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História Um Amor Estranho - Capítulo 14


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Notas do Autor


Boa Leitura!!!!

Capítulo 14 - A De Anormal


Fanfic / Fanfiction Um Amor Estranho - Capítulo 14 - A De Anormal

É claro que, quando eu disse "lugar legal", eu me referia a nada mais, nada menos do que o bar mais zoado, imundo e fedorento de toda a cidade de New York.

Era insuportável a quantidade de álcool no ar. Qualquer pessoa sentiria nojo, apenas ao sentir esse o odor — além do cheiro de pessoas suadas, que parecem não tomar banho a mais de dois séculos — preenchendo as narinas, porém eu era mais do que acostumada com esse tipo de ambiente, por isso nem me importava.


— E aí? Tem idade para poder beber, ou o seu coração não aguenta? — eu perguntei arrastando Stephen pelas pessoas, até chegarmos no balcão.


— Os velhos da equipe são o Rogers e o Barnes, querida. — ele retrucou e eu sorri me sentando no balcão.


— Eu não sou sua querida. — eu afirmei e vi ele sorrir. Sorri junto e me virei para o barman. — E aí Weasel!


— E aí Autora! — Weasel me cumprimentou e sorriu. Seu olhar caiu em Stephen e o analisou de cima a baixo. — E você seria...?


— Stephen Strange. — Stephen estendeu a mão e o outro a apertou.


— Prazer, sou Weasel... — Weasel se apresentou e se virou para mim sorrindo. — Finalmente arranjou um novo namorado.


— Somos apenas amigos. — eu afirmei e revirei os olhos. Weasel e sua mania de achar que eu vou arranjar um namorado esse ano. Mas eu ouvi um amém?


— Uhum...


— Ah dane-se! Você já tá falando demais para um simples figurante, Weasel! — eu revirei os olhos e então resolvi mudar de assunto rápido. — Lança duas brabas aí. Uma pra mim e uma pro meu amigo corno.


— Ei! — Stephen reclamou indignado.


— Tô mentindo? — eu me virei para ele e peguei as cervejas que o barman me entregou. Estendi uma para Stephen que a pegou fazendo nossos dedos de tocarem. Senti uma corrente elétrica passar com o gesto, mas ignorei completamente. — Você é chifrudo mesmo. Mas não julgo. Minha cabeça também era cheia de chifres. Parecia que eu era um gado inteiro... Mas enfim, não que seja da minha conta, mas o que você vai fazer a respeito da Arya?


Stephen tomou um gole de cerveja e me encarou. Se me dissessem anos atrás, que eu um dia estaria em um bar bebendo com o Doutor Estranho — que a propósito é corno — eu não teria acreditado.


— Não faço idéia... O que você faria no meu lugar?


— Se fosse comigo, eu daria um tiro na cabeça do vagabundo... Na verdade, já fiz isso com vários ex namorados... — eu falei calmamente como se isso fosse mega normal de se dizer.


— Boa idéia. Mas eu não gosto de mortes. — o Mago Supremo afirmou e eu sorri. — Meu trabalho é salvar vidas.


— E o meu trabalho é tirar vidas. Olha só, somos opostos. — eu sorri e bebi outro gole de cerveja.


— Dizem que os opostos se atraem. — ele declarou e eu franzi o cenho, sem entender o que ele quis dizer com isso. — Mas o que você acha que eu devo fazer?


— Querido, eu sou péssimo para escolher algo, e péssima para dar conselhos... Mas sei lá... Siga seu coração.


— Que conselho horrível.


— É, eu sei. — eu afirmei e ri.


Ficamos conversando durante muito tempo. Stephen não parecia ser tão antisocial e chato como eu julgava que fosse. Ele era legal, divertido — apesar das piadas dele serem horríveis — e tinha um vasto conhecimento em magia. Aliás, eu achava ele — e eu nunca irei admitir isso em voz alta, nem sob tortura — muito bonito. Os olhos, o sorriso... Tudo era lindo nele. E eu sentia que meu estômago saltava e meu coração errava as batidas, toda vez que ele sorria ou fazia algo. Eu tenho que conversar com alguém sobre isso. Será possível eu ter criado alguma doença? Mas eu sou imune a esse tipo de coisa...


