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História Um amor do passado - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ! Tudo bom?

Então, este capítulo está bem gostosinho. Mesmo que não seja o meu favorito hahaha
E mesmo estando calmo, ele esclarece algumas coisas, por isso, prestem atenção.

Sem mais delongas...

BOA LEITURA 😘❤

Capítulo 5 - Uma conversa necessária



Alguns dias depois...

Alguns dias se passaram desde a chegada de Sesshoumaru e a reviravolta na vida de Rin.

O platinado já sabia muitas coisas sobre aquela realidade. Ele observava muito tudo a sua volta e tudo o que Rin fazia. Além de assistir ao jornal e até alguns filmes. Aprendeu a se vestir só, a usar a geladeira, o micro-ondas e mais algumas coisas. Estava se adequando de maneira rápida.

Mas uma coisa estava lhe incomodando; era estranho o fato de Naraku estar tão quieto. Previa que o mesmo estivesse planejando algo. Algo grande, até.
Então precisava estar pronto para qualquer coisa. E ainda tinha o fato de Rin não saber que Naraku também estava naquela realidade.

Já a jovem em questão, pesquisava dia e noite junto de seu professor para tentar achar um modo de mandar Sesshoumaru de volta. Morton chegou a fazer algumas perguntas para o platinado. Estava curioso sobre esse negócio de youkai e meio-youkai. E mesmo com seu temperamento frio, Sesshoumaru respondeu a todos os questionamentos feitos. Do seu modo, mas respondeu.

E Rin não queria que ele fosse embora. Queria ficar com ele para o resto da vida, queria um romance com ele.
Mas ela sabia que o coração do platinado era uma coisa muito difícil de ser alcançada. Ela até tentou ficar mais próxima dele, tentou o conquistar através da gentileza, mas o platinado tinha uma barreira muito forte em torno de si.
Sempre lhe respodia friamente ou simplesmente lhe ignorava. E aquilo doia nela, já que Sesshoumaru sempre foi o sempre seria seu "crush de outro universo".

Confessava estar cansada daquilo. Sim, sempre foi seu sonho conhecer seu personagem favorito pessoalmente em carne e osso. Mas não imaginava que Sesshoumaru era tão frio e fechado, mesmo vendo isso no anime. Talvez tivesse uma gotinha de esperança de que seu verdadeiro amor fosse ele, ao vê-lo em sua frente pela primeira vez, na noite em que o desejo fora feito.

Então decidiu ajudar o professor na pesquisa para tentar achar uma forma de o mandar de volta, mesmo que até aquele momento não tivessem tido algum avanço considerável. E para não doer mais, ela decidiu se afastar um pouco dele — não que fossem próximos, diga-se de passagem. Sempre falava só o necessário, ou ás vezes nem falava.

E o platinado podia sentir o cheiro de tristeza emanando dela. E isso o deixou meio incomodado.

Por ser um youkai cachorro nem ele, e nem Inuyasha, sabiam lidar com pessoas tristes ou chorosas, principalmente mulheres. Sempre ficavam incomodados e querendo que a pessoa não ficasse mais naquele estado. Talvez fosse por isso que sempre corria até Reyrin quando ela gritava seu nome em um momento de desespero.
Estava na natureza deles.
E Sesshoumaru odiava ter essa natureza.

Não era do feitio dele sentir pena e nem compaixão de ninguém. Muito menos de humanos. Reyrin fora a única exceção e não pretendia ter outra.

Mas era algo inevitável. Estava em sua essência animal. Mas preferia morrer à demonstrar tal coisa.

Era mais ou menos nove horas da manhã de domingo quando Rin levantou da cama. Não precisa levantar cedo, já que não tinha aula e era seu dia de folga do trabalho.

Tomou um banho rápido e fez suas higienes pessoais. Vestiu algo confortável e foi para a cozinha, e no caminho para a mesma viu Sesshoumaru assistindo o jornal, como de costume.
O platinado a olhou, mas nenhum dos dois disse nada.

Estava um ar estranho em torno de ambos. Rin seguia firme e forte na terefa de se afastar dele. Mesmo que doesse e fosse muito difícil, ela iria o fazer.

