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História Um amor de fim do mundo - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Inspiração


Hoje é uma manhã fria em Buenos Aires. Estou a passeio com minha família. Meu pai ajeita nossa bagagem no trem, enquanto eu e minha mãe organizamos os tickets das passagens. Essa era a viagem pela qual eu mais esperei esses anos todos, e estou muito ansiosa para ver a paisagens incríveis desse país maravilhoso. O trem do fim do mundo é aquela típica atração turística que ninguém conhece, mas que esconde um paraíso, e é por isso que é o local ideal para relaxar e conhecer lugares novos, sem aquele bando de pessoas amontoadas. Me sento frente aos meus atrás dos meus pais, e o lugar ao meu lado se ocupa por um senhor de idade. Papai e mamãe riam de algo, eu me aconcheguei em na minha poltrona, ajeitei o casaco e fixei o olhar na janela.

Após alguns minutos que a viagem se iniciou, meu pai virou-se para mim com um sorriso em seu rosto

- Querida...-

- sim, papai? – me estiquei em sua direção

- Devia ir dar uma volta pelos vagões. Existem muitas lendas a respeito desse lugar sabia? Até duvido que exista lugar mais místico que um trem cujo nome faz referência ao fim do mundo.

 Sorri gentilmente e concordei com a cabeça.

- Talvez eu vá...mais tarde.

Minha mãe me mandou um beijo. Eu me encolhi novamente em meu assento.

Sinto que o trem está parado e acordo assustada. Respiro aliviada. Não chegamos ainda. O senhor ao meu lado percebe minha agitação e diz:

- Estamos parados faz meia hora. E não vamos sair daqui tão cedo...A neve danificou alguma coisa nos trilhos. Talvez amanhã consigam consertar e seguimos viagem.

 Agradeci a informação, abri meu pacote de chocolate e dividi com ele, enquanto escutava como conheceu sua falecida esposa e como seus netos são maravilhosos, ele inclusive estava indo visitar seu neto mais velho no Sul do país. Algum tempo depois ele adormeceu.

Peguei meu celular para ver se Matheus havia me respondido. Havia 3 meses que ele me dispensou. Meu coração está em caquinhos ainda...enquanto ficávamos eu realmente pensava que isso viraria um romance de verdade, que não se resumisse a sexo e beijos.  Eu sonhava em apresenta-lo para minha avó, em fazer maratona de nossos filmes preferidos...e então ele decidiu que não combinávamos, que eu precisava de alguém melhor. Eu não entendo. Olho para o assento ao meu lado...era para ele estar aqui, se não tivesse cancelado a viagem assim que “terminamos”. Abro meu insta e meu coração acelera, meu rosto fica quente e sinto enjoo. Sim, ele voltou com a ex. Eu até imaginava, mas essa cena foi tudo o que eu precisava para desejar esquecer tudo o que nos aconteceu nesse meio tempo.  Bloqueei o número dele, e todas as redes sociais. Tentei esconder meu rosto para que ninguém percebesse que estava chorando.

 

- Carol, você quer... – minha mãe parou espantada – o que houve? Você está chorando??

- Não – disse enxugando minhas lágrimas – Vou dar uma volta...

Sai com cuidado para não acordar o senhor que estava ao meu lado.

 

 

Andava pelo vagão tentando sustentar meu corpo que queria desabar. Cheguei em um vagão restaurante que era claramente para classes altas, para ricos. Tentei disfarçar que estava no lugar errado, me virei para sair. Foi quando um garçom me cumprimentou e me encaminhou até uma mesa, ofereceu-me um cardápio e saiu. Eu estava morta de vergonha e não sabia o que fazer. Escolhi uma bebida quente, e puxei meu celular do bolso para escrever um pouco. Assim que abro o bloco de notas uma música suave vem em minha mente. Demoro um pouco, mas lembro sua letra...era Caetano. Cantarolo baixinho buscando alguma inspiração para meu poema. Notei uma movimentação na entrada no vagão restaurante, parecia ser alguém importante. No meio de sorrisos e apertos de mão, eu reconheço ele, Luan.

Entrei em êxtase, nunca imaginei passar por essa situação tão ambígua. Eu fiquei um bom tempo encarando- o e o grupo que lhe cercou. Senti que ele percebeu está sendo observado, então olhei para a tela do meu celular. Ativei meu celular para ver se ao menos meu cabelo estava arrumado, e apesar do ângulo desfavorável eu até que estava apresentável. Minhas mãos começaram a suar quando olhei para cima e vi um rapaz integrante da equipe se dirigir a mim.

- Com licença...

- Oi-i – disse nervosa.

- Essa mesa é mais reservada, sabe? Será que pode trocar conosco? Eu sei que é chato, mas...

- Claro, não se preocupe comigo – disse antes que ele pudesse terminar.

Fiz um gesto sinalizando para o garçom, mas antes que ele chegasse na mesa uma voz familiar se dirigiu a mim.

- Ei, pode ficar...Você pode nos fazer companhia. O que acha?

Fiquei em silêncio, Luan estava ali. Na minha frente. E me convidou para ficar.

- Eu não posso aceitar...

O garçom colocou minha caneca na mesa e se retirou.

- Viu? Já até chegou seu pedido. Fique conosco, faço questão. Faz tempo que não viajo assim, em número reduzido.

Os três rapazes, o Luan e sua equipe, sentaram-se à mesa. Quando estavam aconchegados indaguei:

- Vocês estão só passeando?

