História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 4


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 3.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - De melhor amigo à ex


Não queria retornar mais eu não poderia deixar ser abalado pelo ocorrido, precisava chegar e enfrentar tudo de uma vez e mostrar para essas pessoas o quanto forte posso ser quando quero e é essa imagem que vou passar a partir de agora.

Conforme eu andava pelo corredor da escola sentia vários olhares pra cima de mim, era notório como eles ainda não tinham esquecido a cena do banheiro, eram como hienas famintas por uma carne. E eu era a carne que eles devoravam com os olhos.

Quando passei pela porta da minha sala e fui em direção a minha carteira logo avistei a figura de Guilherme, sentado no seu canto habitual, ele mexia em seu celular e não percebeu a minha chegada.

— Oi Gui. - fui até próximo dele e cumprimentei, ele tirou sua atenção do aparelho e ficou me encarando.

— Oi. È bom ver você recuperado.

— Sim estou muito melhor.

— Legal. Mais eu pensei que não fosse aparece hoje.

— E por qual razão eu não viria?

— Por nada... esquece! - ele se recusa a dizer.

— Eu tenho certeza que você tem algo a me dizer, vamos fale Gui.

— Eu julguei que o medo de encarar esses idiotas daqui da escola fosse ser pesado pra você, principalmente o Edmundo que ainda pode querer terminar o que ele começou no banheiro.

— Realmente sua logica tem sentido, mas eu não posso ser mais fraco como antes Gui.

— O que você esta querendo dizer com isso? - faz uma cara de confuso.

— Escuta bem, aquele acontecido no banheiro poderia ter terminado em uma tragédia e eu por alguma razão sobrevivi, e se estou aqui hoje é por que tenho um proposito, não vou ficar correndo com medo de uma pessoa, Edmundo não é tudo o que as pessoas pensam.

— Falando desse jeito consigo perceber o quanto mudou interiormente, parece mais decidido, só não sei se isso é bom.

Ele ficou impressionado com a minha firmeza que usei nas palavras.

— Tem razão eu mudei e estou decidido a encarar aquele que tentou tirar a minha vida, junto a sua tropa de seguidores.

— Não acho certo você pensar assim Bruno, pensa pelo lado racional que pode acabar ainda mais machucado.

— Eu não preciso de ninguém para me defender. Posso fazer isso muito bem sozinho.

— Parece que não, caso contrario eu não teria encontrado você ferido e desacordado naquele banheiro e com Edmundo feito um bicho querendo estrangular teu pescoço.

— Ah e por isso você se sentiu no direito de me defender e bancar o herói?

— Faria qualquer coisa pra defender você, somos amigos. É isso que os amigos de verdade fazem.

— Fico grato por você ter me defendido, embora isso não tenha adiantado muito, mas quero que a partir de hoje pare de bancar o herói por mim.

Talvez eu tenha pegado um pouco pesado em minhas palavras, mas não voltaria atrás, eu estou apenas querendo proteger Guilherme.

— Sabe o que eu penso sobre você agindo assim? Que está querendo mostrar um lado forte que você não tem e que só vai acabar se machucando ainda mais, e no fim vai se dá conta de que não passa de um garoto tímido e perceber que este é você de verdade e sempre vai precisar de alguém para te defender.

— Acha que eu sou incapaz de me defender sozinho? É isso que você pensa de mim?

— Desculpa mais é sim. Eu posso defender você Bruno, e não faço isso por heroísmo e sim por que você é meu melhor amigo e gosto muito de você, mas do que imagina...

Parado diante de Guilherme e vendo o quanto ele poderia estar sendo sincero com essa justificativa eu ainda não achei suficiente para acalmar minha cólera exaltada pela emoção.

— Você precisa entender que eu não quero ninguém me defendendo, eu nunca precisei que fizessem isso por mim e saiba que posso resolver meus problemas sozinhos. Edmundo é um problema meu. Fique fora disso!

