História Um Amor Complicado entre Espécies - Capítulo 22


Escrita por:

Postado
Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Tags Zootopia
Visualizações 52
Palavras 1.704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - A Escolha do Vestido


Uma vez dentro do escritório, Nick ajudou Judy a se sentar na cadeira atrás da secretária.

“Despe-te” pediu ele, virando as costas à coelha e dirigindo-se a um pequeno armário junto da janela.

“Desculpa?” a voz dela saiu num sussurro confuso.

“Digo, a tua blusa.” A raposa agachou-se e abriu a porta do armário. De lá, retirou uma garrafa de água e um lenço. Blusa? Pensou Judy para si, olhando para esta. Ai reparou o que ele queria dizer com aquilo. “Para de pensar em coisas inapropriadas, Cenouras.” Um sorriso trocista reapareceu nos seus lábios à medida que se aproximava dela. As orelhas de Judy coraram.

“Não estava a pensar em nada disso.” Ela bufou. Levou as suas patas à blusa e hesitou um pouco antes de começar a abrir os botões bastante devagar. As suas patas tremiam. Nick, entretanto, puxou outra cadeira e colocou-a em frente da parceira. Desenroscou a tampa da garrafa de água e verteu sobre o lenço. Pingos caíram sobre o chão de madeira, mas a preocupação maior estava na queimadura superficial no peito da coelha. A blusa foi totalmente aberta, mas permaneceu no corpo. Nick sentou-se na cadeira e, pedindo licença, desviou a blusa e pousou o lenço molhado sobre a queimadura. O toque do frio sobre o quente, fez soltar um gemido de dor dos lábios de Judy.

“Desculpa.” Ele pediu.

“Nn…não tem problema.” Ela olhou para ele, tentando ler a sua expressão. Mas devido ao ângulo, não conseguia decifrar muito mais, só uma pequena cor rosada nas suas orelhas, mesmo ele ter o pêlo vermelho. Isso fez desbotar um sorriso apaixonado nos lábios dela. Afinal, ele estava constrangido em vê-la na sua roupa interior.

Durante mais alguns minutos, Nick continuou a tratar da queimadura. De vez enquanto, o lenço era ensopado com mais água. Durante esses minutos, o silêncio foi o que os acompanhou. Na mente de Judy vários cenários amorosos se passavam. Sozinha com ele, de blusa aberta e ele a tocar-lhe, só deus sabia o que ia na sua mente naquele momento. No entanto, o aroma delicioso que esteve sempre presente nela, tornava-se cada vez mais forte e mais tentador para a raposa. Agradecia por estar concentrado a tratar da queimadura, tentando-se abstrair dos pequenos e bem redondos seios na sua frente, amparados pelo belo soutien em rende de cor rosa, tão tentadores a poderem ser tocados pelas suas patas se houvesse a consideração pela parte dela. Caso contrário, acabaria magoado. Sim, apesar de ser pequena, Judy tinha uma força grotesca. Cada vez que um murro era depositado no seu braço, doía-lhe por vários longos e dolorosos minutos, até desaparecer por completo.

“Estás melhor?” ele perguntou, retirando o lenço do peito dela e colocando em cima da secretária a seu lado.

“Melhor, sim.” Respondeu ela, começando a abotoar a blusa.

“Qual foi o problema agora?” Nick encarou-a.

“O mesmo de sempre, ciúmes.” Judy encolheu os ombros. “Só te vinha entregar o café.”

“Tenho de falar com ela.”

“WOW, finalmente ela te começa a irritar?”

“Ahahah, isso era o que tu querias.”

“Bom, mais ou…menos?” Judy sorriu-lhe.

“Mas sim, Cenouras, as atitudes delas já me começam a irritar um pouco. Nunca pensei que…”

“Que ela fosse assim, não é?” ela interrompeu-o e suspirou. “É o que te tenho estado a avisar já algum tempo, mas tu simplesmente escolheste ignorar.”

“Desculpa.” Ele disse. Judy reparou na sua expressão que ele realmente se sentia arrependido.

“Já passou.” Ela animou-o. “E então, já sabes que fato vais levar ao baile?”

“Hum…tenho alguns fatos que podem servir. E tu, Cenouras?”

“Bem, eu não tenho…”

“Queres companhia para ir comprar um vestido contigo?” ele perguntou.

“Podias, mas…” Judy mordeu o lábio inferior.

“Mas…” ele insistiu.

“É que…” diria ou não diria a verdade? Ele iria ficar zangado.

“Cenouras…” Nick arqueou uma sobrancelha exigindo que ela continuasse. Judy respirou fundo. Ela sabia que ele iria ficar extremamente irritado com o que ia dizer. Ela sabia que ele não suportava o Jack e, sempre que prenunciava o coelho, ele ficava com ciúmes. A razão pelo qual? Ela suspeitava. Desde o grande caso da droga que as atitudes de Nick tem-se mostrado confusas em relação a ela. Na sua mente, Judy sentia que ele nutria sentimentos maiores que uma simples amizade, mas não querendo ter esperanças em falso, optou pelo pensamento que ele simplesmente, não suportava o ar de convencido de Jack.

“Jack ofereceu-se para me comprar o vestido.” Ela disse num só fôlego.

“Repete lá isso?” a voz de Nick saiu como um trovão, apesar de ele, numa tentativa desesperada, ter tentado controlar o tom da sua voz.

“Ouviste bem.”

“Desde quando é que precisas que ele te compre um vestido?” Judy encarou-o agora. As sobrancelhas da raposa estavam arqueadas, representando que ele realmente estava furioso.

