História Um Amor Proibido - Romione - Capítulo 49


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Carlinhos Weasley, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lilá Brown, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Nicolau Flamel, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Severo Snape, Viktor Krum, Yaxley
Tags Romione
Visualizações 63
Palavras 4.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! 🎉
Tudo bem? 😊

O que esperam do penúltimo capítulo da primeira temporada/parte? 🤔

Eu estou com muita raiva de mim por não ter vindo aqui antes atualizar uma fanfic sequer. Está tudo muito corrido agora que voltou as aulas da faculdade e não tenho tempo nem para sentar 😅
A sorte é que meu almoço hoje foi tranquilo e deu para eu revisar METADE desse capítulo, ai faltava a outra metade que consegui revisar agora, assim que cheguei em casa da Facul.

Bom, esses dois últimos capítulos, são grandes, e tem muitos acontecimentos e muitas informações, fiquei com medo de deixar passar algo e esquecer de algo, mas acho que não esqueci 😂
Tentei passar tudo o que tinha em mente nesses últimos capítulos e espero ter conseguido fazer com o que vocês sentisse que estavam realmente vendo uma série ❤

P.S: Guardem o começo do capítulo em suas memórias ☻

Então, boa leitura 😄

Capítulo 49 - Fuga - Parte I


Rony e Fred cavalgavam pela Floresta na direção do Castelo, Rony queria chegar até Hermione antes que algo de ruim acontecesse com ela e ele jamais saberia lidar com isso. Não poderia viver sem a mulher de sua vida, sem a mulher que amava, sem a mãe de sua filha. Mas antes que pudesse continuar seu cavalo recuou se assustando com um homem que estava caído no chão. 

Rony rapidamente desceu do cavalo já com sua espada em mãos, garantindo sua segurança contra aquele homem caso ele pretendesse fazer algo mal. E então, quando se aproximou do homem ele reconheceu os cabelos e barba bem feita de cor castanha. Com um pouco de esforço e ele levantou o homem com a ajuda de Fred e os colocou encostado na árvore. Por mais que estivesse tantas coisas acontecendo, jamais deixaria alguém jogado na estrada, quase sem vida.

-Senhor Brown, o que faz aqui? - Ele perguntou.

-Lírio, me chame de Lírio, filho... - O homem disse sorrindo - Precisei vir resolver alguns assuntos pendentes, estava caminhando quando alguém me acertou na cabeça.

-O senhor viu quem era? - Fred perguntou, e o homem negou com a cabeça.

-Bom, seja o que o senhor tenha vindo resolver, o melhor é sair daqui, Athena esta sendo atacada... - Rony disse.

-Atacada? - O homem perguntou incrédulo - Atacada por quem?

-Voldemort... - Fred sussurrou mesmo não fazendo ideia de quem Voldemort era.

-E é por isso que o senhor vai montar em meu cavalo e sair daqui o mais rápido possível... - Rony disse para o homem - Lilá precisa do senhor vivo.

-É, ela precisa... - O homem sorriu - Eu irei, voltarei para a casa, obrigado...

-Não tem que agradecer... - Rony disse ajudando o homem a andar até o cavalo. O homem montou no mesmo e fez com o que ele começasse a andar na direção oposta de Athena. Rony observou o homem se acatar um pouco, mas o mesmo voltou a atenção para ele, dando meia volta com o cavalo.

-Você foi muito bom para a minha filha, Rony. Obrigado... - Ele agradeceu, e Rony viu sinceridade nos olhos castanhos do homem. Sorriu em resposta e acenou com a cabeça.

*************************************

"Ele já está aqui."

Claro que aquela frase lhe causou calafrios, mais calafrios do que o próprio nome dele. Voldemort. Além de um nome forte, ele era incrivelmente ameaçador. Porém, ela não demonstrou o sentimento de medo na frente de Pansy. Ela permaneceu calma, e serena. Seu pai um dia lhe dissera para que ela nunca demonstrasse suas fraquezas na frente de seus inimigos, e levou isso bem a sério.

