História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 18


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 6.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo especial cm o fim da viaje do casalzinho. E recheado de surpresas.

Capítulo 18 - Ameaças


Fanfic / Fanfiction Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 18 - Ameaças

Mais um dia nascia e a luz do sol de uma maravilhosa manhã passava pelas cortinas finas do meu quarto, como de costume acordei primeiro que Ed. Ele tinha um sono muito mais pesado que o meu mais eu adorava ficar olhando para ele dormindo. O corpo subindo e descendo com sua respiração, o rosto calmo, ele era excepcionalmente muito lindo, ficava encantando com sua beleza, não acreditava que aquele garoto de dezoito anos era meu namorado e estava comigo na mesma cama.

Às vezes me pegava pensando como foi que isso aconteceu de uma forma tão avassaladora e agora estamos aqui dormindo na mesma cama depois de tudo que passamos e sofremos, eu na verdade sofri mais só que fui fraco para meu amor acabei perdoando o cara que mais me fez sofrer.

Mais eu descobrir que quando a gente ama nada no mundo é capaz de abalar um amor que passa por varias tribulações, porem quando é verdadeiro e sincero nada mais importava a não ser a vontade infinita de amar o seu verdadeiro amor, a pessoa certa para sua vida, e Ed é o homem certo para mim, somos jovens confesso temos longos caminhos a percorrer mais contanto que estejamos juntos iremos caminhar de mãos dadas para passar por todas as pedras que tiverem no caminho. Eu sou mais jovem que Ed tenho só dezesseis anos e estou no segundo grau na escola, ele esta mais adiantado e é mais velho que eu e ano que vem vai para uma faculdade e aí vai ser mais um desafio e outra fase na vida dele e na minha também.

Falando em desafio eu sabia que quando voltarmos pra cidade nossa realidade normal vai nos afetar, querendo ou não jamais teremos como fugir dos problemas, não sei nem como vai ficar esse namoro na escola, como Ed vai se portar diante desse seu novo lado “gay”, será que vai mesmo encarar e perder o preconceito e o machismo abrindo mão de tudo para ficar comigo? Tudo isso me preocupa bastante, não suportaria ser distratado por ele depois de tudo que vivemos.

Senti o corpo de Ed se mexendo na cama e quando olho para seu rosto encontro seus olhos azuis me fitando com uma adoração muito amável.

― Bom dia meu amorzinho.

A voz melancólica dele de quem acabou de acordar com certa rouquidão entra em meus ouvidos e instantaneamente abro um sorriso nos meus lábios olhando aquele garoto que dormia apenas de cueca do meu lado.

― Acordou cedo foi? – perguntou.

― Sim e estava olhando pra você. Estava aqui pensando.

— Em quê?

― No futuro. Na gente. E de como vai ser quando voltarmos depois de amanhã?

Eu estava preocupado.

― Você sabe como vai ser. Já te falei que não vou me esconder.

Com uma afirmação grande Ed me responde mais eu sei que mesmo ele tendo certeza que quer de verdade nos assumir, não é fácil, muitos vão se revoltar e tentarão no separar, vão nos julgar e sei que todas essas forças negativas pesam na nossa cabeça e por causa disso temo que ele desistia de mim.

― Não é simples assim como pensamos. Já parou pra pensar em como as pessoas vão reagir quando você revelar que está comigo? Você me odiava e de repente vai dizer que somos namorados?

― Nada disso importa mais, eu já abri mão de tudo naquele dia quando mandei aquela musica pra você. Meus amigos nunca foram amigos de verdade e já me afastei deles, Caio furioso disse que me arrependeria mais não vou deixar ele te fazer algum mal.

Fico um pouco tranquilo em saber que ele continuava com esse pensamento de se assumir mesmo sendo um tanto constrangedor e que iriamos surpreender muitas pessoas, mas não vamos ficar nos escondendo como criminosos, eu não quero um romance escondido quero que todos saibam e que vá para o inferno aquele que não gostar.

― Tem outra coisa que quero te contar. - digo.

― Pode falar. - ele estava tranquilo.

― Você conhece o meu amigo Guilherme? - ele afirma que sim com a cabeça. ― Pois bem depois que o vídeo foi enviado aos celulares na escola, ele soube da minha sexualidade, e dias depois, na verdade foi naquele dia quando esbarramos no corredor e cai no chão e você tentou me ajudar mais rejeitei.

― Eu lembro você estava furioso comigo!

― E tinha razão pra estar não é mesmo? - ironizo e ele sabendo que estava certo abaixa a cabeça lembrando de tudo que fez. – Queria partir tua cara ao meio naquele dia. Eu sofri muito...

