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História Um amor por contrato - Capítulo 1


Escrita por: Carol-ine-VN e Miraculousand

Notas do Autor


Hello! Feliz páscoa para todos vocês, Baby's-Joaninhas! ❤

Estão surpresos por me verem de volta tão cedo, e dessa vez, acompanhada?
Pois é, essa fanfic é uma coautoria! E eu estou amando escrevê-la junto com a @Miraculousand

Cada uma de nós está responsável por escrever um capítulo, esse foi eu quem fiz, o próximo será dela! :)

Capítulo 1 - Esperança


O dia estava nublado, escondendo completamente o sol que se escondia aos poucos no horizonte. O clima frio era predominante, fazendo-me fechar o casaco mais contra meu peito e abraçar meu próprio corpo. 

Encaro o semáforo de pedestre que marcava no vermelho, enquanto diversos carros e motos passam acelerados na rua.

Suspiro cansada. Quase cinco meses em Paris e ainda não me habituei a esse clima agitado da cidade luz.

Sou de uma cidade pequena, chamada Cassis, as coisas por lá são muito mais tranquilas. Não tem todo esse barulho e agitação. Apenas me mudei para Paris em busca de mais oportunidades de emprego que são limitadas de onde vim, ainda mais com o ramo que escolhi na vida.

Ainda não consegui emprego na minha área, mas um dia chego lá. Não tenho uma profissão fixa, faço bicos pelo que vier a calhar. E isso inclui passar com cachorros, ajudar restaurantes até ser babá de crianças mimadas.

Então sou apenas mais uma jovem tentando correr atrás dos seus sonhos. Há pouco tempo atrás descobri um novo amor na vida: A dublagem. Narrar personagens ou atores, esse é o meu dom. Mais uma daquelas coisas que aprendemos ainda como crianças, mas que por ironia do destino torna-se a nossa vocação.

Gosto de dublar para sentir as mais diversas emoções. Cada personagem contém uma história, e todos os sentimentos ditos por eles são passados para mim. Isso torna a vida mais instigante e divertida. Nunca fico no tédio dessa forma!

É mais ou menos, primeiro eu preciso passar uma pequena barreira antes de alcançar tudo isso: conseguir um emprego. 

Sou despertada de meus pensamentos quando a sinaleira abre o sinal. Sem cerimônias atravesso a rua depressa, dou um suspiro de alívio e encaro as grandes portas da empresa de dublagem, me imagino entrando por elas – mas dessa vez – estando contratada.

Sorrio com a imagem, às vezes era bom sonhar acordada. Adentro o lugar que possui um amplo salão. O piso é predominantemente branco, e uma pequena recepção composta por sofás, um bebedouro, plantas e uma cesta com revistas.

Me aproximo da atendente do lugar, ela sorri simpaticamente ao me ver. De automático leio o nome escrito em seu crachá: Daysi.

– Olá. – Ela falou. – O que te trás até aqui? 

– Oi! Eu só vim deixar meu currículo. Estou procurando algo na área de dublagem.

Daisy sorriu e assentiu com a cabeça.

– É claro, vou mandá-lo para a triagem. Deseja algo mais?

– Não, é apenas isso. 

– Tudo bem. Iremos te enviar um e-mail com a resposta.

– Obrigada.

Me despedi da funcionária gentil, e fiz meu percurso até a saída da empresa. Uma empresa já vai, faltam mais duas.

Tento seguir com meu caminho. Entretanto, meu celular apita indicando uma mensagem nova. Leio o nome do visor e imediatamente dou um sorriso com a mensagem: O que acha de um jantar aqui em casa?




O bater do meu punho na porta de madeira proporcionou um barulho oco. Esperei pacientemente por dois longos minutos insuportáveis e enfim a porta foi aberta.

– Marinette! – A ruiva gritou e me abraçou antes sequer que eu respondesse, e quem dera, respirar.

– Olá, Alya.

Alya é uma pessoa agradável, a conheci na primeira semana em Paris – quando por acidente – derrubei um copo de café em cima dela enquanto corria pela rua. Eu entrei em desespero. Mas ela não só me desculpou, como também me ajudou a me acalmar. Acabamos trocando números de celulares e nos tornando boas amigas. Não vou mentir, é uma amizade recente. Mas sinto que iremos acabar nos tornando melhores amigas.

A Césaire convidou-me para entrar, jogamos conversa fora e fomos cozinhar nosso glorioso jantar, que com certeza não foi decido a base da preguiça: Misto quente e coca-cola!

– Então como vai o lance de arranjar emprego? – Alya puxou o assunto, sem de fato prestar atenção em mim. Já que ela concentrava-se em colocar queijo nas fatias de pães.

