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História Um Amor Proibido - Gumlee - Capítulo 42


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Notas do Autor


Algum dia eu ouvi: sinta seu coração. E nesse dia eu percebi que essa era a frase mais perfeita que existe! ^-^

Capítulo 42 - Sem sobrenomes


Fanfic / Fanfiction Um Amor Proibido - Gumlee - Capítulo 42 - Sem sobrenomes

POV Marshall

Mais tarde saímos daquele hospital com uma infinidade de dúvidas permeando nossas cabeças. Ou pelo menos acredito que os dois também estivessem. Aquele joguinho de ameaças e mensagens tinha acabado de alcançar um novo patamar, um do qual não trazia qualquer quietude, muito menos, diversão. O dia estava praticamente acabando e não tinha mais o que fazer, àquela altura aqueles dois já estavam sabe lá aonde.

— E então, vocês podem me dizer o que está acontecendo, agora? – Jason parecia preocupado, mas muito mais curioso.

Flame suspira encostado no carro.

— Você tem certeza que quer saber mesmo disso... – antes que terminasse interrompi-o.

— Flame! – Baixei o tom de voz em seguida: - Olha, eu não quero me meter em seja lá o que vocês têm, mas você colocou o Jason nessa história. E se eu estivesse no lugar dele também gostaria de saber.

Flame olhou para mim, surpreso, e fechou os olhos concordando. Olhei de relance para o moreno atrás de mim que, estranhamente, lançou-me um sorriso ainda que estivesse de braços cruzados e de modo algum deixava aquela sua pose de badboy.

— Vocês dois tem razão! Parecem até dois irmãos fazendo um complô. – Emendou desfazendo a carranca e esboçou um sorriso.

Um riso reverberou pela minha garganta, mas sustentei.

— Ava, só porque temos a mesma cor de cabelos agora somos irmãos? – Jason debochou entreolhando e esperando alguma resposta minha.

Sorri sinalizando negativamente com a cabeça. Deixei que Flame explicasse tudo que já tinha ocorrido enquanto de lado fiquei pensando comigo mesmo sobre esse “lance” de ser irmão do Jason. Bom, não era mais nenhuma novidade já tinha um tempo, mas no fim quase ninguém sabia daquilo. Para ser mais exato os únicos que sabiam eram eu, ele, minha mãe e o Ross. Ou melhor dizendo: nossa mãe. Como soava estranho dizer aquilo.

Esperei até que o Jason estivesse totalmente a par, até o momento que o Flame não sabia mais o que fazer e já havia começado a inventar coisas da cabeça dele. Intervi:

— Tá, tá, tá, ele já entendeu tudo, agora antes que cada um vá para um lado, eu preciso perguntar uma coisa a vocês dois e eu espero que sejam sinceros. – Apontei os dois dedos indicadores um para cada.

Ambos olharam pra mim com cara de quem não estavam entendendo nada, e de fato não os culpo, também ficaria. Prossegui:

— Vocês dois, estão juntos? – Indaguei sério o máximo que pude, mas no fundo eu estava quase transbordando de rir.

— Marshall, você... – Jason achou que eu não aprovava.

— Não, não, eu não estou brincando. Eu quero saber. Vocês estão ficando?

— Marshall eu vou te dar uns tapas, que porra é essa cara? – Como Flame se irritava fácil.

— Estamos. – Jason soou alto e claro.

Ficamos alguns instantes em silêncio. Até que prossegui:

— Isso... Isso é P-E-R-F-E-I-T-O! Vocês se amam? Vocês gostam um do outro de verdade? Então nem precisam dizer mais nada, só libertem esse sentimento.

Eles estavam com expressões das quais eu jamais esquecerei. Flame estava perdido na estória, mas Jason sabia o porquê daquela minha felicidade. O moreno olhou sorrindo de volta para mim e balançou a cabeça assumindo que tinha entendido.

Era perfeito, os dois estando juntos não tinha nada que pudesse atrapalhar o que eu e o Gumball tínhamos. E mesmo que toda essa situação de ter meu recente irmão ficando com meu melhor amigo que um dia já gostou de mim ser tão complicada, era o que o maldito destino tinha nos entregado.

Flame olhou para os lados, respirou fundo e negou conscientemente. Isso, continua - pensei. O ruivo desencostou do carro e beijou o badboy à sua frente que, surpreso, recebeu-o como o roteiro diria: relutou no primeiro contato, mas em instantes entrelaçou as mãos pela lombar do seu parceiro.

