História Um Amor Complicado entre Espécies - Capítulo 14


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Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Tags Zootopolis
Visualizações 33
Palavras 1.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Deixar só aqui uma peque a observação.
Está história que estou a escrever, eu também a coloco em inglês. Só agora, lendo algumas em português, reparei que coloco ZPD em vez de DPZ lol.

Como estou habituada a escrever, esqueço de mudar e coloco logo assim. Portanto, para vocês não se perderem no meu raciocínio fica aqui o aviso.

ZPD é igual a DPZ oki?

Boa leitura ♥️

Capítulo 14 - A Missão de Judy e Alisha - Parte 1.5


Quando o elevador alcançou o terceiro piso, elas saíram e dirigiram-se à porta com o número 110, ao fundo do corredor. Chave na fechadura, Alisha abriu a porta. Entraram. Judy passou por ela, indo na direção à cama que ficava junto da varanda. Alisha fechou a porta e pousou a mochila em cima da cama perto do hall de entrada.

“Importaste que tome um duche rápido antes de iniciarmos a procura de informações?” perguntou, enquanto abria a sua mochila e retirava de lá uma muda de soutien, cuecas e uma toalha.

“Sem problema.” Respondeu Judy, sentando-se também na cama e abrindo a mochila. De lá retirou o portátil. Colocou-o em cima das suas pernas e abriu a tampa deste, ligando-o logo de seguida. Enquanto espera que a sessão inicie, Judy debruçou-se sobre a sua outra mala e retirou a pasta com os ficheiros dos suspeitos. De repente, o toque do telemóvel assustou-a. Suspirando, pousou a pasta em cima da cama como o portátil e desdobrou-se mais uma vez, agora para a mesa de cabeceira entre as duas camas. Agarrou no telemóvel que era de Alisha, tendo o cuidado de não atender a chamada e bloqueou-o, silenciando o barulho infernal. Voltou a pousar o telemóvel em cima da mesa de cabeceira e a colocar o portátil por cima das pernas e agarrou novamente na pasta, abrindo esta. A raiva voltou a consumi-la. O tempo pedido na amizade dela e de Nick já lhe estava a custar, tal como o não falar com ele. Mas sabia que aquele idiota iria continuar a falar com a Vixen sem que nada tivesse acontecido.

A água do chuveiro deixou de se ser ouvido. A porta da casa-de-banho foi aberta. Alisha, de toalha enrolada no corpo, saiu de lá. Judy aproveitou para lhe dizer que o telemóvel tinha tocado. Num obrigado, a Vixen agarrou no telemóvel e no creme para o pêlo e voltou para a casa-de-banho, fechando a porta atrás de si.  

 

A informação recolhida por elas durante a tarde de pesquisas, levou-as a descobrir que os predadores trabalhavam em empregos distintos enquanto passavam as drogas aos seus clientes. Maioria dos clientes eram de ambos os locais onde trabalhavam. Também ficaram a saber qual o bar em concreto que iam, praticamente, todas as noites, exceto na quarta, onde tinham um trajeto diferente. Trajeto esse que elas não conseguiram descobrir. Decidiram, portanto, esta mesma noite praticar os dotes de sedução. Alisha optou por vestir um vestido comprido preto de mangas até meio braço. O decote em ‘V’ achatou bem os seus seios, proporcionando um levantamento. A maquilhagem foi um pouco mais carregada e carregou bem o vermelho nos seus lábios. Para completar o conjunto, uma mala pequena de ombro e umas sandálias pretas de salto alto. Judy, por sua vez, optou por um vestido vermelho Ferrari até aos joelhos. As alças eram entrançadas, proporcionando-lhe um decote bem generoso. A maquilhagem também foi carregada, mas mais nos olhos e o batom também era vermelho, mas menos carregado. Os sapatos fechados na frente, de salto alto e de cor preta, completaram o conjunto, sem esquecendo da pequena carteira de mão.

Prontas, saíram do motel. O bar não ficaria a mais de vinte minutos dali o que decidiram ir a pé e deixar o carro para trás. Uma decisão boa para Alisha que estava habituada a ser o centro das atenções, mas menos boa para Judy. A cada passo que davam e a cada mamífero que passavam, era notória no olhar deles que elas estavam com um charme demasiado elevado. Alcançaram a porta do bar. Aí, o tigre preto pediu-lhes as identificações. Sem qualquer receio, elas entregaram-lhe os cartões e Judy deu graças aos deuses de a foto do documento ser em preto e branco. Após confirmadas as datas de nascimento, o tigre devolveu-lhes as identificações, desviando-se e abrindo a porta, dando-lhes a passagem.