Percebo pelo seu semblante de culpa que esse assunto o deixa triste e quem sabe até ressentido por ter me machucado.

― Você nunca vai esquecer o que eu fiz né? Mesmo depois de ter me perdoado e estando comigo.

― Ed nada disso importa mais. - tranquilizei e o puxei para envolver meus braços pelo corpo dele, passei minhas mãos pelo o cabelo seco dele e depois juntei nossas bocas num beijo gostoso, ele correspondeu e foi aumentando a intensidade e o calor na nos consumia. ― Olha pra mim agora.

Paramos o beijo e ele olhou para mim esperando.

― Pois bem continuando... naquele dia Guilherme revelou que é apaixonado por mim e que queria uma chance para ele mostrar que pode me fazer feliz.

― Como é que é?! Aquele inútil tentou agarrar você?! - gritando.

― Ei! Não fique assim eu jamais ficaria com ele, inclusive estávamos brigados, mas antes de tudo ele disse que eu iria me arrepender de ter escolhido você.

― Quem aquele merda pensa que é?! Quando voltar pra escola vou quebrar a cara daquele imundo por ameaçar você meu amor. - ele dizia tudo numa raiva sem cabimento.

― Não vai fazer nada! Deixa como estar ele não merece, eu já disse que ele nunca teria nada comigo além da minha amizade que ele ignorou e fez questão de acabar. Ele fez a escolha dele e eu a minha. Agora depois de amigos somos rivais. Nossa amizade já estava um caos mesmo depois do feriado quando voltamos às aulas tudo aconteceu, descobrir que minha prima Luiza tinha uma paixonite por você e que Guilherme nutria uma paixão por mim e odiava você por que eu gostava de você e ele sentia isso.

― Caramba eu não imaginava tudo isso! E que historia é essa de que Luiza tinha uma paixonite por mim? - ele não deixou escapar essa parte.

― Relaxa ela já superou. E agora tem o Pedro e estão muito mais adiantados que nós

― O que isso quer dizer? - Ed sendo inocente.

― Quer dizer que eles já consumaram o namoro, minha prima já se entregou de corpo para o gigante e nós estamos no zero a zero. - resolvo tirar uma onda com a cara dele que fica franzida.

― Está enganado meu amor, saímos desse zero por que a experiência de ontem foi incrível. Pra você como foi? - um sorriso envergonhado surge em meu rosto.

― Eu também gostei muito e poderíamos ter avançado mais você não quis.

― Não fique assim ainda teremos nossa vez, não tenha pressa por que quando acontecer vai ser o dia mais especial da tua vida e da minha também. Afinal será a minha primeira vez com um homem.

― Vou esperar. Agora vamos levantar e tomar um banho repetindo o que fizemos ontem no banheiro. Que tal? - sugiro louco para colocar minhas mãos em seu corpo liso e molhado.

― Isso não posso negar. - meu namorado adorou a ideia também porque notei um volume surgi no meio de sua pena.

Levantamos da cama e só de olhar pro corpo forte malhado dele somente de cueca box cinza me deixou muito excitado. Ele pegou em minha mão e entramos no banheiro e repetimos tudo de novo.

Encontramos todos no café da manhã e tivemos mais um momento de harmonia como todos os outros que se passaram, apesar de ter uma presença agora indesejada que ignorei fingindo que não existia tudo foi maravilhoso. Conversei e rir das palhaçadas de Pedro, olhava para tia Elena e ela parecia questionar sua filha com os olhos, me perguntava se ela desconfiava de alguma coisa, ela não percebia que sua filha era namorada do cara alto, se ela sabia não perguntava e deixava como está. Quanto a mim e Ed eles não percebiam nada por que sempre sentávamos separados e mentíamos distancia um do outro e agíamos como dois amigos que só dividia um quarto.

Depois de tudo pronto desci e fui caminhar pela a última vez ao redor da casa de campo da família, eu queria um tempo sozinho para por meus pensamentos em ordem.

Estava distraindo em meus pensamentos, com minhas pernas aboiadas na beira da cerca branca da fazenda quando sinto a presença de alguém atrás de mim, não iria olhar, pensei que fosse Ed querendo me assustar. Mais se fosse mesmo ele já estaria me agarrando por trás e cheirando meu pescoço, resolvi virar e olhar quem era.

― Tomás? - eu falei espontaneamente surpreso.

— Sim eu mesmo. Não esperava me ver? - disse na maior cara de pau.

Ele estava bonito preciso admitir, até por que ele não é feio e estar muito longe de ser. Mas seu comportamento estraga a beleza exterior. Usava óculos de sol escuro e uma camisa branca marcando o musculo do braço.