— Ok, ok, ok, os dois pombinhos são lindos eu sei, mas agora basta. – Disse com um sorriso no rosto e de braços cruzados.

— Ah qual é, você me encoraja e agora nos aparta. Talvez você ainda esteja merecendo aqueles tapas que eu tinha prometido agorinha.

— Tá bem, mas agora a gente precisa focar novamente em toda essa história do Justin.

O clima voltou a ser tenso novamente. Castiguei-me por isso inconscientemente, mas era o certo a ser feito. Afinal não teríamos sossego até o fim daquele caso.

— O Marshall tem razão. – Jason afirmou sério novamente.

No mesmo instante que finalizou ouvimos as sirenes das viaturas se aproximando.

— Parece que não temos que ir a lugar algum, os problemas acabam de chegar a todo vapor.

— E se seu problema começa com Norman e termina com Keller você tem um problemão. – Flame anuncia enquanto nós três avistamos a coroa descer da viatura toda imponente como sempre.

A coroa aproximou-se da gente, analisou mais ainda o Jason que até então era a única novidade para ela e disse em alto e bom som:

— Obrigado rapazes, e você... – Olhou no fundo dos olhos do Flame. - Que bom que colocou essa cabeça esquentada pra funcionar.

Em seguida adentrou as portas automáticas do hospital como se estivesse pronta para qualquer problema.

— Ela dá medo. – Jason afirmou baixinho.

— E como dá. – Completei.

— Tá e o que a gente está fazendo aqui? A gente tem que ir lá dentro falar que a gente deu de cara com o Justin. – Flame lembrou avidamente.

Sim era o que devia ser feito, mas apesar daquilo ser muito importante, nada me tirava da cabeça a única coisa no mundo que eu queria fazer e era mais importante do que estar ao lado do meu melhor amigo naquela situação perigosa: encontrar o Gumball onde quer que ele estivesse e dizer pra ele tudo o que sinto.

— Flame, você ficaria zangado comigo se eu dissesse que preciso muito fazer uma coisa nesse momento. Você pode me dar uns tapas depois, mas agora eu só preciso do seu carro.

— M-Mas...  – Flame estava mais confuso do que nunca esteve em toda a vida dele, eu tinha certeza. – Você sabe ao menos dirigir?

— Não sabe o que um servente de construção tem que fazer. E como você sabe minhas férias foram no mínimo movimentadas lá na pedreira do meu tio Mike. – Lembrei-o dessa fase.

Nas férias além de muito peso, sacos de cimento e madeira também tive que desenrolar a direção do carro. Aparentemente meu tio Mike curtia me fazer de seu motorista particular.

— E o que isso tem a ver com você saber dirigir?

Ele tinha toda razão que raios de conversa era essa.

— Só me dá essas chaves.

— Ok, mas se você der um arranhãozinho no meu carro, Marshall... – Estendeu as chaves à minha frente.

— Vou trazê-lo intacto. Acredite.

Quem eu estava enganando, como eu podia comparar o Celta do meu tio com aquela máquina que o Flame tinha. Essa é uma das vantagens ou dependendo, desvantagens de ter um amigo burguês. O fato é que eu não fazia ideia de onde o Gummy estava e era melhor saber antes de sair por aí com o carro do Flame. Jason não parava de rir da minha cara e sacando tudo.

___________________________________________________________

[Chamando]

(...)

(...)

(...)

— Alô?

— Gumball?

— Marshall?

— Olha antes que desligue, eu não estou ligando pra falar de nada do que ocorreu hoje.

— Se você está falando sobre eu ter falado alguma coisa para a detetive Norman, o que você...

— Não, não, não. Olha eu só quero que você me diga uma coisa: Onde você tá, agora, nesse exato momento.

— Onde eu estou, como assim?

— Só me fala.

— Eu estou no esconderijo.

— No nosso esconderijo... Não sai daí, por favor.

— O que você está inventando, Marshall?

— Só fica aí.

___________________________________________________________

Dei partida, respirei fundo e segui igualzinho fazia no Celta.

— Vamos lá não me decepciona, pelo menos não aqui na frente do Flame e do Jason.  – Falei baixinho.

Para a minha sorte funcionou igual. No fim tudo não passava de aparências. E a propósito o esconderijo ficava pertinho de lá. No fundo eu só queria impressionar e chegar o mais rápido possível, mas caso contrário eu poderia ir correndo que chegava igual. Como minha bicicleta fazia falta nessas horas, seria muito mais prático.

