História Um Amor à Primeira Vista - Capítulo 5


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Amorgay, Boyxboy, Escola, Fanfic, Gay, Gls, Hot, Romancegay
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Palavras 4.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Duas coisinhas a dizer sobre esse capítulo' 1; está gigante, 2; e tem o primeiro beijo do casal. Será q rola???

Capítulo 5 - Primeiro beijo


Após ter recebido aquele aviso ou talvez até mesmo uma intimação forçada de Caio na hora do intervalo fiquei parado respirando um pouco encostado na parede do corredor pensando, na verdade nem sabia o que pensar a respeito desse aviso para que eu fosse à sala de artes no termino da aula. Tinha medo que fosse mais uma armadilha para mim... E dessa vez eu não teria a ajuda de Gui para me livrar mesmo a contra gosto.

Desencostei da parede e ajustei minha roupa que o Caio amaçou toda e depois entrei na minha sala sentando em minha carteira, mas a diferença de quando cheguei na escola era que minha cabeça tinha uma nuvem negra carregada cheia de incertezas.

Minutos depois Luiza retorna do banheiro onde tinha ido retocar a maquiagem mais só que ao seu lado a acompanhando estava Gui que falou alguma coisa no ouvido dela e logo foi para seu assento. Não iria perguntar o que falava porque não sou tão curioso assim e depois ele era de menos em meus problemas.

A nossa conversa nem tinha terminado e ele me deixou com muitas coisas entaladas e agora age como se fossemos dois inimigos. Nem parece aquele meu amigo carinhoso e cheio de saudade. Não ficaria chorando e muito menos lamentando o fato de nossa amizade ter possivelmente acabado, antes de qualquer coisa não fui eu quem virou as costas e sim ele, por isso eu apenas sentia muito.

Luiza também veio sentar em sua carteira atrás de mim e teclava mensagens no seu celular eu sabia muito bem quem era a pessoa do outro lado e torcia muito que esse rolo se desenrolasse logo.

O professor entrou na sala e deu inicio a sua aula. Tentei focar a minha atenção mais a minha mente estava muito longe e nem dava importância para o que meu professor explicava. Não conseguia ficar concentrado em nada e hoje era apenas o inicio dessa semana que já começou agitada.

Outra coisa que rodava em minha mente era sobre a tal sala de artes e o que encontraria lá caso eu realmente fosse. Deveria ir ou não? Ainda continuava pensando numa cilada armada por Caio e sua turma. Ele é muito esperto e pode muito bem está tramando alguma coisa. Aquele aviso dele no corredor foi muito estranho.

Mais e se eu não fosse? Ele arranjaria alguma forma de me prejudicar e isso eu não queria.

Os minutos passavam lentamente arrastados o que me deixava muito ansioso para sair dessa sala. Olhei de relance para Luiza e a mesma de alguma forma conseguia deixar sua concentração focada na aula.

Finalmente termina as ultimas aulas do dia. Os outros alunos já levantavam de suas carteiras as arrastando apressados arrumavam seus materiais, enquanto isso eu permanecia sentado na minha esperando o movimento cessar para poder sair também.

Cada minuto que passava eu ficava mais nervoso, já tinha decidido que iria sim naquela sala mesmo que corresse perigo, não deveria ter medo e deixar a turma malvada judiar de mim da mesma forma da semana passada, preciso acabar logo com essa situação que já estava perdendo a graça.

Logo mais organizei meus livros e cadernos em minha bolsa, hoje eu não deixaria no armário, levantei do meu assento e Luiza já me aguardava na porta e percebi seu humor negro evaporando. O que houve?

— Que foi? - fui logo perguntando.

Conhecia muito bem a prima que tinha.

— Não percebeu? - responde com outra pergunta para minha frustração aumentar de nível.

— Deveria ter percebido? - coloquei minha bolsa na costa enquanto a fitava.

— Onde está com essa cabeça, Bruno? - ela desencosta da porta para começar a caminhar ao meu lado.

— Colada no pescoço num é obvio!

— Muito engraçado. - ela desdenha. — Estou falando da cena ridícula dos dois novos amigos, Manuela e Gui, falando de você! Ela ainda fez questão de esbarrar em meu ombro quando passou por mim!

— E daí? Isso é pra acostumar. - digo indiferente.