Os olhos de Gui ficaram profundamente magoados com o que acabei de falar.

— Com certeza pelo modo que fala ele parece ser bem mais que um problema pra você. E farei como você quiser, ficarei o mais longe possível de você.

Num xeque mate Gui encerrou aquela conversa e com isso sentou na sua carteira sem mais querer olhar na minha cara.

Não tenho reação para essa resposta de Gui, ele sempre consegue me deixar sem palavras quando estamos tendo uma conversa tensa, ele sempre consegue colocar ideias das quais eu nunca cheguei a comentar com ninguém, mas ele tem esse poder de insinuar.

Ainda tentei argumentar alguma coisa e não deixar essa conversa por incompleta mais o sinal tocou e logo a sala começou a encher de alunos e nisso o professor entra. Luísa também veio logo atrás esbanjando sua beleza, vestida numa calça jeans preta apertada e a farda branca da escola se ajustava muito bem em seu corpo. Ela chegou perto e sentou numa carteira ao lado da minha.

— Bom dia Bruno.

— Só se for pra você.

— Nossa mais o que houve você esta com uma cara. - disse notando meu modo seco ao falar.

— Eu e Gui acabamos nos desentendendo antes de você chegar, mas depois eu te conto tudo com mais detalhes.

— Vai contar mesmo já que eu estou muito curiosa.

De repente olho para a porta e vejo uma garota desconhecida, presumir ser aluna nova, ela era branquinha e tinha uma estatura baixa, mas seus cabelos eram pretos e confesso muito bonito, uma boca chamativa com um batom rosa.

Mais o que surpreendeu foi a sua roupa, diferente das outras ela usava minissaia deixando a mostra suas pernas lisas. Todos focaram sua atenção nela enquanto pediu permissão do professor para entrar na sala e se encaminhar para uma carteira vazia.

— Quem é essa? - Luíza chega para mais perto de mim e baixinho ela pergunta.

— Aluna nova e é bem desinibida pelo jeito dela, reparou no tamanho da saia? É mais curto do que o permitido.

— Sinto cheiro de putinha no ar.

— Lu, por favor, não vamos julga-la, afinal nem conhecemos ainda.

— Nem preciso conhecer pra saber o tipo de garota que ela é.

É isso estava claro, minha prima não foi com a cara da nova aluna e de fato eu tinha que concorda, ela não era nem um pouco discreta usando uma roupa não adequada para uma sala de aula, os garotos estavam babando por ela.

— Você senhorita poderia começar se apresentando para a turma. - o professor disse para a nova aluna.

Ela prontamente levanta de sua carteira e passa as mãos alisando a sua minissaia antes de começar.

— Eu me chamo Manuela, tenho 16 anos e fui transferida de outra escola pra cá. E não que seja importante mais tenho um irmão que estuda aqui. Obrigada. - finaliza sua apresentação.

— Seja muito bem vinda Manuela.

Depois desse momento finalmente a aula começou de verdade e para minha surpresa e também de Luiza, a nova aluna por ter esquecido seus livros teve que sentar ao lado de outro colega e escolheu o Gui.

— Eu não acredito! - Lu pragueja nada contente.

— Relaxa Lu, ela não esta fazendo nada demais.

— Olha como ela esta se insinuando para cima do Gui.

Era verdade, a garota falava muito próximo de Guilherme, se encostava demais passando as mãos nos braços dele e sorria provocantemente. Já Gui parecia estar apreciando sua nova companhia e se aproveitava tirando uma casquinha da tal Manuela.

Desse modo a aula foi transcorrendo e as horas lentamente passando, tive de aturar os risos e conversinhas dos novos amigos, e finalmente o intervalo chegou.

Sem perder tempo todos da sala foram saindo e os dois também, eu pensei que Gui iria falar comigo, mas pensei errado, ele apenas passou pelo meu lado e me ignorou completamente.