Quando era quase três horas da manhã, resolvemos ir embora.


Assim que chegamos, entramos no apartamento/base em silêncio, pois provavelmente todos os outr os heróis estavam dormindo. Fui até a porta do meu quarto e resolvi me despedir de Stephen.


— Espero que você fique bem...


— Eu vou ficar. — ele assegurou e sorriu, porém dava para perceber que ele ainda estava bastante chateado.


— Certo... Até depois. — eu me virei para entrar no quarto, mas o Mago colocou a mão em meu ombro e me chamou.


— Autora, eu... — Stephen passou as mãos pelos cabelos, como se tentasse procurar palavras para dizer. — Eu posso dormir no seu quarto hoje?


Senti meu coração errar algumas batidas e arregalei os olhos.


— Como é?!


— É que... — ele coçou a nuca, ficando levemente vermelho. — Eu e a Arya dividimos o quarto e ela deve estar lá dormindo... E eu não tô afim de ver ela agora.


— Tudo bem. — eu sorri apesar de estar surtando por dentro. — Entra aí.


Entrei no quarto com ele e vi Shamalalala deitada na minha cama. Stephen foi no banheiro e, o meu felino abriu os olhos, sorrindo maliciosamente e comentando:


Ora, ora, ora... Já conseguiu trazer o homem para o quarto? Melhor eu sair, não quero ver o que vocês vão fazer.. 


Cala a boca. — eu mandei tirando minha jaqueta e colocando no armário. Me deitei na cama e joguei Shamalalala no chão, que reclamou.


Fechei os olhos e tentei dormi, apenas para ignorar Shamalalala e os comentários maliciosos dele.


De repente, senti o outro lado do colchão afundar e respirei fundo, sentindo o cheiro do perfume de Stephen. Suspirei.


— Autora?


Me virei para Stephen e o encarei. Tremi. Ela estava perto demais.


— Sim?


— Obrigado. — Stephen segurou minha mão e levou aos lábios, depositando um beijo nela e sorriu fazendo o meu estômago virar líquido e meu coração saltar forte dentro do peito. Eu precisava falar urgentemente para alguém sobre essas coisas que estão acontecendo comigo, porém tenho a pequena impressão de que eu sei da resposta e estou tentando evita-la.


— Denada. — eu sorri involuntariamente e me virei, ficando de costas para ele. Encarei Shamalalala no chão que me lançou um sorriso malicioso e pulou na cama, deitando nos meus pés. Fechei os olhos. Eu não estava nem um pouco afim de ter que encarar as piadas e comentários do felino. — Bom noite, Steph.


— Boa noite.



Então eu tentei dormir. Mas é claro que eu não consegui a princípio, me sentia tensa demais para isso, então simplesmente fiquei submersa em meus pensamentos até conseguir em fim, dormir.





Quando acordei no dia seguinte, eu mal respirava, quando finalmente saí do meu estado "drogada de sono" e percebi que eu dormia com a cabeça encostada no peito de Stephen e com o braço ao redor da cintura dele. Me xinguei mentalmente. Bem que Shamalalala falava que eu tinha a mania de ficar me mexendo enquanto durmo.


Respirei fundo, sentindo meu rosto esquentar muito e me afastei lentamente dele, para não o acordar. O observei e suspirei. Parecia um anjo enquanto dormia.


Saí do quarto, o deixando dormir.

Cheguei na sala e avistei Clint sentado no sofá, assistindo algo na televisão.


— Oi Legolas!


— Oi garota. — Barton sorriu ao me ver e se ajeitou no sofá, sussurrando em seguida. — Um passarinho me contou o que você e o Tony fizeram...


— Que passarinho? — ergui uma sombrancelha desconfiada.


— Um passarinho ruivo, que dá uns beijos em um humanoide vermelho. — Clint deu de ombros e sorriu. — Você ganhou meu respeito! Errada não tá!


Eu ri.


— Vai assumir o seu namoro com o Pietro?


— Quem disse que a gente namora?


— Tudo bem então... Vai assumir que você e o Pietro estão se pegando escondidos?


Barton jogou o travesseiro em mim, resmungando um: "Não enche, garota!" me fazendo rir.


