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História Um amor maior que eu (Malec) - Capítulo 44


Escrita por: e Tata_Bia


Capítulo 44 - Pingo no i


Fanfic / Fanfiction Um amor maior que eu (Malec) - Capítulo 44 - Pingo no i

-Tá, e que cor é essa?- Alec levantou uma plaquinha.

-Laranja- Mag respondeu acertando as cores pela 10° vez.

Magnus estava de cueca box preta e um roupão de seda azul aberto. Já Alec estava com uma blusa de manga curta da cor cinza e um short preto e curto de pijama. Bane sentado no sofá e Alec sentado na poltrona com as plaquinhas em seu colo.

-As cores você pegou bem rápido amor, agora vamos voltar para as letras- Alec disse deixando as plaquinhas das cores de lado e pegando plaquinhas com letras.

Já fazia duas semanas desde a cirurgia, Bane estava mais adaptado a luz do dia e não precisava usar óculos solar quando saía na rua, a menos que fosse um dia de muito sol, mas em breve estaria totalmente adaptado.

-Tenho um ótimo professor- Mag afirmou fazendo Alec sorrir corado e levantar uma placa.

-Qual letra é essa?

-M- Respondeu acertando- de Magnus, ou de masturbação- Concluiu fazendo Alec rir concordando com a cabeça e levantando outra placa.

-E essa?

-S de sexo.

-Céus Magnus, tudo que remete a safadeza você se lembra né?

-Foi mal... Próxima.

-Que letra é essa?- Disse levantando a letra V.

- Hm.... É a letra W?

-Viu só? Errou justo o V de Virgem- Alec brincou começando a rir e levando Magnus a rir junto.

-E essa letra?- Alec perguntou ainda com tom brincalhão em sua voz.

-A, de perfeição.

-Oi?- Alec arqueou uma sobrancelha.

-Alexander não começa com A?! Pois então, A de perfeição.

-Awwnnt, que namorido mais lindo eu tenho- Alec disse todo derretido se levantando da poltrona e indo até o sofá, onde se sentou ao lado de Magnus e o beijou, de forma apaixonada.

Magnus sorriu contra os lábios do mais alto e correspondeu o beijo, levando as mãos até o pescoço pálido e morno do mesmo.

Em meio o beijo, Mag pediu passagem com a língua e Alec deixou, pois amava aquilo. Suas línguas dançavam juntas, eram velhas conhecidas e por isso sabiam quais passos de dança seguir.

Magnus começou a passar os dígitos pelo rosto de Alec, tateando com atenção igual sempre fez. De fato nunca perderia aquele costume, e Alec amava isso.

Aprofundou o beijo e desceu as mãos até a cintura do Lightwood, que sorriu contra seus lábios e se aproximou mais. Bane imediatamente o puxou para seu colo e começou a desligar as mãos pelas costas e traseiro de Alec, apertando as bandas fartas e o fazendo gemer baixinho. Começou a sentir o membro de Magnus ereto por baixo de si e não o julgava por isso.

O indonésio sempre havia sido safado, e se excitava facilmente com Alec, através dos beijos e dos toques, agora que tinha a visão o auxiliando, era mais vulnerável ainda. Ninguém mandou Alexander ser um deus grego.

Alec sorriu malicioso e rebolou firmemente no colo de Magnus, que deitou a cabeça pra trás em deleite, gemendo. Mas bem na hora, o celular de Alec tocou, os interrompendo.

-Alexander... Eu juro que se você atender esse celular agora, eu...- Começou retirar as roupas de Alec.

-Relaxa amor- Afirmou indo até o pescoço de Bane e deixando alguns chupões ali, ouvindo os gemidos sôfregos do mesmo.

O celular parou de tocar, ambos terminaram de se despir e agora Bane beijava todo o peitoral de Alexander enquanto o mesmo estava deitado no sofá por baixo do moreno de pele dourada.

Em meio aos beijos, arfadas e carícias, o celular voltou a tocar e Bane queria o jogar na parede, mas não fez.

-P-ode ser algo importante- Alec disse esticando a mão e pegando o celular.

-Que seja- Mag respondeu.

O mais alto olhou para a tela e não reconheceu o número, Magnus nem se importou em parar e continuou beijando o corpo de seu amado que se arrepiava cada vez mais.

-Alô?- Disse e logo teve de tampar a boca ao sentir Magnus o penetrar com dois dedos.- S-sim é e-ele mesmo.

O indonésio sorria perverso começando a movimentar seus dedos, via Alec nitidamente tentando se manter sério e com a voz grossa, enquanto tudo que queria era gemer manhoso.

- S...Sim eu... Eu estou...- Olhou para Magnus com cara de “Você me paga” enquanto abria sua boca soltando um gemido mudo, onde só escapava uma corrente de ar da sua boca -estou bem, pode falar.

