História Um Amor Plus Size - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Bullyng, Chim Chim, Gordas, Gordinhas, Jimin, Jungkook, Kookie, Plus Size
Visualizações 87
Palavras 4.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI, MI GENTE!

Sem muitas palavras kkkkk

DICA: Pega a pipoca e boa leitura!

Capítulo 14 - Digna de apreço


Fanfic / Fanfiction Um Amor Plus Size - Capítulo 14 - Digna de apreço

Uma das sensações mais buscadas pelo ser humano é o sentimento de estar em casa. Não a casa cujo está numa determinada rua com um determinado endereço e sim a sensação de estar com aquele ou naquele que lhe proporciona o carinho, a boa sensação e a emoção de estar no seu habitat. Antonella sentia-se em casa ali nos braços de seu pai, chorando e molhando a farda dele, ela estava bem ali, nos braços do pai.

Nicholas não reclamou da dor que sentiu ao ter os braços da filha lhe apertando muito forte, seu machucado de guerra ainda estava em processo de cicatrização, mas quem disse que isso importava? Fazia mais de um ano que não a via.

— Tone? — Chamou rente ao seu ouvido, queria dizer que a ama, precisava fazer isso encarando-a. — Filha! — Só então ela se afastou e encarou os olhos brilhosos do pai. Azuis celestes, não tinha como não gostar daquela cor. — Eu te amo! — Franziu o cenho sentindo a dor da saudade ao ser morta tão bruscamente, a emoção que sentia bombeava desfreadamente seu coração.

— Pai! — Ela não tinha forças para retribuir, então apenas exclamou por seu pai e chorou compulsivamente agarrada ao seu pescoço, enquanto que, com esforço, tentava não fraquejar e cair ali mesmo. Era o retorno do seu pai!

Antonella sentia-se tão bem que não ligou para o drama que estavam fazendo, o que era compreensível se se imaginando no lugar dela. Mais um de ano sem ver o pai, sem falar pessoalmente, sem ter seu apoio, vivendo uma vida amarga nas mãos da mãe. Ter Nicholas ali era mais do que simplesmente ter seu pai, era ter a certeza que o tempo de trevas acabara e agora poderia viver feliz, quem sabe até mudaria de casa.

— Eu. Eu senti. Sua falta. — Foi tudo que conseguiu dizer sem ser cortada pelo choro.

— Meu amor, me olhe. — Pediu calmo e sorrindo. Depois de tocar nos ombros da filha e lhe olhar, enxugou as lágrimas que molhavam descompensadamente o rosto branco e sorriu abertamente. — Tone, meu amor, venha, vamos até seu tio. — Iniciou os passos até onde seu amigo estava e sorriu para o mesmo.

Ele não faria discurso, seu propósito era apenas aparecer para sua filha, os outros alunos ainda estavam em seu bom dia. Então, sendo abraçado por Antonella, Nicholas se aproximou de Bruce lhe cumprimentando, de novo, visto que já haviam se visto naquele dia.

— Vamos te esperar na sala. — Avisou ao amigo, durante um momento Tonelle se soltou e permitiu que seu pai e Bruce se abraçassem, mas logo via-se andando para fora da quadra e abraçada a ele.

David e Alice, ao notarem a saída de ambos, andaram a passos rápidos atrás de Tonelle e seu pai, Bruce até pensou em pedi-los para deixarem os dois sozinhos, mas não era necessário, Antonella não ficaria na aula, seria até bom para que um deles levasse a bolsa dela até a mesma.

— Bem, alunos, presenciaram um reencontro familiar bonito, mas terminei nosso bom dia, então, voltem para as salas e tenham boas aulas. — Sorriu para todos e também deu início a passos.