Não fazia muita alteração no fato de ter mais pessoas que me odeiam. Meu melhor amigo foi para esse grupo infelizmente se alinhando a nova capeta chamada Manuela.

— E daí? É assim que você reage?! Nada disso! Eu não vou mais deixar aquela ridícula fazer de mim gatos e sapatos!

— Deixa de ceninha Luiza. Eu passei por tudo aquilo por que esses garotos me odeiam pelo meu jeito de ser, e Manuela esta fazendo o mesmo.

— Uma coisa não tem nada haver com a outra. - em tom de indignação.

— Tudo bem não vamos mais falar sobre isso. - esse assunto já estava ultrapassado.

— Então você vai pra casa agora? - mudou de assunto percebendo que não queria mais falar da nova aluna irritante.

Agora eu precisava mentir se quisesse ir sozinho a sala de artes, conhecendo Lu ela não me deixaria pisar naquele ambiente depois do que aconteceu.

— Vou primeiro a biblioteca deixar um livro que tinha emprestado. - uso esse pretexto mentiroso para não dar desconfiança.

— Ah, então vou com você.

— Não precisa se incomodar, eu vou sozinho não quero te atrasar.

— Não é nada demais, também quero pegar um livro. - ela insiste em me acompanhar.

— Não Lu vai na frente e avisa ao Charles que fui a biblioteca para ele não ficar preocupado! Faça isso pro seu primo querido?

— De alguma forma sinto que quer me despachar, vai aprontar alguma coisa?

Ai como ela é irritante.

— Por Deus Luiza! Não eu não apronto nada, até parece que você não me conhece, eu vou deixar o livro e pronto!

— Esta bem eu vou embora, mas não pense que me engana ouviu bem? - disse contrariada e insatisfeita e ainda alerta sobre suas suspeitas.

Eu mereço alguém como essa maluca.

Assim fiquei sozinho em meio aquele corredor com luzes florescente completamente vazio e silencioso, meus pés começaram a mover me levando adiante para encontrar os responsáveis pela minha cabeça fraturada. Segui andando no primeiro andar e no fim do corredor ficava a sala mais afastada possível de tudo e aqui as luzes estavam apagadas e o frio começou a percorrer meu corpo.

Quando parei de frente a porta branca da sala divida duplamente abrindo para dentro eu fiquei mais nervoso que antes e agora não podia mais voltar e correr como um covarde. Devagar empurrei a porta que soou um barulho irritante. Dentro da sala estava tudo muito escuro mais não tinha nenhuma evidencia dos garotos. Era para todos estarem aqui a minha espera como Caio havia dito que tinha uma surpresa achei que eles fossem a surpresa mais estava enganado.

Será que eles desistiram e foram embora e resolveram me deixar em paz? Ou poderiam estar escondidos esperando o momento certeiro para atacar? Diante a todas as duvidas eu resolvi me manifestar usando a minha voz gritando os chamando.

— Estou aqui agora! - gritei e minha voz saiu alta abafada pela sala fechada.

Mais não recebi nenhum sinal de volta.

— Cadê vocês hein! Estou aqui agora apareçam! - tentei mais outra vez.

Nadinha.

Um completo silêncio reinava no ambiente escuro amontoado com mesas brancas e bancos altos como os de bar, tinham quadros inacabados todos rabiscados de tinta, cavaletes em pé e outros quebrados, podia ver malmente por um pilar de luz que entrava pela pequena janela de vidro bem no alto da parede. Estava na cara que era uma brincadeira daquele idiota do Caio, pra começar nem deveria ter vindo aqui. Quão burro eu fui!

Decidi que era hora de dar o fora dessa sala escura e sombria dominada pelo abandono. Voltaria pra casa e nunca mais acreditaria nas palavras de um idiota que só quer zombar da minha cara, mas eu estava aliviado por não encontra-los e ainda estar inteiro. Virei nos calcanhares para abrir a porta quando as luzes da sala acenderam sozinhas e o barulho de algum armário sendo arrastado do canto inundou meus ouvidos.

— Mais o viadinho vai embora sem falar comigo?

Minhas pernas ficaram tremulas como gelatinas e não consegui mais me equilibrar e por conta disso me apoiei segurando em uma mesa ainda de costas adiando a vontade e temendo a coragem de encarar o garoto que me feriu tanto emocional e fisicamente há uma semana. A voz dele era inconfundível e indiferente a todas que já ouvi, era mais rouca e até baixa mais era tão única que me fazia quase flutuar.

