História Um amor pra recordar Adaptação - Capítulo 1


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Categorias Um Amor para Recordar
Tags Espiritualidade, Romance
Visualizações 63
Palavras 564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta é uma adaptação Steroline do livro Um Amor para Recordar.
Espero que gostem. Usem a imaginação.

Capítulo 1 - Prólogo



PRÓLOGO
   Aos dezessete anos, a minha vida mudou para sempre.
   Sei que há pessoas que se interrogam quando digo isso.
Olham-me de modo estranho como se a tentar perceber o que poderia ter acontecido nessa altura, embora raramente me dê ao trabalho de explicar. Porque vivi aqui a maior parte da minha vida, não acho que tenha de fazê-lo, a não ser à minha maneira, e isso levaria mais tempo do que a maioria das pessoas está disposta a conceder-me. A minha história não pode ser resumida em duas ou três frases; não pode ser apresentada sinteticamente de modo que as pessoas compreendam de imediato. Apesar de já terem passado quarenta anos, os que ainda aqui vivem e que me conheceram naquele ano aceitam sem perguntas a minha falta de explicação.
De certa maneira, a minha história é também a história deles, pois foi uma coisa pela qual todos passaram.
Porém, foi comigo que tudo se passou mais de perto.
   Tenho cinqüenta e sete anos, mas ainda consigo lembrar-me de tudo o que aconteceu naquele ano, até o menor detalhe. Recordo-o várias vezes, dando-lhe vida de novo, e
percebo que quando o faço sinto sempre uma estranha combinação de tristeza e alegria. Há momentos em que desejo fazer com que os ponteiros do relógio andem para trás e livrar-me de toda essa tristeza, mas tenho a sensação de que, se o fizesse, desapareceria também a alegria. Assim, fico com as recordações à medida que elas surgem, aceitando todas, deixando que me guiem sempre que possível. Isto acontece com mais freqüência do que eu gostaria de reconhecer.
   Estamos no dia 12 de Abril do último ano antes do novo milênio. Saio de casa e olho à minha volta. O céu apresenta-se encoberto e cinzento, mas ao descer a rua reparo que os
cornisos e as azáleas estão em flor. Aperto o casaco, não totalmente. O tempo está fresco, embora saiba que será apenas uma questão de semanas antes de se tornar agradável e de os céus cinzentos darem lugar àqueles dias que fazem da Carolina do Norte um dos lugares mais belos da terra.
   Suspiro e sinto que tudo regressa de novo.
Fecho os olhos e os anos começam a andar para trás, como os ponteiros de um relógio  rodandoem sentido contrário. Como se através dos olhos de outra pessoa estivesse a ver-me rejuvenescer; vejo o cabelo mudar de grisalho para o louro escuro, sinto suavizarem-se as rugas em torno dos olhos, os braços e as pernas tornarem-se vigorosos. As lições que fui aprendendo com a idade vão ficando menos claras, e a minha inocência regressa à medida que aquele ano agitado se vai aproximando.
Depois, como eu, o mundo começa a mudar: as estradas estreitam-se e algumas se transformam em cascalho, os subúrbios são substituídos por quintas, as ruas do centro da
cidade enchem-se de gente olhando para as montras ao passarem pela padaria Sweeney e pelo talho Palka. Os homens usam chapéus, as mulheres vestidos. No edifício do tribunal, rua acima, o relógio da torre dá as horas...
   Abro os olhos e detenho-me. Estou em frente da igreja batista e, quando olho para a fachada do edifício, sei exatamente quem sou.
   Me chamo Stefan Salvatore e tenho dezessete anos.
Esta é a minha história; prometo não deixar nada de fora.
No início vão sorrir, e depois vão chorar — não digam que não avisei.



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