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História Lutando Pelo Nosso Amor - Capítulo 1


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Notas do Autor


Vamos entrar na Índia, conhecer o príncipe e sua família

Capítulo 1 - Família Real


Fanfic / Fanfiction Lutando Pelo Nosso Amor - Capítulo 1 - Família Real

Capital da Índia, Delhi

7:14 am

O Alvorecer da manhã na principal cidade da Índia era sempre tumultuado, as pessoas esbarram umas nas outras sem querer por causa da multidão que se forma na melhor feira da capital, em meio aos poucos legumes que eram encontrados nas barracas era possível ver algumas esculturas de várias divindades cultuadas pelos habitantes do país, as deidades principais são Brahma o deus da criação, Vishnu o deus da preservação dos seres e Shiva o deus da destruição e da regeneração dos corpos celestes, formando assim a tríade dos deuses mas importantes do hinduísmo.

O verão Indiano sempre foi intenso, no entanto nos últimos anos ficar nas ruas de Delhi tem sido torturante para a maioria da população, visto que o calor chegava a 34 graus e essa temperatura era desagradável até nas cidades que ficavam nas montanhas (do Himalaia e também do sul) onde supostamente eram locais mas ventilados, contudo o comércio de mercadorias de tecidos, esculturas e jóias não parava por isso, o contrabando destas riquezas era comum em Delhi, a maioria dos mercenários escondidos faziam negócio com uma cidade próxima chamada Mumbai.

Algumas pessoas locomovem-se em cima de camelos, cavalos e burros carregando suas quinquilharias em quanto outras apenas as carregam em suas cabeças dentro de cestos artesanais, as roupas são predominantemente marcadas por tunicas e tecidos leves. Como tudo na Índia tem um significado especial com as cores não poderia ser diferente, vermelho significa paixão, marrom a simplicidade, azul significa paz e amarelo a riqueza.

Observando o caminhar das pessoas pela rua, sentado na janela de seu quarto encontrava-se um loiro de olhos azuis que frequentemente gostava de assistir o amanhecer no entanto sempre fitava o sol pensativo, em seus devaneios se perguntava porque Surya a divindade solar agora estava exagerando no calor que assolava a cidade.

- Shaka... chalo.

Foi tirado de seus pensamentos por uma voz doce que o chamava, em um tom quase inaudível.

- Já vou mamadi.

respondeu em um tom baixo, sentia-se com preguiça, precisava descer se não levaria uma bronca de seu baldi.

Seu quarto era todo pintado de verde madeira claro, vários livros estavam no chão só que a maioria estavam devidamente guardados nas prateleiras brancas perto de uma das paredes do quarto, sua cama era feita de vários colchões de casal amontoados uns em cima dos outros, colunas verdes sustentavam a entrada que tinham vários tecidos finos pendurados na porta, a centímetros da cama uma pequena estante guardava pergaminhos surrados com algumas escrituras sagradas de sua família e um amuleto com a imagem de Shiva que foi um presente de sua avó antes de morrer.

Sua mamadi já havia saído do quarto, então o loiro rapidamente trocou sua bata branca por uma túnica marrom com detalhes verde claro, descalço desceu as escadas que iam dar no salão principal do imenso Palácio em que morava.

O Palácio da família real, era predominantemente marcado por uma arquitetura barroca, muitas cores davam um ar rústico a edificação, branco, vermelho e principalmente amarelo, mas não um amarelo comum e sim um dourado, o recinto era bem arejado pois tinha várias janelas e suas cortinas brancas eram sempre abertas pelos empregados as seis da manhã, assim como também limpavam as dezenas de escultura de vários deuses que eram espalhadas por todo o Palácio.

O príncipe ao chegar na mesa comprimentou os empregados com um sorriso e um balançar de cabeça, viu que um deles estava tendo dificuldade para por várias vasilhas com legumes na mesa e prontamente foi em direção a ele com a intenção de ajuda-lo, mas foi interrompido pela voz imponente de um homem que aparentava ter seus 48 anos, tinha a estatura magra, era moreno e seus cabelos eram compridos até a altura do ombro com a cor castanho escuro, assim seus olhos também eram da mesma cor, vestia uma túnica completamente amarela dourada deixando exibir sua admiração pela riqueza.

- Filho, você não precisa ajudar ele, oferecemos comida e abrigo para que nos sirvam.

- mas baldi...

- mas nada, sente e coma.

