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História Um amor para Sirius Black - Capítulo 30


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Notas do Autor


Entããão, é a partir daqui que começa a mudar a história

Capítulo 30 - Uma breve porém esperada declaração


Mallory não estava mais prestando atenção ao último discurso de Dumbledore do ano, sua cabeça estava longe, na sua casa. Estava extremamente ansiosa para se livrar do peso que sua possível mudança tinha.

—… podem atacar! – disse Dumbledore. Os alunos começaram a devorar tudo que viam a frente.

— Lory! – Alice estalou os dedos na frente dos olhos da amiga.

— ah, oi Lice, que foi? – perguntou perdida.

— não vai comer?

— ah sim. – pegou o garfo e começou a mexer a comida.

— comer, Lory, não cutucar. – riu Lola.

— tá, tá.

……………………………………………………………………

O Expresso chegou à Estação King Cross. As garotas desceram com seus malões procurar suas famílias. Alice foi cumprimentar a mãe de Frank, que por algum motivo, tinha um urubu na cabeça. As gêmeas iam com seus tios e Lola com os irmãos.

— será que seu pai vem te buscar? – perguntou Lilian.

Mallory deu de ombros.

— duvido.

Então, com esta declaração, Mallory foi com Lilian procurar a família da amiga.

— meninas! – a Sra. Evans abriu os braços e abraçou as duas garotas.

— oi, mãe.

— oi, Sra. Evans.

Lilian deu um abraço no pai, que deu um aceno de cabeça para Mallory como cumprimento.

— como está, Lory? – perguntou o Sr. Evans.

— bem, e o senhor?

O homem riu.

— melhor impossível, minha menininha está voltando para casa.

As duas garotas riram.

— tenho que procurar… – quem? – meu pai.

Os Evans sorriram.

— tchau, Lory. – despediram-se. Lilian deu um abraço na amiga.

Mallory se perguntou se devia procurar Pick, ou chamá-lo.

— Mallory. – reconheceu a voz fria na hora.

— Sra. Black. – cumprimentou.

Sirius deu um meio sorriso para a garota, que o retribuiu. Régulus a olhou com indiferença.

— como vai, Srta. Jeweller? – o Sr. Black estendeu a mão para ela, Mallory apertou e balançou duas vezes.

— ótima. – respondeu com um sorriso.

Um elfo apareceu ao seu lado, olhou para Mallory e para a família Black, depois fez uma profunda reverência.

— boa tarde, meus senhores. – disse, depois se voltou para Mallory. – Recebi ordens de levá-la para casa, minha senhora.

Mallory sorriu para o elfo Imaginei, e disse aos Black:

— foi um prazer revê-los. – sabia que era como devia falar, com muita formalidade.

A Sra. Black deu um sorriso satisfeito.

— igualmente. – disseram o casal.

— tchau, Loryta. – Sirius riu ao perceber o olhar dos pais sobre ele, Mallory sorriu.

— tchau, Sirius. – despediu-se. – Vamos Pick. – Desaparataram.

……………………………………………………………………

         *dia da festa*

Mallory desceu para ver se seu pai já tinha ido embora.

Encontrou-o na sala, com dois malões ao seu lado e colocando um casaco longo (não fez muito sentido para Mallory, já que estavam no verão). Quando viu Mallory deu um sorriso tipicamente frio.

— bom dia, filha. – um embrulho apareceu em sua mão. – seu presente.

Mallory apanhou o embrulho, apreensiva, tinha o formato de um livro.

— faça bom proveito. – sorriu com um brilho maligno nos olhos. – Até breve. – desaparatou.

Mallory avaliou o embrulho.

— aposto que é sobre Artes das Trevas. – murmurou.

A garota suspirou e foi para a cozinha, comer qualquer coisa. Não via necessidade de sentar-se a mesa, já que estava sozinha.

— Lory! – Mallory ouviu uma voz conhecida chamá-la na sala. – Ah, oi Pick. Viu a Lory?

Mallory foi para a sala, logo viu Lilian e o elfo.

— oi, Lily! – deu um abraço na amiga. – Pick, pode levar as coisas da Lily pro meu quarto, por favor?

Pick sorriu e assentiu, pegou as coisas de Lilian e desaparatou.

