um gosto de bebida só que era uma delicia. Ele passava suas mãos pelas minhas costas e nada discreto apertava a minha bunda enchendo suas mãos, eu não reclamava já que gostava da sua pegada forte meio selvagem, era um metido experiente que eu amava, os braços de Ed eram o meu lugar preferido nesse mundo.

Ficamos um tempo sentindo nossos sabores se misturarem e até que o momento realmente começa a esquentar de verdade, ele queria ir mais longe e acho que dessa noite eu não escaparia de perder a minha virgindade e confesso que eu queria muito me entregar de uma vez completamente para ele, nós já estávamos há dias nessa enrolação de namoro e separação, humilhação e nunca tinha passado de beijos e amasso rápidos que eram interrompidos por alguém e regado de mentiras. Mais aqui agora era verdadeiro e sabia que era o momento certo.

Sou jogado em cima da cama brutamente por ele que logo deita por cima de mim, seu corpo pesado toca o meu e eu já posso sentir seu membro rígido dentro de sua calça e eu fico mais excitado ainda para senti-lo dentro de mim me preenchendo até o talo, queria saber como é a sensação de tê-lo dentro do meu corpo que nunca foi tocado e agora seria totalmente dele, nessa noite ele tomaria posse do que sempre pertenceu a ele e eu estava muito afoito para que ele me penetrasse com força.

Devagar eu fui passando a minha mão por cima de sua barriga sentindo a rigidez dura de seus músculos que se contraiam com meu toque, ele estava muito excitado e parecia que iria estourar de tesão, a pressão que seu corpo emanava o calor, o modo como beijava e sugava meus lábios querendo transar somente com a língua, ele mordia sensualmente meus lábios os puxando com seus dentes e isso dava mais eletricidade ao meu corpo.

― Está gostando do meu toque?

― Sim, mas eu quero mais que isso. Estou pronto.

Afirmo e desço mais ainda minha mão chegando ao meu destino principal a sua virilha. Passo minha mão por cima de sua mala bem marcada e avantajada que pulsava com forme seus batimentos cardíacos.

Apertei devagar seu pau por cima do seu jeans. Ele arfa com a pressão que causa nosso atrito.

― Amor... eu quero você todinho... - disse olhando profundo nos meus olhos, depois ele leva seu rosto para o meu pescoço e vai beijando e chupando a minha pele que estava suando de tanto desejo, a sua barba rala fazia eu me contorce e querer muito mais pegada.

― Ed... P-por favor...

Choraminguei não aguentando mais tanta demora para ele tirar a minha roupa, eu também estava pra morrer de tesão e o meu pau doía de tão duro que estava, eu nunca tinha sentindo tanto desejo e vontade como estou sentindo hoje, acho que já estou quase gozando semente com nosso atrito por cima da roupa.

Eu estava deitado de barriga para cima com minhas pernas abertas e entre elas Ed estava e a sua pica ficava bem em cima de minha barriga, ele estava muito duro, eu queria toca-lo mais não consegui por que quando ia mover minha mão ele à segura pondo em cima de minha cabeça.

― Ahhhh... Por favor.

Pedia já querendo chorar por esse prolongamento que ele insistia em fazer. Podia ver que ele tinha um sorriso de sádico em seu rosto enquanto sofria de tesão.

― O que você quer amor?

Forçava o seu pau num movimento de vai-e-vem contra a minha barriga, eu gemia sentindo seu musculo conhecido como pênis pulsar a cada movimento. Eu queria gritar mais não podia acordar os outros.

― Não faz isso comigo. - minha voz era rouca e sofrida.

― Fazer o que?

Ele pressionou mais ainda seu pau contra minha barriga e desceu deslizando até ficar em cima do meu pau, não aguentei e gemi um pouco mais alto quando nossas ereções ficaram uma em cima da outra.

― Ah... Não aguento mais. Por favor, eu quero sentir você.

― Quer mais? - pergunta se referindo ao próximo passo. ― Fala pra mim quem é o seu macho?

Ele estava um bruto exigindo que eu dissesse que ele era o macho da nossa relação, e para que ele parasse com essa tortura eu diria que era ele, já que era mesmo verdade.

― Você é o meu macho. Só meu. - confirmo tentando liberar meus braços de seu aperto, mas ele não facilitava.

― Eu não ouvi. Repete mais alto!

— Você é o meu macho. - digo num gemido gostoso.

