História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 2


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 4.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Recadinhos: bom como ja tenho Boa parte dessa história escrita, resolvi antecipar as postagens dos capítulos. Aproveitem e curtam o início dessa maravilhosa história de amor adolescente.
Bjs.

Capítulo 2 - PARTE I - ANTES DE ESTAR COM VOCÊ



O despertador tocava de modo irritante e somente o som alarmante fez meus olhos abrirem incomodados com a claridade branca da luz do sol que entrava pelas janelas do meu quarto.

Ainda eram seis e meia da manhã e hoje começava mais um rotineiro ano escolar que eu tanto pedia a deus para acabar e esse para a minha desanimação ainda era o penúltimo. Eu não estava nem um pouco animado pra enfrentar um novo ano.

Isso se deve ao fato de eu ser um garoto tímido que raramente abre a boca para falar com outro colega e esse meu comportamento de certo modo me priva das humilhações até vexames que posso passar ao trocar amenidades com outra pessoa. Ser adolescente não é nada fácil quando você vive em conflito com seus próprios sentimentos e maneira de ser.

É uma fase? Sim mais poderia ser tão menos descomplicada.

Levantei e caminhei para dentro do meu banheiro e tirei meu pijama entrando debaixo da agua morna e deixei a mesma me despertar para criar coragem de ir para a minha tortura.

De banho tomado fui ao meu armário escolher uma roupa adequada para iniciar o ano, observei algumas camisas e acabei pegando uma branca, a calça jeans preta combinaria com a cor e de complemento usaria uma jaqueta de couro também preta. Eu até que estava com estilo.

Desci para a cozinha e encontrei minha mãe sentada à mesa com um tablete em suas mãos e ela tomava seu habitual chá. Seu nome é Estela. Apesar de eu ser o filho mais novo de mais dois irmãos a minha relação com minha mãe é estritamente distante, ela nunca foi uma mulher de demonstrar carinho e sentimentos e acho que esse comportamento acabou distanciando seus filhos.

— Bom dia Bruno.

— Bom dia mamãe. - cumprimento enquanto afasto a cadeira e me sento à mesa.

— Como estar?

— Bem... Me deixa adivinhar... buscando noticias sobre o Fernando?

Só para você entender, Fernando é o meu irmão mais velho e ele digamos que não costuma ter uma profissão tradicional como as demais pessoas “normais”, meu irmão optou enfurecer e confrontar nossos pais entrando no ramo da indústria erótica ou falando em língua natural fazendo filmes pornôs.

— Sim e encontrei muitas.

— Como o que por acaso? Mais um filme?

— Infelizmente sim e com aquela mesma garota, dá pra acreditar numa obscenidade dessas?!

— Papai já esta sabendo?

— Obviamente que sim levando em conta como ele saiu hoje cedo furioso e nem quis tomar café, sinceramente como teu irmão nunca aprende a ser um homem decente.

— Ele tem sua própria escolha mamãe. Cada pessoa tem.

— Uma péssima escolha.

— Nunca entendi porque Nando faz isso...

— Para confrontar seu pai! Puro capricho!

— Capricho não é o termo certo mamãe, ele fez mais de uma vez, talvez ele tenha tomado gosto pela profissão.

— Não é uma profissão, é uma imoralidade.

— Mãe as pessoas buscam as escolhas mais fáceis para sobreviver, às vezes certas escolhas não são a que queremos, mas é a única.

— Fernando sempre teve tudo que quis, desde quando...

Mamãe de uma maneira repentina interrompeu as próprias palavras como se não pudesse dizer.

— Desde quando mamãe? - tento ainda instiga-la a falar.

— Nada. Esquece!

Eu sentia que tinha alguma coisa que ela não podia falar, mas eu não iria me preocupar com esse detalhe.

— O mais incrível. - mamãe continua a falar. — É que Fernando sempre faz... com a mesma garota.

— È meio intrigante.

— Um dia ainda encontro essa garota e falo umas boas verdades. Não aprovo esse comportamento de Fernando.

— Ele é adulto mamãe e sabe muito bem as escolhas que faz.