Magnus continuou movendo os dedos cada vez mais rápido, vendo Alec se contorcer e soar bastante, apertando as bordas do sofá com força, ao ponto de parte dos seus dedos ficarem mais esbranquiçados e outras partes rosadas.

-O que? C-claro.- Sorriu de orelha a orelha- Amanhã mesmo estarei aí.- Acabou gemendo surpreso de uma vez quando Mag o penetrou e do outro lado da linha foi perguntado o que estava acontecendo.-N-nada, eu cortei... O dedo- Passou as mãos pelos próprios cabelos, despregando alguns fios da testa.

Era tanta crueldade o que Magnus estava fazendo... Mas ao mesmo tempo era tão gostoso. Ouviu o homem que o ligou dizer um horário, o agradeceu e desligou o celular.

Havia deixado seu currículo dias atrás em uma escola, para ser professor de braile, e agora estava sendo chamado para a entrevista de emprego.

-Quem era?- Magnus perguntou curioso.

-Nada muito importante- Não quis dizer por enquanto. Queria tentar passar na entrevista primeiro e fazer surpresa caso ganhasse o emprego.- Afinal... Onde paramos mesmo?- Sorriu malicioso invertendo as posições e começando a cavalgar por cima de Magnus no sofá.

E aquilo foi o bastante para fazer Bane esquecer da ligação, de onde estavam e até mesmo do seu próprio nome. Efeito Alexander, quem poderia o julgar?

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Depois de algumas semanas da cirurgia do Magnus, eles resolveram fazer outro jantar. Um mais animado e Magnus mostrando o que já aprendeu com Alec. E é claro, muitas risadas surgiram ali naquela mesa.

Todo mundo ficou orgulhoso pelo Mag ter conseguido aprender rápido as coisas, por mais que a leitura e a escrita ainda seja um desafio, mas só dele lembrar das coisas e dos objetos, já e um passo gigante na vida dele.

Ele conseguiu memorizar quase todas as coisas que Alec havia mostrado a ele, claro que ele confundia algumas coisas, mas isso é o de menos.

E em muitas conversas, e muitas risadas, Alec até conversou numa boa com seu pai. Uma conversa saudável, meio distante por causa do relacionamento deles, mas uma conversa. Alec até riu de uma piada contada pelo pai, o que fez Magnus sorrir feliz com aquela cena que viu.

- Alec?- interrompeu Max.- posso conversar com você?

Os irmãos se entre olharam e Alec deu de ombros.

- Claro.- foi o que Alec disse e se levantou, e Max fez o mesmo.

Eles foram até a sala e Max se sentou no sofá, meio nervoso, pois era a primeira pessoa que ele iria contar que estava “namorando" outro cara.

- Posso te contar uma coisa? E me promete que não vai surtar e nem contar pra ninguém ainda?

- Eita...- sorriu um pouco.- Posso. O que seria essa coisa que não posso contar pra ninguém?

- Ok... vou ser direto.- suspirou um pouco e criou coragem.- Eu estou namorando.

- Oh! Isso é bom.

- Mas a questão é quem eu estou namorando.

- E quem é? -Perguntou curioso.

- Raphael. E é um homem.- Max se encolheu um pouco. Sabia que seu irmão não te julgaria, pois ele também é gay, mas sei lá, é uma coisa inesperada.

- Oh!- Alec exclamou baixo.- Um cara? Sério?

- Sim... não me julga.- disse rápido.

- Não cara. Esqueceu que também sou do vale?- eles riram, e Max relaxou um pouco.- Mas quando isso aconteceu?

- Bem... eu conheci ele naquela cafeteria que íamos... e uma noite, a gente ficou conversando e ele me levou pra casa e... a gente se beijou.

- Isso foi bom pra você? Tipo, realmente gostou?

- Sim. Eu já estava sentindo umas coisas por ele... e dai eu quis por na prova. E eu realmente gostei de beijar ele. Foi incrível!- disse num tom apaixonado.

Alec riu.

- Bom, um dia quero conhece-lo. Afinal, meu novo cunhado.- Sorriu, mas logo isso se desfez quando Alec se lembrou do pai.

-Que cara é essa?- O caçula indagou.

- E o Robert? Contou pra ele?- perguntou preocupado.

- Ele nos viu. Eu estava beijando o Rapha e ele nos pegou.- riu sem graça coçando a nuca.- Mas cara, o papai mudou. Mais do que imaginamos.

-Como?- Franziu as sobrancelhas e seus lábios começaram se movimentar como se fosse dizer algo, mas nenhum som saiu dali. Não conseguiu formar nenhuma frase em sua cabeça naquela hora.

- Ele não falou nada a respeito ao nosso beijo. Ele reagiu muito bem. Ele disse que não iria cometer o mesmo erro que cometeu com você, e que ele realmente viu que com quem eu fico, sendo homem ou não, não tem importância. Ele só ficou preocupado com a idade do Raphael...

