História Um amor de vizinha - Capítulo 3


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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange
Personagens Felps, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Lizzie Bennet Diares
Visualizações 53
Palavras 2.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Ela


Fanfic / Fanfiction Um amor de vizinha - Capítulo 3 - Ela

Narração por: Catarina

Minha avó beira a demência, ela se quer lembra de mim ou de minha mãe, para minha avó nós somos intrusas que querem fazer mal a ela. Minha avó não sabe quem eu sou, e isso não é engraçado. Mas por algum motivo os moradores dessa cidade acham que Mari-Maluca é um excelente modo de chamar uma senhorinha idosa. 

Se eu estou com raiva de Rafael? Não exatamente. Prefiro pensar que ele é uma pessoa boa que cometeu um erro. 

Hoje é mais um dia na escola, e está bem friozinho então eu aproveito para levar o meu casaco (apenas, para certas pessoas não acharem que eu sou uma princesa frágil que precisa de proteção). 

Chegando na sala de aula, Rafael nem olhou na minha cara. Previsível, eu penso. Eu me sento e espero a chegada do professor enquanto faço alguns rabiscos na última folha do caderno.  Nada demais eu apenas gosto de desenhar alguns animes ou até mesmo alguns desenhos realistas. Felps chega na sala, conversa um pouco com Rafael e depois vem em minha direção.

- Oi Catarina.

- Oi felps.

- Soube o que aconteceu ontem, super chato né!? Rafael está com vergonha de vir falar com você mas ele se sente mal por ter te irritado, viu!?

- Me irritar? Não eu só fiquei um pouco sensível por que ele falou da minha avó. Mas nada demais. - Não precisa ficar assim Rafael. - Digo em um tom bastante alto apesar de saber que ele estava ouvindo nossa conversa de qualquer jeito.

Rafael olhou pra mim e ficou meio confuso, mas parecia feliz.  Eu acenei pra ele com um sorriso no rosto. E vi um sorriso começar a se formar em sua face. Eu pretendia sinalizar que estava tudo bem, mesmo assim ele não veio falar comigo. 

Eu sentei na arquibancadia com Rafael.  Eu não esperava que ele fosse puxar assunto comigo. Mas ele fez.

- Tá doendo muito? - Perguntou ele. 

-  Sim. Agora estou sentindo a minha coxa queimar. - digo sorrindo.

- Quer que eu te leve para a enfermaria ou algo assim? 

- Na verdade não precisa, daqui uns cinco minutos vai passar. Mas, obrigado por se importar. 

- Tem certeza? 

- Claro, que sim. E o seu braço, deixa eu ver...

Eu peguei o braço dele de forma gentil, apesar dele dizer várias vezes que estava bem. Eu percorri o seu ante-braço com a ponta dos meus dedos até encontrar o ponto onde a bola acertou. Ele arrepiou e depois ficou envergonhado tirando o braço  das minhas mãos.

- Não precisa ficar envergonhado. - Eu sorri, e coloquei a mão em um de seus joelhos. - Tá tudo bem.

Nós ficamos nos olhando fixamente por uns 5 segundos mas que na minha cabeça pareceu uma eternidade. Então eu tratei de mudar de assunto pra não ficar um clima meio estranho.

- O felps parece que está se divertindo. Ele joga bem.

-Éh... diferente da gente. - Diz Rafael.

- Ah... Mas eu sou muito boa nesse jogo. O problema é que eu não sabia que a gente ia jogar contra serial killer's mercenários do caralho.

Rafael me olhou por alguns instantes.

- O que foi? - Pergunto.

-Nada só que... É difícil encontrar uma garota que fala esse tipo de coisa aqui na escola.

- Ahhhh... Bom,  agora eu entendi, ~Xingamentos~ Uau. - Não posso deixar de pensar  INA-CRE-DI-TA-VEL. De forma sarcástica é claro. - da próxima vez quer que eu mande uma carta pra rainha da Inglaterra sobre o assunto de nossa conversa? - Digo sarcásticamente enquanto gestículo de forma elegante e caricata. Típica do meu humor ácido. -Eu realmente não sabia que estava conversando com o ditador de regras do vocabulário feminino.

Rafael ri e logo em seguida explica.


- Não foi isso que eu quis dizer, é que... Sabe,  você é diferente. Gosto disso.

- E na maioria das vezes você tem o péssimo hábito de se expressar mal. Eu realmente não sei se gosto disso. -Respondo de forma reativa.

- Desculpa se eu fico nervoso perto de você, caralho! - Disse Rafael alterando o ton de voz.

Eu fico sem reação, ele desvia o olhar de mim, e volta a assistir o felps jogar a bola nos garotos da outra turma. Nós ficamos assim, sentados lado à lado sem nem ao menos se olhar por uns 15 minutos. Quando a aula de Educação física acabou eu seguia para a sala de aula quando derrepente o felps chega e me pega pela mão. Ele segura a minha mãos e continuamos a andar normalmente.