— Depois do que você fez eu quero distancia de você! - digo com rispidez.

Devagar ele chegou mais perto e ficou apoiado na cerca muito próximo de mim.

— Pensei que já tivesse esquecido o episodio de ontem.

— Engano teu. Não vou esquecer tão cedo e acho melhor ir embora.

— A minha presença de algum modo incomoda você Bruno?

— Isso já deveria estar bem obvio pra você.

— Nossa eu não sou tão ruim como pensa loirinho.

— Para de me chamar assim você não tem essa intimidade toda.

Ele sorriu de lado achando divertido essa situação toda.

— Eu não tenho, mas aposto como aquele cara que chama de “amigo” tem todos, estou errado?

— Pode pensar o que quiser. Eu não devo nada a você para prestar satisfações.

Cansado de ficar ouvindo a voz dele eu me afastei e virei à costa para sair de perto.

— Espera eu ainda não terminei de falar o que queria.

― Tomás eu não quero ouvir nada que venha de você! - alterando a minha voz.

Novamente ele resolveu chegar mais próximo de mim para falar.

― Olha eu imaginava mais não queria acreditar, mas quando meus olhos confirmaram tudo logo quando chegamos aqui. Você e aquele verme num beijo na beira do lago. As fotos ficaram lindas sabia?

Ele sabia o tempo todo e por isso ficava olhando para mim. Agora ele pode fazer qualquer coisa para acabar comigo e com Ed, mas pelo que depender de mim ele não vai conseguir.

― Você não sabe de nada! E mesmo que soubesse de nada adiantaria por que ninguém acreditaria em você! Pedro já sabe e Luiza também, enquanto a escola estamos resolvendo! E essas fotos não adiantará mais nada.

― Não tente por a poeira debaixo do tapete! Mesmo que meu primo e a tola da Luiza saibam tem outras pessoas que não. Como por exemplo, sua família! Imagina como o Sr. Robert Rangel reagiria ao saber que o filhinho dele é viado? Li num artigo de uma revista outro dia sobre o quanto o advogado criminalista Dr. Rangel rejeita os pedidos LGBTQ, mas ele odiaria ainda em saber que o filho dele, a sua copia de quando era jovem é uma bichinha.

O sorriso de vitória que ele estampava naquele rosto de rato do lixo estava me deixando desestabilizado.

Só me faltava essa agora. Uma ameaça.

Nunca seremos felizes?

Sempre vai ter alguém no caminho para nos separar. Agora esse maldito sabe e pode contar tudo ao meu pai e isso não pode acontecer! De jeito nenhum não pode!

— O que você quer de mim? - gritei quase avançando pra cima dele que sorria satisfeito por ter me feito ficar com medo.

― Não precisa ficar preocupado loirinho... Eu não vou falar nada. - disse o ordinário.

Ele tinha alguma coisa em mente para não comentar isso com ninguém e coisa boa não era.

― Você não vai?

Ele antes de falar anda mais alguns passo a frente. Enquanto eu me afasto mais pra trás.

— Não e nem mostrarei nada por que eu tenho meus motivos pra não arruinar sua vidinha.

― Ah é, e quais são posso saber?

De novo ele caminhou para mais perto de mim e olhando diretamente para mim eu não conseguia desfiar meus olhos daqueles orbes negros que eram os deles, ele tinha um brilho malvado, não podia mais pra trás, estava no limite e a cerca me impedia.

― Não seja ingênuo, se eu fizesse essa besteira estaria jogando as minhas chances no lixo.

― Como é que é?

Queria fingir que não tinha escutado aquilo da boca daquele traste, uma megera podre que eu jamais sonharia em ficar um dia, não tinha menor possibilidade. Ele como é atrevido se aproximou para bem perto de mim ficou bem perto do meu ouvido para sussurrar.

― O Edmundo não é a única pessoa que está interessado em você, sabia? - Ele tinha um jeito sensual, eu sentia um arrepio quando ele falou.

Ele continuou ainda falando em meu ouvido:

― Eu não vou deixar aquele imbecil ganhar, eu também vou lutar por você.

― Não perca seu tempo, eu não sinto nada por você, e nunca irei senti.

O seu sorriso sacana não diminuiu nem um pouco.

― Por que será que eu não acredito em você? E também não tem escolha, se não largar aquele idiota e ficar comigo seu papai vai ter uma grande surpresa.

— Você não tem esse direito!

— Ah eu tenho sim, e outro eu perdoo você por ontem, imagino como tenha ficado e o soco foi igual a uma picada de abelha. Estamos combinados?