“Não preciso. Como te disse, ele ofereceu-se para mo comprar.” Ela disse num suspiro. “A conversa surgiu quando ele viu que fiz cara feia quando eu vi o convite. Por tua…quero dizer, por culpa de Alisha, o meu telemóvel pagou muito caro. Preciso dele para o dia-a-dia e tive de gastar um extra num outro. Como ainda não recuperei o dinheiro gasto no aparelho, não queria nada ter de gasta num vestido, muito menos formal.”

“Eu compro-te o vestido!” ele interrompeu.

“Oh, não…não será necessário.” Ela levantou a pata na sua frente e abanou-a, indicando que não.

“Oh, mas o Jack já pode, não é?” ele bufou, levantando-se da cadeira, pegando no lenço e na garrafa, e dirigiu-se à janela. Esticou o lenço e colocou-o no parapeito para este enxugar.

“Eu insisti que não era preciso, mas ele…”

“Ele também insistiu, não é?” Judy levantou a cabeça e fechou os olhos, respirando fundo. O que ela menos queria agora era discutir com ele.

“Nick, se isto te fizer ficar menos chateado, eu cancelo a ida à loja com ele amanhã. Eu mesma, sozinha, vou comprar o vestido.”

“Ótimo.” Judy respirou de alívio. “Mas eu acompanho-te na mesma.”

Judy revirou os olhos. Seria melhor aceitar

               Durante a noite, já em casa, Judy, primeiramente, mandou mensagem a Jack a cancelar a ida de amanhã com ele para comprar o vestido, indicando só que gostaria de ir sozinha. Ele não se prenunciou muito sobre o assunto, dizendo um simples “Ok e escolhe um bem bonito.” E a conversa terminou por ali.

               Na manhã seguinte, o dia acordou cinzento. A chuva já caia e o vento acompanhava-a. Apesar de estarmos em meados de verão, o tempo estava um pouco instável. E instável também, estava Nick. A sua disposição não melhorou mesmo Judy ter-lhe indicado que tinha desmarcado com o Jack e que iria com ele hoje buscar o vestido.

“Podes explicar-me onde meteste o meu parceiro?” A pergunta apanhou-o de surpresa. Estava ele tão distante assim? “Não quero ser intrometida, mas ultimamente sinto falta da tua boa disposição.” Os olhos dela mantinham-se na estrada. “As piadas, os risos e queijos e bolachas, as alcunhas que eu detesto.”

“Desculpa.” Ele pediu. Os seus olhos verdes-esmeralda prendiam-se no horizonte. “Dá-me mais um dia que isto passa.”

“Sabes que podes contar comigo.”

“Eu sei, Cenouras, mas hoje não estou para aí virado.”

“Tudo bem!” ela calou-se e concentrou-se no caminho.

Realmente sentia falta do Nick que conhecia.

O que de tarde foi um tormento para Judy, tornava-se agora um tormento para a raposa. Não era a primeira vez que ele ia com ela às compras, mas ali na loja, ela parecia perdida num monte de vestidos. De facto, a loja quase não tinha mais nada senão vestidos de todos os feitios e tamanhos. Sapatos eram poucos e malas, não dava para escolher. Como Judy não estava habituada àquilo, parecia que tinha entrado num beco sem saída. Devastada, ela tentava pelo menos escolher o parâmetro que prendia. Simples e não muito curto, mas o problema era que havia imensos não muito curtos e simples e a escolha estava a tornar-se difícil. Além do mais, ela tinha-o proibido de ajudar, dizendo-lhe que gostaria de o surpreender no dia do baile. Então, de braços e pernas cruzados, ele observava de nariz torcido.

“Era por isso que queria vir sozinha.” Ela disse, vendo a expressão chateada da raposa.

“Não percebo porque não te posso ajudar na escolha.”

“Não!” ela virou-lhe a cabeça e, com três vestidos nas patas, entrou nas cabines.

Lá, experimentou o primeiro. Alças finas, decote em V e comprido. Tinha uma pequena abertura de lado até ao joelho e era tudo branco. Quando ela o vestiu, torceu o nariz. Apesar de lhe assentar bem, não lhe ajudava nada nas suas curvas, ficando-lhe um pouco grande. Retirou-o e experimentou o segundo. Era mais curto, sem abertura, decote mais tapado e alças grossas. O tom era azul escuro. Olhou-se na sua figura no espelho com ele vestido e não gostou. O terceiro era cumprido, tendo uma pequena cauda que arrastaria ao andar. Do lado direito uma abertura que ia até depois do joelho. Há medida que subia, o tecido preenchia bem as suas delicadas curvas, fazendo jus ao seu peito e de um decote em V pequeno e era sem alças. Todo ele era preto-avermelhado e o tecido tinha alguns brilhantes que reluziriam as luzes do baile. Era perfeito. Era arrebatador. Era o vestido ideal que deixaria qualquer um de queixo caído e esperava ver a reação de Nick quando ele a visse vestida com o vestido. Voltou a tirá-lo e a preencher pelas suas casuais roupas. Embrulhou nas suas patas e pegou nos outros vestidos. Saiu da cabine e entregou os vestidos à empregada da loja, dizendo que levaria aquele. Ela assentiu com a cabeça, desviou-se e foi até ao balcão.

“Já estás?” perguntou Nick ainda de mau humor.

“Sim, pinga-amor.” Troçou Judy. “Só pagar e vamos. O jantar fica pela minha conta.” Ela piscou-lhe o olho.

A noite correu muito bem. Depois de saírem da loja, foram a um restaurante. Lá conversaram e riram juntos. Judy pôde finalmente ver o Nick que conhecia ali. Descontraído e rindo como sempre. O seu coração palpitava perante a figura animada da raposa. No seu interior, estava desejosa de poder vestir aquele vestido e mostrá-lo. Talvez amanhã, seria mesmo o dia que poderia sentir aquele lábios nos seus.

Continua...


Notas Finais


Enjoy ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...