Quando eu ia abrir a boca para tentar questionar a situação ele cochichou no meu ouvido.

- Não pergunta nada! Só finge ser a minha namorada para aquelas meninas atrás da gente pararem de encher o saco.

Uma garota para na nossa frente e começa a falar de forma grosseira.

- Ora ora, mas olha se não é o cara mais decepcionante que eu já conhecia em toda minha vida, quem é essa daí?! . - Diz ela enquanto duas outras garotas se aproximam de nós.

- Ora ora, se não é a vadia mais frustrada que eu já vi em toda minha vida... - Respondo a altura.

- Quem você pensa que é pra falar comigo desse jeito?

- Eu? Não penso nada. Mas e você? Quem pensa que é pra ficar bloqueando a passagem dos outros? Uma parede? Se toca guria.

- Você sabe quem é o meu pai, queridinha?


- Tá aí uma pergunta que você deveria fazer pra sua mãe. - Vamos amorzinho, deixa essas guria aí.

Nessa altura do campeonato felps estava chorando de tanto rir. Eu praticamente arrastei ele até a sala de aula e forcei ele a me contar o porque daquelas gurias estarem perseguindo ele.

- Mano, que gurias eram aquelas? E o que elas queriam contigo? - Digo fechando a porta e sentando em cima de uma mesa na frente de felps.

- A do meio é minha ex namorada, digamos que, ela não foi tão honesta comigo, nós tivemos uma briga e agora ela quer reatar, mas eu recusei e agora ela está toda bravinha. E ela também é a filha do vice diretor desse colégio. E as outras eram basicamente as sombras dela. - Cara, você foi genial. -Disse felps entre risos.

- Oiii??? Peraí... você me fez discutir com a filha do diretor?

- Eu não te fiz fazer nada. Não era pra ser desse jeito. Mas confesso que foi melhor do que eu imaginava. - Diz ele gargalhando

- E o que você queria que eu fizesse? Apenas observasse enquanto aquelas meninas te tratavam mal? Não!  Você é fofo demais pra isso acontecer. - Digo apertando as bochechas dele.


Nessa hora Rafael entra na sala e se depara com essa cena. Ele repara mas não faz nada, e segue em direção a cadeira dele no meio da sala. Eu e Felps resolvemos ir lá tentar conversar com ele.

- Oi Rafael. - Felps e eu falamos em coro.

- E aí. - Ele responde.

Eu puxo a cadeira que estava na frente dele e sento de frente pra ele, o encosto da cadeira ficava na frente da minha barriga. Eu não costumo me sentar assim mais queria ver a reação dele.

E como de costume foi: Apatia.
Os prós e contras de ser amiga do Rafael é que quando você acha que ele vai fazer alguma coisa, ele não faz. E quando menos você espera alguma reação dele, ele te surpreende.

- Rafael, não esquece que hoje a gente vai fazer o trabalho hoje. Pode ser lá em casa as 3? - Diz felps buscando aprovação em nossas feições.

- Por mim está bem. Eu só vou ter que falar com com a minha outra vizinha para cuidar da minha avó nós tempo em que eu estiver fora.

- Ótimo... - Diz felps esfregando as mãos. - Eu tive algumas idéias sobre o trabalho de espanhol. Já pensou que foda se a gente fizesse um teatro?

- Daniel, me falou disso.   Mas que peça nos vamos reproduzir em cima da hora  espertão? - Questiona Rafael.

- Felps a sua idéia é incrível, mas eu tenho que concordar com o Rafael. -Digo olhando para felps em seguida olhando para Rafael e eu vi seus olhos brilharem.

- Bem... Sabe "orgulho e preconceito" que a gente fez ano passado? Nós sabemos as falas, é só traduzi - las para o espanhol.  - Diz felps

- É uma ótima idéia, mas será que a professora vai aceitar? - Diz Rafael 

- Olha... A professora deixou em tema livre para a gente decidir e fazer uma boa apresentação. E eu acho que é isso que importa. Mas mesmo assim eu falo com ela na última aula pra ter certeza. - responde felps

- Mas e você Catarina? Conhece orgulho e preconceito? - pergunta Rafael.

Não sei porque mas eu senti que ele estava me subestimando um pouco.


 - Mas é claro que eu conheço! Até porque Jane Austen é uma das minhas escritoras favoritas do século dezessete. Ah... Por favor né, quem não conhece esse clássico da literatura inglesa. 

Eu me acalmei e tentei desmanchar a expressão de desprezo do meu rosto.
Parece que eu teria de comportar bem com Rafael e evitar ao máximo um conflito com ele, já que teremos de fazer um trabalho juntos.

- Então... Quando que vai ser essa apresentação mesmo? - Perguntou felps.


- Vai ser na próxima semana, no dia da feira de literatura e linguagem da escola.

