História Um amor para Dalila - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.910
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 3 Parte


Ando de um lado para o outro enquanto levo minha mão esquerda para debaixo do meu queixo, paro olho para frente e depois volto a andar de um lado para o outro.

Não consigo acreditar que ele seja meu amor verdadeiro, não é possível...eu acabei de conhecer o cara.

Não tinha que ter todo aquele drama de primeiro encontro, primeiro beijo, primeiro tocar de mão e primeira troca de olhares? Então porque pulamos tudo isso? Porque fomos logo direto para amor à primeira vista e "Preciso que você me ame senão serei um pássaro para toda vida" ? Não podia ter todo aquela pompa de início?

Me pergunto enquanto tento me manter calma, mais a minha calma naquele momento não existe, o que se encontra ali comigo é o pânico de saber que o meu amor verdadeiro não me ama.

—Fique calma, Dalila! —Minha mãe me diz enquanto puxava seus cabelos loiros para o alto fazendo um pequeno coque.

—Como me manter calma, mãe.... Como? Me diga, eu não sei o que fazer, acabei de conhecer o cara e descubro que ele é meu amor verdadeiro e o único capaz de quebrar a maldição? —Digo enquanto paro na frente dela levando as mãos ao lado da cabeça puxando os fios negros que se encontram ali.

—Ora, essa use a maldição a seu favor! —Ela me diz enquanto olha para as delicadas unhas cor de rosa, seus olhos azuis avaliam o trabalho da manicure tentando encontrar um erro.

—Ora, essa mãe como vou usar a maldição a meu favor? —Pergunto com um pequeno rosnado que não consigo conter que desliza pelos meus lábios me fazendo engolir em seco quando ela me olha com seus olhos azuis frios e calculistas.

—Até parece que você não é minha filha! —Ela me diz com sarcasmo enquanto se levanta do sofá me fazendo dar um pequeno passo para trás como se temesse levar um tapa na cara.

—Visite-o na forma de pássaro e descubra o que ele gosta, o que ele não gosta e use isso a seu favor! —Ela me diz, seus olhos azuis parecem brilhar como pequenos diamantes.

Oh, droga, porque to com a sensação de que minha mãe vai aprontar algo? Porque tenho a sensação que vou me ferrar nessa história!

—Mais....E se ele não gostar de pássaro? —Pergunto para minha tentando conter o gemido de frustação que quer deslizar pelos meus lábios por estar já pensando no pior cenário possível.

—Você só vai descobrir daqui 4 minutos! —Ela diz enquanto olha para o relógio de cristal em seu pulso, depois me olha com um pequeno sorriso nos lábios —Como eu já te disse, deixe a dor sair senão ela será pior.

Olho para minha mãe enquanto suspiro porque assim que me dou conta estou curvada na frente dela contendo a dor que parece deslizar dentro de mim como um animal enjaulado tentando fugir, o pássaro queria se libertar...

Queria sair e ser livre.

Suspiro outra vez entre uma fisgada de dor e penso num pequeno pássaro azul, nas minhas assas azuis e brancas se abrindo como se estivesse me preparando para voar, sinto o vento deslizar por entre as penas, imagino um céu pálido mais belo.

—Abra os olhos meu pequeno pássaro! —Minha mãe diz me fazendo abrir os olhos, consigo ver a ponta de seu nariz de perto assim como as pequenas sardas que se encontram no mesmo.

Pio enquanto a olho, meus olhos de pássaro conseguem ver aquilo que eu não via quando estava na minha forma humana.

—Você já sabe o que tem que fazer, vá até a casa dele e descubra o que ele gosta, use isso a seu favor! —Ela me diz enquanto caminha comigo entre suas mãos até a janela alta da sala e a abre.

—A casa dele é aquela branca ali, procure pela janela do quarto dele e entre como se fosse um pequeno pássaro machucado que parou por ali porque não tinha mais condição de voar! —Ela me diz com um pequeno riso preso entre seus lábios, como se estivesse se lembrando de algo que já aconteceu.

Olho rapidamente para minha mãe enquanto ela me diz isso e posso ver o brilho em seus olhos azuis, as palavras parecem fazerem ela viajar entre lembranças doces e quentes, a única coisa que consigo pensar é que ela já fizera isso com meu pai.

Abro minhas assas e minha mãe me atira para o alto como se estivesse me libertando de uma pequena prisão, voar pela primeira vez é difícil, é como engatinhar pela primeira vez, mais com o bater das minhas assas eu consigo me manter no ar enquanto consigo sentir o gostinho da liberdade.

O vento desliza pelas minhas penas como uma mão fria mais carinhosa, o brilho das estrelas parece tão brilhante que poderia me cegar, mais tudo que consigo pensar é em chegar inteira na casa branca na minha frente.

Faço o que minha mãe me falou para fazer, procuro pela janela do quarto do desconhecido e quando a encontro me atiro para dentro como se tivesse em querer caído ali por não conseguir me conter no ar.

Balanço minha cabeça de um lado para outro como se estivesse tentando me orientar, pontos negros se encontram na minha frente como pequenas estrelas brilhando.

—Oque? —Ouço alguém falar, meus olhos vão se acostumando com a pequena escuridão que se encontra naquele quarto tão grande.

Posso ver uma pequena tela brilhando não tão distante de mim, como uma tela de um computador.

—O que você está fazendo aqui pequeno? —Uma voz masculina me pergunta, fazendo com que eu tenha que erguer a cabeça dando de cara com olhos castanhos tão lindos que parecem brilhar, seus cabelos da cor da areia estão molhando e tem pequenos pingos de agua a deslizarem por sua nunca.