— Temos nada combinados! Nunca deixarei o Ed por uma simples ameaça sua!

— Você é quem decide. Meu aviso eu já dei. Estarei sempre no seu caminho, lindinho...

Tomás virou as costas e foi embora me deixando sozinho com meus pensamentos.

Outra vez eu estava diante de uma escolha e dessa vez eu precisaria ser muito cauteloso, Tomás estava se mostrando ser um tipo de pessoa ruim e manipuladora e com ele agindo dessa maneira preciso ter cuidado.

Eu não iria fazer o que ele pediu. Jamais irei me separar de Ed para ficar um garoto sem escrúpulos como Tomás.

Cansado de ficar sozinho eu resolvi ir atrás de Ed.

Não demorou muito para acha-lo, ele estava dentro do celeiro vendo os cavalos em suas repartições.

— Oi. - digo assim que eu chego perto dele.

— Oi meu lindo. Sentiu saudade foi? - fala de modo calmo e retribuindo meu sorriso.

Ele está tão perfeito nesse modo gentil. Eu sinto que estou mais apaixonado ainda por esse garoto.

— Sim, queria ficar perto de você.

— Hum que fofo é esse loirinho lindo.

— Você falando desse jeito vai me deixar envergonhado.

— Mais é muito tímido esse meu loiro. Vem cá me dá um abraço.

Não resisti e claro que eu me joguei naqueles braços. Ficamos assim abraçados um sentindo o calor do outro.

É tão bom estar perto dele. Não queria que essa semana nunca acabasse.

— Nossa eu estou muito feliz com você aqui. - ele disse.

— Eu também estou muito feliz por estar com você.

— Promete uma coisa pra mim? - ele pegou em meu rosto e me fez ficar olhando naqueles olhos lindos.

— O que você quiser.

— Promete que independente do que aconteça, nunca vai deixar de me amar?

Essa pergunta mexeu comigo e eu achei muito bonito ele perguntar por que precisava mesmo falar para ele o quanto significa e é importante em minha vida.

— Eu prometo. Sempre vou te amar. - digo firme verdadeiro.

— Eu também prometo sempre amar você meu loirinho.

Ele devagar juntou sua boca na minha e iniciou um beijo doce e calmo, sem pressa, somente apreciando a companhia um do outro. Eu estava amando esse clima gostoso de paixão no ar. Ed sabe ser romântico quando quer e estou adorando conhecer esse lado dele que ele nunca mostrou a ninguém.

— Nossa que beijo delicioso amor. - ele disse no fim do beijo ainda mordendo meus lábios como sempre gosta de fazer. Eu adoro.

— Você que está cheio de vontade, todo carinhoso...

— Sinto que devo te dar carinho. Você merece meu lindo.

Não resisti e abracei ele novamente. Ed para descontrair me pegou no colo e nos girou fazendo minhas pernas flutuarem no ar. Foi muito engraçado e eu rindo o tempo todo.

— UAU! O romance tá no ar aqui hein!

De repente paramos e Ed me pôs no chão ao ouvir a voz de Pedro. Ele e Luiza acabam de entrar no celeiro. Estavam de mãos dadas como o casal perfeito que são.

— Quer se juntar a nós seu gigante? - Ed perguntou zoando.

— A gente não queria atrapalhar. - minha prima diz.

— Problema nenhum priminha, até já paramos.

— Ah nem por isso meu loirinho, eu te pego aqui na frente deles se quiser.

Ed todo brincalhão me puxa pela cintura e passa seus braços em volta me deixando preso e cheira meu pescoço. Fico um pouco constrangido.

— Vocês são mesmo fofos juntos, quem diria... - Luiza fala e eu sei muito bem ao que ela se refere.

— Depois de tudo que aconteceu realmente eu acredito em destino e amor verdadeiro por que vocês dois são um exemplo disso. - Pedro diz sua constatação.

— È né a gente se ama. - eu digo.

Ed só concordou ainda abraçado comigo.

— Tomás estava aqui com vocês? - minha prima pergunta.

— Não. Por quê? - quem respondeu foi Ed estranhando a pergunta.

Eu não falei nada. Estava pensativo só de ouvir o nome de Tomás.

— Sei. Pensei que estava, pois quando íamos entrando ele ia saindo daqui... estava com uma cara...

Não acredito que ele estava nos observando. O quanto maluco ele pode ser?

— Por qual motivo ele deveria estar assim? - Ed segue questionando.

— Não sei dizer cara. Ultimamente meu primo vem tendo uns comportamentos meio estranhos. - diz Pedro, ele conhecia melhor do que ninguém Tomás, afinal são primos.

— Nossa. O que será que está incomodando ele? - eu pergunto, fiquei interessado.

