História Um amor imprevisto: De Hogwarts para a vida - Capítulo 39


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Hermione Granger, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Dramione, Harry Potter, Hermione, Romance, Romione
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Palavras 6.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, pessoas!!

Mais um capítulo para vocês!! Finalmente, um maiorzinho como eu gosto de escrever! Tava com saudades de ter tempo para desenvolver melhor a história. Hoje rolou!

Espero que gostem!! Muito obrigada pelo carinho de sempre, pelos comentários e novos favoritos!

Boa leitura!!

Capítulo 39 - O ciúme mora ao lado


Pov. Draco

Eu estava começando a ficar preocupado com Hermione. Já haviam pouco mais de duas semanas desde a briga que ela teve com Rony, e, desde então, ela não era a mesma. Estava mais abatida, comendo mal, sem muito ânimo para fazer as coisas. Exceto as do trabalho. Parece que ela estava descontando toda sua frustração e ansiedade nos relatórios que tinha que ler e estudar. A fusão dos escritórios já estava praticamente finalizada, então, hoje seria o primeiro dia de Hermione já na Black Riddle. No final de semana ela tentou falar várias vezes com Rony, mas ele simplesmente não atendia o telefone e não respondia as mensagens dele. Acho que nunca tive tanta raiva de um Weasley como estava sentindo desse babaca. Pra quem era o melhor amigo de Hermione, estava se saindo um completo idiota. Ver ela se martirizando por algo que não era culpa dela, estava me matando também. Sem contar que, não tinha nem clima pra gente anunciar nosso namoro. Como? Se ela estava sentindo que o fato da gente estar junto, era um peso pro seu melhor amigo de infância?! Isso me destruía.... Por causa disso, pensei em fazer uma loucura. Uma coisa que jamais imaginei que pudesse fazer. Eu mesmo ir atrás de Rony. Mas me vi inseguro, com medo de ultrapassar algum limite. Resolvi dar mais tempo ao tempo, pra ver se o babaca ruivo crescia, ou se eu mesmo chegaria a conclusão de colocá-lo no lugar.

Apesar da minha preocupação com Hermione, eu não podia me dar ao luxo de ocupar todo o meu tempo pensando apenas nela. Eu tinha um escritório para gerir. E a compra da Slughorn estava rendendo um trabalho extra. Eu tive que lutar contra meus desejos pessoais de colocar Hermione na mesma sala que eu. Daria tudo para trabalhar podendo olhar para aquele rostinho. Podendo beijá-la nos intervalos, ou até mesmo, fazer algumas outras coisinhas mais quentes. Mas sabia que ela não aceitaria, e como poderia ser mal vista por seus colegas de escritório. Até mesmo porque todos sabem que Draco Black Malfoy não divide sua sala. Então, separando os setores do direito, percebi que a especialidade de Hermione, direito familiar, era a mesma de Theo, meu antigo colega de Hogwarts. Eles iam se dar bem. Theo era bom de serviço, inteligente, mas não tinha espírito de liderança. Daria muito certo com Hermione. Assim, ficou designado que os dois trabalhariam juntos. Hermione seria como se fosse a responsável pelo setor, tento Theo como advogado assistente. E juntos, eles coordenariam aquela parte do escritório. Era perfeito. Até eu ver o entrosamento entre os dois.

Eu não sei em qual momento do dia aqueles dois se toraram tão amigos. Tão próximos. Na época de Hogwarts, eles mal se olhavam, agora, em apenas um dia de trabalho, já estavam almoçando juntos e rindo pelos corredores de sabe-se lá qual assunto. Merda. Era pra ela estar daquele jeito comigo. Ok, ela tem o direito de estar assim com outro, com que ela quiser. Eles são só amigos, mas porra, Theo é um cara boa pinta, solteiro e não sabe do meu envolvimento com Hermione. Era prato cheio pra ele arrastar aquelas asinhas dele pra cima dela. E ela, inocente, não vai perceber! Senti que ia ficar louco! Então, marquei de sair pra beber com Pansy, Blás e Astoria no fim da tarde.

- Posso entrar? – Perguntei para Hermione e Theo, logo depois de bater na porta que estava semiaberta. Eles estavam finalizando de ajeitar a sala para acomodar Hermione. Eles assentiram e eu entrei no cômodo, avaliando o local. A sala era ampla, mas não tão espaçosa como a minha. Eles colocaram as duas mesas uma de frente pra outra, ocupando, cada mesa, uma parede lateral da sala. A parede do fundo, que era a mais estreita da sala retangular, tinha um pequeno e aconchegante sofá de dois lugares, com uma pequena mesa de centro na frente e uma mesa de canto de parede tinha algumas revistas e um abajur. E perto da porta de entrada, havia um aparador com uma máquina de café, algumas bebidas alcoólicas e água. Com certeza aquilo era toque de Hermione para deixar o local mais aconchegante. – Fizeram um bom trabalho aqui....