Também estava preocupada, pois se Voldemort estava ali, significava que ela corria perigo e não sabia o motivo disso. Todos falavam para ela sair de Athena, mas, por que, exatamente? Não fazia ideia de nada, de absolutamente nada. E a única pessoa que podia lhe dar respostas estava diante de si, com as mãos presas à facas sob a mesa de jantar com o Javali que ela mesma matara.

Suspirou fundo tentando ao máximo raciocinar tudo aquilo, até porquê seus pensamos também estavam em Rose, se perguntava constantemente se ela estava em segurança e se ela sentia sua falta, pois ela sentia.

 -Você já o viu? - Questionou Pansy.

-O que você acha? - Pansy rebateu. Hermione não sabia a resposta exata, mas suspeitava que sim. Ela tinha tantas perguntas, e não fazia ideia se todas seriam respondidas de uma forma que ela gostaria. 

-Por que minha tia Bellatrix está envolvida nisso? - Quis saber. Isso era o que mais se perguntava. Sua tia sempre fora uma pessoa fria e horrivelmente irritante, mas jamais achou que ela estivesse envolvida em algo assim. Pansy abriu a boca para responder algo, mas foram interrompidas por um estrondo do lado de fora do Castelo. Hermione correu até a janela e viu uma das torres principais incendiada.

Ela voltou a atenção para Pansy que permanecia inclinada sobre a mesa por conta das mãos presas. Ainda tinha um desejo enorme por vê-la se debater enquanto estivesse pendurada pelo pescoço em uma corda até seu último suspiro sofrido e cheio de angústia, mas dada as circunstâncias, isso não aconteceria tão cedo. 

Ela andou em direção a mulher e puxou as facas de uma vez, ao som do grito de dor de Pansy que era música para seus ouvidos. Agarrou um dos braços da mesma e começou a arrastar para fora da sala de jantar sem se importar com as manchas de sangue que ela deixava em seu vestido. Malez as acompanhavam de perto, vigiando e assegurando a segurança de Hermione.

-Para onde esta me levando? - Pansy perguntou.

-Você verá em breve... - Hermione respondeu andando apressada pelos corredores. Não queria que ninguém os vissem, queria manter aquele assunto e segredo até tudo aquilo acabar. E então desceu as escadas das Masmorras e Malez adentrou sua frente para abrir a cela onde ela jogou Pansy que caiu de joelhos no chão lhe dando um olhar raivoso - Não saia dai... - Hermione caçoou dando as costas para Pansy com Malez atrás de si.

Quando chegaram no salão principal, Hermione pôde ver sua mãe ainda de camisola e os cabelos presos em uma trança no topo da escada, observando seu pai que conversava com alguns guardas. A porta se abriu chamando sua atenção e por ela passou dois ruivos, e um deles ela conhecia muito bem. Sem pensar duas vezes ela correu até ele e o abraçou apertado. Quando pediu para que ele resolvesse o que precisasse resolver durante o dia, não achou que o tempo demoraria tanto para passar para vê-lo novamente. E assim que desfez o abraço ela percebeu o braço enfaixado dele.

-Se machucou? - Perguntou preocupada.

-Isso não é nada demais, não se preocupe... - Ele deu um meio sorriso - O que está acontecendo aqui?

-Uma das torres principais do Castelo fora atacada... - Flamel disse se intromentendo - Alguns guardas já subiram para tentar apagar o fogo.

-Atacada por quem? - Fred, o irmão de Rony perguntou imerso, e Flamel desviou o olhar dele tentando evitar responder aquela pergunta. Foi quando Hermione percebeu que praticamente todos sabiam quem era Voldemort e tentavam ao máximo não tocar no assunto. Por que?

Segundo Pansy, Voldemtort já estava ali, mas aquilo não significava que ele estava presente no Castelo, talvez ele apenas estivesse perto. Muito perto. Porém, alguém que servia à ele, estava ali. Bellatrix descia as escadas acompanhada de seus guardas, Yaxley e Lobo Grayback, foi quando ela também começou a suspeitar deles.

-Tome cuidado com ela... - Rony sussurrou.

-Eu sei... - Ela respondeu notando que seu pai fazia sinal para que Rony fosse até ele, e o ruivo seguiu o caminho com o irmão o acompanhando.