— Olha pessoal eu não quero assustar vocês mais... - Pedro começou mais se limitou a terminar. Ele sabia de algo.

— O quê amor? Continua. - Lu instiga para ele terminar de falar.

— Há dois anos, meu primo foi diagnosticado com Bipolaridade, ele muda de comportamento, ele teve algum trauma no passado, meus tios costumavam brigar bastante, e por conta disso o pai dele acabou um dia sofrendo um acidente e morreu, era policial, ele estava fazendo tratamento com terapeuta, mas não sei dizer se ainda continua, Tomás não gosta de tocar nesse assunto.

Essa informação acabou me pegando desprevenido e nem sei como digeri-la, então isso explica a forma como ele se comporta.

— Então o que ele está fazendo aqui perto da gente? - minha prima se alarmou.

— Calma Lu. Não precisa ficar com medo, Tomás não é uma ameaça, ele sabe controlar os seus impulsos. - Pedro explica.

— Caramba que bizarro. - Ed exclama.

Depois desse papo revelador decidimos descontrair e aproveitar o resto do nosso recesso curtindo o dia com atividades divertidas, como a casa de campo tinha uma vasta expansão, era possível andar de quadriciclos aquelas espécies de carrinhos com rodas grandes e grossas, tinham dois na garagem da casa. Eu claro fui com Ed em um e Luiza com o namorado em outro, exploramos o lugar por completo, agarrei bem forte na cintura de Ed enquanto ele pilotava e acelerava o veiculo, até apostamos corrida. Foi muito divertido. Valeu a pena.

De noite fizemos um jantar maravilhoso no pátio da casa, meu tio e minha tia resolveram fazer um churrasco e logicamente como a noite estava quente e muito estrelada no clima de verão, todos nós caímos na piscina e aproveitamos ainda mais aquele dia sensacional.

— Está gostando de passar as férias comigo? - perguntei para Ed.

Nós dois estávamos dentro da piscina mais um pouco isolados dos outros que conversavam na beirada, meus tios ainda não tinham entrado por isso eu e ED mantínhamos descrição.

— Sim é a melhor que já tive em toda minha vida.

Fico muito feliz em saber que ele esta gostando de passar as férias ao meu lado.

— A minha também e tudo isso por que você está comigo.

Eu disse ficando envergonhado. Ele não parou de ficar olhando pra mim sorrindo.

— Caralho meu loirinho. Tô doido pra te beijar sabia.

— Eu também queria, você está muito lindo todo molhado.

Estava mesmo, os cabelos castanhos molhados e grudados na testa, aqueles olhos azuis pareciam brilhar.

— Ah garanto que não mais que você, todo gostosinho.

— Para eu fico todo sem jeito.

— Hum vou já acabar com essa vergonha.

— Não... o que vai fazer?

Ele não falou nada. Apenas se afastou de mim e quando menos esperei ele jogou muita agua em minha cara.

— Não acredito que fez isso!

Resolvi entrar na brincadeira e comecei a jogar agua em cima dele também e assim ficamos feito dos malucos já que não podíamos nem nos beijar.

Mas só a presença dele bastava e me deixava feliz.

E assim passou a semana mais incrível da minha vida e infelizmente chegou o dia da nossa partida. Estávamos preparando o carro para seguir viagem e quem iria dirigindo dessa vez seria o Pedro e Ed iria atrás junto comigo e Tomás. Essa não foi à parte boa.

Durante a viagem de volta para nossa casa de verdade nenhum de nós falou nada, seguimos num completo silencio como se fossemos todos desconhecidos, nunca fomos assim, mas por um lado era até melhor esse clima silencioso do que um barulho de conversas, foram cinco dias cheios de surpresas e emoções forte, brigas e conflitos desde a hora que chegamos e agora o que podíamos fazer era ficar todos calados.

Finalmente chegamos no Rio, o movimento dos carros estavam me deixando mais aliviado e por um lado triste também, não teria mais Ed dormindo comigo de noite, não iriamos ter mais esse momento juntos durante o banho, acorda ao lado dele e eu ficava murcho por dentro em não ter o meu amor perto de mim vinte e quatro horas.

Quando o carro parou em frente à casa de Luiza todos saímos e retiramos nossas coisas. Já tinha ligado para o Charles vim me pegar e ele na pontualidade já estava me esperando.

— Então meu querido gostou do nosso retiro de férias?

Minha prima veio falar comigo antes de eu entrar no meu carro juntamente com Ed que iria comigo.

— Adorei Lu foi muito legal apesar dos ocorridos indesejados.