Edmundo estava escondido todo esse tempo que esperava aparecer alguém aqui ele ficou escondido atrás de um armário enquanto eu fazia o bobo assustado e ele ria da minha cara.

— Não vai olhar pra mim coisinha? - tornou a falar disposto a me ofender.

Equilibrei minhas pernas não deixando meus nervos fraquejarem com a visão que veria quando o vesse parado me observando, contendo meu desespero de fugir daqui antes de ser abatido pelos meus sentimentos traidores eu sem opção virei ficando frente a frente de Ed.

— Fala comigo loiro idiota! Eu estou aqui pra você. - diz avançando um pouco enquanto eu vacilo pra trás não querendo proximidade dele.

Engolindo secamente para conter meu nervosismo que ia cada minuto ficando acumulado em meu corpo optei por deixar tudo de lado e lidar com esse traste a minha frente.

— Então foi você quem mandou Caio me afrontar pra vim aqui na tua armadilha. - meu olhar encontrou o dele e imediatamente desviei para não sentir a queima que sinto ao olha-lo assim tão tentador de bonito.

— Olha até que gayzinhos são inteligentes... achava que todos só pensassem em bater cabelo e se vestir de mulher. - provocava com suas ofensas.

Ele sempre fazia essa ideia de mim.

— O que você quer comigo? Vai agora terminar o que não conseguiu semana passada seu covarde!

— Nada me daria mais prazer que te ver morto, mas não é por isso que esta aqui.

Sinto meu peito levar uma pontada, ele me odeia tanto a ponto de me querer morto, e eu idiota fico ainda mais sem jeito perto dele. Meu coração chega a bater descontrolado, a mistura do medo e da paixão está junta.

— Você é um monstro! Doente mental por querer a morte de uma pessoa! - grito.

Ele dar um sorriso de lado mostrando.

— Adoraria fazer maldades com você. Varias crueldades com teu corpo imundo mais estou proibido de tocar no loiro gay. Não posso tocar um dedo!

— Uma hora tudo isso teria que parar.

Ele olhou pra mim parecendo está pensando numa resposta sucinta, analisou meu corpo num checape completo fazendo aquele frio subir de imediato. O que está passando por essa cabeça maluca que ele tem?

— Por mim não parava nunca, mas as ordens do diretor foram rígidas se caso machucasse você de novo eu seria expulso. Expulso acredita nessa injustiça!

— Isso era o que você merecia depois de tudo que fez comigo! Você e aqueles péssimos amigos que tem!

— Não ouse falar dos meus amigos com essa boca de viado porra! Vai ser difícil manter as ordens, eu não consigo evitar olhar pra tua cara e não a ver destruída. Eu estava fazendo um favor as pessoas normais exterminando um ser da tua raça!

Ouvir tudo falado assim com tamanho ódio de alguém que nutro um sentimento é doloroso, saber o quanto sou odiado acaba com as minhas esperanças.

— A expulsão não era nem o começo do que merece! - digo.

— Nunca serei expulso e não é os seus pais de bosta que vai conseguir me tirar daqui.

— Ver o quanto confiante se acha é ultrajante, mas eu sei a verdade por trás dessa pose toda.

Não deveria dizer isso mais minha raiva era maior que meu controle das palavras, e jogar na cara dele a meia verdade da vida fora dessa escola não é o melhor caminho.

— Deveria controlar a porra da língua e baixar essa pose! O jeito confiante não combina com tua personalidade afeminada.

— A minha confiança incomoda você? Prefere que eu seja aquele que fica calado acatando todas as merdas que sai da tua boca?

— Eu falo a verdade na tua cara que não tolero pessoas do teu tipo e nunca irei tolerar! È fato de que a verdade sempre dói.

— Então me diz que tipo de pessoa eu sou, hein? Fala aqui na minha cara! - furioso eu não fico calado.

— O pior tipo! Horroroso! Aberração! - dizia ele gritando cada palavra e demostrando o quanto é irracional e monstruoso por não aceitar as diferenças.

— Errado! Eu sou o tipo de pessoa igual a você, igual a todos que tem sentimentos, uma vida para construir e fazer de tudo pra ser feliz, é esse tipo de pessoa que te incomoda! Todo mundo incomoda você então!

