História Um amor maior que eu (Malec) - Capítulo 9


Escrita por: e Tata_Bia

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Malec
Visualizações 386
Palavras 3.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii, então... Cá estamos nós com mais um capítulo.
Torcemos pra que vocês gostem tanto quanto o anterior, ou mais ainda.
Boa leitura!

Capítulo 9 - Aceita namorar comigo?


Fanfic / Fanfiction Um amor maior que eu (Malec) - Capítulo 9 - Aceita namorar comigo?

Amanheceu, o dia estava lindo, era domingo e isso significava que não precisariam ir pra escola.

Ainda eram 06:00 mas Magnus já havia acordado e agora acariciava os cabelos de Alec. Eram macios e cheirosos, Alec havia se encolhido como um bebê e ainda estavam abraçados.

Estava tão feliz por aquilo, por finalmente ter alguém pra cuidar e ser cuidado por ele, por finalmente saber que podia ser feliz de verdade. Não acreditava em príncipe encantado, mas se existisse, Alec era o seu.

-Bom dia- Alec o cumprimentou com a voz sonolenta e meio rouca após abrir os olhos vagarosamente acordando.

-Bom dia- Magnus respondeu com um lindo sorriso no rosto e recebeu um longo selinho retribuindo todo o cafuné.

- Acordado desde que horas?- perguntou Alec se ajeitando na cama para que pudessem estar sentados.

-Não muito tempo. 6:00?- respondeu ele pegando a mão de Alec e as entrelaçando.

-Cedo para um domingo. Eu geralmente acordo a 12:00, e se, eu acordo.

- Não cansa não?

- Nunca.- deram risada e depois Alec ficou observando Magnus. Aqueles olhos, aqueles lábios, tudo nele era perfeito. Simplesmente um anjo que caiu do céu.

- Alec? Tudo bem? Por que esse silêncio?- perguntou Magnus preocupado com a falta de som.

- Nada. Só apreciando.

- O que?- perguntou curioso.

- Sua beleza.- Naquele mesmo instante, ambos coraram, Magnus mais que Alec, o que deixou o moreno ainda mais apaixonado pela beleza do indonésio.

Alec de aproximou de Magnus, suas respirações podiam ser sentidas no outro, e veio o beijo. Beijo no qual nunca iriam se cansar. No final, Alec deixava vários beijos nos lábios do outro, depois vários em seu rosto. Magnus não sabia se ria, ou se ficava apreciando tudo aquilo.

- Sabe o que eu percebi?- Perguntou Magnus, ainda recebendo aqueles beijos.- Que minha mãe não sabe que você está aqui desde ontem.- ele disse e Alec parou no mesmo instante.

- Meu Deus!- ficou paralisado.- Ela vai nos matar. ME matar!- disse desesperado. Alec começou a levantar, mas foi impedido pelas mãos de Magnus em seu braço.

- Não vai não. É só... agir normalmente.

- Normalmente? Jura? Você bebeu? Ela me disse para não magoa-lo. E o que foi que eu fiz?

-Nada, Lydia se equivocou vendo errado.

-Mas sua mãe não sabe disso ainda, e se ela nem me der tempo de explicar?

-Minha mãe não tem uma arma, eu acho.- Alec arregalou os olhos, mesmo que soubesse que o indonésio não iria ver, estava bem nervoso.

- Não ta ajudando.

-Mas ela tem uma coleção de facas.- disse soubesse  o moreno.- Bem afiadas. Uma vez eu me cortei...

- Eu dormi com um short curto seu de pijama posso pegar uma calça? Tenho que ir embora.- interrompeu imediatamente.

- Pela janela?

- Sim. Óbvio ne.

- Não mesmo.- disse se sentando na cama. Alec já havia catado suas coisas do chão e estava pensando em como poderia sair dali.

-Me impeça.- provocou.

- Tudo bem.- disse e pensou um pouco.- fica parado. Não se mexa um milímetro sequer.- disse se aproximando onde estaria o Alec. O procurou com as mãos até o achar.

Assim que achou, tocou seu rosto. O beijou bem lentamente, quase como tortura.- Se você for embora, ficará sem isso por um bom tempo.- o chantagiou.

- Injusto!- exclamou indignado.- Tudo bem.- se rendeu suspirando.- Mas é l senhor que vai falar com a SUA mãe.