Fui para a cozinha, preparando um chocolate quente para mim beber. Imaginei que Stephen provavelmente não iria querer sair do quarto, então fiz para ele também e peguei algumas torradas colocando em uma bandeja. Me virei para sair e quase infartei de susto, ao ver Arya entrando na cozinha.


— Oi... Tem café na cafeteira, se quiser. — eu informei indicando com a cabeça e ela assentiu.


Ela esfregava os olhos que estavam vermelhos — deveria ter chorado muito — o que deixava a maquiagem do rosto dela, mais borrada do que já estava.


— Eu não queria que ele terminasse comigo, Autora!


Suspirei pesadamente e a encarei.


— Então porque traiu ele? Ele está magoado, sabia? 


— Eu sei! Eu errei! — Arya se desesperou. — Mas será que você não pode ir falar com ele?


— Por que você mesma não vai falar?


— Porque ele não vai querer olhar na minha cara! E fora que, se você conversasse com o Stephen, ele iria te ouvir. Ele gosta muito de você, com certeza iria te ouvir.


Franzi o cenho... Stephen gosta muito de mim? Balancei a cabeça e ignorei.


— Desculpa, mas depois você conversa com ele pessoalmente. Com licença! — eu contornei ela e sai apressada da cozinha com a bandeja em mãos, ignorando a loira completamente.


Entrei no meu quarto. Fui até a cômoda e coloquei a bandeja em cima dela. Me virei para Stephen e o observei, dormindo enrolado no lençol e com o meu gato dormindo em cima do braço dele. Shamalalala era muito folgado, na maior parte do tempo.


Vai ficar babando pelo Mago ou vai o acordar?


Revirei os olhos. Que dormindo o que! Shamalalala estava muito bem acordado.


O felino se levantou e caminhou até pular na cômoda. Roubou uma torrada da bandeja e foi até a porta, andando elegantemente, como os gatos andam e começou a arranhar a porta. Revirei os olhos e fui abrir a porta para o gato, que saiu em seguida.


Fui até Stephen e toquei em seu braço, o chamando. Nada.

Chamei novamente, o sacudindo um pouco e ele resmungou algo incompreensível, o que o deixava meio fofo. Eu ri.


— Stephen? Stephen, levanta homem! — eu mandei perdendo a paciência e o sacudindo. Não houve nenhum efeito.


Bufei e fui até o meu celular. Peguei, e coloquei o áudio do gemidão do zap, no último volume, colocando no ouvido dele. Apertei o play.

O Mago acordou em um pulo assustado e eu quase derrubei meu celular, enquanto ria da cara dele. Stephen me fuzilou com o olhar e bufou, revirando os olhos em seguida.


— Não sabe acordar alguém de um jeito normal?


— É claro que não! — eu neguei ainda rindo. — O A de Autora significa Anormal!


Ele revirou os olhos, mas sorriu em seguida. Parei de rir aos poucos e notei que ele ainda me observava.


— O que foi?


— Você fica muito bonita rindo. — Stephen disse me fazendo sorrir e meu coração dar um pulinho.


— Obrigada... É bom você comer um pouco. — eu indiquei a bandeja em cima da cômoda.


— Não estou com fome.


— Não perguntei de você está com fome ou não! — eu retruquei cruzando os braços séria. — Estou mandando você comer. E é bom você me obedecer, se não eu dou um tiro na sua perna!


É, eu sou realmente um amor de pessoa!


Stephen revirou os olhos, mas pegou a bandeja e começou a comer. Deixei ele lá e saí do quarto.


Andei em direção a sala, quando de repente, dois pares de braços me agarraram e me arrastaram até abrirem uma porta e me jogarem lá dentro.


Arregalei os olhos.


— O que deu em vocês?!


— Me conta tudo! — Wade ordenou enquanto Wanda trancava a porta do quarto dele.


— Contar o que? — eu pisquei confusa e me levantei do chão.


— Não se fingi demência para cima de nós não, amiga! — a Maximoff mandou se aproximando. — Você sabe do que a gente está falando!


— Sei? — eu realmente não fazia idéia do que esses dois malucos estavam falando.


— Claro que tem! — Wanda revirou os olhos por debaixo da máscara dele. — Então quer dizer que...?


— Que...?


— Você e o Stephen...?


— O que tem a gente?


