História Um amor de outro mundo - Snape - Capítulo 37


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Lílian Evans, Lucius Malfoy, Personagens Originais, Salazar Slytherin, Severo Snape
Tags Anjo, Hogwarts, Romance, Severo Snape
Visualizações 114
Palavras 1.781
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores,
Mais um capítulo para vocês.
Boa leitura e espero que gostem.
💋💋💋💚💚💚

Capítulo 37 - O começo do fim - parte 2


Fanfic / Fanfiction Um amor de outro mundo - Snape - Capítulo 37 - O começo do fim - parte 2

Pov Severo Snape

Já passei por várias situações de risco, por ter me tornado espião na guerra bruxa, mas a situação em que me encontrava agora, era de longe a mais crítica que já vivi até hoje.

Hannah se encontrava a minha frente e em seus olhos eu vi o arrependimento por ter me deixado acompanhá-la. Estávamos cercados e eu sabia que a probabilidade de sairmos daqui vivos era ínfima, mas eu jamais deixaria de lutar, a covardia não era uma opção, não pra mim.

Com a varinha em punho eu lancei vários feitiços contra o casal que bloqueava o caminho, alguns dos quais eu aprendi quando era comensal. 

Duelar com os dois estava sendo bastante difícil, principalmente com Abyzou ela era rápida.

Hannah estava ocupada com o ceifeiro e com minha visão periférica eu via ela usar a sua graça sobre a criatura e se desviar de sua foice.

Gadrel levava um arco com apenas uma flecha em mãos o que me intrigou, essa flecha deveria ser algo poderoso para que ele tivesse tanta confiança em carregar apenas ela em mãos.

"Você é realmente poderoso, bruxo. Em outras circunstâncias você seria um excelente aliado."

A voz adocicada de Abyzou chegou aos meus ouvidos e vi quando ela e Gadrel se separaram para lados opostos, eu não era tolo é claro que eles estavam armando uma armadilha para mim.

Conjurei meu patrono para me proteger de Gadrel e ataquei Abyzou com todos os feitiços  que conhecia, a luta estava acerrada mas por um segundo ela se descuidou e meu feitiço a acertou fazendo ela ser lançada longe e cair encima do ceifador fazendo ele  deixar de se concentrar em Hannah e atacar Abyzou.

A corsa prateada batia seus cascos contra Gadrel que tentava desviar do patrono, e em uma brecha que a corsa deu, ele ergueu seu arco e lançou sua flecha.

Hannah correu em minha direção e quando o ceifeiro percebeu sua intenção cortou o ar com sua foice e seu alvo era Hannah.

Eu poderia desviar a flecha mas assim eu deixaria Hannah ser atingida. E movido por instinto eu apontei minha varinha na direção de Hannah.

E em uma sucessões de acontecimentos que pareciam improváveis, vi quando Hannah lançou sua graça contra a flecha que mudou seu trajeto e da ponta da minha varinha eu lancei um feitiço que fez Hannah colar seus braços e pernas e asas ao corpo a fazendo cair ao chão, então vi a foice cruzar o espaço e a flecha passar por ela e enquanto a foice rasgava a minha carne, e enquanto minha visão ficava escura eu vi a flecha que Hannah desviou acertar o peito do ceifeiro.

 

Pov Hannah Green

Dizem que um inimigo em comum pode unir até mesmo pessoas que se odeiam. E enquanto eu lutava contra o ceifeiro junto com Abyzou eu vi que isso poderia ser mesmo verdade, o que era no mínimo estranho.

O ceifeiro não se importava com que alma colhia poderia ser anjo, demônio ou humano sua função era ceifar. 

E depois que Severo lhe acertou com um Sectumsempra ele não estava mais interessado em oferendas, ele queria ceifar a todos dentro do templo.

"Porque você não acaba logo com ele? Você é um Querubim."

Era exatamente o que eu deveria fazer mais quando olhei para Severo não consegui por sua vida em risco.

"Não acredito que você exita por causa do bruxo."

Eu ia responder quando vi Gadrel atirar uma flecha infernal contra Severo e antes mesmo de pensar eu me joguei em sua direção, eu não poderia deixar ele ser enviado para o limbo.

Naquele momento eu ergui minha mão e alterei o trajeto da flecha com sorte eu conseguiria enviar o ceifeiro para o limbo e assim me livraria dele.

Mais logo após lançar minha graça na flecha senti meus membros sendo colados ao corpo e fui de encontro ao chão.

Enquanto eu caía vi a flecha passar por cima da minha cabeça e logo depois a foice rasgar o ar de encontro a Severo.

E como se o ferimento fosse na minha própria carne eu senti a dor do que aquilo significava, Severo jamais poderia adentrar o céu, ele seria puxado para o Tártaro e sua alma estava amaldiçoada. E naquele momento eu gritei em desespero.

"Nãããão! Não, não, não. Severo"

A dor era intensa em meu peito e a minha mente estava martelando que isso tudo era culpa minha, eu o condenei a esse destino horrível.

Tomei seu corpo em um abraço apertado, como se com a força do meu amor por ele, eu conseguisse reverter essa tragédia então beijei sua face enquanto sussurava ao seu ouvido.

"Desculpa. Me perdoa... meu amor.

Enquanto meus lábios tocavam seu rosto eu senti o frio da sua pele produzido pelo toque da morte. Então grossas lágrimas rolaram por meu rosto e caiam sobre o homem em meus braços, e por mais que eu tentasse não conseguia suportar todo o sofrimento que me corroía.