- Justo. Eu falo com ela. Vai ser moleza.- pensou por uns instantes.- Acho que ela não me mataria. Mataria?

- Não sei. Não é ela que tem uma coleção de facas suuper afiadas? Pergunte a ela.- ironizou.

- Engraçadinho. Vou la. Depois eu arrumo a cama.

- Você vai falar com ela, e eu, arrumo a cama. É o mínimo que eu posso fazer.- disse dando um selinho no indonésio.

- Ok, ok. Vou tentar não morrer.- disse e saiu pela porta e foi até a cozinha falar com a mãe.

- Mãe?- A chamei entrando na cozinha e me escorei no balcão.

- Bom dia filho.- disse ela com, provavelmente, um sorriso.- Falava com quem?- disse indo preparar o café.

- Então né... é disso que eu quero falar com a senhora.

- Senhora já morreu. Me chame assim mais uma vez, e vai ver Beethoven antes mesmo do que planeja.

"Boa Magnus! Começou bem. Agora mesmo que você morre" Pensei comigo mesmo.

-Desculpe.

- Então... com quem falava?- perguntou ela.

- Com o...- pensei um pouco se aquilo era mesmo necessário.- Alec?

- O moreno de olhos azuis que te cheteou?

- Esse mesmo.- esforcei um sorriso -Acontece que houve um grande equívoco, Lydia se enganou e não teve beijo nenhum, Camille tentou mas ele se afastou recusando.

-Sério? Chame ele pra vir aqui. Assim podemos conversar melhor.

- Tá bem.- engoli em seco. Respirei fundo e...- ALEC!- gritei de uma vez. Minha mãe deve estar me olhando confusa.

- Por que gritou o nome dele?

- Esqueci de falar que ele dormiu aqui.

- Como é que é?- pude notar que ela se esforçou para não gritar comigo.

Sorri e escutei Alec descer as escadas, provavelmente já com alguma calça minha. E como o conheço bem, ele deve estar vermelho e rezando para não morrer hoje.

- Sra. Bane.- disse Alec, com a voz baixa.

- Qual é o problema de vocês?!- gritou ela.

- Mãe, nenhum problema.

- Por que insistem em me chamar de SENHORA?! Sou tão velha assim por acaso?!

- Não sen... Não, nem um pouco.

- Vão se sentar! - Ela ordenou.

Acentimos e nos sentamos, lado a lado. Quando eu senti o cheiro do café fresquinho vindo se longe, não demorou muito para a minha mãe se sentar na nossa frente.

- Como entrou aqui ontem?- perguntou minha mãe.

- Eu estava na sua calçada. Magnus sabia que eu estava alí e me trouxe pra dentro quando começou a chover. Me desculpe entrar sem te avisar.

- Tudo bem, Alec. Não me importo que você tenha dormido aqui. E... Eu devo pedir desculpas pela forma que te tratei, eu pensei que você havia magoado meu bebê, ele estava chorando e eu... Meu instinto de mãe protetora... Me desculpe. Só... cuide bem dele.

- Vou cuidar.- Ele respondeu seguruando minha mão e eu sorri em resposta -Não precisa pedir desculpas, minha mãe também teria feito o mesmo pra me proteger, qualquer mãe que se preocupa de verdade teria agido daquela forma.

- Cadê o papai?- perguntei.

- Dormindo.

- Acho melhor eu ir indo. Minha mãe deve estar preocupada.- disse Alec se levantando, me levantei em seguida.

- Tudo bem querido. Vai voltar. Né?- Minha mãe perguntou.

- Se o seu filho quiser...

- Sempre.- disse com um sorriso. - eu te acompanho.

Peguei a mão dele e o levei até a porta.

- Sua mãe ficou com um sorriso estampado no rosto quando peguei a sua mão.- Alec me contou no portão.

- Ela é boba.- sorri.

- Quer ir no cinema comigo?- perguntou ele. Na hora eu queria ter negado, afinal eu não iria ver nada, mas seria a minha primeira vez em um, talvez não surgiria outra oportunidade.

- É claro.- concordei. Pude sentir que ele se aproximou de mim, segurou minha cintura e selou nossos lábios. Segurei sua nuca com uma das mãos e a outra segurava seu rosto, assim podíamos ficar mais próximos.

