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História Um amor para recordar ( Taekook - Vkook ) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus dengos!
Como vocês estão? Tudo bem? Ganharam chocolates nessa páscoa?
Vim fazer uma atualização extra para vocês, pois não sei ainda qual vai ser o dia e as datas que estarei atualizando, ainda não tive um cronograma para essa estória, então vim atualizar o capítulo um e somente a semana que vem volto. ( Fiz até capa para capítulos, coisa que não havia pensado, mas quis agradar vocês )
Obrigada por todos os favoritos e comentários, meus dengos! Vocês são demais mesmo!

Boa leitura anjos 🌸💜

Capítulo 2 - Capítulo um


Fanfic / Fanfiction Um amor para recordar ( Taekook - Vkook ) - Capítulo 2 - Capítulo um


— O lugar de um servo não está dentro de uma sala de jantar e sim na cozinha com os restos de comida, Kim Taehyung. — repreendeu-lhe a senhora Park, sempre tão severa quanto o próprio marido.

— Mil perdões, milady. — sussurrou o ômega, mantendo a sua cabeça baixa e fazendo uma reverência aos seus senhores, andando em direção a porta que o levará até a cozinha.

— Espere servo. — mandou a jovem senhorita Park, tão mesquinha quanto os próprios pais, mas que no fundo Taehyung acredita que ela somente esteja encenando para que mantenha o status de sua família. — Mais tarde a senhorita Jennie estará vindo para o chá, prepare tudo exatamente como eu desejar.

— Como quiser, senhorita Roseanne. — disse, novamente fazendo uma reverência e então se retirando do recinto onde os seus senhores estão tendo a sua refeição.

Adentrou a cozinha em silêncio total.

Pegou a sua lancheira, andando para os fundos do grande casarão e se sentando próximo ao jardim, tentando se manter escondido o máximo possível.

Taehyung simplesmente odiava o fato de se sentir tão pequeno perto dos seus senhores. Somente porque eles esbanjam ouro, riquezas e terras tão valiosas. Nunca conseguiu entender a vida desse tipo de pessoa, mas de uma coisa tinha total certeza, jamais desejaria ser igual a todos eles. Somente em pensar desejar ser mesquinho lhe causava enjôos e arrepios horrendos, afinal ele sempre foi tão doce e gentil com as pessoas. Mesmo que às vezes algumas possam lhe pisar e humilhar, ainda assim, conseguia sorrir e mostrar toda sua gentileza.

[•∆•]

— Senhorita Roseanne, aqui está o chá com os bolinhos que você providenciou. — falou Taehyung, deixando a bandeja sobre a mesa do jardim e passou a servir ambas as senhoritas que falavam sobre os nobres que conheceram, mas o interesse sempre surgiam no Príncipe do reino.

— Já pode se retirar, servo! — exclamou a vossa senhoria, tão indelicada e fazendo gestos como se estivesse expulsando apenas um animal de rua ou algo tão repugnante. — Se eu precisar, irei chamá-lo novamente. Então se retire! 

— Sim, senhorita Park. — concordou, se afastando de onde as duas moças estavam dialogando e suspirando cansado.

Taehyung queria apenas que uma vez os seus senhores e superiores pudessem lhe tratar gentilmente. Ele sempre foi uma pessoa boa. Sempre chega antes do horário na casa dos Park, sempre faz tudo exatamente como eles exigem e busca sempre manter uma aparência nos padrões que eles desejam. Então o que estaria errado para ser tratado feito um animal asqueroso?

E aí se encontra o problema da questão!

Ele é apenas um ômega simples, nascido e crescido em uma aldeia onde todos necessitam de trabalhos para poder se manter como merecem. O pouco que Taehyung ganha já vale de muito para poder sustentar a casa como a sua mãe sempre fez isso por anos. Era isso que o tornava asqueroso aos olhos dos seus senhores, pois ele era pobre e nascido na parte mais necessitada da aldeia.

Mas Taehyung se orgulhava disso.

Era pobre sim!

Pobre com orgulho e sem preconceito!

Mas sempre foi um pobre digno e honesto. Sempre teve caráter acima de tudo, respeito com todos e gentileza com muitos que nem mereciam um terço de sua boa vontade.

— Taehyung, espero poder te ver na pequena festa da aldeia daqui alguns dias. — disse a senhora Eunji, sempre doce e simpática para o jovem ômega.

— Eu não sei se estarei no festival, senhora Eunji. Minha mãe precisa de mim em casa, não sei se vou ter tempo de dar uma volta pela aldeia e aproveitar a música dos nossos majestosos senhores. — falou, parecendo um pouco frustrado por tocar nesse assunto.