— Agora me diz o que aconteceu aqui antes de eu chegar?

— Gui veio com um papo de heroísmo para cima de mim, e eu falei que não queria ninguém me defendendo principalmente ele.

— Nossa você pegou pesado!

— Calma que ainda não terminei. Então, depois disso ele disse que gostava muito de mim, ate mais do que eu imaginava, porem decidi falar a verdade e ele não gostou e por isso agora estar assim.

— Ele apenas quer proteger você Bruno. Que mal há nisso?

— Não que Gui se machuque por minha causa.

— Certo, eu não vou contestar tua opinião.

— Acho bom mesmo. Agora vamos! - digo puxando ela pelo braço e saindo rumo ao refeitório.

Ao entrarmos na área de recreação da escola, como sempre estava agitada e barulhenta, Luiza me arrastou diretamente para a fila da cantina já que estava faminta e quando chegou sua vez, fez o pedido de uma porção de batatas fritas e um hambúrguer acompanhando de muita maionese e mostarda. Eu por outro lado não estava com tanta fome e pedi apenas duas coxinhas de mandioca e frango desfiado e uma Coca-Cola.

Com minha bandeja em mãos fiz o desafio de sair andando pelo meio daquelas mesas espalhadas e lotadas de alunos conversando e rindo, grupos divididos e a gritaria era irritante aos meus ouvidos. Eu tenho péssimas lembranças desse refeitório por que aqui numa certa vez fui feito de palhaço diante todos.

Certa vez quando estava no oitavo ano, durante o intervalo quando voltava da cantina após pegar meu lanche tive que passar pela mesa do grupo de Edmundo, mas infelizmente eles começaram a zoar de mim e ainda por cima me derrubaram no chão onde caí derramando todo meu lanche encima de mim.

Eu não gostava de ter esses pensamentos de quando eu era a diversão do grupo de Edmundo, eles não tinham piedade de mim. Eu me escondia com medo de aparecer e ser humilhado, preferia sair cedo ou ficar na biblioteca. Mais hoje eu já superei e estou tentando enfrentar sem medo das consequências.

— Bruno?

Escutei a voz de Luiza me chamando e percebi que já estávamos sentados em uma mesa.

— Desculpa. Eu tive um devaneio.

Expliquei e peguei uma coxinha enrolando num guardanapo e dei uma mordida, estava deliciosa.

— Percebei você ficou calado apenas olhando pro nada tipo um zumbi.

— Ótima comparação hein. - ironizei de modo divertido.

— Ah meu querido você seria o zumbi mais lindo do mundo!

— Exagerada você! Mais não fala de zumbis, eles são nojentos e eu odeio tudo que envolva essas criaturas.

Passamos a conversar sobre outras coisas e estávamos muito a vontade apenas nós dois, nem parecia que faltava um integrante, Gui tinha mesmo escolhido outro lado, e é nesses momentos que percebemos o quanto as pessoas podem ser falsas.

— Então você gosta mesmo do Edmundo?

Toquei nesse assunto, precisava saber da boca dela, e por mais que seja difícil pra mim, precisava saber de mais detalhes.

— Não vou mentir pra você Bruno, eu sinto alguma coisa por ele, mas estou tentando esquecer.

— É tão fácil gostar dele né? Pelo que vejo você não parece ser a única.

Eu estava me ferindo às outras garotas que também sentem algo por ele, mas estava mesmo de verdade era me incluindo nessa lista.

O único garoto que sente algo pelo bonitão da escola. Que grande patético eu sou.

— O que esta querendo dizer com isso? Por acaso você não... - arregalando os olhos Luiza evidenciou sua surpresa, eu já sabia o que ela estava insinuando.

— Não seja ridícula Luiza! Claro que não. Imaginação muito fértil você tem. - disfarço a ideia dela que está certíssima ao meu respeito.

Seria tudo tão mais simples se Luiza soubesse sobre mim.