O loiro olhou para sua sua mãe que já estava sentada na mesa quando ele chegou, de cabeça baixa ela fitava a comida que lhe foi servida e sem nenhuma vontade pegou uma maçã e comeu.

Ela tinha longos cabelos castanhos claríssimos quase loiros até a cintura e era bastante magra, seus olhos azuis agora demonstravam tristeza, e Shaka sabia o porque, ela gostava de cozinhar mas seu marido não queria deixar que fizesse tal ''esforço''.

Sentou-se na mesa visualizando as frutas, logo pegou uma uva e a pois na boca, um longo silêncio se instalou no local, até que foi quebrado pelo patriarca da família.

- Seu primo Aiolia vai ficar conosco por um tempo.

- porque?

Disse Shaka curioso.

- porque a cidade de Gurgaon foi tomada por rebeldes que são contra o governo do meu irmão.

- ele já está vindo?

- deve chegar em algumas luas.

- entendo.

Shaka desde criança sempre ajudou os necessitados, roubava alimentos do Palácio e as vezes até deixava de comer para doar suprimentos nas ruas, quando tinha a oportunidade de sair de sua prisão, porque era assim que via seu lar como uma prisão luxuosa.

Disposto a inventar uma desculpa para sair, lançou um olhar para sua mãe que logo entendeu o recado.

- Indra meu marido, nosso filho quer ir meditar no templo de Brahma. 

- não tem problema ele ir, estar com os sacerdotes é ótimo mas que não fique se misturando com o povo, ele tem o risco de cruzar com um intocável e pegar lepra por exemplo.

O loiro fechou a mão e a apertou com muita força, para conter sua raiva ao ouvir aquelas malditas palavras.

- eu já vou então...

Levantou-se da mesa e foi até sua mamadi e deu um beijo em sua testa oque a fez sorrir, era terno o amor entre mãe e filho, a única pessoa que Shaka confiava.

Andou em direção a saída, fingiu ir para a varanda mas deu meia volta no corredor e foi para a cozinha, chegou já comprimentando todos no local, entretanto foi para perto da cozinheira que mas sentia afeto e carinho, Indira uma mulher de 45 anos negra com os cabelos e olhos pretos, cuidou de Shaka desde que nasceu por isso o príncipe era muito apegado a ela.

- suas comidas são sempre deliciosas Indi, mas você sabe o porque de eu ter vindo aqui.

- sim eu sei...

A mulata parou de mecher a sopa que preparava e fitou os olhos do afilhado.

- o senhor sabe que seu pai não gosta que dê comida para os pobres pois ele vê  isso como desperdício.

Com um sorriso no rosto Shaka responde.

- por favor, não me chame de senhor... você cuidou de mim desde que nasci.

- certo mas você vai sair agora?, só tem algumas frutas que restaram de algumas luas.

- Já é o suficiente, obrigado Indi

Depressa Shaka colocou as frutas em uma sacola de pano, sorriu para sua madrinha antes de sair do recinto com destino as ruas.

O Sistema de casta Indiano era formado por várias tribos, cada indiano vivia quase completamente dentro do seu clã, socializando com outros da mesma comunidade, e casando somente com pessoas da mesma comunidade, o casamento dos pais de Shaka que são Indra e Alisha foi uma excessão, pois Alisha é uma mulher firangi de outro lugar fora da Índia que se casou com Indra para dar lucro aos negócios da sua família e assim manter a importação de riquezas para sua terra natal. 

A Família Gautama por tanto reinava soberana na Índia, o rei Indra fazia um governo bom para os ricos mas com dificuldades para os pobres e o jovem príncipe não gostava de aceitar essa realidade.

As tribos são divididas em:

brahmins, sacerdotes

kshatriyas, guerreiros

vaishyas, comerciantes

shudras, camponeses

Fora dessas quatro tribos, viviam os pobres das castas mais baixas chamados de dalits e a população também os chama de os intocáveis, eles trabalham com coisas tão sujas (por exemplo, coletando lixo nas ruas) que os indianos das outras castas literalmente se recusam a tocar neles, não deixam os “intocáveis” entrarem nos templos, nas escolas, ou nas casas dos outros, etc.

 

Dicionário Indiano

Baldi = Pai

Mamadi = mãe 

Firangi = gringo, extrangeiro

Chalo = vamos 


Notas Finais


Eai ficou legal?, alguns outros personagens que vão aparecer são originais da história.


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