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História Um Amor para a Mamãe - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hello, pears se cuidem.
Todo mundo já tá cansado de ouvir o que fazer kakska

Capítulo 3 - Uma Nova Ideia


Fanfic / Fanfiction Um Amor para a Mamãe - Capítulo 3 - Uma Nova Ideia

Hoje acordei com uma maldita e irritante crise de soluços. Felizmente não teria que trabalhar, porém ficaria sozinha pela manhã já que Zac foi para a escola onde haveria uma pequena festinha para os aniversariantes do mês. Sobrou para mim a tarefa de ficar sem fazer nada com meu corpo dando pequenos sobressaltos a cada minuto. Tentei desde velhos truques de respiração à plantar bananeira no Jardim, batendo palmas com os pés e cantando Havana. Entretanto nada funcionou.

— O jeito é ver no YouTube. — Corri pra pegar meu celular na bancada da cozinha, onde havia o deixado quando fui buscar uma jarra d'água com raspas de limão, laranja e pimenta. "Como acabar com o soluço." — Acabei apertando no primeiro clickbait bonito apareceu. Testaria qualquer coisa - desde que não tenha que cortar minha garganta - pra acabar com esse soluço irritante.  "Uma colher de açúcar, dedos no ouvido e um suposto bom fôlego, algo que, de fato não tenho."

Açúcar... Droga! Eu sempre colocava em cima do armário pra que meu filho, aquele eterno pestinha não pegasse. Afinal, por algum motivo ele adorava comer açúcar puro ou misturá-la na água e beber como se não houvesse amanhã. Seria a única herança do seu progenitor? Ser tão desmiolado assim? Não! Meu filho não tem nada daquele embuste. Obrigada Deus!

Não pude terminar meus raciocínios já que outro soluço que me subiu rasgando a goela chegou. Portanto, com muito esforço, puxei uma cadeira e a posicionei rente ao enorme armário. Claro que me praguejei por ser tão exagerada as vezes. Tão exagerada ao ponto de ter que ficar na ponta dos pés pra alcançar o pote branco. Mas essa não foi a pior parte. Não, claro que não. Meu sobrenome deveria ser Estabanada invés Estrabão, pois quando o som do meu celular ecoou pela cozinha, me desequilibrei e caí de bunda no chão. Por sorte tenho lá meus atributos e isso amortece a queda, entretanto não o tornou menos dolorido.

— Melhor que seja importante. — Refiro-me sozinha ao telefone insuportável. — Alô! — Atendo sem ao menos olhar o visor e presumo que tivesse sido rude, mas minha bunda estava doendo. Ninguém poderia me julgar.

— Senhorita Cabello? — Murmurei em concordância, massageando minhas nadegas. — Aqui é Lauren Jauregui, professora da escola do Zachary. — Na hora parei tudo que fazia e senti meu coração bater acelerado. 

— O que houve com meu filho? — Mal esperei que ela falasse e fui logo pegando o molho de chaves.

— Uma pequena turbulência. Sinto que devia ficar a par da situação pessoalmente. A senhora pode vir? 

— Estou indo agora mesmo. — Com a mesma velocidade que corri até a garagem, passei meu cinto e arranquei com o carro depois de deixar a chamada em viva voz. — Ele está bem? Está machucado? — Não contive meu desespero.

— Mantenha a calma, por favor. Estamos cuidando dele com muito zelo. Ele está bem.

— Calma!? — Me exaltei. — Você por acaso tem filhos? Sabe o que é mandá-los pra longe de ti sem ter a certeza de que vão ficar bem? — A ligação ficou muda, mas não me importei pois mesmo desrespeitando várias regras de trânsito consegui chegar até o estacionamento. Eu havia encerrado a ligação por comando de voz então fui logo descendo do automóvel e correndo até o prédio. Rodei vários corredores, mas não encontrava a secretaria tampouco a enfermaria. Por sorte encontrei a pequena cabeleira loira. — Alice?

— Oi tia Mila. — Seus pequenos bracinhos carregavam uma caixa de lenços e algodões. — Está procurando o Zac?

— Estou sim. Você sabe onde o encontro? 

— Estou indo pra lá, vamos. — Alice era tão delicada que eu tinha medo até de segurar sua mão pequena e branca, porém queria ver meu filho o quanto antes, então a segui rapidamente. 

— O que houve com o Zac? — A pequena garotinha suspirou.

— Ele brigou com um menino, tia. — Arregalei os olhos. Zachary podia ser bem travesso e me tirar a paciência algumas vezes, mas nunca foi briguento. Isso logo me fez pensar que teria um motivo grande por trás disso. — É aqui. — Alice parecia relutante ao colocar os dedos na maçaneta. — Tia, não fica brava com o Zac. — Respirei fundo e assenti com a cabeça antes de adentrar à sala com a menina em meu encalço.

A cena que encontrei me deixou um pouco mais aliviada. Zachary estava sentado numa maca brincando e conversando animadamente com sua professora. Sim! Aquela mesmo que ele dizia não gostar e também aquela com a qual fui uma estúpida. Sorri. Ela era boa em conquistar as pessoas. Principalmente os pequenos travessos teimosos. — Tia Laur, eu trouxe a caixinha que pediu. — Alice pronunciou, então finalmente ganhamos a atenção dos dois.