Era como se meu coração estivesse sendo dilacerado por várias lâminas que faziam cortes mortais em minha alma, e eu queira sinceramente encontrar meu fim, mais ele não viria, pois eu merecia a dor.

Levantei meu rosto e vi quando Gadrel e Abyzou tentavam abrir a porta onde se encontrava a tábua. Foi então que eu me dei conta, a tábua. Ela era a solução. Eu iria ativa-la e mudar o destino de Severo.

Olhei para o lado e vi o corpo do ceifeiro se desfazer em poeira, ele havia ido para o limbo, um a menos.

"Nem mais um movimento"

Abyzou olhou em minha direção mais Gadrel continuou a tentar abrir a porta.

"Meus pêsames Guardiã. Imagino que esteja de luto pelo seu amado. Devo admitir que foi bem melhor que o esperado. Ceifeiro morto, bruxo morto, guardiã em desespero. Somente mais um ótimo dia."

O sorriso em seu rosto só fez minha fúria agitar mais. Ninguém sorriria aqui, não com o corpo de Severo aos meus pés.

Me levantei pois eu tinha uma nova missão, mudar o destino de Severo. Andei ao encontro de Abyzou vi a satisfação em seu rosto, ela queria essa luta tanto quanto eu, e em alguns minutos ela iria se arrepender de ter entrado em meu caminho.

Ela lançava seu poder contra mim, e eu estava recebendo todos como se não passasse de uma leve brisa em minha pele. Eles não entendiam, nada mais importava, nada poderia me machucar mais, nada superaria a dor que eu estava sentindo agora. Severo havia sido amaldiçoado.

Vi a preocupação transparecer em sua bela face. Mais mesmo assim ela falou em deboche.

"Você não tem coragem de usar toda a sua força, você é uma fraca."

"Correção. Eu não tinha coragem quando pensei que machucaria Severo, mas agora ele está morto."

Ela tentou parecer indiferente as minhas palavras, mas deu pra ver o medo em seus olhos.

Eu já estava em sua frente, então golpeie sua face com toda a minha força, ela levou a mão automaticamente a bochecha onde se encontrava queimada a forma da minha mão.

"Hoje você vai saber o tamanho do meu poder."

Vi quando Gadrel abriu a porta onde se encontrava a tábua, mas eu cuidaria dele depois.

Com a ponta da minha asa eu prendi Abyzou contra a coluna, enquanto ela se debatia para se livrar da força de minhas asas eu liberei a fúria divina e nesse momento todo o templo tremeu como se um grande terremoto estivesse em andamento e a forte luz que saiu de mim consumiu Abyzou como ácido fazendo com que sua pele e carne derretessem enquanto ela gritava em agonia, e quando ela parou de se debater e só sobraram os ossos secos eu a joguei no chão.

Voltei até onde a flecha infernal estava caída e a peguei então caminhei a passos largos até a porta e entrei em um cômodo todo branco e em sua maior parte era ocupado por um lago que possuía um líquido grosso e negro borbulhante. 

Gadrel se encontrava de frente para o lago e fitava uma bola de energia que pairava sobre o líquido negro bem no meio do lago, dentro da bola se encontrava a tábua.

"O que está esperando Gadrel? Ela está logo ali."

" É algum tipo de larva negra, deve ser coisa de bruxo."

"Que falta fazem suas asas agora não é caído?"

Ele me olhou com ódio no rosto então eu continuei.

"Sua aliada está morta. E agora é a sua vez de encontrar seu fim."

Ergui a flecha e vi quando seu olhar vacilou.

"Tem medo de passar a eternidade no limbo? Imaginei que gostasse da idéia, afinal era pra onde você queria mandar Severo."

Eu não dei tempo para ele reagir, conjurei uma corda de luz e o lacei, imobilizando e puxando ele até mim.

"Hannah, por favor, por favor seja benevolente."

"O tempo de benevolência acabou."

Usando a fecha como se fosse uma adaga eu a enfiei em seu peito bem no lugar do coração e vi a vida deixar seus olhos e seu corpo cair aos meus pés.

Bati minhas asas e pairei sobre a bola de energia e então peguei a tábua e voei ao encontro do corpo de Severo. 

Olhei para a tábua em minhas mãos e por um momento eu pensei nas consequências do ato que estava prestes a realizar, e mesmo sabendo o que aquilo me custaria eu não titubeia nem um momento.

Me ajoelhei ao lado de Severo e passei a mão pelo seu rosto e depositei um leve beijo em sua testa, vê-lo alí deitado sem vida fez meu coração apertar ainda mais.

Engoli e seco meu coração batia em um ritmo acelerado minhas mãos tremiam muito. Levantei a tábua com as duas mãos sobre o peito de Severo e na língua enoquiana eu recitei os dizeres.

"Eu invoco meus direitos como guardiã

e desperto a tábua angelical

Forjando os laços do destino,

Hoje eu convoco a magia original

Para refazer as tramas da realidade,

Hoje eu transformo a morte em vida

Severo Prince Snape eu o convoco de onde esteja

De hoje em diante sua alma jamais será amaldiçoada.

Levanta-te e anda."

Enquanto eu recitavas as palavras a tábua começou a vibrar em  minhas mãos fazendo o tempo correr lento e toda a atmosfera ao redor começou a correr ao contrário, como se a gravidade não mais existisse e ao sair a última palavra de meus lábios e tábua liberou sua magia em um rompante de luz como uma explosão, agora não havia mais retorno, eu tinha acabado de alterar as leis do universo e reescrito o destino de Severo.

Continua…

 


Notas Finais


Ainda não é o fim, ainda vai ter treta antes de chegar a primeira cena do capítulo anterior.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...