História Um Amor Complicado entre Espécies - Capítulo 24


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Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Tags Zootopia
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Uma Noite Inesquecível - Parte Um


Clawhauser e Nick ficaram sozinhos na mesa. O baile já tinha começado à cerca de uns vinte minutos. Bogo e Jack decidiram ir até a um bar provisório perto das casa-de-banho e junto da porta de emergência do pavilhão. Alisha, já irritadíssima, decidiu se levantar da mesa e ir buscar Frangmeyer, que estava a falar com uns colegas seus, e arrastou-o literalmente para a pista de dança, mesmo este protestando. A razão da raiva da Vixen, era que a atenção de Nick estava no telemóvel da Clawhauser e não nela, mesmo após várias tentativas para ele olhar para ela. A essas tentativas, Judy ignorou. De costas para Nick, o seu cotovelo estava apoiado na mesa. Na palma da sua pata, a sua cabeça repousava. De perna cruzada, os seus olhos violeta mantinham-se nos mamíferos que dançavam. Apesar de ela gostar imenso de dançar e nunca conseguir resistir a uma boa dança, ali, naquele momento o seu espírito não estava para isso. Dos seus lábios, um suspiro profundo saiu.

“Cenouras?” a voz de Nick sobressaltou-a. Afastando-se da sua pata, ela virou um pouco do seu torso e cabeça, mas quando o fez, corou e desviou-se um pouco para trás, voltando costas de novo a uma raposa também um pouco embraçada. Esse movimento anterior repentino, quase fizera com que os lábios dela tocassem nos dele. Aclareando a voz, Nick voltou a falar. “O que se passou na casa-de-banho?”

“Porque perguntas?”

“Fofa, saíste daqui com um sorriso, voltaste sem ele. Ela disse-te alguma coisa?”

“O que achas, Nick?” as suas palavras saíram suaves. “Sempre que me apanha sozinha, a conversa gira em torno de ti.” Ela encolheu os ombros.

“O que queres? O meu charme é irresistível.” Ele colocou aquele sorriso matreiro nos seus lábios. Porém, desfez-Io logo em seguida, quando uns olhos violeta o encaram de sobrancelhas arqueadas.

“Nick, esse teu charme é um perigoso para mim. Já me costumava habituar aos olhares faca das nossas colegas fêmeas, mas Alisha supera todas as categorias de uma louca apaixonada.”

Nick suspirou. Ele tinha de admitir que tinha notada que alguma das suas colegas o olhavam com outros olhos e que quando Judy estava a seu lado, as expressões e olhares das fêmeas mudavam drasticamente. “Álcool!” ela esperneou.

“O quê?” ele encarou-a confusa.

“Preciso de álcool. E tu vens comigo.”

               Judy desceu da cadeira. Agarrou na pata de Nick e arrastou-o consigo para o bar. Todo esse momento foi avaliado com uma expressão confusa por parte de Clawhauser, que logo encolheu os ombros e voltou a sua atenção para o pequeno ecrã do telemóvel.

Os nossos amigos sentaram-se nas últimas cadeiras ao fim da mesa cumprida. Um Barmamífero, um urso pardo todo preto, aproximou-se. Cumprimentou-os e perguntou o que desejavam. Judy pediu um cocktail de morango e Nick um whiskey. O urso assentiu positivamente com a cabeça, e desviou-se indo preparar os pedidos.

“Tens a plena noção que o álcool só ajuda no momento.” Nick falou, quebrando o silêncio.

“É. Hoje bebo até o meu coração ficar contente.” Ela respondeu-lhe.

“Sabes do que precisas, Cenouras…”

“Aqui têm!” O urso interrompeu Nick, colocando as bebidas na frente deles.

“E o que é, Senhor Atraente?” Judy perguntou, mexendo com a palhinha, o líquido vermelho na sua frente.

“…de uma boa noite de diversão, se é que me entendes.” A raposa levou o copo do whiskey à boca, onde bebeu um pouco.