- Ele reagiu bem?- perguntou ainda desacreditado.

- Sim. Super bem. Até eu achei que ele faria alguma coisa, mas não. Ele só não queria que eu ficasse me agarrando no sofá e nem fazendo nada precipitado por causa da nossa diferença de idade, e pelo fato dele querer ter certeza se Rapha realmente era um homem bom que não me faria sofrer.

Alec ficou um momento parado, estava processando. Robert tinha realmente mudado, e Alec estava emocionado. Ele sempre sofreu por não ter o apoio do pai, e agora o seu irmão poderia ter isso, e Alec não podia estar mais feliz.

Ele apenas se levantou e foi até a cozinha, deixando Max na sala sem entender nada.

Chegou e foi até o Robert.

- Posso falar com você?- perguntou e deixou um silêncio na mesma hora, pois tinha dito de uma forma seria e tentava não chorar na frente de todos.

- Posso.- disse Robert se levantando.

Alec o guiou até a varanda, onde o pessoal da cozinha podia vê-los, mas não podia ouvi-los.

- Por que queria falar comigo?- perguntou curioso.

- Você aceitou mesmo o Max? Por ser gay?- perguntou com os olhos ainda mais cheios de lágrimas, ao ponto de suas vistas ficaram embaçadas.

- Alec, eu mudei. Eu entendi que isso não importa, se você está feliz, não me importa com quem seja. Então sim, eu aceitei seu irmão, assim como aceitei você.

- De verdade?- Alec estava hesitante.

- Sim, filho.

Alec não aguentou e abraçou o pai. Abraçou tão forte, e foi retribuído com a mesma intensidade. As lágrimas já não se continham. A família via aquilo e não entendia nada.

Alec estava tão feliz, que finalmente podia o ver como seu pai novamente.

- Obrigado.- disse se separando e chorando ainda.- Obrigado por entender e aceitar seus filhos.

- Alec...- tocou as bochechas e colocou seus cabelos pra trás.- Aquele Robert homofóbico morreu. Acredite em mim quando digo isso.

- E desculpa por desconfiar de você tantas vezes. Eu estava assustado, com medo de você me decepcionar de novo.- secou as lágrimas.

- Eu te entendo. E eu também te peço desculpas. Por ter sido esse pai horrível. Eu devia ter entendido isso antes, bem antes de tudo isso acontecer. Mas, antes tarde do que nunca.

- É...- riram.- Melhor nós voltarmos, pai.

- Me chamou de pai?- Dessa vez Robert que tentava não chorar alto, e agora ele que puxou Alec para um abraço apertado.

Depois de tantos anos, ouvir aquela palavra tão pequena mas de significado tão grande, fez seu coração se aquecer todo e lágrimas quentes escorrerem pelo seu rosto. Estava ganhando uma segunda chance, agora sim uma segunda chance de verdade, de coração, e não podia estar mais grato.

Magnus estava emocionado, assim como todos outros da mesa, e ao olhar para sua sogra, notou que a mesma era uma das mais emocionadas naquele momento. Maryse estava bem com Luke, não era mais apaixonada por Robert. Havia sofrido muito com a traição do ex marido e tudo que aconteceu, mas com o passar dos anos, começou a “aceitar melhor” toda a situação. Perdoou Robert, Maryse sempre havia sido uma mulher superior, e seu coração era bom demais, Alec a puxou nesse quesito; principalmente no caráter forte.

E agora, olhando seu primogênito abraçando o pai, no que se parecia uma reconciliação de verdade, estava feliz. Feliz porque sabia que Alec finalmente teria “descanso emocional” e não ficaria mais se martirizando com tudo que aconteceu no passado. Ele poderia seguir em frente com seu coração e sua mente em paz, aquilo era o que toda mãe que se preocupa de verdade queria ver.

Após minutos de muito choro e abraços, Alec e Robert pareciam cochichar palavras do gênero: Perdão, perdoado, te amo, você mudou, saudade.

Poucas palavras que a galera na mesa de jantar conseguiu fazer leitura labial entre meio toda a reconciliação. Max agora também observava emocionado, estava tão feliz por aquele momento.

-O que você disse pro Alec na sala, que fez isso tudo?- Jace perguntou impressionado.

-Abracadabra. E olha que o Magnus que é o feiticeiro aqui, que vive enfeitiçando o Alec- Concluiu dando uma risadinha.


Notas Finais


Notas finais: Dany_Malec

Hello my friend's, tudo bem? Pensaram que eu sumi de novo? Nada disso. Cá estou eu, e mais tarde irei responder os comentários do cap passado.

Obg pela leitura, e estou ansiosa (como se fosse novidade) para saber a opinião de vocês sobre esse cap.

PS: Amo vocês 💘


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