— achei que você ia demorar. – confessou Mallory. As duas foram para a cozinha.

— meus pais tiveram que sair cedo, daí a Túnia ficou brava de repente e se trancou no quarto… – soltou um suspiro triste.

Mallory sorriu solidária.

— relaxe, ela quem está perdendo. Um dia vai perceber.

Lilian deu de ombros.

— acho difícil… Ela arranjou um namorado, sabe? Vive se gabando de quanto ele é normal e inteligente… E não é uma aberração… Blá, blá.

— ela bem queria ser uma aberração como você.

Lilian riu.

— vamos te arrumar. – disse sorrindo. – Vai ser a aberração dois mais linda que já se viu.

— está cedo!

……………………………………………………………………

*horas depois*

Mallory acabara de terminar uma conversa séria com Robert quando finalmente encontrou os marotos (na verdade, Lilian os encontrou), pareciam emburrados quando se aproximou.

— digam que não destruíram nada. – pediu Mallory.

Sirius sorriu.

— não.

James suspirou.

— Loryta, a gente pode ficar aqui? – perguntou.

As minhas amigas já vão dormir aqui, se eu soubesse que todas as pessoas que eu gosto dormiriam, tinha feito direto uma festa do pijama… Não que eu goste do Sirius… não, quero dizer, gosto, mas não desse jeit… AAH Mallory! Cale a boca, por favor?

— podem, claro. – depois repensou. – Desde que não destruam minha casa, nem entrem no nosso quarto.

Os garotos assentiram.

— okay, Loryta.

— palavra de maroto.

Andrina apareceu ao lado deles, ofegante de tanto dançar.

— ei, o que vocês estão falando? – sua voz estava bem carregada, devia ter bebido bastante.

— nada importante. Você está bem? – perguntou Remus preocupado.

Andrina deu um sorriso enviesado.

— claro. Vamos lá fora, o pessoal está esperando a gente.

Foram para o quintal da frente e sentaram-se na grama, junto com alguns dos outros amigos de Hogwarts de Mallory.

— vamos jogar verdade ou desafio. – anunciou Marlene, alegremente. Ela tirou uma garrafa vazia de dentro da bolsa e a colocou no meio do pequeno circulo mal formado.

A garrafa flutuou, fazendo Mallory ficar apreensiva.

— Lene, essa garrafa aí…

— indica se você mentir, então só diga a verdade Loryta. – riu a garota.

— Lene!

— certo. – concordou Sirius animado. – Lory, verdade ou desafio?

— não é assim que joga. – ela disse censurando. – Você não girou a garrafa.

Sirius deu um sorriso de Se quiser dificultar, tudo bem e girou a garrafa. Ele deu uma risada.

— Mallory, verdade ou desafio?

Ela o encarou contendo um sorriso.

— verdade.

O sorriso de Sirius a fez se arrepender.

— o que o Espelho de Ojesed te mostrou? – todos a encararam com expectativa.

Mallory o encarou. Merlin me ajude! Puta que pariu!

O sorriso de Sirius ficou maior.

Fodeu! Mente logo! Mandou seu cérebro. E é claro que por bondade divina a garrafa não vai me dedurar, né?!

Mas tinha mais de uma verdade…

— eu mesma. – respondeu Mallory, a garrafa continuou flutuando normalmente, ela soltou um suspiro aliviado.

— próximo. – Mallory girou a garrafa.

— Six, verdade ou desafio? – perguntou Marlene.

Ele tomou um gole do seu uísque de fogo, deu de ombros.

— verdade. – respondeu indiferente.

Marlene pensou um pouco.

— você é virgem? – perguntou ela bem na cara de pau.

— não. – respondeu.

— como assim?! – perguntou Alice, escandalizada.

— ora, vamos, gira a garrafa. – James não parecia nem um pouco surpreso.

Sirius girou a garrafa.

— Lice…?

— verdade. – respondeu antes de Andrina terminar a pergunta.

Andrina sorriu maliciosa.

— já teve algum sonho erótico?

Puta merda.

— claro que não! – respondeu quase gaguejando. A garrafa ficou vermelha e começou a vibrar com um barulho irritante.