— Melhor assim, não saberia como reagir se fosse verdade. - ela disse com toda sinceridade, e eu ali fiquei sem chão.

Seria uma grande batalha pra mim esconder de Luiza o que sinto pelo garoto que ela também gosta. Eu realmente precisava tomar cuidado e tratar logo de deixar meus sentimentos por Edmundo morrer.

— Você não precisa ter essa preocupação. - digo numa forma de assegura-la.

Eu precisava manter essa farsa até o momento certo.

— È eu sei que sim e estou mais confiante agora, decidi que tem outros muitos melhores que o Edmundo.

— Aham! Quer dizer que tem outro na tua mira então?

— Eu nunca fui fraca e paqueras jamais faltou, agora eu estou de olho no Pedro Medeiros do terceiro ano.

Uma boa novidade enfim meus ouvidos estavam escutando, Luiza desapegando dos sentimentos por Edmundo, isso é uma boa noticia.

E Pedro é um garoto de uma aparência bonita, ele tem seus encantos por possuir olhos verdes, mas o que impressiona é a altura, jogador do time de basquete e tem um corpo parcialmente forte, ou seja, Lu não estava perdendo nada e sim ganhando um garoto legal e bonito.

Era bom saber que Luiza estava realmente atraída por esse outro garoto e dessa forma ela esqueceria de uma vez por todas a sua paixão por Edmundo. Eu nem deveria estar pensando nele, mas era difícil não pensar, ele parecia dominar meus pensamentos. Mais por falar nele olhei rapidamente para o lado oposto diretamente para a mesa onde ele costuma sentar com seus amigos.

Lá estava ele sentado em sua cadeira e por ironia de frente para mim e eu podia quase sentir seus olhos nas vezes em que desfiava da conversa e observava todo o ambiente, mas dessa vez ele não me enxergava, pois estava muito bem distraído e acompanhando por Camily, uma garota loira de corpo magro e metida, ela sentava no colo dele e com as mãos alisava os cabelos do pescoço.

Camily parece ser o tipo de garota oferecida que adora estar se esfregando e grudada enchendo o saco, mas Edmundo parece gostar da companhia dela. Isso me deixa um tanto ferido por dentro, apesar do que ele fez comigo no banheiro eu não consigo parar de sentir o que sinto, parece ser muito mais forte que eu. Preciso aceitar a realidade, ED nunca será meu.

— Você esta gostando mesmo desse garoto? - retorno a minha conversa com Luiza que nesse momento terminava seu lanche

— Sim estou o conhecendo ainda. - diz ela limpando o canto da boca com o guardanapo.

— E ele já sabe que você gosta dele?

— Ainda não mais acho que ele percebe, não sei o que pensar. - ela estava pensativa olhando para os lados. Será que o procurava?

— Então toma a inciativa, você é sempre tão decidida por que esperar dessa vez. - incentivo querendo vê-la com alguém que ela goste de verdade.

— Sim eu sou mais na frente dele eu fico sem jeito e toda envergonhada.

— Hum, isso é jeito de quem está apaixonada!

— Apaixonada não, pelo menos eu acho que não, é complicado.

— Entendo, mas assim o que você sentia por Ed, acabou? - simplesmente saiu da minha boca, não consegui controlar.

Lu ficou um tempinho calada pensativa, ela também não esperava por essa pergunta, e eu não sei o que deu na minha cabeça por tocar outra vez no nome desse infeliz.

— Eu gostei dele, não ao ponto de estar apaixonada, apenas sentia atração, mas não ficarei me iludindo por um garoto que nunca olhou pra mim, cheguei a conclusão que Ed é perca de tempo.

Por essa resposta eu não esperava, ela falou muito decididamente que esta mesmo disposta a esquecer desse sentimento, uma parte de mim achava isso maravilhoso, já outra eu me sentia estranho por gostar do mesmo garoto que minha prima.