- Tudo trabalho de Hermione, Draco. Eu apenas carreguei os móveis. – Theo falou e eu franzi o cenho. Hermione? Sério?! Já estão nesse nível de intimidade? Só um dia que ela tá trabalhando aqui. Dei um suspiro e me voltei para a castanha.

- Granger, eu vou sair com Blás hoje a noite... – Falei e percebi que Theo me encarava. As bochechas de Hermione ficaram vermelhas. Merda, o pessoal do escritório não sabia do nosso envolvimento. Tentei consertar – Não vou poder te dar carona hoje.

- Ah, sem problemas. -  Ela falou, parecendo aliviada. - Boa noite dos garotos!

- Oh, não seremos só garotos. Pansy e Astoria também vão!

- Astoria? – Ela perguntou e percebi sua sobrancelha arquear e seus olhos cerrarem. Ela mordeu os lábios, fez que ia dizer algo, mas apenas se calou. Estranhei aquilo. Será possível que? Não.. Não era ciúmes... Será?

- Sim... Astoria... Bom, eu já estou saindo, antes preciso resolver algumas questões do escritório na rua. Qualquer coisa que precisarem, podem ligar no meu celular. Boa noite pra vocês.

* * *

- Eu não acredito que aquele idiota do Rony fez isso!! – Pansy falou, enquanto tomava um gole de sua bebida. Já estávamos em um dos bares que tínhamos costume de frequentar e eu já havia contado todo o circo que havia acontecido na casa de Hermione. Blás estava com um sorriso no rosto como se tivesse ouvido a melhor história de comédia de sua vida. Pansy estava com raiva. Ela era muito protetora quanto a mim, como uma irmã que eu nunca tive a sorte de ter. Já Astoria, ouvia tudo calada, como se estivesse analisando tudo calmamente, para depois fazer um perfeito discurso sobre toda a situação, como ela sempre fazia. Era o padrão dela. E, irritantemente, ela sempre tinha razão. Éramos um quarteto engraçado. Blás, a voz do deboche. Pansy, a voz do estresse. Astoria, a voz da razão. E eu? Eu gosto de pensar que era a voz da inteligência! Embora muitas vezes as meninas diziam que a voz da arrogância se fazia muito presente em meu discurso. E foda-se isso.

- Cara, eu queria muito ter visto a cena do Rony te batendo! – O filho da puta do Blás estava achando aquilo tudo hilário.

- Seu cú, Blás! Doeu pra porra! O filho da puta é policial, tem força no braço! Eu dei sorte de não ficar com a cara roxa a semana toda! E eu bati nele também!

- Aposto que não fez nem cosquinha... – Meu amigo retrucou, mas sabia que ele estava fazendo aquilo só pra me deixar com raiva.

- Seu idiota! Deixa o Draco em paz... – Pansy me defendeu e me pediu para continuar a desabafar. Então, eu falei de como ver Hermione abatida estava acabando comigo e da minha ideia de conversar com Rony. Mas minha melhor amiga praticamente pisou na minha dignidade quando perguntou: - Você tá querendo apanhar mais??

- Por que acha que eu apanharia? – Perguntei afiado, ouvindo Blás estourar em uma gargalhada alta. Mas a voz da razão resolveu se pronunciar, nos fazendo prestar a atenção no que ela falava.

- Acho que o Draco tem razão. Ele tem que conversar com Rony. – Astoria falou, enquanto bebericava de sua cerveja. Todos olhamos pra ela assustados. Era isso mesmo, Astoria estava concordando com algo que eu estava falando? Na maioria das vezes ela mostrava como eu estava sendo um idiota, me ajudando a... você sabe, ter mais razão e menos impulsividade na minha vida.

- Se a Hermione já tentou de tudo e não conseguiu nada, Ast, por que você acha que ele vai ouvir o Draco? – Pansy perguntou de forma carinhosa. Ela sempre abaixava a guarda para Astoria. E eu adorava isso. Era sutil, sem ego, sem queda de braço entre as duas mulheres.

- Porque ele não espera isso do Draco. Ele tem a pior opinião desse nosso amigo aqui. Se Draco o procurar para conversar sobre Hermione, vai quebrar um paradigma que o Ronald tem quanto aos Malfoy. Ele não é burro, vai entender que tem algo de errado pra Draco se dispor a conversar e vai querer saber o que é.

- Faz sentido... Você vai fisgar o ruivo pela curiosidade! – Blás concordou com Ast, finalmente adotando uma postura séria quanto ao assunto. As vezes demorava a pegar no tranco, mas meu amigo sabia se mostrar presente quando necessário. – Cara, manda um real pra ele mesmo. Que você ama a sabe-tudo, que aquelas paradas de quando a gente era criança, tem que ficar no passado. Se ele não te ouvir, aí é porque ele é um babaca mesmo!

- E aí não vai ter nada que você vai poder fazer a respeito, nem você e nem a Hermione... – Pansy concordou.

- Mas por favor, Draco, não seja esse nariz em pé que você é as vezes! – Ast falou novamente, mas com um sorriso no rosto. – As vezes até eu tenho vontade de te bater! Seja humildade...