A mistura de cheiros era insuportável. Alisha não se demonstrou incomodada. Afinal, depois de um dia de trabalho, ela adorava desanuviar em bares. Já o mesmo não se podia dizer de Judy, que teve de levar a pata para tapar o seu nariz. Não é que fosse a primeira vez que entraria num bar. Várias foram as ocasiões que ela e Nick se divertiam no bar perto da sua casa, mas aquele ali estava cheio e o fumo do cigarro era o que mais a incomodava. Sem demora, elas aproximaram-se da grande mesa cumprida de mármore. Desviaram as cadeiras e sentaram-se. O barman, um leopardo branco, deu-lhes as boas noites e perguntou o que elas desejavam. Dois tónicos foram pedidos, sendo que o de laranja para Alisha e o de morango para Judy. O Leopardo desviou-se a ir preparar os pedidos.  

“Judy, ali!” Alisha segredou ao ouvido da pequena coelha, apontado para o seu lado direito. Judy virou a cabeça e o olhar na direção do dedo da Vixen. Numa mesa redonda, perto das casas de banho, os suspeitos jogavam, divertidamente, as cartas.

“Aqui têm.” Disse o leopardo, colocando as bebidas na frente delas.

“Obrigado.” Agradeceu Alisha, pegando no copo. “Sabes jogar póquer?”

“Um pouco, porquê?”

“Então, está na hora. Vem comigo!” Alisha levantou-se e, desviando-se do balcão, começou a caminhar na direção da mesa. Judy torcei o nariz. Este jogo de sedução não era mesmo com ela, mas se precisavam de informações mais detalhadas, tinha de engolir o orgulho. Pegando também no seu copo, levantou-se e seguiu-a.

“Boa noite, meus senhores.” Tranquila, e mostrando um sorriso sedutor, Alisha cumprimentou-os. Oito pares de olhos colocaram-se na sua figura. Judy, que se mantinha atrás dela, reparou nos sorrisos nojentos deles. Além dos suspeitos, mais um leopardo e uma chita juntavam-se à festa. “Lamento ser intrometida, mas eu e aqui a minha amiga…” Alisha desviou-se, deixando a figura de Judy reaparecer na frente deles. Alguns murmúrios foram ouvidos, mas não compreendidos. Porém, a boa interpretação de reações por Judy fê-la forçar um sorriso. O espanto era visível naqueles olhares, mas o que a fez querer vomitar, foi que dois desses olhares eram dirigidos de maneira diferente. “…queríamos vos pedir se podíamos participar no vosso jogo de póquer?”

“Oh, claro que sim!” animado, o suspeito urso, levantou-se e retirou duas cadeiras da mesa ao lado, posicionando uma a seu lado e outra ao lado do segundo suspeito, o Lobo. Alisha sentou-se ao lado do urso e Judy ao lado do Lobo.

Entretanto, duas mesas atrás, Frangmeyer divertia-se a tirar fotos das duas oficiais. De Alisha ficariam para si, mas as de Judy iriam diretamente para o Wilde quando voltassem a Zootopia.  Ele poderia enviá-las ali mesmo, mas queria ver a reação da raposa ao ver que a sua coelha superelegante e junto de mais predadores.

Voltando à mesa do póquer, Alisha demonstrava-se muito confortável, já Judy demonstrava-se um pouco nervosa.

“Está tudo bem?” o Lobo a seu lado, reparou que a coelha estava um pouco desconfortável.

“Estou só um pouco nervosa, nada demais.” Ela forçou um sorriso.

“Não há razão para estares nervosa. Podemos parecer assustadores, mas não fomos maus predadores.” Ele sorriu-lhe. Judy torceu o nariz a tais palavras. “Antes de mais, chamo-me Andrew.”

“Jasmine" ela respondeu.

“Reparei que vocês não são daqui.”

“Estamos de passagem.” Judy encarou-o e forçou um sorriso. Parecia estranho, mas apesar de ele ser o suspeito, que viola as fêmeas e trafica droga, por alguma razão ela começava a ficar mais relaxada ao seu lado.

“Então e…os vossos namorados?” perguntou, achando estranho por duas belas fêmeas estarem sozinhas.

“Hum…somos solteiras”

“Oh, entendo.”