Desabafo gritando profundamente a minha magoa, minha vontade de mostrar a esse garoto idiota que não sou tão diferente dos outros, que cada palavra dita por ele eu sofro muito e fico abatido querendo ser visto com outros olhos, que sou um lesado por gostar de alguém que me machuca todos os dias e nunca vai me respeitar.

Não é a minha sexualidade que me separa e diferencia de ninguém, mas Ed não compreende e parece não enxergar isso, pois está completamente cego pelo seu preconceito doentio e vai continuar sendo desse jeito sem conseguir ver que o mundo não é como ele quer. Que existe diferença em tudo e não é errado amar alguém do mesmo sexo e o mais importante é ser feliz mais ele não tem a capacidade de ver a verdade.

— Não você não é igual a todos! Nem todo mundo é um gayzinho que não vale o chão que pisa e só serve pra dá a bunda! Você contamina o mundo com a tua maldita doença em fazer nojeiras com outros homens! É indecente! E eu odeio você por ser assim!

Ele também começou a falar tudo que sentia por mim, tudo que incomoda nele, o meu jeito, a minha sexualidade era a principal e ele jamais me deixaria em paz por eu ser assim e ali estava o motivo pra esquecer tudo sinto. A gente não combinava, e nunca daria certo, ele não gosta de mim e eu alimentar um sentimento sem retribuição é perca de tempo.

— Esses motivos são incoerentes! Você nem me conhece de verdade pra ter tanto ódio assim!

Minha voz a essas alturas era afetada pela tristeza súbita que me atingia por ouvir despejos de ódio vindo assim tão abertamente de uma única pessoa, e essa mesma pessoa ainda mexia bastante com meu coração. Não conseguia mais ficar aqui o encarando e nos espinhando com as palavras e eu sabia que como era fraco sairia muito machucado e então para não ficar dilacerado eu iria dá no pé enquanto ainda estou inteiro.

— Nunca conheceria alguém podre por dentro e estragado pelo espirito gay! - disse quando eu pensei em sair dali e parei subitamente. — Queria ter matado você seu filho de uma puta! Eu queria ter te matado!

Como um tiro dolorosamente profundo eu queria ter morrido e estar sangrando no chão por ter escutado tudo isso, ele não se arrepende do que fez comigo e isso só mostra o quanto é inútil lutar por esse sentimento. Eu confesso que no fundo torcia por uma mudança. Porem agora eu a perdi e não sangro por fora mais por dentro à hemorragia é inestancável.

Mais esperar a mudança de uma pessoa que não tem concerto cansa e eu estou derrotado agora então por que não acabar logo com tudo e me doar inteiramente pra ele da forma que ele quer. Realizar a vontade dele é o que farei. Respiro pesado mais mesmo assim em meio ao grande aceleramento cardíaco e desesperado eu grito olhando nos olhos vazios dele.

— Então me mata! MATA! Não é isso que você quer. Te garanto que impune por esse crime não vai ficar. Mata logo! - parado no meio da sala em meio a penumbra eu gritei.

Inesperadamente vejo Ed vindo em minha direção expressando uma tamanha força jogando meu corpo contra a parede. Fechei meus olhos esperando para receber o acerto do seu punho em meu rosto. Mais nada aconteceu. Invés de acerta o meu rosto ele esmurrou a parede fazendo um barulho de osso estralando e ele não demostrou sentir nenhuma dor.

— AHHH PORRA! PORRA! - a voz rouca dele saiu como um urro de pura frustração e raiva.

Ele estava alterado e apertava os olhos reprimindo a fúria, ele não acertou o soco em meu rosto, ele não me bateu como era esperado por mim, ao invés disso preferiu ferir seus dedos na parede. O que fez agir assim e mudar de ideia repentinamente?

Nossa aproximação corporal era de alguns centímetros, ele estava ofegante e quase descansava em cima de mim, a temperatura quente do corpo dele era impressionante, ele era muito calórico e me deixava com uma enorme vontade de passar as mãos em seus braços suados.