- Humilde, de boa, se arrogância! Ok, anotado!! – Falei derrotado, mas no fundo sabia que eles tinham razão. A conversa com Rony não seria fácil, mas por Hermione, eu teria que enfrentar o mala ruivo.

- Fora isso, como anda a Black Riddle? – Astoria me perguntou iniciando outro assunto.

- Que Black Riddle o que, eu quero é saber como foi o primeiro dia como chefinho da sabe-tudo!! – Blásio falou divertido e eu tive que rir dele.

- Desafiador, meu caro amigo! Desafiador! Primeiro dia e Hermione já está toda amiguinha do Theo! – Confessei, rindo de mim mesmo e meus amigos pegaram no pé. Fizeram piadas, simularam situações, falaram que era carma, pra eu purgar por ser tão cheio de mim.

E dessa forma passou a noite. Blásio contou sobre mais alguns de seus casos, Pansy e Ast falaram sobre o negócio que gerem juntas. As duas tem um pequeno bistrô no centro de Londres e estão planejando comprar um apartamento juntas, para pouparem gastos e morarem perto do trabalho. Depois conversamos fiado, enquanto bebíamos cerveja. O que me resultou em uma incrível dor de cabeça no dia seguinte. Ter que trabalhar com o cérebro latejando, resolver milhões de problemas que resolveram aparecer tudo na mesma semana, e, de quebra, ver Hermione e Theo pra cima e pra baixo, íntimos, cheios de risada, não estava fazendo, em nada, minha terça-feira ser uma terça feliz.

Tentando resolver um problema de cada vez, consegui o contato de Ronald com Gina, fazendo a ruiva jurar que não diria nada a Hermione. Para minha surpresa, ou não, Astoria estava certa. Depois de algumas horas após a minha mensagem, o Weasley aceitou me encontrar para conversarmos. Marcamos para a quinta-feira, na sala de trabalho dele, claro, a pedido do ruivo. Como sei que ele trabalha demais, Hermione sempre queixava disso, apenas aceitei. Quando menos esperei, já era quinta e eu já estava pedindo licença para entrar na sala de Rony, pedindo aos céus internamente para não perder a paciência com o homem. Até porque, se a gente brigasse, estávamos o ambiente dele. Eu provavelmente lavaria a pior.

Quando entrei na sala, ele estava terminando de guardar alguns papéis em um arquivo atrás dele. Parecia cena de filme. Haviam pastas para todo lado. Dezenas de papéis que o ruivo deveria ler e estudar. Realmente, ele era dedicado e esforçado. Conseguia imaginar como aquele cargo demandava esforço da parte dele. As palavras de Hermione e de Gina, na noite do jantar na casa dos Potter, sobre Rony, se mostravam mais do que verdadeiras naquele momento. Ele realmente amava o trabalho e realmente trabalhava demais. Me sentei, em silêncio, na cadeira que ficava de frente pra ele, do outro lado da mesa, e esperei que ele terminasse sua tarefa para enfim conversarmos. Demorou poucos minutos, mas o suficiente para me deixar apreensivo e um silêncio constrangedor dominar o escritório.

- Você quer falar de Hermione, certo? – O ruivo iniciou o assunto, já sentado de frente pra mim. Ele tinha uma postura defensiva. As mãos juntas e sobrepostas em cima da mesa. Um olhar profundo que parecia analisar cada expressão do meu rosto, como se fosse um verdadeiro detector de mentiras. Quis bufar, revirar os olhos e o mandar a merda. Mas a voz de Astoria e Pansy ecoaram em minha mente. Engoli meu orgulho e apenas concordei que sim. – Ela sabe que você está aqui?

- Não, e prefiro que ela não saiba. – Afirmei sério. Não vi nenhuma hesitação por parte de Rony. Ele concordava comigo. Abri minha boca pra começar a falar, mas fui interrompido pelo ruivo.

- Antes que você fale qualquer coisa, eu sei que estou errado. Sei que peguei pesado. Eu fui injusto, sei quando piso na bola. Mas eu precisava de um tempo antes de conversar com a Hermione, pra ela não ter que ouvir mais do que ouviu, ela não merece isso.

            Porra, era isso mesmo? Ele estava... abaixando a guarda?

- Que bom que concordamos, Weasley. Também acho que ela não merece passar por isso. Eu amo a Hermione, mais do que tudo, e a quero feliz. Eu também exagerei e.... – Merda, não acredito que vou fazer isso. – Peço desculpas pela forma que agi. Mas o fato de você me odiar, ou eu ser um babaca as vezes, não muda o sentimento que eu e ela temos um pelo outro. E nem mesmo o sentimento que ela tem por você. Ela o ama. E você faz parte da vida dela. Isso nunca vai mudar.

- Eu sei disso. – Ele apenas assentiu.

- Eu não estou pedindo pra sermos amigos, ou pra você me perdoar por tudo que eu fiz no passado. Só peço que aceite meu relacionamento com Hermione. Me dói muito ver como ela está abatida por causa da briga.