— Sempre arrumamos uma brecha quando desejamos um tempo apenas nosso, meu menino. — aconselhou a senhora de idade, terminando de ajeitar tudo nos seus conformes para poder se retirar e descansar em seus aposentos. — Quando tiver tempo, busque dar uma volta e me encontrar no festival.

— Ó minha doce Eunji, prometo que irei pensar sobre o seu pedido em ter a minha companhia. — sorriu o jovem Kim, fazendo uma reverência para a mais velha e se aproximando, beijando-lhe a testa em sinal de respeito e também uma demonstração de afeto.

— Pensei com carinho, criança. — sussurrou a beta, deixando um afago gentil nas madeixas castanhas do rapaz e então se retirando da cozinha, deixando Taehyung com os seus próprios pensamentos.

[•∆•]

O que tornava o jovem ômega tão diferente dos outros era o seu gosto em querer adquirir conhecimento.

Desde pequeno a sua mãe lhe ensinava muitas coisas. Aprendeu a ler com apenas três anos de idade, depois passou a escrever as primeiras palavras e com isso já sabia aprender a formular frases simples.

Infelizmente os estudos não eram para todos. Se você não nasceu nobre, nem mesmo vive próximo ao palácio, então jamais haverá chances de adquirir conhecimento e também não haverá chances de frequentar a escola. Mas Taehyung tinha a sua mãe, que mesmo não sendo a pessoa mais inteligente e nem mesmo a mais cultua, lhe ensinava o pouco que aprendeu.

Isso para muitos daquela parte da aldeia tão pobre era de se admirar, pois o jovem ômega gostava de visitar a simples biblioteca do senhor Min. Toda semana estava frequentando o local para buscar um novo livro, pois gostava de devorar diversas palavras e também aprender cada vez mais com as magníficas histórias. Isso tornava Taehyung alguém inteligente, mesmo que fosse menosprezado aos olhos dos seus senhores ou outros nobres por saber coisas das quais não deveria.

— Vejo que novamente você está de volta. — disse o senhor Min, observando Taehyung entrar na sua biblioteca no centro da aldeia.

— Hoje eu vim buscar um novo livro para poder me aventurar, senhor. — sorriu o jovem, vendo que o velhote iria carregar alguns livros pesados sozinho. — Deixa que eu te ajudo, por favor. — disse, pegando os vários livros da mesa de estudos e lendo os títulos, guardando em suas devidas prateleiras. — Algum romance novo já chegou? Ou algum livro de poemas?

— Acho que você vai gostar de Shakespeare e os seus poemas, meu caro jovem. — avisou o velhote, se levantando do seu lugar e andando até a última estante de livros. — Um nobre devolveu esse livro recentemente e disse que há poemas que inspiram as pessoas.

— Creio que o livro é perfeito! — exclamou, juntando as mãos na frente do corpo e vendo o senhor Min aparecendo com um livro em suas mãos.

— Espero que possa gostar dele. — disse o mais velho, entregando o livro ao Kim.— Considere um presente meu para alguém tão educado como você, rapaz. — sorriu, nem mesmo anotando em seu caderno o retiro de um novo livro, pois esse seria o seu agradecimento. — Fique com esse livro e leve-o com você em todos os lugares que desejar estar.

— Senhor Min, eu não sei se devo. — sussurrou o jovem, engolindo a seco e segurando o livro em mãos, lendo a capa e desviando o olhar para o senhor alfa a sua frente, ele parecia grato. — Tudo bem. Eu aceito se me prometer não fechar a biblioteca, pois gosto demais desse lugar.

— Isso eu não posso prometer, meu jovem. Pois sou o único proprietário, já que o meu filho não deseja assumir essa posição como soldado de guerra. Ele costuma dizer que poderá manchar o seu status como um bom soldado do Rei Jeon. — desabafou, abaixando a sua cabeça e parecendo chateado. — Sinto muito, rapaz. Já não tenho mais saúde e nem mesmo idade para estar trabalhando desse jeito, mas eu precisava da minha fonte de renda para se sustentar, já que os meus filhos estão servindo ao reino.

Taehyung parou um pouco para pensar.

Seria egoísmo da sua parte exigir que o velhote trabalhasse demais. Ele já era um senhor de idade, não tinha mais saúde e nem mesmo ânimo para continuar se esforçando tanto. Não podia ser egoísta com alguém que sempre foi tão gentil e como um avô para si. Pois era exatamente desse jeito que enxergava o senhor Min, como um avô que nunca teve e isso lhe fazia se sentir bem.