– Não consegui nada por enquanto. Mas sinto que hoje darei sorte! 

– Não sei como consegue se manter tão animada. Já está há um mês em Paris, e ainda não encontrou nada. – Alya virou-se para me encarar, e pude analisar um deslumbre de preocupação em seus olhos. – Não seria melhor arranjar qualquer emprego? Você não pode sobreviver fazendo bicos por muito tempo!

Eu engoli em seco, Alya está certa, eu não posso fazer isso por muito tempo, minha situação financeira atual não é a melhor de todas… Mas mesmo assim, eu vim para cá por um objetivo, alcançar meus sonhos. E é isso que farei! 

– Eu sei que tem razão nisso, Alya. Mas eu sinto que dessa vez vou conseguir! Preciso me manter esperançosa! 

Alya sorriu pequeno e assentiu devagar. Abriu a boca, como se quisesse me dizer algo. Mas fechou-a. Em seguida deu de ombros e me fitou com o ar sério.

– Eu entendo, vou te apoiar se essa realmente for sua decisão. Mas por favor, me prometa que não vai deixar sua situação te levar ao fundo do poço. Se precisar, arranje um emprego! 

Abaixei a cabeça e me apoiei no balcão da cozinha. Ponderei o que a ruiva me falou, sou grata por seu apoio e sinceridade. Eu quero ser dubladora mais que tudo na vida. Mas não vou poder fazer isso se morrer de fome!

– Você está certa, tudo bem, eu te prometo. Mas não acho que isso será necessário!

Alya suspirou aliviada. 

– Que bom. Obrigada, Marinette. Isso me deixa muito aliviada.

Nós trocamos sorrisos sinceros. Confesso, encontrar Alya foi uma grande bênção em minha vida. Sou muito grata por ter virado aquele copo de café nela. Sem a ruiva, eu simplesmente enlouqueceria por causa de mim mesma!

Pegamos o prato que formava uma montanha com tantos pães, e abrimos a coca-cola. Rumamos para o sofá, e assistimos o primeiro filme de comédia que encontramos na televisão.


Após o filme terminar. Eu decidi que estava na hora de voltar para casa. Alya tentou me convencer a ficar, já que estava ficando tarde e o tempo estava feio. Eu neguei e agradeci o convite. Mas tive que recusar. A Césaire é legal demais, não queria incomodá-la.

Desci sem pressa a escadaria da casa dela, são duas casas, bem simples por curiosidade. uma em cima e outra embaixo. A da ruiva era a de baixo, e a de cima a de uma senhora que aparentemente gosta de plantar pelo tanto de vasos de flores em sua escada de incêndio.

Olhei para o céu. Ele está escuro e quase sem estrelas. Enquanto uma brisa gelada sopra feroz.

Decidi andar rápido antes que pegasse uma chuva. E por incidente me resfriar.  Faltava uma quadra para chegar em casa quando a chuva começou a desabar.

Ela veio forte, inundando todas as ruas. E me encharcando por completo. Bufei irritada e corri até uma parada de ônibus próxima de onde estava. Estava disposta a esperar a chuva parar, me sentei no banco deserto.

Olhei para rua, e notei um carro preto vindo em alta velocidade, e antes que pudesse reagir ou desviar. Senti o jato de água enlameada sendo arremessada em mim pelo o atrito da roda do carro pela rua suja.

Encarei minha vendo-a repleta de barro, assim como eu. Choraminguei baixinho. Eu devia ter ficado na casa de Alya!

Encostei minhas costas no banco. Estou completamente derrotada! 

– Será que tem como essa noite piorar?! – Falei irritada.

Ouço um barulho de notificação vindo do meu celular. O peguei com pressa ao ler que era um e-mail da empresa que fui hoje cedo.

Ignorei toda a formalidade contida nele e fui direto para o que realmente me interessava.

– É com pesar que informamos que você… – Minha voz morreu no meio da garganta, e com ela seca, terminei de pronunciar – Não passou pelo processo de triagem. 

Gemi frustrada. Apenas agora me lembrando da primeira regra dos filmes: Tudo sempre pode piorar quando você questiona isso em voz alta.

É, parece que esse vai para a lista de mais uma das oportunidades jogadas fora. E isso é horrível.

Estava tão empolgada mais cedo, dessa vez tinha certeza que iria conseguir. Mas a vida mais uma vez decidiu me dar mais um de seus dolorosos empurrões.

Agora eu tombei no chão. E sinto que minha esperança se esvai aos poucos, como se um ralo houvesse sido aberto sobre meus pés. E eu não posso fazer nada para impedi-lo.





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