- Ela está? – Rony perguntou preocupado, e senti uma pitada de ciúmes. Ele realmente a amava.

- Sim... Muito abatida.

- Merda... – Ele falou, passando as mãos nos olhos, esfregando aquela parte do rosto. Ficamos em silêncio novamente e senti que não tinha muito mais o que pudesse fazer. Havia sido menos pior do que eu pensei que seria.

- Tenta não prolongar isso demais, não vai ser bom nem ela, e nem pra você. – Falei, já me levantando e caminhando até a porta.

- Não vou. Prometo. Obrigado por vir. – Rony falou, sincero, sem fazer a cerimonia de se levantar e me direcionar até a saída. Dei boa noite e sai do local, aliviado pela conversa e com a esperança de Ronald procurar Hermione para conversar. Ótimo, menos um problema na lista.

* * *

Pov. Hermione

 

            A minha primeira semana na Black Riddle estava sendo melhor do que eu poderia imaginar. O local era ótimo e de fácil acesso. Por sorte, era mais perto da minha casa e os colegas de trabalho me receberam todos muito bem. Da Slughorn ficaram apenas 7 advogados, contando com Nate e eu. Kate estava na lista, assim como McLaggen, para minha infelicidade. O loiro estava de férias, o que havia dado um grande descanso para minha alma e paciência, mas Nate fez questão de mantê-lo na equipe, alegando que ele era um bom advogado. Na verdade, seu talento estava mais na investigação. Com aquele rostinho bonito, ele conseguia informações valiosas para o escritório. Então, não foi difícil para Nate convencer Draco de que o loiro deveria permanecer na equipe. Kate também era boa de serviço. Uma das melhores, por isso não foi surpresa que ela ficaria. As restantes 3 vagas foram preenchidas por três advogados que eu não tinha tanto costume.

            Logo no meu primeiro dia na Black Riddle, tive o prazer de reencontrar Theodore. Ele era amigo de Draco na época da escola. Fiquei surpresa ao vê-lo como advogado. Na época da escola ele era tão... estranho. E mais surpresa ainda ao perceber como ele ficara bonito. Cresceu, perdeu a magreza e se tornou muito comunicativo. Nos demos bem logo de cara. Ele tinha um ótimo senso de humor e se mostrou muito aberto para ouvir minhas sugestões de decoração da sala que dividiríamos. Puder perceber que nos tornaríamos amigos. O que seria muito bem-vindo naquele escritório, principalmente quando se tornasse público que eu e Draco temos um relacionamento.

            Por falar em Draco, eu estava praticando o meu mantra de não ser uma hipócrita ciumenta. Eu já estava abalada por causa da minha briga com Rony e a insistência do meu amigo em me ignorar. Saber que Draco estava indo se encontrar com Astoria, ajudou com meu mau humor. Sem contar que a semana foi tão corrida, que quase não nos vimos no escritório e nem fora dele. Segunda Draco encontrou o entojo. (Tá, confesso, eu não tenho motivos para não gostar da Astoria. É 100% irracional. 1000% ciúmes). Na terça, eu fui à casa dos meus pais, pois já tinha dias que não os via. Na quarta, Draco teve que trabalhar até mais tarde. Na quinta, ele falou que tinha que resolver uns problemas, mas não me especificou o que era. E na sexta, quando estávamos para encerrar o expediente, eu e Theodore recebemos uma cliente nova. O que fez com que eu trabalhasse até mais tarde, falando com Draco que ele poderia ir embora, que a gente se encontrava mais tarde.

            A cliente que nos procurou me lembrou alguns casos da época da defensoria. Ela não tinha muito dinheiro, então estava enquadrada dentro do programa especial da Black Riddle de custeio do processo. Era um clássico caso de alienação parental. A mulher casou com o homem. Tiveram dois filhos. Viveram felizes por 10 anos. Porém, por motivos diversos o casamento se encerrou e cada um seguiu com sua vida. Durante os dois primeiros anos, estava tudo perfeito. As crianças ficavam 15 dias com a mãe e 15 dias com o pai. Elas tinham 10 e 6 anos, respectivamente. Ela era uma boa mãe, ele um bom pai. As crianças estavam adaptadas com a nova rotina. Porém, quando a mãe começou um novo relacionamento, tudo desandou. O ex-marido não aceitou, quis que ela terminasse. Depois quis que ela reatasse o relacionamento com ele próprio. Como a mulher não cedeu para nenhuma das loucuras do homem, ele começou a usar as crianças contra ela. Resultado? Os filhos, segundo ela, têm ficado cada vez mais confusos, rebeldes, indo mal na escola e tomando raiva da mãe. Orientada por uma amiga, ela achou que deveria entrar na justiça alegando alienação parental. E, que, se fosse preciso, pediria o direito de ter a guarda quase que integral, permitindo o pai ver os meninos apenas finais de semana, de 15 em 15 dias.