- Tenho que ir.- sussurrou ele contra meus lábios. Me deu mais um selinho e senti ele se afastar. Dei um sorriso bobo e entrei para dentro.

- Desde quando isso acontece?- perguntou minha mãe assim que entrei.

- Não sei. A gente se gostava, mas só nos assumimos agora, então...- dei de ombros.

- Quero que saiba que eu sempre vou te apoiar. Em tudo. Ouviu?- disse ela pegando minha mão.

- Ouvi.- sorri.- Eu ia mesmo precisar da sua ajuda

- Em que?

- Tenho um encontro. Vou ir ao cinema com o Alec.

- Cinema? Isso é novidade.

- Eu sei.- saltitei.- Vai ser incrível.

- Quero te falar uma coisa.

- O que?- fiquei curioso.

- Ele vai te beijar o filme inteiro.

- Nao vai nada.- pensei mais um pouco.- Vai?

- É claro. Até parace que não conhece os meninos da sua idade. Anda, vamos. Tenho que achar uma roupa que seja adequada para a ocasião.- ela me puxou até meu quarto.

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POV's Alec On

Feliz, ansioso, apaixonado. Acho que posso me definir dessas formas. Eu finalmente havia beijado a pessoa que gosto, e melhor: dormi com ele e agora vou num cinema. Minha mãe vai surtar. Claro que ela vai, nem avisei que ia ficar fora, literalmente.

Cheguei na frente da minha casa. Respirei fundo e entrei.

Vi que não tinha ninguém acordado. 08:00, não é pra menos que todos estejam dormindo a essa hora no domingo onde sempre acordamos tarde na minha casa.

- Alexander Gideon Lightwood.- chamou uma voz bem familiar. Minha mãe tava acordada. Para o meu azar.

- Oi, mãe...- disse na retaguarda me aproximando.

- Você sabe o desespero que eu tava? Podia ter ligado, MAS NÃO LEVOU SEU CELULAR.

- Eu sei, eu sei. Me desculpe.- me sentei no sofá, junto a ela.

- Onde estava?

- Na casa do Magnus.- disse.

- Ai. Meu. DEUS!- disse ela animada demais.- Rolou alguma coisa?- ela me olhou com um sorriso malicioso.

- Sim!

- Pode começar a contar. TUDO!- Ela parecia uma adolescente que acabou de saber que seu melhor amigo não é mais virgem. No meu caso, que eu tinha beijado o Magnus e já com um encontro marcado.

- Eu acho que seu shippe é real.- Minha mãe abriu a boca sem emitir um som sequer.

- Para tudo!- Disse minha irmã saindo do quarto ainda sonolenta.- Você transou com o MAGNUS?!- Disse ela correndo até o sofá e se sentou na minha frente no chão e batendo em minhas pernas. Pra onde foi o sono dela?

- Oque!? Não! Não, não.- Balancei a cabeça negando.- A gente só se beijou.- parei, pensei mais um pouco, mas aqueles olhares curiosos me fizeram contar.- Ta bem- suspirei.- Eu dormi com ele.- se a boca da minha mãe já estava aberta, agora ela tava no chão. E da Izzy não tão longe.- M-Mas só dormimos. Eu juro.- levantei minhas mão para o ar.

- E porque gaguejou? Posso saber?- perguntou Izzy.

- É-É... vocês me deixaram nervoso. Só isso. E para de olhar assim maliciosa, mãe.

- Que olhar?! Não tenho olhar malicioso nenhum. Tá maluco?

- Não ainda.

- E o que mais?- olhei confuso.- O que mais rolou entre vocês? Só um beijo? Só isso? Nenhuma mão boba, sabe, até a cueca dele?- disse minha irmã, e naquele hora, minhas bochechas estavam queimando que nem brasa.

- Isabelle! Da onde surgiu essa ideia?

- Da minha cabeça, oras! Que pergunta.- disse indignada.

- Que pergunta digo eu!- suspirei.- Eu chamei ele pra sair.

- Pra onde vai leva-lo garanhão?- disse minha mãe.

- Até você? Fala sério. Só falta o Jace aparecer aqui também.

- O que tem eu?- Ele apareceu do quarto e foi até a poltrona que havia ali na sala.