— Tá certo. Então está animado para retornar as aulas?

Ela muda de assunto e eu não sei o que dizer sobre a escola.

— Sim um pouco...

— Deveria estar, aproveite enquanto é jovem Bruno, pois quando essa juventude passar vai sentir falta desse tempo.

— Eu tento o possível.

Então por eu ser filho de um renomado advogado criminalista e ter o privilegio de morar em um condomínio de área nobre na cidade, além disso, ainda tenho um motorista que fica a minha disposição para levar a escola e em outros lugares até enquanto não completo a maior idade para poder dirigir meu próprio veiculo.

Meu motorista se chama Charles e não era um homem velho, deveria ter uns cinquenta e poucos anos a notar pelos seus cabelos grisalhos e ainda usava bigode e possui um belo par de olhos castanhos. Assim que me ver ele agilmente se põe na frente abrindo a porta do carro, uma Ranger Rover preta e eu sorrio gentilmente para ele e entro.

Ao chegar à escola Charles abriu a porta para que eu saísse e assim eu fiz, do lado de fora eu podia ver a grande agitação dos alunos chegando acompanhado de seus pais e eu vasculhei aquela frente toda a procura de duas pessoas que logo avistei parados na entrada.

Luíza estava como sempre muito linda e eu não digo isso por ela além de ser minha prima, também é minha melhor amiga, a pessoa em quem tenho mais confiança e sou muito apegado a essa garota que me fez tanta falta nas férias por ela ter ido viajar com seus pais para São Paulo visitar seus avós paternos. Ela fisicamente possuí cabelos pretos, um corpo magro com uma cintura fina e modelada, um rosto elegante e tem os mais bonitos olhos castanhos âmbar.

Ao lado de Luíza estava meu outro amigo Guilherme Medeiros que apesar de ser um ano mais velho, ele ainda estudava na mesma classe por ter repetido. Era um rapaz diferentemente de mim que era magro, Gui tem um bom físico corporal e pela sua camisa preta é denotado o volume de seu peitoral e os braços musculosos, seus cabelos pretos rebeldes o deixava com um ar maloqueiro, e sem falar dos olhos que são de um verde escuro marcante, ele sem duvidas é muito bonito.

Mais tranquilo por saber que não estaria mais sozinho deixei de lado meu nervosismo e fui ao encontro de meus aliados nessa jornada que é este novo ano escolar.

— Oi gente. - cumprimento.

— Uau! Querido toda vez que te vejo me apaixono mais, está cada dia mais lindo. - Luiza fala sendo a primeira.

— Por favor, não seja dramática Lu.

— Que ingratidão, eu hein! Eu elogio a pessoa e é sendo grosseiro que ele responde.

— Desde quando a Luíza que eu conheço é de ser melosa?

— Eu também estou me fazendo essa pergunta amigo. - Gui fala me fazendo lhe dar atenção.

— Guilherme como foi às férias?

Ele ao me olhar sorrir, as vezes Guilherme tem uma forma de filtrar seus olhos prendendo a gente de uma forma estranha.

— Ah mano foi boa, passei horas jogando no PS.

— Na verdade ele estragou as férias dele. Enquanto eu estava belíssima na terra da garoa, amo!

— E você o que fez? - Gui pergunta.

— Nada demais, fiquei assistindo muitas séries como Orange is the new Black.

Um detalhe sobre mim é que amo séries, animes e o mundo dos livros dos mais variados tipos, sou daqueles que não tem preferencia de gênero.

— O que tem de tão interessante nessa série? A não ser o fato de lésbicas se chupando!

— Ah, agora sim apareceu a Luíza que eu conheço. - Gui diz e eu afirmo concordando.

Nesse momento o sinal indicando o inicio da primeira aula toca e nós nos encaminhamos para dentro da escola.

♯♯♯

Já sentado na minha carteira na sala de aula eu tentava o menos possível olhar para trás onde Luíza tinha sentado e Guilherme não quis ficar perto da gente preferindo se misturar com o povo do fundão o que eu achei estranho.

