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História Um Amor Estranho - Capítulo 31


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Notas do Autor


Hey My Friends!!!!

Voltei!

Graças (sqn) as budegas envolvendo clonagem de histórias no Wattpad, eu resolvi voltar a postar essa história aqui tbm, para ter ela salva em algum lugar, sendo que eu havia abandonado o Spirit, mas fazer o que né?

Mas enfim...

Boa Leitura.

Capítulo 31 - Shamalalala


Fui acordando lentamente, sentindo todo meu corpo tenso e um pouco dolorido. Abri os olhos devagar, e pisquei lentamente. O cheiro de whisky barato, impregnava o ar.

Levantei a cabeça, notando que eu estava com ela deitada no balcão. Olhei ao redor e vi que o local estaria vazio, se não fosse por ter umas três pessoas sentadas em uma mesinha perto da entrada, e pelo homem na minha frente, limpando uma caneca de cerveja com um pano. Franzi o cenho, olhando para a estante com inúmeras garrafas de bebidas. Eu estava em um bar?

Minha cabeça doía, como se tivessem cantado "Caneta Azul" na minha orelha o dia todo, e eu tinha a sensação de estar deixando algo escapar entre meus dedos.

— Moça, você está bem?

Virei lentamente, e encarei o barman. Era um homem feinho. Deveria ter seus cinquenta e poucos anos...

— Onde é que eu tô? — perguntei passando a mão no rosto, e senti que deveria ter alguns cortes nele, pois ardeu assim que o passeei os dedos por ele. — Eu estou na Lagoinha?

— Texas. — o homem respondeu me olhando com indiferença, e se virou, mexendo em uma prateleira.

Assenti lentamente. Minha cabeça girava. Texas? Como eu vim parar aqui? Respirei fundo, e coloquei a mão na cintura. Senti algo duro lá e levantei um pouco a jaqueta. Havia uma arma.

Minha cabeça rodava enquanto eu passava a mão pela estrutura do objeto letal.

— Quer outra bebida, Docinho? — o cara indagou e eu abaixei a arma, escondendo do campo de visão dele.

Analisei ao redor. Havia dois jovens conversando e bebendo na outra mesa. Eu sentia que algo estava fugindo entre meus dedos, como se fosse água, mas o que era?

— Moça, você está bem?

— Estou? — inquiri franzindo o cenho. Minha cabeça doía. Mas que droga está acontecendo aqui?! — É... Eu acho que estou... Minha cabeça tá confusa.

— Confusa como? — ele se inclinou no balcão, apoiando os cotovelos nele.

— Sinto que estou me esquecendo de algo...

— Qual é a última coisa que você lembra?

— Eu... Me lembro de... — pensei um pouco, forçando meus únicos dois neurônios a se lembrar de algo. — Estar procurando alguém... Acho que o nome era Frank... É...  Ele se chama Frank Castle. Eu estava procurando ele junto com o Shamalalala.

— Shamalalala? — o cara franziu o cenho, me olhando como se eu fosse louca.

— Meu gato. — respondi forçando a minha mente a pensar. Minha cabeça doida.

Olhei ao redor novamente.
Shamalalala... Onde aquele miserável está?! Me levantei, para sair do estabelecimento.

— Ei, moça! Onde você vai?! — o homem me olhou indignado.

— Embora? — retruquei óbvia.

— Você não pagou! — o cara me olhava com certa raiva.

— Ah... — murmurei me virando para ele e destravando a arma em minhas mãos. — Dane-se!

A cabeça do homem pendeu para trás, e o sangue respingou na parede, quando a bala perfurou o crânio. Me virei e vi os outros dois clientes, me olhando aterrorizados.

— Não digam a ninguém o que viram aqui. — pedi e me aproximei da mesa deles. O pânico era visível em suas faces. Peguei a garrafa de bebida de cima da mesa e tomei um gole, sentindo o álcool descer rasgando a garganta. Bati com a garrafa na cabeça de um, e atirei com a arma em outro, fazendo o corpo cair mesa. — Esquece o que eu disse... Não tem como vocês contarem.

Saí do estabelecimento e andei ao redor. Havia uma longa estrada e um hotel do outro lado da rua. Fui até o estacionamento do bar e "peguei emprestado para nunca mais devolver" um carro, que estava lá moscando.