Ele pressionou nossas ereções com força e não aguentando mais eu gozei, gozei somente na minha cueca por que não suportei a demora e esse movimento forte e rápido que ele fez foi o suficiente para eu liberar meu prazer.

— Aaaahhhhh.... E-eu estou g-gozaaaando. - eu gritava sentindo meu corpo tremer.

― Você não aguentou e gozou sem eu permitir! - ele sibilou parecendo desaprovar a minha liberação de orgasmo. Isso é sadismo! ― Vai aprender a não me desobedecer.

― O que vai fazer? - pergunto temendo uma loucura. ― Eu não desobedeci você.

― Calado! - dispara ele saindo de cima de mim e indo até uma cômoda. — Agora vamos jogar um jogo, eu estou no comando. - disse sem tirar seus olhos do meu corpo.

Fico deitado observando ele caminhar e abrindo uma gaveta da cômoda de madeira, vasculha algumas coisas dentro e depois volta com uma régua meio grosa na cor transparente, olha pra mim com um sorriso sádico malicioso, levanta suas sobrancelhas como querendo dizer algo, eu temo o que vai acontecer nesse quarto, isso esta parecendo muito Christian Grey pra minha parte. Eu não sou a Anastasia Steele! E engraçado que hoje mesmo estava falando sobre isso com minha prima e agora tudo vai acontecer, não sei se vou aguentar.

― Levanta e tira a roupa. - percebo que a voz dele parece ter mudado de tom e estar mais firme.

Esse que está a minha frente não é o cara que estava há segundos atrás me pedindo desculpas, esse era outro, um lado dele que eu não conhecia e que iria me arrepender de conhecer. Mais ao que parece não estava querendo levantar da cama, eu estava meio assustado e temeroso, aquela régua grande parecia ser pesada e não sabia o que ele iria fazer com ela.

― Eu disse levanta! - agora esta impaciente e autoritário.

― Isso é mesmo verdade? O que vai fazer com essa régua?

Ele não responde.

Andando um pouco mais pra frente com a expressão mais seria ele esta ofegante, nem se comparava com o Ed de antes, ficou perto de mim e pegou meus braços e me pôs de pé a força. Não tentei esgueirar iria deixa-lo fazer o que quiser, até por que eu estava gostando um pouco dessa performance de mestre dele.

Eu entraria no jogo dele.

― Braços a cima da cabeça. - ordenou e eu prontamente atendi seu pedido levantando meus braços pra cima.

Ele colocou a régua em cima da cama e em seguida posou sua mão na minha cintura apertando um pouco. Deslizou suas mãos por dentro de minha blusa passando sua mão meio quente pela a minha pele. Ele puxou meu corpo colando no dele e me virou de costa e sem esperar puxou minha camisa a cima deixando-me nu de cima pra baixo.

Depois de jogar minha camisa longe, Ed se abaixou na minha frente e apertou minha bunda com força, eu arfei e gostei bastante do seu toque, meu namorado era um mistério e nem eu sabia disso, senti os dedos dele entrarem por dentro de minha cueca e calça. Eu já sabia que ele ira me deixar completamente nu e não me importava com isso, pois, era o que eu queria.

Ele baixando a minha calça preta de moletom pela as minhas pernas, e pediu para eu levantar um pé e tirou um lado da boca e depois o outro e agora eu estava somente de cueca slipe preta na frente dele.

― Que belo corpo o meu loirinho tem. - falou aprovando meu corpo.

Não resolvi responder nada fiquei calado por que era melhor a se fazer, eu não queria desafiar o Ed dominador, se era isso que eu achava que ele era um dominador que vai bater em mim com uma régua escolar. E agora me pergunto como ele sabia que tinha uma régua naquela gaveta?

Completamente arrepiado fico quando de novo sinto a sensação maravilhosa de sentir suas mãos tocando meu corpo, agora vai deslizando sobre a minha bunda por cima da cueca.

― Quero você nu! - ele não pediu e sim exigiu.

Mais eu pensava que fosse ele que iria tirar minha cueca, mas quando vi Ed estava sentado na beira cama olhando pra mim intensamente esperando.

Timidamente eu peguei no cós da minha cueca e fui abaixando devagar até que ela já estava bem no meio da minha perna, mas precisamente no joelho quando novamente ele fala.

― Espera! - parei rapidamente e esperei como mandando. ― Fique de costa e quando tirar toda a cueca quero que levante essa bunda deliciosa pra cima, entendeu? Quero vê-lo bem aberto pra mim, quero ver esse botãozinho rosado que é meu.