            Parecia um caso simples, porém exaustivo. O primeiro passo seria eu e Nott verificarmos todos os fatos passados pela mulher. Entrar em contato com a consultoria do conselho tutelar que tínhamos. Verificar a possibilidade de um acompanhamento psicológico para as crianças, até mesmo para ter um atestado profissional mostrando que as crianças estão sendo afetadas. Procurar evidencias e testemunhas de que a mulher está falando a verdade. E então, dar início ao processo formal. Fiquei feliz que seria Theo meu advogado auxiliar. Uma semana apenas, e já tinha percebido que tínhamos um bom entrosamento. Passaríamos muito tempo juntos a partir daquela sexta, fiquei feliz por ser com ele. Não com Kate, que também tinha especialidade em Direito de família.

            Saímos do escritório exaustos. Foi uma semana de adaptação, de estudar os casos em andamento, de entender como eu funcionaria lá naquela empresa. Tudo o que eu queria era chegar em casa, tomar um banho quente para espantar aquele frio de dezembro e comer alguma coisa gostosa na companhia de Draco. Mas a vida, bom, ela sempre gosta de brincar com a nossa cara. Então, quando eu já estava chegando em meu apartamento, me deparei com Rony no corredor, me esperando chegar.

- Rony? – Fiquei chocada com a presença do ruivo. Ele não atendeu minhas ligações, não retornou minhas mensagens e de repente estava lá, no meu prédio?! Ele tinha algum tipo de distúrbio e eu não sabia?

- Ei Mi... Me desculpe vir sem avisar... Mas pensei que a gente podia conversar...

- Achei que não ia querer mais falar comigo... – Confessei, já sentindo as lagrimas invadirem meus olhos e um bolo se formar na minha garganta.

- A gente pode entrar? Não acho que o corredor seja o melhor lugar pra isso... – Ele falou um pouco sem graça. Assenti e abri a porta do meu apartamento. Falei pra ele ficar a vontade, enquanto colocava minhas coisas no meu quarto, tirava os saltos, alimentava bichento e mandava uma mensagem para Draco avisando a presença de Rony no meu apartamento. Tudo o que eu não queria era mais um escândalo. Em poucos minutos, já estávamos sentados no balcão da minha cozinha, tomando um chá quentinho, em um silêncio um pouco constrangedor. Me perguntei quando foi que chegamos nesse ponto. Ficávamos sempre tão a vontade um com o outro... Resolvi ser a primeira a dizer algo.

- Eu fico feliz de te ver aqui...

- Eu precisava vir... Conversar com você depois das coisas que eu falei...

- Rony, eu sinto muito que você tenha descoberto tudo daquela forma... Eu jamais quis te enganar ou magoar...

- Eu sei, Hermione. Eu só fiquei com ciúmes. Eu não podia ter reagido daquela forma. É sua vida, suas escolhas, sua casa... Eu fui um completo idiota. Eu só, não esperava. Ou.. esperava, mas não queria aceitar.

- Esperava que eu e Draco estivéssemos juntos?

- Não exatamente. Mi, eu sempre temi isso na época de Hogwarts, você sabe disso. Você tinha um jeito de olhar pra ele... que era diferente. E vocês tinham uma tensão, que me incomodava. Já era amor, eu só não percebi. Ou não aceitei pra mim mesmo.

- Eu também não sabia na época. Quer dizer, eu percebi que estava apaixonada por ele quando a gente ainda estava junto...

- Quando você ficou mais distante, se afastando de mim...

- Sim... Foi difícil pra mim entender meus sentimentos e aceitar que tudo o que eu tinha idealizado com você, era só idealização. Que eu estava apaixonada por outro. Que não era amor de verdade, digo, amor homem e mulher, que eu sentia por você... E quando eu finalmente entendi e assumi pra mim mesma que gostava do Draco, quando eu tive coragem de terminar com você...

- Ele foi embora. – Rony completou meu pensamento, já entendendo tudo o que havia acontecido.

- Sim... E então eu me senti culpada por ter te feito sofrer, feito ele sofrer, me feito sofrer... Por ter deixado ele ir sem falar que queria ele comigo, por ter ficado tanto tempo reprimindo um sentimento que nunca diminuiu ou acabou.

- No fim das contas, você também não superou seu primeiro amor... – Ele falou baixinho, me fazendo lembrar da conversa que tivemos há tempos. – Você sabe que eu te amo, e que eu entendo que você não fez nada de errado. E eu te peço desculpas por tudo o que falei... Mas eu acho que ainda é muito pra mim conviver com vocês...

- Rony... – Falei, chateada, entendendo o que ele queria dizer. Ele ia se afastar. Sabe-se lá Deus por quanto tempo. E aquilo doía e muito no meu coração.

- Por favor, Mi. Eu preciso desse tempo. Eu preciso entender o que eu sinto por você, e como fazer esse meu coração estúpido entender que acabou...

- Eu sinto muito, Rony, eu realmente, sinto muito. – Falei, pegando em uma de suas mãos.

- Eu também.. Mas eu vou ficar bem... – Ele falou, retirando sua mão e se levantando. - Tenho certeza que sim... Eu só preciso desse tempo mesmo.