- Meu Deus! A tropa completa.- revirei meus olhos.

- O que falavam?

- Do Alec ter dormido na casa do namorado.

- Você dormiu la?! Esse é meu irmão. Não fez nada que eu não faria né?

- Cala boca.- como eles podem ser tão pervertidos desse jeito? Acho que sou adotado.

- Ele beijou ele.

- Você beijou ele?- ele quase gritou.

- E dormiu COM ele.- dizia a minha irmã.

- Você DORMIU com ele?

- Dormiu.- disse minha mãe. Ela nunca iria ficar no meu lado numa situação dessas.

- Chega! Deixa eu explicar. Eu tava na calçada dele, e começou a chover...

- Você ficou na chuva?- interrompeu minha mãe.

- Fiquei. Continuando, ai ele percebeu que eu tava lá e me trouxe pra dentro. Daí eu me declarei pra ele...

- Você se declarou pra ele?!- Jace indagou.

- Deixa eu terminar? Obrigado. Dai a gente se beijou e agora eu tenho um encontro com ele. Satisfeitos?

- Não.- disse minha irmã. - Por que você ficou na chuva?

- Ele pensou que eu tinha beijado a Camille.

- E beijou?

- Não! Ela não é homem.- Respondi o óbvio.- Eu não sou bi.

- Mas beijaria se fosse.

- Não! Eu gosto do Magnus! Nunca beijaria outro homem a não ser ele.

- Clichê.- disse minha irmã.

- Não, é quando se está apaixonado de verdade.

- Mesmo assim. Clichê.

- Quer saber? Eu vou dormir. Ainda é 7:30 e tenho muito tempo pra ficar na cama. Até depois.

- Mais uma pergunta.- minha mãe se pronunciou.- Onde vai ser o encontro.

- Cinema.- disse e entrei no quarto.

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POV'S Magnus Bane On

-Qual filme vamos assistir?- Perguntei meio curioso quando já estávamos na fila.

-Titanic.

-Aquele filme do navio? Foi um navio que afundou, certo? Minha mãe chora com ele.

-Sim, é sobre o navio que afundou, mas... Ela já te contou a história que mostram no filme em si? Personagens e etc?

-Não.

-Então irei narrar pra ti- O senti segurar meu braço andando um pouco comigo na fila.

-Será uma honra, senhor Lightwood.

Eu estava extremamente impolgado com isso, nunca havia sido levado em algum cinema antes, queria saber qual a sensação.

Claro que não veria a tela enorme que dizem ter, mas seria impolgante o som alto, saber que várias pessoas estariam assistindo alí ao mesmo tempo, ouvir a reação delas em horas de susto ou horas engraçadas. Meus ouvidos estariam bem atentos, e tendo Alec narrando os acontecimentos enquanto posso ouvir os personagens, seria quase a mesma coisa de estar enxergando.

Que máximo, eu estava em um cinema.

Ouvi ele pedir os ingressos e um pote grande de pipoca com duas latas de coca.

Antes de pegar as "compras", fez eu segurar em seu braço esquerdo e lá fomos pra sala onde me guiou com muito cuidado. Pediu para que eu parasse no meio do corredor e acho que saiu correndo até nossos lugares na fileira pra deixar o balde de pipoca e os refris pois logo voltou de mãos vazias me guiando calmamente e com atenção até o lugar certo no meio daquele tanto de gente.

Ainda bem que pediu a última fileira de cima em um lugar onde não tinha muitas cadeiras reservadas próximas a nós, assim ele poderia me narrar o filme sem causar transtornos nas pessoas.

Nos sentamos no cantinho lá no topo, Alec me disse que já estava tudo escuro, ouvi um barulho e arfei sentindo um pequeno susto, a tela havia sido ligada provavelmente já que haviam começado alguns comerciais de patrocinadores do cinema antes do filme começar, logo depois iria vir as dicas de, nada de lanternas ligadas, celulares, conversas altas e etc. Então veio os trailers de outros filmes que estavam em cartas e dos lançamentos da semana que vem.

Minha mão estava soando frio e eu batia os pés no chão sem fazer barulho, Alec percebeu isso pois segurou minha mão e se aproximou ao meu ouvido dizendo suavemente um: Está tudo bem.