Não demorou muito e o professor que presumi olhando pelo horário era de literatura. Ele era novo já que nunca o vi antes, aparentemente muito jovem, barba castanha rala no rosto, cabelos castanhos encaracolados batendo no pescoço charmoso e sua roupa era elegante, vestia uma calça jeans e uma camisa social preta.

— Bom dia alunos.

Cumprimentou após depositar sua bolsa preta de costa na mesa e sentou na beira da mesma cruzando os braços para ter uma visão melhor da sala.

― Irei começar me apresentando já que sou novo aqui na escola, meu nome é Max Castilho.

— È o melhor professor que já tivemos. - Luíza comentou bem perto meu ouvido.

— Vamos saber disso quando ele começar a administrar a disciplina.

— Eu não estava me referindo ao método de ensino dele e sim a aparência mesmo, ele é um gato!

Retorno minha atenção para o professor que começava a falar.

— Então vamos começar esse semestre com o um clássico da literatura modernista, um livro do Mario de Andrade, Macunaíma será o assunto principal desta aula para o primeiro semestre...

Depois que o intervalo chegou levantei da minha carteira e fui em direção ao refeitório juntamente com Luíza, Guilherme e a namorada dele que se chama Natália, uma garota muito bonita por sinal, tem cabelos ruivos e um sorriso meio falso. Chegamos e fomos diretos para a fila comprar nossos lanches.

O movimento aqui de alunos era como naqueles cenários de filme americano onde a divisão era por grupos e a agitação preenchia meus ouvidos e quem tentava nesse quesito equilibradamente suportar a gritaria era eu já que não sou acostumado com isso.

Antes raramente eu aparecia aqui no refeitório para evitar ser humilhado pelo grupinho dos populares do terceiro ano. Estava tudo correndo extremamente normal enquanto comia meu lanche até que Lu resolveu conversar com a Natália.

— Então Nate você está feliz por namorar o Gui?

A primeira pergunta e não é nada pessoal.

Não se sentindo intimidada e sim muito confiante e segura Natália afirma e logo abre a boca formulando sua resposta.

— Sim acho que mais do que isso, Guilherme é muito bonito...

— Ah, pra você o que importa só é a aparência dele e o caráter, a personalidade? Sabe pra gente namorar alguém precisamos conhecer cem por cento.

Luíza estava tramando alguma, ela disse em tom afiado.

— Bem não foi isso que eu disse apesar dele ser bonito eu também admiro o jeito dele de ser, sempre educado e esforçado pra ser o melhor namorado.

Natália tinha um sorriso grande ao falar sobre seu namoro e não me espantava.

— Pelo que deixa parecer ele gosta mesmo de você, mas você já parou pra pensar que ele não pode estar sendo sincero com você.

Eu sabia que Luíza de alguma forma queria deixar Natália longe da nossa mesa, ela não ia muito com a cara da garota que nosso amigo escolheu para namorar.

— Luíza! - tento repreender e para-la.

— Qual é Bruno relaxa aí.

Agora Natália franziu a testa intrigada sem saber por que dessas perguntas, mas rebateu quase impaciente com tantas perguntas sem sentido:

— Não entendo aonde você quer chegar com isso?

— Cheguei! - Gui apareceu para meu alivio já que Luiza estava demais.

— Que bom! - digo aliviado.

— O clima está pesado aqui, o que aconteceu?

— Nada Gui, não houve nada. - digo em pró da paz nessa mesa.

— Bem não é o que está parecendo pela cara feia de Luíza, consigo sentir a tensão emanando e agora eu quero saber.

— Nada demais Gui, apenas falamos de um assunto...

Enquanto eu tentava explicar algo chamou a atenção dos outros.

— Estava demorando! Chegou a turminha dos deslocados.

Escuto o comentário de Guilherme e levanto minha cabeça para ver.

A turminha dos “deslocados” era composta por cinco garotos e duas garotas todos muitos intimidadores e tinham o respeito dos outros por serem os mais populares e melhores da escola e muitos queriam estar no meio deles.