Jimin e Jungkook observaram a cena deles um tanto assustados; uma coisa era apostar uma noite de Tonelle com o pai – um soldado do exército com licença para matar, mesmo que apenas em serviço – longe, sem contato físico, outra coisa era com ele por perto! Seria muito tenso conseguir a aproximação desejada. A proteção de pai era complicada de ultrapassar sem sair em maus bocados. Porém, curiosamente, ambos os garotos não estavam realmente preocupados com isso, na verdade, estavam até felizes de vê-la perto do homem recém-chegado, claro que Jimin sentia-se melhor com a cena, pois ele sabia que a muito Tonelle e Nicholas não se viam. E era até estranho sentir-se bem perante aquilo.

Sorriu minimamente até o momento que os dois começaram a andar e ir embora da quadra, os alunos bateram palmas o que desperta momentaneamente o ruivo, ele participou da salva de palmas assim como Jungkook, mas ambos olhavam para o pai e filha que saiam do local. Tiveram que segurar a inveja por verem David e Alice indo em direção a eles. A amizade dela permitia aquilo. Não que quisesse conversa com Nicholas, mas queriam presenciar (a felicidade de Tonelle) o reencontro entre ambos.

Afinal, que tipo de sentimento era aquele? Eles não tinham que sentir coisas assim, de jeito algum! O ponto era apenas levar Antonella para a cama, usá-la e depois falar com frieza que era tudo uma aposta. Partir o coração da menina e fazê-la se sentir um lixo. Esse era o passatempo de dois “homens”.

— Você consegue. — Jungkook ditou para si mesmo de cabeça baixa.

Estava fraquejando, sabia disso, toda vez que olhava para a Bennett lembrava de como ela cuidou de si quando apanhou igual mendigo de rua, a concentração, a ruga no meio da testa, a mão leve manuseando cada instrumento em seu corpo. Tudo! Lembrava até do nervosismo que sentiu quando apenas tentou beijá-la, as mãos até soaram, as pernas bambas, ficou sem entender toda aquela reação, mas no fundo entendia o motivo.

— Você vai conseguir! — Ditou novamente, dessa vez com uma falsa confiança em si.

Quando viu Tonelle conversando com um outro garoto, ou seja, Taehyung, sentiu algo ruim queimar seu peito e suas células, não era como ciúme, não aceitava essa hipótese, era algo ruim ao ver aquela imagem, mas não aceitava que fosse ciúmes.

— É, vou conseguir. — Passou as mãos pelos cabelos com um pouco mais de atitude e fez o caminho que todos faziam.

Os passos eram lentos, não tinha pressa ‘pra chegar na sala, o corredor estava esvaziando rápido e pessoas andavam sem medição de velocidade. Jungkook estava calmo diferente dos outros, talvez fosse apenas preguiça, não se sabe, apenas notou ao seu lado a pequena Fernanda, sorriu passando o braço pelos ombros dela.

— Oi, Nanda! — Sorriu para ela. Não era propriamente amizade, eram colegas, as vezes se juntavam e zoavam pessoas, as vezes se juntavam e se ‘pegavam e, as vezes, cometiam crimes escolares.

— Oi, Kookie. — Sorriu retribuindo. — Hey, você pode me esclarecer uma coisinha?

— O quê? — Enrugou a testa para a expressão raivosa que a menina fez, mas parecia que a raiva não era para si.

— Por que o meu pagamento estava passeando com a idiota da Antonella no parque ontem? — Perguntou.

— Seu pagamento? — Questionou esquecido de certos combinados.

— Sim! Jimin. Prometeu ele todo para mim na sua festa por eu ter chamado aquela baleia ‘pra você naquele dia. — Despejou o veneno como sempre, mas recebeu um apertão no ombro e foi obrigada a encarar Jungkook.

— Não chama mais ela assim. — Não tinha sorriso, não tinha olhar calmo, só tinha o olhar sério de Jungkook, coisa que não entrou na cabeça de Fernanda, afinal, foi o próprio Jeon que deu aquele apelido nada carinhoso para Tonelle. — Como soube que eles saíram? — Queria entender bem aquilo. Fernanda ignorou o ato de Jungkook e apenas continuou.