- Você já vai? – Perguntei, limpando algumas lágrimas que teimaram em descer.

- Sim... Eu trabalho amanhã cedo...

- Ainda o caso da Bellatrix?

- Ahh Hermione, você não sabe da missa a metade. Eu tenho que ir agora. Por favor, fique bem. Coma direito, você parece mais magra que o normal. -  Ele falou carinhoso e logo me deu um abraço. Retribui, me sentindo estranha. Estava triste com a conversa, mas ao mesmo tempo aliviada em saber que estávamos bem, dentro de um contexto. Era só dar tempo ao tempo. Aos poucos, ele ia acabar entendendo e se abrindo para outras pessoas.

* * *

Pov. Narrador

O natal já estava chegando e Hermione já estava fazendo as contas na cabeça. Tinha o tradicional natal na casa dos Weasley, o jantar com seus pais, e, muito provavelmente, a família de Draco faria algo na mansão. Está certo que eles não eram casados, então, não havia nenhuma obrigação de passarem a data juntos. Mas a senhorita Granger não podia mentir para si mesma. Ela queria muito ter a companhia de Draco naquela data tão especial. Em algum momento da semana, ela sentiu que ia acabar surtando. Era muito trabalho, muitas coisas para resolver. Se dividir entre advogada, filha, amiga e namorada não estava sendo nada fácil, e para ajudar, tinha que conciliar com sua agenda, esporádicos ataques de ciúmes de Draco por causa de Theodore. “Imbecil”, era o que ela pensava. Draco estava sendo um imbecil. Ele havia a colocado para trabalhar diretamente com Nott, e agora estava agindo como uma criança mimada.

Se o mar não estava para peixes do lado de Hermione, no de Malfoy a coisa não estava muito diferente. Cada dia que passava e ele via sua namorada de conversa, almoços e segredinhos com Theodore, ele tinha vontade de demitir o colega por justa causa: cobiçar a mulher alheia. Mas como ele geria um escritório de advocacia e não uma igreja, se viu obrigado a engolir suas lamentações e testamentos bíblicos, para não provocar a terceira guerra mundial com a namorada. As poucas vezes que deixou seu descontentamento escapar, deixou a castanha tão nervosa, que ele estava pensando três vezes antes de fazer qualquer comentário. Pois bem, prestem atenção. Eu disse comentário. Porque caretas, reviradas de olhos, tosses falsas e pigarros não foram poupados. O que fez com que Theo percebesse o descontentamento do chefe com sua aproximação de Hermione.

Entre o fogo cruzado dos dois amantes, estava Theodore Nott. Bom advogado, bom filho, bom amigo. Aquele típico bom rapaz. E tudo isso acompanhado de um belo carisma e um rostinho bonito. Se lembrava de Hermione da escola, sempre a achara bonita. Mas sua vida era outra naquela época. Ele mesmo era outro. Agora era mais maduro, menos tímido, mais desenvolvido, se via páreo para a bela castanha. E acrescente bela nisso. O coração de Theo quase parou quando viu Hermione. Não de amor ou paixão. Simples atração física. Ela estava ainda mais bonita, mais atraente e surpreendentemente sexy. A medida que o tempo foi passando e ele foi convivendo com a colega de trabalho, teve que tomar cuidado para não se pegar apaixonado. Ela era linda, e desta vez, ele não pensava no que ele via por fora. Mas sim no coração, na alma, no espirito de Hermione.

Percebendo que a mulher nunca se referia a um namorado, Theo pensou em chama-la para sair. Porém, como bom observador que era, sentiu que havia algo de suspeito entre a castanha e seu chefe. Na verdade, para ele, era claro que Malfoy estava caidinho por ela. Mas e ela? Sempre tão discreta... Será que era recíproco? Estariam tendo um caso? Ou algum tipo de relacionamento? Sabia que perguntar diretamente era muito invasivo, e para outros, poderia levar colegas da empresa a pensarem mal de Hermione. E ele não queria isso, jamais! Como disse, Theo era um bom rapaz. Jamais faria algo para machucar alguém. Jogaria limpo. Ou quase limpo. Conhecendo Draco como ele conhecia, achou que a melhor maneira de descobrir seria... pirraçar o loiro até que o próprio confessasse a natureza de seu relacionamento com Hermione.

E foi então que o pesadelo de Draco começou. Um dia era uma caixa de bombons que Nott levou para Hermione comer. No outro, ele colocou uma mexa do cabelo dela pra trás da orelha. Em um dia, ele demorou para voltar do almoço, e quando voltou, exagerou nos risos. Teve vez que abraçou a castanha. Outra passou o braço sobre os ombros da pequena. O dia que foi mais ousado, acabou sendo de espontâneo. Estava tentando falar com uma testemunha do caso que defenderia com Hermione, mas há dias não tinha sucesso. Quando conseguiu e a pessoa aceitou testemunhar, ficou tão eufórico que correu para contar para Hermione. Quando a encontrou, lascou um beijo na bochecha da castanha em comemoração.