“Se as coisas se resolvessem assim, Nick…”

“Tens sempre a tua oportunidade ali.” Ele apontou na direção da mesa onde Jack falava alegremente com Bogo. Judy seguiu com o olhar o seu dedo, mas desviou rapidamente. A sua cabeça foi apoiada na sua pata. Levou o cocktail aos seus lábios e saboreou o conteúdo.

“Queres que te seja sincera?” ela fez uma pausa antes de prosseguir. A sua atenção ainda se mantinha no cocktail. “Se for para ter essa noite de diversão, prefiro a ter com…” as suas palavras foram interrompidas pela voz que ela mais detestava.

“Ora quem são eles! Podemo-nos juntar?” Judy revirou os olhos e permaneceu calada. Nick encarou a Vixen intrometida e Frangmeyer, que atrás dela, pedia perdão. Num suspiro, Nick deu-lhes permissão para se sentarem nas cadeiras ao lado de Judy que tinham ficado vazias momentos antes.

               A noite avançou depressa. A pista de dança, até então apinhada, tinha ficado quase vazia. O bar, que também tinha ficado cheio, já se encontrava bem vazio. Os nossos quatro amigos tinham mudado da mesa cumprida para uma mesa quadrada mais pequena. Nick e Judy sentaram-se lado a lado e Alisha como Frangmeyer em frente a eles. Judy já tinha bebido três cocktail e demorava no seu quarto. Frangemeyer já estava em um estado considerado bem alegre. Dois Vodkas mais uns quantos copos de vários licores. Senão lhe dessa a volta ao estômago seria um milagre. Nick continuava com os whiskeys. Três copos bebidos e de momentos mantinha-se com uma garrafa de água na sua frente. O seu estado estava bem alegre, mas precisaria de mais umas quatro bebidas bem fortes para ficar num estado lastimável. Já Alisha, após cinco cocktails, o estado alegre há muito tinha passado, dando lugar a uma raposa bem bêbada. As primeiras rodadas foram tranquilas. Alisha e Judy mantiveram só olhares e não agressões verbais, proporcionando um ambiente um pouco menos tenso. Frangmeyer e Nick divertiam-se em piadas que faziam sentido de inicio, mas após o terceiro e quarto copo, perderam a graça. Durante esse tempo, olhares sedutores foram lançados a Nick que nem os notou. Judy, por sua vez, foi quem observou as tentativas. De olhares, passaram a seduções um pouco nojentas para si e tentadoras para os machos, nos quais, se Nick tivesse reparado, ignorou-as por completo, mantendo-se focado no lobo na sua frente. Mais tarde, Alisha desistiu e decidiu se levantar. Primeiro erro da Vixen. Com isso, as suas patas pousaram com força na mesa para manter o equilíbrio. Segundo erro, foi tentar desviar a cadeira e começar a andar. Frangmeyer, que também não tinha o seu equilíbrio perfeito, conseguiu a segurar pela cintura, evitando assim que ela caísse desemparada no chão. Terceiro e último, murmúrios incompreendidos foram ditos por parte de Alisha, e silenciados quando Frangmeyer pediu desculpas e afastou-se com ela para uma parte qualquer do pavilhão. Provavelmente para a casa-de-banho, para refrescar-se um pouco e beber água.

“Que…calor!” Nick manejou dizer, encostando as suas costas na cadeira, descaindo a sua cabeça para trás.

“O ambiente está fresco.” Judy desconversou-o. Os seus olhos violeta olharam para a raposa a seu lado. Foi aí que ela se apercebeu o porquê daquele ‘calor’. O estado de Nick apresentava sinais de estar a sofrer e Judy tinha visto esse sofrimento quando ela tinha entrado no cio. Porém, ele não estava nem de perto de como tinha ficado com o seu aroma, mas não descartava que tinha sido afectado pelo da Vixen.

“Cenouras, senão te importas, eu já venho!” ele disse, começando a se levantar. Judy limitou-se a abanar, positivamente, com a cabeça e sorriu. “Volto logo.” E afastou-se na direção que não era a casa de banho. Duas patas foram fechadas com força. Ela já não estava no seu estado normal, mas também não estava pior do que a Vixen. Ela rezou que ele fosse só apanhar ar e não fazer outras coisas.