— Olha só quem esta ali no meio das cobras. - Luiza sussurra baixinho e diz para eu olhar na direção da mesa dos populares, era Manuela que estava falando com Marcos e parecia conhece-lo muito bem, e foi aí que lembrei, ele é irmão dela.

— Ela é irmã de Marcos.

— Não faz a menor diferença pra mim. - diz Lu com desdém.

O sinal toca anunciado o fim do intervalo e levantamos para retornar as nossas salas. Durante o caminho até a sala no meio do corredor Lu avisa que precisa ir ao banheiro e eu sigo sozinho. Pelo que percebi a turminha do mal sairiam do refeitório antes do sinal tocar e isso foi um alivio por não ter que encontrar com eles.

Quando estava chegando perto da minha sala não sei como mais sou surpreendido com um puxão forte no colarinho da minha camisa e sou fortemente jogado contra a parede literalmente.

— Olá frutinha... - a voz roucamente arrepiante soou em meus ouvidos.

Eu sabia a quem pertencia muito bem e agora ele veio cobra sua divida inacabada naquele dia e eu o enfrentaria.

Caio segurava minha camisa entre seus dedos e olhava diretamente em meus olhos.

— O que você quer? − perguntei rude.

— Tu não tens medo mesmo né seu merdinha?

— Como adivinhou hein? - respondi com ironia.

Ele fica claramente surpreso com meu desafio em enfrenta-lo assim descaradamente e eu também sentia orgulho da minha coragem e não hesitar o temendo como um cão medroso correndo com o rabo entre as pernas.

— È. Voltou mesmo cheio de atitude. − soprava em meu rosto e queria arrancar os cabelos castanhos dele puxando com força. – Só te digo se não quer se machucar comece a baixar essa crista seu franguinho!

— Não tenho medo de ameaças.

— Eu ao contrario de você terei afinal existe pessoas más por aí e não perdoam gente do teu tipo. - falou friamente cada letra que fez meu corpo se esfriar com essa ameaça e também um alerta.

— Vão bater em mim até a morte agora? È só isso que sabem fazer bater em gente inocente que não tem culpa de ser o que é! Que tudo não passa de escolha de cada um!

— Fica de boca fechada! Não me obriga a mandar você de volta para o hospital! - grita e aperta meu pescoço e bate minha cabeça na parede me deixando meio tonto.

— Acabe logo com isso Caio. − falo sentindo minha cabeça rodar e ainda vejo todos parados filmando o que acontece. — Sei que quer alguma coisa. Então fala logo.

— Escuta bem o que vou falar bichinha. - sussurrou aproximando a boca do meu ouvido. — Quando acabar a aula é pra ir até a antiga sala de artes que tem uma surpresa te esperando lá.

— Acha mesmo que sou idiota para ir naquela sala vazia pra tu e teus amigos de merda me espancar!

— Você não tem escolha! - afirma autoritariamente como já sabendo que de fato não tenho saída. — Se caso não aparecer vai ter consequências piores.

Finalizando seu aviso empurrou meu corpo outra vez na parede e depois soltou minha camisa com uma rispidez e ainda tem o descaramento de limpar as mãos na calça como se tivesse pegado em alguma coisa infectada por baterias e tendo nojo de ser contaminado.

Ele fazia isso pra me humilhar e ainda falar que sou imundo por ser uma bichinha que da a bunda na frente de todos que riem da minha cara encostado naquela parede completamente diminuído e envergonhado.

Caio olha uma ultima vez pra mim e dá as costas andando rumo a escada para o segundo andar. Suspiro querendo uma solução para acabar com tudo isso e apenas ter um dia normal aqui nessa escola e tudo ainda é somente o inicio.

Mais e agora o que será que me aguarda naquela sala de artes? Será mais uma armação do grupo querendo acabar comigo e finalmente dar um fim em minha vida por puro preconceito? Seja o que for eu não terei mais medo e irei descobrir sozinho.



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