- Consegui a testemunha!!! A gente tem que almoçar junto hoje pra comemorar! – Theo falou ainda excitado com a novidade. Viu Hermione um pouco sem graça e estranhou. Eles já tinham intimidade suficiente para aquele tipo de contato. Podia achar ela linda, e até mesmo ficaria feliz de ter um relacionamento com ela. Mas o tempo que estavam trabalhando juntos, aquele tanto de hora por dia, todos os dias, contribuíram para que criassem um laço de amizade, confiança e intimidade. Só foi perceber o motivo da garota estar tão estranha, quando olhou pro lado e viu um Draco com a cara de poucos amigos. “Bingo!” Ele pensou. Então estão juntos. Ou Hermione não estaria tão corada e Draco tão nervoso.

- Granger, na minha sala, agora. – Foram as palavras de Draco. Embora a colocação daquelas palavras nessa ordem específica parecesse algo rude e grosseiro, o tom de Draco não era. Era inexpressivo, na verdade. E Hermione não soube se isso era bom ou ruim. Com um sorriso amarelo, ela comemorou rapidamente com Theo e seguiu para a sala do chefe.

Quando a senhorita Granger adentrou a sala de Draco, ele estava encostado em sua mesa, virado pra porta e de braços cruzados. Ela caminhou lentamente, sem saber como proceder. Não demorou até que Malfoy se pronunciasse.

- O que é essa sua intimidade com Theo? – Ele foi direto. Sem rodeios. Sem firulas. Sua expressão era séria, seus lábios estavam em uma linha. E Hermione quis soca-los. “É sério que ele estava perguntando isso?”, ela pensou, chocada. – Não vai responder?

- Estou pensando se dou na sua cara ou se simplesmente saio daqui e vou almoçar com meu amigo. – A garota respondeu cheia de raiva. Não estava acreditando que Draco estava fazendo aquilo. Depois de tanto tempo, lá estava ele com mais uma crise de ciúmes bizarra. Tudo bem antes, mas agora? Eles estavam juntos, porque tanta insegurança?

- Ah, então são amigos? Que facilidade você tem em fazer amizade, estou impressionado. – Draco respondeu com deboche, fazendo Hermione ficar ainda mais possessa. A garota passou as mãos pelo rosto, levanto até os cabelos, colocando os fios para trás. Olhou para ele incrédula e perguntou:

- Você está me perguntando isso como chefe ou como namorado?

- Hermione, não se faça de boba. Eu seu chefe e não aprovo nenhum tipo de relacionamentos íntimos dentro dessa empresa. – A voz de Draco foi firme, mas saiu levemente alta. Hermione procurou não igualar o tom, pois não queria que alguém ouvisse aquela discussão patética. Mas a forma que falou cada palavra, mostrava como estava a ponto de jogar um míssil na cabeça de Malfoy.

- Isso é assedio, Malfoy! Não acredito que está realmente falando isso!

- Não me venha com essa conversa de assédio, Hermione. Não quero ver meus funcionários se tocando pelos corredores!

- Eu venho sim! Você está sendo um babaca, como sempre é quando perde a cabeça por causa desse seu ciúme! – Ela falou, dando um passo a frente, quase colando o rosto em Draco. O loiro, pela primeira vez naquela discussão, sentiu as pernas bambearem. A expressão da castanha, o olhar pegando fogo, “Merda, ela tem razão”, ele pensou, embora tarde demais. A merda estava feita. Viu ela apontando para seu rosto com o indicador enquanto falava: - E não seja hipócrita, nós dois estamos em relacionamento! A gente transou na porra do meu escritório!

Ele ficou sem palavras, sem justificativas, sem ação. Ele agiu como um bosta, falou bosta, foi um bosta. E estava se odiando por ter feito aquilo. A última crise séria que teve havia sido na festa do antigo escritório da namorada. E com toda certeza essa crise de agora não terminaria de forma prazerosa como aquela. Viu a garota se afastar, virar de costas e respirar profundamente algumas vezes, como se estivesse acalmando. Mas seu próprio corpo não se mexia. Ele estava travado.

- Eu vou almoçar com Theo agora. Espero que nesse tempo, você reflita sobre suas ações e pense com cuidado no que vai dizer quando nos encontramos de novo. Eu entendo que você tenha seus problemas, até mesmo que tenha ciúmes. Mas eu jamais vou tolerar que me questione dessa forma novamente. Estamos juntos, Draco. Eu amo você. Nada vai mudar isso. Arruma uma forma de colocar isso na sua cabeça, seu idiota!

As duas horas do almoço foram agonizantes para Draco, não preciso nem dizer. Pensou em inúmeras formas de se desculpar. Comprar um buquê de flores? Não, não era a cara de Hermione isso. Chocolates? Ela não seria subornada facilmente... Levar para jantar? Ela não seria subornada de forma alguma. “Céus, porque ela não era como a maioria das mulheres? Porque se fosse, você não a amaria”. Ele se perguntou e seu cérebro o respondeu logo em seguida. Por fim, chegou a conclusão de que o melhor era ser sincero e falar o que sentia toda vez que a via com Theo.