A morena olhou para a tia que parecia, ou desmontrava preocupação enquanto se informava da situação com os outros guardas do Castelo, depois olhou para a mãe que também observava a mulher de cabelos cacheados e negros. Fez sinal com a cabeça para Malez que a seguiu pela escada até chegar onde sua mãe estava.

-Eles estão com Daphe... - Ela disse e Hermione sentiu o coração falhar e o ar faltar. Se eles estavam com Daphne, isso significava que Rose... - Não se preocupe, eu já cuidei de tudo. Rose está bem, em segurança.

-Mas e Daphne? - A morena perguntou.

-Não pense nisso agora, só vá para seu quarto... - A mulher disse lhe encarando com seus olhos castanhos - Tirarei você daqui em breve, se mantenha em segurança até lá. Cuide dela, Malez.

O homem assentiu e Hermione sorriu para a mãe antes de dar as costas para ela.

Meia hora antes...

O céu acinzentado não era novidade para ela, afinal, ela havia lido livros sobre todos aqueles acontecimentos sua vida inteira, até porquê, era a história de suas ancestrais. Davina Bennet, sua bisavó, fora quem escreveu aqueles livros, contando cada detalhe, cada fato da época. Contara até como conseguira matar Voldemtort, mas nunca revelou onde enterrara o corpo do mesmo.

-Deveria deitar e dormir um pouco... - Albert disse se embrulhado nos cobertores.

-Eu procurei em todos os livros de Davina, qualquer descrição que pudesse dizer como é possível trazer alguém de volta a vida e não achei nada. Até agora, me pergunto como Bellatrix conseguiu trazer Voldemtort de volta... - Ela comentou ainda observando o céu pela janela - Me pergunto se Davina sabia sobre essa possibilidade, ela parecia ser uma mulher tão inteligente, como deixou isso passar em branco?

-Talvez apenas Voldemort soubesse sobre isso, e acabou deixando em algum lugar para que um descendente de seus servos encontrassem. E Bellatrix encontrou, o que faz sentindo, já que ela se casou com Rodolfo, e a família dele era fiel à Voldemtort. - Ele analisou.

-Ela parece ser bem mais fiel à Voldemort do que o próprio Rodolfo, e eu não entendo o porquê. E por falar em Rodolfo, eu não o vejo desde ontem... - Ela disse se virando para Albert - Aposto que está com ele.

-Isso significa que ele está perto... - Albert disse - Era para Hermione já esta com Ravena, por que ela insiste em ficar aqui?

-Vingança em nome de Fler... - Rebecca respondeu - Ela não percebe o perigo que corre.

-Talvez porque ela não tenha clareza dos fatos...

-Não precisa ter...

-Mas você sabe que ela deveria, ela tem o direto de saber...

-Apenas Ravena pode contar, prometemos à ela! - Exclamou o lembrando enquanto ouviam toques na porta do quarto. Albert se levantou de imediato e foi até a mesma com uma espada na mão, pronto para crava-la em um rosto desconhecido. Ao abrir a porta ele inclinou a espada na direção do homem de cabelos brancos trançados com as mãos erguidas em redenção.

-Ele está com Daphne, e está vindo para o Castelo...

***********************************

Albert dava as coordenadas para seus guardas e cavalheiros. Os servos de Voldemort estavam marchando no interior da Floresta na direção do Castelo, e eles não ficariam parados esperando o ataque, e então atacariam primeiro. Rony olhou para seu irmão ao seu lado, implorando com os olhos para que ele seguisse seu próprio caminho e se encontrasse com sua família, mas a postura dele continuava relutante aquilo. Fred havia dito que ficaria ao lado dele, e não tinha como ir contra a escolha do irmão.

Desviou sua atenção para a torre onde Hermione se encontrava ao lado de Malez. Ela estava séria, e apesar das circunstância não demonstrava medo algum. Ela deu um meio sorriso para ele, depois desapareceu de suas vistas. Seu último contato com ela fora muito rápido, mas não deixou de notar as manchas de sangue em seu vestido, o que fez se perguntar de onde havia vindo aquele sangue.