— Estava no parque com minha prima quando vi Jimin puxar Antonella até a Montanha Russa. Odiei aquela cena, você sabe, Jimin é algo que desejo muito. — Jungkook não estava escutando o falatório de Fernanda desde que ela falara Montanha Russa. Ele estava mais preocupado em entender o fato de Jimin ter saído com Antonella do que ouvir a indignação da menina ali.

— Calada, Fernanda! — Mandou áspero. — Eu preciso ir num lugar. — Retirou o braço dos ombros da garota rápido e sem delicadeza, andou as pressas esbarrando em alguns alunos que ainda vinham da quadra e procurou pela multidão a quem tanto desejava ter explicações: Jimin.

[…]

Antonella segurava a mão de Nicholas e encarava o rosto do mesmo, gravava todas as mudanças e constâncias dos traços fortes e viris do pai, cujo tanto orgulhava-se de tais. Mudara o estilo de corte de barba, agora possuía costeletas e isso era lindo no homem. Além de típico de soldados. Estava com mais músculos, os ombros mais largos e até uma barriga maior, mas não era gordura.

Olhando bem para a testa e cabeça do pai, Antonella constatou que o mesmo estava com um pouco menos de cabelo, então não exitou em dizer alto para ele e todos ali:

— Você está ficando careca! — Riu da expressão fingida do pai, parecia bravo, mas não estava, de jeito algum.

— Me respeite, garota! — Mandou lhe olhando de lado e virando a cabeça para Bruce a frente deles sorrindo de pequeno.

— Vai ficar igual ao ator Bruce Willis! — Riu da própria fala sendo acompanhada de Alice e David.

Ambos estavam ali próximo a porta da sala da secretária, havia falado e cumprimentado Nicholas, David recebeu um murro um tanto forte no ombro por ter chamado seu professor de luta de rua de velho. David não aprendera todas as suas táticas de luta com um professor pago, isso só ocorreu por conta do alistamento do Bennett mais velho ao exército.

— Mas vou ser um careca bonitão! — Riram todos da expressão altiva do recém-chegado. Não era mentira, Nicholas, assim como Bruce, eram aqueles famigerados; coroas bonitões.

— Sempre modesto. — O diretor comenta.

— Só presta assim. — Respondeu o amigo, mesmo que aquilo não fosse uma resposta.

— Que vocabulário é esse, senhor? — Antonella faz questão de perguntar. Sua voz era risonha, brincalhona e todos na sala percebiam isso, a muito ela não se comportava assim.

— Influências brasileiras. — Respondeu certo do que dizia. Soldados e soldadas brasileiras eram muito comuns nas guerras civis de terras africanas.

— Brasil? Uau! — A exclamação de Alice foi engraçada e espontânea.

Mais risos, eles não se cansavam de rir, nunca se cansaria.

— Bem, Alice, David, eu preciso que voltem para a sala, não podem ficar aqui. Antonella recebeu autorização para ir embora. — Sorriu vendo o sorriso da menina. — Tragam a bolsa dela para cá daqui um tempo, precisamos conversar, huh? — Ao ver a expressão séria do tio, os olhos de Antonella, que eram só brilho, tornaram-se opacos e medrosos.

Sabia o que aquele huh significava, sabia qual era a conversa e estava sem um pingo de vontade/coragem para tê-la agora com seu pai.

— Certo, diretor. — O casal disse em uníssono e saíram da sala notando o climão que ficara.

A porta foi aberta e fechada calmamente pelos que saíram dali, logo o olhar sério de Bruce encarava a expressão de Antonella. Tanto a menina quanto seu tio sabiam que ambos levariam uma bronca grande por aquilo, sabiam que Nicholas ficaria furioso por omitirem algo grande como aquilo, pois sim, era grande, era horrendo e faria a recém-chegada dele ser frustrada.