Dirigi por várias horas, até chegar em alguma cidade, que eu não fazia idéia do nome. Parei em um posto de gasolina e revirei o carro, até achar uma carteira com dinheiro e documentos.

Entrei dentro da lojinha de conveniência, pegando algumas coisas. Paguei e saí da loja, acendendo um cigarro.

Fui até o carro. Abri o porta-malas e joguei as coisas dentro dele, quando de repente...

— Autora!!!!

Me virei, dando de cara com um homem, vestindo um traje vermelho e máscara.

— Oi... — franzi o cenho e o analisei de cima a baixo. — Eu... Posso te ajudar?

O cara cruzou os braços.

— Você tá zoando com a minha cara, não é? Você ficou louca?! Onde é que você estava?!

— Não é da sua conta. — respondi simplista, e o encarei totalmente indignada. — Maluco, cai fora. Nem te conheço...

— É O QUE?!!!! — o ser humano berrou histérico. — Você tá mais louca que o normal?! Usou maconha? Para de fumar! Larga esse droga! CIGARRO DA CÂNCER!!!!

Ele arrancou o cigarro da minha mão e tacou no chão.

Suspirei pesadamente. Levantei o olhar, o encarei calmamente, e dei um forte soco em seu queixo, fazendo ele se afastar de mim. Saquei a arma, dei um tiro no peito dele, e saí correndo, ouvindo ele chamar alguém.

Saí correndo, olhando para trás e vi o cara se levantando. Mas como ele não morreu com o tiro? Algo de errado não está certo!

Alguma coisa bateu contra mim e eu caí no chão.

Era um escudo.

— Mas que merda!!!!

— Olha a língua...

Levantei o olhar e vi um homem alto, loiro e bem bonito. Recuei para trás, quando ele se abaixou e se aproximou de mim.

— Ei, fica calma! — ele pediu colocando a mão no meu ombro e sorriu. — Eu não vou te machucar.

— Mas eu vou.

Ele franziu o cenho confuso, mas no instante seguinte dei uma cabeçada nele e ouvi o som de seu nariz quebrando. O empurrei, o afastando de mim e me levantei, saindo correndo.

Senti algo vir na minha direção e me virei, segurando o escudo no último segundo, antes dele bater em mim.

Girei o corpo, e lancei o escudo contra alguém, que estava vindo por atrás de mim. Saquei a arma e disparei, atirando na direção do homem loiro, porém as balas pararam no ar, sendo seguradas por uma energia vermelha escarlate.

Olhei ao redor, tentando ver que droga estava acontecendo, quando senti que algo picou meu pescoço. Coloquei a mão lá e tirei um dardo. Senti tudo girar ao meu redor e eu apagar.

            *******★*******

Ouvia vozes ao longe. Pareciam estar conversando. Não... Não era isso. Estava discutindo, quase que brigando, por alguma coisa que eu não entendia.

A medida que meu corpo despertava eu sentia uma dor, como se um vagão de carga tivesse passado por cima de mim, tivesse dado marcha ré, e passado por cima de mim novamente.

Abri os olhos lentamente, piscando inúmeras vezes para tentar me acostumar com a claridade. As vozes já estavam próximas, e dava para as escutar normalmente. A primeira coisa que eu notei, assim que minha visão se acostumou com a luz, foi que o local estava com várias pessoas, que ainda discutiam.

— Será que ela morreu?

— Mas que pergunta, Wade! É claro que ela não morreu!

— Fica fria aí, Wandinha! Eu só perguntei!

— Não é melhor leva-la a um hospital de verdade?

— Ah claro! A gente vai chegar lá e dizer: "Oi, será que dá pra ajudar a nossa amiga? Ela sumiu por várias semanas e a encontramos quase morrendo! Mas não liga pra anomalia genética dela, não! É que ela é um ser de magia cósmica!" Belo plano, Rogers!

— Que isso, Laura! Também não precisa dar patada! Até parece que não sabe que tem um hospital inteiro no vigésimo andar!

— Gente, o que é isso?! Uma enfermeira, ou a casa da mãe Joana?! Calem a boca! Desse jeito vocês vão acordar a garota! Ah, esquece, ela já acordou...

Encarei todo mundo confusa e tentei me levantar. Parei ao sentir minha mão algemada ao braço da cama.