As amigas seguraram o riso por respeito, mas, ainda assim, Alice ficou escarlate. Girou a garrafa.

— que você quer, mana? – perguntou Alana.

Ariana pensou um pouco.

— desafio. – respondeu. Marlene passou a garrafa de uísque para Ariana, que olhou confusa para a garota.

— esqueci de avisar: tem que beber no desafio.

— fale. – instou Ariana depois de beber.

— fica com o Peter. – desafiou com um sorriso maldoso, Peter ficou vermelho.

 Ariana lhe lançou um olhar entre mortificador e incrédulo, depois revirou os olhos e foi até Peter. Lascou um selinho no garoto, mas Alana balançou a cabeça.

— e isso lá é um beijo, Ariana? – reclamou ela, provocando mais uma revirada de olhos e enfim um beijo longo. – Agora sim. Gira.

— então Lene? – Jason deu um sorriso de: escolha sabiamente.

— puta merda… verdade. – decidiu.

Jason riu.

— quem você mais se arrepende de ter ficado?

Marlene passeava os olhos entre Jason e Sirius.

— Sirius. – decidiu. Todos pareceram chocados. – Não é que não tenha sido bom, mas Josh fica um saco por causa disso.

— com razão.

Sirius riu.

— entendi.

A garrafa parou em James e Andrina.

— desafio. – decidiu James, sem muito pensar.

Andrina abriu um sorriso.

— entre lá – apontou para a mansão, onde os outros convidados ainda festejavam. – E grite uma declaração de amor para Severus Snape.

James cuspiu o uísque de fogo que bebia. Mallory jogou a cabeça para trás e gargalhou.

— bem feito. – murmurou Lilian ao seu lado, rindo.

— Andrina, você me paga. – James se levantou, os dois foram para a casa, Andrina voltou gargalhando, James emburrado.

Giraram a garrafa.

— Lory, verdade ou desafio? – perguntou Alice.

Mallory bebeu um gole de uísque de fogo.

— desafio.

Alice sorriu.

— vá à casa do seu vizinho trouxa, finja-se de bêbada e implore o amor dele.

— ah, essa eu quero ver.

Então todos foram. Mallory não precisava de muito pra se fingir de bêbada, assim que o homem abriu a porta começou a chorar e tentar abraçá-lo.

— mas o que…?

— ROGER!!! – chorou ela. – POR QUE NÃO ME AMA MAIS?!

— quem é Roger? – o vizinho tentou afastá-la.

— MEU AMOOOR, EU TE AMO!

— Jesus Maria José quem é você?!

— ME ABRAÇA! EU PRECISO DE VOCÊ!

— eu não sou o Roger! – afirmou o homem desesperado.

Mallory retomou um choro escandaloso, enquanto os amigos gargalhavam silenciosamente a uma distância segura.

— tá bem, tá bem! – disse, a deixando abraçá-lo. – sou o Roger.

Mallory se afastou e limpou as lágrimas falsas.

— sério? – perguntou com voz frágil.

— é-é – respondeu assustado.

Mallory se recompôs.

— então tchau. – virou-se e saiu, todos gargalhando enquanto ela deixava o homem com cara de bobo para trás.

Depois de alguns minutos para parar as risadas, Mallory girou a garrafa.

— ruivinha, verdade ou desafio? – perguntou James animado.

Lilian pensou um pouco.

— verdade. – decidiu ela.

— o que você sente por mim?

— ódio. – respondeu, a garrafa vibrou furiosamente, fazendo aquele barulho irritante.

— não mente, ruivinha.

Lilian engoliu em seco.

— raiva. – falou, a garrafa ficou normal, Lilian deu um suspiro aliviado.

Lilian girou a garrafa, levemente corada.

— Lupin, verdade ou desafio? – perguntou Alana, um sorriso malicioso surgindo em seus lábios.

Lupin empalideceu.

— desafio.

Alana comprimiu os lábios, mas então sorriu.

— beije Andrina.

Remus olhou timidamente para Andrina, que sorriu. Ele foi até ela e deu um beijinho simples, mas a garota o puxou e retomaram o beijo, dessa vez bem mais caliente.

— já podem parar de se comer em público.