- Sim e não. Eu tive alguns problemas no Brasil, e precisava de algumas inspirações para continuar produzindo – Luan fixou seu olhar na neve que caia lá fora – Não que seja uma obrigação, mas sem música eu fico mal. Então, aqui estou eu, procurando uma inspiração.

- Que coincidência, eu também... – ele voltou seu olhar para o meu – Só que para os meus textos. Então, boa sorte à nós – Dei um gole em meu chocolate.

- Destino – riu – Acho que inspiração não vai nos faltar nessa viagem. – Seus olhos fixos aos meus me fizeram corar, ele percebe e desvia o olhar.

 A dupla que acompanhava o Luan estava pouco ligando para nossa presença, conversando alto e rindo muito. Alguns minutos depois saíram pelo trem para conhecer um pouco mais.

- Então você escreve?

- Sim, eu tento... queria publicar algo.

- Poxa, que legal. Podia ler um texto para mim.

- Hoje não, quem sabe quando eu tiver uma inspiração. –disse rindo

- Ah sim. Vamos combinar, você lê para mim e eu canto para você.

- Perfeito.

Eu podia sentir que meus olhos brilhavam ao olhar para ele. Mas, é claro!!! Ele é um dos caras mais cobiçados do Brasil, eu o idolatro desde crianças. Será que isso tudo é tesão ou só entusiasmo de fã? Eu não sei, mas tô amando.  

Passamos algumas hora rindo e conversando sobre livros, filmes e coisas que nos encantam. Em uma altura da conversa confessei minha paixonite por ele durante a infância, rimos muito sobre.

- Então quer dizer que você gosta de literaturas onde estou nu? – disse rindo

- Nãooo – ri – Fanfic nem sempre é assim...

- Mas, você gosta quando é, né – ele deu um sorriso malicioso para mim.

- Claro – sorri tímida. Eu não tinha nada a perder, podia ser que nunca mais eu o visse na minha vida, e eu não quero me arrepender depois. Afinal, o que pode acontecer? É a coisa mais normal uma fã falar besteiras para o seu ídolo. Nada demais.

Senti seu olhar sobre mim novamente, ele estava sério. Fiquei com medo de ter falado algo errado, mas ele logo quebrou o silencio rindo. Tiramos algumas fotos, e testamos uns efeitos do insta.

O garçom se aproximou e disse:

- Desculpe a intromissão. Aqui está o cardápio do jantar.

- Oi? – Disse confusa – Por favor, que horas são??

 - Já se passam das seis.

 Eu e o Luan nos entreolhamos e rimos alto. Enquanto isso o garçom se retirou. O tempo estava voando.

- Então, você aceita jantar comigo? – Ele sugeriu

- Com certeza.

Após algumas horas terminamos de comer. O prato principal era massa, a minha preferida, e Luan teve um ótimo gosto para o vinho. Quer dizer, os vinhos. Nunca havia bebido tanto como naquele jantar. Estávamos terminando mais uma garrafa quando notei que o vagão estava vazio, só havia nós e um funcionário que estava quase dormindo no bar.

- ei, olha isso – mostrei ao redor para ele – acho melhor a gente parar.

- aham. – sorriu e virou o seu último gole de vinho

- Eu acho melhor eu ir...Foi muito bom esse tempo com você, obrigada mesmo.

- Foi muito legal mesmo, eu sei lá. Foi leve e eu me senti intenso ao seu lado. – ele fez uma pausa, olhou para mim e retomou -  Posso te levar até seu lugar??

Eu sorri e assenti com a cabeça. Levantamos, e quando fui dar um passo à frente senti sua mão pegando a minha, meu coração quase parou. Fingi não me importar e caminhamos um pouco, até que para minha surpresa, Luan abre a porta do banheiro e me empurra para dentro. Ele se certifica de que não há ninguém vendo, entra e tranca a porta. Meu rosto denunciava o quanto eu estava assustada.

- Desculpa, eu queria um lugar particular. Esse é o máximo que encontrei.

Não lhe respondi. Aproximei meu corpo do dele, e beijei sua boca intensamente. As mãos dele pressionavam os meus quadris, enquanto procurávamos um apoio. Ele abriu o zíper do meu jeans de forma que suas mãos passeavam em mim, me enchendo de prazer. Eu podia me sentir cada vez mais molhada e desejando-o mais. Arranquei sua camisa e chupei seu pescoço com um enorme desejo. Seus beijos começaram a descer, passando pelo o meu pescoço, onde ele fez uma pausa e tirou meu casaco e camisa. Continuou beijando meus seios, arrancando de mim suspiros longos e altos, foi trilhando meu corpo com seus lábios até chegar no local que mais pulsava por ele. Abaixou minha calça e deixou que sua língua trabalhasse em mim. Eu emaranhei minhas mãos em seus cabelos de forma a conduzi-lo enquanto me chupa. O ritmo cada vez mais rápido fez meu corpo gritar de prazer até que eu gozei na em seu rosto. Ele lançou para mim um olhar safado, e sua cara molhada de mim o deixava ainda mais sexy.

Ele levantou e virou de costas, massageou minha bunda enquanto minhas mãos procuravam um lugar de apoio. Luan, afastou o meu cabelo, deu um beijo em meu pescoço deixando-me arrepiada.

- Posso??

 - aham...

 

Senti ele entrando dentro de mim. Mordi meus lábios para não deixar escapar um gemido. Os momentos dele dentro de mim ficavam cada vez mais intensos, eu sentia seu corpo suar no meu e sua respiração aflorar. Não conseguia parar de pensar em como seria ficar de quatro para ele. Os movimentos aceleraram até que ele gozou, e eu suspirei aliviada de tanto prazer.


Notas Finais


Continuo?


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