E eu sorri, sorri sentindo um calorzinho no peito, mesmo que o ar condicionado estivesse ligado.

-Será que tem como levantar isso?- Alec perguntou com certo esforço na voz.

-Levantar o quê? O que está fazendo?

-Existe meio que um braço, dividindo as poltrona, estou tentando levantar a que divide a minha e a sua pra sentarmos juntos- Afirmou ainda com certo esforço e ao escultar um barulho eu o senti se aproximando mais de mim, ele havia conseguido "juntar" nossas poltronas.

Nos sentamos abraçados, com o pote no colo e as latas de refri eu não sei onde ele colocou, mas eu ainda não estava com sede e não me preocupei em perguntar.

Então o filme começou, eu podia ouvir perfeitamente todas as falas enquanto ele me explicava os gestos e os cenários, era tão real. Eu sentia como se estivesse presenciando toda aquela sensação de verdade, e ouvi cada palavrinha e descrição com o máximo de atenção possível.

Ainda estávamos abraçados, eu sentia um pouco de frio e me encolhi um pouco, então senti ele se afastar e segundos depois colocou o casaco dele em mim, me aproximando novamente e me abraçando com força e aconchego.

-Cabia o Jack ali sim, cabiiiiaa o Jack, ela tá sendo muito puta em deixar ele na água.

-O quê?

-Mag, ela está em cima da tábua e Jack morrendo na água segurando a mão dela, tem espaço pra ele sim.

-Que vaca... Ela quer que ele morre?

-Eu não sei, que povo burro, ele não pode morrer. Gente... Cabe sim- Então o Jack morreu, e Alec se revoltou mais ainda- CABIA O JACK NA DROGA DA TÁBUA SIIIM, ELE MORREU POR SUA CULPA, ROSE- Me assustei por Alec estar gritando no cinema, e logo ouvi um monte de gente fazendo "shiiii". Foi o momento em que ele se deu conta do que estava fazendo e abaixou o tom de voz -Me desculpa, acho que me auterei um pouco.

-Tudo bem- Respondi controlando pra não começar a rir.

E ele continuou contando o final, quando ela jogou o colar no mar até a parte que ela morre na cama.

-O que achou do filme?- Ele me perguntou saindo da sala comigo.

-Foi bem emocionante. E... Minha mãe estava errada.

-Por que?

-Porque ela me disse que você iria me beijar o filme inteiro.

-Bem... Vontade não me faltou. Mas você me disse que era sua primeira experiência com cinema, eu não quis tirar seu foco do filme. Dá próxima sim iremos nos agarrar durante o filme inteirinho.

-Próxima?- Levantei uma de minhas sobrancelhas.

-Sim, pretendo voltar com você mais vezes, pretendo ir com você em vários lugares na verdade. Mas no momento o que eu quero mesmo e te levar em algum restaurante aqui perto, estou morrendo de fome.

-Pensei que você tinha enchido com a pipoca.

-Você conseguiu comer aquilo? Estava muito salgado- Alec afirmou.

-Bem, somos dois cujo estão com fome aqui então.

-Ainda bem que conheço um ótimo restaurante.

-Mas já vou avisando que quero ajudar a pagar a conta.

-Nada disso, quem convida é que paga.

-Não. Meus pais me dão mesada pra gastar com o que quiser, e se eu quero ajudar a pagar a conta, você não pode ser injusto.

-Mas...

-Alexander.

-Tudo bem, você que manda.

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POV's Alec Lightwood On

Fomos até um restaurante ali perto, eu queria pagar a conta mas Magnus era teimoso assim como eu. Dividiriamos então.

O restaurante era ótimo, já havia jantado lá com minha mãe e meus irmãos uma vez desde que chegamos na cidade.

Entramos e pedi uma mesa pra dois no terraço, era mais reservado, ao céu livre e a luz de velas, havia só mais quatro mesas lá e todas ficavam mais afastadas. Além da nossa, só mais uma mesa estava oculpada, se tratava de um casal da terceira idade, eram casados ao julgar pelas alianças, tinham olhares apaixonados um para com o outro e me perguntei mentalmente se existia alguma forma de algum dia Mag poder enxergar.

-Alexander, você ainda está ai?- Magnus me chamou e só então caí na real.

-Oi

-Eu te chamei várias vezes. Está tudo bem?

