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História Um Amor Estranho - Capítulo 16


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Notas do Autor


Boa Leitura!!!!

Capítulo 16 - Discussão E Balada


Depois de ficar ouvindo durante uma hora e meia, o sermão de Tony, que consistia em dizer que não era correto eu levar o Peter para "missões" sem comunicar ele, ou o restante da equipe antes — o que, sinceramente, eu achava um saco, pois ele tratava o Miranha como criança, mesmo ele tendo dezenove anos — resolvi tomar um banho e me troquei.

Fui para a cozinha comer, e no meio do caminho esbarrei com Wade, que ficou me contando o número de pessoas que ele assassinou hoje de manhã.

Chegamos na cozinha vimos Natasha, Steve, Pietro e Clint.

Me sentei na cadeira e comecei a conversar com Wade, ao mesmo tempo que começamos a implicar com Rogers, enquanto comiamos, apenas porque não tínhamos nada melhor para fazer.

Vi Stephen entrar na cozinha e, quando ele iria se sentar, Wade pulou uma cadeira, deixando um lugar vago ao meu lado.

— Opa! Esse lugar já está ocupado... — o mercenário sorriu cínico e eu sentia meu rosto queimando. — Mas tem um lugar aí...

— Oi... — Stephen se sentou ao meu lado e sorriu. — Você está bem? Está vermelha...

— Paixão... — ouvi Natasha murmurar ao fingir uma crise de tosses e o restante rir.

— Tô sim. — eu forcei um sorriso, sentindo meu rosto esquentar ainda mais. Eu ainda matava esses Vingadores! Ah se matava!

Ele não disse mais nada, e eu agradeci a Odin por isso. Continuamos comendo e conversando normalmente.

Notei que Natasha mal comia e parecia meio imersa em pensamentos. Pensei em perguntar se estava tudo bem, mas algo chamou a nossa atenção.

— Eu não acredito que você vai esconder isso dele, Wanda! — era a voz de Visão.

— Isso não te diz respeito, Vis! Não era nem mesmo para você estar sabendo! — ouvi Wanda responder. Ela parecia bem irritada.

— Mas eu fiquei sabendo! E acho melhor contar a ele!

— Isso não depende de você! O segredo não é seu! É dela! E acho que ela vai contar quando ela quiser!

— Gente, mas o que é isso? — o Capitão inquiriu surpreso.

Troquei um olhar com Wade. Eu tinha uma pequena idéia do que poderia ser e, essa minha idéia foi confirmada quando ouvi Wanda berrar chamando eu e Wade.

Fomos até a sala, onde o casal estava.

— Até Wakanda está ouvindo os berros de vocês... Vocês não sabem falar baixo? — Wade se pronunciou se aproximando deles.

Encarei Visão e não foi preciso eles dizerem absolutamente nada, pois eu já havia entendido tudo.

Começamos a discutir, porém não tão alto quanto eles estavam antes. Visão havia descoberto sobre o meu "segredo" e achava que eu deveria contar aos outros, mais especialmente a Stephen. Wade se manifestou, ficando ao lado dele, com o argumento de que não era necessário esconder, pois todos eram confiáveis.

Obviamente, eu não concordei com eles. Wanda ficou ao meu lado.

Quando eu ameacei arrancar aquela espinha da testa de Visão, que ele chama de Jóia da Mente, caso ele contasse algo, ele aquietou o fogo no rabo.

Mas eu me irritei, ainda mais com Wade. Mandei Wanda dizer aos outros que qualquer coisa eu havia morrido e fui para o meu quarto, sentindo muita dor de cabeça.

Passei o resto da noite trancada dentro do quarto. Também não saí no manhã seguinte e nem a tarde. Porém, quando era cerca de sete horas da noite...

Ouvi alguém bater na porta. Ou melhor dizendo: alguém praticamente estava martelando a porta.

— Ô menina maluquinha! Abre a porta aí!

— Cai fora, James! — eu exclamei. Estava sem vontade alguma de me levantar e estava mais ocupada em ver meninas de gatinhos no Facebook. Bucky me ignorou e continuou a socar a porta, provavelmente com o braço metálico, já que eu tinha a impressão de que a porta quebraria a qualquer segundo com os socos. — Para de socar a porta, Buchanan!

— Posso fazer isso o dia todo! — o Soldado Invernal respondeu do lado de fora.

— Ei! Essa fala é minha! — ouvi a reclamação de Steve ao fundo.

— Dane-se! — Barnes retrucou e eu quis rir. — Abre a porta logo guria! Eu quero falar com você!

Eu bufei revirando os olhos. Me levantei e abri a porta, mas James só foi perceber isso depois que bateu duas vezes com a mão metálica no meu rosto.

Bufei novamente e ele arregalou os olhos.