O líder era ele, Edmundo, o meu algoz, o garoto por quem me apaixonei a primeira vista, o garoto que antes dominava a minha mente de uma maneira nunca compreendida por mim e era capaz de despertar uma sensação estranha desde a primeira vez que o vi chegar aqui na escola e ele logo se enturmou facilmente com Caio antes considerado o garoto mais bonito e que todas as meninas queriam um pedaço, ele perdeu esse posto para Edmundo e parece não se importar com essa drástica mudança.

Eu conhecia muito bem todos do grupo e fazia o possível para não esbarrar com eles no corredor ou em qualquer parte da escola para não ter que passar por situações humilhantes. Todo esse esforço por que Caio sempre gostou de fazer piadinhas quando ficava frente a frente comigo pegando no meu pé pelo meu jeitinho tímido, nunca gostei daquele sujeito mal encarado por dizer coisas sem sentido como ter as insinuações de que sou um “gayzinho” e diversas outras palavras.

— Se não estou enganado você tem uma quedinha pelo ordinário do Edmundo não é verdade Luíza? - Gui joga a pergunta.

— Você fumou droga por acaso! Daquele garoto eu quero distancia.

Ela fica vermelha de repente.

— Hum mais não era assim que falava quando o via jogando bola todo suado no ginásio. - ele continua provocando.

— Deixa de ser ridículo!

Bem saber que minha prima gostava do garoto mais desejado da escola era novidade pra mim que nunca pensei que ela fosse uma das garotas da lista.

— Gui sua amiga não é a única que sente atração pelo Edmundo, afinal muita meninas querem o ter como namorado.

Natália entra na conversa dando sua opinião.

— E você está inclusa no meio né queridinha. Deve morrer querendo saber o gosto dos lábios vermelhinhos do garoto mais gostoso da escola!

— Isso é você que está dizendo sua lambisgoia metida! Eu nunca ficaria com ele por vaidade, tenho dignidade antes de tudo e gosto muito do Gui, ao contrario de você que falou tudo isso como se tivesse morrendo de desejo pelo garoto.

— Muito engraçado. Eu admito que sinto sim vontade de beija-lo mais isso não quer dizer que estou apaixonada por ele.

Fico embasbacado com o que ouço de Luíza. Como assim ela sente vontade de beijar Edmundo?

— Meninas parem com isso! - Gui grita cansado de brigas.

♯♯♯

O sinal tocou para retornamos as salas de aulas, nos levantamos e saímos do refeitório seguindo para as escadas somente eu e Lu já que Gui foi acompanhar Natália até a sala dela. No meio do corredor lembrei que ainda não tinha ido ao banheiro desde que sai de casa e a minha bexiga estava cheia de refrigerante e precisava esvaziar se não urinaria nas calças.

Parei de andar e consecutivamente Lu também ficou parada olhando-me. Faltava subir mais degraus de escada e não suportaria esperar e precisava ir ao banheiro do segundo andar.

— Está tudo bem Bruno? - Luíza pergunta percebendo a minha careta.

— Não...

— Que foi então? Está sentindo alguma coisa?

— Sim.

— É grave?! O que sente?

— Preciso ir ao banheiro!

— Ai que idiota! Vai longo então!

— Tudo bem eu não demoro.

Digo e saio em direção ao banheiro mais próximo e os menos usados que são o dos segundo andar.

Caminhei em meio aos outros alunos que transitavam no corredor indo para suas salas e ainda esbarrava em alguns que reclamavam me xingando de nomes feios e isso nem me importava. Minha intenção maior era esvaziar minha bexiga cheia e depois voltar pros meus estudos.

Bem era essa a minha intenção mais foi completamente neutralizada quando abri as portas do banheiro e acabei dando de cara com os garotos que tentava assiduamente evitar e agora para minha infelicidade estava frente a frente deles.

Eu cai diretamente na cova dos leões!

Fiquei parado olhando na direção daquele grupo que de alguma forma deixava meu corpo tenso pelos olhares lançados a mim, eram olhares carregados de ódio e até mesmo nojo, repugnância.