Todos riram. Remus voltou para seu lugar, parecendo um tomate, girou a garrafa.

— Black, verdade ou desafio? – perguntou Lilian.

— desafio. – respondeu e bebeu um gole do uísque.

Lilian pensou um pouco.

— vá no mesmo vizinho finja-se de bêbado e de um tapa na cara dele, depois diga uma coisa qualquer.

Sirius riu. Novamente, todos se animaram e acompanharam Sirius.

Chegando lá o garoto bateu a porta e o mesmo homem abriu.

— oi…

Foi interrompido com um forte tapa na bochecha esquerda, ficou bem vermelho.

— o que foi?! – berrou o homem.

Sirius apontou para o homem, sem muito foco.

— você… roubou minha namorada. – disse com a voz embriagada.

O homem recuou o rosto.

— eu não… Você é o Roger?!

Sirius balançou a cabeça.

— não. Sirius. Quem é Roger?!

O homem esfregou a bochecha.

— não sei. Uma garota da sua idade apareceu aqui chamando por ele. Achei que fosse você.

Sirius soltou uma exclamação bêbada.

— e como ela é? – falou bem alto.

— vestido azul, cabelos pretos, bem arrumada, bêbada…

— olhos bicolores? – interrompeu Sirius.

O homem assentiu.

— isso mesmo. Você conhece?

— não. – respondeu. Depois se aproximou do homem e o abraçou. – me desculpe, vai ficar tudo bem, tá?

O homem ergueu os braços, confuso.

— tchau, Noé. – Sirius o largou e se afastou. 

— meu nome não é Noé! – gritou o homem para Sirius.

Todos voltaram gargalhando. 

— verdade. – disse Jason assim que a garrafa apontou para ele.

— de quem você gosta? – perguntou Alana para Jason.

— Lory. – respondeu.

Mallory desviou os olhos quando todos olharam para ela. Jason girou a garrafa. Ela quase foi em Mallory e Sirius de novo.

— então, Josh?

Mallory se levantou.

— nos deem licença um minuto. – pediu tocando o ombro de Sirius e indicando para ele acompanhá-la.

Os dois se afastaram alguns metros do grupo.

— que foi? – perguntou Sirius confuso.

Mallory respirou fundo.

— conhecendo você, sei que não posso confiar nesse jogo…

— muito esperta.

O rosto dela começou a esquentar.

— então… Para minimizar os efeitos… Sim – ele franziu as sobrancelhas. –, eu gosto de você. Sim, eu senti ciúmes da Ariana. Acho você incrível e sim, seu charme idiota funciona. E também, eu ficaria com você… – ela admirou o sorriso que ele esboçava um pouco. Mordeu o lábio – Mas, por favor, não me faça dizer isso na frente da Lô, não quero magoá-la.

Sirius tentou ficar sério para respondê-la, mas pareceu impossível deixar de sorrir, então desistiu.

— é bom saber, Lory – ela desviou os olhos. – Só mais uma pergunta… Você namoraria comigo?

Mallory o encarou surpresa, mas antes que pudesse responder, Andrina acenou para eles e Marlene gritou:

— os dois vão voltar ou ficar de conversinha?!

Mallory tentou não parecer desapontada com a interrupção, mas suspirou e respondeu:

— estamos indo, Lene!

— droga – reclamou Sirius sorrindo.

Eles voltaram calados e sentaram-se em seus lugares.

Lola olhou para Sirius.

— Six, verdade ou desafio?

Sirius imaginou que teria que ficar com ela se escolhesse desafio, então olhou de relance para Mallory e respondeu sem hesitar:

— verdade.

Lola pareceu decepcionada, mas deu um sorriso.

— de quem você gosta? – perguntou.

Ele sorriu.

— Mallory Jeweller. – pronunciou o nome como se fosse um feitiço, a garrafa não fez nada.

Mallory engasgou um pouco com o uísque de fogo. Sirius riu para ela.

— não pareça tão surpresa, Loryta. – disse.

Mallory ficou vermelha, graças a Merlin estava escuro. Ela não olhou para as amigas, apenas fitou o chão enquanto Sirius girava a garrafa.

— Loryta! – James abriu um sorriso. – Verdade ou desafio?