Foi para a cozinha e lá preparou torradas com geleia, mexido de ovo com queijo e suco natural. E quando estava termiando de aprontar tudo, viu Sesshoumaru entrar na cozinha.
Ele até que estava comendo com frequência, mesmo que não precisasse fazer tal coisa. Seu corpo era resistente, então não precisava nem comer e nem dormir todo dia.

- vai querer café da manhã? - perguntou sem lhe olhar.

- sim - teve que responder falando mesmo.

Rin arrumou a mesa de jantar e logo se sentou, chamando o platinado para sentar-se também. E assim ele o fez.

- as pesquisas ainda não trouxeram respostas de como mandar você de volta - ela começou o diálogo, enquanto enchia seu copo com suco - mas estamos fazendo o possível para descobrir um jeito - o olhou.

Sesshoumaru apenas concordou com a cabeça. Mesmo com sua natureza pedindo para dar um jeito naquele clima estranho, ele não falou e nem fez nada. Ele não sabia o que fazer, essa era a verdade.

Desde novo sempre fora ensinando a deixar de lado os sentimentos e focar no ganho de poder. Só os fortes sobrevivem, era o que sua mãe dizia.
Quando chorava ou queria um abraço, sua matriarca lhe repreendia e voltava a lhe falar sobre como os sentimentos deixavam qualquer um fraco. Sempre usava seu pai como exemplo, o grande Inu no Thaiso, o homem que traiu sua mãe com uma humana e ainda teve um filho bastardo com ela; seu meio irmão mais novo, Inuyasha.

Então, com a junção de tudo isso, ele não sabia como lidar com sentimentos. Ele não sabia agir diante de algo que precisasse de uma confissão ou de um consolo.
Não sabia como lidar com aquela situação, mesmo que estivesse incomodado.

E mesmo que sua cabeça trabalhasse a mil por hora, suas expressões continuavam frias e neutras. Apenas um excelente observador poderia notar sua confusão interna. E ele não diria que Rin era esse tipo de pessoa.

- eu sei que você está incomodando com esse climão entre a gente - ela disse do nada, lhe surpreendendo - o quê? Achou que não notei? - sorriu de leve - Sesshoumaru, eu já assisti o anime que você pertence umas cinco vezes. Querendo você ou não, eu te conheço bem. E sei sobre a natureza canina dos Inu-youkais.

Sesshoumaru apenas ficou lhe olhando. Não esperava que ela notaria tal coisa. Talvez não devesse subestimar tanto aquela humana peculiar.

- eu sei que eu estou meio estranha esses dias. Mas entenda, eu sempre fui louca por você, desde que conheci o anime, então, é difícil pra mim ter que lidar com sua frieza. E eu não estou querendo te mudar, eu sei que esse é o seu jeito de ser. Mas me dói, sabe? - lhe olhou nos olhos, em forma de súplica. Aquilo realmente a machucava - e para não doer mais, quando você voltar para sua realidade, eu decidi me afastar um pouco. Não quero me apegar mais do que já me apaguei - sorriu e voltou sua atenção para a torrada que comia.

E ele permaneceu calado. É, Sesshoumaru Thaiso não sabia mesmo como lidar com sentimentos. Preferia lutar contra mil youkais a ter aquele tipo de conversa.

°°°

- então você não lembra nem como mexer em um computador? - um dos filhos da jovem senhora que o abrigou disse meio espantado.

- é... - sorriu amarelo.

Naraku já estava recuperado quase que por completo. E por esse motivo decidiu colocar em prática seu plano.

Nos dias que ficou em recuperação, aproveitava as noites para explorar a casa e os arredores. Descobriu estar numa era muito mais avançada que a sua. A tecnologia era incrível!
Mas ao mesmo tempo era complicada. Ele até tentou usar os computadores e celulares, mas percebeu que tinha uma espécie de senha que protegia os itens. Então decidiu pedir ajuda para os moradores da casa onde estava abrigado. Dando a desculpa da perca de memória grave, onde não lembrava nem mesmo como mexer naquelas coisas.

Seu objetivo era codificar os computadores para que seu corpo pudesse absorve-los e ser aceito. Chegava a sonhar com a quantidade de coisas que poderia fazer com todas aqueles itens. Poderia fazer qualquer coisa! Dominar o mundo!

Sua antiga era já não importava mais. Agora ele queria essa onde estava. Percebeu que se dominasse aquele mundo, seria quase como um deus vivo na terra. E ele confessava que amou aquela idéia.