O exército de Albert já marchava para fora do Castelo, e então ele montou seu cavalo e Fred montou no outro. Seu irmão nunca havia segurado uma espada antes, mas estava destemido com uma nas mãos. Ele não fazia ideia do que estava acontecendo, mesmo assim optou por lutar.

-Confio a vida de minha filha em suas mãos... - Rony ouviu Albert dizer para Flamel que assentiu com a cabeça.

-Tente voltar vivo... - Flamel respondeu batendo no ombro do Rei e Albert riu se virando para montar em seu cavalo.

-Nos veremos em breve, amigo. - O Rei disse e partiu com o cavalo, Rony e Fred atrás dele.

E então, Albert tomou a frente do exército. Rony estava ao lado direito dele e Fred ao seu. Eram cinco mil homens, contra um número que não faziam ideia qual era. Estavam indo para uma batalha as cegas, sem saber com quantas pessoas lutariam e quem eram elas.

Após um tempo de cavalgada adentraram a Floresta, e ela ainda estava totalmente obscura e fria. Rony sentiu sua pele estremecer quando pararam para observar e analisar o local. Ele podia sentir que estavam perto, e tudo o que ele queria era acabar com aquilo pela segurança das pessoas que amava, principalmente pela segurança de Hermione e Rose.

Tudo estava quieto, até mesmo as árvores, que tinham as folhas imóveis. Não havia vento, nem mesmo canto de pássaros noturnos. A noite era iluminada apenas por uma lua não tão brilhante e algumas tochas de fogo seguradas pelos porta-bandeiras.

Rony olhou seu irmão que parecia aflito, e ele também estava. Ambos eram meros plebeus, que nunca haviam lutado em uma batalha antes, a única diferença é que Rony sabia usar uma espada. Fred, pelo contrário, era a primeira vez que pegara uma espada na mão.

-Você deveria ter ido junto com os outros... - Disse para o ruivo.

-Você também...

-Não, eu não...

-O que lhe impediu de ir, irmão? - Fred questionou intrigado.

-Hermione e... - Ele não sabia ao certo se poderia dizer aquilo ali, correndo o risco que alguém pudesse ouvir. Sua família não sabia sobre Rose, mesmo após o incidente com Fler, ele não contara nada, até porque, era muito mais seguro manter Rose em segredo seja para quem fosse - Minha filha... - Disse por fim. Fred era seu irmão, estava arriscando a própria vida para estar ao lado dele, fora o único de seus irmãos que escolhera ficar. Não, ele Não estava reclamando. Na verdade, ele queria toda a sua família bem longe de tudo aquilo, inclusive Fred.

-Sua filha? - Fred perguntou e Rony assentiu.

-Minha filha e de Hermione, se chama Rose... - Rony comentou sorrindo, ele pôde ver os olhos do irmão brilharem com a novidade, deveria ter contado aquilo antes, não apenas para Fred e sim para a família toda, eles mereciam saber, pois também eram a família de Rose. 

O fato é que com tanta coisa acontecendo, ele não sabia ao certo se deveria contar ou não. A quase um ano atrás ele havia se esbarrado em Hermione, e por uma mágoa deixada quando criança fora muito injusto com ela. Era impossível imaginar que a Princesa que não pegara sua Rose no meio da multidão se tornaria a mulher que mais amaria na vida, a mesma mulher que lhe daria uma filha linda.

Ele, o Plebeu filho de um marceneiro e Ela, a Rainha de Athena. E por ironia do destino, eram primos. Primos. O importante é que aquilo não interferira em nada e finalmente estavam juntos, após tanto caos. Bastava saírem de Athena e atravessarem o Oceano.

-Ouviram isso? - Um cavalheiro perguntou atento e todos ficaram em silêncio, parados, esperando. As folhas do chão que eram quebradas conforme Passos caminhavam sobre elas denunciavam que o Exército estava perto. 

Rony suspirou fundo. Era eles. Há alguns metros não muito distante eles puderam ver homens vestidos de prata, com máscaras de ferro. Eles marchavam na direção deles sem hesitar, pareciam dispostos a matar até o último homem para chegarem ao Castelo. 