O que fiz de errado pra merecer tanto desprezo? Eu não sabia e ficaria não sabendo e apenas sofreria injustamente.

Entre eles estava Caio, Josh e para minha surpresa e deixar meu coração mais acelerado que nunca a presença de Edmundo apenas duplicava o meu nervosismo e isso não se devia somente ao medo e isso era notável. Os olhos dele eram como larvas de um vulcão em chamas e eu seria carbonizado pelas suas larvas.

E para piorar o ar estava carregado de um cheiro forte de alguma substância tóxica, misturada com nicotina das puras enjoativas. Não conseguia identificar o cheiro para saber se era cigarro. Eles estavam fumando escondidos e isso era muito contra as regras da escola.

— Olha só quem apareceu! - disse Caio sendo o primeiro as soltar suas palavras carregadas de más intenções.

Os olhos dele estavam vermelhos e isso era o efeito da maconha e temia por minha saúde física.

— A bichinha da escola caiu na nossa cova... - Josh completou a frase de seu amigo.

Ele tem um sotaque misturado de português e o inglês por ter morado e nascido em Boston.

— O que você que aqui? - Caio pergunta.

— Eu... eu... - tentei falar mais ele grita me interrompendo.

— Não mandei responder! Sabe que não pode entrar aqui na droga desse banheiro quando eu estou aqui com os caras.

— Eu não...

— Cala a merda da boca! - grita em cima da minha cara.

— O que vamos fazer com ele? - Josh lança a pergunta.

Caio assim como um leão para abater sua presa ele vem a minha frente vagarosamente e analisa meu corpo por inteiro e eu sinto uma sensação de pavor por que meus pensamentos não são nada bons.

— Vamos dar uma lição nele. - o sorriso nos lábios era apavorante.

— Tipo brincar de tira e mete?

— Minha brincadeira preferida. O que você acha Ed?

Não conseguia mais encontrar a minha respiração que parecia fugir dos meus pulmões, eles não podiam fazer nada comigo, mas eu sabia que nada de bom sairia daqui e eu temia por minha integridade física.

— Quem vai ser o primeiro?

Edmundo para minha infelicidade respondeu sua confirmação com uma pergunta retórica. Ele é tão insuportável e não sei como ainda consigo gostar de alguém que nunca olharia para mim não passando de um divertimento.

— Você já que ele parece te desejar.

Josh diz com nojo e ainda ficando a minha frente cospe em meu rosto. Fechei os olhos e o cuspe se misturando com minhas lagrimas salgadas que já molhavam meu rosto.

— Vem Ed. Acaba com ele! - Caio incentiva.

Edmundo estava parado com a costa apoiada na parede e os braços cruzados apenas observando, mas agora ele saiu do lugar e chegou até mim, eu sentia a temperatura do corpo dele, a respiração e isso era como fogo perto de gasolina.

— Eu imploro não faz nada comigo. Não faz...

— Anda logo Ed! Não dê ouvido a esse bosta! - Caio ordena possuído por sua raiva e pega em meus braços os mantendo preso.

— Prometo... te fazer sentir muita dor bichinha. - Edmundo sussurrou em meu ouvido.

— Não. Por favor.

Parei de pensar assim que senti as mãos dele começar a abrir a braguilha da minha calça e puxar o zíper, ele não iriar parar, logo foi abaixando a calça apertada em minhas coxas, deixou até o meio de minhas pernas, agora estava somente de cueca boxer preta. Nunca tinha passado por uma humilhação tão grande como essa, nunca estivesse tão exposto e sentindo vergonha.

Edmundo começou passar a mão em minha perna e o arrepio subiu no mesmo instante, a sensação era de medo por saber que a intenção dele era a pior, mas ao mesmo tempo meu corpo me traia parecendo gostar do toque.

Por que não conseguia resistir mesmo sabendo que ele apenas abusaria de mim.

Ele deslizou para apalpar minha bunda e apertou sentindo a carne exposta ainda por cima do tecido fino da cueca. O meu desespero aumentou e para impedir esse abuso comecei a me remexer consecutivamente esperneando e chutando e assim acabei acertando o meu tênis no queixo dele o que o fez soltar um palavrão furioso.