E para isso, usaria os computadores, celulares, televisões, ondas sonoras e todo e qualquer outro meio tecnológico para controlar a mente das pessoas e torna-las seus fantoches. Seriam como suas crias, só que mais fortes e mais obedientes.
Era um plano a ser desenvolvido cuidadosamente, mas Naraku era paciente. Então aprenderia e esperaria o momento certo para colocar tudo em prática.

- nossa, sua perda de memória foi mesmo muito forte - o jovem rapaz disse em sua total inocência. Mal sabia ele das verdadeiras intenções de Naraku.

- por isso pedi sua ajuda - sorriu. Para obter o que desejava ele era capaz de interpretar qualquer tipo de personalidade, aquilo não era nada.

- certo, então se sente aqui do meu lado e irei lhe ensinar tudo o que sei - o jovem também sorriu gentil.

Naraku sorriu de canto, sem o menor ver, e sentou-se próximo do jovem.

Já tinha aprendido como levar aqueles humanos na palma da mão. Era só ser gentil e se fingir de vítima que eles logo amoleciam o coração.
Os da sua realidade eram mais duros, ele teve que conquista-los através do medo e da retaliação, mas alí não. Tudo era mais fácil.

Seu plano de tomar a consciência de todos logo poderia se concretizado com sucesso e nem mesmo Sesshoumaru seria capaz de lhe impedir. Se é que ele estava mesmo naquela mesma realidade.

°°°
Como era final de semana, decidiu sair para fazer algumas compras, já que o armário estava quese vazio. Avisou Sesshoumaru que iria sair e logo já estava a caminho do supermercado mais próximo.

Uma linda pracinha fazia parte do caminho até o lugar onde faria as compras. Decidiu passar por ela para respirar um ar mais puro e ver as flores desabrocharem. Amava passar por aquele lugar naquela época do ano.
Além de ser lindo, carregava um ar romântico muito grande.

Suspirou ao perceber que, talvez, nunca tivesse um romance digno. Já que nenhum homem comum chamava sua atenção. Desde sempre fora atraída por personagens fictícios, e quando conheceu o anime que Sesshoumaru pertencia, fora inevitável não se apaixonar por aquele personagem tão maravilhoso.

E agora, com o dito cujo em sua casa, nunca se sentiu tão distante dele. Mesmo que percebesse que Sesshoumaru quase sempre travava uma luta interna consigo mesmo.

E o único jeito de não doer tanto, era se afastar dele até o dia que descobrissem como fazê-lo voltar. Seria difícil, mas necessário.


Após fazer as compras e, enquanto voltava pra casa, uma forte chuva começou a cair. Como não estava previsto um temporal tão repentino, não trouxe guarda-chuva, o que resultou em seu corpo inteiro molhado.

- droga, vou ficar resfriada, certeza - disse para si mesma, enquanto corria com as compras indo para casa.

Rin sabia que sua imunidade era baixa, e como toda a reviravolta desde a chegada do platiando, deixou de tomar suas devidas vitaminas. Já que tempo lhe faltava para ir comprar.

Chegou em casa toda molhada, e se assustou quando Sesshoumaru abriu a porta para ela poder entrar. Era como se ele estivesse lhe esperando chegar. Seu olhar, mesmo que sério, parecia avaliar seu corpo, como se procurasse algo de errado.

Rin entrou em casa e colocou as compras no chão e, antes de se levantar, sentiu quando um tecido fora jogado em cima de sua cabeça. Levantou os olhos e viu ser uma toalha, e quando se levantou por completo, ainda pôde ver a cabeleira platinada virando no corredor dos quartos, com as mãos dentro dos bolsos da calça moletom cinza que usava.

Sorriu de canto e começou a se enxugar.

- parece que até mesmo youkais tem suas preocupações - sorriu mais e voltou a se enxugar.

É, pelo jeito, parece que o lado protetor de Sesshoumaru estava sendo ativado pouco a pouco. E talvez, apenas talvez, Rin estivesse tendo algum efeito sobre ele e tivesse plena consciência disso.


Continua...



Notas Finais


E então? Acharam gostosinho assim como eu achei?
Aposto que sim!
E já aviso logo que o próximo cap é um dos mais gostosinho até agora hahaha

Não deixem de comentar! Adoro ler as opiniões de vcs!

Beijos da tia Becca ❤😘


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