O ruivo havia ouvido uma conversa entre Albert e um de seus homens enquanto iam em direção à Floresta onde ele dizia que alguém havia o avisado sobre o ataque e que estavam perto. Na mesma conversa Albert jurou que não os deixariam chegar no Castelo. E Rony queria confiar naquele juramento, queria muito.

-Se você ver que estamos perdendo, volte para o Castelo e tire Hermione daqui... - Albert sussurrou para ele - SOLDADOS, ATACAR! - Ele ordenou com sua espada erguida, sendo o primeiro a sair em disparada ao exército de Voldemort.

************************************

-Meia noite... - Draco disse olhando para o céu acinzentado - Tempo esgotado. - Concluiu olhando para a morena que ainda estava sentada em um tronco, o olhar dela havia se dado por vencido. Ele tinha razão, Hermione estava cega em vingança e estava colocando a vida da própria vida em segurança, e seu juramento em protegê-la havia sido desfeito a partir do momento em que Daphne a deixou responsável por Rose. Sua obrigação era com a criança em seus braços.

Ela se levantou do tronco e assentiu com a cabeça para o louro que suspirou aliviado por ela finalmente concordar com ele.

-Como vamos saber qual Navio nos levará até Ravena? - Astória questionou.

-Eu lhes mostro... - Um homem encapuzado respondeu saindo de trás das árvores e Draco adentrou a frente de Astória já com a espada em punho - Abaixe essa espada, não precisa usa-la contra mim... - Ele riu assim que tirou o capuz, mostrando seu rosto para o casal.

-Tio Thiago! - Ele exclamou aliviado - Como... como você...?

-É uma longa história... - Ele sorriu - Agora precisamos ir, antes que nos encontrem. Venham, vou leva-los até o Navio de Ravena.

-Como vamos saber se podemos confiar em você? - Astória questionou antes de dar o primeiro passo. Seu olhar era de desconfiança, o que fez Draco se fazer a mesma pergunta. Thiago era seu tio, porém, isso não significava que poderiam ou deveriam confiar nele.

-Como sabia exatamente onde estávamos? - Draco perguntou entrando na frente de Astória e de Rose.

-Eu estive por perto, esse tempo todo, Draco... - Ele respondeu - Para ajudar minha irmã?

-Qual delas? - Astória perguntou se referindo à Rebecca e Bellatrix.

-Rebecca...

-Está mentindo! - Astória exclamou, ela sabia que as pessoas podiam muito bem mentir em relação à Bellatrix e Ravena, até porquê, elas estavam de lados opostos, e em guerras as pessoas costumavam enganar para entregarem o adversário, sem contar que Thiago e Ravena não eram irmãos de sangue.

-Não estou...

-Prove. - Ela ordenou arqueado a sobrancelha.

-Rony e Hermione não são o que pensam que são, o amor deles não é Proibido de nenhuma maneira... - Ele respondeu, Draco olhou incrédulo do Tio para Astória que tinha uma expressão surpresa. E então ela soube que poderia confiar nele, pois poucos sabiam sobre a verdade que envolvia Rony e Hermione.

-Nos mostre o Navio... - Astória disse por fim.

************************************

Eles já estavam na estrada faziam horas, estavam todos exaustos, mas sabiam que não poderiam parar, ainda mais sendo noite, alguém poderia aparecer de surpresa e ataca-los sem pensar duas vezes para roubarem os únicos pertences que tinham. A mulher que tinha a pequena garotinha nos braços era a que mais parecia cansada.

-Deixe-me leva-la um pouco, mãe... - O mais velho dos irmãos ruivos disse já pegando a criança em seus braços. A mulher agradeceu com o olhar.

-Talvez devêssemos parar um pouco... - O ruivo de cabelos encaracolados, Percy, disse.

-Estamos chegando, falta pouco... - O ruivo que tinha o mapa dado por Rony em mãos os incentivaram - Só mais alguns quilômetros.

-Percy tem razão, Jorge, talvez devêssemos parar um pouco, neste meio tempo, Rony e Fred podem até nos alcançar... - Carlinhos disse. O ruivo que tinha o mapa em mãos se deu por vencido assim que viu a mãe com o semblante cansado e então ele assentiu.