Aquele comando pareceu meio estranho e sexual demais, mas eu não iria contrariar nada, eu fiquei de costa e desci a minha cueca e tirei fora.

E agora?

Eu vou ficar exposto arreganhado para ele, é isso mesmo na posição conhecida como de quatro. Ele teria uma visão da minha entradinha que ele já declarou como sua.

Com meu rosto queimando de vergonha, agora eu sentia vergonha por estar fazendo isso e justo na minha primeira vez; fiz do jeito que ele instruiu apoiando minhas duas mãos no chão de madeira e abri minhas pernas ficando com minha bunda para o alto literalmente. Não queria nem imaginar essa cena. Era pornográfica demais e mesmo assim eu não me limitei a fazer, sendo que tem outras pessoas dentro dessa casa. Meus tios estavam a dois quartos do meu! Eu sou um pervertido!

― Hum, é uma bela vista. - sinto o corpo de Ed se aproximando. ― Esse cuzinho rosadinho todo exposto está acabando comigo, puta que pariu!

Indo por trás de mim ele começa a massagear as bandas da minha bunda, fecho meus olhos apreciando o toque e ele vai mansamente deslizando seus dedos e passa perto da portinha do meu cu que se contrai freneticamente em antecipação.

― Está gostando amorzinho? - ele pergunta com sua boca muito perto do meu ouvido.

― Sim muito.

― Hmm... agora eu vou chupar você todinho. - tive um arrepio pelo meu corpo todo ao ouvir essas palavras vindo assim com tanto desejo da voz dele.

Inesperadamente ele foi para trás de mim e suas duas mãos estavam massageando a minha bunda e foi quando ele abriu as bandas tendo uma visão perfeita do meu cu, aproximando mais seu rosto já dava pra sentir sua respiração me tocando, e de repente sua língua começa a lamber aquela região nunca explorada, era maravilhosa a sensação que eu sentia, Ed brincava com sua língua em meu cu fazendo movimentos regulares de estimulo me levando a loucura quando pequenos gemidos saiam da minha boca.

― Amor você tem um gosto muito bom... - dizia enquanto chupava a minha região mais intima.

A língua dele contornava meu buraquinho que piscava e depois o mordia e voltava a sugar enquanto um de seus dedos forçava a entrada e quando ele tentava colocar dentro de mim sentia um fraco lampejo de dor mais era suportável, queria muito senti-lo dentro de mim, logo Ed me penetrou com um dedo e soltei um grito agudo mais ele não parou por isso e sim enfiou mais outro, agora eram dois dedos que saiam e entravam em mim.

A sensação formigante me preenchia e revigorava meu corpo por inteiro e eu já estava completamente perdido nesse mar de sensações, a língua dele não parava de chupar meu cu e com isso meus dedos dos pés se contorciam de prazer, minha respiração era pesada e se não estivesse de quatro no chão acho que já teria desabado.

― Ed... Hum que gostoso - ofegantemente falei quase sem forças, era difícil formular frases quando o prazer me consumia.

— Tá gostando safado?

— Sim muito...

— Geme pra mim meu putinho lindo. - dizia sem retirar seus dedos do meu cuzinho.

E eu gemia baixinho todo manhoso e adorava.

Depois de uns minutos ele parou de me chupar e veio pra perto de mim com um sorriso lindo nos lábios e misturou nossos gostos e a cada vez que nossas língua ficavam conectadas uma chama ardente nos envolvia e tudo se intensificava.

Ele parou o beijo e ficou me olhando como se me admirando. Levantou do chão e outra postura assumiu rapidamente quando pegou a régua que estava caída perto de mim.

― Amor, eu vou bater cinco vezes. - ele avisa o que eu já temia.

Efico logo nervoso engolindo seco a minha saliva.

― Não precisa ter medo, você vai ver como será bom. - tenta me tranquilizar e eu apenas afirmo com a cabeça. ― Cinco vezes e quero que você conte a cada uma, entendeu?

― Sim.

― Vamos começar.

Pra amenizar a dor e não gritar eu mordo meus lábios com os dentes preparando para o golpe, e quando sinto a régua deslizando por minha bunda já espero o primeiro golpe atingir chupando a minha carne, ele não mediu força para acerta a régua, foi forte que mesmo mordendo meus lábios eu ainda soltei um gemido de dor.

― Conta! - ele exige que eu inicie a contagem.

― Um. - suspirei pesado sentindo uma ardência no local que a régua atingiu, e essa era somente a primeira.