Cinco minutos se passaram. Dez, vinte, trinta minutos e nem sinal de Nick. Judy pegou na sua bolsa de mão e retirou o telemóvel. Ligou. Sem resposta. Mandou mensagem e esperou. Três minutos e nada. Irritada, bebeu o resto do cocktail de um só trago e levantou-se. Um erro. Uma pata pousou com força na mesa a sustentar o corpo e outra na sua cabeça. O álcool já devia estar bem entranhado no seu sangue. Respirou fundo e endireitou-se, mas desta vez com mais cuidado. Desviou-se da mesa e seguiu o caminho que viu Nick fazer. Abriu a porta de emergência, sem sinal da raposa. Voltou a entrar. Decidiu ir até ao terraço. Abriu a porta, avançou um pouco e procurou. Sem sinal dele. Voltou a sair do terraço e percorreu até há porta do pavilhão que dava acesso ao hall do departamento. Ali, o escuro acolheu-a. Agradeceu pelas luzes de presença, sempre ligadas, mas pouco iluminadas que daria para ver onde colocava os seus pés.

“Nick…” ela chamou-o num sussurro. Sem qualquer resposta.

Decidiu tentar a casa-de-banho dali. Sem vergonha, abriu a porta da casa-de-banho dos machos. Chamou pelo seu nome. Mais uma vez o silêncio respondeu-lhe. Verificou as portas que davam acesso as sanitas, sem qualquer raposa. Revirou os olhos e voltou a sair dali. Percorreu o largo corredor, quando as suas orelhas deram com o som de água a correr. Parecia…de um chuveiro. Ela voltou-se e decidiu ir para os balneários masculino. Ali, parou em frente da grande porta. Respirou fundo antes de a abrir. Uma pata empurrou o obstáculo da sua frente.

“Nick…” ela chamou suavemente.

“Não te aproximes!” a voz veio em eco. Judy ignorou-o e entrou, fechando a porta atrás de si.

Será que ele estava a fazer algo indecente e não queria que ela o apanhasse? Ela pensou, enquanto se encaminhava até aos chuveiros.

“Estava preocupada. Não respondeste a minha ligação e mensagem.”

“Judy, rogo-te, não te aproximes.” A voz dele parecia desesperada. Será que o cio da Vixen o atingiu mesmo?

Ela passou os cacifos, contornou uma pequena parede e deu com os chuveiros. Passou o primeiro, sem a raposa. O segundo vazio, terceiro e quarto também. Foi no quinto que Judy viu Nick. Ele estava sentado de pernas esticadas e costas encostadas ao mosaico frio.

“Nick?” Ela encarou-o confusa. O seu pêlo tal como as suas roupas estavam ensopadas. Ele virou a cabeça na direção dela e encarou-a. Judy sentiu um arrepio subir-lhe a espinha. Aquele olhar pedi por uma coisa. Sem proferir qualquer palavra. Ela deixou a sua bolsa no chão, retirou as sandálias e encaminhou-se até ele. Os olhos verdes-esmeralda seguiram a sua figura silenciosamente. Quando Judy se aproximou dele, colocou-se na sua frente, passando uma perna dela por cima das dele e sentou-se em cima dele. As suas patas pousaram na face dele e sem demora inclinou-se, deixando os seus lábios tocarem nos dele. Um beijo suave virou um beijo ardente. Se Judy tinha dúvidas dos sentimentos do seu parceiro, ali naquele momento, ela tirou as dúvidas todas. Nick não se debateu. Pelo contrário, uma pata dele foi de encontro à cabeça dela segurando-a e a outra as costas, empurrando o pequeno corpo dela contra o seu.

Continua…


Notas Finais


Okay...garanto que o próximo será breve e bem...não preciso de explicar o que vai acontecer.
De momento, espero que gostem deste. :D

YEAH FINALMENTE, NE PESSOAL?! xD


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