Quando ela voltou do almoço, demoraram alguns minutos até que ele criasse a coragem para chama-la novamente para sua sala. Em algum momento do percurso, riu de si mesmo. Draco Malfoy, abaixando a cabeça para Hermione Granger. E feliz em fazê-lo. Seu pai cairia duro só de pensar. Mas ele não se importava. Se fosse preciso reconhecer todos os seus erros, ajoelhado no milho, rezando o rosário, ele o faria, se em troca tivesse o amor de Hermione. Não foi preciso ajoelhar no milho. Já em sua sala, ele foi sincero para com ela. Contou que ainda se sente muito inseguro. E que nada das inseguras dele tange o comportamento dela. Pelo contrário. Que ela é tão perfeita, o trata com tanto carinho, amor, companheirismo, que as vezes ele acha que ela é muito pra ele. Disse que acredita no amor dela, e que sabe que ela é ética e honesta demais para traí-lo de qualquer forma. Confessou que ele falou sem pensar, que foi um idiota. Um ogro. O próprio Ronald Weasley quando com raiva. E que ter ela ao seu lado o ajuda a ser sempre melhor, a ver uma luz nas coisas que ele antes não enxergava. E que ele as vezes é idiota mesmo, mas que está se esforçando para não ser. Para ser o melhor pra ela, pra eles.

Hermione não teve porque guardar rancor daquela briga. Já havia aguentado coisa pior de Rony. Sabia que aquela cena de Draco era fruto de sua insegurança, e sentiu que havia muito nele que precisava ser curado: machucados e traumas da época da infância e adolescência, causados por um pai tão severo e ignorante. Depois de um demorado diálogo sobre confiança e autoestima, os dois estavam abraçadinhos, com as testas coladas, sentindo o amor que compartilhavam. Draco deu um sorriso e se afastou minimamente, apenas o suficiente para falar:

- Eu imagino que deve ter mil planos, mas gostaria que passasse o dia 24 na mansão... Temos a tradição de fazer a ceia na noite de véspera de natal...

- Dia 24? – Hermione excitou. Ela sabia que isso ia acontecer. Sua família tinha a mesma tradição.

- É quando passa com seus pais? – Ele perguntou, percebendo a excitação da namorada. Ela concordou com um aceno de cabeça. – Hum.. e o dia 25?

- Eu passo na toca... Já tem anos... Até meus pais vão... Você podia ir...

- Sabe que não é uma boa ideia... Não por enquanto... Por causa do Rony...

- Sim, você está certo... – Hermione concordou abatida e se pôs a pensar. Como se percebesse que a cabecinha da castanha estava quase soltando fumacinha, ele sugeriu.

 - E se seus pais jantassem conosco na mansão? – Sua voz saiu levemente alterada. Aquele era um grande passo. Hermione o olhou apreensiva, pensando no que aquele convite poderia significar. – Eu quero assumir nosso namoro para todos, Hermione... E acho que pode ser uma ótima oportunidade....

- Você está certo... Realmente, é uma ótima oportunidade... – Hermione concordou, sentindo borboletas no estômago. - Eu só preciso perguntar minha mãe... Ela sempre faz questão de uma ceia lá em casa...

- A gente pode criar essa tradição. 24 a noite na minha família. 25 de dia nos Weasley, quando eles me aceitarem, claro. E 25 a noite na sua casa.

- Olha só... Draco Malfoy criando novas tradições...

- Nossas novas tradições, bonequinha! Sei que as coisas estão meio confusas ainda... O fato de poucos saberem da gente.. Rony estar afastado de você... Não sabermos como nossas famílias vão se interagir... Mas sei que a gente vai dar conta e saber administrar isso no futuro.

- Eu tenho certeza que vamos, Draco!

            Depois da conversa com Malfoy, Hermione estava bem mais relaxada. A novidade da testemunha era fundamental para o caso. Em breve o marido de sua cliente receberia, se já não tivesse recebido, a intimação comunicando que ele estava sendo processado. Ela e Theodore já haviam pré-elaborado uma oferta de acordo, mas ter a carta na manga da testemunha que Nott encontrou, seria a cereja do bolo. Mas, como a vida é uma vadia, e nada parece poder estar completamente em paz, uma surpresa caiu em seu colo. Uma verdadeira bomba. O marido de sua cliente apareceu no escritório a procura de um advogado para o caso, sem saber que a esposa havia contrato o mesmo escritório. Como a Black Riddle tinha muitos advogados dentro de uma mesma especificidade do Direito, quando Hermione deu por si, o homem estava assinando contrato para receber a defesa do Grupo, tendo como advogada principal ninguém menos do que Katherine Oldman. Vulga Kate, a insuportável.


Notas Finais


Gente, e então??? Quero opiniões!! E essa crise do Draco hein?? E o Natal, como acham que vai ser???

Draco é lindo, mas as vezes desliza! Hermione é um mulherão da porra! Theo danafinhooo!! E Kate, a insuportável, está de volta. O que será que vai pegar??


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