-Sim. As estrelas estão lindas hoje- Resolvi mudar de assunto e parece que o convenci -Então, já escolheu o que vai comer? -Perguntei um pouco distraído.

-O que tem no cardápio?

-Ah, que cabeça minha, me desculpa- Peguei o cardápio pra ler.

-Alexander, tem certeza que está mesmo tudo bem?

-Sim, afirmei antes de ler os pratos. Após escolhermos eu chamei o garçom e fizemos os pedidos.

-Então, estamos ao ar livre?- Mag indagou.

-Sim, no terraço do restaurante.

-E você não está com frio?- Ele me perguntou começando a retirar meu casaco que ainda estava nele.

-Não precisa, eu não estou com frio- Sorri pegando a mão dele por cima da mesa e o vi ficar um pouco tenso.

-Obrigado.

-Pelo quê?

O garçom se aproximou deixando os pratos e os cooosde suco, ele saiu e eu avisei Mag onde cada coisa estava.

-Respondendo a sua pergunta... Obrigado por isso, ser atencioso comigo, se importar de verdade. Sei que um cinema pode parecer algo extremamente comum pra qualquer adolescente mas pra mim foi algo totalmente novo e mágico. Hoje foi um dos melhores dias da minha vida e isso graças a você. Não sei como agradecer.

-Seu sorriso já faz valer a pena. Magnus, você realmente é muito importante e eu quero fazer tudo o que está ao meu alcance, e até o que não está, pra te fazer totalmente feliz, eu juro que farei.

O vi ficar em silêncio, raciocinando tudo que foi lhe dito, controlando a emoção e deixando um sorriso lindo brincar em seus lábios.

-Meu coração está acelerado agora- Ele admitiu meio timido.

-O meu também. Posso fazer uma pergunta?- Coloquei minha cadeira ao lado da dele.

-Pode

-Você acha clichê de filmes pedir alguém em namoro durante um jantar romântico?- Percebi ter o deixado em choque e esperei pacientemente por alguma resposta.

-Bem... É clichê de filmes sim.

-E você gosta de coisas clichês?- Fiz ele sorrir.

-Eu amo.

Me sentei de lado segurando em sua mão também o fazendo sentar de lado, virado de frente pra mim.

-Aceita namorar comigo? 

-Eu... Não sei... Eu...

-O que fiz de errado?- Perguntei sentindo meu coração bater violentamente contra minha caixa torácica- Eu pensei que era recíproco...

-Claro que é recíproco, Alec, você está sendo extremamente fofo e cuidadoso e.. Eu preciso ser realista. Você pode não ligar agora mas... Uma hora ou outra vou acabar te atrapalhando. E se isso for pra frente? Não quero ser precipitado e falar em casamento, somos muito novos, mas, se esse namoro for pra frente, se quisermos viver juntos daqui alguns anos? Não quero ser dependente de você pra tudo. Quero meu emprego, quero resolver minhas coisas, não quero te tirar do trabalho sempre que eu precisar ir no banco ou no médico ou... Não quero correr o risco de ser um fardo pra você futuramente.

-Nós damos um jeito, eu quero estar com você, eu preciso de você. Não será um fardo, faremos tudo dar certo, juntos, eu prometo. Só, por favor pense no agora. O que seu coração está dizendo?

-Está gritando por ti.

-Então... Eu já posso dizer pra ele que você é meu namorado?- Sorri sentindo Mag subir as mãos das minhas pros meus braços, me causando arrepios, subiu pros ombros, pescoço e então meu rosto, me beijou em resposta.

Após minutos incontáveis em meio vários beijos, me afastei ao recordar de algo.

-Minha mãe está enciumada.

-Por que?

-Porque a sua mãe já me conhece e a minha não te conhece ainda.

-Isto é bem grave- Deu uma risadinha.

-Exato, então você irá jantar lá em casa amanhã.

-Tudo bem, namorado- Ele brincou, fazendo um grande calorzinho atingir meu peito em cheio. 


Notas Finais


Então... O que acharam? Por favor comentem, queremos muito saber se estão gostando, o que querem que mude, o que querem que seja acrescentado e estas coisas.

Obg por todo carinho que recebemos, vocês são extremamente fofos. Em fim... É isso.

Ps: Amamos vocês 💘


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