-Meia hora e nada mais... - Ele disse e todos agradeceram. Carlinhos ajudou o patriarca dos Weasley a se sentar enquanto Percy ajudava a matriarca. Todos estavam visivelmente cansados, por terem saído as pressas de Athena e estarem andando à tempos.

-Será que Rony e Fred já estão vindo com a avó de vocês? - Arthur perguntou preocupado - Estou com um mal pressentimento.

-Não comece com isso, Arthur... - Molly o repreendeu.

-Foi como aquela vez, com Fler, estou sentindo o mesmo. Senti antes de sua mãe morrer, antes de meu pai morrer...

-Arthur, por favor... - Molly implorou para que ele parasse.

-Senti hoje mais cedo, acho que algo aconteceu com minha mãe... - Ele disse com os olhos vidrados em suas próprias mãos - E estou sentindo novamente... - Ele não conseguiu concluir a frase pois um galho se quebrou atrás deles chamando a atenção da família para entre as árvores, a silhueta de um homem encapuzado começou a andar na direção deles e todos se levantaram com seus machados em mãos ficando na frente dos pais e da pequena Victoire.

-Quem está aí? - Foi Gui quem perguntou.

-Não conhecem o próprio cunhado de vocês? - O rapaz de cabelos negros perguntou tirando o capuz.

-Harry! - Jorge exclamou aliviado.

-Venham, não temos tempo. O navio mandado por uma amiga de Rony os esperam... - O moreno disse sorrindo.

***********************************

Rony cravou sua espada pela centésima vez em um homem que se desfez e pedaços de penas pretas. Ele realmente não estava entendendo o que era aquilo, normalmente, quando cravava a espada em alguém era sangue que jorrava de dentro da pessoa, mas aquilo era... Penas negras? Bom, isso não lhe impedia de partir para o próximo e fazer os mesmos movimentos. Talvez fosse a magia negra que Voldemtort usava, ele descobrira isso graças ao livro que lera.

O ruivo olhou para seu irmão rapidamente, perdendo que ele estava exausto. Com muito esforço e luta ele chegou até onde o mesmo estava.

-FRED, VÁ EMBORA! - Ele gritou.

-NÃO! - O irmão rebateu.

-Estou pedindo que por favor, você vá, encontre nossa família e saia daqui... - Rony disse cavando a espada em outro homem - Por favor... - Pediu com os olhos marejados, não suportaria perder um ente sequer de sua família - Por favor... - Implorou e Fred o encarou no fundo de seus olhos.

-Não quero lhe deixar sozinho...

-Não estou... - Rony riu enxugando a lágrima solitária do irmão - Agora, vá. Pegue um Cavalo e vá.

Fred assentiu e puxou o irmão para um abraço apertado - Eu te amo - Ele disse.

-Eu também, irmão... - Rony sorriu fazendo sinal para que ele fosse logo. O ruivo acompanhou o irmão montar no cavalo e sumir de suas vistas a antes de voltar para a batalha. Mais uma vez, ele destruía os homens em penas negras. Olhou ao seu redor e o exército de Voldemort parecia se regenerar, ele ficava cada vez maior o que fez o ruivo se perguntar  se sairia vivo dali.

Ele precisava, precisava por Hermione e Rose. E então cravou sua espada mais uma vez e não só o homem que acertara, assim como todos se desmancharam em penas, deixando apenas o exército de Albert intacto. Rony olhou para o pai de Hermione intrigado que desviou sua atenção para o céu, onde havia uma marca esverdeada no mesmo, de uma cobra saindo da boca de um crânio.

-É a Marca dele... - Albert disse assim que chegou ao lado de Rony. E então as árvores começaram a se mexer conforme um vento forte atingia suas folhas.

-Ele esta perto, não está? - Rony questionou.

-Está... - Albert respondeu - Temos que voltar para o Castelo. TODOS VOLTEM PARA O CASTELO! - Ordenou.

*************************************

Ela havia tirado seu vestido que tinha manchas de sangue deixados por Pansy e agora observa da janelaos de seu quarto, os Guardas fecharem os portões do Castelo. Nas torres principais estavam arqueiros em posição de combate caso alguém suspeito se aproximasse do Castelo. 