Todo esse conflito só fazia despertar mais a onda de desejos que sentia por esse garoto revoltado e confuso com seus próprios pensamentos, ele não queria me machucar mais me odiava com todas as forças. Ele tinha nojo de mim mais agora não tinha coragem de acabar comigo e tudo isso só ia aumentando as minhas duvidas e fazendo eu me perder ainda mais nos meus sentimentos.

Qual era a dele afinal de contas? Eu precisava entender seus sentimentos, mas ele nunca me deixaria entrar. Jamais se abriria para mim.

— Quero acabar com você... quero muito... mais... - minutos calados ele resolveu quebrar o silencio, sinto que ele quer por pra fora algo, porem não se permitia.

— Você é fraco. - fechei meus olhos e lembrei-me do dia em que o chamei de fraco no banheiro e fazia agora de novo.

Ele também mantinha os olhos fechado e foi abrindo-os tendo a visão mais próxima do meu rosto e nossos narizes quase se tocando e eu queria muito sentir sua respiração em meu pescoço... eu queria tudo mais ele não me daria nunca.

— Sou muito é otário por não quebrar tua cara, mas infelizmente eu não posso... não posso mais... - balança a cabeça negativamente muitas vezes suspirando lutando contra alguma coisa presa em seu cérebro. O que incomoda tanto esse garoto?

— Você é fraco. Fraco por não cumprir o que diz. E isso é bom... ainda mostra que tem esperança de mudar.

Não tinha medo das consequências. Não tinha medo do que aconteceria caso ele tomasse a fúria de antes.

— Se eu fosse você calava a boca e não enfrentaria alguém o dobro da sua altura... seu baixinho....

Será que ele percebeu o quanto errado era a sua atitude e o que estava fazendo comigo era injusto? Como eu queria acreditar que sim. Eu olhava especificamente para os lábios dele e é tão rosadinho e inchado perfeito, a forma como ele se movimentava enquanto falava me deixava arfando, os olhos claros me fitavam.

— Sou baixinho sim. E você se diz forte mais está demorando pra acabar comigo. - o medo de antes não era tão grande.

Ele estava meio vulnerável e me aproveitaria disso.

Um pequeno sorrisinho puxou seus lábios rosados e isso era reconfortante saber que dentro dele podia existir alguém melhor que o Edmundo preconceituoso, ele precisava apenas se libertar e aceitar.

— Não se engane comigo eu ainda vou acabar com você por simplesmente te odiar tanto.

Eu também o odiava e não era pouco. Acho que no nível de estatística entre o ódio e o amor os dois estão no mesmo nível, eles se igualavam me deixando na incerteza. Não estava mais suportando a aproximação dos nossos corpos quase colados e o ver olhando pra mim ainda com desprezo e também tinha outra forma indecifrável ali naqueles olhos, eu não sabia o verdadeiro motivo dele estar aqui e ter mandado Caio falar comigo, não sabia qual era a intenção e tudo estava me deixando muito afetado por ele.

O desejo de colar meus lábios nos dele era intenso e o calor do corpo forte dele estava me deixando enlouquecido, uma tortura ter ele tão perto de mim e ao mesmo tempo a quilômetros de distancia. Nunca provarei o sabor daqueles lábios. A respiração dele tocava meu pescoço enquanto me remexia ainda mais preso entre seus braços estendidos me prendendo.

Por que isso tinha que estar acontecendo? Qual era a verdadeira intensão dele em nos manter sozinhos aqui nessa sala? Meus olhos ardiam com lagrimas traidoras querendo molhar meu rosto e tudo pela minha fraqueza, meus sentimentos evaporados, eram proibidos sentir o que sinto. Não podia fraquejar na frente dele. Não seria mais fraco. Ele não merecia me ver chorar estando tão próximo de mim.

— Vai chorar agora? Que foi não aguenta está perto de mim é? - ele provocava começando a notar meu rosto ficar vermelho e a minha transpiração mais irregular.

Não respondi pra evitar transbordar de vez. Precisava sair dessa tortura e ir correndo pra fora dessa sala e ficar longe dele. Agora ele percebia que ficava afetado pelo seu corpo e não queria mais humilhação que essa. Usando uma força não sei de onde e obstinado por sair dessa aproximação eu o empurrei pra longe de mim.

— Eu vou sair daqui! - disse virando a costa e saindo pela porta sem esperar que ele reagisse a minha atitude.

— Não até eu mandar!