Ai merda, Mallory comprimiu os lábios, E se ele perguntar se eu gosto do Sirius? Ou o que eu vi de novo no Espelho? Ou…

Sirius sussurrou algo para ele, James sorriu e deu de ombros.

— verdade.

O garoto sorriu marotamente. Merda. 

— relaxa – ele disse, o que não a tranquilizou muito, mas ela confiou. – Eu sou super sexy, sim ou não?

Todos riram. Mallory pensou bem.

— olhe… – ela não sabia dizer. Nunca pensara em James assim, já em Sirius… – Acho que sim?

— pô, Lory! – ele disse fingindo-se ofendido. – Sim! Com certeza sim! – ela riu. – Desperdicei minha pergunta ainda.

— foi mal – ela respondeu girando a garrafa.

— Alice, verdade ou desafio? – perguntou Ariana, com a expressão dura.

— verdade. – respondeu.

— você já teve uma queda por alguém que está aqui? – perguntou.

— sim. – respondeu com simplicidade, girou a garrafa.

— Andrina, verdade ou desafio? – perguntou Remus, sorrindo para a garota.

— verdade. – respondeu ela, bebendo um pouco.

Remus ficou vermelho, colocou a mão na nuca e perguntou timidamente:

— quer namorar comigo? – quase gaguejou.

Andrina sorriu.

— sim! – se jogou em cima do novo namorado e tascou-lhe um beijo. Deu uma risada. – Claro que sim. 

Provavelmente todos tinham o mesmo pensamento: ATÉ QUE ENFIM REMUS!

— finalmente, Sr. Lupin. – Marlene representou todos, que riram.

Depois do jogo, a maioria dos convidados foi embora e enfim entraram na mansão.

— Mallory, obrigada pela festa, estava maravilhosa. – Andrômeda, como sempre, falou com gentileza. Pegou a caixa com a chave portal.

— tchau, prima. – disse Sirius, Nymphadora tentou dar uma cabeçada nele, que recuou.

Andrômeda riu. 

— vem, Dora. – estendeu os braços para pegar a bebê, que agora estava imitando os olhos bicolores de Mallory.  – Tchau, garotos. – despediu-se, tocando a chave portal e desaparecendo.

Mallory foi procurar Robert, antes que ele fosse também.

— não se preocupe em ficar com sua irmã – ele disse enquanto lhe dava um abraço de despedida. – Se for o caso, cuidarei de você como se fosse minha própria filha.

Ela sorriu.

— obrigada, Robert… Mas, quanto à minha mãe… tem mais alguma coisa que eu deveria saber?

Ele pensou um pouco.

— bem, você pode ter uma ideia de como ela era a partir de suas experiências… Então, acredito que saiba o futuro que ela planejava para você.

— sim, ela deixou um pouco claro.

Ele sorriu.

— você vai encontrar coisas dela lá embaixo, atrás daquele armário. Só cuide com as alucinações, e não use aquela penseira.

Ele foi o último a ir, então Mallory foi mostrar aos garotos o quarto em que dormiriam.

— lembram-se do que falaram, né? – lembrou Mallory.

Os garotos assentiram. Entraram em um quarto.

— Pick. – o elfo apareceu a frente deles.

— meus senhores. – fez uma reverência profunda. Levantou-se.

— pode ajudar eles aqui um pouco, por favor? – pediu a garota.

O elfo sorriu e assentiu.

— obrigada, Pick. – voltou-se para os marotos. – Se precisarem de alguma coisa…

— não se preocupe com a gente, Loryta.

— Remus, você cuida deles? – perguntou brincando.

Remus deu uma risadinha.

— okay.

— boa noite. – passou pela batente da porta, mas Sirius a chamou. – oi?

Sirius sorriu.

— não se faça de boba, sabe que eu quero conversar.

Mallory tentou não sorrir.

— okay.

Saíram do quarto.

— fale.

— agora consegue acreditar?

— o que?

Ele se aproximou, Mallory não recuou.

— que eu gosto de você? – sorriu.

Ela sorriu.

— a não ser que você tenha enfeitiçado a garrafa, acredito.

— não enfeiticei. – disse ainda sorrindo. – E agora sei que sente o mesmo. Isso é ótimo e tudo mais… Mas, qual seria a resposta para aquela pergunta?