Apesar de nunca ter passado por uma situação como aquela antes, a morena não estava com medo. Na verdade, ela estava bem confiante que tudo acabaria bem, afinal era o que ela esperava. Ou talvez, estivesse apenas guardando seu medo para algo pior.

Se pegou orando  pela segurança de seu pai, Rony e Rose, silenciosamente, dezenas de vezes para um Deus que ela não tinha certeza se existia. Nunca fora uma pessoa de acreditar em um ser superior, mas se Ele existisse, ela esperava de todo o coração que Ele tivesse misericórdia diante tudo aquilo.

Temia pela segurança das pessoas que amava, e se sentia totalmente culpada por os prenderem em Athena em uma situação como aquela, apenas por vingança. Talvez, se soltasse Pansy, ela teria um pingo de compaixão e até a ajudaria.

-Flamel! - Chamou o fiel conselheiro de seu pai que não saira do lado de Malez desde que seu pai deixara o Castelo com o exército.

-O que deseja? - Ele perguntou.

-Que traga minha mãe aqui, já não a vejo a horas... - Pediu com uma voz doce.

-Prometi a seu pai que....

-Por favor... - Ela deu seu olhar, que quando criança, usava com Flamel para que ele praticasse com ela mais uma vez antes do jantar. Ele Nunca negava.

-Tudo bem, mas não saia daqui... - Ele pediu já passando pela porta do quarto da morena. Hermione sem esperar muito também atravessou a porta e Malez fora atrás dela.

-Onde estamos indo? - Ele perguntou, e no segundo seguinte o corpo dele caiu ao seu lado, totalmente ensanguentado, inundando o chão. Hermione reprimiu um grito e seus olhos se encheram de lágrimas em angústia. As mãos frias que a pegaram pela cintura a fez soltar o grito que estava preso em sua garganta.

-SOCORRO! - Ela gritou e então a mão fria tapou sua boca e de trás do pilar saiu sua tia Bellatrix com um sorriso no rosto.

*************************************

Ela mexia nas peças que lembravam peças de xadrez sobre a enorme mesa de madeira sem tirar os olhos da janela. Ela estava apreensiva o dia todo, sabia que havia algo ruim acontecendo em Athena, e suas suspeitas foram confirmadas quando a mensagem de Daphne enviada pela pulseira mágica chegou alegando que Ronald Weasley precisava de um Navio para transportar sua família em segurança.

Ela já havia mandando dois Navios para Athena junto com Albert quando ele fora embora, um era o reserva e estava sobre os cuidados de Thiago e Lilian, pessoas que ela confiava de olhos fechados. Pediu para que eles levassem os Weasley em um, e o outro ficaria para Hermione, caso ela arrumasse mais desculpas para não sair de Athena.

Seu maior desejo era tirar as pessoas que amava de Athena em segurança,  acreditava que aquilo realmente seria possível.

-Tente dormir... - Snape disse.

-Eu não consigo...

-Pretende ficar olhando essa janela por um mês? - Ele perguntou levando em conta que demorava exatamente um mês para atravessar o Oceano que separava Athena deles - Precisa relaxar, Daphne a trará em segurança. Essa Fuga dará certo, eu garanto.

-Acha que ela se lembrará de mim? - Ela perguntou se virando para encarar Snape com seus olhos esverdeados - Eu segurei ela uma vez, Severo. Uma única vez.


Notas Finais


Eu avisei que tinha muita informação e muitos acontecimentos 😂
Bom, por mais que tenha muitos fatos nesse capítulo, não podíamos deixar de notar o FATO PRINCIPAL: RONY E HERMIONE NÃO SÃO PRIMOS! Alguns leitores já desconfiavam disso, mas os que não desconfiavam: o que acharam dessa revelação? ☻

Também não teremos aquele spoilerzinho do próximo capítulo, porque o teaser dos dois capítulos finais já é um baita spoiler ☻😅

Mas lhes faço a pergunta: O que esperam do próximo capítulo? 😓

P.S: Respondo os comentários de vocês deixados em "Por Sete Mares" quando não estiver caindo de sono 😂


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...