História Um amor entre alegrias e lágrimas - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Lemon, Original, Romance, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Dia de diversão


O dia já começará a amanhecer, Thomas estava voltando ao seu quarto após terminar seu banho, usando apenas uma toalha em volta da cintura, começando arrumar-se para mais uma dia de aula, não conseguindo deixar seu sorriso de lado ao lembrar-se do beijo que o amigo havia lhe dado na bochecha, por mais inocente que fosse, para ele havia um significado espacial, Thomas começou a vestir-se com uma calça preta, sapatos pretos e uma blusa branca, antes de deixar o quarto, o garoto encostou-se na janela de seu quarto, pegando seu isqueiro para acender seu cigarro, deixando a fumaça sair pela boca, Thomas já sabia que William não gostava muito desse seu hábito, optando por evitar fazê-lo na frente do loiro, após terminar o cigarro, Thomas bastante perfume em si para espantar o cheiro do cigarro que havia ficado nele, logo sumindo graças ao aroma doce do seu perfume, depois foi para espelho para arrumar seu cabelos, queria estar o mais bonito possível quando encontra-se, dando um sorriso para si mesmo no espelho bem confiante, logo deixando seu quarto, indo para a cozinha tomar seu café da manhã junto a seu pai e sua madrasta que encontravam-se a mesa.

- Bom dia querido - disse Bárbara comprimentando o garoto, que apenas a respondeu com um sorriso, que já era o suficiente para ela por não ser do costume do garoto lhe cumprimentar - eu já deixei sua comida colocada, espero que goste.

- Obrigado.

- De nada querido, está me parecendo muito bem hoje.

- Quando você diz bem, quer dizer bonito?

- Também, mas eu digo mesmo é no seu jeito, parece mais leve, feliz com algo.

- É eu tô mesmo - Thomas colocava o café para si em sua xícara, não conseguindo disfarçar o sorriso quando pensava em William, o garoto realmente estava feliz com todo o que estava ocorrendo entre ele e o amigo - um antigo amigo meu voltou pra cidade, eu tô bem feliz com isso.

- Que bom, espero que a amizade de vocês continue assim, já dá pra perceber que ela está fazendo muito bem pra você.

- Nem sabia que você tinha mais amigos, você deixou de falar com todos mesmo - disse o pai de Thomas lendo seu jornal.

- É eu tenho, não gostou de saber que seu filho tem uma vida social?

- Não quis dizer isso, só não sabia que você tinha voltado a falar com seus amigos antes, qual o nome desse amigo, eu conheço?

- É o William, aquele que eu disse que amava, lembra dele?

- Então é aquele garoto voltou, não gosto dele, mas você não se importa com minha opinião não é?

- Claro que não.

- Nem imagino o que as pessoas vão falar quando souberem que meu filho é gay, que vergonha vai ser quando nossos vizinho, você é uma decepção Thomas.

- Vai se ferrar - Thomas nem considerou moderar as palavras, mesmo que fosse seu pai, já estava cheio dele o julgando por ser gay.

- Modere as palavras, não se esqueça que eu sou seu pai.

- Vamos manter a calma rapazes, não temos motivo para discutir tão cedo assim - disse Bárbara tentando acalmar o ânimo dos demais.

- Porque você não pode ser como os outros garotos, gostar de meninas, sorrir, se divertir como eles fazem, porque tem que ser tão problemático.

- Desculpa se eu me sinto atraído por garotos e se eu me apaixonei por alguém, deve ser difícil pra você saber que as pessoas tem sentimentos, já que você não tem nenhum e não se importa com os meus, você é o pior pai que eu podia ter, eu vou nessa.

- Espere, eu não estava pensando direito Thomas, me desculpe por...

- Mais uma vez você conseguiu estragar minha manhã, parabéns - disse Thomas colocando a mochila em suas costas - obrigado pela comida Bárbara, tenham um bom dia.

- Ainda não terminamos de conversar...