A curva do seu sorriso me parece tão fascinante que não consigo desviar os olhos dele, ele parece tão bonito nessa escuridão que me deixa boba.

—Se machucou enquanto entrava pela janela? —Ele me pergunta enquanto me pega entre suas grandes mãos me fazendo soltar um pequeno piado de medo, como se eu temesse suas grandes e quentes mãos, ele alisa minha cabeça com a ponta do dedo —Não precisa ter medo, pequeno! —Ele sussurra perto do meu rosto fazendo com que eu consiga ver seu nariz levemente quebrado.

Pio como se estivesse confirmando o que ele me diz o fazendo sorrir como se aquilo fosse algo novo para ele.

Ele me leva até perto do computador e me coloca em cima da mesa de granizo, a escuridão tomava conta de tudo enquanto apenas aquele computador era a luz, olho rapidamente para a tela do mesmo e vejo uma pequena planilha de dados me fazendo inclinar a cabeça para o lado como tentasse entender o que está escrito ali mais tudo que consigo pensar é que eu devia ter prestado a atenção na aula de economia quando eu estava na faculdade de turismo.

—Voltei! —Ele me diz com uma pequena maleta de primeiros socorros na mão, seus cabelos caiem em cima do seu olho o fazendo ter que jogar a mecha para o lado me fazendo ver uma tatuagem no pulso dele.

Olho para ele com mais atenção e consigo ver uma tatuagem cobrir todo seu braço esquerdo como uma manga de uma camisa, olho as cores deslizarem por sua pele como uma segunda pele, os traços do desenho, as cores.... Não consigo desvendar qual é o desenho que se encontra ali mais é tão fascinante que atrai minha atenção, me puxa para perto dele com os olhos pregados na tatuagem que lhe cobre o braço.

Inclino a cabeça para o lado tentando ver melhor a tatuagem mais ele se vira me deixando ver suas costas onde tem um grande dragão vermelho desenhando.... Oh, droga, ele gosta de tatuagens!

Olho para aquelas tatuagens que me fascinam mais então me lembro que eu nunca fui de gostar de tatuagens, sempre as achei tão sem graças.... Mais porque naquele homem elas me pareciam fascinantes?

Porque que elas pareciam tão belas que me atraiam como uma fagulha de incêndio no meio da floresta? Quero entender o porquê mais tudo que consigo é observar tudo que ele faz.

Seus gestos me parecem simples e ao mesmo tempo fascinantes.... Oh. Droga.

Eu me tornei uma boba apaixonada, estou parecendo meus pais!

Porque que eu tinha que passar por isso? Penso enquanto começo a andar de um lado para o outro erguendo minhas assas como um pássaro desesperando para fugir e voar para longe, a mesa parece uma pista de voa.

—Oh, nada disso você está machucado! —Ele me diz enquanto me pega com uma mão com suas garras afiadas me mantendo prisioneira, olho para ele enquanto pio desesperada tentando fugir de suas mãos, mordo sua mão o fazendo apenas soltar um pequeno gemido de dor enquanto ele me manter presa entre seus dedos me levando até a altura de seus olhos castanhos —Você não pode voar, sua assa está machucada, então não tente porque você pode se machucar! —Ele me diz enquanto com a outra mão aponta o dedo indicador para mim com suas sobrancelhas franzidas e seus olhos quase escuros.

Pio como se tivesse entendido o que ele me falou, mais por dentro na minha forma humana eu estou de braços cruzados planejando joga-lo dentro da piscina e afoga-lo.

Puxo o ar para dentro como se tentasse conter um grito quando ele desliza a ponta do cotonete embebecido em remédio contra minha assa me fazendo quase espernear em suas mãos, mais ele ao ver o meu estado apenas aproxima o rosto da minha assa e assopra me fazendo ter que conter um pequeno gemido de prazer na minha forma humana.

Filho, cuidado aí, minha pele é sensível! Penso enquanto tento fugir das suas mãos mas ele parece ter grandes mãos de aço que rodeiam minhas asas me impedido de fugir daquele monstro chamado remédio.

—Fique quieto, senão não tem como passar o remédio direito! — Ele me diz com sua voz fria e seus olhos calculista me fritando.

Engulo em seco enquanto paro de agitar minhas asas e solto um pequeno piado como se estivesse choramingando. Ele apenas sorri para mim. Seu sorriso parece iluminar tudo que se encontrava ao meu redor. Oh, Droga, to me sentindo um daqueles lobos de livros que encontram sua companheira e ficam bobos.

Ele desliza a pequena ponta do cotonete contra minha assa me deixando ainda mais nervosa.

Já deu, moço. Penso enquanto mordo o seu dedo o fazendo jogar longe o cotonete enquanto me olha com seus olhos frios quase como se falasse: Se não vai ficar quieto por bem vai por mau.

Engulo em seco e paro como estivesse morta. Ele dá um pequeno sorriso que me derrete, me fazendo ficar apenas parada olhando suas mãos acariciarem minhas assas enquanto que em pensamento me sinto como se estivesse recebendo uma pequena massagem.

—Você é um pequeno teimoso, não é? —Ele me pergunta. Apenas dou um pequeno piado indignando...

Ei, criatura, eu não sou teimosa!

Penso enquanto ouço sua risada. Ela é doce como um pedaço de algodão doce me fazendo querer lhe tocar. Ergo minha cabeça e a inclino para o lado. Olho para seus lábios e seu sorriso branco. Quero toca-lo. Inclino então minha cabeça contra a pele de seu dedo que se encontra na minha frente e com a mesma faço um pequeno carinho.



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