— Ah amor isso sempre acontece! Mais mesmo assim curtimos muitos não é?

— Sim curtimos!

— E você Edmundo gostou? - ela perguntava ao meu namorado que estava ao lado só ouvindo.

— Foi maneiro, obrigado pelo convite.

— Que isso! Agradeça a quem merece de verdade. - ela levanta suas sobrancelhas e com um sorriso sacana aponta pra mim.

— Para com isso! - repreendo a garota.

— Tá bom. Eu paro. - diz minha prima se rendendo. — Nos vemos amanha na escola?

— Claro, agora estou indo. Tchau.

Despeço-me de todos com um abraço em Lu e em minha tia Elena também que diz esta muito feliz por eu ter passado esses dias com ela, eu disse que foi muito bom para mim. Em Pedro também dei um abraço sem comprometimentos, o único que ignorei foi Tomás que ficou com uma cara na boa, e entrei logo no meu carro.

Ed veio sentar ao meu lado logo em seguida.

— Nossa realidade. - digo.

O carro começou a seguir em direção a casa de Ed. Ele desviou os olhos da rua para me encarar.

— Sim nossa realidade mais agora estamos juntos isso é o que importa.

— Promete que amanhã não vai me ignorar na escola?

Não sabia o que aconteceria no dia de amanhã mais se fosse bom ou ruim precisava o ouvir dizendo que prometia.

— Não preciso prometer por que eu não vou te ignorar. Estarei do seu lado. - disse.

Ele olhou para mim com intensidade, não me importando para a presença de Charles na frente do carro puxei Ed pela mão e o envolvi num abraço forte cheirando seu pescoço e sentindo o perfume da pele dele.

— Te amo... - sussurrei baixinho no ouvido dele.

— Eu te amo mais.

Depois de alguns minutos infelizmente chegamos no bairro dele e eu fiquei muito triste por ter que me despedir. Ele pegou a mochila do lado e pôs a alça costa se preparando para sair.

— Bom eu fico aqui.

— Eu sei. Me manda mensagem?

— Claro que eu mando, não vou te deixar sossegado. - falou mostrando um sorriso lindo.

— Eu não quero que deixe mesmo.

Ele chegou mais perto e me abraçou. Discreto ele deixou um beijo no meu pescoço.

— Tchau meu lindo. – sussurrou baixinho.

— Tchau.

Abriu a porta e foi. E logo Charles pegou o caminho de casa. Fiquei morrendo de saudade de Ed, exagero eu sei, mas fiquei apegado demais a ele nesses últimos dias. Vai ser difícil me acostumar.

Quando cheguei em casa estava me sentido cansado e exausto por esse dia, a noite já tinha tomado seu lugar no céu e eu só queria entrar no meu quarto e dormir até amanhã para novamente ver o meu amor.

Passei pela porta principal e aquela sala toda bem decorada e arquitetada me recebeu, e não só a onda de luxo, por que a figura da minha mãe estava parada em pé como se soubesse que chegaria nesse exato momento.

O que ela queria dessa vez?

— Ah. Boa noite mamãe? - saudei a mulher loira que olhava pra mim com expectativa.

— Aproveitou sua liberdade nesses dias com outras pessoas que não são tua família?

Ela vem diretamente jogando seu mau humor amargo em cima de mim.

— Sim mamãe aproveitei. E por favor, não quero tocar nesse assunto!

— Bruno não percebe que você esta nos afastando depois de termos trocado tantas confidencias esses dias?

— Mãe não estou afastando ninguém, eu só quero descansar um pouco depois dessa viagem, sinceramente a senhora me deixa muito sufocado!

— Quero apenas que você não me trate com indiferença. Sou sua mãe e você deve me respeitar e não se esqueça que eu sei seus segredos.

Entendi essas palavras dela como uma ameaça, foi isso mesmo. Mamãe esta caindo num golpe muito baixo e isso nunca imaginei.

— Não estou acreditando que a senhora esta falando isso pra mim. Esta me ameaçando por que não quero lhe dar atenção? A que ponto a senhora chegou mamãe?

— Ameaçando não, estou apenas sendo argilosa, eu sei uma coisa sua e que por direito de mãe deveria compartilhar com seu pai. Mais não faço por que encubro meu filho que não me trata com respeito e tem raiva de mim!

— Raiva não mãe. O que eu tenho é pena mesmo por que a senhora esta ficando paranoica com essa coisa de querer reparar num erro que cometeu há vários anos. Se a senhora perdeu o carinho dos seus filhos foi por que não deu amor suficiente justo na fase em que mais precisávamos de atenção, mas a senhora estava mais preocupada com a maldita imagem dessa família de que com seus próprios filhos que migalhavam a sua atenção!