- Que legal. Acho que já ouvi falar disso.

- Sim, isso acontece umas duas vezes por ano. Uma nova começo e outra no final. E toda a escola participa.

- Na minha antiga escola tinha algo parecido. Mas a nossa feira era sobre tecnologia.

- Parece divertido.  - Diz Rafael.

- Não, na verdade não era. - Respondo de forma seca.

- Espero que a nossa feira seja mais divertida então. - Diz felps gentilmente.

- Ah... você é um amor. - Digo sorrindo.


Na hora da saída Felps fez o que prometeu e conversou com a professora de espanhol. Que adorou essa idéia e disse que ela mesma iria traduzir as falas e iria nos ajudar a pronúnciar corretamente caso tivéssemos alguma dúvida. Ela também resolveu convocar a sala toda para participar da apresentação ao invés de fazer alguns grupos.

Quando chegou às três horas em ponto eu amarrei meu cabelo em um coque no alto da cabeça. Coloquei uma blusa preta curta que deixava amostra a minha cintura, coloquei uma calça jeans azul clarinho e uma rasteirinha. É eu sei, não é o meu melhor look, mas afinal quem se importa?

Chegando na casa felps, ele me recebe muito bem. Eu me sento no sofá e depois de uns 5 segundos percebo que Rafael está ali.

- Ah... Oi Rafael.

-Oi, Catarina. - Diz ele.
  

- Gente, vocês querem alguma coisa pra beber? 

- Pra mim qualquer coisa tá bom.

- Se tiver um café, eu aceito. - Diz Rafael.

- Puro e sem açúcar, né?

- Exatamente.

- Já que vai fazer um café, você pode colocar leite e açúcar no meu felps?

- Claro que posso! Tudo para o meu "amorzinho". - Disse felps indo em direção a cozinha.

- Não sabia que vocês estavam juntos. -Disse Rafael meio desconcertado.

- Não estamos, na verdade isso foi uma longa história  que aconteceu na escola hoje de manhã.

- Longa história é? Adoraria ouvi - la.

- Infelizmente, creio que não, na verdade você reprovaria totalmente a atitude de nós dois.

Passou alguns minutos e o silêncio foi quebrado quando ouvimos o cair de alguma coisa de metal seguida por um "ooops" e o um risinho, vindos da cozinha. Eu e Rafael fomos ver o que felps estava fazendo. Infelizmente a cafeteira estava quebrada e Felps não sabia onde estava às panelas que a mãe dele usava para fazer o café. Então Rafael tomou a frente do fogão, arregaçou as mangas e improvisou um café. Nós ficamos na cozinha rindo e conversando. Quando o café finalmente ficou pronto, Rafael me serviu um pouco em uma caneca que ele insistentemente dizia ser uma xícara. AAAÁAÁAÁÁÁAÁHHHHHH.
Como explicar para um cego que a luz está acesa? Brincadeiras a parte ele fez um café razoavelmente bom.

- Rafael, você gosta de café sem açúcar? 

- Sim.

- Então por que fez um café doce?

- você não queria um café docinho? Então, fiz pra você. - E pro felps que não consegue ser menos viado.

Eu sorrio, Rafael conseguiu achar meu ponto fraco. Falar coisas no diminutivo.

Depois da fala de Rafael, felps ficou puto  e os dois começam a dar soquinhos um no outro. A medida que a intensidade dos socos vai aumentando mais o felps se aproxima perigosamente de mim. Não demorou muito para ele conseguir esbarrar em mim e derrubar o meu café docinho.
O café não estava tão quente porque eu coloquei leite, (sou fresca mesmo. Idaí? Haha.) Mesmo assim me molhou toda. Eu corri pro banheiro para me lavar antes que eu começasse a ficar toda grudenta. 


Eu saí do banheiro sem a minha blusa, já que ela estava ensopada de café. Eu só estava usando um top, também de cor preta. Eu voltei pra cozinha e eles não estavam mais lá, com certeza eles estavam na sala. Mas, eu não pude deixar de me sentir envergonhada pela minha situação. Eu fui andando pelo corredor devagarinho, até que eu ouvi o meu nome, sim, eles estavam falando sobre mim.

- O que você acha de Catarina? 

- Sei lá... Ela me parece ser de um tipo bem comum. Ela é do tipo que tem um milhão de caras aos pés dela e ela sabe disso, por isso é bem convencida. - dise Rafael.

Basicamente ele disse que eu sou uma qualquer que usa da beleza para conseguir o que eu quero.
Por um instante meu coração se encheu de ódio e eu tive vontade de dar uns tapas na cara de Rafael. Mas não o fiz, eu vou deixar o que é dele guardado. Como dizem, vingança é um prato que se come frio.


Notas Finais


Vocês têm alguma idéia de porque Rafael falou de Catarina dessa forma? Descubra no próximo capítulo ❤😅


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