Ele me bate outra vez do outro lado esquerdo e não foi muito forte mais senti o ardor queimar.

― Dois. - eu murmuro com um pesar dolorido.

Acho que nem se compara com o que Anastasia sentiu, enquanto eu pensava mais uma reguada atinge cheio a minha carne.

― Três. - a dor não era nada comparada com o que eu sentia dentro de mim, eu estava tentando entender o porquê ele fazia isso.

― Quatro. - grito sentindo de novo a queimação, ele está muito rígido e nem se comove com essa atitude.

― Cinco. - falei aliviado por esse ser o ultimo e a voz mais fraca, eu estava com a minha bunda toda ardida e completamente vermelha agora.

A régua cai no chão.

Pronto estava terminado e agora eu não sabia o que iria acontecer, não sabia o rumo que seguiria agora, eu não sabia se aguentaria outra seção de reguadas na bunda, foi uma experiência incomparável jamais experimentada em toda a minha vida, nunca pensei que passaria por isso, foi revelador e surpreendente por que eu aguentei as cinco batidas e todas foram duras e fortes.

Mais eu gostei.

Sou levantado lentamente pelas mãos de Ed, eu ainda estava de quatro no chão, meus olhos estavam um pouco marejados, mas eram mais de dor mesmo e não ficaria chateado com ele, eu tinha gostado e se eu não quisesse tenho certeza que ele jamais iria me forçar a algo que eu não queira.

Quando eu já estava completamente de pé bem na altura dos ombros dele já que era mais alto que eu, ele passa suas mãos pelo meu rosto acariciando e levanto para olhar em meus olhos.

― Eu te amo. - ele diz com um sorriso doce.

Sem falar eu pulo em seu colo nem me importando para a dor que sinto em minhas nádegas, eu queria agora sentir o meu namorado dentro de mim, queria agora ser possuído por ele de verdade e nada iria nos impedir, eu enrosquei minhas pernas em sua cintura e o abracei e logo juntei nossas bocas em um beijo mais caloroso, eu estava novamente pegando fogo e não ia parar. Ele também retribuía meus beijos na mesma intensidade mordendo e puxando. Devagar ele foi caminhando comigo para a cama e nos deitamos nela.

Como ele ainda estava completamente vestido eu fui tirando a sua camisa passando por sua cabeça, o cheiro dele era delicioso, um perfume forte, direcionei minha boca para o seu pescoço e comecei a chupa-lo e fui descendo mais e mais ate chegar aquele peitoral meio farto e o abdome cheio de cominhos durinhos, eu beijei cada canto de sua barriga e ele arfa apreciando aquilo que eu fazia.

― Agora eu vou possuir você depois de ter provado seu gosto doce e lhe disciplinado a nunca negar um beijo meu. - fala com a boca colada na minha arrancando outro beijo e mordendo meu lábio em modo selvagem.

Ele levanta da cama saindo de cima de mim, eu fico pesando que fiz algo errado mais não é isso, olho para ele que estava somente com uma cueca box na cor cinza, o pau dele bem marcado e quase saltava do tecido pois a glande já saia pra fora. Ele estava com muito tesão isso era evidente. Meus olhos não conseguiam deixar de apreciar aquele pau magnifico que era muito groso.

Depois ele senta na cama olhando para mim.

― O que aconteceu? Você não quer mais é isso? - eu tinha uma decepção estampada na cara.

― Eu quero muito você nem imagina como. - disse convicto, mas eu ainda não entendia por que havia parado.

Eu estava confuso o que será que aconteceu para ele parar, já que tinha sido muito foguento no começo, tinha se transformado num sádico e ate me batido com a régua e agora fica assim parecendo que não quer mais continuar. Ele olha pra mim sentimental.

― Amor, olha pra mim, eu “tô” tonto, minha cabeça está doendo agora, eu não me sinto mais bem, estou bêbado, eu não quero que a nossa primeira vez, que a sua primeira vez seja comigo nesse estado, quero que seja especial, você merece mais.

Aquilo não fazia sentido, ele tinha até me batido minutos atrás e agora não queria mais continuar, levantei da cama e sentei perto dele colocando minhas mãos em seu rosto. Eu ainda estava sem roupa.

― Por que isso agora? Antes você estava louco pra ir até o fim, me chupou com tanta vontade e até bateu em mim com uma régua e agora quer mesmo parar?