— Ai meu Odin! Desculpa, eu te machuquei?!

É claro que não machucou muito. Mas fiz uma expressão de dor e assenti.

— É claro que machucou James! Nossa mano! Você fica me agredindo, nem parece que me ama!

— Ai, me desculpa Boneca! Sinto muito! — ele se desesperou e eu quis rir, mas me contive. — Me perdoa?

Fingi pensar e engoli a risada. Concordei.

— Mas só porque eu tenho um bom coração! Da próxima vez, eu arranco o seu braço bom!

Bucky sorriu e me puxou para um forte abraço, quebrando quase que meus ossos, principalmente ao sentir aquele braço metálico me esmagando.

Me afastei dele, ouvindo uma discreta (lê-se nada discreta) risada de Rogers e Samuel.

— Mas enfim... Veio só me atrasar ou...

— Nós vamos em um bar aqui perto. Vem junto conosco? — ele me interrompeu rapidamente.

— Quem vai junto? — eu ergui uma sombrancelha.

— Eu, Sam, Wade, Natasha, Peter, Wanda, Stephen... E você, se aceitar.

— Tudo bem. Eu só vou me arrumar. — respondi e fechei a porta na cara dele, recebendo um "Tudo bem, sua grossa!" como resposta. Sorri. Barnes era um idiota, mas também era legal.

Tomei um banho e me arrumei, colocando um vestido preto curto, de alças, com um decote em formato V e uma pequena renda na parte da barriga; saltos na cor prata e deixei meus cachos soltos, fazendo uma maquiagem leve.

Tive sorte em ter acertado na roupa, pois o restante estava tão arrumado quanto eu.

Ah não ser claro, Wade. Não que ele não estava arrumado mas, mesmo com roupas informais, ele ainda usava luvas e a máscara vermelha.

Mas eu realmente não ligo para isso. Teve um dia em que ele foi em uma festa de gala usando um smoking e o traje com a máscara mesmo assim. Vai entender...

E, claro que eu ainda estava com raiva de Wade, por isso o ignorei o caminho todo.

E, depois de um tempo, finalmente nós seguimos para o bar, que não era exatamente um bar, mas sim uma balada com espaço externo. Como Natasha tinha um amigo que era segurança do local, conseguimos furar fila e pegar uma mesa próxima ao bar.

Iniciamos uma conversa informal, até Wade começar com as piadinhas dele.

— Ô Mágico de Circo... Como é ter que abaixar a cabeça, pra passar por uma porta, para o chifre não bater?

Todos começaram a rir e o Mago revirou os olhos.

— Ei, parem de zoar o corno! — o Soldado o repreendeu sério, mas depois sorriu sarcástico. — Ele pode se irritar e começar a querer te bater com os chifres!

— Mereço! — Stephen revirou os olhos novamente, enquanto o restante ria ainda mais.

— Ei, Desmemoriado! — Sam se sentou na mesa, trazendo três garrafas de bebida. Entregou uma para Peter, outra para Natasha e jogou um guardanapo com algo escrito para Bucky. — Uma amiga ficou interessada em você e mandou te dar o número dela... Ela deve ser louca!

Barnes pegou o papel e leu. Franziu o cenho.

— Quem é Selene?

Wanda, Sam e Natasha começaram a rir. O restante ficou sem entender nada.

— É a do balcão... — Wanda afirmou com o forte sotaque, ainda rindo. — Que está de vermelho.

James se virou para olhar e, em seguida, encarou Samuel.

— Aquilo não é uma Selene! Aquilo é um homem vestido de Selene!

— Esse é o conceito de travesti, Buchanan!

— Ah pelo amor de Odin! — o Soldado revirou os olhos. — Peter, dá outra surra nesse Passarinho, fazendo o favor!

— Ele não me deu uma surra!

— Dei sim! — Parker retrucou sorrindo. — E eu ainda consegui segurar um soco do Soldado Invernal!

— Não, não deu! — Sam negou impaciente. — E, mesmo se tivesse dado, não valeu! Você fala demais enquanto luta! Estava me desnorteando!

— A gente acredita, amigo! — a Viúva Negra afirmou rindo e piscou o olho, batendo um high-five com o Barnes.

Voltaram novamente a conversar e a zoar uns aos outros, enquanto bebiamos. Notei que Stephen me observava a todo momento. Não que eu esteja reclamando, é claro. Aliás ele não estava fazendo nada demais. O problema era que meu coração errava as batidas, toda vez que nossos olhares se cruzaram.

— Ei, Steph. — Romanoff se inclinou na direção dele de repente, sussurrando um pouco alto, fazendo com que nós também ouvissemos. — Tem várias gatinhas bem ali, que não param de olhar para você... Quer que eu pegue o celular de uma delas?

Stephen a encarou e tomou um gole de cerveja.

— Não tô afim.