Rapidamente ele segurou meus braços me puxando de volta pra dentro e me empurrando de novo contra a parede gelada e prensou meu corpo pondo sua perna entre as minhas deixando queimar pelo contato de nossos corpos mesmo que tivesse roupa.

Aproximou seu rosto na curva do meu pescoço e eu senti o ar quente de sua respiração e principalmente quando ele foi passando o nariz de leve em minha pele me deixando arrepiado por inteiro. O poder que ele exercia em mim era mais forte e incontrolável.

Desceu suas mãos procurando as minhas e quando encontrou pegou as duas levantando meus braços e deixando preso acima de minha cabeça, eu abri meus lábios surpreso com o ato mais reprimi um gemido assim que nossas testas se colaram e ficamos olhos nos olhos.

— O que pensa que esta fazendo? - perguntei tentando entender a forma diferente e estranha dele agir. Ele era um tanto quanto dominador.

Ele não falou nada apenas fixou mais seus olhos nos meus e mordeu seus lábios encarando a minha boca seca, mas eu diferente dele queria respostas pra entender essa mudança de comportamento, queria saber qual era intensão dele comigo, o que ele pretendia fazer.

— Eu não consigo entender... o que te fiz pra me tratar assim? Me fala porque sente tanto ódio de mim desde o dia que pisou nessa escola? - minha voz era baixa e fazia o possível para não desabar de emoção. ― Diga o outro motivo pra me odiar tanto!

Assim como antes ele não falou nada e ficou calado pensando em alguma coisa profunda em sua mente divagando seus pensamentos perturbados. Enquanto ele me mantinha preso e eu sentia sua boca perto do meu pescoço e o arrepio em minha pele. Quando menos espero Ed resolve desabar falando finalmente a minha resposta.

— Não sei como aconteceu e nem queria acreditar que estava acontecendo comigo, mas desde aquele dia no banheiro eu não consigo controlar meus pensamentos que só me levam a você, no seu rosto e no que fiz a você. - fecha os olhos dando uma pausa antes de continuar. — Sabia que podia ser começo de atração mais negava a acreditar! Eu não sou gay caralho! Mais você me deixou confuso e ódio aumentava toda hora, não quero ser uma bichinha nojenta que beija homens, mas agora eu não sei como... mais você não sai da minha cabeça, eu pensava em nós dois nos... nos beijando e desde então queria descobrir a sensação de beijar teus lábios.

Terminou e meu coração faltava furar meu peito de tão acelerado. Eu acreditava que isso era um sonho impossível e agora eu ouvi as palavras que nunca pensei em ouvir dele. Mais era mesmo verdade? Ele estava sendo sincero comigo?

Podia até ser mais eu não quis ver já que a felicidade radiava em meus olhos, não era possível que Ed estava dizendo essas coisas pra mim. Logo pra mim um garoto que ele tanto odeia. Meu deus!

— Er... vo-você não está mentindo pra mim? - queria confirmar e ter a certeza se era a mais pura sinceridade e que não uma mentira inventada para me machucar.

— Não é verdade. - respondeu próximo demais em meu ouvido e ainda deixou um beijo em meu pescoço e eu delirei com o toque quentinho de seus lábios.

— Você quer mesmo me beijar? - não acredito que perguntei isso.

Ele vai me matar e dizer que sou louco e que tem nojo de mim. Eu fecho até meus olhos pra não ver e preparando o choro.

— Sim. - disse suavemente num meio sorriso.

Ele estava sorrindo pra mim? Isso é pode ser considerado um sorriso.

— Eu...

Ele não deixou terminar e sem esperar Ed juntou nossas bocas numa rapidez desgovernada engolindo meus lábios fazendo uma dança, a minha insegurança era grande e tudo porque esse era meu primeiro beijo na vida, mas ele pareceu não notar isso. Fui retribuindo com vontade me entregando de cabeça aquele momento que tanto desejei mesmo não querendo admitir pra mim, agora eu tinha ele aqui tomando meus lábios e fazendo dele o meu primeiro.

Sentia meu corpo muito leve enquanto as mãos habilidosas dele serpenteavam a minha cintura moldando e nos juntando ainda mais no contato dos corpos, era como se ele quisesse me manter preso em seus braços por longos dias. Seu toque era apresado e um pouco forte, ele não tinha nenhuma leveza, mas eu estava gostando, meu corpo arrepiava enquanto aproveitava mais esse momento único.