— Não fale assim de mim! Eu estou arrependida e quero que vocês me entendam que estou tentando mudar! - exaltada ela começou a caminhar rodando a sala.

— Acho que a senhora se arrependeu tarde demais.

Cansado eu já estava por sempre ficar nessa batalha com minha própria mãe. Essa casa me deixava cansado e muito sobrecarregado, não sentia mais paz dentro dessas paredes, eu ficava sufocado e me sentia preso por que nunca fui plenamente feliz aqui dentro e só agora que eu estou perecendo isso.

Somente agora que estou descobrindo a mãe que eu tenho, uma mãe que pode acabar ficando louca em tentar fazer seus próprios filhos a amar, ela esta com ressentimento de culpa por que não deu amor suficiente aos filhos, sente-se amargurada por que estragou seu próprio casamento se submetendo e comprometendo a vida de um homem que não a amava.

— Se me der licença, estou subindo para meu quarto.

— Ainda não terminei. Volte aqui Bruno!

Deixei ela sozinha gritando lá em baixo e subi a escada correndo para dentro do meu quarto.

Mesmo assim querendo ter um sossego e esfriar minha cabeça, eu não conseguia por que não era possível, não me deixavam em paz, as batidas na minha porta começaram a me incomodar, eu não queria levantar da minha cama. Não queria mais brigar e ouvir explicações da minha mãe dizendo que queria mudar e estava arrependida.

As batidas na porta começaram a ficar mais fortes. Quando escuto uma voz masculina. Era um dos meus irmãos. Levantei da cama e destranquei com a chave e girei a maçaneta e vi parado rigidamente e serio olhando pra mim o meu irmão do meio Danilo que foi invadindo meu quarto sem ao menos ser convidado.

Fechei a porta e me voltei para encara-lo. Meu irmão do meio era um homem forte, tinha um corpo atlético, para um cara de vinte anos ele tinha cabelos loiros que viviam sempre num topete para cima. Nariz afilado e o queixo meio pontudo, tinha os olhos castanhos esverdeados, a pele morena bronzeada no tom dourado. Era um homem bonito mais com péssimas personalidades por dentro.

— O que você quer aqui no meu quarto? - pergunto na maior ignorância.

— Calma irmãozinho quero levar um papo contigo. Não posso?

Meu irmão tinha jeito muito malandro de usar as palavras, eu sabia que essa visita dele ao meu quarto tinha alguma coisa podre, ele nunca me procurava para falar comigo sem ter um motivo e agora ele estava aqui querendo levar um papo.

Só não imaginava qual papo seria esse.

— Não estou a fim de falar nada com ninguém! Já não basta mamãe e agora você também!

— Eu sei que conversou com nossa mãe e pelo que percebi foi bem tenso aquele papo. O que fez para ela mesmo em irmãozinho?

Inacreditável que ele estava ouvindo minha conversa com nossa mãe.

— O que eu fiz? Você acha mesmo que falaria daquela maneira com mamãe se estivesse errado, você mais do que ninguém sabe que eu jamais desafiei nossos pais, mas acontece que agora mamãe esta ficando maluca em querer nos reconquistar e unir essa família. Um caso perdido!

— Que história é essa mano? Como assim mamãe que unir a família?

— Acontece que nossa mãe não aguenta mais ver você e o Fernando brigando todas as vezes que estão no mesmo lugar, ela se culpa por não ter dado atenção a nós suficiente quando éramos pequenos e agora quer fazer tudo certo mais é tarde demais.

— Então ela resolveu começar por você que é o mais novo e ainda esta em tempo? Mano já sabe que comigo nunca vai funcionar, mamãe jamais disse que me ama, nunca me deu um abraço e nem papai também, nessa casa a união pareceu nunca existir.

— Sim você esta certo e tudo isso é culpa da mamãe por que ela submeteu nosso pai a um casamento sem amor. Ela se culpa também por ter feito mal a uma garota na juventude, a mesma garota que era pra ser hoje atualmente a mulher verdadeira do nosso pai.

— Caraca como isso é confuso. E como sabe de tudo isso? Você a ouviu falando com alguém?

Meu irmão estava desacreditado assim como eu fiquei logo quando ouvi tudo que mamãe falou, a historia nunca contada.

— Não precisei ela mesma me contou.

— Então vocês agora são confidentes eu a ouvi dizer essa palavra. O que tem segredos com nossa mãe que ninguém mais sabe? Segredos íntimos seus?

— Isso não é da sua conta! E quer fazer o favor de sair agora do meu quarto! Quero ficar sozinho e pensar em tudo.