― Por isso mesmo, eu estou bêbado e o que fiz não esta certo, não deveria ter batido em você, eu fui sádico louco, amor me desculpa tá, eu peguei pesado com você, eu estou bêbado e não penso direito, prometo que nossa primeira vez será perfeita. Mais isso quando eu estiver sem o efeito de bebida.

Ele tentava se explicar, arrumando essa desculpa que não acalmava. Ele esquiva seu rosto de mim.

― Eu mereço você Ed eu quero você bêbado ou não, é você que eu quero.

Faria com que ele não pensasse em nada a não em nós dois aqui nessa cama, nesse quarto envolvidos pelo o nosso amor, eu virei seu rosto e nos beijamos, eu aproveitei e coloquei minha mão em seu volume bem avantajado que esta muito duro.

― Amor para! - ele desvia-se tirando a minha mão, eu fico irritado mais decido respeitar a sua decisão, não vou força-lo a nada.

Sendo que agora os papeis estavam invertidos, até de manhã era ele quem queria sexo e agora era eu quem estava faminto e decido perder a virgindade, a minha relutância e medo tinham ido pro espaço depois de tudo que experimentei.

― Você é muito importante pra mim. Ainda teremos muitos outros momentos como esses, não teremos momentos melhores que esse. - disse com o sorriso lindo pra mim, eu retribui o sorriso e o abracei bem apertado deixando meu pescoço descansar na sua curvatura e aspirei seu cheio forte agora misturado a suor mais mesmo assim não deixava de ser delicioso.

― Obrigado e eu respeito sua decisão. Eu vou esperar o momento certo.

― Não eu é que tenho que agradecer todos os dias por ter você em minha vida... Um garoto perfeito que veio pra endireitar um outro todo errado... Ninguém nunca amou, ou vai amar alguém como eu amo você...

Fiquei emocionado com o que ele disse, ele sim era o garoto que veio para desorganizar a minha vida, mas que eu não me arrependo nem um minuto por mais complicado, errado e arrogante que ele seja, é somente ele que eu amo e vou amar. Não tem outro igual.

― Fico feliz em saber que você me ama tanto quanto eu te amo.

― Eu amo muito... antes de você eu não conhecia o amor, vivia somente pelas aparências, tanto que lembro perfeitamente a primeira vez que te vi no corredor a primeira coisa que fiz foi te maltratar com palavras ofensivas.

Lembro perfeitamente desse momento quando nos vimos, até hoje guardo em minha memoria mesmo não sendo um dos mais perfeitos, porem foi ali que comecei a sentir tudo que hoje se tornou um grande sentimento profundamente forte.

― Eu amei você desde aquele dia sabia?

― Jura? Nossa e eu fui um imbecil com você, alias eu fui um imbecil durante todos esses anos, eu sinto tanto por ter te maltratado meu amor...

― Nada mais do nosso passado importa. Agora superamos tudo e o principal é que estamos juntos mesmo com essas brigas diárias eventuais, mas estamos juntos, hoje faz três dias que começamos a namorar e eu não mudaria nada.

― Também não mudaria nada porque somente agora que estou realmente vivendo ao seu lado. – as palavras dele eram tão verdadeiras que chegavam a ser emocionantes, nada pagaria esse momento que estamos vivendo agora. ― Amor sabia que devemos usar um anel de namoro?

― Não precisamos de alianças porque nosso amor vai além de simbolismos, seria legal ter um anel com esse significado mais eu particularmente não gosto.

― Então quando casarmos vai querer usar o que?

Casar? Ele quer casar comigo.

― Aliança amor, eu só quero dizer que não precisa gastar dinheiro com anel agora, mas quando ficarmos noivos obvio que vai ser preciso um anel. – ficava ate eufórico fantasiando meu casamento com o garoto que amo, queria muito que esse dia chegasse, mas a realidade era muito decepcionante, casar é apenas um sonho e para alcançar esse sonho teremos que passar por muitos outros desafios.

― Te darei o mais bonito!

Ficamos deitamos abraçados naquela cama enorme evolvidos nos lençóis macios e com clima maravilhoso do nosso amor que bradava em nossas mentes, sonhando com planos futuros e principalmente ainda vivendo o nosso agora, minha cabeça repousada em cima do peito másculo dele.

— Boa noite. Eu amo muito você. - eu disse.

Ele sorriu feliz.

— Eu também. Boa noite amor.

E assim adormecemos depois uma noite intensa regada de carinho, beijos e um explicito jogo de régua.


Notas Finais


Capítulo gigante hein. E agora Tomás vai mostrar sua verdadeira faceta. Preparem-se.


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