— Ué, que olhar é esse? — Nicholas questiona visivelmente curioso sobre aquilo. Lufou risonho e perguntou. — Não me diga que pela primeira vez você aprontou na escola! — Riu, pois sabia que não era aquilo, tinha noção que devia ir além de um simples reclamação. Será que havia sido alguma coisa em relação ao histórico de bullying que ela viveu no ensino fundamental? Talvez algum engraçadinho tivesse feito-a reviver aquela época frustrante. — Falem logo. — Ou talvez não.

— Quem tem a te falar é Antonella, certo, querida? — Perguntou incentivando a menina. Mas Antonella não tinha coragem de falar. — Não quer que eu conte, quer? — Os olhares da sala iam para ela.

— É muito sério, Bruce? — Nicholas questionou, estava encarando a filha a um tempo já, começava a se irritar com o silêncio e cara de medo dela e era visível sua irritação pelas sobrancelhas franzidas.

— Sim. — Respondeu calmo. Os dois homens encaravam Antonella esperando que ela falasse, mas não saia nada.

— Vamos, Antonella! Fale logo! — O Bennett mais velho mandou exaltando muito pouco a voz e com autoridade, coisa que em Nicholas havia muita.

— É a Renê! — Era pressão demais! Bruce havia dito que a primeira coisa que faria quando seu pai voltasse seria contar todos os abusos que Tonelle havia sofrido nas mãos da mãe, mas ela não esperava que fosse realmente a primeira coisa, que não daria sequer um tempo para ela tomar um sorvete na praça junto com o pai.

Não era por amor a mãe, era por medo de falar ao seu pai, a reação dele. Nicholas é um pai protetor, tão protetor que ao saber metade do que Renê, a mulher que deveria lhe cuidar, fazia, ele teria um ataque. Um grande ataque.

— O que tem sua mãe? — Se recostou na cadeira e encarou sua menina. Sabia que aquela conversa não ia acabar bem. Toda conversa que começava com Renê, terminava com briga e discussão.

— Ela… ela não se comporta como minha mãe. Ela não se comporta como uma mãe. — Nicholas já tinha noção disso, mas não tinha noção de tudo que ouviria.

E havia sido muita coisa.

[…]

— Por que não me contaram quando tudo isso começou?! — Gritou furioso se colocando de pé. — Por que não falou ‘pra mim o que minha filha passava, Bruce? Pensei ter sido claro quando disse para cuidar dela! — Estava a ponto de explodir.

— Ela me pediu para que não contasse e eu achei melhor… — Foi interrompido pelo amigo.

— Não importa, Bruce! Ela é de menor e precisava de ajuda. Ela… — Antonella não ia deixar essa culpa cair sobre Bruce, ele havia sido um ótimo tio e também não era obrigado a cuidar dos filhos dos outros, ele havia feito até melhor que cuidar, amparou e deu esperanças a ela. Por isso interrompeu o pai.

— Pai! Ela é minha mãe, ela tem direitos sobre mim perante o Estado, a palavra do tio Bruce não ia valer de nada, você estava em serviço, não poderia vir! Eu não sei nem como pôde vir agora. — Ouviu o argumento correto da filha e se sentiu orgulhoso, ela falou tão altiva quanto ele. Havia notado que ela tinha mudado, estava um tanto mais certa e não tão retraída como quando tinha deixado-a.

— ‘Tá bem! ‘Tá bem! — Respondeu afoito e ainda bravo. — Vamos ‘pra casa. Agora! — Foi até a porta.

— Pai! Ela está em casa nesse horário. — A voz de Tonelle era preocupada.

— Melhor ainda. — Respondeu encarando tanto a filha quanto o amigo. Pôde ver um sorriso pequeno em Bruce e sim, era de felicidade pela briga que aconteceria, nunca quis tanto ver alguém levar um esporro quanto Renê, pena que ele estava de serviço e não poderia presenciar a cena maravilhosa de ver aquela cobra ser amassada até morrer asfixiada.

A porta se abriu e Alice junto a David apareceram na porta. Haviam demorado, a professora de química estava dando uma revisão importante para o teste que teria logo, esse que Antonela não havia estudado nada. Milagres acontecem.