— Será mesmo? Ou você não vai ligar para seu namorado? O tal de Edmundo?

Nesse momento quando escuto ele falar no nome de Ed fico paralisado. Então ele sabia e agora também iria me ameaçar.

— Eu não sei o que esta falando. Sai do meu quarto!

— Não tente me enganar Bruno, eu sei de tudo, sei que você é gay e namora o garoto mais popular da escola e que ele ainda é irmão da Alanna a prostituta que mamãe odeia. Imagina como ela ficará quando souber que o teu namorado é o mesmo garoto que quase tirou sua vida no banheiro?!

— Ela nunca vai saber! E você nem ouse contar pra ela! - passei a me defender.

Danilo não podia achar que tinha poder sobre mim, mas na verdade ele tinha e muito.

— Olha que interessante também irmãozinho... Pense quando papai ficar sabendo que seu casula é viado? Ele vai surtar não é mesmo?!

Ele usava um tom de voz muito torturante para me deixar com medo e estava conseguindo, seu olhar maldoso me deixava muito mais fraco. Eu estava mais uma vez perdido.

— Pára! Pára de me torturar! Diga logo de uma vez o que você quer?! - gritei me sentindo muito pressionado e o medo bater na minha consciência. — Eu sei que você quer alguma coisa por isso esta me ameaçando. Diga o que você quer?

Meu irmão estava com um sorriso sarcástico nos lábios. Ele conseguia tudo que queria e comigo não seria diferente, sabia que eu faria qualquer coisa pra não ser descoberto pelo nosso pai.

Eu estava literalmente nas mãos de meu irmão. Com Guilherme e Tomás podia ficar ate tranquilo por que não eram grandes ameaças mais quanto a Danilo esse era muito mais peçonhento e perigoso.

— Isso não é uma ameaça Bruno. Você me ajuda com uma coisa e eu guardo teu segredinho, meu irmãozinho é viadinho quem diria...

Danilo gargalhava como se tivesse ouvindo uma piada muito boa. Divertia-se com a minha situação.

— Diga logo. O que você quer de mim?

— Bruno eu andei investigando e descobri que seu namoradinho é irmão da querida atriz pornô Eve, esse é o nome artístico? Me fale que é verdade e não mais uma invenção paranoica de nossa mãe.

— Sim eles são irmãos. - confirmo.

— E sabe o que é mais interessante? Que Fernando mesmo tendo comido a garota no maldito filme ainda tem um caso com ela fora! Aquele infeliz namora a Eve!

Ele falava expressando um total ÓDIO do nosso irmão mais velho, agora eu compreendo o porquê Danilo sentia raiva de Nando, ele sentia raiva por que foi Nando quem sempre ficou com a Eve, foi meu irmão mais velho que teve a chance de namorar a garota que Danilo desejava.

— Isso eu já sabia e mamãe também já sabe e pode ficar ciente que ela não esta nem um pouco feliz.

— É claro que não mamãe odeia aquela garota! Mais eu infelizmente não a odeio e muito menos tenho nojo daquela beldade loira.

— O que quer dizer com isso? Você gosta dela é isso?

— Você é esperto hein irmãozinho. Sim eu gosto da Eve e a quero pra mim. E esse vai ser teu trabalho Bruno. - falava com um tom de quem planejava uma coisa suja.

Eu já estava me sentindo muito mal por fazer isso, eu não conseguiria afastar um casal de namorados e ainda sendo meu irmão, não importava se Eve era garota da vida, meu irmão gostava dela e eu seria responsável pelo termino do namoro. Iria ser muito cruel da minha parte. Eu faria a mesma coisa que mamãe fez na juventude com a mãe de Ed a Solange e eu não queria ser um monstro.

— Como assim meu trabalho? - pergunto temendo uma péssima armação.

— Eu e você junto com seu namoradinho vamos dar um jeito de acabar o namoro da Eve com o fracassado do Fernando.

— Não vou fazer isso. Não posso! - protestei achando a ideia absurda, meu irmão não tem um pingo de bondade no coração.

— Você vai sim por que não tem escolha! Ou me ajuda ou conto que você é gay para nosso pai!

E agora o que eu podia fazer diante de mais uma ameaça?

Participaria desse plano sujo de Danilo para separar um casal que podem até se amar e eu seria o responsável pelo rompimento. Ou deixaria tudo como está e teria que enfrentar meu pai quando ele descobrisse a verdade sobre mim correndo o risco de ser expulso da casa onde cresci e morei minha vida toda?


Notas Finais


Bom. Bruno e Edmundo de volta a realidade hein, como eles vão lidar cm isso?? Novas tormentas estão a caminho.


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