— E se eu ajudar o senhor? — sugeriu de repente, pois iria fazer de tudo para que pudesse frequentar a biblioteca por um longo tempo de sua vida. — Eu posso abrir a biblioteca, ficar aqui com o senhor, servir chá e café para aqueles que frequentam o ambiente.

— De jeito algum! — negou-se. — Jamais deixarei alguém tão encantador como você trabalhando aqui e ganhando miséria.

— Senhor Min, eu jamais irei fazer tudo isso pela renda ou seu ganha pão. Desejo apenas ajudar como posso, porque a maior riqueza se encontra exatamente nessas prateleiras e eu admiro cada uma delas. — revelou, sorrindo radiante e dando um giro para demonstrar todo seu amor pelos livros, sua paixão pelas histórias.

— Você vai ser um ômega sábio no futuro tão próximo, Taehyung. Continue sempre assim! Seja determinado e conquistador de seus sonhos. — elogiou, sorrindo mínimo e vendo como o jovem ômega vale ouro.

— Prometo que irei tentar, senhor. — sussurrou gentil, fazendo uma reverência em respeito e então andando até a porta por onde entrou, mas parando no meio do caminho e se virando para o senhor Min. — Amanhã bem cedo estarei aqui para seguir as suas ordens, vovô.

— Tome cuidado, meu filho. — disse, negando com a cabeça assim que o jovem saiu de sua biblioteca, abraçado ao livro de Shakespeare e dando diversos pulinhos enquanto andava. — O seu futuro será próspero, criança.

Esse foi o pensamento do senhor bibliotecário em relação ao jovem ômega Kim.

Nascido e crescido em torno da simplicidade, mas tornando ela algo tão magnífico e admirador. Taehyung é uma inspiração para aqueles que já perderam sua fé e esperança.

[•∆•]

— Mamãe! — chamou o jovem, entrando dentro de sua casa e ouvindo os barulhos da mãe na cozinha, parecendo reclamar de algo. — O que aconteceu, mamãe?

— Eu nem notei que havia chegado, querido. — disse a Kim mais velha, se virando para o filho e sorrindo daquele jeito tão acolhedor. — Estou terminando de preparar o almoço, pois preciso voltar para a floricultura.

— Mãe, eu posso fazer isso, se desejar. — prontificou-se, puxando as mangas de sua camisa para cima e indo lavar as suas mãos, pois se ele puder ajudar, independe da situação, então ele sempre estará fazendo. — Volte ao trabalho, não desejo saber que a senhora Lee estava pegando no seu pé novamente por se atrasar.

— Tudo bem, querido. — rendeu-se, beijando a testa do seu filho amado e sorrindo calorosa. — Não esqueça de tomar o seu medicamento, filho. Por favor tire a roupa do varal assim que secar, não deixe a louça suja, pois o seu pai odeia ter que ver sujeira e seja obediente. — falou, sempre mostrando preocupação e aflição. — Eu te amo, meu menininho!

— Eu também te amo, mãe. — sorriu o ômega, abraçando sua tão querida protetora e lhe beijando a bochecha várias vezes. — Quando você chegar as roupas e a louça já vão estar organizadas.

— É claro que eu sei disso. — sussurrou, se afastando do seu filho e andando até a porta da casa, olhando uma última vez para o seu doce menininho. — Voltarei antes do fim de tarde, querido.

— Apenas se cuide, mamãe. — despediu-se, tomando conta do fogão a lenha e preparando a refeição tão simples que a sua mãe antes estava fazendo.

Infelizmente naquela mesma tarde a sua mãe não voltaria mais para casa e o seu coração iria chorar até que pudesse buscar conforto novamente nos braços de alguém que lhe jurasse ser seguro. 






Notas Finais


Esse é o primeiro capítulo, dengos!
Eu sei que ele foi um pouco triste no final, pode ser que abale um pouco toda a perspectiva da fanfic, mas NÃO desistem de mim, ok? Estou fazendo algo assim para que o Taehyung possa amadurecer como merece, assim como também possa buscar sua própria independência, já que nesse século em que estou relatando tudo, ômegas machos eram os renegados e objetos dos outros alfas e as ômegas superiores.
Deixem o seu favorito, escrevam um comentário de apoio ou até mesmo críticas construtivas!
Prometo que estarei buscando um dia para poder estar atualizando a estória, mas até lá, vamos esperar até semana que vem ou daqui duas semanas para eu me organizar.
Obrigada por chegarem até aqui, pois somente assim sei que gostaram e por hoje é apenas isso, mas não fiquem tristes.

Beijoooos! E tchau! 🌸💜


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