***

POV Flame

— Como você me deixou fazer isso hein Jason?

— Ah qual é, o Marshall não é seu melhor amigo? A gente não pensa duas vezes quando o assunto é melhores amigos.

— Você é um fofo dizendo isso, mas no fundo você também sabe que foi um erro.

Jason deu de ombros.

— Enfim, esqueça isso, ele saiu bem com o carro, no fim não precisa ficar tão preocupado. Se era algo urgente ele com certeza tem seus motivos.

— Essa conexão de vocês me assusta sabia. Tem razão, vamos lá dentro falar de uma vez por todas com aquela mulher.

Voltamos direto pelo mesmo caminho. A única diferença plausível era que desde o elevador até a entrada do quarto andar pairavam policiais por todos os lados. Assim que chegamos ao andar onde Jordan estava, dois policiais nos pararam e perguntaram quem éramos e o que estávamos fazendo ali. Antes que qualquer um de nós tentássemos nos explicar, ouvimos aquela mesma voz perturbadora de antes e assentindo nossa passagem.

— Garoto parece que alguém realmente não gosta de você. – A detetive Norman nos interceptou antes que adentrássemos o corredor.

— Conte uma novidade. – Soei engraçado.

— Talvez eu não tenha nada para lhe contar, mas aquelas câmeras ali já não posso dizer o mesmo. – Apontou para as duas câmeras do corredor.

— Estava só esperando você chegar, você precisa nos ajudar a reconhecer o criminoso. Aliás quem é esse que não sai do seu lado?

— Ah esse é o Jason.

— Jason, prazer.

— Jason, não é. Prazer, você é próximo do Senhor Flama, Senhor Jason... não tem sobrenome?

­— Já disse que pode me chamar de Flame. – Retruquei revirando os olhos.

De fato, a pergunta dela também me pegou de surpresa, nunca soube exatamente qual era o sobrenome do Jason.

— Se precisar de qualquer documento eu estou com eles.

Antes que aquela conversa estranha entre o Jason e a detetive Norman prosseguisse, um policial com luvas azuis e fardado nos interrompeu:

— As fitas já foram separadas e estão prontas para a análise senhora Keller.

— Obrigada, Steven. – Atendeu ao seu parceiro de trabalho, mas logo em seguida voltou os olhos para o Jason.

— Ainda não acabamos Senhor Jason sem sobrenomes, será sim importante que vejamos seus documentos. Mas não se preocupe estamos apenas seguindo protocolos.

Olhei com a testa franzida para ele que me entreolhou rapidamente e logo abaixou o olhar.

Entramos numa salinha de segurança mínima do hospital e começamos analisando as fitas daquela manhã até o horário que chegamos por volta das duas da tarde.

— Esse é o intervalo que a médica nos informou do ocorrido. Se você reconhece alguém próximo esse é o momento.

Analisei cada freme daquela filmagem, mas não via os dois juntos. Até que:

— Aqui! São eles dois aqui. Mas quem é essa do lado dele.

— Você reconhece essa moça de cabelos rosados?

— Como eu posso esquecer, não é uma cor de cabelo comum. E esse do lado dela eu tenho certeza, é o Justin. Você tem que acreditar em mim.

— Eu não estou dizendo que não acredito, Flame, mas só podemos iniciar uma investigação de busca à casa desse Justin se tivermos qualquer prova sobre ele. E infelizmente nessa filmagem ele se deu o trabalho de esconder o rosto.

— Eu entendo... Mas pelo menos já é um começo. – Afirmo com incredibilidade na voz.

— Então quem é essa moça de cabelos rosados?

— Uma ex-namorada bastante antiga. Júlia Bubble, ou como preferia dizer: minha jujuba.

Não podia acreditar que ela estava por traz daquilo, quer dizer, eu podia entender que o Justin de alguma forma tivesse resguardado rancor, pela forma como o tratei, mas jamais ia imaginar que ela pudesse fazer isso comigo. Não depois de ter aberto meu coração para ela há muito quando meu amor era incompreendido e confuso.

— Isso é o bastante, Flame. Com essa imagem nós temos o bastante para uma ordem judicial. Parece que não temos um único “J”, mas algumas pessoas do seu passado com essa inicial e que por algum motivo estão querendo lhe atingir.


Notas Finais


Lembra daquela frase que um dia me disseram, seja quem for que a disse, essa pessoa nunca esteve tão equivocada :p


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