— Caralho! Eu vou te matar agora sua aberração do inferno!

Ele ferozmente levantou em minha direção e com a mão livre fez um punho e quando menos esperei senti o impacto do soco contra meu rosto e ainda pra piorar Caio soltou meu braço brutalmente me jogando no chão como um saco de lixo.

Sentia um liquido quente escorrer do meu nariz e manchar minha camisa branca de vermelho, era meu sangue que saia em grande quantidade do meu nariz quebrado. Eles começaram a rir da minha situação achando divertido me ver nessa posição indefeso, não sabia o que tinha feito pra merecer tudo isso. Jamais fiz algum mal a alguém e por ser assim um menino tímido e bom sofro injustamente.

— Vejam só o viadinho chorando que peninha.

Josh debocha se agachando ao chão bagunça meu cabelo e puxa fortemente pra trás minha cabeça.

— Você merece sofrer mais! Muito mais.

— Não fiz nada pra vocês fazer isso comigo! - tentei me defender usando minha voz que saiu embargada pelo choro descontrolado que não conseguia evitar e o sangue na parava de sair do meu nariz.

— Isso é o que você pensa! - gritou de volta na mesma altitude.

— Então digam por que fazem isso comigo? Sempre estive na minha e nunca dei motivos para ser odiado tanto!

Dizia tudo ainda jogado no chão, na pior posição da minha vida.

— Você ser um viado asqueroso já é motivo suficiente pra ter ódio e repulsa. - disse Edmundo com todo desprezo e nojo.

— Não sou o que dizem. - falei com minha voz fraca e sem energia pra encara-lo. — Você precisa entender que cada um escolhe aquilo que quer ser, e ser homossexual não é uma doença como pensam, e aprenda que viado é um animal assim como vocês incapazes de aceitar uma coisa tão normal.

— Normal? Acha mesmo que uma pessoa defeituosa e asquerosa como você é normal, tu é a pessoa mais suja que existe.

— Então você é um completo idiota por pensar isso de mim.

Vejo que Edmundo fica enfurecido com minha atitude corajosa por falar a verdade e ter o enfrentado, ele estofou os peitos enquanto Josh e Caio se afastam sorrindo sabendo a intenção do amigo e que ele explodiria acabando comigo.

— Você não passa de um viado imundo! Não deveria nem ter nascido pra ser tornar essa pessoa com essa doença gay que tem! E nunca, nunca mais fale assim comigo seu merdinha!

Nesse momento eu consegui me levantar e ficar a altura dele – não literalmente já que ele é mais alto que eu –, mas eu queria sair daqui e nunca falar com ele, à esperança que eu tinha morreu agora.

— Nem se eu quisesse falaria com uma pessoa tão troglodita como você. - digo olhando profundo naqueles olhos claros. — Percebei que meu pior erro foi ter entrado nesse banheiro, e estou saindo agora.

Precisava sair daqui e esquecer tudo que aconteceu aqui, a explicação para meu nariz seria que eu caí de cara no piso molhado e quebrei. Uma meia verdade.

— Não vai sair porra nenhuma. Ainda não terminei com você.

Ele rebateu com seu jeito arrogante que fazia meu peito queimar de raiva por sua atitude fria e insensível. O coração dele era como um grande iceberg incapaz de ter bondade e amor e principalmente piedade de alguém.

— Não quero saber. - falei outra vez virando a costa e ele pega em meu braço por reflexo me impedindo de sair.

O toque me pega desprevenido e a sensação que sinto é a mesma. Uma onda de calor, uma eletricidade que me estremece por dentro, ele por um segundo parece também sentir, fica parado olhando para onde sua mão está segurando. Até que ele parece voltar à realidade.

— Repito que ainda não terminei e você ficará. - diz autoritário.

Tinha esquecido tudo e parecia que ali dentro só estávamos nós dois. Mais isso não era um sonho com conto de fadas e sim um pesadelo inacabado.