— Aqui está a bolsa. — A voz de Alice chegou aos três na sala, mas serviu apenas para Tonelle se colocar de pé como o próprio The Flash e ir até a amiga. Nicholas e Bruce não questionaram sobre aquilo, apenas deixaram a menina ir com a amiga. — O que aconteceu?

— Eu falei tudo sobre minha mãe. — Observou o refeitório, ele era de frente para onde estavam e bem ao lado da sala de Bruce, era uma arquitetura diferente a daquela escola.

— Iih, sua mãe tomou naquele canto, ‘miga. — Antonella estava séria, mas foi impossível não rir daquilo. Alice tinha uma boca podre certas vezes, o que não era ruim em geral.

— Vamos, Antonella! — A voz do seu pai chamou novamente, aquilo já estava se tornando assustador. Antonella agradeceu pelas paredes de sua casa serem fortes.

[…]

Antonella abriu a porta entrando junto ao pai e fechando ela. Viu na sala o mesmo homem da noite anterior, ele dormia e roncava como um porco. Perguntava-se como sua mãe tinha coragem de dormir com homens como aqueles. Seu pai olhou aquela cena e quase bateu com bastante força na cabeça do homem para estourar seus tímpanos, mas a mão de Tonelle lhe impedindo de continuar lhe trouxe calma.

— Ei! Seu porco! Sai do meu sofá! — Antonella acordou o homem batendo em seu braço, não tinha intenção, mas chamou atenção de Renê, esta que estava na cozinha fazendo um bolo, única coisa que sabia fazer e ainda queimava se não fosse Antonella para evitar um incêndio na casa.

— Antonella? Fedelha, é você? — Os passos de Renê chegaram até a entrada da sala e quando a mulher viu quem acompanhava a filha soltou de vez a panela com massa pronta de bolo, o creme de cor chocolate caiu no chão sujando tudo aquilo e, pela primeira vez, Antonella não praguejou porque teria que limpar. Ela não precisa mais limpar aquela casa para sua mãe puta sessenta. — Nick? — Estava sem fala, fazia quase dois anos que não via o ex-marido, não era como Antonella que falava com o mesmo ao menos uma vez por semana, ela realmente não via Nicholas a muito tempo. Mas lembrava bem da última vez; foi quando ele levou a pensão do mês para Antonella, dois meses antes dele ir embora para um trabalho na África, foi quando notou que Antonella não lhe serviu de nada e ainda desgraçou sua única carreira “digna”. — Quando voltou?

O homem que dormia no sofá notou a movimentação na casa e despertou, sentou-se calmo no sofá e se despreguiçou, estava lento para tudo que acontecia ao redor.

— Tira esse lixo daqui. — Mandou entredentes.

— Ele… ele é meu namorado e só sai daqui quando eu quiser. — Tentou ser firme e falhou miseravelmente, pois o maxilar travado e a posição de ataque do seu ex-marido era bem clara; ele ia sair, não importa como.

— Eu vou repetir: tira. Esse. Lixo. DA CASA DA MINHA FILHA! Agora, Renê! — Estava nervoso e isso era uma coisa muito ruim

— Quem é esse babaca, Renê? — O cara alheio a situação se levanta e encara Nicholas como se fosse o dono do lugar, um erro tão simples e tão… errado!

— Babaca. — Repetiu sorrindo. Antonella não tentou segurar o pai, era capaz dela receber até um soco por engano. Apenas deixou que ele nocauteasse o namorado da sua mãe e fizesse ele sangrar. Deixou que ele acabasse com o cara e recebesse também alguns golpes, não era nada comparado com o que Nicholas fornecia de graça ao outro.

No fim das contas o abajur da sala estava quebrado e sua mãe sem namorado, porque depois daquilo eles nunca mais se falariam.

— Você vem na minha casa e bate no meu namorado?! Ficou louco, Nicholas? O que você tem na cabeça? O que é? Ciúmes? — Renê era apaixonada por Nicholas, aquilo nem ela conseguia negar. Era esse o motivo de tantos namorados, ela queria, de alguma forma, esquecer o pai de Antonella com um outro, mas sabe, ela nunca consegue.