— Mas que...?

— Foi mal, criatura ridícula. Mas a gente não teve outra opção a não ser te algemar... — Shamalalala pulou em cima de mim sorrindo.

— Seu gato filho de uma égua... Onde você estava?! — murmurei levemente irritada e ele se esfregou no meu rosto. — Para com isso seu...

Ouvi risadas discretas e levantei o olhar. Me ajeitei na cama e me sentei, encarando todos mortalmente.

— Só vou perguntar uma vez... Quem são vocês e o que querem comigo?

— Você não sabe mesmo? — o cara de trajes vermelho e máscara, inquiriu surpreso.

— Se eu soubesse não estaria perguntando! — retruquei rispidamente.

— Ai patada! Essa doeu. — um homem moreno cantalorou colocando a mão no peito.

— Autora... — uma mulher ruiva se aproximou de mim. — Nós somos seus amigos...

— Eu não tenho amigos. — a cortei seriamente. Vi ela me erguer as sombrancelhas e trocar um olhar com o homem loiro, que estava perto da parede, com uma garota encostada no ombro dele.

— Você tem sim, meu amor. Só que você tá mais desmiolada que o normal. — o moreno rebateu como se estivesse explicando para uma criança de cinco anos. Ele tinha uma cara de quem era egocêntrico. — E você não se lembra da gente...

— Qual é a última coisa que você lembra? — o loiro indagou com uma pose séria. Esse tinha cara de certinho.

Dei de ombros e respondi:

— Eu e o Shamalalala estávamos procurando o Frank Castle...

— Frank Castle? — a ruiva franziu o cenho sem entender. Ela se aproximou de mim, com as mãos brilhando em um vermelho escarlate, e tocou na minha cabeça.

— O Justiceiro. — Shamalalala respondeu e me encarou, levemente surpreso. — Garota, isso foi a treze anos atrás! O quanto da tua mente foi fritada?!

— O suficiente para ela se esquecer de tudo o que rolou em quase catorze anos... — a ruiva novamente falou tirando a mão da minha cabeça e encarando o restante do pessoal. — E se não lembrando de todo mundo aqui, exceto o gato.

— Ah, que maravilhosa! Agora temos uma Desmemoriada na equipe! Bucky vai ficar feliz, sabendo que não é o único com os neurônios fritos! — o moreno comentou gesticulando com as mãos.

— Stark! — os outros brigaram com ele, que apenas os olhou fazendo pouco caso deles.

— Não faz sentido... — o loiro comentou pensativo. — Por que a Hydra apagaria somente parte da memória dela?

— E se não fosse essa a intenção deles? — uma outra mulher, de cabelos castanhos, argumentou, com a cabeça apoiada no ombro do rapaz. — E se, sei lá... Ela conseguiu fugir no meio do processo de "desmemoriazação" e ficou com metade da mente assim?

— Faz sentido, Laura. — o homem de trajes vermelho e máscara afirmou, encostado na parede, com os braços cruzados. E começou a dramatizar. — Vocês estão ouvindo esse barulho? É o som do meu coração rachando!

— Quem é o idiota? — inquiri sussurrando a Shamalalala, que se ajeitou na minha barriga.

— Seu melhor amigo... Infelizmente. — ele lamentou também sussurrando.

— Ah, o Stephen vai ficar tão feliz! Vão fazer um lindo par: O Mágico de Circo e a Desmemoriada! Que coisa fofa! — o tal de Stark exclamou irônico.

— STARK!!!! — todos gritaram com ele, fazendo-o estremecer de susto.

Uma discussão se iniciou, onde eu não estava entendendo droga nenhuma, até que a mulher ruiva deu um berro, quase nos deixando surdos e expulsou todo mundo do quarto.

— Eles... São sempre idiotas assim? — indaguei assim que ficamos sozinhas e com o Shamalalala.

— Você não viu nada. — o gato respondeu se esticando e enfiando as garras na minha barriga. Dei um tapa nele, que sorriu cínico.

— As vezes é pior. — a ruiva comentou tirando a algema do meu pulso. Ela se virou pra mim e sorriu, estendendo a mão para eu levantar. — Você não deve lembrar, mas eu me chamo Wanda Maximoff... Vem, deixa eu te reapresentar ao pessoal.



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