— Para quê? Olhar essa tua cara de imbecil e suportar ouvir humilhações da tua boca suja! Não muito obrigado.

Rapidamente Edmundo jogou meu corpo contra a parede de azulejo branco. As mãos dele estavam envolta do meu pescoço ele queria acabar comigo e iria me enforcar.

O pavor voltou.

— Me so-solta! Tira suas mãos do meu pescoço!

Ele olhava para mim intensamente. Era um olhar de puro ódio. Um olhar felino selvagem raivoso que queria devorar e arrancar minha cabeça.

— Porra Ed acaba com a vida desse gay desgraçado! - Caio começou a incentivar o cumplice.

— Isso mesmo acaba com a minha vida. Aposto que aliviaria mais seu ódio e o deixaria orgulhoso.

Esperei uma reação dele mais Edmundo ficou apenas olhando para mim da mesma forma de antes e cheguei a pensar o que estaria se passando na mente dele para ficar desse jeito. Será que ele também está sentindo alguma coisa diferente por mim? Não isso era impossível de acontecer. Ele me odeia e nunca vai gostar de mim como gosto dele

— Você não tem coragem! É grande perdedor fraco!

E sem pensar já muito fora de mim não sei como mais acartei um tapa naquele rosto másculo retribuindo o murro que levei antes. Nesse momento ele pareceu acordar e seu olhar ficou preto agora, mais sombrios que o normal.

— Não devia ter feito isso!

Sem esperar ele agarrou a minha camisa e nem medindo as consequências girou meu corpo empurrando e quando senti o impacto chocante que fez minha cabeça ao atingir a beira da pia de mármore que quebrou com a força pude perceber o quanto de ódio ele tinha de mim não era pouco.

Estava destroçado e iria morrer assim só por que sou visto como diferente por esses garotos que se acham os seres mais normais do mundo, eles estão completamente errados por que atitudes como essas só demostram que quem precisa de mudanças são eles.

Comecei a ficar mais fraco e não consegui mais ficar de olhos abertos, minhas pálpebras pesaram e tudo ficou mais leve, acho que estava morrendo, minha cabeça ainda latejava e não ouvia mais nada somente ruídos, mas mesmo assim consegui ouvir os gritos de meus amigos mais especificamente o de Gui em tom desesperado.

— Seu desgraçado o que você fez com ele!

Gui parecia muito transtornado e isso foi surpresa pra mim! Nunca o vi tão consumido de raiva. Mais eu não queria que ele me defendesse e se machucasse por minha causa, isso eu nunca aceitaria.

— Esse imundo merece morrer e eu vou matar!

Essa era a voz dele, Edmundo se pôs a gritar feito louco, estava completamente dominado pela maldade.

— Você é maluco! Está pensando que é quem para fazer uma coisa dessas, porra! - Gui ainda continuava a berrar em minha defesa.

— Sai de perto de mim caralho!

Edmundo insistia em terminar o que tinha começado: acabar comigo. Talvez ele conseguisse.

— Você não vai mais tocar nele!

Gui parecia alterado e furioso. Não sei direito o que estava acontecendo, mas pelos sons eles começaram uma briga.

Logo depois num minuto repentino aquele banheiro estava lotado de pessoas fazendo burburinho e comentando o que viam, enquanto eu continuava no chão mais sentia que Luíza estava ao meu lado.

— Calma Bruno...

— Lu mi-minha cabeça. - a dor impediu minha fala

— Eu sei... Não fala nada já ligaram para ambulância e pro teus pais.

Minha cabeça doía e a minha vista muito turva, a dor já era forte demais e tudo começou a girar na minha volta e as coisas passaram a ser somente um borrão e depois... consegui ainda escutar malmente a voz de Luíza chamando por meu nome e isso durou só alguns segundo até eu fechar os olhos.

— Bruno não...  


Notas Finais


Primeiro capítulo meio tenso hein... Se gostou deixe seu comentário que terei o prazer em responder, compartilhem suas opiniões sobre o que espera que vai acontecer. Tchau pessoal.


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