Mallory comprimiu um pouco os lábios.

— Sirius… não posso fazer isso com a Lola.

Ele franziu as sobrancelhas levemente.

— se for por isso… Ela não precisa saber, Lory – viu a hesitação nos olhos dela. – Você não faz ideia do quanto te quero, não é? – ele segurou o queixo dela suavemente. – Namora comigo, Lory. Prometo que ela não vai saber.

Então ela cedeu, e ele pode perceber antes mesmo que ela respondesse.

— namoro. – o abraçou animada. – Claro que namoro!

Os olhos de Sirius brilharam, então ele a beijou. Mallory sorriu e não o afastou até precisarem respirar. O sorriso que Sirius tinha era fofo demais para ser verdade, ela o abraçou.

— como você consegue ser tão perfeita? – perguntou ele em tom carinhoso.

Merlin, Sirius Black!

Mallory riu e o beijou mais uma vez, sentiu o coração dançar feliz, tudo que conseguiu pensar foi: estou beijando Sirius Black, de novo, caramba!

— ah, mas se me magoar de novo te lanço um Avada Kedavra – disse subitamente séria. – Ou no mínimo um Crucio.

Ele riu. Ouviram uma batida atrás da porta do quarto dele ("Ai!"). Mallory balançou a cabeça.

— tudo bem aí? – perguntou em tom humorado.

Alguns murmúrios.

— falou com a gente, Lory? – perguntou James abrindo a porta e se fazendo de desentendido.

Sirius riu.

— desejei boa noite – respondeu Mallory educadamente.

— já? – Sirius pareceu desapontado. James piscou, ergueu o polegar discretamente e fechou a porta.

Mallory conteve um sorriso.

— tenho que ver as meninas. – respondeu.

Sirius assentiu e deu um último beijinho nela.

— tchau, Loryta.

— boa noite, Sirius.

Se não fosse completamente estranho, Sirius voltaria saltitando para o quarto. Mallory tentou apagar o sorriso no rosto, mas só conseguiu se conter quando abriu a porta de seu quarto.

 — oi, meninas. – elas já tinham arrumado seus sacos de dormir. – marotos instalados com sucesso.

— então o que vamos fazer agora? – perguntou Andrina animada. – Porque a última coisa que quero é dormir.

— concordo plenamente. – disse Marlene.

— por que você não abre seus presentes, Lory?  

Mallory sorriu.

— okay.

Mallory ganhou presentes bem distintos, variavam de livros de artes das trevas a bombas de bostas, ou de uma vassoura a um retrato portal… Um livro de criaturas mágicas… Hagrid…

— olha esse, Lory, que fofinho. – Lola riu e jogou um cachorro de pelúcia preto para ela.

Merlin, é igual ao que eu tinha quando era criança.

Mallory riu e abraçou o cachorro.

— quem deu? – perguntou Alice.

Provavelmente Andrômeda.

Mallory pegou o cartãozinho do lado.

Loryta,

Se não gostar posso te beijar como presente.

Ps.: Mas Andrômeda disse que você gostaria (O beijo continua sendo uma opção). Francamente, Lory, você me impressiona.

— não assinou. – respondeu Mallory, sorrindo.

Mallory pegou mais um presente, estava tão bem embrulhado que Mallory olhou imediatamente para Lilian, que riu.

— qual a surpresa se você já sabe que fui eu só pelo embrulho?

Mallory abriu, era um livro. “O pequeno príncipe”.

— é um livro trouxa, mas você vai gostar. – Mallory abriu para ler, mas Lola gritou:

— não vai ler isso agora, né, Srta. Jeweller?

Mallory riu e fechou o livro.

— tá, tá.

Lola sorriu.

— agora pega o meu. – entregou um embrulho florido para ela.

Era uma bolsa.

— com feitiço extensor. Dinah colocou o presente dela aí, se não me engano.

Depois de terminarem de abrir os presentes, ficaram acordadas mais um bom tempo conversando e comendo, até que todas, exceto Mallory, dormiram.

Ela queria procurar alguma coisa, mas precisava de Lilian para poder abrir aquela porta atrás do armário, e a amiga estava cansada.



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