E foi único mesmo já que acabou pra minha infelicidade.

— Caralho o que eu... NÃO! - a maneira repentina que ele empurrou meu corpo pra longe do dele fez a realidade reaparecer, era bom demais pra ser verdade, era estranho demais para aquele momento ter acontecido e continuar existindo.

A tristeza começa a apertar meu peito e a vontade de gritar arrependido era enorme. Mais foi ele quem deu inciativa e tomou meus lábios.

— Por que você estava me beijando! Ai que droga! - ele estava arrependido e sentindo muito sujo por ter me beijado.

Eu não era culpado e não o tinha beijado como ele pensa, ele esta com seus sentimentos confusos e depois coloca a culpa em mim.

— Eu não tenho culpa de nada! - disse ficando em meu canto enquanto ele percorria a sala como uma barata tonta puxando os fios de seus cabelos brilhosos como cobre e esmurrava as mesas e quebrava os cavaletes e jogava tudo enfurecido.

— Foi tu quem me beijou! Me beijou com essa boca imunda! - voltando-se contra mim ele espumava descontrolado e eu tinha medo dele fazer alguma outra besteira contra mim.

— Eu não beijei ninguém! Foi você e ainda gostou! - digo de volta olhando nos olhos deles sem medo de encarar mesmo ele estando perigoso com as veias saltadas no pescoço.

Por uns segundo ele apenas fica me observando e tenho quase certeza que olha pra minha boca. Até que acorda e dispara palavras amargas novamente.

— NUNCA! BEIJAR A BOCA DE UM LOIRO SUJO E NOJENTO COMO VOCE FOI A PIOR EXPERIENCIA DA MINHA VIDA!

Essas palavras atingiu meu coração como uma navalha afiada cortando as veias, fiquei machucado. Ele sente nojo de mim! Me acha nojento e sujo! A vontade de correr pra longe e chorar apertava o peito mais eu precisava ser forte.

— Então já que me odeia tanto mata a tua vontade e quebra a minha cara! Agora! - gritei tudo em cima dele.

— NÃO ME PROVOCA SEU MERDA! - ele me empurrou de novo na parede e quando levantou a mão pra acerta o soco eu fechei os olhos. Eu provoquei então aguentaria. Mais como antes nada aconteceu. Somente a mão dele parada diante de meus olhos com seu punho fechado que tremia.

Fracassou outra vez. Por que ele não me bate logo como tanto deseja? O que tanto impede ele de fazer sem remorsos como antes? De repente fui tomado por uma vontade incontrolável de rir e foi isso que fiz, eu comecei a rir como um louco mental.

Olhei pra ele ainda rindo e disse:

— Não consegue mais né! Fala que gosta de mim por isso não consegue!

— Vai embora porra! Vai enquanto eu não faço uma besteira.

Covarde!

— Você é um tremendo covarde! - fui à direção dele ficando perto de seu rosto e apontei meu dedo na cara dele sem medo. — Você-é-um-covarde.

Ele surpreso com minha atitude não se deixou ficar pra trás e deu um tapa na minha mão e me empurrou pelo peito.

— Já disse pra ir embora caralho! FICA LONGE DE MIM! - gritou fazendo meu corpo saltar, ele me queria longe dele e eu não queria isso mais era o certo.

Tudo foi um erro. O beijo foi um erro. Ter vindo aqui foi um erro. Ele era um erro.

Sabendo que ficando aqui não levaria a nada e já tinha se passado quase uma hora eu iria embora e sairia daqui e esquecer esse momento.

— Eu vou mesmo! - digo derrotado. — E vou ficar o mais longe de você! Espero que morra afogado nesse mar de sentimentos indecisos que está se metendo! − deixo minhas ultimas palavras para que fiquem infiltradas na mente dele e mesmo que meu coração traidor insistisse para voltar atrás eu não faria.

Ele não merece que fique morrendo de paixão, mas agora seria muito mais complicado esquecer esse sentimento por que já sei qual o sabor do beijo dele e foi o melhor da minha vida, − mesmo sendo o meu primeiro – agora sei que será difícil deixar de gostar fortemente de Edmundo e ele ainda vai acabar sendo a minha ruína.      


Notas Finais


Não digo nada! Bjs.


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