Natasha e Bucky trocaram um olhar.

— De ninguém?

Stephen deu de ombros e respondeu com um meio sorriso:

— Quem eu tô, é lerda demais para perceber.

Senti falta de ar, quando os olhares dos demais presentes na mesa, caíram sobre mim e eu disfarcei, fingindo mexer no meu celular.

Ele não estava se referindo a mim, estava?

Levantei o olhar quando eles mudaram de assunto e começaram a discutir sobre relacionamentos e o amor ser uma droga.

Como já dizia, a filósofa Natasha Romanoff:

"Amor é uma droga, por isso, cocaína é mais saudável!"

Nunca concordei tanto com ela, quanto agora.

— E você, Wade? — ouvi Wanda perguntar a ele. — Quem foi o seu último relacionamento?

— O último eu não sei. Mas sei quem vai ser o próximo. — Wade informou encarando Peter fixamente, sem nenhum pingo de vergonha na cara. Parker pelo contrário, ficou vermelho e desviou o olhar. Posso estar com raiva desse mercenário aborto de Wendingo... Mas isso não me impede de os achar muito fofos.

Suspirei, terminando de tomar minha cerveja.

— Eu vou tomar um ar. — informei me levantando. Estava me sentindo um pouco claustrofóbica ali. — Stephen, quer me acompanhar?

Ignorando completamente os olhares e sorrisos maliciosos de todos, fomos até a varanda, que dava vista para o lado de fora da casa noturna. Se encostamos no parapeito, apenas ouvindo a música ao fundo. Estava tocando Stronger, da The Score e sorri com isso. Eu amo essa música, sou praticamente viciada nela.

— Você está muito bonita hoje...

Encarei Stephen e agradeci sorrindo e colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Senti meu estômago dar um enorme salto, com o sorriso dele.

— Oi, você não vem sempre aqui, não é? Eu me lembraria de ver uma mulher tão linda assim... Prazer, sou Dylan.

Levei um segundo para perceber que o rapaz loiro que parou ao meu lado falava comigo. Notei que Stephen revirou os olhos, mas não tenho certeza disso.

— Ah, oi. Prazer, sou Maya. — eu afirmei. Era óbvio que eu não iria sair falando meu nome para todos, então menti.

Notei que Stephen fingiu um acesso de tosse e eu reprimi um sorriso.

— Já tem um acompanhante, Maya? — o tal de Dylan perguntou me olhando com um pequeno sorriso.

— Tenho. — eu respondi e indiquei Stephen com a cabeça. Notei o loiro o analisar de cima a baixo com o olhar. — Mas eu pretendo voltar mais vezes aqui, querido. Talvez a gente se reencontre.

O rapaz assentiu e saiu sorrindo. Respirei fundo.

— Isso é meio que um saco...

— Sei não... Você pareceu bem confortável com isso, querida. — a forma como Stephen disse isso saiu extremamente irônica. Acabei sorrindo e o encarei, erguendo uma sombrancelha. Ele desviou o olhar. — Por que não foi com ele?

— Não tô afim. Aliás... Quem eu tô, é lerdo demais para perceber.

Eu fiquei olhando para a vista da rua, sem coragem de o encarar. Isso mesmo Autora! Fica flertando com ele, apenas para você acabar se apaixonando, e se ferrar depois!

Suspirei, erguendo olhar para o céu.

— Você está bem? — Stephen perguntou com um tom de voz levemente preocupado e se aproximou por trás de mim.

— Estou. — respondi o olhando por cima do ombro e tentei sorrir.

— Mesmo? É que você e o Wade...

— A gente está bem, só não está se falando. — eu garanti e suspirei pesadamente.

— Estou aqui se precisar de alguma coisa. — o Mago sussurrou e eu sorri, me virando para ele, sem soltar sua mão, que eu nem notei estar entrelaçada com a minha.

Notei que ele estava muito próximo de mim e, com um pequeno choque, percebia que, em pouco tempo de convivência, eu havia me tornado mais íntima dele, do que Arya aparentava ter sido, ou do que Wanda (sendo a melhor amiga de Stephen) aparentava ser com ele.

O cheiro forte e amadeirado de seu perfume adentrava minhas narinas de um jeito que chegava a ser viciante. Meu coração batia forte e descompassado dentro de meu peito de forma que, eu tinha a impressão de que, ou eu teria um treco, ou ele pularia para fora da minha caixa torácica a qualquer instante.

Não sabia bem o que fazer, então agi por impulso, levando minha mão até o rosto dele e lhe dando um beijo.

Na bochecha, é óbvio. Mesmo assim conta como um beijo.

— Obrigada. — agradeci sorrindo e saí quase que correndo de lá, com o rosto fervendo de vergonha.

Agora é oficial:

Eu estou apaixonada pelo Stephen.



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