A gargalhada de Nicholas foi tão espontânea que por um momento Tonelle achou que seu pai havia enlouquecido mesmo.

— Ouviu isso, filha? Ciúmes! — Riu mais, estava com tanta raiva, só queria deitar na sua cama e dormir, acordar e ver sua filha lhe preparando um bom café da manhã norte-americano, porém, tinha que aguentar Renê antes. — De você, Renê, eu tenho asco! — Falou tirando o sorriso do rosto e mostrando seu nojo na expressão.

Até Antonella sentiu aquela palavra doer, sabia bem que sua mãe ainda sentia algo pelo seu pai, aquilo devia ter doído, igual quando Renê lhe falava que ela não era nem amada pelo pai. Não se sentiu mal, apenas entendeu que doía e, que ela fosse perdoada por si mesma por desejar aquilo, mas queria ver muito mais daquela briga.

— Essa casa não é sua, Renê, ela nunca foi, você sabe disso. Essa casa é, por direito e lei, da Antonela, está no nome dela e SÓ ela pode ditar quem fica e quem sai daqui. — Fez questão de lembrar a mulher.

— Nick… — Chamou dando um passo a frente, mas foi interrompida antes de prosseguir a falar.

— Nicholas! ‘Pra você é Nicholas. — Foi bruto e curto. Nicholas era um homem, por natureza, bruto e áspero, aprendeu com seu pai que para ter respeito era preciso dar respeito, e ele tinha respeito com todos, menos com Renê, pois nem mãe ela conseguia ser. Não eram os namorados, era as faltas que ela fazia com sua única filha.

— Eu sei que a casa é a Antonella, mas ela é minha filha… — A voz era mansa e calma, ela não queria deixar a máscara dela cair

— Isso não te dá o direito de trazer qualquer um aqui para dentro, além do mas, quem disse que você é mãe dela? Porque, se você chama isso que você é de mãe, eu juro que prefiro ser órfão. — Disse sendo o mais sincero possível na Terra. — Renê, quando disse que você podia ficar aqui junto com minha filha, eu disse que era para cuidar dela. Você fez isso?

— É claro, Antonella é minha filha, eu cuidei dela como mãe.

— O quê? — Tonelle não se metia nas discussões dos pais, mas foi inevitável daquela vez. Estufou o peito e andou até o sofá, onde, na ponta esquerda dele, estava próxima sua mãe. — Cuidar é humilhar? É gritar? Ofender? Escravizar? Ameaçar? Por que não cuidou de mim todas as vezes que fiquei doente? Por que sempre me acusou pelo fim da sua merda de carreira de modelo? Por que sempre me usou como arma contra o papai? — Lágrimas queimavam seu olhos e molhavam seu rosto, eram muitas lembranças ruins. — Você cuidou de mim? Então por que você não agiu quando disse que estava sendo espionada por aquele seu namorado nojento de tempos atrás? Por que nunca cuidou de mim de verdade, como uma mãe boa faria? Por quê?

— Espionada? Como assim, Tonelle? — Só então a mais nova se deu conta do que revelou, aquilo, nem Bruce sabia, Alice e David foram os únicos que contou, foi na época que havia saído de casa e morado cerca de um mês com Alice. Se deprimiu ao notar o quão cuidadora sua mãe era, mas superou, Alice e David lhe ajudaram a enfrentar aquilo.

— Ele… muitas vezes, tentava me espiar no banho e… até tentou colocar uma câmera lá, mas consegui evitar de ser vista, notei a câmera logo de cara. — As pupilas de Nicholas dilataram e seus nervos faltaram pular para fora de si de tão abalados e quentes.

— Você não fez nada? Você deixou um qualquer tentar…? — Passou as mãos de forma brusca nos cabelos e encarou a ex. Renê tremia, sabia bem que depois daquilo perdeu a guarda da filha e qualquer chance de reatar o casamento. Sim, ela ainda possuía esperanças.