Wanda deu um tapa na própria testa, sem paciência.


— Oh, pelo amor de Odin... Vocês dormiram juntos, não é?


— Quem disse isso?


— O Shamalalala!


— Gato fofoqueiro!


— Então é verdade? Vocês dormiram juntos?


— Sim. Quero dizer, não. Não! A gente não dormiu juntos! Não como vocês estão pensando, seus mentes poluídas! — eu exclamei revirando os olhos.


— Mesmo? Mas não rolou nadica de nada? — Wade pareceu meio decepcionado.


— Você queria que rolasse o que, meu filho? — eu inquiri levemente indignada.


— Nada não. Deixa pra lá. Vou sair com o Miranha, chutando as bundas de uma vagabundos! Até depois! — Deadpool informou e saiu do quarto. Respirei fundo.


Encarei Wanda que me olhava com um pequeno sorriso.


— Que foi?


— Você quer me perguntar algo? — ela interrogou como quem não quer nada.


Suspirei e coloquei as mãos na cintura.


— Entrar na minha mente sem a minha autorização é feio sabia?


— Você pensa muito alto. É impossível eu não ouvir. — a Maximoff deu de ombros. Mas que desculpa esfarrapada! — Mas me conta, tem algo te incomodando... O que é?


— É o seguinte... — eu comecei a dizer. — É que eu estou me sentindo... Eu não sei explicar direito... Olha, eu sinto que meu estômago salta e meu coração erra as batidas, toda vez que ele sorri ou faz algo. Será possível eu ter criado alguma doença? Mas eu sou imune a esse tipo de coisa e... Eu não estou entendendo nada... O que você acha que é, Wandinha?


Eu a encarei, esperando que ela dissesse algo mas Wanda começou a rir de mim.

A olhei irritada. Não tinha graça. Na verdade, não era nada engraçado e suas risadas não me ajudavam em nada.


— O que acha de me contar sobre o cara que você gosta? — ela zombou de mim, tentando em vão reprimir a risada.


— Que eu gosto?! — eu arregalei os olhos, sentindo um pânico crescer dentro de mim, porém o ignorei, pois eu não entendia o porquê disso estar acontecendo, nem entendia o que era isso. — Eu não gosto do Stephen!


— Eu não citei nomes e você acabou de admitir! — Wanda retrucou rapidamente, riu mais ainda e se encostou na parede, cruzando os braços. — Eu sabia que você gostava do Stephen.


— Bruxinha, por acaso você me ouviu? — eu cocei a nuca nervosamente. Já sentia uma dor de cabeça vir e nem era pela ressaca. — Eu não gosto dele! Ele é estranho, chato, irritante... Pode acreditar, eu não gosto do Stephen!


— Mesmo? — Wanda alargou o sorriso. Ela parecia achar graça da situação. — Vem cá... Você nunca se apaixonou antes, não é?


Dessa vez, quem riu fui eu. Isso sim tinha sido engraçado! Era uma completa loucura sem sentido!

Eu sou uma mercenária, quem tem tempo para esse tipo de coisa? Eu não iria cair nessa. Não, isso não é pra mim!


A Feiticeira Escarlate passou um longo tempo me analisando, estudando a minha reação e, em especial, a minha risada. A qual fui acalmando quando notei que, para ela, não era engraçado.


Parei de rir e a encarei incrédula.


— Você está brincando com a minha cara, não é?


— Pergunte a qualquer pessoa, mas a resposta é a mesma... Meus parabéns, você entrou para o mundos dos apaixonados! Um aviso: Você vai sofrer muito. Porque o amor só serve pra te fazer sofrer e quase chorar sangue. — Wanda afirmou e fez um gesto com a mão que claramente dizia que eu tomei em um lugar nada educado e saiu do quarto.


Arregalei os olhos. Era brincadeira, não é? Cadê a câmera escondida? Só pode ser zoação comigo! Chamei por Wanda mas a desgraça saiu correndo pelo corredor, me ignorando. Cocei a nuca nervosamente. Não! Eu me recuso a acreditar nisso!


Eu não estou apaixonada!


Eu não estou apaixonada.


Eu não estou apaixonada...


Eu não estou apaixonada, não é?


Não! Eu não estou!



Estou...?



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