Marcus tentou desculpar-se com seu filho, mas o mesmo não ligou o mínima para o que dizia, saindo pela porta, enxugando as lágrimas que escorriam pelo rosto, aquelas duras palavras havia o magoa profundamente, queria que seu pai o aceita-se como é, mas já não sabia se isso um dia seria possível, respirando fundo para tentar deixar a raiva que sentia de lado, seguindo para a casa de William.

William tomava seu café da manhã junto a sua mãe, sorrindo bastante pela alegria em que se estava, pensando em Thomas e tudo o que estava acontecendo entre eles nós últimos dias, estava tudo a mil maravilhas para o loiro.

- Posso saber o motivo desse seu sorrisinho aí? - disse Marina com um sorriso malicioso.

- Que sorriso? - disse o loiro tentando disfarçar sua alegria, estava imperceptível toda a animação em que se encontrava.

- Nem adianta fingir filhinho, é por causa do Thomas não é?

- Bem não dá pra esconder né

- Então me conta filho, como estão indo as coisas entre vocês?

- Vão bem, a gente tá cada vez mais próximos, ele me chamou pra sair hoje com ele.

- Tipo um encontro? - disse a mulher com um sorriso malicioso, bastante animada com a vida amorosa do filho.

- Bem ele não disse exatamente um encontro, só sair juntos, nos divertir, coisa de amigo só, eu também nem sei se ele é gay pra ficar acreditando em coisas.

- Quem sabe ele não é, eu já disse que sempre desconfiei dele né, tomara que dê tudo certo entre vocês, ele parece o genro perfeito.

- Mãe não me ajuda ainda mais a acreditar em algo impossível tá, eu já vou indo pra aula - William colocou sua mochila nas costas e dirigiu-se a porta - até mais tarde.

- Cuida bem do meu genro.

- Ele é só meu amigo, tchau - William saiu de sua casa, passando pelo seu jardim, indo até o garoto de cabelos preto que o esperava atrás do portão da frente - você tá aqui faz tempo?

- Não, você tá bem bonitinho com essa roupa - Thomas não conseguiu deixar de elogiar o loiro pelas belas roupas que usava, ainda mais encantado com a beleza do amigo.

- Ah obrigado - William não deixou de ficar encabulada pelo elogio do amigo, William vestia uma calça jeans, sapatos azuis e uma blusa cinza - você também tá bonito.

- Valeu, eu tinha que tá arrumado já que vou ser sua companhia hoje, vamos indo?

- Tá vamos.

Os dois amigos começaram a caminhar, seguindo rumo ao colégio.

Assim que chegaram, dirigiram-se a sala de aula, sentando-se em seus respectivos lugares ao fundo na sala, Thomas podia notar os olhares dos demais alunos ainda mais voltados para si, mas não só para ele como também para o amigo ao lado, Thomas já estava irritado ao ver todo aquele cochichos dos seus colegas enquanto olhavam para ele é William, que não estava dando muito importância por estar ocupado estudando antes da aula.

- Ora, ora se não é o casal mais famoso do colégio - disse Jonathan aproximando-se dos amigos.

- Do que você tá falando? - disse Thomas confuso.

- Tá todo mundo falando do que aconteceu ontem, que o William ficou doente e você ficou todo preocupado com ele, saiu carregando por todo colégio carregando William braços, depois saíram do colégio com William nas suas costas, porque não me disseram antes que estavam juntos eu não tenho problema nenhum com isso.

- Será que é porque não estamos - explicou William ao amigo sem tirar os olhos de seu livro.

- Eu sempre desconfiei de vocês dois juntos, vocês não estão escondendo isso de mim né?

- Não estamos namorando - disseram os dois amigos em coro.

- Tá bom, desculpa, bem eu só vim saber disso mesmo, vejo vocês depois pessoal - disse Jonathan despedindo-se dos amigos, saindo da sala.

- Que saco, detesto quando fofocam sobre mim - disse Thomas que não conseguiu deixar de ser incomodar com o boato que espelhava-se sobre ele e o amigo.

- Você ficou com tão incomodado assim por dizerem que estamos juntos? 