— Nick… — Ah, lembrava bem da última vez que viu aquele modo dele, foi quando fez a besteira de dizer que não estava feliz com Antonella, quando pensou em dá-la a sua sogra, para que ela criasse.

— EU QUERO VOCÊ FORA DAQUI, DENTRO DE DEZ MINUTOS! — Gritou a plenos pulmões, Tonelle se jogou no sofá esperando aquilo acabar. — FORA DA CASA DA MINHA FILHA! VÁ PARA LONGE! — Nicholas não estava bem, ele queria esganar sua ex-esposa. Como ela podia dormir tranquila depois disso? Como?

— Eu não tenho para onde ir, sabe disso. — Começou o choro, mas tinha falsidade ali, na verdade, queria apenas gritar com Antonella, ela não tinha que ter dado com a língua nos dentes.

— Eu não me importo. — Disse sem encarar ela. Estavam em silêncio, ouvia-se apenas a respiração tensa do Bennett mais velho. — Você quer que eu jogue suas coisas no meio da rua? Ou vai aprontar as malas e ir embora? — Perguntou esperando realmente uma resposta, mas não obteve. — HUM? O que quer, Renê, estou te dando a opção! — Insistiu.

— Tone, por favor, me deixe ficar, apesar de tudo sou sua mãe, sabe disso. Sei que não vai me largar na rua, eu não tenho mais pais, não tenho ninguém além de você. Por favor, filhinha, por favor, deixe a mamãe ficar com você. — Se ajoelhou perto de Antonella, mas ela não lhe encarava, Renê não via nenhuma mudança no humor da filha e aquilo afligia.

— Vai embora logo, Renê. — Foi tudo que Nicholas precisava para puxar Renê – que estava estática – de perto da filha e levá-la ao quarto.

Fez questão de jogar as roupas e tudo que ela possuía ali em cima da cama, fez questão de gritar para que arrumasse as malas e fosse embora. Queria mesmo era vê-la logo fora de sua casa, queria ver sua filha respirar livre e, principalmente, queria cuidar da filha como Renê não fez a vida toda.

Antonella não deixou os gritos de sua mãe lhe abalarem, não deixou que o som da porta sendo aberta e fechada com grosseria lhe afetasse, assim como não prestou atenção no pai quando fez pipoca para comerem juntos. Apenas ligou quando ele sentou-se ao seu lado.

Antonella então começou a se mover e pegou um grande punhado de pipoca.

Ela estava num tipo de transe interessante, pensando que tudo que aguentou acabara ali.

Era um bom pensamento.

[…]

Um círculo de pessoas se formava ao redor deles dois, os barulhos eram falas e gritos altos, havia alguns batendo os talheres nos pratos e outros batiam palmas. Eram diversas manifestações de apoio e incentivo para aquela briga se desenrolar ainda mais.

Alguns se perguntavam o motivo deles estarem se digladiando em meio ao refeitório, outros se perguntavam o motivo de dois garotos que, até pouco tempo, eram amigos estarem arrancando sangue um do outro?

Já o diretor Bruce se questionava o motivo de ter uma movimentação e barulheira tão grande ali.

Se perguntava também, o motivo de Jungkook e Jimin estarem aos socos e pontapés no meio do refeitório.

Acontece que o motivo era simples, dono de um sorriso lindo e um nome que significava exatamente o que ela era:

Valiosa, digna de apreço.


Notas Finais


Okay, não teve nada de shipp hoje, mas uma treta sempre merece espaço, seja de quem for kkkkkk

É TRETA POW!

Juro que corrigi - como pude - comendo pipoca *-*
Ficou até interessante, sabe?

Bem, quero saber; O que acham? Do que sentem falta?
Me falem, quero saber tbm a opinião de vocês, teve até treta no fim kKKKKK
O QUE SERÁ QUE ACONTECEU AÍ?


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