               A noite já ia bem avançada e a bebida já começava a fazer o seu efeito. Judy pediu permissão para se levantar e se ausentar um pouco. Levando a mala consigo, foi para a casa-de-banho. Alcançou os lavatórios, abriu a torneira e molhou a cara. Apesar de não ter bebido o mesmo que Alisha, o seu estado já começava a ficar alterado. Sem mesmo limpar a cara, olhou o seu reflexo no espelho. Culpava Nick por ter bebido demais. Respirando fundo, pegou na toalha a seu lado e limpou a cara. Depois retocou a maquilhagem e saiu da casa-de-banho. Quando alcançou a mesa, reparou que Alisha não estava.

“Onde está a Miriam?” perguntou preocupada.

“A tua amiga foi-se divertir com o Alex, se é que me entendes.”

Ok, Judy poderia não gostas daquela Vixen até ao ponto de desejar que ela desaparecesse há face da terra, mas o chamado ‘Charme’ não tinha propriamente de envolver sexo, pois não?

“Não faças essa cara. A tua amiga foi quem insistiu.” Andrew respondeu-lhe, verificando que a coelha parecia confusa. “Podemos ter uma reputação feia por aqui, mas o forçar as fêmeas a terem sexo connosco isso foi há muito tempo. Agora, se elas insistirem, quem somos nós para dizer que não?” e encolheu os ombros. “E não, eu mudei. Podes sentar-te que não te farei mal.”

Judy suspirou e sentou-se de novo ao lado de Andrew. Poderia estar chocada neste momento pela atitude de Alisha, mas sabendo o género dela, era provável que isso acontecesse. Agora, gostaria que Nick ali estivesse para lhe esfregar no focinho que mesmo que aquela nojenta gostasse dele, estava naquele momento na cama com um dos suspeitos. Respirou fundo, tentando-se acalmar.

“Queres beber mais alguma coisa?”

“Não. Eu estou bem.”

“Tens mesmo a certeza?”

“Sim.”

“É que o teu equilíbrio está um pouco…diferente!”

“Bebi demais.” Judy foi sincera. “Bem, Andrew, senão te importas quero voltar para o motel para poder descansar.” Ela levantou-se.

“Eu acompanho-te.” Ele também se levantou.

“Não será necessário.” Ela não queria que ele soubesse que estava no motel ao lado de um vivia.

“Sozinha, mesmo sendo por vinte minutos, nesse estado. Não, nem penses.”

Judy notou que seria difícil de persuadi-lo e deixou que ele a acompanhasse.  

Saíram do bar. O caminho foi feito em silêncio, tendo sido só interrompido por parte de Andrew saber onde ficaria o motel. Judy respondeu-lhe e o silêncio caiu sobre eles novamente. Alcançaram a porta do motel minutos mais tarde. Judy subiu os três pequenos degraus, virando costas à porta e ficando de frente para Andrew.

“Obrigado” disse ela.

“De Nada. O prazer foi meu.” Ele sorriu-lhe e agachou-se de repente, ficando com o seu focinho ao nível do dela. Sem aviso, os seus lábios tocaram os dela num beijo suave. Voltou a se levantar e, virando-lhe costas, levantou uma pata e acenou em sinal de despedida. Perplexa, Judy levou os dedos aos seus lábios. Devido a ter sido repentino, ela não teve tempo de reagir. Fechou o punho com força e as lágrimas começaram-se a formar. Não por ter sido o primeiro beijo dela. Em nova teve dois namorados de longa duração, mas por aquele beijo descartar o sentimento de sofrimento. Não era Andrew que ela queria que a tivesse beijado, mas sim o outro predador que amava tanto. Fechou os olhos e respirou fundo. Depois entrou dentro do Motel.

A tal situação não ficou despercebida aos dois oficiais que as vigiava. E nem despercebida ficou ao ecrã do telemóvel, onde toda a situação foi filmada.

“Vinte Dólares em que é deste que Nick se declara a Judy.” Frangmeyer parou o vídeo e, bloqueando o telemóvel, guardou-o no bolso das calças.

“Mais vinte que ficarás com o focinho a sangrar.” Rhinowitz disse secamente.

“As nossas ordens foi ficarmos à distância. Além do mais, foi um acontecimento repentino. Não tínhamos como prevê-lo.”

“A olhos apaixonados isso não tem sentido.”

“Então que se decida de uma vez por todas em se declarar. Tu bem sabes que Alisha não é a única a chamar atenção. Judy consegue ser superior a ela em vários níveis e já deves ter ouvido rumores de que alguns colegas nossas também andam de olho nela.” Frangmeyer tirou as chaves da ignição e saiu do carro. “Vamos, amanhã será outro longo dia.”

Tal como elas, eles tinham ficado hospedados no mesmo motel.

Continua…


Notas Finais


Enjoy :)


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