- O que, não, só não gosto que fiquem falando de mim por aí - explicou o moreno.

- Eu também, mas fazer o que né, não dá pra evitar esse tipo de coisa, só suportar mesmo.

- Deixando isso de lado, pra onde você quer ir quando sairmos?

- Por mim tanto faz, não tenho muito preferencia do que fazer, pode escolher você - William estava concentrado em sua leitura, sem tirar os olhos do livro.

- Então vamos pro shopping, eu tava afim de assistir um filme de terror que tá estreando agora.

- Tudo bem.

- Bom dia turma - disse a professora adentrando a sala - vamos começar a nossa aula.

Os amigos deram fim a conversa para darem atenção a aula da professora que estava prestes a começar.

O tempo passou-se voando, todas as aulas do dia já haviam terminado, logo, os amigos saíram do colégio, seguindo caminho para o shopping onde iriam se divertir juntos, assim que chegaram, foram direto ao cinema, pegando uma fila antes para comprarem os ingressos.

- Detesto filme de terror, tinha tanto tipo de filme pra você gostar - disse o loiro com uma cara emburrada.

- Você tem medo não é? - disse Thomas com um sorriso malicioso implicando com o amigo, por já saber alguns medos do mesmo.

- Claro que não - disse William tentando disfarçar seu medo.

- Se sentir medo pode segurar minha mão tá, eu não me importo.

-  Eu não tenho medo, só não vejo graça em filmes assim.

- Tá bom, vou fingir que acredito.

- Cala a boca - disse William acertando um soco no ombro do amigo.

- Ai, eu só tô brincando, você continua o mesmo crianção medroso de sempre.

- E você o mesmo idiota, só compra logo os ingressos tá.

- Sim senhor.

Após comprar os ingressos, os dois amigo seguiram para a sala onde seria sessão do filme, sentando-se pelo meio para terem uma melhor vista da tela, o filme logo começou a passar na tela, só em ver a sala escura William cruzou seu braço ao do amigo, que segurava a vontade de rir pelo seu jeito medroso, o filme ia se passando normalmente, com William tremendo-se por inteiro, sempre atento para fechar os olhos a qualquer momento, mas quando menos esperava, levou um baita susto ao ver um monstro na tela, rapidamente abraçando o amigo, escondendo seu rosto no ombro dele, Thomas usava todas as suas forças para segurar a risada, era muito engraçado para ele o jeito assustado do amigo, parecia uma criancinha, até que vontade de rir sumiu ao sentir a mão do amigo junto a sua, o moreno ficou nervoso pelo contato mais íntimo com o amigo, adorando estar assim com ele,  William tomou coragem para virar-se para tela, tentando aguentar o medo que sentia do filme, acabando por se dar conta do jeito em que se encontrava com Thomas, sentindo a mão forte do mesmo apertando a sua, que chega fez o loiro esquecer do medo que sentia, estava feliz de estar assim com seu melhor amigo, por quem escondia um certo sentimento além da amizade, ficando assim com ele durante todo o filme, até que as luzes da sala começaram a ligar, e os mesmo acabaram separando as mãos, para a infelicidade de ambos que estavam gostando de estarem assim.

- Você gostou do filme? - disse o moreno tentando quebrar o silêncio.

- Não, eu disse que não gostava de filme de terror.

- Deu pra ver né, você se borrou todo - ria Thomas do amigo medroso.

- Cala a boca, vamos sair logo daqui.

- Sim senhor - obedeceu Thomas seguindo o amigo para a saída do cinema - o que você quer fazer agora.

- Já sei, tem uma cabine de fotos bem ali, vamos tirar umas vai.

- Aí eu não sei, não gosto muito de fotos.

- Ai o que que custa tirar umas comigo Thomas, deixa de ser estraga prazeres.

- Tá eu vou, mas se você me deixar postar uma foto nossa depois.

- Disse que não gostava de tirar fotos?

- Só tava fazendo charme, você acha que uma cara gato que nem eu ia ficar sem espalhar essa beleza por aí? - disse o moreno gabando de si mesmo, fazendo o amigo rir pelo seu jeito convencido.