— Ótimo, princesa. Muito obrigada. — Ela lhe sorriu fazendo a pequena loirinha retribuir e logo acenar saindo da sala. — Agora vamos passar uma faixinha bem colorida e bonita nesse dedinho? — Meu filho parecia um pouco envergonhado, tanto que nem me olhava. Logo, apenas me sentei num pequeno sofá no canto da sala e esperei. — Está bom assim? — Jauregui perguntou e meu pequeno assentiu lentamente. — Não fique tímido, carinha. Temos que conversar com a sua mamãe agora, tá bom? — Na mesma hora ele lhe encarou com os olhos arregalados e depois à mim. 

— Vem com a mama, filho. — Abri meus braços, então lentamente, depois de ter sido descido da maca delicadamente pela professora, ele caminhou até mim e se sentou de lado em meu colo. — O que houve, amor? Você está bem? — Acariciei sua pequena mãozinha com o dedo mindinho enfaixado.

— Mamãe, porque eu não tenho um pai? — Com certeza meu queixo caiu no chão e voltou. Meus lábios secaram e o coração palpitou rapidamente no peito. Claro que eu sabia que cedo ou tarde essa questão passaria pela cabecinha pequena e genial do meu filho, mas não esperava agora. Na verdade, acho que nem em dez anos eu seria capaz de responder alguma coisa coerente. — Rhodi disse que eu não tinha família, porque só tenho uma mamãe. — Meus olhos arderam e eu o apertei em meus braços.

— Vou deixar vocês conversando. — Lauren anunciou caminhando em direção à porta. — Volto logo e se precisarem é só chamar. — Antes que ela pudesse sair, eu lhe encarei e num sinal mudo pedi pra que ela me desse um pouco do seu tempo pra que pudéssemos conversar depois.

— Amor, nós somos uma família. Você, eu, tia Dinah e Cassie e a tia Ally, a Lice e o pequeno Tom. Uma pequena família mas com muito, muito amor. — Ele se agarrou em meu pescoço ainda mais. — O fato de você não ter um pai, ou melhor... não o conhecer, não faz de nós diferentes das outras famílias.

— Mas porque eu não conheço ele? — O baixinho tirou o rosto do meu pescoço pra me encarar rapidamente.

— Carinõ, eu não vou mentir pra você, dizendo que seu pai era um ótimo homem ou que me fez bem, porque não é verdade mas eu o agradeço sabe? Agradeço por ele ter de me dado você e disso eu não me arrependo. — Suspirei. — Mas ele era como uma bomba atômica e eu Hiroshima, entende? De repente ele explodiu e decidi que seria melhor te manter longe do perigo.  — Expliquei dessa maneira, dado que meu filhinho adorava esses tipos de fatos históricos.

— Como Césio e Goiás?

— Sim, meu amor. — Ele olhou pro chão e ficou pensativo. — Mas olha, se algum dia você tiver curiosidade em conhecê-lo ou se aproximar dele eu juro. Juro com todas minhas forças que vou fazer vocês se encontrarem. Não quero que tenha as minhas impressões sobre alguém que não conhece.

— Ele te deixava triste, mamãe. Não quero ver ele, mas fiquei bravo e triste com o que o Rhodi disse então o empurrei.

— Nós já conversamos e deixamos bem claro que as coisas não se resolvem assim, não foi? — Ele meneou com a cabeça positivamente. — Esse Rhodi é bem bobo se pensa assim. Vou conversar bem sério com os pais dele. — Continuamos conversando por mais uns vinte minutos, com ele contando que havia machucado o dedo depois que o outro menino levantou e começou a lhe puxar. Não deixei de lhe repreender por usar violência, mas também o consolei depois que começou a pedir desculpas descontroladamente. 

— Mamãe, quero ir ver meus amiguinhos. — Ele disse um pouco sonolento, já coçando seus olhinhos.

— Fale com a senhorita Jauregui, pergunte à ela se pode então a peça que entre por favor. — O mesmo assentiu e se levantou preguiçosamente do meu colo, caminhando até a porta.

Uns instantes depois ouvi leves toques na porta, seguida do giro na maçaneta. Respirei fundo quando a professora entrou no cômodo, me sorrindo amarelo. — Ah... Oi. — Eu disse acanhada, então ela se aproximou sentando-se ao meu lado. — Não quero tomar mais do seu tempo então me desculpe pela grosseria, eu não queria falar daquele jeito mais cedo.

— Tudo bem, senhorita Cabello. Eu entendo perfeitamente e torno a dizer que está tudo bem. — Ela apertou meu ombro levemente e novamente sorriu grandiosamente.

— Foi realmente indelicado da minha parte insinuar coisas que não deveria e que não sei. — A morena torceu os lábios, logo suspirando o que fez com que me sentisse culpada.

— Não tem problema. — Seu olhar se tornou perdido por uns segundos.

— O que acha de um café qualquer dia? Eu pago, e não aceito reclamações, uh? — Lauren voltou a me olhar e estendeu a mão.

— Fechado. — Apertei sua mão macia e branca, sorrindo quando ela fez o mesmo, me mostrando aqueles dentes brancos e um tanto avantajados na parte da frente, seus olhos estavam quase fechados pelas bochechas e foi ai que notei que além de linda e sexy, ela era terrivelmente adorável. — Um frapuccino não faz mal à ninguém. 

Também acabei percebendo que o soluço havia passado...

(>...<)

O que elas não perceberam era que, pela pequena fresta da porta, um genioso ser as encarava curiosamente. Assim que a conversa começou a ficar tediosa para ele, o mesmo se afastou e levou a pequena mão ao queixo.

— Hey, pestinha. — Chamou Dinah. — O que está fazendo aí com essa cara de que vai aprontar alguma?

— Tia, eu tive uma nova ideia! — Exclamou totalmente animado, dando pulinhos de alegria.






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