- Tá, vamos logo vai.

- Ta.

Os dois amigos adentraram a cabine e começaram a tirar a fotos, fazendo várias caretas, rindo bastante enquanto se divertiam.

- Você tinha que estragar a foto fazendo essas caretas né? - disse o menor.

- Nem vem que elas ficaram ótimas.

- Até que ficaram mesmo.

- Claro, eu tô neles.

- Cala a boca Thomas, o que vamos fazer agora?

- Tem alguns jogos por aqui, que tal irmos depois de comprar alguns sorvetes?

- Pode ser.

- Agora vamos tirar a nossa foto vai.

- Sério que precisa disso?

- Sim, tenho que registrar esse momento - Thomas pegou seu celular o esticando para o alto para tirarem a foto - sorria - antes de apertar para tirar a foto o moreno fez uma careta que fez William começar rir, aproveitando a hora certa para tirar a foto.

- Como você é chato, tirou quando eu tava rindo - disse William ainda em risos.

- Claro, queria mostrar você rindo desse jeito, você fica muito bonito quando ri.

- Mentiroso.

- É sério, agora deixa a postar a foto e pronto, vamos comprar uns sorvetes.

Os amigos passaram horas no shopping se divertindo juntos, até a noite chegar e os dois terem que ir embora, por já estar ficando tarde, Thomas e William caminhavam juntos pela rua, indo para a casa do mais novo.

- Que droga, queria ficar mais tempo lá, melhor do que ir pra casa.

- Quem sabe outro dia, eu achei o dia bem divertido hoje.

- Eu também, bom chegamos - disse Thomas parando em frente a casa do amigo - tá entregue.

- Obrigado por me trazer e pelo dia que tivemos.

- Eu que tenho que agradecer, faz tempo que não me divirto, bom eu tenho que ir pra casa agora né - disse o garoto com um olhar meio abatido, não querendo muito ir embora por conta da discussão que teve com seu pai mais cedo.

- Aconteceu alguma coisa?

- Só problemas com meu pai, deixa pra lá tá, até amanhã.

- Até - disse o loiro vendo o amigo sair, indo para casa.

Thomas caminhava pela rua a passos lentos, não querendo muito ir para casa, já que sua situação com seu pai não estava muito boa, sabendo que ele iria mais uma vez tentar convencê-lo a tirar da cabeça que gay, algo que seu pai vem tentando muitas vezes, mas nunca deu ouvidos, ao chegar em casa, o garoto subiu para seu quarto, retirando suas roupas e vestindo apenas um short azul, jogando-se sobre sua cama, afundando a cara em seu travesseiro, mas logo aquele momento de paz foi interrompido, ao ouvir a porta sendo aberta.

- Você demorou para vir hoje, onde esteve o dia todo? - disse o pai do moreno sentando-se na cadeira próxima a escrivaninha que havia no quarto do filho, sem ser respondido pelo mesmo, que tentava ignorá-lo - será que você pode conversar comigo um pouco?

- O que você quer?

- Sei que errei com você, por não ter aceitado você, por ter julgado você, sinto muito por ter sido um péssimo pai, Bárbara conseguiu me mostrar o quanto eu estava falhando com você.

- Só agora que você viu isso? - disse Thomas começando a dar mais atenção a seu pai, sentando-se na cama, olhando bem para ele, percebendo seu olhar de culpa.

- Não devia ter tentado mudar você, eu não me importo se você é gay, só quero que seja feliz filho, eu posso ter o seu perdão?

- Tudo bem pai, eu te perdoo, por mais que eu tenha sofrido por isso, eu imagino que não deve ser fácil aceitar um filho defeituoso como eu.

- Não Thomas, você não é defeituoso, você é o melhor filho que a vida podia ter me dado, eu te amo filho.

- Eu também te amo pai.

Thomas não se conteve, logo começou a se derramar em lágrimas, recebendo um abraço forte de seu pai, um abraço que não davam a muito tempo.



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